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Encontro com a agricultura familiar

Foto: Rony Sousa/ MDA

18/10/2015

Ao prestigiar o I Congresso Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), nesta quarta-feira (14), em São Bernardo do Campo (SP), a presidenta Dilma Rousseff reafirmou que a agricultura familiar é prioridade do governo federal. “Isso explica porque, no ano de 2015, ano de dificuldades, o Plano Safra foi o maior de todos feitos até hoje, com 20% a mais de recursos”. Nesta safra, o volume de crédito chegou a R$ 28,9 bilhões - com subsídios e juros abaixo da inflação.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, que participou da abertura oficial do evento, acompanhou a participação da presidenta.

Dilma falou com os mais de quatro mil participantes do evento, por cerca de 50 minutos. Com propriedade, citou ações criadas para alavancar a produção nas pequenas propriedades e garantir a soberania alimentar dos brasileiros, como os programas de apoio à comercialização (PAA e Pnae), a política de garantia de preços mínimos e o Plano Nacional de Agroecologia. “O Brasil saiu do Mapa da Fome (da ONU) porque nós, juntos, criamos uma política que visa melhorar as condições de vida e de produção no campo do nosso país”, afirmou. Dilma também mencionou o Programa Luz para Todos. “Não tem produção sem luz elétrica”, complementou.

Ainda frisou dois compromissos principais com os camponeses: ampliar o acesso à assistência técnica e extensão rural e avançar com a reforma agrária. Outros pontos importantes destacados pela presidenta foram os incentivos à produção agroecológica, ao cooperativismo e às agroindústrias familiares.

Das mãos do Anderson Amaro, da direção nacional do MPA, a presidenta recebeu a proposta do Programa Camponês. “É em cima dessas propostas que vamos discutir com vocês”, assegurou Dilma.
Com o tema ‘Plano Camponês, Aliança Camponesa e Operária por Soberania Alimentar’, o congresso abriga uma série de atividades que serão realizadas até sexta-feira (16), Dia Mundial da Alimentação.

Participam mais de quatro mil pessoas de 20 estados e de 15 outros países. “É por meio do alimento que nós construímos essa grande aliança”, explicou Amaro.

O ministro do Trabalho e Previdência, Miguel Rossetto, também participou do evento.

Mariana Sacramento
Ascom/MDA



Brasil e Estados Unidos fecham acordo sobre combate à mudança do clima

O acordo prevê investimentos em fontes renováveis de energiaRoberto Stckert Filho/PR

01/07/2015

O Brasil e os Estados Unidos fecharam acordo bilateral de compromissos para mitigar as causas da mudança do clima. O Brasil se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal de florestas. O documento informa que o Brasil pretende restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030.

Os países pretendem atingir a meta de 20% de participação de fontes renováveis em suas matrizes energéticas. O acordo foi fechado na visita da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos.

A Declaração Conjunta Brasil-Estados Unidos sobre Mudança do Clima afirma que o governo brasileiro implementará políticas para eliminação do desmatamento ilegal, em conjunto com o aumento ambicioso de estoques de carbono por meio de reflorestamento e da restauração florestal.

Os presidentes afirmam, no comunicado, que reconhecem a necessidade de acelerar o emprego de energia renovável para ajudar a mover as economias e propõem a adoção de “ações ambiciosas”. Os dois países pretendem atingir, individualmente 20% de participação de fontes renováveis – além da geração hidráulica – em suas respectivas matrizes elétricas, até 2030.

Dilma e Obama se comprometeram a trabalhar em cooperação para gerar energia 
nuclear seguraRoberto Stuckert Filho/PR

Dilma e Obama expressaram compromisso de trabalhar para superar potenciais obstáculos a um acordo na Conferência de Paris sobre Mudança do Clima, no final deste ano, na França. Eles afirmaram no comunicado que buscam um acordo ambicioso que reflita o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas por causa das circunstâncias de cada país.

Os presidentes lançaram uma Iniciativa Conjunta sobre Mudança do Clima, que será implementada por meio de um novo grupo de trabalho. O objetivo é ampliar a cooperação bilateral em questões relacionadas ao uso da terra e da energia limpa, bem como diálogos políticos sobre a questão climática nacional e internacional.

Também foi acertada a promoção de ações sobre o uso sustentável da terra. A declaração conjunta afirma que os dois países querem promover ações em florestas, na agricultura e no uso da terra, e contribuir para mitigar a mudança do clima, assim como estimular o crescimento econômico.

Os dois países querem adotar novos e melhores modelos de gestão de suas florestas, terras agrícolas e pastagens. Também está prevista a troca de informações e de conhecimento com outras nações.

Em busca de uma cooperação em energia limpa, o Brasil e os Estados Unidos fortalecerão mecanismos de cooperação bilateral sobre o setor. Os países querem ampliar as pesquisas sobre oferta de energia de fontes renováveis, tais como energia eólica, solar e combustíveis renováveis de transporte. Pretendem, também, ampliar as pesquisas em desenvolvimento e inovação na área de energia e promover a cooperação entre universidades e instituições nos dois países.

O comunicado conjunto diz que o Brasil e os Estados Unidos vão trabalhar em cooperação na geração de energia nuclear segura e sustentável. Além disso,  também compartilharão experiências para criar resiliência aos impactos da mudança do clima em áreas como biodiversidade e ecossistemas, infraestrutura, produção agrícola e segurança alimentar, e recursos hídricos.

Das 100 maiores empresas do país, 82% já adotam ações de mitigação ou de adaptação às mudanças climáticas, revela pesquisa do Instituto Datafolha para o Observatório do Clima e para o Greenpeace, feita nos meses de março e abril deste ano.

As iniciativas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas são variadas:  vão desde soluções para reduzir o consumo de água e energia (apontado por 40% das empresas) até ações para diminuição de poluentes (23%) e campanhas de educação e conscientização (12%).

“Muitas empresas adotam medidas para lidar com os desafios da mudança climática ou se preparam para adotar medidas para lidar com esses impactos e suas consequências, tal como a escassez de insumos como a água”, disse Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima.

Fonte: EBC


Brasil não assina documento da Cúpula do Clima para zerar desmatamento até 2030

Barrado. Urso Polar no meio dos manifestantes na Conferência do Clima, 
em Nova York - Timothy A. Clary / AFP

24/09/2014

Conferência em Nova York determina compromissos, mas ministra do Meio Ambiente diz que país ‘não foi convidado a participar’

Dono da maior floresta tropical do mundo, o Brasil surpreendeu a comunidade internacional e não assinou ontem um acordo de combate ao desmatamento apresentado durante a Cúpula do Clima, em Nova York, um encontro que reuniu mais de 120 chefes de Estado. O documento propõe reduzir pela metade o corte de florestas até 2020 e zerá-lo na década seguinte. Com esta medida, entre 4,5 bilhões e 8,8 bilhões de toneladas de CO2 deixariam de ser liberadas para a atmosfera — o equivalente à remoção de um bilhão de carros das ruas até 2030.

A Declaração de Nova York, como foi batizada foi elaborada por um grupo de países europeus e endossado por 32 Estados — entre eles EUA, Canadá, Noruega, Inglaterra e Indonésia —, além de empresas, entidades civis e comunidades indígenas. O documento segue aberto para adesões até dezembro de 2015, quando acontece a Conferência de Paris. A exemplo do Brasil, China e Índia, que também estão entre os maiores desmatadores do mundo, rejeitaram o documento.

Embora tenha considerado o acordo importante e criticado o Brasil por rejeitá-lo, o Greenpeace também não o assinou por considerá-lo vago demais. Segundo a ONG, os compromissos voluntários não substituem ações governamentais.

— Precisamos de leis fortes para proteger florestas e pessoas, assim como de uma melhor aplicação das leis existentes — explicou o diretor-executivo internacional do grupo, Kumi Naidoo. — Deter a perda global de florestas em 2030 no máximo significaria que anos de desmatamento ainda estariam à nossa frente.

De acordo com uma fonte próxima à negociação, a Missão Brasileira na ONU recebeu o texto há cerca de um mês e o enviou a Brasília, que teria apontado trechos incompatíveis com o novo Código Florestal:

— Entramos em contato com esse grupo de países por trás da iniciativa e pedimos algumas modificações no texto final, pois não podemos nos associar a uma declaração que vá de encontro a uma lei nossa. Ponderamos essa questão e pedimos que o texto fosse ajustado, mas eles disseram que não podiam, porque já estava fechado. E o Brasil obviamente não se associou.

A presidente Dilma Rousseff durante seu discurso na Cupula do Clima - Timothy A. Clary / AFP

Em entrevista a agências internacionais, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que o texto do acordo pode colidir com a legislação brasileira.

— É diferente ter deflorestamento legal e deflorestamento ilegal. Nossa política nacional é combater o desmatamento ilegal — explicou.

O Brasil quer, por exemplo, debater os pontos do texto com outras nações florestais e ver se há compatibilidade entre a proposta europeia e tanto as negociações climáticas correntes quanto a política ambiental brasileira. O país também não quer perder as rédeas desta discussão, que compartilha com outros pares, pois, como descreveu um observador, “se tem uma coisa que em clima está dando certo é floresta, a queda de desmatamento”.

DECISÃO PODE SER ESTRATÉGICA

Diretor executivo da Agência de Investigação Ambiental (EIA, na sigla em inglês), Alexander Von Bismarck diz que na prática o país tem tido uma ação extremamente positiva, o que é mais importante do que assinar uma declaração:

— A questão é: o que acontece depois? Esses documentos são úteis e importantes, mas as florestas precisam de ação. O Brasil adotou medidas importantes para combater o desmatamento ilegal, mas aqui nos EUA as pessoas ainda estão comprando madeira extraída ilegalmente do Brasil.

Diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Osvaldo Stella avalia que a rejeição brasileira ao acordo pode ser “estratégica”.

— Talvez este não seja o melhor momento para assinar um documento — explica. — O desmatamento é uma importante fonte de emissões de CO2 do Brasil, mas irrelevante em outros grandes países. Então, o melhor, para nós, seria negociar simultaneamente todas as causas do aquecimento global. Desta forma, não perdemos peso nas conversas das próximas conferências.

O acordo novaiorquino propõe ainda a formação de um fundo global de combate ao desmatamento, no valor de pelo menos US$ 1 bilhão, destinado a países pobres que preservem as suas florestas. Também lembra que cerca de 500 milhões de pequenos fazendeiros, especialmente na África e no Sul da Ásia, estão vulneráveis a eventos extremos que afetariam a produção de alimentos, como a escassez de água e grandes tempestades.

O presidente dos EUA, Barack Obama, durante discurso na ONU - Saul Loeb / AFP

Grandes empresas também aderiram ao documento, entre elas petrolíferas, prometendo reduzir a emissão de gases-estufa na geração de energia.

A secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, acredita que as dificuldades em conseguir um engajamento total da iniciativa privada e dos governos contra as mudanças climáticas impediram que a cúpula obtivesse melhores resultados.

— Por enquanto, estamos apenas na linha das promessas. O duro é comprar uma briga contra o lobby do petróleo e conseguir uma economia de baixo carbono em todas as áreas. Este é um plano muito complexo — admite. — Este encontro foi importante, porque provocou uma mobilização no mundo inteiro e mostrou como a opinião pública e até os investidores estão preocupados. Mas só teremos um dia histórico quando um acordo amplo for assinado pelos governantes.

BRASIL ANUNCIA CONQUISTAS NA AMAZÔNIA

Em um discurso de quase oito minutos, a presidente Dilma Rousseff revelou que o desmatamento no Brasil diminuiu 79% em oito anos. Esta seria uma amostra de que o crescimento econômico não é incompatível com a adoção de medidas de preservação ambiental.

— O Brasil não anuncia promessas. Mostra resultados — ressaltou. — Ao mesmo tempo em que diminuímos a pobreza e a desigualdade social, protegemos o meio ambiente. Nos últimos 12 anos, temos tido resultados extraordinários.

Já o presidente americano, Barack Obama, usou seu discurso no evento para assumir a responsabilidade de seu governo e, também, pressionar a China a tomar atitudes. Segundo ele, os países têm que “deixar de lado nossas velhas diferenças”. Já o vice-premier chinês, Zhang Gaoli, revelou que o país teria como objetivo limitar as emissões ou atingir o seu pico “o mais cedo possível”. Alguns conselheiros de Pequim avaliam que isso só deve acontecer depois de 2030.

Durante a Cúpula, Coreia do Sul, Dinamarca e Suíça anunciaram a doação de cerca de US$ 270 milhões para o Fundo Verde para o Clima, criado em 2010 pela ONU. França e Alemanha prometeram doar US$ 1 bilhão “nos próximos anos”.

PREFEITOS FAZEM PACTO GLOBAL

Ao lado do secretário-geral da ONU, Ban ki-Moon, o prefeito Eduardo Paes, presidente do C40 — o grupo das 69 maiores cidades do mundo — anunciou o Pacto Global dos Prefeitos. Com o acordo, 228 cidades, que abrigam quase meio bilhão de pessoas, assumem o compromisso de reduzir a emissão de gases-estufa em até 13 milhões de toneladas até 2050.

Fonte: O Globo


Expocatadores reúne interessados na gestão de resíduos sólidos da América Latina

17/12/2013

A quarta edição da “Expocatadores” será realizada nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, no Parque Anhembi em São Paulo.

A quarta edição da “Expocatadores” será realizada nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, no Parque Anhembi em São Paulo. O evento contará com o público de mais de 3 mil catadores de 26 estados brasileiros e mais de 14 países da América Latina e Caribe, Ásia, África e Europa, além de quatro mil visitantes diários. Também estão confirmadas presenças de autoridades, tais como a presidente Dilma Rousseff e a ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira.

O evento reunirá especialistas em gestão de resíduos sólidos do Brasil e da América Latina com a tarefa de valorização profissional dos catadores de materiais recicláveis e de fortalecimento de sua ação na cadeia produtiva de recicláveis de forma sustentável e inclusiva. Outro objetivo do evento é despertar novos negócios para cooperativas e redes de catadores.

Os três dias do evento serão marcados por debates e seminários gratuitos. Durante a conferência, que acontecerá após a solenidade de abertura no primeiro dia, às 10:30hs, o tema em destaque será a “Governança da PNRS – Avanços e Desafios para mudanças de paradigmas da gestão dos resíduos no Brasil”.

Diversos painéis abordarão temas como “O papel estratégico do MNCR (Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis) e diretrizes para organização e fortalecimento da categoria”, “ Seminário Nacional Cataforte Logística Solidária”; “Incidências Políticas para contratação de prestação de serviços da coleta seletiva”; “ Mercado da Reciclagem no Brasil e Desafios para promoção de negócios sustentáveis”, “As parcerias pública privado x coleta seletiva solidária”, dentre outros.Confira a programação completa: http://expocatadores.com.br/programacao/ . Para participar dos Seminários, as inscrições devem ser realizadas por meio do link: http://expocatadores.com.br/servicos/inscricoes/

No último dia do evento, haverá a celebração de natal dos catadores e população em situação de rua com a presidência da República. Também estão previstos para o dia 20: solenidade de assinaturas de convênios;entregado Prêmio Cidade Pró-Catador – voltado para o reconhecimento de boas práticas de inclusão dos catadores de materiais recicláveis; e lançamento do livro “Do Lixo à Cidadania: Guia para a Formação de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis” – escrito em parceria com a Editora Peirópolis, com o apoio do MNCR e patrocinado pela Natura e Ambev.

Feira de Boas Práticas

A feira de boas práticas, organizada pela EPS Eventos, vai reunir uma gama de soluções, tecnologias e serviços disponíveis para reciclagem e tratamento de resíduos sólidos, além de empresas que pretendem abraçar a causa. “A feira de negócios cria oportunidade para empresas, catadores, cooperativas e associações formar parcerias e fechar projetos, além de gerar networking. No ano passado, as alianças firmadas geraram receita em torno de R$ 30 milhões. Este ano a expectativa é de que este valor duplique mais de 100%, em função do incentivo do governo e da proximidade do prazo para implementação da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, comenta Carlos Militelli, CO da EPS Eventos.

Segundo Roberto Laureano, coordenador geral da Expocatadores 2013 e representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, a ideia é trazer os catadores para o mundo dos negócios. “Embora seja um negócio solidário, é importante estar dentro do mercado, inserido em uma cadeia produtiva, com uso de tecnologia etc. Antes aconteciam muitas feiras de reciclagem, mas os catadores não chegavam até elas: chegavam principalmente técnicos de prefeitura e iniciativa privada, que levavam a tecnologia para os catadores. Aqui, não, a tecnologia está disponível aos catadores, para avaliarem se é boa, se não é, se ajuda ou não seu trabalho. Com a Expocatadores, os trabalhadores estão tendo a oportunidade de vivenciar um espaço de negócios”, afirma.

Na edição de 2012, a parte comercial da feira cresceu mais de 100% e se consolidou, tornando a ExpoCatadores um evento sustentável. Foram reunidos no local, 66 marcas em 60 estandes. Já estão confirmadas para este ano a presença de marcas como Tetra Pak, Coca-Cola, Nestlé, Petrobras, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil e Secretaria Nacional de Economia Solidária, Cempre, BNDES, Funasa, Fundação Avina/ Projeto Cata Ação, Caixa Econômica Federal, Itaipú Binacional, entre outros.

Serviço
Data: 18 a 20 de dezembro de 2013
Horário: 9h – 18h30
Local: Pavilhão Oeste do Parque Anhembi
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1200, Santana, São Paulo /SP

Fonte: AVINA

MEMORIAL DE NELSON MANDELA

10/12/2013

Cerca de 100 chefes de Estado e/ou de governo assistem nesta terça-feira no FNB Stadium (antigo Soccer City) em Johanesburgo ao evento oficial de homenagem ao ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, morto na última quinta-feira aos 95 anos de idade.

11h44: A assessoria da presidente Dilma Rousseff flagrou em vídeo o momento em que Barack Obama trocam um aperto de mãos. Dilma foi cumprimentada em seguida. As imagens estão na conta da presidente no Instagram

11H00: Zuma exalta o papel de Mandela na reconciliação após o apartheid e na construção da “nação do arco-íris”

10h46: O próximo a falar é o presidente da África do Sul, Jacob Zuma

10H45: Raúl ressaltou em seu discurso a proximidade entre Mandela  a Revolução Cubana, que inspirou a luta do Congresso Nacional Africano (CNA) contra a apartheid e lembrou a visita de Madiba a Cuba em 1991

10H40: “Mandela é um exemplo para a América Latina e o Caribe”

10h36: Fala agora Raúl Castro. Ele elogia o “último símbolo da dignidade e da luta revolucionária pela paz e reconciliação”

10h31: Discursa agora o presidente da Índia, que cita o impacto de Gandhi na luta de Mandela.

10h24: Depois de discursos de representantes chineses e africanos, mestre de cerimônias pede paciência à multidão, que já começa a esvaziar o Soccer City, debaixo de frio e chuva: “Faltam só mais três discursos”

10h11: Aqui, a foto histórica do aperto de mãos entre Raúl Castro e Barack Obama

Foto: Divulgação
10h04: Dilma: O Governo e o povo Brasileiro se inclinam diante da memória de  Mandela

10h01: Dilma: “Devemos reverenciar esta manifestação suprema de grandeza e de humanismo. Sua luta transcendeu suas fronteiras nacionais”

09h59: Mandela conduziu um dos processos de emancipação mais importantes do século 20, avalia Dilma no discurso

09h54: Aqui está a íntegra do poema, recitado por Morgan Freeman


09h51: Obama termina citando o poema Invictus, popularizado no filme de Clint Eastwood sobre Mandela

09h49: “Embora eu sempre esteja aquém do exemplo de Madiba, ele me faz querer ser um homem melhor”

09h46: “Todos nós temos de agir em nome da Justiça. Há muitos líderes que dizem partilhar do legado de liberdade de Madiba, mas não toleram discordâncias de seu próprio povo.”

09h45: “Michelle e eu somos beneficiários da luta contra a subjugação racial”

09h42: “Mandela nos ensinou não só o poder da ação, mas também das ideias”

09h41: Obama lembra da iniciativa de Mandela de aprender e entender o costume dos brancos

09h40: Obama fala de outros líderes históricos do CNA, como Walter Sisulu e Oliver Tambo. A multidão o aplaude.

9h38: Obama: “Mandela nos mostrou o poder da ação, ao correr riscos por um ideal maior”

09h36: Obama lembra que Mandela fortaleceu a democracia sul-africana ao exercer a presidência por apenas um mandato

09h34: “Madiba foi o último libertador do século XX”, diz Obama, que comparou Mandela a Mahatma Gandhi, Abraham Lincoln e Martin Luther King

09h32: Começa o discurso de Obama: “O triunfo de Mandela foi o triunfo de vocês. A democracia e a liberdade de vocês é o legado dele”

09h29: O presidente americano trocou um aperto de mãos com o líder cubano, Raúl Castro.

09h26: O próximo a falar deve ser o presidente americano, Barack Obama

09h16: Sul-africano, sobre o legado de Mandela:  ”Hoje, estamos maduros e um dia vamos fazer o caminho contrário: vamos eleger um branco e provar que a cor da pele não interessa.” Leia a reportagem de Andrei Netto e Rafael Moraes Moura 

09h05: Mandela lutou por liberdade, igualdade, democracia e justiça, diz Ban Ki-moon. Essas também são as palavras mais repetidas pelos sul-africanos.

09h04: Discursa agora o secretário-geral da ONU, Ban KI-moon, relata o enviado especial Andrei Netto.

08:59: Representantes de mais de 100 países, dos cinco continentes, estão presentes ao funeral. A presidente Dilma Rousseff deve fazer um discurso, junto do presidente americano Barack Obama, do cubano, Fidel Castro e líderes da Índia e da Namíbia

08h55: Ao chegar ao Soccer City, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, foi vaiado por parte do público presente. Com a popularidade em baixa, Zuma permaneceu cabisbaixo, escondido atrás dos óculos de sol. Coube a ele anunciar na semana passada a morte de Mandela em rede nacional

Veja a galeria de fotos da cerimônia

Num gesto histórico, Obama cumprimentou também o líder cubano, Raúl Castro
Reprodução/Reuters
Apesar do cumprimento, Obama criticou governos que calam a dissidência no discurso
KAI PFAFFENBACH/ reuters
Obama cumprimenta a presidente Dilma Rousseff
Reprodução/Reuters
Graça Machel, viúva de Nelson Mandela, na chegada para solenidade
Reuters
Chefes de Estado, de governo e convidados especiais ficaram na tribuna de honra
AP/Peter Dejong
O presidente de Cuba, Raúl Castro, deve discursar no funeral
AP/Matt Dunham
O presidente da Índia, Pranab Kumar Mukherjee, também discursará
AP/Matt Dunham
Ex-presidente sul-africano Frederik De Klerk, que dividiu o Nobel da Paz com 
Mandela, foi à cerimônia - Themba Hadebe/ AP
Presidentes da França, Francois Hollande (à dir.), e o ex-presidente francês Nicolas 
Sarkozy participam da cerimônia - Peter Dejong/AP
Acompanhado de Michelle Obama, o presidente dos EUA, Barack Obama 
chega ao estádio onde será realizada a homenagem
Kevin Lamarque/Reuters
Sul-africana no estádio Soccer City
Kai Pfaffenbach/Reuters
Sul-africanos em direção ao estádio Soccer City, onde será realizada a solenidade
Yves Herman/Reuters
Cerimônia de despedida ao ex-presidente será realizada no estádio Soccer City
Bernat Armangue/AP
Usado na final da Copa de 2010, o Soccer City, em Soweto, é o palco da cerimônia
AP/Bernat Armangue
Fonte: Estadão


Estudantes pedem esforço para o Brasil construir um futuro sustentável

28/11/2013

A presidenta da República, Dilma Rousseff, recebeu nesta terça-feira, 26, em cerimônia no Palácio do Planalto, estudantes de 11 a 14 anos que participam como delegados da 4ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, iniciada no sábado, 23. O tema deste ano é Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis. O ministro da Educação interino, Henrique Paim, e a secretária de educação continuada, alfabetização, diversidade e inclusão do Ministério da Educação, Macaé Evaristo, estiveram presentes.

Dois delegados entregaram a Dilma um documento, identificado como presente sustentável, com 108 propostas para a implementação de escolas sustentáveis. Dois representantes dos delegados leram carta endereçada à presidenta com pedido de esforços conjuntos para a construção de um futuro sustentável para o país. Ao todo, mais de três municípios participam da quarta edição da conferência, que envolve quase nove milhões de pessoas na organização e realização. O evento será encerrado na quinta-feira, 28.

Em sua fala, Dilma destacou a importância de políticas públicas voltadas para a preservação e conservação do meio ambiente. Segundo ela, é preciso que haja respeito. “Essa preocupação deve ser de todos. O país tem compromisso com o meio ambiente”, afirmou. A presidenta elogiou a iniciativa da conferência e ressaltou a participação dos jovens. “O futuro está aqui”, disse.

Mudanças

Foto: Marconi Henrique/MEC
A estudante Maria Gabriela disse ter aprendido muito com a conferência e fez apelo pela preservação:  “Somos o futuro da nação, muita coisa depende da gente” 

Aos 13 anos, Maria Gabriela Lopes Alves já ajudou a desenvolver projeto que pode mudar a realidade da sua escola, em Manaus. Ela integrou o grupo de 673 estudantes que participaram da conferência, que se realiza em Luziânia, Goiás. “Foi um aprendizado muito grande. Tive o privilégio de aprender muitas coisas”, vibrou a jovem.

O projeto desenvolvido por Maria Gabriela e seus colegas, apresentado na conferência, é voltado para a preservação de um lago próximo à escola na qual estuda. A ideia é organizar passeatas e campanhas de mobilização para a limpeza do lago e de conscientização da população local. “Somos o futuro da nação. Muita coisa depende da gente”, afirmou.

Fonte: CBN

Dilma veta 9 pontos do Código Florestal

Dida Sampaio/AE - 09/10/2012
Vetos de Dilma prometem criar um enorme atrito com a bancada ruralista no Congresso

17/10/2012

Presidente retirou do texto a principal mudança feita pelo Congresso na nova lei, que alterava a chamada escadinha e diminuía a área de recuperação de florestas nas margens dos rios

Lisandra Paraguassu e Rafael Moraes Moura, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff vetou nesta quarta-feira, 17, a principal mudança feita no Código Florestal pelo Congresso, a que alterava a chamada escadinha e diminuía a área de recuperação de florestas nas margens dos rios. Um decreto presidencial, usado para regulamentar o Cadastro Ambiental Rural (CRA) e o Programa de Recuperação Ambiental (PRA), vai recuperar o texto original da Medida Provisória alterada pelos parlamentares, o que promete abrir uma nova frente de batalha com a bancada ruralista da Câmara dos Deputados.

Veja também:
 

"Todos os vetos foram fundamentados na recuperação dos princípios da Medida Provisória de não anistiar, não estimular o desmatamento ilegal e estimular a justiça social no campo", afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. "Foi vetado tudo aquilo que leva ao desequilíbrio social e ambiental". Os vetos incluem, ainda, a proibição de usar árvores frutíferas para recuperação de áreas degradadas dentro das Áreas de Preservação Permanente e um artigo que definia uma área de cinco metros na recuperação nas margens de rios intermitentes de até dois metros de largura em propriedades de qualquer tamanho.

A maior questão para os ruralistas, no entanto, é mesmo o tamanho das áreas de preservação em margens de rios. A versão final que saiu do Congresso, em uma enorme derrota para o governo, diminuiu a obrigação da recomposição para médias e grandes propriedades.

Nas médias propriedades, de 4 a 10 módulos fiscais, o governo quer a recuperação de 20 metros em cada margem em rios com até 10 metros de largura. Em propriedades com até 10 módulos fiscais, se o rio for maior que 10 metros, e em áreas maiores do que essas, com rios de qualquer tamanho, a recuperação terá que ser equivalente à metade da largura do rio, com um mínimo de 30 metros e máximo de 100 metros. A mesma regra vale para as grandes propriedades. Essa é a versão que será recuperada com o decreto presidencial publicado amanhã no diário oficial.

Na versão do Congresso, a área a ser recuperada nas médias propriedades seria de 15 metros em qualquer caso e, nas grandes propriedades, a faixa mínima passaria a ser de 20 metros e o tamanho máximo passaria a ser regulado pelos Estados. Na avaliação do governo federal, as alterações tinham potencial de reduzir significativamente o tamanho das matas ciliares.

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Dilma diz que documento final da Rio+20 é 'ponto de partida'

22/06/2012

Presidente afirmou que Brasil teve que construir 'consenso possível'.
Países ricos não quiseram avançar no financiamento de ações, disse.

Nathalia Passarinho e Giovana Sanchez
Do G1, no Rio

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (22), no último dia da Rio+20, que o documento final da conferência é um “ponto de partida”, a partir do qual cada país deverá avançar no sentido de alcançar o desenvolvimento sustentável. Segundo ela, uma discussão com 193 países sobre proteção ambiental, erradicação da pobreza e crescimento sustentável só pode levar à “construção do consenso possível”.

A presidente destacou que é preciso agora exigir que “a partir desse documento, as nações avancem.” “O que não podemos conceber é que alguém fique aquém dessa posição”, declarou.


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Fórum científico e TEDx abrem primeira semana da Rio+20



Estrutura metálica do projeto Humanidade, no Forte de Copacabana (Divulgação)

11/06/2012

Na quarta-feira, presidente Dilma Rousseff abre série de eventos da conferência. Saiba como inscrever-se e acompanhar os eventos pela internet

Luís Bulcão, do Rio de Janeiro

Dois ciclos de palestras — o Fórum em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável e o TEDxRio+20 — dão início à série de eventos paralelos que ocorrerão no Rio durante a conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que começa na quarta-feira, com a presença da presidente Dilma Rousseff. Também na quarta-feira começa a última rodada de negociações para a Rio+20, durante o Comitê Preparatório, já no Riocentro. Dezenas de eventos vão ocorrer pela cidade enquanto os representantes de governo decidem o futuro do meio ambiente e da economia sustentável. A cúpula de chefes de estado, ponto mais alto do evento, ocorre a partir do dia 20, quando o Rio terá feriado de três dias. 

A maioria dos eventos das Nações Unidas exige credenciamento prévio, mas há também encontros abertos. Há ainda a opção de usar a internet para manter-se em contato com a conferência. Quem não se credenciou no fórum científico e na TEDxRio+20, por exemplo, pode acompanhar o ciclo de palestras via videocast, nos links http://www.icsu.org/rio20/science-and-technology-forum e http://www.tedxrio20.com/



Confira a lista de eventos: 

8 a 12 de junho - Encontro de jovens Youth Blast: 
Com 180 oficinas que vão desde diálogos sobre Mudança Climática a visita a favelas e debates sobre o lixo, o Encontro Mundial de Jovens reúne o Grande Grupo de crianças e jovens, reconhecido entre os grupos representativos do mundo durante a Rio 92. A ideia é treinar lideranças jovens que vão acompanhar as discussões oficiais no Riocentro. 

11 a 12 de junho - TEDxRio+20:
Parte do salão Humanidades, que foi montado no Forte de Copacabana, o ciclo de palestras reunirá especialistas em áreas temáticas que vão desde as artes visuais à política ambiental. Nomes como Vick Muniz e Fabien Cousteou, neto de Jacques Cousteau, são destaques. 

11 a 15 de junho - Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável: 
Durante cinco dias, realizará série de palestras com especialistas na área que deve dar as principais respostas para os desafios ligados ao meio ambiente e o desenvolvimento tecnológico. 

13 a 22 de junho - Encontro Global dos Municípios da Rio+20
A resposta para boa parte dos problemas ambientais está nas cidades. Como tornar a área urbana em um ambiente menos nocivo e mais eficiente aos seus habitantes será o tema abordado. 

13 a 22 de junho - Rio Conventions Pavilion:
Programa mostrará resultados obtidos com os tratados da Rio 92, como Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática e Convenção sobre Biodiverisdade. 

15 a 18 de junho - Fórum de Sustentabilidade Empresarial:
O quanto as empresas podem e devem colaborar para o desenvolvimento sustentável será o tema deste fórum, que reunirá 2 mil diretores executivos de empresas do mundo inteiro. 

15 a 23 de junho - Cúpula dos Povos para a Justiça Social e Ambiental:
Os movimentos sociais vão concentrar suas manifestações no Aterro do Flamengo para a Cúpula dos Povos, que reedita o encontro que marcou e deu imagem à Rio 92. Cerca de 20 mil participantes são esperados.

16 a 19 de junho - Diálogos de Sustentabilidade Global:
A série de debates promovida pelo governo brasileiro dentro do Riocentro ocorrerá no meio tempo entre as negociações e o início da cúpula de chefes de estado. Uma série de especialistas abordará temas que permeiam o desenvolvimento sustentável, como erradicação da pobreza, segurança alimentar e acesso à água. 

17 a 19 de junho - Congresso Mundial sobre Justiça, Governança e Direito para a Sustentabilidade Ambiental:
Chefes do poder judiciário e magistrado de alto nível se encontram para discutir o direito ambiental em série de encontros e palestras. 

15 a 17 de junho - Cúpula Mundial de Legisladores:
Deputados, senadores e membros de parlamento de de diversos países vão se encontrar para discutir as propostas e as experiências dos legisladores para o desenvolvimento sustentável. 

17 de junho - Tecnologias de informação e comunicação (TICs):
Em um dia, no Riocentro, o evento discutirá como as Telecomunicações podem ajudar a integrar os três pilares do Desenvolvimento Sustentável (ambiental, econômico e social). 

18 de junho - Cidades Sustentáveis:
Conferências dirigidas ao público para discutir os desafios de urbanização em relação ao desenvolvimento sustentável. Ocorrerá no Forte de Copacabana. 

19 de junho - Rio+Social:
Mídias digitais e cidadania é o foco das discussões desses fóruns. A ideia é debater sobre meios que dão acesso à voz das comunidades. 

19 a 21 de junho - Fórum de Líderes Mulheres:
As mulheres chefes de estado, como Dilma Rousseff, Michele Bachelet 

Confira a lista completa de eventos, em inglês, no site dos organizadores da Rio+20 www.uncsd2012.org/rio20/meetings_sidevents.html

Fonte: Veja.com

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