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Reunião do clima em Marrakech deve receber dezenas de líderes internacionais

Presidente da COP22 e ministro das Relações Exteriores do Marrocos, Salaheddine Mezouar (à esq.) 
com o presidente da COP 21 e ministro do Meio Ambiente da França encarregado das relações 
internacionais relacionadas ao clima, Ségolène Royal, na abertura da COP22 em Marrakech, 
no Marrocos. Foto: Unfccc

15/11/2016

Na agenda, definir regras para Acordo de Paris e preparar plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões ao ano para apoiar ação climática em países em desenvolvimento; conselheiro especial do secretário-geral afirmou que cooperação Sul-Sul é fundamental.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Cerca de 10 dias após a entrada em vigor do histórico Acordo de Paris, em 4 de novembro, dezenas de chefes de Estado e Governo são esperados nesta terça-feira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 22, que começou na semana passada em Marrakech, no Marrocos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já está na cidade para o evento. Antes do fim do encontro, em 18 de novembro, os Estados-parte esperam definir as regras para o acordo e preparar um plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões por ano para apoiar ação climática em países em desenvolvimento.

Resposta global

Adotado por 196 Estados-parte da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Unfccc, em dezembro do ano passado, o Acordo de Paris busca fortalecer a resposta global à ameaça da mudança climática.

O objetivo é manter o aumento da temperatura global neste século abaixo dos 2º Celsius acima dos índices pré-industriais e buscar ações para limitá-lo a 1.5º C.

Líderes mundiais

A conferência em Marrakech inclui diversos encontros e eventos como um segmento de alto nível, neste terça-feira, com a participação de dezenas e chefes e Estado e Goveno e do secretário-geral da ONU.

Durante a primeira semana da COP 22, em paralelo a negociações entre as partes, dias temáticos sobre florestas, água, cidades, energia e transporte destacaram o papel crucial de atores não estatais, incluindo empresas, cidades e ONGs, para a implementação do acordo.

Sul-Sul

Nesta segunda-feira, foi realizado um evento de alto nível sobre a cooperação Sul-Sul sobre mudança climática. O evento destacou como o aumento dessa colaboração pode aumentar a capacidade de países em desenvolvimento de implementarem o Acordo de Paris e de realizarem a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Em Marrakech, a Rádio ONU ouviu David Nabarro, conselheiro especial do secretário-geral sobre a Agenda 2030 e mudança climática.

Para Nabarro, o papel da cooperação Sul-Sul para impulsionar a agenda climática e o desenvolvimento sustentável é "absolutamente fundamental".

Ele afirmou que "cada vez mais, países do sul desenvolveram experiência e resultados que podem compartilhar uns com os outros" o que, para Nabarro, é uma "forma muito poderosa de ajudar os países mais vulneráveis".

Entre os principais objetivos do fórum estavam promover novas parcerias e aprofundar a colaboração entre países em desenvolvimento nos temas de resiliência climática e desenvolvimento de baixa emissão.

Fonte: Rádio ONU

Objetivos globais podem levar a um futuro melhor para todos, diz Ban no Dia das Nações Unidas

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos 
países-membros da ONU no ano passado. Foto: ONU

24/10/2016

Em sua última mensagem como secretário-geral no Dia das Nações Unidas, Ban Ki-moon reconheceu os corajosos esforços dos funcionários da ONU que estão nas linhas de frente de desastres e conflitos, atendendo pessoas vulneráveis no mundo todo.

Como parte das comemorações para o dia, haverá um show em Nova York nesta segunda-feira (24), às 21h00 (horário de Brasília), com a participação de diversos artistas. O evento terá transmissão pela Internet.

Em sua última mensagem como secretário-geral no Dia das Nações Unidas, Ban Ki-moon reconheceu os corajosos esforços dos funcionários da ONU que estão nas linhas de frente de desastres e conflitos, atendendo pessoas vulneráveis no mundo todo.

“Também sofremos enormes desgostos — incluindo conflitos não resolvidos que causam imenso sofrimento por todo o problemático Oriente Médio, Sudão do Sul, Sahel e além”, disse Ban em mensagem para o Dia das Nações Unidas, lembrado anualmente em 24 de outubro, aniversário da entrada em vigor da Carta da ONU em 1945.

Ele completou: “juntos, criamos sólidas bases para o progresso compartilhado — sobre a qual precisamos construir, trabalhando ainda mais duro para empoderar mulheres, engajar a juventude e defender os direitos humanos para todos”.

Ban disse que importantes progressos foram feitos rumo a um futuro mais sustentável e à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, assim como no combate à ameaça das mudanças climáticas, por meio do Acordo de Paris, que entrará em vigor em 4 de novembro — uma adoção, segundo Ban, feita em tempo recorde na comparação com acordos globais semelhantes.

“Nesse histórico acordo está nossa melhor chance de um crescimento mais verde, mais limpo e de baixo carbono”, disse. Ban também elogiou o anúncio da criação do Museu das Nações Unidas, com sede em Copenhague, e exibições em várias partes do mundo, inclusive online.

O chefe da ONU declarou ainda estar honrado de ter servido à população mundial nos últimos dez anos, e pediu que todos apoiem o secretário-geral designado, António Guterres, em continuidade à missão global da organização em relação à paz, ao desenvolvimento sustentável e aos direitos humanos. O mandato de Ban como secretário-geral será encerrado no fim deste ano.

O 24 de outubro tem sido celebrado como Dia das Nações Unidas desde 1948. Em 1971, a Assembleia Geral recomendou que o dia fosse observado por Estados-membros da ONU como um feriado público.

Como parte das comemorações para o dia, a ONU irá enfatizar as ações concretas que as pessoas podem realizar para ajudar a atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Show em Nova York

O departamento de Relações Públicas da organização irá promover um show em Nova York na noite desta segunda-feira (24) para comemorar e também refletir sobre o trabalho das Nações Unidas por meio da linguagem universal da música.

O evento ocorrerá às 21h (horário de Brasília) e terá a apresentação de uma tradicional orquestra sul-coreana; do renomado pianista e Mensageiro da Paz da ONU, Lang Lang; do coral gospel do Harlem; da Ópera Nacional da Hungria e da soprano Andrea Rost e outros importantes artistas. O tema deste ano do Dia da ONU é “Liberdade Primeiro”.

Confira abaixo o link para acompanhar as apresentações:




Ban Ki-moon chega ao Haiti após furacão matar quase mil pessoas

Secretário geral da ONU, Ban Ki-moon chega ao Haiti (Foto: Hector Retamal / AFP)

16/10/2016

Matthew também deixou cerca de 175 mil desabrigados. 
Pouco antes da chegada do secretário, caminhões da ONU foram saqueados.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, chegou neste sábado (15) em Les Cayes, no Haiti, pouco após caminhões da ONU serem saqueados perto da região onde seu avião pousou.

A situação na região é de desespero de familiares em busca de ajuda depois da passagem do furacão.

O furacão de categoria 4 atingiu o Haiti no dia 4 de outubro, matando cerca de mil pessoas e deixando mais de 1,4 milhão de habitantes necessitando ajuda humanitária. Os desabrigados chegam a 175 mil. Linhas de transporte, comunicação e eletricidade foram cortadas.

As tensões estão fortes no sudoeste do Haiti porque a ajuda ainda não chegou a muitas famílias cujas plantações e estoques de água foram destruídos, o que aumenta o risco de cólera e desnutrição.

Um coordenador do braço americano da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a base da ONU foi fechada após o saque de dois contêineres do Programa Mundial de Alimentos do lado de fora do local, neste sábado.

A visita de Ban Ki-moon é uma chance para que o sul-coreano deixe um legado ao fim de seu último mandato no cargo de secretário-geral, neste ano. Sua administração foi manchada por acusações de estupro na República Centro Africana e uma epidemia de cólera no Haiti, ambas por parte de tropas da ONU.

Secretário geral da ONU, Ban Ki-moon chega ao Haiti (Foto: Hector Retamal / AFP)
Fonte: G1


Haiti é o país com mais mortos por catástrofes naturais, aponta ONU



13/10/2016

Devastado por um terrível terremoto em 2010 e por três anos de seca causados pelo fenômeno El Niño antes de ser atingido em 4 de outubro passado pelo furacão Matthew, o Haiti é o país com maior número de mortes (229.699) por catástrofes naturais - segundo a ONU.

De acordo com um estudo das Nações Unidas divulgado nesta quinta-feira (13), isso se dá tanto em termos absolutos quanto em relação ao total da população.

Nos últimos 20 anos, acrescenta o documento, 90% dos óbitos em catástrofes naturais foram registradas em países pobres, ou de renda média.

Os vínculos entre pobreza e catástrofes naturais são "muito claros" no caso do Haiti, explicou o representante especial das Nações Unidas para a Redução dos Riscos de Catástrofe, Robert Glasser, em entrevista coletiva.

"Considero realmente escandaloso e inaceitável que nós, à exceção do Haiti, tenhamos podido ver pela televisão como a tempestade se aproximava, enquanto era impossível avisar a população do lugar com alertas precoces, ou, quando se mandavam alertas precoces, não serviam de nada pela falta de formação da população", lamentou.

Pelo menos 1,35 milhão de pessoas morreram em catástrofes naturais entre 1996 e 2015, diz o estudo, publicado por ocasião do Dia Internacional para a Prevenção de Catástrofes.

O texto, que contabiliza 7.000 catástrofes naturais, mostra que terremotos e tsunamis são os "maiores homicidas", seguidos de perto pelos desastres ligados ao cima, informou a ONU em um comunicado.

"Os países de renda alta registram enormes perdas econômicas com as catástrofes naturais, mas, nos países com baixa renda, as pessoas pagam com a vida."

Ban Ki-moon

Depois do Haiti, os países com maior número de mortes ligadas a catástrofes naturais são Indonésia (182.136 mortos), afetada pelo tsunami de dezembro de 2004 no oceano Índico, e Mianmar (139.515 mortos), varrido pelo ciclone Nargis em maio de 2008.

Na sequência, aparecem China, Índia, Paquistão, Rússia, Sri Lanka, Irã e Venezuela.

Na relação dos 20 países mais afetados também aparecem países ricos como França, Itália, Espanha e Japão.

Fonte: UOL

Governo brasileiro anuncia envio de dez toneladas de donativos ao Haiti

Pessoas se reúnem à beira-mar em local atingido pelo furacão Matthew em Jeremie, 
no Haiti (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

13/10/2016

Serão enviados alimentos, materiais de higiene pessoal e material escolar.
País foi atingido pelo furacão Matthew, que deixou pelo menos 473 mortos.

O Ministério da Defesa informou nesta quinta-feira (13) que enviará na próxima semana cerca de dez toneladas de donativos para ajudar as vítimas do furacão Matthew no Haiti. Segundo a pasta, os donativos foram arrecados pela Rede de Solidariedade ao Haiti. O ministério informou ainda que destacou 64 militares para levar os donativos ao país caribenho.

O furacão Matthew deixou pelo menos 473 mortos durante sua passagem pelo Haiti na semana passada, segundo um balanço provisório oficial, divulgado pela Defesa Civil haitiana.

O furacão é o mais forte a atingir o Caribe desde 2007, e foi justamente no Haiti que o Matthew causou mais destruição. O país mais pobre das Américas foi devastado por um terremoto em 2010 e até hoje ainda não se recuperou completamente.

De acordo com a Defesa, serão enviados ao Haiti alimentos, material de limpeza, de higiene pessoal, material escolar, roupas e outros itens de primeira necessidade.

"A iniciativa de arrecadação começou em abril para ser entregue no fim do ano, entretanto, em virtude da ocorrência do furacão, o Ministério da Defesa está envidando todos os esforços para antecipar o envio dos donativos utilizando-se de aeronaves da Força Aérea em voos de apoio logístico programados", informou o ministério.

Nesta quarta, o governo brasileiro havia anunciado o envio de 75 barracas, com área útil de 25 metros quadrados cada, para abrigar as vítimas do furacão. O envio das barracas deve ser feito nesta sexta (14).

Desastre

De acordo com autoridades haitianas, mais de de 1,4 milhão de pessoas necessitam de uma ajuda rápida no país.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, fez um apelo para que a comunidade internacional mostre solidariedade e trabalhe junta em uma resposta efetiva a esta emergência.

O mais forte furacão a atingir o Caribe desde 2007 destruiu reservas de comida, plantações e colheitas, segundo a France Presse. Alguns povoados e cidades foram dizimados.

Medo do cólera

Como é comum após os desastres naturais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) teme o aumento no número de casos de cólera. Depois do terremoto de 2010, o país enfrentou a pior epidemia da doença na história mundial: foram registrados mais de 500 casos de contágio semanais e 10 mil pessoas morreram em decorrência de cólera.

No entanto, até o momento o representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) no Haiti, Jean-Luc Poncelet, afirmou que há registros de dezenas de casos, mas que o número de ainda é considerado “baixo”.

Enquanto um grupo ainda tenta realizar uma avaliação precisa da situação de saúde dos haitianos, espera-se a chegada de mais provisões que sejam rapidamente distribuídas. "As pessoas estão muito ansiosas. Não tem vindo nenhum tipo de ajuda sistemática nos últimos dias", acrescentou Poncelet.




Fonte: G1 Mundo


Português António Guterres será o novo secretário-geral da ONU

Eleição de António Guterres para o cargo de secretário-geral da ONU será 
confirmada nesta quinta-feira Divulgação/ONU

05/10/2016 

O ex-primeiro-ministro português António Guterres é o favorito para se tornar o próximo secretário-geral das Nações Unidas. Hoje (5), o Conselho de Segurança da ONU elegeu Guterres na sexta votação secreta do processo de escolha, que será homologada e divulgada oficialmente amanhã (6). O ritual também prevê que o nome de Guterres seja submetido à aprovação final dos 193 países da Assembleia Geral das ONU, possivelmente até o fim deste mês.

O Conselho de Segurança da ONU tem cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, França e China, os chamados P-5. Os membros não-permanentes são dez e com mandatos rotativos. Atualmente as vagas são de Angola, Egito, Espanha, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Senegal, Ucrânia, Uruguai e Venezuela.

O atual presidente do Conselho de Segurança, o embaixador russo Vitaly Churkin, informou ao comando da Assembleia Geral que o sexto voto necessário para a aprovação de Antonio Guterres foi revelado hoje de manhã, confirmando o nome do ex-primeiro-ministro português para o cargo de secretário-geral.

Além de António Guterres, que foi chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) de 2005 a 2015, mais 12 candidatos estavam na corrida para suceder o atual secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deixa o cargo no final do ano.

Transparência

A decisão adotada hoje pelo Conselho de Segurança dá sequência a um processo histórico que tem dado mais transparência à eleição par o cargo de secretário-geral da ONU. Antes de esse processo, a escolha era feita a portas fechadas e comandada por poucos países. A escolha concluída hoje envolveu, pela primeira vez na história, discussões públicas e permitiu que os países fizessem campanha pelo candidato de sua preferência.

A eleição começou em 12 de abril deste ano, quando os candidatos ao posto de secretário-geral começaram a ser chamados para dar briefings informais, em que respondiam perguntas sobre o desenvolvimento sustentável, esforços pela paz, proteção dos direitos humanos e catástrofes humanitárias.

Em julho, a ONU fez uma transmissão ao vivo, para todo o mundo, pela TV e internet, em que os candidatos responderam a perguntas de diplomatas e do público.

O presidente da 70ª Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, disse que o processo mais transparente é “uma virada de jogo” para a ONU. “A apresentação de duas horas de cada um dos candidatos nos diálogos da Assembleia Geral foi destaque e ajudou a incluir o público global no debate sobre o futuro da ONU.”

Edição: Luana Lourenço



Dia Internacional da Não Violência destaca sustentabilidade e meio ambiente

Escultura Não Violência do artista sueco Carl Fredrik Reuterswärd 
exposta na ONU. Foto: ONU/Rick Bajornas.

04/10/2016

Ban reitera respeito pelos outros e pela natureza como princípio da cultura na não-violência; na ONU, Índia entrega ratificação do Acordo do Clima em dia de anos  Mahatma Gandhi.

As Nações Unidas marcaram este domingo o Dia Internacional da Não Violência com foco na sustentabilidade e no meio ambiente.

Na sede da organização, em Nova Iorque, a Índia entrega a ratificação  do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas.

Progresso

O secretário-geral, Ban Ki-moon, pediu aos países que terminem os seus processos de ratificação e esforço em ações para atingir o progresso através da não violência "essencial para a construção de um mundo mais seguro, mais saudável e mais pacífico."

Na mensagem sobre a data, Ban destaca o compromisso com a causa da paz, como foi exemplificado pela vida do líder pacifista indiano que nasceu há 147 anos.

O chefe de ONU disse que já se sabe que a cultura de não violência começa com o respeito pelos outros e pela natureza.

Necessidades

O secretário-geral sublinha que em tudo o que fez, Gandhi honrou o dever de todos os seres vivos e lembrou que “a terra fornece o suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas a ganância não as de todos.”

Um outro principio de Gandhi é o desafio a “ser a mudança que se pretende ver no mundo”.

Compromisso

A entrega da ratificação do Acordo de Paris pela Índia é para Ban " o reflexo desse compromisso" e a "melhor forma de celebrar Mahatma Gandhi e o seu legado para as pessoas e para o planeta."

Ao saudar a Índia, Ban destacou que a ratificação do acordo pelo país leva o mundo a dar um passo importante para que o tratado possa entrar em vigor o mais rapidamente possível este ano.

Fonte: Rádio ONU


ONU destaca papel do transporte marítimo na economia global

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.
Foto: OMI

30/09/2016

Dia Mundial é celebrado nesta quinta-feira, 29 de setembro, com o tema "Transporte marítimo: indispensável ao mundo"; segundo o secretário-geral, todas as pessoas se beneficiam da atividade, mas poucas se dão conta.

O "transporte marítimo é a espinha dorsal do comércio e das economia globais", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em mensagem sobre o Dia Mundial celebrado nesta quinta-feira, 29 de setembro.

O tema da data este ano é "Transporte marítimo: indispensável ao mundo".

Desenvolvimento Sustentável

Ban ressaltou que todos no mundo se beneficiam da atividade, no entanto, poucas pessoas se dão conta. Ele citou o envio de "comida, tecnologia, medicamentos e memórias".

Segundo o chefe da ONU, "enquanto a população mundial continua a crescer, especialmente em países em desenvolvimento, o transporte marítimo de baixo custo e eficiente tem um papel essencial a desempenhar no crescimento e desenvolvimento sustentável".

O secretário-geral afirmou que a atividade ajuda a garantir que os benefícios do comércio sejam distribuídos de forma mais uniforme.

Organização Internacional

"Nenhum país é completamente autossuficiente", disse Ban, e "cada nação conta com o comércio marítimo para vender e comprar o que precisa".

Além disso, ele lembrou que os empregos e meios de subsistência de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento e os padrões de vida nas nações industrializadas e desenvolvidas dependem de navios e do transporte marítimo.

O secretário-geral destacou o papel vital da Organização Marítima Internacional, OMI, agência especializada da ONU para segurança marítima e proteção ambiental.

Fonte: Rádio ONU


Unicef: iniciativa de saneamento no Haiti tem resultados promissores

O programa apoia comunidades locais abordando acesso à água, reformando 
sistemas de água e combatendo a contaminação. Foto: ONU/Logan Abassi

24/09/2016

Agência da ONU menciona redução no número de infecções transmitidas pela água aos residentes; campanha também apoia comunidades a construírem banheiros e reduzirem a contaminação da água.

Uma iniciativa para saneamento no sudeste do Haiti levou a uma grande redução no número de infecções transmitidas pela água aos residentes, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Segundo o representante da agência da ONU no país, Marc Vincent, "cinco locais na região foram declarados livres da defecação a céu aberto, o que marca um avanço na prevenção do cólera e outras doenças transmitidas pela água na área".

Saneamento Total

As cinco localidades, Nan Merlien, Fatima, Rada e outras três no sudeste do país, têm sido parte de uma campanha liderada pela comunidade e apoiada pela ONU.

A iniciativa Clts, parte da campanha Saneamento Total, apoia o plano nacional das autoridades haitianas contra o cólera através da promoção do fim da defecação a céu aberto e aumento do acesso à água e a instalações de saneamento nas escolas e centros de saúde.

Comunidades

O programa apoia comunidades locais abordando acesso à água, reformando sistemas de água e combatendo a contaminação.

Ao mesmo tempo, a campanha também está apoiando comunidades a construírem banheiros e reduzirem a contaminação da água pela defecação a céu aberto.

A iniciativa Clts já foi implementada em 67 outros locais. Como resultado, mil banheiros foram construídos e mais 2 mil estão sendo feitos. Seis comunidades foram certificadas como livres da defecação a céu aberto e 16 estão nesse processo.

Resposta ao Cólera

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou em 2014 com o governo haitiano a campanha Saneamento Total, um dos principais pilares de longo prazo para a resposta ao cólera no Haiti.

Outros importantes componentes são resposta de emergência e vigilância epidemiológica.

De acordo com o Unicef, o fornecimento de água potável limpa, uso de infraestrutura segura de saneamento e práticas de boa higiene são elementos cruciais para melhorar a prevenção ao cólera e outras doenças transmitidas pela água no Haiti.

Envolvimento

A agência afirma, no entanto, que apesar do progresso feito no combate ao cólera no país, muito ainda precisa ser feito. Para o Unicef, o envolvimento da comunidade internacional, doadores e parceiros é urgentemente necessário.

Atualmente, de acordo com a agência nacional do país para abastecimento de água e saneamento, apenas 28% da população haitiana têm acesso a saneamento adequado e 42% não têm serviços de água potável.

Fonte: Rádio ONU


EUA se unem à China e assinam acordo sobre clima de Paris

Obama entrega documento em que ratifica o Acordo do Clima de Paris
Carolyn Kaster/AP

03/09/2016

A conferência de Paris onde foi alcançado um acordo sobre o clima "foi o momento em que decidimos salvar o planeta", declarou na sexta-feira (2) o presidente Barack Obama depois de anunciar a ratificação do texto, juntamente com a China.

Em uma cerimônia com seu colega Xi Jinping na cidade chinesa de Hangzhou, onde é realizado o G20, os dois líderes entregaram ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os documentos que oficializam a ratificação.

"Deram um grande impulso para que o acordo entre em vigor. Sou otimista sobre o fato de que poderemos alcançar isso antes do fim do ano", disse Ban.

O acordo tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura no planeta a um máximo de dois graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais.

Para que entre em vigor em 2020, como está previsto, ao menos 55 países que representem 55% das emissões mundiais precisam ratificá-lo.

Estados Unidos e China são os dois países que mais poluem o planeta (juntos representam 40% das emissões de CO2) e sua ratificação pode agir como convocação para os demais signatários.

Fonte: UOL


Lançada nova parceria global para acabar com violência a crianças

Crianças em Juba, no Sudão do SUl. Foto: ONU/JC McIlwaine

13/07/2016

Para representante especial do secretário-geral sobre a questão, iniciativa é "promoção de grande aliança" entre governos nacionais, instituições da ONU, ONGs, centros de pesquisa"; em entrevista à Rádio ONU, Marta Santos Pais afirmou que 1 bilhão de crianças sofreram violência em 2015.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Nesta terça-feira, nas Nações Unidas, crianças se uniram a líderes mundiais para lançar uma nova parceria global e um fundo para tornar o fim da violência a menores uma prioridade e uma responsabilidade coletiva. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, participou do evento.

"Fim da Violência a Crianças – A Parceria Global", em tradução livre, reúne  ONU, governos, fundações, sociedade civil, academia, setor privado e jovens. O objetivo é combater a exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura a crianças.

Parceria

A representante especial do secretário-geral sobre Violência a Crianças, Marta Santos Pais, falou à Rádio ONU sobre a nova iniciativa. Segundo ela, esta é a "promoção de uma grande aliança entre governos nacionais, instituições das Nações Unidas, ONGs, centros de pesquisa e de estudos".

"Que juntando as mãos poderão ajudar a tornar mais conhecidas as razões pelas quais as crianças continuam a ser vítimas de violência, que tem muitas vezes a ver com o fato de se pensar que bater na criança é uma forma de a educar, a disciplinar, ou porque não exista legislação que proiba a utilização dos maus-tratos contra a criança. É a oportunidade de criar uma prevenção alargada das situações de violência e ao mesmo tempo mecanismos de proteção para as crianças que possam sofrer esses mesmos maus-tratos."

Marta Santos Pais destacou ainda que a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável identifica como uma de suas metas a eliminação de todas as formas de violência a crianças.

1 Bilhão 

No ano passado, mais de 1 bilhão de crianças entre dois e 17 anos sofreram algum tipo de violência, seja física, psicológica ou sexual.

"Não é só um número alarmante. Não é só pensar em cada uma das histórias dramáticas, traumáticas, sofridas por cada uma dessas crianças, mas é também pensar que estamos a falar em metade das crianças do mundo (…) É importante pensar que muitas das situações de violência não são reportadas às autoridades e, portanto, o bilhão pode ser um número ainda mais elevado, mas, esse número não deve ser um fator que nos desencoraja. Deve ser um fator para nos fazer reconhecer que estamos pressionados pela urgência da intervenção." 

Estratégias 

De acordo com um estudo recente divulgado na publicação "Pediatrics", o homicídio está entre as cinco principais causas de morte para adolescentes. Uma em cada quatro crianças sofre de violência física e uma em cada cinco meninas é abusada sexualmente pelo menos uma vez em suas vidas.

A parceria também lançou um pacote de sete estratégias para evitar a violência a menores, conhecido como Inspire. Entre elas, estão a criação e aplicação de leis, mudança de comportamento e educação.

A atriz Lucy Liu, embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, também participou do lançamento da parceria global.

Fonte: Rádio ONU

ONU e parceiros alertam para ‘vácuo institucional’ no Haiti e pedem retorno à ordem constitucional

Haitianos votando no segundo turno das eleições legislativas e primeiro turno da 
eleição presidencial, na capital do Haiti, Porto Príncipe, em 25 de outubro de 2015. 
Foto: ONU/MINUSTAH/Logan Abassi

22/06/2016

No último dia 13 de junho chegou ao fim o mandato provisório do presidente interino, sem que o Parlamento tenha marcado novas eleições. Comunidade internacional pede medidas imediatas para retomada do processo eleitoral, conforme acordo nacional realizado no início de fevereiro.

Secretário-geral da ONU também se manifestou: para Ban Ki-moon, impasse está agravando ainda mais os numerosos desafios políticos e socioeconômicos que o Haiti enfrenta.

As Nações Unidas e os seus parceiros no Haiti expressaram nesta semana (15) preocupação com o fim do mandato do presidente interino, que de acordo com o calendário eleitoral deveria ficar apenas por 120 dias no cargo. Um comunicado destaca que “não foram tomadas medidas para garantir a continuidade institucional” na ilha caribenha, onde diversos prazos-chave relativos ao processo de transição política foram perdidos.

Em um comunicado de imprensa conjunto, a representante especial do secretário-geral no Haiti, Sandra Honoré, e os outros membros da comunidade internacional no Haiti — representados no chamado “Core Group”, incluindo embaixadores do Brasil, Canadá, França, Espanha, Reino Unido e União Europeia, além do representante especial da Organização dos Estados americanos — afirmou ter “tomado nota” da abertura da segunda sessão ordinária do Parlamento, em conformidade com a Constituição.

“O grupo expressou a preocupação de que não foram tomadas medidas para garantir a continuidade institucional para além de 13 de junho, conforme previsto no acordo de 5 de fevereiro”, disse o comunicado de imprensa.

No dia 14 de fevereiro, a Assembleia Nacional do Haiti elegeu Jocelerme Privert como presidente interino, uma semana após o ex-presidente Michel Martelly ter encerrado sem mandato sem um sucessor. Privert atuou como presidente interino por 120 dias, e uma eleição estava agendada para 24 de abril, na sequência de um acordo — conhecido como o Acordo de 5 de Fevereiro — entre as partes interessadas do Haiti para preservar a continuidade institucional e aprofundar o processo eleitoral.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também se manifestou por meio de um comunicado nesta semana (16) citando a “incerteza prevalecente” no país, que segundo ele está agravando ainda mais os numerosos desafios políticos e socioeconômicos que o Haiti enfrenta.

Para Ban, novos atrasos na conclusão do processo eleitoral poderão afetar a estabilidade no país, bem como o apoio internacional a ele.

De acordo com um comunicado emitido por seu porta-voz, Ban Ki-moon também pediu que a Assembleia Nacional decida com urgência sobre um arranjo viável para a governança provisória, garantindo a conclusão do processo eleitoral e um retorno à plena ordem constitucional, “sem mais atrasos”.

O comunicado diz ainda que o chefe da ONU instou todas as partes a agir com responsabilidade no interesse do Haiti e do seu povo, se abstendo de qualquer incitamento ou promoção da violência.

No último dia em 25 de abril, o porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já havia se manifestado destacando a “profunda preocupação” do chefe da ONU com o fato de que a data acordada para a realização de eleições no Haiti não havia sido cumprida, e que nenhum calendário eleitoral alternativo havia sido anunciado.

O ‘Core Group’ pediu que a Assembleia Nacional tome medidas e chegue a uma solução que evite um “vácuo institucional”, facilitando o regresso à ordem constitucional através da realização de eleições, sem novos atrasos. O grupo pediu a todos os atores, partidos políticos, candidatos e seus apoiadores que mantenham a calma e abstenham-se do uso de violência.


Dia Mundial do Meio Ambiente tem apelo por fim do tráfico de animais

Antílope, animal adorado em Angola e alvo de caçadores. Foto: Pnuma/WED2016

05/06/2016

Escolhido como país sede das celebrações em 2016, Angola reforçou leis e controle de fronteiras, segundo secretário-gera da ONU Ban Ki-moon; pesquisa Pnuma e Interpol mostra que crime chega a valer US$ 258 bilhões.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

Neste domingo, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, as Nações Unidas estão reforçando a importância do fim dos crimes contra animais selvagens. Angola foi escolhido como país sede das celebrações em 2016, por ter "reforçado suas leis e o controle das fronteiras", segundo o secretário-geral da organização.

Ban Ki-moon lembra que o esforço de Angola está ligado a recuperar as populações de elefantes prejudicadas pela guerra civil do país lusófono. O chefe da ONU acredita que esse tipo de ação "envia a forte mensagem de que espécies selvagens de animais e de plantas são um bem precioso que devem ser geridas de forma sustentável e protegidas do tráfico ilegal".

Sustentabilidade

O Programa da ONU para o Meio Ambiente é a agência que lidera as celebrações. Na província angolana de Cuando Cubango, o chefe do Pnuma conversou com a Rádio ONU.

Achim Steiner destacou o apoio que a ONU está dando para o governo e o povo de Angola.

"Um conflito da natureza e do homem, mas também uma pergunta de coexistência. Essa é a ideia do 5 de junho e vamos continuar com a celebração. Nós do sistema das Nações Unidas estamos todos juntos para ajudar o governo e as comunidades também. Porque a conservação da natureza é um trabalho com o povo. Este é um trabalho de desenvolvimento sustentável, um trabalho que a ONU tem uma grande liderança e também uma solidariedade com o país angolano."

Soldados da Natureza

A província de Cuando Cubango tem uma área de conservação florestal com várias espécies de animais e por isso é considerada uma das mais ricas do mundo em termos de biodiversidade.

Na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Pnuma inaugurou uma academia de fiscais florestais, que vai transformar ex-combatentes angolanos em "soldado da natureza".

Segundo a agência, o país serve de fonte e de trânsito do marfim de elefante, que segue pelas fronteiras com a República Democrática do Congo e depois é vendido principalmente em nações da Ásia.

Lucros

Angola já está aplicando leis contra a caça ilegal, problema que afeta vários países no mundo. Um estudo recém-divulgado pelo Pnuma e pela Interpol mostra a escala dos crimes ambientais no planeta.
Redes transnacionais de crime organizado que exploram a vida selvagem conseguem lucrar entre US$ 91 bilhões e US$ 258 bilhões por ano (cerca de R$ 910 trilhões). O valor representa um aumento de 26% em relação a estimativas anteriores.

Em Angola, chefe do Pnuma, Achim Steiner, inaugura academia florestal. 
Foto: Rádio ONU/Eleutério Guevane
*Com reportagem de Eleutério Guevane, enviado especial da Rádio ONU a Luanda.

Fonte: Rádio ONU

Dia Internacional da Terra marca assinatura de "pacto histórico"

Dia Internacional da Terra. Foto: Pnuma

22/04/2016

Para secretário-geral da ONU, o fato de mais de 170 países assinarem o Acordo de Paris em um único dia é um sinal claro de determinação; em 2016, celebração foca na importância das árvores para o planeta.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Como em todos os anos, 22 de abril é o Dia Internacional da Terra. Mas nesta sexta-feira, a celebração ainda é mais especial: líderes de mais de 170 países estarão reunidos na sede da ONU, em Nova York, para assinar o Acordo de Paris.

Para o secretário-geral Ban Ki-moon, o "pacto histórico" de combate à mudança climática tem o poder de transformar o mundo. Ban acredita que tantos líderes assinando o acordo em apenas um dia é um "sinal claro da solidariedade e da determinação".

Brasil 

Estão confirmadas as presenças da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, do presidente da França, François Hollande, do secretário de Estado americano, John Kerry, entre outros líderes.

Antes da assinatura do acordo, a Rádio ONU conversou, em Nova York, com a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira.

"O Acordo de Paris tem uma história e uma urgência de fazer acontecer. E assinar imediatamente é algo que está sendo construído entre sucessos de interlocução política que nos possibilitará de fato ter uma ambição maior e novos caminhos de implementação de economia de baixo carbono, de redução de emissões, enfim. No Brasil, eu tenho a firme convicção de que a sociedade brasileira pressiona para que a gente faça de maneira acelerada essa transição para o desenvolvimento de baixo carbono, com um olhar mais inclusivo e do ponto de vista da sustentabilidade ambiental."

Efeito Estufa 

O secretário-geral da ONU vai inaugurar a sessão de assinaturas por volta das 8h30 da manhã, hora local em Nova York. O chefe da ONU lembra a importância de garantir, nas próximas décadas, a redução das emissões dos gases que causam o efeito estufa e melhorar a capacidade de adaptação aos efeitos do clima.

Ban Ki-moon lembra que a liderança vinda do topo é crucial, mas cada habitante do planeta também pode fazer sua parte. Entre as sugestões dele estão: dar prioridade para a eficiência energética, acabar com o desperdício de alimentos, reduzir as pegadas de carbono e aumentar os investimentos em sustentabilidade.

Árvores 

Na avaliação de Ban, pequenas ações, multiplicadas por bilhões de pessoas, vão gerar uma "mudança dramática" no planeta.

Neste ano, o tema do Dia da Terra foca na importância das árvores para o planeta, que são essenciais para a absorção de gás carbônico, armazenamento de água e para filtrar poluentes. Existe uma meta global de plantar 7,8 bilhões de árvores nos próximos cinco anos.

ONU reconhece o papel dos esportes para mudanças sociais positivas

Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz. Foto: ONU/Tobin Jones

06/04/2016

Em dia internacional, secretário-geral ação cita esportistas que são embaixadores da organização, ajudando a promover igualdade de gênero, proteção do ambiente e combate à Aids; setor contribui para a Agenda 2030.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Todos os anos em 6 de abril, é comemorado o Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz. A mensagem do secretário-geral em 2016 foca nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
O conjunto de 17 metas busca erradicar a pobreza, a fome e promover a sustentabilidade. Os objetivos devem ser cumpridos pelos países até 2030. Segundo Ban Ki-moon, essa agenda fornece uma lista de prioridades integradas para as pessoas, o planeta, a prosperidade e a paz.

Tolerância

O chefe da ONU lembra que todos os setores precisam estar engajados na causa e o setor de esportes tem um papel essencial. Ban lembra que os esportes promovem a saúde e o bem estar, a tolerância, o entendimento e a paz.

Segundo o secretário-geral, os "esportes são uma ferramenta poderosa para a promoção da dignidade e da igualdade", sendo uma força para mudanças sociais positivas.

Embaixadores

Ban lembrou que várias agências das Nações Unidas tem esportistas como seus Embaixadores da Boa Vontade, que promovem a igualdade de gênero, o meio ambiente e o combate ao HIV. Entre eles, Pelé (Unesco), Marta Vieira da Silva, Ronaldo, Zinédine Zidane (Pnud), David Luiz e Michael Ballack (Unaids).

No Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz, o secretário-geral da ONU pede a governos, empresas e sociedade civil para promoverem os valores e o poder do esporte para que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sejam alcançados.

A diretora da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, também divulgou um comunicado sobre a data. Irina Bokova ressalta que o esporte une as pessoas em torno de valores positivos, ajuda a acabar com o preconceito e é um "veículo poderoso para a inclusão social e igualdade de gênero".

A chefe da agência da ONU diz que os valores obtidos por meio do esporte, como o jogo limpo e o espírito de equipe, são inestimáveis para a sociedade.

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