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ONU elogia acordo entre Coreias de reabrir canais militares e reduzir tensão



10/01/2018

Em nota, emitida pelo porta-voz, António Guterres, destacou ainda conversações entre Forças Armadas dos dois países e a reabertura de uma linha vermelha de telefone entre ambas as nações.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas saudaram o progresso anunciado em conversações de alto nível entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, realizadas na terça-feira.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do secretário-geral António Guterres.

Contatos diretos

O porta-voz, Stephane Dujarric, afirmou que o secretário-geral saudou especialmente o acordo para trabalhar no sentido de aliviar tensões militares. Guterres destacou, dentre outros pontos, a reabertura de canais das Forças Armadas, que segundo ele, são cruciais para reduzir a tensão na região.

Além disso, militares de ambos os países manterão contatos diretos e irão reativar uma linha vermelha de telefone.

O chefe da ONU também elogiou a decisão da Coreia do Norte de enviar uma delegação para os Jogos Olímpicos de Inverno, marcados para 9 a 25 de fevereiro, em PyenongChang, na Coreia do Sul.

Paz sustentável

António Guterres lembrou que as Olimpíadas podem promover uma atmosfera de paz, tolerância e entendimento entre as nações. O que é especialmente importante para a Península Coreana e outras áreas.

As Nações Unidas esperam que a oportunidade possa servir para reconhecer os esforços que ajudam a reduzir tensões, e que eles possam levar à retomada do diálogo sincero em direção da paz sustentável e da desnuclearização da Península Coreana.

Fonte: Rádio ONU

ACORDO FORTALECERÁ RECURSOS HÍDRICOS NO PAÍS

19/07/2017

Cooperação firmada entre Ministério do Meio Ambiente e Itaipu Binacional apoiará ações de revitalização de bacias e de educação ambiental.

Sarney Filho e Vianna: cooperação
Alexandre Marchetti/ Itaipu
O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, assinou nesta sexta-feira (18/08), em Toledo (PR), acordo que implementará ações voltadas para a gestão de recursos hídricos no país. A cooperação firmada entre o governo federal e a Itaipu Binacional tem como foco a revitalização de bacias hidrográficas e inclui, ainda, atividades de formação de gestores ambientais locais e de educação ambiental em escolas da região.

O acordo de cooperação técnica promoverá a interação entre o Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), e o programa Cultivando Água Boa, da Itaipu Binacional. O objetivo é que a experiência do programa executado pela hidrelétrica seja implantado em ações socioambientais desenvolvidas pelo governo federal em outras regiões do país, como o Vale do Rio São Francisco.

A importância dos recursos hídricos foi apontada como prioridade pelo ministro. No evento de assinatura do acordo, Sarney Filho destacou a necessidade de medidas como a revitalização de bacias diante da crise hídrica atual e dos efeitos da mudança do clima. O ministro fez sobrevoos no oeste paranaense para conhecer as ações do Cultivando Água Boa na Bacia Hidrográfica do Paraná 3 e visitou os trabalhos de recuperação de nascentes em São José das Palmeiras (PR).

PUBLICAÇÃO

A cooperação também engloba ações de educação ambiental. Nesse contexto, o ministro Sarney Filho e o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna, lançaram o caderno Fontes de Financiamento para Educação Ambiental. Além da publicação, as ações de educação previstas incluem a formação de educadores e gestores ambientais, realização de cursos e atividades educativas e de mobilização em escolas da região.

As atividades no oeste paranaense contaram também com a participação do diretor-presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, da diretora de Educação Ambiental do MMA, Renata Maranhão, de diretores e técnicos da usina e de prefeitos da região.
      
Acordo prevê ações em educação ambiental (Foto: Alexandre Marchetti)

*Com informações da Itaipu Binacional

Fonte: Ascom/MMA

UM BALANÇO DO PRIMEIRO ANO DO ACORDO SETORIAL DE EMBALAGENS

Foto: José Roberto Couto

26/02/2017

Há pouco mais de um ano, no dia 25 de novembro, foi assinado, em Brasília, o Acordo Setorial criado pela Coalizão Embalagens para expandir a reciclagem pós-consumo no país, a partir das premissas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que prevê a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e população. Elaborada por entidades do setor - produtores, importadores, usuários e comerciantes, com apoio do Cempre, da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC) -, a proposta do documento havia sido entregue no final de 2012 para análise do governo e consulta pública.

“A Coalizão é uma iniciativa inédita no país em que 22 entidades que reúnem milhares de empresas se comprometeram a desenvolver um plano de gestão de resíduos dentro do contexto da logística reversa”, explica , presidente do Cempre. Segundo Bicca, as empresas precisam destacar, em suas ações, a existência da Coalizão para que esse engajamento coletivo seja reconhecido como um compromisso maior e comum - não apenas da empresa “A” ou “B”. “O momento, agora, é de incrementar essa sinergia, buscando compartilhar e aproveitar de forma mais eficaz nossas experiências. Outros setores e empresas têm nos procurado para participar da Coalizão, mas há players que continuam fora do Acordo e é necessário incentivar e cobrar sua adesão para assegurar conquistas maiores e mais diversificadas”, completa.

Viabilidade técnica e econômica

Único no mundo, sobretudo pela magnitude de sua premissa de responsabilidade compartilhada, o modelo brasileiro tem atraído a atenção de outros países por enfatizar a reciclagem com ganhos sociais, econômicos e ambientais. A geração de trabalho e renda é essencial nesse sistema e, por isso, um dos principais focos do Acordo é o apoio à formalização e capacitação das cooperativas.

Os resultados desse primeiro ano revelam o sucesso da proposta e tornam real o objetivo de aumentar em 22% a reciclagem de embalagens pós-consumo até o final de 2017, quando deverá ser finalizada a Fase 1 do Acordo. Naquele momento, será feita uma avaliação completa do biênio para identificar as melhorias e os ajustes necessários para consolidar o compromisso.

“Para incrementar a logística reversa, ainda temos algumas questões relevantes a enfrentar como a desoneração da cadeia produtiva, com a redução dos tributos que desestimulam a reciclagem, e a ampliação do parque reciclador - ou seja, das empresas que usam os recicláveis para fabricar novos produtos”, avalia Bicca. “Não adianta focar somente na coleta, é preciso impulsionar a reciclagem dos materiais, a partir de sua viabilidade técnica e econômica. Mesmo no atual cenário recessivo, os resultados desse ano mostram que estamos no rumo certo para fortalecer um modelo sustentável e competitivo.”

Fonte: Cempre

Farc ratificam acordo de paz na Colômbia por unanimidade

Farc: milícia mudou o tom, promovendo shows e palestras, com direito a citação 
de Gabriel García Marquez - REUTERS /John Vizcaino

24/09/2016

Planície do Yari - Líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deram apoio unânime a um acordo de paz firmado no último mês com o governo do país.

O anúncio concluiu uma semana de deliberações em que a guerrilha tentou se apresentar sob uma nova luz a colombianos céticos que os culpam por décadas de violência.

Com shows de artistas de rap, conferências sobre o papel das Farc no cuidado ao meio ambiente e entrevistas com a imprensa internacional, líderes evitaram a retórica de antagonismo que os colombianos costumam esperar deles.

"A guerra não acabou", disse o líder conhecido pelo pseudônimo de Ivan Marquez no final de uma coletiva de imprensa. "Diga a Mauricio Babilônia que ele pode soltar as borboletas amarelas", declarou em referência ao personagem do livro "Cem Dias de Solidão", de Gabriel Garcia Marquez.

Ivan Marquez disse que as Farc formarão um partido político até maio de 2017. Muitos colombianos aguardam por detalhes sobre uma transição das Farc para um movimento político uma vez que o grupo entregue suas armas a observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) nos próximos seis meses.

O presidente colombiano Juan Manuel Santos e o líder das Farc conhecido como Timochenko devem assinar o acordo na segunda-feira na cidade caribenha de Cartagena em um evento que deve ter a participação de mais de uma dezena de chefes de Estado, do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon e do secretário de Estado norte-americano John Kerry.

Timochenko fez um apelo especial pelos milhões de vítimas do conflito de meio século, dizendo que, além do fim das hostilidades, as famílias se beneficiariam ao saber a verdade sobre o que ocorreu com seus parentes.

"Finalmente teremos uma segunda oportunidade", declarou.

Fonte: Exame.com


EUA se unem à China e assinam acordo sobre clima de Paris

Obama entrega documento em que ratifica o Acordo do Clima de Paris
Carolyn Kaster/AP

03/09/2016

A conferência de Paris onde foi alcançado um acordo sobre o clima "foi o momento em que decidimos salvar o planeta", declarou na sexta-feira (2) o presidente Barack Obama depois de anunciar a ratificação do texto, juntamente com a China.

Em uma cerimônia com seu colega Xi Jinping na cidade chinesa de Hangzhou, onde é realizado o G20, os dois líderes entregaram ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os documentos que oficializam a ratificação.

"Deram um grande impulso para que o acordo entre em vigor. Sou otimista sobre o fato de que poderemos alcançar isso antes do fim do ano", disse Ban.

O acordo tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura no planeta a um máximo de dois graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais.

Para que entre em vigor em 2020, como está previsto, ao menos 55 países que representem 55% das emissões mundiais precisam ratificá-lo.

Estados Unidos e China são os dois países que mais poluem o planeta (juntos representam 40% das emissões de CO2) e sua ratificação pode agir como convocação para os demais signatários.

Fonte: UOL


Brasil e Alemanha assinam acordos de € 15 mi para o clima

Ações do Projeto Terramar serão executadas na Costa dos Corais, em Pernambuco 
e Alagoas, e no Banco de Abrolhos, na Bahia e no Espírito Santo
Divulgação/MMA

29/06/2016

Investimentos serão destinados ao projeto TerraMar e ao Programa Planos Setoriais, ambos do ministério do Meio Ambiente
  
Brasil e Alemanha assinaram, nesta terça-feira (28), dois acordos na área de meio ambiente, que garantirão 15 milhões de euros (R$ 55 milhões) para medidas voltadas à mudança do clima e a gestão da zona costeira do Brasil.

Os recursos serão doados pelo governo alemão e financiarão o projeto de Proteção e Gestão Integrada da Biodiversidade Marinha e Costeira (TerraMar) e o Programa Planos Setoriais. A Alemanha é parceira histórica do Brasil há mais de 45 anos.

Ambos os projetos durarão cinco anos e incentivarão o desenvolvimento ambiental, econômico e social do País. Em relação à mudança do clima, o Programa Planos Setoriais destinará 9 milhões de euros para gestão do conhecimento e para ações de redução de emissões de gases de efeito estufa em setores como energia e combate ao desmatamento na Amazônia.

O programa também permitirá a elaboração de um registro nacional de emissões e sumidouros de carbono, além de apoiar a execução do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima. A intenção é ajudar o Brasil no cumprimento da meta de redução de emissões assumida no contexto do Acordo de Paris, firmado no fim de 2015 entre mais de 190 países. “Internamente, vamos tentar encurtar os prazos e ampliar as metas”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. 

Gestão integrada

O Projeto TerraMar garantirá 6 milhões de euros para o planejamento ambiental e territorial e para a gestão integrada da zona marinha e costeira. As ações serão executadas na Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais, em Pernambuco e Alagoas, e no Banco de Abrolhos, na Bahia e no Espírito Santo. “O projeto completará nosso trabalho voltado para a biodiversidade”, analisou o embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann. 

Ações de capacitação, desenvolvimento de metodologias e ferramentas para a gestão costeira também fazem parte do Projeto TerraMar. O objetivo é realizar o planejamento ambiental territorial e fomentar e medidas de proteção e uso sustentável da biodiversidade.

“Os projetos consolidarão a cooperação entre o Brasil e a Alemanha e para promover o objetivo comum de estabelecer o desenvolvimento sustentável”, afirmou o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), embaixador João Almino.  

Fonte:  Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente

Nova guia da ONU sobre pesticidas busca eliminar toxinas perigosas

Pequenos agricultores nem sempre usam proteção quando utilizam pesticidas. Foto: FAO

11/05/2016

Manual da FAO e da OMS oferece etapas para acabar com pesticidas de alta periculosidade; produtos aprovados no passado são vistos agora como prejudiciais à saúde.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Duas agências da ONU anunciaram a criação de um guia para eliminar pesticidas de alta periculosidade.

Lançado neste 10 de maio, o manual da Organização Mundial da Saúde, OMS, e da Agência da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, traz diretrizes para reduzir os danos causados por pesticidas. Os mais visados são os de alto teor de risco para a saúde e o meio ambiente.

Efeitos crônicos

Os produtos com níveis de toxina mais altos são os atribuídos aos maiores casos de contaminação imediata, especialmente em países em desenvolvimento.

Já os pesticidas com efeitos crônicos de toxina podem causar câncer e até afetar o desenvolvimento em crianças em idade de crescimento.

Alguns destes produtos não são mais permitidos em países desenvolvidos, mas seguem sendo autorizados em países em desenvolvimento.

Existem até mesmo casos de pesticidas nocivos, permitidos em  nações desenvolvidas, que podem causar graves problemas em outros países, onde as condições de vida são diferentes.

Acordo

Em muitas situações, os agricultores não trabalham com proteção ou utilizam materiais que causam danos.

De acordo com o manual, um número pequeno de pesticidas altamente nocivos é geralmente a causa de casos de contaminação. O guia conta com diretrizes para ajudar os países a identificar e avaliar os riscos e a tomar as medidas necessárias.

Dependendo do contexto, pode haver a eliminação por etapa dos produtos. As condições locais devem servir sempre como base na avaliação.

A FAO também lançou um kit de registros de pesticidas para ajudar os governos a decidir sobre os casos.

O material serve também para reavaliar se produtos aprovados no passado passaram a ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Fonte: Rádio ONU

Dia Internacional da Terra marca assinatura de "pacto histórico"

Dia Internacional da Terra. Foto: Pnuma

22/04/2016

Para secretário-geral da ONU, o fato de mais de 170 países assinarem o Acordo de Paris em um único dia é um sinal claro de determinação; em 2016, celebração foca na importância das árvores para o planeta.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Como em todos os anos, 22 de abril é o Dia Internacional da Terra. Mas nesta sexta-feira, a celebração ainda é mais especial: líderes de mais de 170 países estarão reunidos na sede da ONU, em Nova York, para assinar o Acordo de Paris.

Para o secretário-geral Ban Ki-moon, o "pacto histórico" de combate à mudança climática tem o poder de transformar o mundo. Ban acredita que tantos líderes assinando o acordo em apenas um dia é um "sinal claro da solidariedade e da determinação".

Brasil 

Estão confirmadas as presenças da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, do presidente da França, François Hollande, do secretário de Estado americano, John Kerry, entre outros líderes.

Antes da assinatura do acordo, a Rádio ONU conversou, em Nova York, com a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira.

"O Acordo de Paris tem uma história e uma urgência de fazer acontecer. E assinar imediatamente é algo que está sendo construído entre sucessos de interlocução política que nos possibilitará de fato ter uma ambição maior e novos caminhos de implementação de economia de baixo carbono, de redução de emissões, enfim. No Brasil, eu tenho a firme convicção de que a sociedade brasileira pressiona para que a gente faça de maneira acelerada essa transição para o desenvolvimento de baixo carbono, com um olhar mais inclusivo e do ponto de vista da sustentabilidade ambiental."

Efeito Estufa 

O secretário-geral da ONU vai inaugurar a sessão de assinaturas por volta das 8h30 da manhã, hora local em Nova York. O chefe da ONU lembra a importância de garantir, nas próximas décadas, a redução das emissões dos gases que causam o efeito estufa e melhorar a capacidade de adaptação aos efeitos do clima.

Ban Ki-moon lembra que a liderança vinda do topo é crucial, mas cada habitante do planeta também pode fazer sua parte. Entre as sugestões dele estão: dar prioridade para a eficiência energética, acabar com o desperdício de alimentos, reduzir as pegadas de carbono e aumentar os investimentos em sustentabilidade.

Árvores 

Na avaliação de Ban, pequenas ações, multiplicadas por bilhões de pessoas, vão gerar uma "mudança dramática" no planeta.

Neste ano, o tema do Dia da Terra foca na importância das árvores para o planeta, que são essenciais para a absorção de gás carbônico, armazenamento de água e para filtrar poluentes. Existe uma meta global de plantar 7,8 bilhões de árvores nos próximos cinco anos.

CEMPRE - UM ACORDO MUITO ESPERADO

Fotos: Paulo de Araújo/MMA

24/12/2015

O acordo setorial elaborado para aprimorar a reciclagem de embalagens pós-consumo no país foi assinado, no último dia 25 de novembro, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, com a presença de representantes da Coalizão Embalagens, formada por empresas e associações do setor, e do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). O acordo propõe ações para expandir o sistema, seguindo os princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que prevê a integração entre os diversos stakeholders para o incremento dos índices de reciclagem.

Elaborada por 21 entidades do setor - produtores, importadores, usuários e comerciantes, com apoio do Cempre, da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC) - a proposta do documento foi entregue no final de 2012 para análise do governo e consulta pública. “O acordo vai trazer condições dignas de trabalho para os catadores que agora têm direitos e deveres dentro do processo”, declarou a ministra na cerimônia de assinatura. Segundo Roberto Laureano, do MNCR, “esse é o melhor caminho, o de incluir a base da pirâmide que são os catadores. O acordo é um instrumento necessário para a implantação da Política Nacional do setor.” 

“Esse é um momento de convergência para uma ambição que deve ser ampliada e reavaliada sempre que possível.”Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente

Para todas as categorias de insumos cobertos pelo acordo (papel e papelão, plástico, alumínio, aço, vidro e embalagem longa vida), os estudos apontam vantagens econômicas na produção a partir de material reciclado, em relação aos custos com energia e insumos. Essas vantagens se refletem na geração de renda ao longo da cadeia de coleta, triagem, transporte e reciclagem.

Victor Bicca e Izabella Teixeira, na assinatura do acordo.

Para o presidente do Cempre, Victor Bicca, o acordo representa um marco fundamental. “Ele abrange todo o ciclo da reciclagem e aborda o desafio de formalizar o fluxo da coleta. Agora, teremos maior clareza do papel e da responsabilidade do setor empresarial e dos demais envolvidos no processo como a população, o governo e as cooperativas de catadores. Tenho certeza que escolhemos o melhor modelo para o país a partir de critérios de viabilidade técnica que levaram em conta nossa situação socioeconômica e geográfica. É um modelo que prioriza o apoio às cooperativas de catadores, a instalação dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) e o compromisso das empresas de comprar todo o material que for coletado pelo melhor preço de mercado”, explica Bicca. 

A versão 2015 do “Cempre Review” apresenta dados atualizados sobre a cadeia de reciclagem e os avanços alcançados nos últimos anos no país. A publicação pode ser acessada no site www.cempre.org.br ou na página do Cempre no facebook.

O acordo prevê aumento de 22% na reciclagem de embalagens pós-consumo nos próximos dois anos. Segundo o Cempre Review 2015, lançado durante o 11º Recicle Cempre, são muitas as oportunidades de expansão, visto que hoje apenas 13% da população brasileira é atendida pelo serviço de coleta seletiva. 

Fonte: CEMPRE

BRASIL DEIXA COP21 “PLENAMENTE SATISFEITO”

Ministra Izabella Teixeira e embaixador Luiz Alberto Figueiredo se 
emocionaram na hora do anúncio do acordo. Divulgação: RFI

12/12/2015

Depois de duas semanas de intensas negociações na 21a Conferência do Clima das Nações Unidas, em Paris, a delegação brasileira volta para casa “plenamente satisfeita”. O acordo assinado na COP21 atende às expectativas do país. Os ambientalistas também demonstram otimismo com as decisões tomadas na conferência.

A COP21 termina com um acordo com força de lei, que ressalta as diferenças de responsabilidade entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. O texto visa que o aumento da temperatura do planeta até o final do século seja “bem abaixo de 2°C”, e destaca que o objetivo é perseguir uma elevação de 1,5°C, ao longo das próximas décadas.

O acordo ainda prevê mais financiamento das ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas a partir de 2020. Os países ricos se comprometem a fornecer no mínimo US$ 100 bilhões por ano para os mais pobres, rumo a uma economia mais sustentável. Um novo objetivo mais robusto deve ser determinado em até 10 anos.

“O acordo reflete todas as posições que o governo brasileiro defendeu”, resume a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O país teve um papel de protagonista nas negociações. “Foi muito trabalho, não foi trivial, mas acho que vamos, sim, para uma nova fase de clima. Vamos para uma fase de realmente fazer um enfrentamento das mudanças do clima, com todos os países a bordo.”

Entre os pontos do texto que convergem com a posição brasileira, a ministra cita a questão da temperatura, do financiamento, da diferenciação entre os países para os esforços de mitigação e adaptação, a transparência dos mecanismos de verificação das ações e a adoção de duas ferramentas que recompensam a redução do desmatamento e a preservação das florestas, o Redd+ e CDM+.

Acordo de Paris é histórico

Os 195 países que participaram da Conferência do Clima de Paris assinaram um acordo histórico para atenuar as mudanças climáticas. Pela primeira vez, tantos governos se comprometem a diminuir as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. É a maior conquista ambiental desde o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997.

O novo texto, que passará a valer em 2020, adota a revisão, a cada cinco anos, dos compromissos firmados hoje pelos países. O documento também reconhece as perdas e danos sofridas pelos países mais vulneráveis desde o início das mudanças climáticas, um dos pontos mais batalhados pelas nações insulares.

ONGs comemoram resultados da COP21

Os ambientalistas que acompanharam a COP21 não pouparam elogios aos resultados. “Concordo que é um texto histórico. Conseguiram montar um regime multilateral. Neste momento do mundo, não seria fácil em nenhum tema, e em mudanças climáticas é ainda mais”, disse Ana Toni, presidente do Instituto Clima e Sociedade. “As pessoas estão sorrindo, comemorando, estão com esperança. Em Copenhague, era uma tristeza atrás da outra, uma má notícia atrás da outra. E aqui é o oposto: não teve surpresas, desde o começo havia um bom texto, que foi se afinando.”

Pedro Telles, coordenador do projeto de Mudanças Climáticas do Greenpeace Brasil, acha que poderia haver mais ambição a longo prazo, mas destaca as qualidades do Acordo de Paris.

“Isso sinaliza para o final da era dos combustíveis fósseis. O texto que sai de Paris não é perfeito, mas tem elementos importantes. Ele reconhece, pela primeira vez, que a gente não pode ultrapassar 1,5°C de aquecimento global e que cada governo tem que elevar a ambição das suas ações regularmente”, sublinha. “A forma mais eficiente de chegarmos ao objetivo que o acordo traça é mover o planeta de uma vez rumo às energias renováveis e ao fim do desmatamento.”

Agora, cabe a cada país cumprir o que prometeu em Paris. O Brasil se comprometeu a reduzir 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030. Um dos caminhos, alertam os ambientalistas, é promover transportes mais limpos e desenvolver as energias renováveis, como a solar, para substituir a parte de carvão que ainda abastece centrais brasileiras. Quase 70% da matriz energética do país é hidráulica, uma das mais limpas.

 Fonte: RFI

COP 21: QUEM PAGA A CONTA?



08/12/2015

Acordo global tem que ser feito esta semana

Desastres naturais e situações meteorológicas extremas podem ocorrer em todas as regiões do planeta Terra, mas pela localização geográfica, algumas áreas são mais propensas a chuvas intensas ou secas recorrentes.

Fenômenos cíclicos como El Niño e La Niña relacionados com anomalias de temperatura da água do mar influenciam o clima em escala global intensificando ou reduzindo a chuva e a temperatura em determinadas época do ano. A atuação destes fenômenos pode ser positiva ou negativa em diferentes regiões.

De certa forma, a atmosfera é até democrática, mas a atuação humana vem alterando perigosamente o padrão de temperatura média da atmosfera da Terra e esta mudança também causam alterações climáticas.

No fim de novembro, faltando poucos dias para o início da COP 21 - 21ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU – a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e os principais centros de monitoramento do clima do planeta anunciaram que 2015 caminha fortemente para ser o ano mais quente da Terra superando 2014. Mas um dado especial acendeu uma luz de alerta para os climatologistas: em 2015 a temperatura média da atmosfera terrestre poderá ultrapassar a marca de 1,0°C acima do que foi registrado no período pré revolução industrial, entre 1880-1899.

O aumento da emissão dos gases que provocam o efeito estufa é um problema global. As projeções sobre o que acontecerá se a Terra continuar esquentando incluem elevação do nível médio do mar, o que colocaria muitas áreas costeiras debaixo d´água, e o aumento de eventos extremos como ondas de calor, furacões e tornados.

É preciso frear o aquecimento da atmosfera da Terra e isto vai depender de um grande empenho de todos. É o que se pretende na COP 21: chegar a um acordo sobre metas e ações que todos os países deverão ter para evitar a continuidade da elevação da temperatura. Mas o freio deve ser brusco, pois o tempo resposta é grande. Ações feitas agora vão demorar anos para serem percebidas na atmosfera.

A COP 21 acontece de 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015 em Paris, na França. A jornalista Nádia Pontes comenta sobre uma das principais dificuldades para se chegar a este acordo global.

Fonte: Terra


Brasil e Estados Unidos fecham acordo sobre combate à mudança do clima

O acordo prevê investimentos em fontes renováveis de energiaRoberto Stckert Filho/PR

01/07/2015

O Brasil e os Estados Unidos fecharam acordo bilateral de compromissos para mitigar as causas da mudança do clima. O Brasil se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal de florestas. O documento informa que o Brasil pretende restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030.

Os países pretendem atingir a meta de 20% de participação de fontes renováveis em suas matrizes energéticas. O acordo foi fechado na visita da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos.

A Declaração Conjunta Brasil-Estados Unidos sobre Mudança do Clima afirma que o governo brasileiro implementará políticas para eliminação do desmatamento ilegal, em conjunto com o aumento ambicioso de estoques de carbono por meio de reflorestamento e da restauração florestal.

Os presidentes afirmam, no comunicado, que reconhecem a necessidade de acelerar o emprego de energia renovável para ajudar a mover as economias e propõem a adoção de “ações ambiciosas”. Os dois países pretendem atingir, individualmente 20% de participação de fontes renováveis – além da geração hidráulica – em suas respectivas matrizes elétricas, até 2030.

Dilma e Obama se comprometeram a trabalhar em cooperação para gerar energia 
nuclear seguraRoberto Stuckert Filho/PR

Dilma e Obama expressaram compromisso de trabalhar para superar potenciais obstáculos a um acordo na Conferência de Paris sobre Mudança do Clima, no final deste ano, na França. Eles afirmaram no comunicado que buscam um acordo ambicioso que reflita o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas por causa das circunstâncias de cada país.

Os presidentes lançaram uma Iniciativa Conjunta sobre Mudança do Clima, que será implementada por meio de um novo grupo de trabalho. O objetivo é ampliar a cooperação bilateral em questões relacionadas ao uso da terra e da energia limpa, bem como diálogos políticos sobre a questão climática nacional e internacional.

Também foi acertada a promoção de ações sobre o uso sustentável da terra. A declaração conjunta afirma que os dois países querem promover ações em florestas, na agricultura e no uso da terra, e contribuir para mitigar a mudança do clima, assim como estimular o crescimento econômico.

Os dois países querem adotar novos e melhores modelos de gestão de suas florestas, terras agrícolas e pastagens. Também está prevista a troca de informações e de conhecimento com outras nações.

Em busca de uma cooperação em energia limpa, o Brasil e os Estados Unidos fortalecerão mecanismos de cooperação bilateral sobre o setor. Os países querem ampliar as pesquisas sobre oferta de energia de fontes renováveis, tais como energia eólica, solar e combustíveis renováveis de transporte. Pretendem, também, ampliar as pesquisas em desenvolvimento e inovação na área de energia e promover a cooperação entre universidades e instituições nos dois países.

O comunicado conjunto diz que o Brasil e os Estados Unidos vão trabalhar em cooperação na geração de energia nuclear segura e sustentável. Além disso,  também compartilharão experiências para criar resiliência aos impactos da mudança do clima em áreas como biodiversidade e ecossistemas, infraestrutura, produção agrícola e segurança alimentar, e recursos hídricos.

Das 100 maiores empresas do país, 82% já adotam ações de mitigação ou de adaptação às mudanças climáticas, revela pesquisa do Instituto Datafolha para o Observatório do Clima e para o Greenpeace, feita nos meses de março e abril deste ano.

As iniciativas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas são variadas:  vão desde soluções para reduzir o consumo de água e energia (apontado por 40% das empresas) até ações para diminuição de poluentes (23%) e campanhas de educação e conscientização (12%).

“Muitas empresas adotam medidas para lidar com os desafios da mudança climática ou se preparam para adotar medidas para lidar com esses impactos e suas consequências, tal como a escassez de insumos como a água”, disse Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima.

Fonte: EBC


Obama assina decreto para reduzir 40% das emissões dos EUA até 2025

Obama assina nesta quinta-feira (19) decreto que prevê a redução das emissões 
de gases do efeito estufa pelo governo dos EUA (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

20/03/2015

Decreto foi assinado após acordo com a China, no ano passado.
Redução será equivalente às emissões de 5,5 milhões de carros em um ano.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira (19) um decreto que fixa como meta reduzir em 40% as emissões de gases causadores do efeito estufa pelas agências federais dos Estados Unidos até 2025.

O decreto, que também prevê o investimento em energia limpa, foi assinado após acordo de coperação com a China, acertado no ano passado. Juntos, os dois maiores poluidores mundiais se comprometeram a reduzir suas emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. O acordo, que foi negociado durante meses pelos dois países, pretende promover um pacto em nível global, visando a Conferência sobre Mudança Climática que acontecerá em Paris neste ano.

"São objetivos ambiciosos, mas sabemos que é possível alcançá-los", declarou o presidente norte-americano, que visitou o teto do edifício que abriga o Departamento de Energia, em Washington, onde foram instalados painéis solares, de acordo com a agência France Presse.

"É importante dar o exemplo a nível de governo federal", ressaltou Obama, afirmando sua vontade de "fazer tudo para melhorar a eficácia energética da economia norte-americana".

Redução
Em 10 anos, a eletricidade procedente de fontes renováveis utilizada pelo governo - que dispõe de uma frota de 650 mil veículos assim como 360 mil edifícios em todo o país - deverá alcançar 30%.

Segundo os cálculos do executivo norte-americano, estas medidas, juntamente com novos compromissos de grupos privados que trabalham com o Estado, permitirão reduzir as emissões a um equivalente às emissões de 5,5 milhões de carros em um ano.

Após destacar o rápido desenvolvimento da energia solar nos Estados Unidos, Obama enfatizou que o ritmo de crescimento de empregos no setor é "dez vezes superior" ao da economia geral.

Inovação
O decreto deve "impulsionar a inovação", disse Brian Deese, conselheiro do presidente. "É uma boa notícia para o meio ambiente, para a economia e para o contribuinte norte-americano", afirmou.

Diante da feroz oposição dos republicanos no Congresso, incluídos vários que colocam em xeque a existência do aquecimento global, Obama alavanca o debate sobre a regulação nesta matéria, particularmente ao estabelecer novas normas para as usinas de carbono através da Agência de Proteção Ambiental.

Washington se comprometeu a reduzir entre 26% e 28% das emissões norte-americanas de gás de efeito estufa de hoje a 2025 em comparação com 2005.

Fonte: G1 Natureza


União Europeia quer acordo climático mais rígido antes do fim do ano

Pássaros voam em céu poluído em Wuhan, província chinesa de Hubei.
Reuters/Stringer

24/02/2015

BRUXELAS (Reuters) - Líderes da União Europeia querem introduzir na lei internacional uma meta de corte de emissões globais de poluentes de 60 por cento até 2050, de acordo com o rascunho de um documento que coloca o bloco em rota de colisão com os grandes poluidores.

A União Europeia está determinada a instilar urgência no debate sobre a mudança climática antes da conferência internacional de Paris no final do ano, que irá tentar substituir o Protocolo de Kyoto sobre a contenção dos gases do efeito estufa.

Na quarta-feira, a Comissão Europeia, o executivo da UE, irá publicar uma série de diretrizes para lidar com a mudança climática.

Um esboço visto pela Reuters confirma que os países-membros do bloco pretendem fazer suas próprias promessas a respeito do corte nas emissões até o final de março, e diz que outras nações de ponta, como China e Estados Unidos, deveriam fazer o mesmo.

“No total, estes compromissos – alinhados com a ciência – devem colocar o mundo no caminho certo para reduzir as emissões globais em 2050 em pelo menos 60 por cento abaixo dos níveis de 2010”, afirma o documento visto pela Reuters.

A União Europeia é responsável somente por cerca de nove por cento de todas as emissões. Os maiores poluidores são a China, que representa 24 por cento das emissões globais de gases do efeito estufa, e os EUA, com 12 por cento.

O documento da UE também propõe que o acordo de 2015 “deveria de preferência ser na forma de um protocolo”, que é a opção legal mais severa. Isso pode gerar resistência dos chineses e norte-americanos, que provavelmente irão preferir arranjos menos rígidos que uma lei internacional vinculante.

As opções no rascunho de texto para negociação para as conversas parisienses vão do pedido de algumas nações em desenvolvimento para zerar as emissões globais até 2050, o que significa que todas as emissões de gases do efeito estufa teriam que ser compensadas por projetos como o plantio de árvores, até metas vagas para limitar as emissões.   

Líderes da UE dizem que prazos curtos para cortes substanciais são essenciais, já que dão tempo para constranger os países que não oferecem nenhuma ação para que prometam reduzir suas emissões de gases do efeito estufa.

O documento ainda afirma que em novembro a Comissão Europeia irá organizar uma conferência internacional para enfatizar o entendimento sobre a importância das promessas, conhecidas como propostas de contribuições determinadas nacionalmente (INDCs, na sigla em inglês).

O relatório pede a adoção de avaliações de progresso periódicas, já que é improvável que o acordo de Paris renda comprometimentos nacionais suficientes para manter o aquecimento global abaixo do nível de dois graus Celsius que os cientistas afirmam poder evitar as consequências mais devastadoras em termos de inundações, secas e outros eventos climáticos extremos.

(Reportagem adicional de Tom Koerkemeier em Bruxelas e Alister Doyle em Oslo)

Fonte: Reuters Brasil

http://naturezaepaz.blogspot.com.br/p/contatos.html

Líderes mundiais se reúnem para tentar costurar acordo na Ucrânia

Angela Merkel, Petro Poroshenko e François Hollande estão reunidos em Kiev; líder 
ucraniano diz ter esperança de um cessar-fogo em breve (Foto: Divulgação)

06/06/2015

Líderes mundiais estão reunidos em Kiev, capital da Ucrânia, para tentar fechar um acordo de paz para pôr fim aos combates no leste do país.

O presidente francês, François Hollande, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, são alguns dos líderes que participam das reuniões emergenciais.

Kerry disse que Washington quer uma solução diplomática, mas deixou claro que não iria fechar os olhos para a agressão russa.

A Ucrânia e o Ocidente acusam a Rússia de armar os rebeldes no leste do país e de enviar tropas para o outro lado da fronteira.

A Rússia, no entanto, nega envolvimento direto, mas diz que alguns voluntários russos estão lutando ao lado dos rebeldes.

'Impunidade'

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse em um comunicado que as conversas com Merkel e Hollande "dão esperanças para um cessar-fogo".

Hollande afirmou que ele e Merkel iriam apresentar uma nova proposta de paz baseada na "integridade territorial" da Ucrânia, o que poderia ser "aceitável para todos".

No entanto, ele alertou que a diplomacia "não pode continuar indefinidamente".

Kerry acusou a Rússia de violar a soberania da Ucrânia, dizendo que Moscou havia agido com "impunidade", atravessando a fronteira com a Ucrânia "à vontade com armas e soldados".

"Nós estamos optando por uma solução pacífica e diplomática, mas não existe uma paz unilateral”, afirmou Kerry.

Nesta semana, a ONU classificou como 'catastrófica' a recente escalada de violência no leste da Ucrânia, diante de novos confrontos armados entre forças do governo e rebeldes separatistas pró-Rússia.

Segundo a ONU, mais de 5 mil pessoas já morreram e outras 12 mil ficaram feridas em razão dos confrontos armados na região.

Fonte: BBC Brasil


Ban lamenta falta de acordo no Sudão do Sul

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Ban Ki-moon. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

04/02/2015

Em nota, secretário-geral diz que presidente Salva Kiir e ex-vice-presidente Riek Machar não chegaram a consenso sobre forma de poder compartilhado; ele afirmou que nenhuma paz sustentável será alcançada enquanto os líderes não colocarem os interesses do povo em primeiro lugar.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lamentou esta terça-feira a falta de um acordo na última rodada de negociações entre o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir e o ex-vice-presidente do país, Riek Machar.

Ban disse que eles não conseguiram chegar a um consenso sobre uma forma de poder compartilhado no país.

Interesses
Em nota, o chefe das Nações Unidas referiu que "nenhuma paz sustentável será alcançada no Sudão do Sul a menos que os líderes coloquem os interesses do povo em primeiro lugar".

Ban sublinha "a necessidade urgente dos líderes concordarem com um acordo de paz compreensivo e inclusivo que lide com reformas institucionais, governança econômica e reconciliação.

Ban citou ainda a importância da prestação de contas para os crimes cometidos desde o início do conflito de uma forma consistente com os padrões internacionais.

Apelo
O secretário-geral pediu novamente aos dois lados que cumpram com o acordo para cessar as hostilidades, firmado em 23 de janeiro de 2014. Ele fez um apelo para que os líderes se preparem para novas negociações com o objetivo de apressar o fim do conflito.

Ban elogiou ainda os esforços de mediadores, chefes de Estados e de governos da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, que agrupa oito países da África Oriental, para alcançar um acordo de paz no Sudão do Sul.

Fonte: Rádio ONU


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