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TRUMP SE PREPARA PARA ACABAR COM PLANO DE ENERGIA LIMPA DE OBAMA

O governo Trump quer suprimir o plano de Energia Limpa adotado pelo governo 
Obama em 2015 - GETTY/AFP/Arquivos

28/03/2017

O presidente Donald Trump assinará na terça-feira uma ordem executiva para acabar com o plano de seu antecessor Barack Obama que limita a emissão de gases do efeito estufa nas centrais elétricas alimentadas com carvão.

De acordo com o diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Scott Pruitt, suprimir o plano Energia Limpa de Obama, de 2015, devolverá postos de trabalho à indústria do carvão.

“Esta é uma promessa que (Trump) está mantendo ante o povo americano e afirma que podemos colocar as pessoas novamente para trabalhar”, explicou ao canal ABC.

O apresentador do programa “This Week”, George Stephanopolous, rebateu e lembrou que a maioria dos postos de trabalho no setor do carvão foi suprimida uma década antes, durante o governo do antecessor de Obama, George W. Bush, já que o avanço do gás natural substituiu o carvão.

Mas Pruitt minimizou as preocupações de que Trump teria feito uma promessa que não pode cumprir.

“Por muito tempo nos últimos anos aceitamos a narrativa de que se você é pró-crescimento e pró-trabalho, você é contra o meio ambiente”, disse, ao culpar a administração Obama de fazer “esforços para matar postos de trabalho ao longo de todo o país com seu plano de energia limpa”.

Também disse que a ordem de Trump reduzirá os custos de energia elétrica para os americanos.

As pessoas que apoiam o plano de Obama afirmam que o projeto ajuda a criar milhares de empregos no setor de energia limpa.

Cético a respeito da mudança climática, Pruitt afirmou no início do mês não acreditar que o dióxido de carbono é a principal causa do aquecimento global, declaração que vai contra as afirmações dos cientistas há várias décadas.

Fonte: ISTOÉ.com

Trump arquiteta plano para tirar Estados Unidos do Acordo de Paris

15/11/2016

Myron Ebell é um nome que os ambientalistas que estavam em Paris no ano passado para a Conferência das Partes que conseguiu o Acordo Climático histórico, não  esquecem. Ele dirige a política ambiental do Competitive Enterprise Institute, uma organização em parte financiada pela indústria do carvão, e teve sua foto estampada em postes da capital francesa, apontado como um dos ‘sete crimtnosos contra o clima”. Pois foi justamente essa figura que o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu para ser uma espécie de liderança em seu governo para lidar com a questão das mudanças climáticas.

Em seguida ao anúncio, a agência Reuters publicou uma reportagem na qual uma fonte diz, sob anonimato, que Donald Trump deu à sua equipe de governo a tarefa de procurar retirar, o mais cedo possível, a assinatura dos Estados Unidos do Acordo Climático incômodo, já que vai contra todas as suas convicções.  A equipe vai ter trabalho para fazer isso porque, segundo um editorial do jornal “La Vanguardia”  espanhol,  Barack Obama fez constar salvaguardas no Acordo, como a impossibilidade de qualquer dirigente do país renunciar ao compromisso adquirido antes de três anos a partir da data em que foi ratificado. Estados Unidos e China, os dois maiores poluidores,  fizeram o anúncio do compromisso oficial assumido no dia 3 de setembro .

Segundo a fonte ouvida pela Reuters, o novo presidente da nação mais poderosa achou imprudente ratificar o Acordo pouco antes das eleições, sabendo que ele tem uma posição contrária.  Para Trump, o aquecimento global é uma fraude que foi inventada pela China para assumir o poder econômico mundial enquanto os Estados Unidos estancariam seu desenvolvimentismo em nome da limpeza do ar e das águas. A alternativa para o imbróglio será uma ordem presidencial que simplesmente exclua a assinatura dos Estados Unidos do Acordo.

Não custa lembrar que o Protocolo de Kyoto, um tratado assumido em 1997 para forçar os países industrializados a baixarem suas emissões de gases poluentes, não foi ratificado pelos Estados Unidos. E que em 2009, quando a Conferência do Clima realizada em Copenhague tinha tudo para conseguir, já ali, o acordo que só foi assumido seis anos depois, o presidente Barack Obama lançou um banho de água fria sobre as expectativas de todos, pois não conseguira o apoio no Congresso para lançar as bases de um acordo para baixar emissões e consumo de combustíveis fósseis. Logo, é muito provável que a decisão de Trump seja aplaudida por grande parte dos norte-americanos que não querem abandonar um padrão de vida baseado no consumo excessivo.

Não há menção direta sobre a reportagem da Reuters no site oficial da Conferência do Clima que está acontecendo no Marrocos até o dia 18 de novembro.  A atual responsável pelo Acordo Climático na ONU, Patricia Espinosa, se recusou a comentar a reportagem. Em entrevista coletiva, limitou-se a dizer que já há credibilidade suficiente no tratado ratificado até agora por 106 países.

Assim como há também maiores evidências de que, de fato, o aquecimento global está atingindo diretamente 82% da vida na Terra, segundo estudo publicado pela revista “Science” .  A Conferência do Clima que está acontecendo tentará definir, justamente, as normas de execução do Acordo de Paris e estabelecer um plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões por ano aos países em desenvolvimento para apoiar a ação climática. É esta a maior questão, já que os impactos causados pelas mudanças climáticas, queiram ou não, serão sempre mais sentidos pelos países mais pobres.

Um estudo lançado sexta-feira (11) pelo Greenpeace Brasil, justamente para aproveitar o momento em que o tema está à tona por causa da COP-22, reforça esta convicção. Depois de analisarem dados de 46 relatórios, pesquisadores da ONG concluíram que “o combate às mudanças climáticas é, antes de tudo, uma questão de justiça social e a inação ou adoção de medidas insuficientes só farão aumentar ainda mais a terrível desigualdade que já assola o país”.

“Até 2099, a maior parte do território brasileiro estará sob estresse muito forte ou extremo em função do calor, caso haja um aumento médio da temperatura global de, no mínimo, 4 o C49.  Os impactos da elevação das temperaturas serão diversos para os brasileiros. Vários níveis de estresse por calor podem ocorrer devido a exposição a tempe - raturas acima de 38 oC, e as con - sequências podem envolver desde náuseas, dor de cabeça, vertigens, fraqueza, sede e tontura, até casos mais graves, como os de insolação e ataques cardíacos. Se a temperatura da Terra aumentar entre 2 e 5,4 graus até o fim do século, a Região Norte do Brasil sofrerá uma redução entre 242 mil e 15 milhões de hectares aptos e disponíveis para agricultura já em 2030.  A Região Nordeste, com exceção do Maranhão, teria em média poucos meses de chuva ao ano e baixa pluviosidade nos meses com mais chuva até 2040, o que significaria períodos mais secos com valores elevados de temperatura, valores baixos de umidade do ar e alta demanda hídrica. A Região Sudeste poderia sofrer leve redução de 349 mil hectares em sua área agricultável em 2030 e a Região Sul pode sofrer redução entre 4,9 milhões e 2,6 milhões de hectares aptos e disponíveis para agricultura em 2030”, diz o estudo.

O artigo escrito pelos ativistas ambientais Nicolas Haeringer e Tadzio Muller para o blog “New Internationalist” dá o tom do que virá daqui para a frente no campo de guerra entre os céticos e os não céticos do aquecimento global. É preciso, segundo eles, uma união cada vez mais fortalecida da sociedade civil no sentido de travar empreendimentos que precisem do uso abusivo de combustíveis fósseis. Exemplo desse tipo de tática, na prática, é o das 3.5 mil pessoas que conseguiram  fechar a mina de carvão a céu aberto Welzow-Süd e a usina Schwarze Pumpe, décima maior emissora de gás poluente da Europa, ambas na Alemanha.

As manifestações bem-sucedidas (até agora, ao menos)  foram bonitas, não houve violência. Mas também deixaram bem claro a diferença abissal de propostas entre ativistas de países que já têm sua economia mais ou menos resolvida e a de outros que lutam ainda para acabar com a miséria do povo. É disso que se trata, inclusive lá na Conferência que está acontecendo no continente africano, onde uma seca severa causou recentemente a morte de pelo menos 30 mil crianças e afetou um total de 12 milhões de pessoas, sobretudo na Somália. Consequência direta de fenômenos associados com a mudança climática. A luta, nesses países, é outra. E, até agora, não há registros de que tenha tido batalhas bem-sucedidas.

Fonte: G1


DiCaprio libera documentário sobre meio ambiente na íntegra no YouTube, Facebook e Twitter


01/11/2016

A primeira boa notícia: o ator Leonardo DiCaprio, conhecido por seu ativismo no campo ambiental, dirigiu um documentário chamado Before the Flood, produzido em parceria com a National Geographic. A segunda boa notícia: e o material está inteirinho disponível no YouTube de forma gratuita, entre outras plataformas online. A má notícia: o vídeo com 1 hora e 35 minutos de duração só poderá ser visto até seis de novembro. Portanto, se você quiser assistir, terá de correr.

Neste filme, o ator, conhecido por vários trabalhos desde Titanic e O Lobo de Wall Street, investiga várias causas e efeitos da mudança climática, que tem sido danosa para diversas espécies animais, ecossistemas e comunidades ao redor do mundo.

Entre os entrevistados estão o presidente Barack Obama, o Papa Francisco e o empreendedor Elon Musk, que comanda a Telsa, criadora de carros elétricos de direção autônoma, e responsável também pela SpaceX, empresa privada de exploração espacial.

Veja o documentário:


O material, incrivelmente, ganhou uma versão upada diretamente no Twitter:


E também para Facebook:

A entrevista com o empreendedor australiano começa aos 57 minutos do vídeo. Da planta da fábrica localizada em Nevada, Musk fala que usa os conhecimentos científicos para melhorar a produção de veículos e engrandece a criação de baterias da Tesla, consideradas uma fonte limpa em relação à mineração e com muito menos impacto ambiental que a hidrelétrica. O CEO, inclusive, revela planos de fornecer energia limpa para absolutamente o planeta inteiro através de suas empresas.

Não à toa, a Tesla anunciou na última semana um painel solar inquebrável e que pode substituir até mesmo o teto de uma residência e de longevidade impressionante, segundo apresentado. O bilionário mostrou ao público a nova geração da bateria doméstica Tesla Powerwall, Construído por um vidro especial feito de quartzo, o material do painel permite a entrada de luz na parte superior para alimentar as células, ao mesmo tempo em que se mantém opaco para quem olha a casa da rua.

Apenas no YouTube, Before the Flood já foi assistido 1,3 milhão de vezes até o momento. Os produtores do filme, a 21st Century Fox e a National Geographic, alegam que vão doar dinheiro para duas Ongs que cuidam da natureza a cada #BeforeTheFlood postado no Facebook, Twitter e Instagram até 18 de novembro.


Atingido por furacão Matthew, Haiti busca ajuda

Furacão arrasou o sul do Haiti (Foto: Nicolas Garcia / AFP / CP)

09/10/2016

A magnitude da devastação que deixou o furacão Matthew no Haiti ficou nítida neste sábado, três dias após a passagem do fenômeno que arrasou o sul do país e deixou centenas de mortos. Enquanto o Matthew ameaçava o litoral dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama pediu aos americanos que fizessem doações ao Haiti, onde milhões de pessoas precisam de assistência depois desse último desastre atingir o país mais pobre das Américas.

A passagem do furacão levou ao adiamento das demoradas eleições presidenciais e legislativas previstas para este domingo. Embora Porto Príncipe, capital e principal cidade haitiana, quase não tenha sofrido danos, o sul do país ficou devastado. Imagens aéreas da zona atingida pelo furacão mostram uma paisagem em ruínas, com moradias arrasadas e sem teto, árvores caídas e o solo coberto pelo lodo dos rios inundados.

Herve Fourcand, senador do departamento Sul, disse que vários povoados permanecem ilhadas por inundações e deslizamentos de terra. Jeremie, um município de 30.000 habitantes que ficou inacessível desde a sexta-feira, recebia os visitantes com cenas de desolação, sem energia elétrica pela destruição dos cabos e com as as comunicações interrompidas. Praticamente todas as casas de alumínio foram destruídas e apenas poucas construções de concreto ficaram de pé.

"É como se alguém tivesse um controle remoto e só apertasse o botão do vento para aumentar mais e mais", disse Carmine Luc, uma mulher de 22 anos. "Quando o teto da minha casa voou, me segurei na parede com a mão esquerda e com a direita agarrei com todas as minhas forças o meu filho de três anos, que gritava", contou. Um barco com nove contêineres de comida e medicamentos foi enviado a Dame Marie, no departamento de Grand'Anse, no oeste. "Provavelmente foi o departamento mais duramente atingiu e as condições não permitem o pouso de helicópteros", disse à AFP o ministro do Interior, Francois Anick Joseph. "Fazemos o melhor que podemos para ajudar os afetados", afirmou.

Comboios de ajuda foram enviados por terra, ar e mar a outras zonas atingidas de Grand'Anse, incluindo helicópteros militares que transportaram 50 toneladas de água, comida e medicamentos.

Não ficou nada

Mais ao sul, Les Cayes, o terceiro povoado do Haiti, ficou muito danificado. Em Sous-Roches, um tranquilo bairro em frente à praia, se transformou em um caos de lodo e árvores destruídas. O nível do rio começou a baixar, mas a água ficou revolta pelas inundações do mar. "Pensei que iria morrer. Vi a cara da morte", disse Yolette Cazenor, mulher de 36 anos, parada em frente a uma casa partida em duas por um coqueiro que caiu sobre ela.

Durante 10 horas, as fortes rajadas do Matthew e uma chuva forte arrasaram também os cultivos nos campos da comunidade, o que sugere meses ainda mais difíceis para o país. Mais de 80% dos cultivos se perderam em algumas áreas, de acordo com o escritório de Assuntos Humanitários das Nações Unidas. Cerca de um milhão de pessoas precisam de ajuda urgente, disse a organização humanitária CARE France: "As pessoas não têm nada exceto a roupa que vestem".

As promessas de ajuda se multiplicaram enquanto os Estados Unidos anunciaram o envio de um buque com 300 efetivos especializados em emergências médicas, assistência e reconstrução, além de três helicópteros, que se somarão a a mais 250 homens e nove outros helicópteros já prontos para serem deslocados para o Haiti. O grupo de ajuda humanitária International Relief Teams, com sede na Califórnia, disse ter doado 7 milhões de dólares em materiais médicos, junto com as organizações internacionais MAP International e Hope for Haiti.

A França, por sua vez, anunciou o envio de 32 toneladas de ajuda humanitária e equipe para purificação de água. A Venezuela, que sofre uma grave crise econômica e desabastecimento, enviou três cargas de ajuda e alimentos. Mais um desastre natural devasta o Haiti, que em janeiro de 2010 foi devastado por um terremoto que destruiu grande parte da capital e deixou mais de 250.000 mortos.



Barack Obama se reúne com DiCaprio para debater sobre o clima

Leonardo DiCaprio recebe Oscar de melhor ator por 'O regresso'' 
Foto: REUTERS/Mario Anzuoni

04/10/2016

Ator fez documentário sobre os efeitos devastadores do aquecimento global.
Encontro faz parte de festival organizado nos jardins da Casa Branca.

O ator Leonardo DiCaprio comparecerá nesta segunda-feira (3) à Casa Branca para debater a questão do clima com o presidente Barack Obama. O encontro acontece antes da exibição de seu novo documentário sobre os efeitos devastadores do aquecimento global.

DiCaprio, vencedor do Oscar de melhor ator por "O Regresso", participará em um debate com a cientista Katharine Hayhoe e com o presidente Obama, para fez da luta contra a mudança climática uma das prioridades em seus dois mandatos à frente dos Estados Unidos.

O encontro acontecerá como parte de um festival organizado nos jardins da Casa Branca seguindo o modelo do South by Southwest, que é organizado todos os anos em Austin (Texas) e que mistura novas tecnologias, cinema e música.

Quase 10 anos depois de seu primeiro documentário sobre o desafio do clima, "The 11th hour" ("A Última Hora"), o ator retorna com o filme "Before the Flood", no qual Barack Obama e o papa Francisco fazem uma rápida aparição.

"Sejam corajosos. Somos capazes de resolver os maiores desafios quando encontramos a vontade de trabalhar juntos", afirmou DiCaprio em dezembro do ano passado em Paris, durante a conferência COP21 sobre o clima.

Em março, Obama se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a participar no festival South by Southwest.

Ele anunciou que a Casa Branca organizaria sua própria versão do evento, chamada de South By South Lawn, para celebrar a criatividade e o espírito de inovação.

Fonte: G1 Natureza


EUA se unem à China e assinam acordo sobre clima de Paris

Obama entrega documento em que ratifica o Acordo do Clima de Paris
Carolyn Kaster/AP

03/09/2016

A conferência de Paris onde foi alcançado um acordo sobre o clima "foi o momento em que decidimos salvar o planeta", declarou na sexta-feira (2) o presidente Barack Obama depois de anunciar a ratificação do texto, juntamente com a China.

Em uma cerimônia com seu colega Xi Jinping na cidade chinesa de Hangzhou, onde é realizado o G20, os dois líderes entregaram ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os documentos que oficializam a ratificação.

"Deram um grande impulso para que o acordo entre em vigor. Sou otimista sobre o fato de que poderemos alcançar isso antes do fim do ano", disse Ban.

O acordo tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura no planeta a um máximo de dois graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais.

Para que entre em vigor em 2020, como está previsto, ao menos 55 países que representem 55% das emissões mundiais precisam ratificá-lo.

Estados Unidos e China são os dois países que mais poluem o planeta (juntos representam 40% das emissões de CO2) e sua ratificação pode agir como convocação para os demais signatários.

Fonte: UOL


Obama chega a Cuba para visita histórica de três dias

20/03/2016 

É a primeira vez que um presidente americano visita a ilha em 88 anos.
Encontro com Raúl Castro acontece nesta segunda-feira (21).

O presidente americano Barack Obama chegou a Cuba na tarde deste domingo (20) para a história visita de três dias a ilha. É a primeira vez que um presidente dos Estados Unidos visita Cuba em 88 anos. O Air Force One, avião presidencial americano, pousou em Havana por volta das 17h20, horário de Brasília.

Obama deixou a Base Aérea de Andrews Air Force Base, em Washington, pouco depois das 14h30 (horário de Brasília). O presidente americano fica em Cuba até a próxima terça-feira (22).

O presidente dos EUA, Barack Obama, publicou mensagem no Twitter ao pousar em Cuba
neste domingo (20) para uma visita histórica de três dias (Foto: Reprodução/Twitter/POTUS)

Assim que chegou a Havana, Obama postou em sua conta oficial do Twitter: "¿Que bolá Cuba? Just touched down here, looking forward to meeting and hearing directly from the Cuban people."

Ainda neste domingo, Obama, a primeira-dama, Michelle Obama e as duas filhas do casal visitaram a parte velha da capital e devem ser recebidos na Catedral de Havana pelo cardeal Jaime Ortega, que apoiou, junto com o Papa Francisco, as conversas para o acordo de normalização da relação entre EUA e Cuba.

O encontro com o presidente de Cuba, Raúl Castro, está previsto para segunda-feira (21). Obama já adiantou que falará "diretamente" com seu colega sobre os "obstáculos" para o exercício dos direitos humanos na ilha.

Aproximação entre os países

A visita a Cuba era impensável até que Obama e o presidente de Cuba, Raúl Castro concordaram, em dezembro de 2014, em acabar com um distanciamento que começou quando a revolução cubana derrubou um governo pró-norte-americano em 1959.

Em julho, EUA e Cuba retomaram suas relações diplomáticas e abriram embaixadas nos respectivos territórios depois de vários meses de negociações que puseram um ponto final a mais de meio século de ruptura.  anúncio de que os dois países retomariam suas relações foi feito em dezembro do ano passado.

Apesar da reaproximação histórica, o embargo econômico imposto à ilha ainda vigora. Seu levantamento, defendido por Obama, depende da aprovação do Congresso dos EUA.

Air Force One, avião presidencial dos Estados Unidos, chega em Havana,
para visita histórica a Cuba (Foto: Reprodução / Globo News)

Dissidentes são detidos

A poucas horas da chegada do presidente Barack Obamaa Havana, dezenas de opositores e ativistas das Damas de Branco que protestavam contra o governo foram detidos e levados em veículos por agentes do Estado na capital cubana, constataram jornalistas da AFP.

Os manifestantes, que como em todos os domingos se concentraram perto de uma igreja para exigir respeito aos direitos humanos, foram encurralados por agentes oficiais e grupos a favor do governo ao término do protesto.

Obama vê retrato do ex-presidente americano Abraham Lincoln em visita
ao centro histórico de Havana (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

Obama caminha por centro histórico de Havana, em primeira visita de um
presidente americano a Cuba em 88 anos (Foto: Reuters)

Barack Obama visita embaixada em Havana. Visita a Cuba é a primeira de
um presidente americano ao país em 88 anos (Foto: AP)

Obama chega a Cuba (Foto: Carlos Barria/Reuters)

Obama chega a Cuba com a família (Foto: Carlos Barria/Reuters)

GNews - Barack Obama desembarca em Cuba (Foto: Reprodução/GloboNews)

Uma mulher membro do grupo "Damas de Branco" grita enquanto é levada por
policiais horas antes da chegada do presidente dos EUA, Barack Obama, para
uma visita histórica em Havana, Cuba (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Fonte: G1

SUPREMO DOS EUA SUSPENDE PLANO DE CORTE DE EMISSÕES POLUENTES PROPOSTO POR OBAMA

Foto: Doutíssima
11/02/2016

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos suspendeu nessa terça-feira (9) um ambicioso programa de redução de emissões poluentes por centrais térmicas proposto pelo presidente norte-americano, Barack Obama.

A intervenção da mais alta instância judicial dos Estados Unidos foi requerida por 27 estados - a maioria governada pelo partido Republicano -, que contestam o programa de promoção de energias limpas, assumido por Obama como um dos pilares de sua política de combate às alterações climáticas.

A decisão suspende a aplicação do Clean Power Plan (Plano da Eenergia Limpa), concebido pela Agência de Proteção ambiental (EPA) dos Estados Unidos e que impõe às centrais elétricas reduções drásticas das emissões de dióxido de carbono (um dos principais agentes do efeito estufa), de 32% até 2030, em relação aos níveis de 2005.

Por cinco votos a quatro, o Supremo norte-americano decidiu manifestar publicamente o seu desacordo com a decisão.


Obama rejeita oleoduto para transportar betuminosas do Canadá



07/11/2015

Presidente dos EUA justificou a rejeição explicando que o plano “não serve os interesses nacionais dos Estados Unidos”

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou esta sexta-feira a construção de um controverso oleoduto, Keystone XL, entre o país e o Canadá, encerrando anos de um tenso debate político. 

Obama justificou a rejeição explicando que o plano “não serve os interesses nacionais dos Estados Unidos”, porque não iria ajudar o meio ambiente e também não iria contribuir significativamente para o crescimento da economia a médio prazo, além de não ir baixar de forma visível os preços da energia. 

Em causa estão as areias betuminosas do Canadá, afirmando o Presidente que em vez de construir um oleoduto de 1.900 quilómetros (de Alberta ao Golfo do México) os Estados Unidos deveriam antes concentrar-se no desenvolvimento de tecnologias que produzam empregos e energia limpa.


Durante reunião de Obama e Modi, em Nova York, MSF pede à Índia que proteja medicamentos acessíveis a milhões de pessoas

Foto: Ruddy Roye

28/09/2015

“Não vamos deixar a farmácia do mundo em desenvolvimento ser fechada”, afirma o Dr. Manica Malasegaram, diretor executivo da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF

Hoje, em meio à reunião do presidente dos Estados Unidos e o Primeiro Ministro da Índia em Nova York, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou para o fato de que as pressões por parte dos EUA para que a Índia mude suas políticas de propriedade intelectual podem resultar na perda do acesso de milhões de pessoas por todo o mundo a medicamentos essenciais e vitais. MSF depende de medicamentos genéricos produzidos na Índia para realizar seu trabalho em mais de 60 países, e, portanto, pede que Narendra Modi se mantenha firme e proteja o papel desempenhado pelo país como “farmácia do mundo em desenvolvimento”.

Do lado de fora do hotel do primeiro ministro Narendra Modi e no consulado da Índia em Nova York, MSF exibiu grandes painéis com uma imagem do Taj Mahal feito com pílulas e o título “A Incrível Índia”, parafraseando a campanha publicitária turística indiana de longa data.

“Precisamos dos medicamentos acessíveis da Índia para fazer nosso trabalho humanitário, e por isso não vamos deixar a farmácia do mundo em desenvolvimento ser fechada”, afirma o Dr. Manica Malasegaram, diretor executivo da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF. “A saúde de milhões de pessoas por todo o mundo será afetada pelas decisões tomada pelo primeiro ministro Modi. Por isso, pedimos a ele que não ceda à forte pressão dos EUA para mudar as políticas do país a fim de beneficiar os interesses das farmacêuticas.”

A lei indiana estabelece diretrizes mais rigorosas no que diz respeito à concessão de patentes do que outros países, filtrando as aplicações que são referentes a simples mudanças em produtos farmacêuticos já existentes, em favor da saúde pública. Isso tem permitido a continuidade da competição genérica robusta, que resultou, por exemplo, na redução em 99% do custo da combinação do tratamento básico para HIV no curso de uma década – de mais de US$ 10 mil para cerca de US$ 100.

O governo americano, suportado amplamente pelo lobby do setor farmacêutico, não está somente pedindo à Índia que dilua seu padrão para conceder patentes, mas também tem pressionado persistentemente pela implementação de um sistema regulatório para medicamentos, que associaria o registro de medicamentos ao status de sua patente. O Ministério da Saúde Indiano parece estar considerando seriamente aderir a essas mudanças.

“A indústria farmacêutica multinacional está pressionando fortemente para eliminar a competição na Índia”, diz Leena Menghaney, gerente da Campanha de Acesso de MSF no sul da Ásia. “A Índia não pode aceitar essa linha americana que diz que a propriedade intelectual, associada a medicamentos de alto preço, é a única forma de atrair investimentos. Simplesmente, este não é o caso.”

Mais de 80% dos medicamentos usados por MSF para tratar mais de 200 mil pessoas vivendo com HIV em seus projetos são genéricos indianos. A organização também se utiliza de medicamentos produzidos na Índia para tratar outras doenças, incluindo tuberculose e malária. A Índia também produz versões acessíveis de medicamentos para doenças não transmissíveis, considerados muito caros até mesmo para sistemas de saúde de países desenvolvidos. Mesmo nos EUA, seguradoras, provedores de tratamento e pacientes chegaram a um patamar doloroso com a exploração e os preços praticados pela indústria farmacêutica com, por exemplo, os preços de medicamentos para câncer na casa dos US$ 100 mil por paciente, novos medicamentos para hepatite C a US$ 1 mil por pílula e medicamentos antigos saltando de US$ 13,50 para US$ 750 por pílula, literalmente do dia para a noite.

“Pedimos ao primeiro ministro Modi que não aceite as demandas e padrões dos Estados Unidos sobre a propriedade intelectual”, afirma Leena Menghaney. “Milhões de vidas estão em jogo.”

Fonte: MSF


Obama e famílias de vítimas lembram os 14 anos do 11 de Setembro

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua mulher, Michelle, 
participam de cerimônia em homenagem às vítimas doa tentado de 11 
de setembro de 2001, que completa 14 nesta sexta-feira (11) 
(Foto: Reprodução/White House)

11/09/2015

Presidente americano fez um minuto de silêncio no jardim da Casa Branca.
Familiares terão cerimônia no memorial do World Trade Center.

As quase 3 mil pessoas mortas nos ataques de 11 de setembro de 2001 são homenageadas nesta sexta-feira (11) em cerimônias em Nova York, Pensilvânia e Washington para marcar os 14 anos dos ataques com aviões sequestrados por militantes da Al Qaeda.

Em Washington, o presidente Barack Obama participou de um minuto de silêncio na Casa Branca. Obama também irá participar de um encontro com membros do serviço militar em Fort Meade, base militar em Maryland.

A cerimônia em Nova York irá seguir um molde já utilizado. Os nomes dos mortos serão lidos em voz alta no local onde as torres gêmeas do World Trade Center foram derrubadas por dois aviões naquela manhã de 2001. A cerimônia será marcada por minutos de silêncio para lembrar os momentos em que os aviões bateram e as torres caíram.

"Não vamos fugir de como foi feito no passado. Vamos começar às 8h46 e a leitura dos nomes de membros das famílias provavelmente demorará algumas horas", disse Michael Frazier, porta-voz do Memorial do 11/09 em Nova York, sobre a cerimônia desta sexta-feira.

Fonte: Globo.com


Brasil e Estados Unidos fecham acordo sobre combate à mudança do clima

O acordo prevê investimentos em fontes renováveis de energiaRoberto Stckert Filho/PR

01/07/2015

O Brasil e os Estados Unidos fecharam acordo bilateral de compromissos para mitigar as causas da mudança do clima. O Brasil se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal de florestas. O documento informa que o Brasil pretende restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030.

Os países pretendem atingir a meta de 20% de participação de fontes renováveis em suas matrizes energéticas. O acordo foi fechado na visita da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos.

A Declaração Conjunta Brasil-Estados Unidos sobre Mudança do Clima afirma que o governo brasileiro implementará políticas para eliminação do desmatamento ilegal, em conjunto com o aumento ambicioso de estoques de carbono por meio de reflorestamento e da restauração florestal.

Os presidentes afirmam, no comunicado, que reconhecem a necessidade de acelerar o emprego de energia renovável para ajudar a mover as economias e propõem a adoção de “ações ambiciosas”. Os dois países pretendem atingir, individualmente 20% de participação de fontes renováveis – além da geração hidráulica – em suas respectivas matrizes elétricas, até 2030.

Dilma e Obama se comprometeram a trabalhar em cooperação para gerar energia 
nuclear seguraRoberto Stuckert Filho/PR

Dilma e Obama expressaram compromisso de trabalhar para superar potenciais obstáculos a um acordo na Conferência de Paris sobre Mudança do Clima, no final deste ano, na França. Eles afirmaram no comunicado que buscam um acordo ambicioso que reflita o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas por causa das circunstâncias de cada país.

Os presidentes lançaram uma Iniciativa Conjunta sobre Mudança do Clima, que será implementada por meio de um novo grupo de trabalho. O objetivo é ampliar a cooperação bilateral em questões relacionadas ao uso da terra e da energia limpa, bem como diálogos políticos sobre a questão climática nacional e internacional.

Também foi acertada a promoção de ações sobre o uso sustentável da terra. A declaração conjunta afirma que os dois países querem promover ações em florestas, na agricultura e no uso da terra, e contribuir para mitigar a mudança do clima, assim como estimular o crescimento econômico.

Os dois países querem adotar novos e melhores modelos de gestão de suas florestas, terras agrícolas e pastagens. Também está prevista a troca de informações e de conhecimento com outras nações.

Em busca de uma cooperação em energia limpa, o Brasil e os Estados Unidos fortalecerão mecanismos de cooperação bilateral sobre o setor. Os países querem ampliar as pesquisas sobre oferta de energia de fontes renováveis, tais como energia eólica, solar e combustíveis renováveis de transporte. Pretendem, também, ampliar as pesquisas em desenvolvimento e inovação na área de energia e promover a cooperação entre universidades e instituições nos dois países.

O comunicado conjunto diz que o Brasil e os Estados Unidos vão trabalhar em cooperação na geração de energia nuclear segura e sustentável. Além disso,  também compartilharão experiências para criar resiliência aos impactos da mudança do clima em áreas como biodiversidade e ecossistemas, infraestrutura, produção agrícola e segurança alimentar, e recursos hídricos.

Das 100 maiores empresas do país, 82% já adotam ações de mitigação ou de adaptação às mudanças climáticas, revela pesquisa do Instituto Datafolha para o Observatório do Clima e para o Greenpeace, feita nos meses de março e abril deste ano.

As iniciativas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas são variadas:  vão desde soluções para reduzir o consumo de água e energia (apontado por 40% das empresas) até ações para diminuição de poluentes (23%) e campanhas de educação e conscientização (12%).

“Muitas empresas adotam medidas para lidar com os desafios da mudança climática ou se preparam para adotar medidas para lidar com esses impactos e suas consequências, tal como a escassez de insumos como a água”, disse Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima.

Fonte: EBC


Alterações climáticas são a maior ameaça ao planeta, diz Obama

Obama: Estados Unidos prometem reduzir a poluição provocada pelo país
Michael Reynolds/EPA/Agência Lusa

20/04/2015

Da Agência Lusa

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje (18) que as alterações climáticas são "a maior ameaça ao planeta". Ele disse esperar que os piores efeitos possam ser evitados. "Atualmente, não há maior ameaça ao nosso planeta do que as alterações climáticas", enfatizou Obama, em sua mensagem radiofônica semanal.

"As alterações climáticas não podem ser negada, nem ignoradas. O mundo olha para os Estados Unidos esperando que [o país] assuma a liderança nesta matéria, e é o que estamos fazendo", disse o chefe do governo americano, lembrando que o ano passado foi o mais quente desde que os registos de temperaturas começaram a ser feitos em 1880.

Obama anunciou que viajará para a Flórida na quarta-feira (22), Dia Mundial da Terra. Ele vai ao Parque Nacional de Everglades, "um dos locais mais singulares do planeta, mas também um dos mais frágeis". O presidente lembrou sua aposta nas "energias limpas" e disse que as emissões de carbono dos Estados Unidos caíram 10% desde 2007.

"Comprometemo-nos a duplicar o ritmo de diminuição da poluição, e a China comprometeu-se, pela primeira vez, a limitar suas emissões", destacou o presidente, referindo-se a um entendimento alcançado em novembro de 2014 com o presidente chinês, Xi Jinping.

Barack Obama acredita que a união das "maiores economias do mundo" em torno do tema dá "novas esperanças" para que o mundo alcance, ainda neste ano, "um acordo para evitar os piores impactos das alterações climáticas, antes que seja muito tarde".

A expectativa do presidente é que se alcance um acordo sobre clima na reunião de cúpula marcada para dezembro, em Paris, seis anos após o fracasso da Cúpula de Copenhague.


Obama e Raúl Castro promovem encontro histórico entre EUA e Cuba

Encontro entre Obama e Raúl Castro foi disputado pelos jornalistas que 
acompanham a Cúpula das Américas, na Cidade do México (11/04/2015)
AP Photo

12/04/2015

No primeiro encontro após 50 anos sem relações diplomáticas, presidente fazem reunião bilateral na Cúpula das Américas

Na primeira conversa entre os presidentes de Cuba e Estados Unidos em mais de 50 anos, Raúl Castro e Barack Obama reiteraram a promessa de avançar na reaproximação dos dois países. O encontro histórico ocorreu neste sábado (11), na VII Cúpula das Américas, no Panamá.

Em uma pequena sala de reunião, no Centro de Convenções da Cidade do Panamá, Obama e Castro sentaram lado a lado em um encontro significativo que o presidente norte-americano chamou de "virar a página" nas divisões entre os dois países.

"Está é, obviamente, uma reunião histórica", disse Obama logo após os dois se sentarem. "Foi a minha crença de que era a hora de tentar algo novo, que era importante para nós nos envolvermos mais diretamente com o governo cubano. E principal, [nos envolvermos] com o povo cubano."

Em seguida, Raúl Castro afirmou concordar com tudo que Obama disse. "Cuba e EUA vão manter reuniões para avançar no restabelecimento das relações diplomáticas entre Havana e Washington", relatou Castro.

"Vamos fazer reuniões como países vizinhos devem fazer para estabelecer reuniões com vizinhos. Mas é necessário sermos pacientes", afirmou Castro para emendar: "Em alguns pontos vamos concordar, em outros discordar. Podemos discordar em um momento de uma coisa e continuar discutindo esse assunto para, no futuro, chegar a um acordo."

Por fim, Castro pediu ajuda de países presentes na Cúpula. "Espero que, com a ajuda de outros países presentes aqui, possamos nos aproximar mais."

No dia 17 de dezembro, Obama declarou o fim da "abordagem ultrapassada" dos Estados Unidos a Cuba, anunciando o restabelecimento de relações diplomáticas, bem como os laços econômicos e de viagens para a ilha – uma mudança histórica na política dos EUA, que visa pôr fim a um meio século de inimizades da Guerra.

Enquanto Obama fazia o comunicado na Casa Branca, o presidente cubano Raúl Castro também discursava para sua própria nação em Havana. Naquele dia, Obama e Castro falaram ao telefone por mais de 45 minutos.

Em discursos concomitantes transmitidos para o mundo todo, os líderes de Cuba e EUA falaram sobre o embargo da nação americana à ilha caribenha, iniciado em 7 de fevereiro de 1962.

O anúncio foi resultado de mais de um ano de negociações secretas entre os EUA e Cuba. O restabelecimento das relações diplomáticas foi acompanhada pela libertação do americano Alan Gross e de um espião norte-americano feita por Cuba e EUA, que também tinha três espiões presos na Flórida.


Chefes de estado em fotografia oficial da VII Cúpula das Américas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Uma fonte norte-americana destacou que o papa Francisco e o Vaticano desempenharam papel fundamental como intermediários para a reaproximação entre os dois países. O papa também enviou carta com um apelo pessoal a Barack Obama e a Raúl Castro, e o Vaticano acolheu delegações dos dois países para finalizar a reaproximação.

Libertação

Alan Gross, preso pelo governo cubano desde 2009, foi libertado em 17 de dezembro como parte de um acordo com Havana e que abre o caminho para uma grande reformulação na política dos EUA em relação à ilha, altos funcionários do governo disseram à CNN.

O ex-espião esteve preso por quase 20 anos no país comunista, disseram funcionários da administração Obama. Gross é um homem não-americano, cuja identidade permanece em segredo de acordo com os funcionários, que falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizados a discutir o assunto publicamente.

Embargo precisa ser votado no Congresso norte-americano

Conhecido pelos cubanos como "el bloqueo" (o bloqueio), o embargo norte-americano a Cuba foi uma medida adotada pelos EUA no auge da Guerra Fria que interditou totalmente a relação econômica, financeira e comercial entre os dois países, separados por uma fronteira marítima de apenas 535 km.

A medida foi imposta no início dos anos 1960, depois do revolucionário e então recém-empossado líder cubano, Fidel Castro, iniciar uma aproximação com a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), representada pela Rússia.

Após uma restrição inicial para a importação de açúcar cubano ao território norte-americano, instituída pelo então presidente dos EUA Dwight Eisenhower em 1960, John F. Kennedy ampliou as restrições para o grau máximo dois anos depois, suspendendo relações de nações anteriormente tão próximas – antes da Revolução Cubana que removeu a ditadura de Fulgencio Batista do poder, Cuba era conhecido como um "quintal dos EUA", onde empresários exploravam seus recursos e as elites passavam temporadas gastando dólares em seus cassinos e hotéis de luxo.

Devido ao aumento da tensão por influência entre soviéticos e norte-americanos, em 1962 Cuba foi protagonista daquela que ficou conhecida como a Crise dos Mísseis.

Em resposta à instalação de mísseis nucleares na Europa e à tentativa dos EUA de derrubarem Castro em Cuba, no ano anterior, os russos colocaram mísseis em território cubano apontados diretamente para os EUA em outubro.

A tensão acabou levando os EUA a impor restrições para viagens de seus cidadãos ao país caribenho, bem como à restrição comercial total entre as nações-membro da Organização dos Estados Americanos (OEA) com os cubanos. Também colaborou para a assinatura do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, cujo objetivo foi conter a corrida armamentista mundial, em 1968.

O embargo total, no entanto, prosseguiu, com presidentes norte-americanos assinando continuamente sua prevalência ao longo dos anos. Entre eles, o próprio Barack Obama, eleito chefe do Poder Executivo do país em 2008 com a promessa de terminar com o longo bloqueio à nação caribenha, conhecida pelos mais diversos problemas sociais.


Obama alerta EUA sobre mudança do clima ligando fenômeno a risco vital

O presidente dos EUA, Barack Obama, participa de discussão sobre os impactos da mudança climática na saúde pública em evento na Universidade Howard, em Washington (Foto: Gary Cameron/Reuters)

10/04/2015

Presidente informa que doenças podem aumentar com ar mais contaminado.
Casa Branca divulgou ainda medidas do governo e de empresas para o tema.

O aquecimento global não afeta apenas o clima, mas também ameaça a saúde dos norte-americanos, disse o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao anunciar medidas que várias empresas e o governo adotarão para entender o problema e agir para contê-lo.

Em visita nesta quarta-feira (7) à Escola de Medicina da Universidade Howard, em Washington, Obama divulgou que o Google, Microsoft e outras empresas vão ajudar o sistema de saúde do país a se preparar para um clima mais quente e incerto.

“Temos que melhorar a proteção a nossas famílias, que são vulneráveis”, disse ele, explicando que entre as ameaças climáticas estão os incêndios florestais que contaminam o ar, uma maior duração das temporadas de alergias e o provável aumento de enfermidades por picadas de insetos.

O presidente tem se concentrado em informar os perigos que o planeta enfrenta para tentar reduzir o ceticismo da população dos EUA sobre os investimentos feitos para reduzir a contaminação do ar.

Por causa disso é que o presidente tem alertado a respeito do impacto na saúde, por exemplo, como um provável aumento nos casos de asma, reações alérgicas e lesões provocadas pelo clima extremo.

Microsoft e Google vão desenvolver tecnologias para prevenir doenças infecciosas causadas pelo clima extremo e emitir alertas contra incêndios e lançamento de gases-estufa, como o metanoInvestimento privado

Segundo o governo, a Microsoft vai desenvolver um protótipo de drone que pode analisar mosquitos e, com isso, estudar seus agentes patógenos e genes. A ideia é criar um sistema que indique sinais sobre enfermidades infecciosas que possam surgir com a piora do clima.

O Google prometeu doar 10 milhões de horas de computação avançada em novas ferramentas para elaborar mapas de risco e alarmes de advertência precoce para incêndios usando a plataforma Google Earth. Com o Street View, imagens serão utilizadas para medir as emissões de metano e fugas de gás natural em algumas cidades a partir deste ano.

A administração Obama ainda pretende implantar várias medidas que vão melhorar a prevenção de emergências, como aumentar o acesso a dados sobre prevenção e redução dos efeitos da mudança do clima.

Os esforços do presidente em vincular a mudança do clima à saúde surgem em um momento de busca por apoio a medidas de corte nas emissões dos EUA, que incluem limitações ao uso de veículos e restrições em plantas elétricas.

Obama confia que essas atitudes para diminuir o lançamento de gases vão ajudar na contribuição dos EUA ao tratado climático, que deverá ser firmado no fim do ano na Conferência das Nações Unidas, a COP 21, em Paris. O objetivo do acordo global é limitar o aumento da temperatura do planeta em 2ºC até o fim deste século.

Fonte: G1 Natureza


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