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GUTERRES LIDERA TRIBUTO DAS NAÇÕES UNIDAS ÀS VÍTIMAS DO TERREMOTO DE 2010 NO HAITIBR


17/01/2020

Cerimônia reuniu funcionários da ONU em Nova Iorque; tremor de 7 graus na escala Richter matou mais de 222 mil pessoas incluindo 102 funcionários das Nações Unidas; lista de boinas-azuis, mortos no sismo, inclui 20 brasileiros que serviam na Missão da ONU, Minustah.

Na abertura da cerimônia em memória das vítimas do terremoto do Haiti, ocorrido há 10 anos, o secretário-geral da ONU lembrou as mais de 222 mil pessoas que perderam suas vidas.  António Guterres prestou solidariedade aos milhares de haitianos que “continuam a sofrer os impactos da tragédia”. 

O tributo reuniu funcionários da organização, embaixadores dos países que apoiavam a Missão da ONU no Haiti, Minustah, que perdeu 102 funcionários, e outros participantes.
   
 Construção do monumento produzido pelo escultor Davide Dormino, com materiais dos escombros 

do Hotel Christopher, sede da Missão da ONU no país na época do terremoto. Foto: ONU/Mark Garten
 Confiança

O chefe da ONU lembrou que “o terremoto ocorreu, quando muitos haitianos estavam começando um novo ano com um senso de otimismo renovado e confiança no futuro de seu país.” Ele acrescentou que “em alguns segundos, essas esperanças se transformaram em pó.”

Em 12 de janeiro de 2010, um tremor de 7 graus de magnitude, deitou por terra o Hotel Christopher, sede da ONU no país caribenho.

Dentre os funcionários da ONU mortos no terremoto estava o vice-chefe da Missão, o brasileiro Luiz Carlos da Costa. Ao todo, 20 brasileiros perderam a vida.

Em seu discurso descreveu como “cidades foram destruídas, centenas de milhares de pessoas foram mortas e milhões de vidas mudadas para sempre.” Ele disse que nunca esquecerá “o choque e a tristeza em todo o mundo e nas Nações Unidas quando a escala da tragédia se tornou clara.”
Operação Humanitária

Nesta sexta-feira, Guterres destacou como “uma operação humanitária sem precedentes salvou vidas nos primeiros dias e semanas, à medida que organizações de ajuda internacional trabalhavam com haitianos e parceiros locais.” Guterres também citou que “o terremoto criou sérias novas ameaças à segurança, à estabilidade e à prosperidade do Haiti” e que a recuperação das muitas feridas físicas, emocionais, sociais e financeiras “desafiaria qualquer nação”.

Segundo ele, “após um dos dias mais sombrios de sua história, o Haiti recorreu à coragem e determinação de seu povo e à assistência de muitos amigos.” Entre os muitos desafios, Guterres disse que “as Nações Unidas lamentam profundamente a perda de vidas e o sofrimento causados ​​pela epidemia de cólera” e citou o “progresso significativo que foi feito para eliminar a doença.”

O secretário-geral adicionou que a ONU está comprometida “com a resolução de casos pendentes de exploração e abuso sexuais.” Para ele, atualmente, “a insegurança e o lento crescimento econômico estão contribuindo para o aumento das tensões sociais e a deterioração da situação humanitária.”

Guterres fez um apelo para que os haitianos “resolvam suas diferenças através do diálogo e resistam a qualquer escalada que possa reverter os ganhos da década passada.” Ele reiterou que “o Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti e as 19 agências, fundos e programas no país continuarão a trabalhar em parceria com o povo haitiano em seu caminho para a recuperação e a prosperidade.”

A capital do Haiti, Porto Príncipe, danificada pelo terremoto de janeiro de 2010. ONU/Marco Dormino
Monumento

Antes da cerimônia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, inaugurou o monumento, em inglês “A Breath” em memória dos que perderam a vida no terremoto, localizado nos jardins da ONU.

O monumento veio do Haiti e foi produzido pelo escultor Davide Dormino, com materiais dos escombros do Hotel Christopher, sede da Missão da ONU no país na época.

Em 12 de janeiro de 2010, um tremor de 7 graus de magnitude, matou mais de 222 mil 

pessoas incluindo 102 trabalhadores da ONU. Minustah/Marco Dormino
 Resiliência

Segundo o secretário-geral António Guterres, na última década, “o Haiti se valeu da resiliência do seu povo e do apoio de muitos amigos para vencer este desastre.”

Ele afirmou que o Haiti “está se esforçando para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo o reforço das instituições tão cruciais para o bem-estar e para a prosperidade do seu povo.”  

O secretário-geral aproveitou a data para renovar “o compromisso das Nações Unidas em ajudar o Haiti e o seu povo na construção de um futuro melhor.” Ele expressou seus sentimentos a todos que perderam familiares, amigos e entes queridos no terremoto, há 10 anos. 

Fonte: ONU News


EM MENSAGEM DE ANO NOVO, CHEFE DA ONU ALERTA PARA PERIGOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E DOS CONFLITOS ARMADOS



29/12/2018

Em mensagem para o Ano Novo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para os desafios que assolam o mundo, como as mudanças climáticas, as divisões geopolíticas e os conflitos armados de difícil resolução.

“Um número recorde de pessoas está em movimento na busca de segurança e proteção. As desigualdades estão aumentando. E as pessoas questionam-se perante um mundo no qual um punhado de gente detém a mesma riqueza que metade da humanidade”, disse.

Em mensagem para o Ano Novo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para os desafios que assolam o mundo, como as mudanças climáticas, as divisões geopolíticas e os conflitos armados de difícil resolução.

“No ano passado, eu emiti um alerta vermelho, mas os perigos que mencionei ainda persistem. São tempos de ansiedade para muitos. E o nosso mundo está a passar por um teste de estresse”, declarou.

Guterres lembrou que as mudanças climáticas avançam muito mais rapidamente do que a humanidade, enquanto as divisões geopolíticas se aprofundam, tornando os conflitos mais difíceis de resolver.

“Um número recorde de pessoas está em movimento na busca de segurança e proteção. As desigualdades estão aumentando. E as pessoas questionam-se perante um mundo no qual um punhado de gente detém a mesma riqueza que metade da humanidade”, disse.

Guterres alertou também para o aumento da intolerância e para a queda da confiança. Apesar disso, afirmou haver razões para se ter esperança.

“As negociações sobre o Iêmen criaram condições para a paz. E o acordo assinado em Riad em setembro, entre a Etiópia e a Eritreia, melhorou as perspetivas de toda a região.”

“A assinatura de um acordo entre as partes do conflito do Sudão do Sul revitalizou as perspectivas de paz, trazendo mais progresso nos últimos quatro meses, do que nos quatro anos anteriores”, declarou.

Guterres lembrou ainda que a ONU foi capaz de unir os Estados-membros em Katowice, na Polônia, para aprovar o Programa de Trabalho para a implementação do Acordo de Paris para o clima.

“Agora temos de aumentar a nossa ambição para combater esta ameaça à nossa existência – as alterações climáticas. É tempo de aproveitarmos a nossa última melhor oportunidade. É tempo de travar o descontrole e a espiral das mudanças climáticas.”

O chefe da ONU disse ainda que, nas últimas semanas, as Nações Unidas supervisionaram acordos globais de referência sobre migração e refugiados, que irão salvar vidas e superar perigosos mitos.

“Em todos os lugares, as pessoas estão se mobilizando para apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o nosso projeto global de paz, justiça e prosperidade num planeta saudável”, disse.

“Quando a cooperação internacional funciona, o mundo ganha”, completou.

Segundo Guterres, em 2019, as Nações Unidas vão continuar a aproximar as pessoas, a construir pontes e a criar espaço para soluções.

“Vamos manter a pressão nesse sentido. E nunca desistiremos.”

“Ao iniciarmos este Ano Novo, juntos vamos enfrentar ameaças com que nos defrontamos, vamos defender a dignidade humana e construir um futuro melhor. Desejo a cada um de vós e às vossas famílias um Ano Novo cheio de paz e saúde”, concluiu.



ONU LANÇA APELO PARA QUE TRATADO ABRANGENTE DE PROIBIÇÃO DE TESTES NUCLEARES PASSE A VALER

O secretário-geral publicou uma mensagem sobre o Dia. ONU/Mark Garten

29/08/2018
    
Nações Unidas assinalam Dia Internacional contra Testes Nucleares; mensagem do secretário-geral sobre o tema destaca que principais vítimas são pessoas de comunidades vulneráveis.

As Nações Unidas assinalam este 29 de agosto o Dia Internacional contra Testes Nucleares. Em mensagem sobre o tema, o secretário-geral disse que a história desta atividade é “uma história de sofrimento, com as vítimas pertencendo às comunidades mais vulneráveis do mundo”.

De acordo com a organização, cerca de 2 mil testes de armas nucleares aconteceram no planeta após o registo do primeiro ensaio em 16 de julho de 1945 nos Estados Unidos.

Norma

Em nota, António Guterres afirmou que “as consequências arrasadoras não se limitam às fronteiras internacionais, têm impactos no ambiente, saúde, segurança alimentar e desenvolvimento econômico. ”
O secretario-geral conversou com sobreviventes das bombas atômicas contras 
as cidades de Hiroshima e Nagasaki este verão. by ONU Dan Powell

Segundo ele, desde o final da Guerra Fria, uma norma internacional foi desenvolvida contra esta prática, que neste século foi violada por apenas um Estado. Guterres acredita que “a força dessa norma é validada pela condenação esmagadora que a comunidade internacional faz de cada violação. 

Tratado

Apesar deste sucesso, Guterres explicou que “uma moratória voluntária não substitui uma proibição global e legalmente vinculativa dos testes nucleares. ”

O chefe da ONU lembrou o Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares, de 1996, que ainda não entrou em vigor. Guterres acredita que “as necessidades de segurança coletiva exigem que todos os esforços sejam feitos para fazer entrar em vigor este tratado essencial. ”

Objetivo  

A primeira celebração do Dia Internacional contra Testes Nucleares aconteceu em 2010, um ano após a sua proclamação pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

O Dia pretende envolver a organização e seus Estados-membros incluindo instituições intergovernamentais e organizações não-governamentais de áreas académica, redes de jovens e meios de comunicação.

A meta é informar, educar e defender a necessidade de proibir o uso de armas nucleares como um passo para alcançar um mundo seguro.

Fonte: ONU News

SECRETÁRIO-GERAL FELICITA FINAL DE MISSÃO DE PAZ DA LIBÉRIA

Durante os 15 anos de atuação a Unmil ajudou a desarmar 100 mil combatentes. Unmil/Staton Winter

01/04/2018

António Guterres disse que a ONU continuará no país para ajudar no caminho da prosperidade; chefe das Nações Unidas lembrou os 202 soldados da paz que perderam a vida.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, felicitou a conclusão do mandato da Missão das Nações Unidas na Libéria, Unmil, que terminou na sexta-feira.

Guterres felicitou o povo e o governo do país da África Ocidental por virar a página da crise e do conflito.

Paz

Num comunicado do seu porta-voz, o secretário-geral também elogiou os esforços do governo para manter a Libéria no caminho da paz e do desenvolvimento sustentável.

O chefe da ONU destacou as contribuições de todos os parceiros no processo de paz, particularmente a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, que se estabeleceu na Libéria antes da criação da Unmil.

Guterres também expressou o seu agradecimento pela excelente liderança do seu Representante Especial para a Libéria, Farid Zarif, e agradeceu a todos os líderes anteriores da missão.

Prosperidade

Segundo a nota, "o secretário-geral expressa o seu profundo respeito à memória dos 202 soldados da paz que perderam as suas vidas ao serviço da paz durante os quase 15 anos em que aconteceu a missão."

O secretário-geral disse que a ONU continuará presente na Libéria, “com vista a assegurar que a paz conquistada se mantenha e o país e o seu povo continuem a progredir e prosperar.”

A Libéria, o primeiro país independente na África, desfrutou de quase um século e meio de estabilidade antes de cair na violência, enfrentando duas guerras civis entre 1989 e 2003.

Mais de um quarto de milhão de liberianos foram mortos e quase um terço da população foi desalojada.

O Conselho de Segurança da ONU estabeleceu a missão de paz para a Libéria em outubro de 2003.

Apresentação: Alexandre Soares

Fonte: ONU News


ONU elogia acordo entre Coreias de reabrir canais militares e reduzir tensão



10/01/2018

Em nota, emitida pelo porta-voz, António Guterres, destacou ainda conversações entre Forças Armadas dos dois países e a reabertura de uma linha vermelha de telefone entre ambas as nações.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas saudaram o progresso anunciado em conversações de alto nível entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, realizadas na terça-feira.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do secretário-geral António Guterres.

Contatos diretos

O porta-voz, Stephane Dujarric, afirmou que o secretário-geral saudou especialmente o acordo para trabalhar no sentido de aliviar tensões militares. Guterres destacou, dentre outros pontos, a reabertura de canais das Forças Armadas, que segundo ele, são cruciais para reduzir a tensão na região.

Além disso, militares de ambos os países manterão contatos diretos e irão reativar uma linha vermelha de telefone.

O chefe da ONU também elogiou a decisão da Coreia do Norte de enviar uma delegação para os Jogos Olímpicos de Inverno, marcados para 9 a 25 de fevereiro, em PyenongChang, na Coreia do Sul.

Paz sustentável

António Guterres lembrou que as Olimpíadas podem promover uma atmosfera de paz, tolerância e entendimento entre as nações. O que é especialmente importante para a Península Coreana e outras áreas.

As Nações Unidas esperam que a oportunidade possa servir para reconhecer os esforços que ajudam a reduzir tensões, e que eles possam levar à retomada do diálogo sincero em direção da paz sustentável e da desnuclearização da Península Coreana.

Fonte: Rádio ONU

António Guterres divulga mensagem de Ano Novo com alerta para o mundo

03/01/2018

Secretário-geral da ONU fala sobre desafios enfrentados pelo globo neste ano que se inicia.

Segundo Guterres, novos conflitos, armas nucleares, alterações climáticas, desigualdades e violações dos direitos humanos continuam ameaçando a humanidade.


O chefe das Nações Unidas também citou nacionalismos e xenofobia, e pediu a todos que se unam em 2018 para tornar o mundo mais seguro.

Aos líderes internacionais, António Guterres apelou para um estreitar de laços e reconstrução da confiança.

Assista à mensagem, gravada em português.

Fonte: Rádio ONU


GUTERRES DESTACA VONTADE POLÍTICA EM MENSAGEM SOBRE DIA DA ONU



28/10/2017

Secretário-geral disse que o mundo tem os recursos para vencer desafios atuais como aumento de conflitos, temperaturas extremas e armas nucleares entre outros.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

24 de outubro é o Dia das Nações Unidas.

Em mensagem para celebrar a data, o secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou alguns dos desafios enfrentados pela humanidade atualmente.

Instrumentos

"O mundo enfrenta desafio graves. Um aumento dos conflitos e das desigualdades, condições meteorológicas extremas e elevados níveis de intolerância, ameaças a nossa segurança, incluindo no plano das armas nucleares. Mas nós temos os instrumentos e os recursos necessários para vencer esses desafios".

O dia 24 de outubro foi escolhido por ser a data de entrada em vigor da Carta das Nações Unidas.
Eventos em várias partes do mundo devem marcar o Dia incluindo um concerto no hall da Assembleia Geral que tem como o tema o potencial da diversidade.

Fronteiras

O secretário-geral António Guterres escolheu passar este 24 de outubro com os trabalhadores da Missão da ONU na República Centro-Africana, Minusca, para homenagear a todos os boinas-azuis da organização. Somente este ano, a ONU perdeu 67 deles.

Ainda em sua mensagem, Guterres ressaltou que os desafios podem ser solucionados, se houver vontade política para o fazer.

"Os problemas do mundo transcendem fronteiras, e temos de transcender as nossas diferenças para transformar o nosso futuro. Quando os direitos humanos e dignidade humana forem uma realidade para todos, seremos capazes de construir um mundo em paz, sustentável e justo.

No Dia das Nações Unidas, vamos nós, os povos, fazer desta visão uma realidade."

O Dia da ONU, em 24 de outubro, é celebrado todos os anos desde 1948.


Fonte: Rádio ONU

PERANTE "AMEAÇAS E TESTES", GUTERRES PEDE UNIÃO PELA PAZ



19/09/2017

Secretário-geral declarou que evitar perigo nuclear deve ser prioridade; António Guterres abriu  debate da 72ª Assembleia Geral apelando ao multilateralismo e promoção da dignidade humana.

Eleutério Guevane da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas iniciou o seu discurso no debate da 72ª Assembleia Geral citando desafios como insegurança, desigualdade, conflitos, mudanças climáticas, economia e polarização na política.

António Guterres disse que perante um "mundo em pedaços" é preciso paz. O chefe da ONU disse acreditar firmemente que, juntos, é possível construir a paz, restaurar a confiança e criar um mundo melhor para todos.

Ameaças e testes

Em sua primeira Assembleia Geral como chefe da ONU, Guterres enumerou o que chamou de  "ameaças e testes" que se colocam no caminho para atingir os avanços.  Ele mencionou o risco nuclear.

Para uma solução do problema, ele considera que é "preciso um sentido de Estado e que não se deve dar oportunidade a guerra".

Em segundo lugar, o secretário-geral falou da ameaça global do terrorismo. Ele vai convocar o primeiro encontro de chefes de agências e Estados-membros contra o terrorismo, e uma parceria internacional para combater o problema.

Soluções

Por outro lado, os conflitos não resolvidos e as violações sistemáticas do direito internacional humanitário também são um desafio. Após declarar que ninguém ganha com as guerras de hoje ele citou a Síria, o Iémen, o Sudão do Sul, o Sahel, o Afeganistão e outros lugares ao pedir soluções políticas para a paz.

Guterres mencionou ainda o desafio da mudança climática, que "coloca as esperanças do mundo em perigo". Ele afirmou que a última década foi a mais quente já documentada com a perda de glaciares e do gelo permanente, e a subida do nível do mar. Guterres lembrou o número de catástrofes naturais quadruplicou desde 1970 e que mais de 1600 desastres ocorreram desde 1995, sendo o maior número deles nos Estados Unidos, na China, na Índia, nas Filipinas e na Indonésia.

Tecnologias

Em quinto lugar, o chefe da ONU abordou o aumento da desigualdade que "está prejudicando os alicerces da sociedade e do pacto social".

O lado sombrio da inovação é a sexta ameaça que se deve enfrentar, segundo António Guterres.

No seu discurso, o secretário-geral realçou ainda o desafio da mobilidade humana ao citar que o mundo não enfrenta apenas uma crise de refugiados mas também de solidariedade.

No pronunciamento, Guterres elogiou os países que demonstraram hospitalidade a milhões de deslocados e recordou que a maioria dos migrantes se move de forma bem ordenada, contribuindo positivamente para os países de destino e origem.

Guterres defendeu o multilateralismo que considerou "mais importante do que nunca". Ele apelou a comunidade internacional a unir-se e que atue como um todo para cumprir a promessa da Carta das Nações Unidas e promover a dignidade humana para todos.

Operações militares

Sobre o Mianmar, Guterres disse que as autoridades do país devem parar com as operações militares no estado de Rakhine e permitir o acesso humanitário sem obstáculos. O outro apelo é que sejam abordadas as queixas da minoria Rohingya, cuja "situação não foi resolvida por muito tempo".

Sobre o conflito israelense-palestino, ele pediu que não se deixe que a estagnação de hoje no processo de paz leve à escalada. Ele defendeu que se deve restaurar as esperanças das pessoas e que a solução de dois Estados continua sendo o único caminho a seguir e buscado com urgência.

Fonte: Rádio ONU

VOTAÇÃO "HISTÓRICA" ADOTA TRATADO DE PROIBIÇÃO DE ARMAS NUCLEARES



09/07/2017

Documento legalmente vinculativo foi aprovado por 122 países; secretário-geral destaca aumento das preocupações com risco da existência de armas nucleares; exigência aos países que ratificam o acordo é de "nunca sob nenhuma circunstância desenvolver, testar, produzir ou fabricar" o armamento.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas adotaram esta sexta-feira o primeiro tratado legalmente vinculativo de proibição de armas nucleares.

O  documento foi aprovado com 122 votos a favor, teve a abstenção da Singapura e o voto contra da Holanda. Todos os países lusófonos votaram a favor do tratado, exceto Portugal que não participou nas negociações.

Ameaça

O acordo prevê que os países que o ratificam "nunca sob nenhuma circunstância devem desenvolver, testar, produzir, fabricar ou de outra forma adquirir, possuir ou armazenar armas nucleares ou outros dispositivos explosivos nucleares".

O secretário-geral saudou a adoção do documento frisando que o ímpeto reflete o aumento das preocupações com o risco da contínua existência de armas nucleares.

Antônio Guterres  disse que a adoção também deixa transparecer a consciência das consequências humanitárias catastróficas se o tipo de armamento voltasse a ser usado.

Para o chefe da ONU, o tratado representa um importante passo e contribuição para a aspiração comum de um mundo sem armas nucleares.

O secretário-geral sublinha que o pacto promoverá um diálogo inclusivo e uma cooperação internacional renovada para se alcançar o desarmamento nuclear que está "há muito tempo atrasado".

Transferência

O documento também proíbe qualquer transferência ou uso do tipo de armamento ou de dispositivos explosivos nucleares, além da ameaça do uso dessas armas.

Antes da adoção, a presidente da conferência das Nações Unidas que negociou o tratado, Elayne Whyte Gomez, destacou o "momento histórico" pelo fim do primeiro tratado multilateral de desarmamento nuclear em mais de 20 anos.

A também embaixadora da Costa Rica junto à ONU em Genebra disse a norma legal era aguardada há 70 anos desde o uso das primeiras bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, no final da Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945.

Em dezembro, os Estados-membros aprovaram de forma esmagadora uma resolução pedindo negociações sobre um tratado de armas nucleares.

Fonte: Rádio ONU

VIEIRA DE MELLO LEMBRADO EM MENSAGEM SOBRE FERIADO NACIONAL EM TIMOR-LESTE

Sérgio Vieira de Mello. Foto: ONU/Evan Schneider (arquivo)

19/05/2017

Chefe de gabinete do secretário-geral da ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, destacou papel do brasileiro, morto no Iraque em 2003, como vital para a construção da nação 15 anos atrás; Timor-Leste festeja 15 anos da restauração da independência neste sábado, 20 de maio.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

A contribuição do ex-funcionário das Nações Unidas, o brasileiro Sergio Vieira de Mello, foi lembrada durante uma mensagem de rádio do secretário-geral aos timorenses sobre o feriado nacional deste 20 de maio.

A mensagem, entregue pela chefe de gabinete de António Guterres, lembra  o papel do brasileiro na restauração da independência do Timor-Leste em 2002.

Comunidade internacional

A embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti está em Díli para representar o secretário-geral na cerimônia. Antes de viajar ao Timor, ela gravou o texto nos estúdios da ONU News em Português.

"Desejo lembrar, por fim, o papel de meu concidadão, Sergio Vieira de Mello, cujo empenho e ação muito contrubuiram para a construção de Timor-Leste e para a sua integração plena à comunidade internacional. Votos de felicidades, êxito e continuação de um bom trabalho a todos os timorenses."

A chefe de gabinete do secretário-geral da ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, também destacou o papel histórico que António Guterres desempenhou para que o Timor saísse do domínio indonésio e tivesse sua independência restaurada.

Naquela época, Guterres era primeiro-ministro de Portugal.

"É hoje, com imenso prazer e orgulho, que as Nações Unidas olham para Timor-Leste e para as conquistas do povo timorense.

O Secretário-Geral, António Guterres, sente-se muito próximo de Timor-Leste e gostaria de ter podido aqui estar. Enquanto o primeiro-ministro de Portugal teve papel decisivo no desenrolar dos acontecimentos que levaram à restauração da independência. E foi como muita alegria que viu o Timor, em 2002, voltar à vida independente e ao convívio das Nações."

Na cerimônia da comemoração dos 15 anos de restauração da independência, o Timor-Leste também dará posse ao novo presidente do país, Francisco Guterres Lú-Olo.

Português António Guterres será o novo secretário-geral da ONU

Eleição de António Guterres para o cargo de secretário-geral da ONU será 
confirmada nesta quinta-feira Divulgação/ONU

05/10/2016 

O ex-primeiro-ministro português António Guterres é o favorito para se tornar o próximo secretário-geral das Nações Unidas. Hoje (5), o Conselho de Segurança da ONU elegeu Guterres na sexta votação secreta do processo de escolha, que será homologada e divulgada oficialmente amanhã (6). O ritual também prevê que o nome de Guterres seja submetido à aprovação final dos 193 países da Assembleia Geral das ONU, possivelmente até o fim deste mês.

O Conselho de Segurança da ONU tem cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, França e China, os chamados P-5. Os membros não-permanentes são dez e com mandatos rotativos. Atualmente as vagas são de Angola, Egito, Espanha, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Senegal, Ucrânia, Uruguai e Venezuela.

O atual presidente do Conselho de Segurança, o embaixador russo Vitaly Churkin, informou ao comando da Assembleia Geral que o sexto voto necessário para a aprovação de Antonio Guterres foi revelado hoje de manhã, confirmando o nome do ex-primeiro-ministro português para o cargo de secretário-geral.

Além de António Guterres, que foi chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) de 2005 a 2015, mais 12 candidatos estavam na corrida para suceder o atual secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deixa o cargo no final do ano.

Transparência

A decisão adotada hoje pelo Conselho de Segurança dá sequência a um processo histórico que tem dado mais transparência à eleição par o cargo de secretário-geral da ONU. Antes de esse processo, a escolha era feita a portas fechadas e comandada por poucos países. A escolha concluída hoje envolveu, pela primeira vez na história, discussões públicas e permitiu que os países fizessem campanha pelo candidato de sua preferência.

A eleição começou em 12 de abril deste ano, quando os candidatos ao posto de secretário-geral começaram a ser chamados para dar briefings informais, em que respondiam perguntas sobre o desenvolvimento sustentável, esforços pela paz, proteção dos direitos humanos e catástrofes humanitárias.

Em julho, a ONU fez uma transmissão ao vivo, para todo o mundo, pela TV e internet, em que os candidatos responderam a perguntas de diplomatas e do público.

O presidente da 70ª Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, disse que o processo mais transparente é “uma virada de jogo” para a ONU. “A apresentação de duas horas de cada um dos candidatos nos diálogos da Assembleia Geral foi destaque e ajudou a incluir o público global no debate sobre o futuro da ONU.”

Edição: Luana Lourenço



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