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Dilma é recebida com festa na chegada ao Haiti


Presidente foi recebida no aeroporto pelo presidente haitiano, Michel Martel
Foto: Ramon Espinosa / AP


Publicado em: 01/02/2012

Além de se reunir com militares brasileiros, a presidente discute a imigração haitiana para o Brasil e a cooperação na área da saúde

A presidente Dilma Rousseff chegou ao Haiti na manhã desta quarta-feira, dando início a sua primeira visita ao país mais pobre da América Latina.

Recebida no aeroporto pelo presidente Michel Martelly, Dilma terá um encontro e um almoço com seu colega e depois visitará os militares brasileiros que fazem parte do batalhão da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah). Dilma também se reunirá com empresários e diretores de organizações não-governamentais que atuam no país, como o ator americano Sean Penn.

A chegada da presidente teve ares de festa no aeroporto e na cidade. Na pequena base diplomática do governo haitiano no aeroporto internacional Toussaint Louverture, faixas com a foto da presidente e os dizeres "Bem-vinda, Dilma, essa é sua casa" em português e francês.

Ao longo do caminho até o Palácio Nacional - praticamente destruído no terremoto de 2010 — as mesmas faixas, além de bandeiras do Brasil e do Haiti, enfeitavam as ruas.

A imigração haitiana para o Brasil será um dos temas centrais da conversa entre os dois presidentes. Apesar das críticas no Brasil, a medida foi bem recebida no Haiti, que a viu como uma possibilidade de diminuir a rede ilegal de transporte para o Brasil via Equador e Peru.

Outros temas que deverão entrar na pauta são a cooperação em saúde - o Brasil financia a maior parte da reestruturação da área no país e levou médicos brasileiros para trabalhar com os cubanos nas medidas de implantação de um sistema comunitário de atendimento. O Brasil também ofereceu aos haitianos 100 vagas para treinamento de policiais pela Polícia Federal. A intenção é preparar a polícia haitiana para a gradual retirada das tropas da Minustah, que começa em março.

Fonte: Zero Hora
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O Haiti que Dilma visita

Primeiro país a se libertar continua sendo o leproso da América Latina 


Publicado em: 01/02/2012

 *Extraído do Blog do Emir.

Os escravos negros do Haiti propinaram uma tremenda surra ao Exército de Napoleao Bonaparte; e em 1808 a bandeira dos livres se alçou sobre as ruínas.

Mas o Haiti foi, desde ali, um país arrasado. Nos altares das plantações francesas de açúcar se tinham imolado terras e braços, e as calamidades da guerra tinham exterminado um terço da população.

O nascimento da independência e a morte da escravidão, façanhas negras, foram humilhações imperdoáveis para os brancos donos do mundo.

Dezoito generais de Napoleão tinham sido enterrados na ilha rebelde. A nova nação, parida em sangue, nasceu condenada ao bloqueio e à solidão: ninguém comprava dela, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia. Por ter sido infiel ao amo colonial, o Haiti foi obrigado a pagar à França uma gigantesca indenização. Essa expiação do pecado da dignidade, que esteve pagando durante um século e meio, foi o preço que a França lhe impôs para seu reconhecimento diplomático.

Ninguém mais o reconheceu. Nem a Grande Colombia de Simon Bolívar, mesmo se ele lhe deveu tudo. Navios, armas e soldados o Haiti tinha lhe dado, com a única condição que libertasse aos escravos, uma ideia que não tinha ocorrido ao Libertador. Depois, quando Bolívar triunfou na sua guerra de independência, negou-se a convidar o Haiti ao congresso das novas nações americanas.

O Haiti continuou sendo o leproso das Américas.

Thomas Jefferson tinha advertido, desde o começo, que tinha que confinar a peste nessa ilha, porque dali provinha o mal exemplo.

A peste, o mau exemplo: desobediência, caos, violência. Na Carolina do Sul, a lei permitia prender qualquer marinheiro negro, enquanto o seu navio estivesse no porto, pelo risco de que pudesse contagiar a febre antiescravista que ameaçava a todas as Américas. No Brasil essa febre se chamava haitianismo.


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Patriota elogia novo presidente do Haiti por reconstrução do país

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, elogiou na quarta-feira (13/07) a disposição do novo presidente do Haiti, Michel Martelly, de buscar um consenso com a oposição na tentativa de conseguir a reconstrução do país. O Haiti foi devastado, em 12 de janeiro de 2010, por um terremoto que atingiu a maior parte do país, matando cerca de 200 mil pessoas, destruindo prédios e deixando várias famílias sem ter onde morar.

"Fiquei muito impressionado ao ver como as principais artérias (ruas) da capital já estão todas desimpedidas", disse o ministro, referindo-se ao processo de recuperação de Porto Príncipe, que concentra a maior parte da população haitiana. Segundo Patriota, o processo de reconstrução é visível. "A reconstrução está prosseguindo aceleradamente, o número de desabrigados diminuindo também de forma seguida e constante. Nota-se um dinamismo na economia, na sociedade haitiana."

Em meio aos avanços obtidos no Haiti, o chanceler disse que em breve o número de militares brasileiros no país colaborando para a estabilização política e social deve ser reduzido. Ele se referiu ao efetivo da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), comandada pelo Brasil e cujo mandato precisa ser renovado em outubro. "Eu acho que, na medida em que continue a evoluir de forma positiva o quadro econômico e político interno, a questão da redução do número de tropas será legítima", disse o chanceler. "Caberá aí calibrar um pouco o ritmo dessa redução, o número, os prazos. O Conselho de Segurança (das Nações Unidas) terá de deliberar sobre isso de forma coletiva", completou.

Terra.com

Rainha diz que visitará Haiti em Setembro

12/07/2011

Espanha

Porto Príncipe, Haiti - A rainha Sofia, da Espanha, visitará o Haiti em Setembro, informou nesta terça-feira a Presidência do país caribenho em comunicado no qual comentou a viagem que o presidente haitiano, Michel Martelly, fez a Madrid na semana passada.

O líder foi recebido na sexta-feira no palácio da Zarzuela pelo rei Juan Carlos, que anunciou que a rainha Sofia visitará em Setembro o país caribenho, indica a nota oficial, que não dá detalhes sobre as datas nem a agenda da viagem.

O comunicado da Presidência haitiana qualifica o encontro entre Martelly e o rei como "muito próximo" e ressalta o agradecimento do governante a toda Espanha pelas ajudas recebidas, em particular após o terramoto de Janeiro de 2010, que causou mais de 300 mil mortes e 1,5 milhão de afetados.

A ajuda da Espanha ao Haiti representa a quantia de 346 milhões de euros no período 2010-2013, segundo fontes oficiais.

A rainha Sofia visitou o Haiti em Janeiro de 2009 numa viagem para mostrar o apoio ao desenvolvimento dos projetos de cooperação que o governo espanhol impulsiona no país caribenho.

Na ocasião a rainha esteve na capital, Porto Príncipe, e nas cidades de Gonaives (norte) e Jacmel (sul).

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