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COM APOIO DA ONU, HAITI FAZ TRANSIÇÃO DA MANUTENÇÃO DA PAZ PARA O DESENVOLVIMENTO

Jean-Pierre Lacroix, subsecretário-geral da ONU para as Operações de Manutenção da Paz, em reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Haiti. Foto: ONU/Loey Felipe

19/04/2018 

As Nações Unidas já começaram a se preparar para uma presença pós-conflito no Haiti, disse o chefe de operações de paz da ONU ao Conselho de Segurança. Jean-Pierre Lacroix destacou que há muitas razões para estar “otimista” de que o progresso do país rumo à estabilidade é irreversível.

As Nações Unidas já começaram a se preparar para uma presença pós-conflito no Haiti, disse uma importante autoridade da ONU no início de abril (3), destacando que há muitas razões para estar “otimista” de que o progresso do país rumo à estabilidade é irreversível.

“Embora a obtenção de resultados deva continuar sendo nossa prioridade comum, já começamos a nos preparar para uma transição para uma presença que não seja de manutenção da paz, com base nas lições aprendidas no Haiti e em outros contextos”, afirmou o subsecretário-geral da ONU para Operações de Manutenção da Paz, Jean-Pierre Lacroix, disse ao Conselho de Segurança.

Ele afirmou que, nos próximos meses, seu escritório fornecerá avaliações de progresso para permitir que o órgão de 15 membros tome decisões bem informadas para a diminuição e eventual retirada da Missão da ONU de Apoio à Justiça no Haiti, conhecida pela sigla MINUJUSTH.

Estabelecida em outubro de 2017, a MINUJUSTH substituiu a Missão de Estabilização da ONU, MINUSTAH, que operou na pequena nação insular por 13 anos, sob liderança militar do Brasil.

Muito menor do que sua antecessora, que tinha mais de 4 mil militares e policiais – a maioria brasileiros –, a MINUJUSTH ajuda o Haiti a desenvolver a polícia nacional, fortalecer as instituições do Estado de Direito e promover e proteger os direitos humanos.

Embora o Conselho de Segurança deva renovar o MINUJUSTH, cujo mandato inicial expira em 15 de abril de 2018, Lacroix disse que a ONU está determinada a garantir que seja a última operação de manutenção da paz implantada no Haiti.

No mês passado, a ONU divulgou uma avaliação estratégica da MINUJUSTH, incluindo 11 pontos de referência de uma transição suave para uma presença que não envolva a manutenção da paz, no último trimestre de 2019.

“O Haiti percorreu um longo caminho para alcançar a relativa estabilidade política e de segurança que está desfrutando agora, mas persistentes incertezas econômicas, que podem resultar em exclusão social, particularmente de jovens e pessoas mais vulneráveis, podem minar esse progresso”, disse Lacroix.

ELEIÇÕES SÃO SUSPENSAS NO HAITI POR QUESTÕES DE SEGURANÇA

Manifestante coloca fogo em pneu durante protesto nesta sexta-feira (22) contra 
o processo eleitoral em Porto Príncipe, no Haiti (Foto: REUTERS/Andres Martinez Casares)

23/01/2016

Oposição organizou manifestações para denunciar 'golpe de Estado'.
Segundo turno seria realizado no próximo domingo.

As autoridades eleitorais do Haiti adiaram, nesta sexta-feira (22), as eleições à presidência previstas para este domingo no país, em meio aos protestos da oposição nas ruas e às denúncias de fraude eleitoral.

O presidente do Conselho Eleitoral Provisório, Pierre-Louis Opont, disse que as eleições foram suspensas, por "razões de segurança".

O segundo turno das eleições presidenciais e legislativas parciais estava previsto para este domingo, mas a oposição organizou várias manifestações para denunciar "um golpe de Estado eleitoral". Os opositores alegam que o processo estaria previamente combinado para favorecer o sucessor do oficialismo, Jovenel Moise.

Pierre-Louis Opont justificou a anulação das eleições, a menos de 48 horas de seu início, devido ao "conjunto de incidentes e de atos violentos contra a infraestrutura do conselho".

Várias zonas eleitorais foram incendiadas no interior do país na madrugada desta sexta-feira e, na capital Porto Príncipe, multidões protestaram, ateando fogo em carros e confrontando a polícia.

No primeiro turno das eleições presidenciais de 25 de outubro, o candidato oficialista Jovenel Moise recebeu 32,7% dos votos, contra 25,29% para o opositor Jude Celestin.

Nesta votação, muitas sedes estiveram fechadas devido a distúrbios ou fraudes eleitorais e houve uma participação reduzida.

Reação da oposição

Por isto, após conhecidos os resultados, o opositor se negou a fazer campanha, assim como a participar das eleições de domingo.

"No dia 24 é 'Não'", disse Celestin à AFP esta semana. "Não vou fazer parte desta farsa, que será uma seleção, não uma eleição, pois haverá um único candidato".

O governo permitiu que uma comissão independente, reunida às presas, revise as cédulas, mas a oposição não modificou sua postura, o que gerou os protestos.

Incerteza política

O país mais pobre das Américas tinha marcado a convocação às urnas para eleger o sucessor do presidente Michel Martelly e buscar uma saída para a profunda crise econômica que atravessa.

Mas ativistas da oposição temem que a votação seja manipulada para favorecer o afilhado de Martelly, Jovenel Moise, e seu candidato, Jude Celestin, está boicotando o pleito.

Nos últimos dias, bandos enfurecidos se reuniram na capital, Porto Príncipe, para queimar carros, enfrentar a polícia e ameaçaram atrapalhar qualquer tentativa de permitir que a votação siga seu curso.

A suspensão das eleições afetaria as ambições dos Estados Unidos, um parceiro chave para o Haiti, cujo governo apoiou a celebração da votação, apesar da violência.

Martelly, que denunciou os protestos e acusou a oposição de tentar desestabilizar o país, tinha previsto dar uma mensagem à população em rede nacional.

O ex-cantor popular está com a reeleição proibida e prometeu entregar o poder ao seu sucessor em 7 de fevereiro, respeitando a Constituição.

Fonte: Globo.com

Conselho de Segurança da ONU renova missão no Haiti

Tropa da ONU no Haiti. Foto: Minustah
16/10/2015

O Conselho de Segurança renovou por mais um ano o mandato da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, Minustah. Também ficou decidido que as tropas devem continuar com mais de 2,3 mil soldados de paz e o componente policial deve ter mais de 2,6 mil agentes, pouco mais do que os atuais 2,2 mil policiais.

Ao aprovar a resolução esta quarta-feira, o Conselho afirmou que considera retirar a Minustah do Haiti a partir de 15 de outubro de 2016. Os Estados-membros destacam a intenção da ONU de continuar apoiando o governo e a Polícia Nacional Haitiana.

A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, Minustah, já está sob novo comando. O general Ajax Porto Pinheiro, do Brasil, tomou posse na noite de terça-feira.

O repórter da Rádio ONU, Edgard Júnior, falou sobre o assunto no Jornal da GloboNews. Assista ao vídeo.

Fonte: ONU

Entrevista: Brasil e Haiti

07/04/2011 Reportagem de Marina Estarque, da Rádio ONU em Nova York.
Embaixador Antônio Simões, subsecretário-geral do Itamaraty para América do Sul, América Central e Caribe, falou à Rádio ONU sobre a cooperação brasileira com o Haiti.


Simões participou, em Nova York, do debate do Conselho de Segurança sobre a situação na ilha caribenha. O Brasil defendeu o repasse direto de doações ao governo e a ampliação de recursos para a Companhia de Engenharia, que pertence à Missão de Paz das Nações Unidas no país.

O embaixador disse ainda que apenas 30% dos fundos pedidos para a reconstrução do Haiti, após o terremoto de 2010, foram entregues. De acordo com ele, os cortes do orçamento brasileiro não afetam o Haiti porque parte dos recursos foi alocada no ano passado.

Antônio Simões disse que o Brasil não pretende realizar nenhuma visita oficial ao Haiti em breve, mas as visitas de alto nível podem ocorrer, talvez, após a posse do novo governo.

Tempo Total: 5'26''

Ban destaca progressos e desafios do Haiti em reunião do Conselho de Segurança

Em uma reunião do Conselho de Segurança nesta quarta-feira (06/04) para discutir a situação do Haiti, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, listou os progressos feitos e os desafios a serem enfrentados pelo país, e defendeu a continuidade da ajuda da ONU. A reunião do Conselho, que este mês é presidido pela Colômbia, foi realizada no momento em que os haitianos e parceiros internacionais procuram consolidar o progresso após as eleições presidenciais, cujos resultados preliminares apontam para a vitória do músico Michel Martelly.

Ban parabenizou a população do Haiti pelo importante passo dado na direção da consolidação da democracia, e lembrou da importância do papel da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), para ajudar o país a fazer avanços na segurança, no respeito às liberdades básicas e acabar com a violência apoiada pelo Estado. “Hoje, a imprensa haitiana tem mais liberdade do que em qualquer outro momento da história. As favelas não são mais controladas por gangues, e a polícia nacional se tornou uma instituição capacitada e confiável”, disse o Secretário-Geral. Ele elogiou também o Presidente, René Préval, e sua administração pelo papel desempenhado nestes avanços.

Apesar de importantes progressos, como a estabilização da epidemia de cólera, terem sido alcançados no Haiti, Ban afirmou que ainda restam grandes desafios, como a instabilidade econômica e a precariedade das instituições públicas. “A reforma do Estado de Direito deve ser a prioridade do próximo presidente”, ressaltou.

Entre os participantes do encontro do Conselho estavam o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos Calderón, e o ex-Presidente Americano, Bill Clinton, que atua como Enviado Especial do Secretário-Geral para o Haiti. Clinton destacou os progressos feitos pela Comissão Interina de Recuperação do Haiti (IHRC), que trabalha em conjunto com o Governo haitiano e com parceiros internacionais, para o desenvolvimento do país.


Fonte: UNIC

OBAMA RECEBERÁ SANTOS PARA DEBATER ACORDO DE LIVRE-COMÉRCIO

NOVA YORK, 6 ABR (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, receberá amanhã seu colega colombiano, Juan Manuel Santos, para tratar sobre o acordo de livre-comércio, segundo confirmaram fontes da Casa Branca à ANSA.

O tratado foi assinado pelos chefes de Estado dos dois países em 2006, mas a aprovação no Congresso dos Estados Unidos foi barrada por parlamentares democratas, que, sob pressão de sindicatos locais, se negam a ratificar o acordo. Eles argumentam que não é possível estabelecer o tratado enquanto continuarem as violações aos direitos humanos no país latino-americano, principalmente contra dirigentes sindicais.

Hoje, o chefe do Executivo da Colômbia reivindicou "uma visão diferente" sobre a reconstrução do Haiti ao assumir a presidência temporária do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele afirmou que a "Colômbia, ao assumir a presidência do Conselho de Segurança, quer incentivar um debate aberto sobre o Haiti, que renove o incentivo à estabilização e ao fortalecimento do Estado de Direito nesse país".

Em Nova York, sede da ONU, o mandatário considerou que os esforços até agora empreendidos para a reconstrução do país após o terremoto que abateu o país em janeiro de 2010 tem tido "resultados precários", e indicou que esta situação "exige uma reflexão".

Santos iniciou ontem uma visita aos Estados Unidos, onde participa de um fórum ibero-americano em Providence, no estado de Rhode Island. (ANSA)


Fonte: Ansalatina

Conselho de Segurança debate sobre ajuda ao Haiti

Nações Unidas, 6 abr (Prensa Latina) Haiti volta a concentrar hoje a atenção do Conselho de Segurança, desta vez por uma iniciativa colombiana que pretende acelerar a assistência internacional a esse país vítima de um violento terremoto em janeiro de 2010.

Esse órgão de Nações Unidas, encabeçado por Colômbia durante o presente mês, dedica nesta quarta-feira uma sessão especial ao Haiti sob a presidência do mandatário colombiano, Juan Manuel Santos.

A iniciativa para retomar o caso haitiano responde ao desejo de Bogotá de apressar o cumprimento do compromisso assumido pela comunidade internacional a favor da nação antilhana, segundo declarou o embaixador de Colômbia ante a ONU, Néstor Osorio.

Na sessão do Conselho de Segurança participarão o presidente haitiano, René Preval, e os chanceleres da Argentina, Brasil, Cuba, Chile, República Dominicana, Haiti, Peru e Uruguai.

Também o ex mandatário norte-americano e enviado especial da ONU para o Haiti, Bill Clinton, e os titulares da Organização de Estados Americanos, José Miguel Insulza, e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Luis Alberto Moreno, segundo se informou.

O 12 de janeiro de 2010 Haiti foi estremecido por um potente terremoto que deixou mais de 300 mil mortos e um milhão 300 mil pessoas sem moradia, e nove meses depois da epidemia de cólera que tem cobrado umas quatro mil 700 vidas.

Em março do ano passado uma conferência de doador convocada pela ONU escutou promessas de ajuda a Haiti por cinco bilhões 300 milhões de dólares em dois anos e de nove bilhões 900 milhões no decênio, cifras muito longínquas do recebido até agora pela nação antilhana.

mv/vc/bj


Prensa Latina
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