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Cantor Wyclef Jean anuncia apoio a candidato haitiano Jude Celestin



25/06/2016

A estrela internacional do hip-hop Wyclef Jean anunciou nesta sexta-feira seu apoio ao candidato haitiano à presidência Jude Celestin para as eleições de 9 de outubro.

Celestin, que pertence à Liga Alternativa pelo Progresso e Emancipação Haitiana (Lapeh), obteve no primeiro turno das eleições - recentemente invalidadas - 25,27%, enquanto Jovenel Moise, do então governante Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), foi o mais votado com 32,81%.

Através de sua conta oficial no Twitter o cantor escreveu: "Notícia de última hora! Jude Celestin já tem meu voto para presidente em outubro. Eu apoio o próximo o presidente do #Haiti @JCelestin".

Em outubro de 2015, no primeiro turno do pleito, o cantor anunciou seu respaldo a Celestin com uma música na qual manifestava que era o candidato ideal "para destruir a corrupção e conter o desmatamento" em um país que perdeu mais de 90% de sua riqueza florestal. A candidatura presidencial em 2010 do próprio Wyclef Jean foi rejeitada pelo Conselho Eleitoral Provisório (CEP), encarregado de organizar as eleições, por considerar que não tinha residido o tempo obrigatório no país.

O CEP invalidou as eleições de 2015 no Haiti depois que uma comissão de verificação dos resultados eleitorais recomendou que elas fossem anuladas ao ter detectado "sérias irregularidades" no processo. Caso em 9 de outubro o candidato mais votado não alcance mais de 50%, os eleitores voltariam às urnas em 8 de janeiro de 2017. Ao todo, 27 candidatos se inscreveram para participar do pleito presidencial no Haiti.

Fonte: Terra

ELEIÇÕES SÃO SUSPENSAS NO HAITI POR QUESTÕES DE SEGURANÇA

Manifestante coloca fogo em pneu durante protesto nesta sexta-feira (22) contra 
o processo eleitoral em Porto Príncipe, no Haiti (Foto: REUTERS/Andres Martinez Casares)

23/01/2016

Oposição organizou manifestações para denunciar 'golpe de Estado'.
Segundo turno seria realizado no próximo domingo.

As autoridades eleitorais do Haiti adiaram, nesta sexta-feira (22), as eleições à presidência previstas para este domingo no país, em meio aos protestos da oposição nas ruas e às denúncias de fraude eleitoral.

O presidente do Conselho Eleitoral Provisório, Pierre-Louis Opont, disse que as eleições foram suspensas, por "razões de segurança".

O segundo turno das eleições presidenciais e legislativas parciais estava previsto para este domingo, mas a oposição organizou várias manifestações para denunciar "um golpe de Estado eleitoral". Os opositores alegam que o processo estaria previamente combinado para favorecer o sucessor do oficialismo, Jovenel Moise.

Pierre-Louis Opont justificou a anulação das eleições, a menos de 48 horas de seu início, devido ao "conjunto de incidentes e de atos violentos contra a infraestrutura do conselho".

Várias zonas eleitorais foram incendiadas no interior do país na madrugada desta sexta-feira e, na capital Porto Príncipe, multidões protestaram, ateando fogo em carros e confrontando a polícia.

No primeiro turno das eleições presidenciais de 25 de outubro, o candidato oficialista Jovenel Moise recebeu 32,7% dos votos, contra 25,29% para o opositor Jude Celestin.

Nesta votação, muitas sedes estiveram fechadas devido a distúrbios ou fraudes eleitorais e houve uma participação reduzida.

Reação da oposição

Por isto, após conhecidos os resultados, o opositor se negou a fazer campanha, assim como a participar das eleições de domingo.

"No dia 24 é 'Não'", disse Celestin à AFP esta semana. "Não vou fazer parte desta farsa, que será uma seleção, não uma eleição, pois haverá um único candidato".

O governo permitiu que uma comissão independente, reunida às presas, revise as cédulas, mas a oposição não modificou sua postura, o que gerou os protestos.

Incerteza política

O país mais pobre das Américas tinha marcado a convocação às urnas para eleger o sucessor do presidente Michel Martelly e buscar uma saída para a profunda crise econômica que atravessa.

Mas ativistas da oposição temem que a votação seja manipulada para favorecer o afilhado de Martelly, Jovenel Moise, e seu candidato, Jude Celestin, está boicotando o pleito.

Nos últimos dias, bandos enfurecidos se reuniram na capital, Porto Príncipe, para queimar carros, enfrentar a polícia e ameaçaram atrapalhar qualquer tentativa de permitir que a votação siga seu curso.

A suspensão das eleições afetaria as ambições dos Estados Unidos, um parceiro chave para o Haiti, cujo governo apoiou a celebração da votação, apesar da violência.

Martelly, que denunciou os protestos e acusou a oposição de tentar desestabilizar o país, tinha previsto dar uma mensagem à população em rede nacional.

O ex-cantor popular está com a reeleição proibida e prometeu entregar o poder ao seu sucessor em 7 de fevereiro, respeitando a Constituição.

Fonte: Globo.com

OPOSIÇÃO DO HAITI DENUNCIA "PROJETO DITATORIAL" DO GOVERNO

Candidato à presidência Jude Celestin aperta mão de um eleitor durante caminhada
 em Porto Príncipe (Foto: Andres Martinez Casares/Reuters)

07/11/2015

Segundo colocado em eleições diz que resultados são 'farsa ridícula'.
Partido Lapeh quer impugnar resultados eleitorais diante dos tribunais

Jude Celestin, segundo colocado no primeiro turno da eleição presidencial do Haiti, de acordo com os resultados anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral Provisório, assegurou nesta sexta-feira (6), em coletiva de imprensa, que "não deixará passar o projeto ditatorial" do atual governo.

O candidato do partido Lapeh, ao qual é atribuído 25% dos votos, considera que os resultados são uma "farsa ridícula". "Os resultados do povo ainda não foram anunciados", declarou. O candidato do governo, Jovenel Moise, foi o mais votado no primeiro turno, com 32%.

Celestin, de 53 anos, acusou diretamente as autoridades de "implementarem uma força de repressão para esmagar o povo, para matar as pessoas, mas não poderão matar todo o povo".

O partido Lapeh quer impugnar os resultados eleitorais diante dos tribunais, como permite a lei eleitoral, e estaria em conversações com outros candidatos à presidência, sem que sejam conhecidos detalhes destas negociações.

Um dia depois do anúncio dos resultados da eleição de 25 de outubro, os protestos da oposição se multiplicaram, com manifestações e inclusive barricadas com pneus incendiados em várias ruas da capital.

Em Porto Príncipe e em Cabo Haitiano vários manifestantes teriam sido detidos na manhã desta sexta-feira, mas o porta-voz da polícia nacional, Frantz Lerebours, não confirmou a informação.

Fonte: G1


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