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ONU elogia acordo entre Coreias de reabrir canais militares e reduzir tensão



10/01/2018

Em nota, emitida pelo porta-voz, António Guterres, destacou ainda conversações entre Forças Armadas dos dois países e a reabertura de uma linha vermelha de telefone entre ambas as nações.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas saudaram o progresso anunciado em conversações de alto nível entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, realizadas na terça-feira.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do secretário-geral António Guterres.

Contatos diretos

O porta-voz, Stephane Dujarric, afirmou que o secretário-geral saudou especialmente o acordo para trabalhar no sentido de aliviar tensões militares. Guterres destacou, dentre outros pontos, a reabertura de canais das Forças Armadas, que segundo ele, são cruciais para reduzir a tensão na região.

Além disso, militares de ambos os países manterão contatos diretos e irão reativar uma linha vermelha de telefone.

O chefe da ONU também elogiou a decisão da Coreia do Norte de enviar uma delegação para os Jogos Olímpicos de Inverno, marcados para 9 a 25 de fevereiro, em PyenongChang, na Coreia do Sul.

Paz sustentável

António Guterres lembrou que as Olimpíadas podem promover uma atmosfera de paz, tolerância e entendimento entre as nações. O que é especialmente importante para a Península Coreana e outras áreas.

As Nações Unidas esperam que a oportunidade possa servir para reconhecer os esforços que ajudam a reduzir tensões, e que eles possam levar à retomada do diálogo sincero em direção da paz sustentável e da desnuclearização da Península Coreana.

Fonte: Rádio ONU

NOVE PAÍSES COM PODER NUCLEAR TÊM UM ARSENAL DE 14.934 ARMAS

Kim Jong Um observa o lançamento de um míssil Hwasong-12 nesta foto sem data. 
Reuters Carlos Torralba

19/11/2017

Países que possuem armas reduziram reservas nucleares nos últimos anos, mas multiplicaram investimento

As armas nucleares estão em poder de nove países. Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, China, Israel e Coreia do Norte armazenavam no começo de 2017 quase 15.000 dispositivos desse tipo, de acordo com dados do Instituto de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

Esses Estados reduziram suas reservas atômicas nos últimos anos, mas multiplicaram o orçamento e estão em um ambicioso processo de renovação. O Escritório de Orçamentos do Congresso norte-americano anunciou um investimento de 400 bilhões de dólares (1,26 trilhão de reais) durante o próximo decênio e o Parlamento britânico aprovou há um ano, com respaldo de 80% dos deputados, a renovação de seu envelhecido arsenal com um custo inicial de 40 bilhões de libras (165 bilhões de reais).

Os norte-americanos e os russos são, de longe, os que acumulam mais armas desse tipo (6.800 e 7.000 respectivamente). Depois vêm os arsenais da França, com 300; China, com 270, e o Reino Unido, com 215. Mas nem todas essas armas estão ativadas (ou seja, colocadas em mísseis e localizadas em bases com forças operativas). De fato, somente quatro países (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido e França) contam, segundo dados do SIPRI, com alguma mobilização nuclear. Esse é o cenário no qual o Comitê Nobel Norueguês premiou com o Nobel da Paz de 2017 a ICAN, a campanha para se proibir esses dispositivos.

O arsenal nuclear ativo se reduziu a 9.425 ogivas nucleares no começo do ano, o número mais baixo desde 1959, mas as armas modernas são muito mais precisas e letais. A tendência iniciada em meados dos anos oitenta – o máximo histórico foi de 64.500 em 1986 – e diminuída nos últimos anos contrasta com o maior investimento dos Estados com armamento nuclear para renovar seu material atômico. A Rússia e os Estados Unidos têm 93% de todas as ogivas nucleares.




Apesar de nenhum dos nove Estados com capacidade nuclear ter dado indícios de querer desmantelar seu arsenal, a Comissão de Desarmamento da ONU apresentou em maio um projeto inicial de um tratado global para se proibir todas as armas nucleares.

A redução constante do total de armas nucleares se deve principalmente a três acordos pactuados entre Moscou e Washington desde 1991. Apesar do número ter caído a níveis dos anos cinquenta, a capacidade de destruição das armas atômicas cresceu exponencialmente e têm uma balística muito mais refinada. Há sete anos os EUA e a Rússia não mantêm conversas de desarmamento, apesar dos esforços de especialistas dos dois países.




A ameaça nuclear mais importante vem atualmente do último país a entrar na corrida bélica nuclear, a Coreia do Norte, que começou a acumular armas em 2006 e que em 2017 aumentou a quantidade de testes e ameaças aos EUA e seus aliados.

Fonte: EL PAÍS

Coreia do Norte desafia ONU e promete fortalecer capacidade nuclear

O ministro do Exterior da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, discursa na Assembleia 
Geral da Onu, em Nova York, na sexta (23) (Foto: Reuters/Eduardo Munoz)

24/09/2016

Ministro afirma que armas são 'medida justificada' por ameaças dos EUA.
Ri Yong Ho diz que península coreana é lugar mais perigoso do mundo.

A Coreia do Norte prometeu nesta sexta-feira (23) fortalecer ainda mais a sua capacidade em armas nucleares, apesar da condenação e das sanções da Organização das Nações Unidas, e disse que não abandonaria a sua força de dissuasão enquanto fosse ameaçada por países com armas atômicas.

Num discurso à Assembleia Geral da ONU, o ministro do Exterior da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, descreveu as armas nucleares do seu país como “uma medida justificada de autodefesa” contra “ameaças nucleares constantes dos Estados Unidos”.

"Tornar-se armado com dispositivos nucleares é a política do nosso estado”, afirmou ele. “Enquanto houver um estado com armas nucleares em relação hostil conosco, a nossa segurança nacional e a nossa paz na península coreana só podem ser defendidas com dissuasão nuclear confiável”, declarou ele.

Ri disse que a Coreia do Norte “vai continuar a tomar medidas para reforçar a capacidade nuclear das suas forças tanto em quantidade quanto em qualidade”.

Ri afirmou que a península coreana era o “lugar mais perigoso” do mundo, “que poderia até iniciar a deflagração de uma guerra nuclear”, e que a culpa disso era “diretamente” dos EUA.

Fonte: G1


Coreia do Sul e EUA iniciam diálogo oficial sobre escudo antimísseis

Coreia do Sul e EUA iniciam diálogo oficial sobre escudo antimísseis

04/03/2016

A Coreia do Sul e os Estados Unidos da América iniciaram hoje as conversações sobre a instalação do "escudo antimísseis" norte-americano THAAD no país asiático, um projeto que gerou forte rejeição da Coreia do Norte e da China.

As negociações foram formalmente abertas depois de as duas partes apresentarem em Seul um novo grupo de trabalho conjunto, disse à Efe um porta-voz do Ministério de Defesa em Seul.

O grupo de trabalho, liderado pelo tenente general sul-coreano Jang Kyung-soo e o norte-americano Robert Hedelund, celebra hoje a primeira reunião no ministério para abordar a futura instalação do escudo antimísseis norte-americano.

O órgão conjunto vai dedicar-se a debater uma série de assuntos como a eficácia militar do THAAD, os locais mais adequados para a sua instalação, o calendário de execução do projeto, a divisão de custos e o impacto sobre a segurança e o meio ambiente, entre outros, indicou o porta-voz da Defesa.

Seul e Washington anunciaram em fevereiro que começariam a negociar a instalação no território sul-coreano do escudo antimísseis como resposta ao teste nuclear e lançamento de um foguete espacial -- considerado um teste de mísseis -- da Coreia do Norte.

O projeto THAAD, um sistema desenhado para interceptar mísseis na fase de voo terminal, gerou protestos tanto por parte da Coreia do Norte, que o considerou uma ameaça direta à sua segurança, como da China e, em menor medida, da Rússia.

Pequim declarou em diversas ocasiões a sua oposição à instalação do sistema, considerando que os seus radares podem captar informação militar confidencial chinesa, enquanto Moscovo defende que o sistema permite inspecionar o espaço aéreo de algumas regiões do seu extremo oriental.

O início das conversações oficiais acontece num momento de particular tensão, depois de a Coreia do Norte ter lançado, na quinta-feira, vários mísseis de curto alcance para o mar e hoje ter ameaçado com um ataque nuclear preventivo, após receber novas sanções do Conselho de Segurança da ONU.

Acredita-se que o escudo poderia ser instalado perto da localidade de Pyeongtaek, a 70 quilómetros de Seul e onde se concentram importantes instalações militares norte-americanas.

Fonte: Sapo.pt

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