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ENERGIA SOLAR VAI ABASTECER ESCOLAS PÚBLICAS EM CIDADES DO PARANÁ


06/08/2020

Projeto-piloto do Governo do Estado vai instalar até o final deste ano sistemas de geração de energia com células fotovoltaicas em 224 instituições

Um projeto-piloto do Governo do Estado vai instalar até o final deste ano sistemas de geração de energia fotovoltaica em 224 escolas em sete municípios: Balsa Nova, Cascavel, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Maringá, Paranavaí e São José dos Pinhais. Com investimento total de R$ 46.515.944,27 o objetivo é promover a eficiência energética e reduzir custos.

De acordo com o superintendente-executivo do Paranacidade, Álvaro Cabrini, esse investimento retornará para os cofres municipais em menos de três anos, em decorrência da economia a ser gerada por equipamentos mais eficientes e pela geração da energia a ser consumida.

Uma parcela dos recursos é do Programa de Eficiência Energética (PEE), da Companhia Paranaense de Energia (Copel), a fundo perdido. O restante é complementado pelas prefeituras com recursos próprios ou obtidos pelo Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM), liberados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas (SEDU), com operação do Serviço Social Autônomo Paranacidade.

A aprovação dos sete municípios ocorreu pelo Programa de Eficiência Energética da Copel, edital de 2019, com a liberação de 55% a 62% dos valores a serem investidos em cada município. Em Balsa Nova, também estão previstas a troca de luminárias das ruas por sistemas em LED e a implantação no prédio da Prefeitura de Projeto de Eficiência Energética com a substituição da energia hidrelétrica pela de geração fotovoltaica.

Como parte do programa de eficiência energética, também serão avaliados e substituídos equipamentos e instalações elétricas por produtos mais econômicos, como a troca de lâmpadas por unidades a LED, que oferecem a mesma iluminação com consumo menor e sem a geração de calor.

O secretário da SEDU, João Carlos Ortega, explica que o objetivo é levar esses benefícios a 180 municípios do Estado, no período de um ano. “Os municípios do Paraná já podem solicitar informações e manifestar a intenção de aderir à proposta de inovação, que promove economia e atende às normas de proteção ambiental”, disse.

As prefeituras podem usar recursos próprios para viabilizar as ações, ou de financiamento (SFM) ou aguardar a publicação do Edital de 2020, do Programa de Eficiência Energética da Copel, que definirá os projetos que receberão recursos a fundo perdido. No caso de a própria prefeitura realizar, de forma independente, a etapa que leva à maior eficiência energética, os projetos devem seguir as referências utilizadas pelo Paranacidade.

Fonte: Portal Solar

PLANO DE AÇÕES PARA O RIO SÃO FRANCISCO É APROVADO DURANTE REUNIÃO DO COMITÊ GESTOR

Encontro reuniu representantes nesta terça-feira, dia 24, em Brasília.

28/04/2018

Com o objetivo de apresentar o regimento interno e as novas linhas de ações do Programa Novo Chico, o Comitê Gestor do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco se reuniu nesta terça-feira, dia 24 de abril, em Brasília. Na ocasião, também foi apresentado o relatório da Câmara Técnica do Novo Chico.

O primeiro encontro, realizado pela Casa Civil, contou com a presença do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda. “Tivemos um resultado muito positivo, pois saímos com um regimento interno aprovado e também uma linha de ação. Falta ainda a definição quanto aos recursos financeiros, mas esperamos que seja colocado em prática e, até o próximo ano, este Programa seja implementado, ou seja, esteja em execução”, afirmou o presidente do CBHSF.

O Programa Novo Chico prevê ações para os próximos dez anos (2017-2026). Segundo Anivaldo Miranda, representantes propuseram que no próximo encontro seja apresentado o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, atualizado pelo Comitê, e que possa ser visto como um grande roteiro para a revitalização do rio São Francisco.

Entre as ações executadas, o Ministério da Integração apresentou durante a reunião a conclusão de 35 sistemas de abastecimentos de água e de 21 sistemas de esgotamento sanitário na região do São Francisco, obras efetuadas por diferentes órgãos. Outras entregas foram o mapeamento, por parte do Ibama, de 2,8 mil barramentos de água e a liberação de 7,4 milhões de alevinos pela Codevasf.

Representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentaram estimativas da conversão de multas ambientais em serviços de preservação, melhoria e recuperação do meio ambiente com potencial de aplicação que supera a marca de R$ 2 bilhões no rio São Francisco. Outra entrega do Instituto foi o mapeamento de 2,8 mil barramentos de água e a liberação de 7,4 milhões de alevinos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do Rio São Francisco e do Paranaíba (Codevasf).

O colegiado do Comitê Gestor do Programa Novo Chico é composto pelos ministérios da Integração Nacional; do Meio Ambiente; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; de Minas e Energia; das Cidades; da Fazenda; da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário. Ainda compõem o grupo os governos de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe e o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.

O Programa

A iniciativa visa aumentar a quantidade e a qualidade de água para a população, além de garantir a preservação, conservação e o uso sustentável do rio. O Novo Chico é executado em cinco eixos. São eles: saneamento, controle de poluição e obras hídricas; proteção e uso de recursos naturais; economias sustentáveis; gestão e educação ambiental e planejamento e monitoramento. A estimativa é poder beneficiar aproximadamente 16,5 milhões de pessoas que vivem nos 505 municípios que compõem a Bacia do Rio São Francisco, direta ou indiretamente.

*Por Thaís Alves, com informações da Casa Civil, Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Integração

Fonte: CBHRSF


SISTEMA AJUDA PRODUTOR RURAL A FAZER RECOMPOSIÇÃO AMBIENTAL EM QUALQUER BIOMA BRASILEIRO

Foto: Ana Clara Rodrigues Cavalcante

01/04/2018

Com o objetivo de auxiliar produtores rurais no processo de adequação ambiental da paisagem rural, a Embrapa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e diversas instituições parceiras desenvolveram uma ferramenta que faz recomendações personalizadas ao produtor rural para recompor a paisagem nativa de sua propriedade.

Chamada de WebAmbiente, a ferramenta estará disponível gratuitamente na internet e será lançada quarta-feira (28) às 10h30, no auditório do Ministério da Agricultura. Trata-se de um sistema de informação interativo que contempla o maior banco de dados já produzido no Brasil sobre espécies vegetais nativas e estratégias para recomposição ambiental. A ferramenta engloba todos os biomas brasileiros.

Programa sugere espécies nativas e orientações de preparo

Ao acessar o sistema, o interessado tem à disposição o Simulador de Recomposição Ambiental. A ferramenta oferece sugestões de estratégias de recomposição e uma lista de espécies para adequação ambiental do imóvel rural a partir de algumas respostas dadas pelo produtor rural. Ao fornecer informações básicas como localização e tamanho da propriedade rural, o internauta recebe uma lista de espécies nativas apropriadas para o plantio, estratégias de recomposição mais adequadas às condições da área e orientações relativas ao preparo inicial do local. Após usar o simulador, é possível baixar ou imprimir o relatório com as sugestões para recomposição.

Para utilizar o simulador, é necessário apenas fazer um simples cadastro da área. Em seguida, o sistema faz algumas perguntas relacionadas às áreas que deverão ser recompostas (se área de preservação permanente, reserva legal, uso restrito, ou área de uso alternativo do solo), suas características e as de seus solos, e os riscos associados àquela recomposição. De acordo com o pesquisador da Embrapa Cerrados José Felipe Ribeiro, que coordenou a elaboração da ferramenta, quando o produtor repassa essas informações, é possível escolher, a partir da biologia das espécies, quais são as mais adaptadas àquelas condições.

Auxílio à adequação ao Código Florestal

Além do Simulador de Recomposição Ambiental, quem acessar o WebAmbiente poderá obter, no link “Espécies Nativas”, uma relação de todas as 782 espécies nativas já listadas. A busca pode ser textual, ou por bioma. A relação traz o nome científico das espécies, seu nome popular, uso econômico e a qual estratégia de ocupação ela pertence. “As recomendações fornecidas por meio da ferramenta podem ser usadas não apenas como subsídio para a elaboração de projetos visando a recuperação ambiental, mas para beneficiar a adequação das propriedades rurais às determinações do Código Florestal brasileiro”, afirma o pesquisador. A disponibilização desses dados também busca dar suporte à formulação de estudos e políticas públicas que visam recuperar ambientes degradados ou alterados.

“Além de todas essas recomendações específicas, o usuário do WebAmbiente também tem acesso a um vasto material de apoio para auxiliá-lo a entender melhor tudo o que está envolvido na recuperação ambiental”, explica Alan Nakai, analista da Embrapa Informática Agropecuária e um dos desenvolvedores da tecnologia. “O sistema fornece um extenso glossário, não só com definições, mas também com explicações aprofundadas sobre diversos assuntos envolvidos, incluindo ilustrações e links para outras fontes. Há também uma seção multimídia na qual o usuário pode buscar por vídeos e publicações”, detalha o especialista.

Projeto especial

O WebAmbiente foi elaborado no âmbito do Projeto Especial 8 da Embrapa: “Soluções Tecnológicas para a adequação ambiental da paisagem rural junto ao Código Florestal”. Iniciado em maio de 2014 e com término previsto para abril de 2018, o objetivo é estimular o cumprimento do novo Código Florestal brasileiro (Lei 12.651/2012) por meio da disponibilização de soluções tecnológicas da Embrapa para recuperação de Áreas de Reserva Legal (ARL), Áreas de Proteção Permanente (APP) e Áreas de Uso Restrito (AUR), assim como de seus coeficientes técnicos e econômicos, necessários à execução dos projetos de adequação. O Projeto Especial também apresentou como um de seus resultados a página especial sobre o novo Código Florestal, lançada em julho de 2016.

Pesquisa em rede por Bioma

O trabalho de levantamento das informações que alimentam o WebAmbiente envolveu diretamente oito unidades da Embrapa: Agrobiologia, Amazônia Oriental, Cerrados, Clima Temperado, Informática Agropecuária, Meio Ambiente, Pantanal e Semiárido. O trabalho começou pelo Cerrado, bioma que serviu de modelo para os demais. “O método utilizado foi baseado em revisão bibliográfica e workshops com especialistas. Utilizamos dados da literatura específicos sobre plantas arbóreas que ocorrem no bioma Cerrado. Essas informações foram então validadas nos workshops que contaram com a participação de especialistas da Embrapa, Universidade de Brasília (UnB), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de viveiristas experientes”, explicou o pesquisador Felipe Ribeiro. Além disso, também foram consultados banco de dados de herbários com foco na Região Centro-Oeste.

As espécies foram selecionadas a partir de informações relacionadas aos meses de coleta de sementes, atributos botânicos (nome científico e vulgar, família, sinonímia) e de tecnologia de sementes no que diz respeito à porcentagem de germinação e beneficiamento. A classificação foi baseada nas fitofisionomias do bioma Cerrado: florestais (Mata Ciliar, Mata de Galeria, Mata Seca, Cerradão) e savânicas (Cerrado Denso, Cerrado Típico, Cerrado Ralo, Cerrado Rupestre, Parque de Cerrado, Palmeiral e Vereda). Por fim, as espécies também foram classificadas quanto a seus agentes polinizadores e dispersores.

Pantanal

Já a lista das espécies recomendadas para recuperação de áreas do bioma Pantanal foi elaborada pela Embrapa Pantanal em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Segundo a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Unidade pantaneira da Embrapa, Catia Urbanetz, os critérios para a seleção das plantas mais adequadas a cada local foram a ocorrência (é preciso que elas tenham existido na região anteriormente), abundância (espécies raras são menos recomendadas) e a funcionalidade de cada uma.

“Temos que nos perguntar, em primeiro lugar, como era esse ambiente que vai ser restaurado. Era uma área de campo? Era inundável ou ficava em um trecho mais alto? Nos dois casos, quais são as espécies mais indicadas para enriquecer o ambiente e induzir à restauração? ”, questiona a pesquisadora. O software oferece opções para a recuperação de três formações vegetais (campestre, florestal e savânica) e nove fitofisionomias do Pantanal: campo inundável, não inundável, de altitude ou morraria, cerradão, mata semidecídua, mata seca ou decídua, mata ripária, cerrado típico e chaco).

Mata Atlântica

A organização da lista de espécies para restauração ambiental na Mata Atlântica foi coordenada pela Embrapa Agrobiologia e contou com a colaboração de pesquisadores de outras unidades da Empresa, além de profissionais de instituições parceiras com relevante atuação no bioma. “Já havíamos feito um estudo no passado que resultou na elaboração de uma lista preliminar de espécies florestais e seus atributos funcionais, como a capacidade de fixação biológica de nitrogênio e a atratividade de fauna silvestre. O objetivo era reunir informações que auxiliassem na compreensão do papel ecológico de cada espécie na restauração”, conta o pesquisador Luiz Fernando Duarte de Moraes, que coordenou os esforços para a compilação das espécies recomendadas para a Mata Atlântica.

Para a composição da relação atual foram selecionadas mais de 130 espécies da lista inicial, às quais foram acrescidas informações como fitofisionomias de ocorrência, estratégia de estabelecimento, período de frutificação e desempenho no campo. De acordo com o pesquisador, no que diz respeito à estratégia de estabelecimento, as espécies foram divididas em duas categorias, considerando a classificação adotada em outros projetos de restauração: espécies que tendem a crescer mais rapidamente e acelerar a recomposição da área (chamadas de espécies de recobrimento) e as indicadas para aumentar a diversidade nas ações de restauração. “O acesso a essa lista permitirá que técnicos e agricultores possam planejar adequadamente as ações de restauração ambiental nas propriedades rurais”, salienta Moraes.

Pampa

Se para alguns biomas a disponibilidade de informações era grande, para outros, esse trabalho teve de ser iniciado praticamente do zero. Foi o caso da lista de espécies relativas ao Pampa, uma vez que ainda são escassas as informações sobre a restauração ecológica desse bioma. “Há pouca pesquisa em restauração dentro do bioma e, por isso, essa é considerada a primeira compilação de dados sobre restauração ecológica do Pampa do Brasil. Acredito que não tenha nada similar, nem no Uruguai e na Argentina", afirma o pesquisador Ernestino Guarino, que atua na Embrapa Clima Temperado (RS).

“A imagem tradicional do Pampa são os campos, mas também ocorrem florestas e savanas, que são importantes para o espaço. Então, temos indicações de plantas para restaurar as diferentes formações vegetais do Pampa disponíveis na ferramenta WebAmbiente”, afirma. Guarino destaca que o sistema irá apresentar informações sobre 181 espécies ao todo, fornecendo dados sobre época de floração, frutificação, melhor estratégia para plantio, taxa de crescimento, como se comporta em cada um dos ambientes e em quais regiões do bioma podem ser plantadas. Após a divulgação das espécies, as próximas etapas preveem a realização de capacitação de técnicos da assistência técnica e extensão rural. Os principais parceiros envolvidos nesse trabalho são as universidades Federais do Rio Grande do Sul e de Santa Maria, Embrapa Pecuária Sul (Bagé, RS) e a Fundação Zoobotânica do RS.

Caatinga

O trabalho relativo ao bioma Caatinga também envolveu uma instituição de ensino e pesquisa. No caso, foi o Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental, vinculado à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Foi compilada inicialmente uma lista com mais de 120 espécies. Entre essas, foram selecionadas as 40 melhores destinadas à recuperação ambiental, levando em conta critérios como porte, necessidades nutricionais, tipos de solo, etc. Para cada uma delas, foram reunidas informações diversas que auxiliam na compreensão do seu papel ecológico na restauração. Também foram anexadas fotos de todas elas, para que a espécie seja facilmente reconhecida pelo usuário.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Semiárido Iêdo Bezerra Sá, “uma das características mais marcantes da Caatinga é a resiliência que o bioma apresenta, ou seja, a capacidade de se recuperar após um evento de estresse, como é o caso das secas recorrentes na região ou intervenções do homem”. Para ele, essa compilação de informações contribui para o conhecimento e entendimento da dinâmica do bioma e de suas plantas, facilitando sua utilização pelos agricultores, técnicos, engenheiros e demais interessados.

Amazônia

Por fim, compõem a plataforma WebAmbiente para o bioma Amazônia cerca de 200 espécies, que vão desde as palmeiras nativas, como açaí, até produtoras de madeira de alto valor econômico, como cedro e pau-rosa. A pesquisadora Noemi Vianna, da Embrapa Amazônia Oriental (PA), explica que essas informações são resultado do cruzamento de dados de inventários florestais de quatro áreas de estudo de monitoramento da floresta (parcelas permanentes) e de onze áreas de coletas de sementes espalhadas, principalmente, no estado do Pará. 

“Nós analisamos dados do Museu Paraense Emílio Goeldi, que mostram que a Amazônia é dividida em áreas de endemismo, como diziam os antigos botânicos, ou seja, o que ocorre aqui perto de Belém não ocorre em Santarém ou em outra região. Algumas espécies, no entanto, ocorrem em todas as áreas, que são as chamadas espécies plásticas. E cruzamos essas informações à lista de espécies de inventários florestais e de áreas de coleta de sementes de diferentes regiões do estado, então conseguimos cobrir uma área bastante diversa”, detalha a pesquisadora.

O trabalho resultou, inicialmente, em uma lista de 600 espécies com nome científico, família, local de ocorrência, além de alguns dados sobre a fenologia e principais usos. Após o refinamento das informações, a lista final chegou a 211 espécies de diferentes usos, com informações que vão desde a identificação detalhada da planta, área de ocorrência, fenologia, até a produção de mudas, o plantio e a indicação de ações a serem tomadas para recuperação de determinada área.

“Nós demos uma atenção muito grande ao levantamento das espécies que podem ser usadas para recomposição ambiental dos diferentes biomas. As usadas no Cerrado são diferentes das usadas na Amazônia, que por sua vez diferem daquelas do Semiárido. Foi feito um trabalho muito detalhado de organizar todo o conhecimento dessas espécies com sistemas de busca que permitem – por bioma, por fitogeografia – identificar todas aquelas recomendadas pela pesquisa para a recuperação ambiental ”, afirmou o presidente da Embrapa, Maurício Lopes.

Fonte: Embrapa


PROGRAMA FORTALECE GESTÃO DAS PAISAGENS

Parque Estadual de Corumbiara (RO) - Rosinaldo Machado/ Arquivo ARPA

01/04/2018

Instituído pelo Ministério do Meio Ambiente, o Conecta tem por objetivo promover a conectividade de ecossistemas.

A gestão das paisagens no Brasil ganhou uma importante ferramenta nesta quarta-feira. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) instituiu, o Programa Nacional de Conectividade de Paisagens (Conecta), por meio da Portaria nº 75, publicada no Diário Oficial da União (DOU). O objetivo é promover a conectividade de ecossistemas e gestão das paisagens a partir de políticas públicas integradas.

A proposta é que a iniciativa proporcione o desenvolvimento sustentável, estimule a sinergia entre a conservação da natureza, a manutenção dos processos ecológicos e a prosperidade social, econômica e cultural, contribuindo para a redução dos efeitos da mudança do clima sobre o ambiente. A linha de atuação do Conecta será baseada nos seguintes eixos temáticos: conservação e recuperação ambiental; gestão territorial; e produção sustentável.

Segundo o secretário-executivo do ministério, Edson Duarte, o MMA e o ministro Sarney Filho dão um passo importante na institucionalização de um dos mais importantes e estratégicos programas ambientas do país. "Eu diria até do mundo, por aquilo que representa a biodiversidade brasileira. A conectividade de paisagens, a integração de ambientes, a possibilidade de criar corredores e espaços ambientais que ajudem a preservar a nossa biodiversidade é um dos desafios", disse.

PAPEL ESTRATÉGICO

Edson Duarte afirma que o desafio é ainda maior após a criação de diversas unidades de conservação, da institucionalização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), com suas reservas legais, que representam algo em torno de 100 milhões de hectares de áreas de preservação. "Tudo isso faz com que esse seja um programa estratégico e um dos mais importantes hoje em dia para o ministério", destacou.

O secretário de Biodiversidade do MMA, José Pedro de Oliveira Costa, lembrou que além de otimizar o intercâmbio e a soma de esforços, o programa de Conectividade traz inteligência à restauração de ecossistemas necessária à estabilização do clima. "Em todos seus aspectos de proteção da biodiversidade da qualidade e quantidade da água, culturais e socioeconômicos. Isso nas escalas regional, nacional e continental, incluídos os corredores marinhos e oceânicos", enfatizou ele.

COMITÊ

O programa será coordenado por um comitê, presidido pelo secretário-executivo do MMA. Além de representantes de cada uma das unidades da estrutura do ministério, participam representantes das unidades vinculadas ao MMA: Agência Nacional de Águas (ANA); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); e Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).

Além desses, o comitê contará com a presença de representantes de órgãos convidados, como os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; das Relações Exteriores; da Defesa; da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; e da Fundação Nacional do Índio (Funai).


Por: Marta Moraes/ Ascom MMA



PREFEITURA FOMENTA PARTICIPAÇÃO DE AGRICULTORES EM PAA DO EXÉRCITO VISANDO A GERAÇÃO DE RENDA

Foto: Renato Carvalho

28/10/2017

Garantir a autonomia no trabalho dos agricultores familiares de São Luís e fortalecer o escoamento da produção rural. Foi com este objetivo que a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), estimulou os produtores cadastrados na secretaria a integrar o certame da chamada pública para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Exército Brasileiro.

Através do PAA do Exército, será realizada a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural, destinados para a alimentação dos militares do 24° Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS). Os alimentos também serão designados ao Programa Força no Esporte (Profesp), por meio dos cinco polos agrícolas beneficiados, gerando mais renda para os trabalhadores rurais. O contrato entre o Exército e os produtores rurais foi assinado na tarde de segunda-feira (23). 

A iniciativa vem somar com outras ações da Prefeitura em prol do desenvolvimento e fortalecimento da agricultura familiar. Uma delas é o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), implantado desde a primeira gestão do prefeito Edivaldo e executado pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar (Semsa) que colabora com a redução da insegurança alimentar de famílias carentes com distribuição de cestas de alimentos à famílias atendidas pelos Centros de Referência e Assistência Social (Cras), ao mesmo tempo em que estimula a produção agrícola familiar.

Para o titular da Semapa,Ivaldo Rodrigues, essa nova conquista mostra a preocupação da gestão do prefeito Edivaldo com o trabalhador do campo. "Conquistamos mais esse avanço para o escoamento da produção agrícola familiar, que é uma determinação do prefeito Edivaldo, o fortalecimento constante no trabalho dos produtores rurais da capital, que agora com esse novo canal de vendas podem pensar em aumentar a produção e terem mais qualidade de vida", disse Ivaldo Rodrigues.

O tenente coronel do 24º BIS, Marcus Vinicius Guimarães de Oliveira destaca o papel fundamental da Prefeitura por meio da Semapa para o sucesso da chamada pública. "Ficamos agradecidos com o pronto atendimento da gestão, e todo o apoio logístico, de encurtar o caminho aos empreendedores rurais agrícolas que se inscreveram nesse processo, que auxilia no fomento à produção familiar da zona rural, trazendo mais dignidade a esse povo trabalhador", destaca o tenente coronel do exército.

PRODUTOS

Fazem parte da lista de produtos alimentícios agroecológicos que deverão ser entregues semanalmente no setor de aprovisionamento do 24º BIS, frutas, verduras, legumes, raízes, temperos, folhagens, mel, polpas, ovos e farinha. Os fornecedores são cooperativas, associações e organizações individuais, que detém a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP), do Governo Federal.

Um dos beneficiados com o PAA foi o agricultor Antônio José Ferreira, que também é presidente da Associação dos Agricultores Rurais do Coquilho. "Em nome de todos os agricultores, quero agradecer o incentivo fundamental para o crescimento da nossa atividade. A cada dia dá mais orgulho de ser produtor rural em nossa cidade", destacou.

O prazo de vigência para aquisição dos gêneros alimentícios da agricultura familiar será de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período até o limite máximo de 70 meses.

ACORDO FORTALECERÁ RECURSOS HÍDRICOS NO PAÍS

19/07/2017

Cooperação firmada entre Ministério do Meio Ambiente e Itaipu Binacional apoiará ações de revitalização de bacias e de educação ambiental.

Sarney Filho e Vianna: cooperação
Alexandre Marchetti/ Itaipu
O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, assinou nesta sexta-feira (18/08), em Toledo (PR), acordo que implementará ações voltadas para a gestão de recursos hídricos no país. A cooperação firmada entre o governo federal e a Itaipu Binacional tem como foco a revitalização de bacias hidrográficas e inclui, ainda, atividades de formação de gestores ambientais locais e de educação ambiental em escolas da região.

O acordo de cooperação técnica promoverá a interação entre o Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), e o programa Cultivando Água Boa, da Itaipu Binacional. O objetivo é que a experiência do programa executado pela hidrelétrica seja implantado em ações socioambientais desenvolvidas pelo governo federal em outras regiões do país, como o Vale do Rio São Francisco.

A importância dos recursos hídricos foi apontada como prioridade pelo ministro. No evento de assinatura do acordo, Sarney Filho destacou a necessidade de medidas como a revitalização de bacias diante da crise hídrica atual e dos efeitos da mudança do clima. O ministro fez sobrevoos no oeste paranaense para conhecer as ações do Cultivando Água Boa na Bacia Hidrográfica do Paraná 3 e visitou os trabalhos de recuperação de nascentes em São José das Palmeiras (PR).

PUBLICAÇÃO

A cooperação também engloba ações de educação ambiental. Nesse contexto, o ministro Sarney Filho e o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna, lançaram o caderno Fontes de Financiamento para Educação Ambiental. Além da publicação, as ações de educação previstas incluem a formação de educadores e gestores ambientais, realização de cursos e atividades educativas e de mobilização em escolas da região.

As atividades no oeste paranaense contaram também com a participação do diretor-presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, da diretora de Educação Ambiental do MMA, Renata Maranhão, de diretores e técnicos da usina e de prefeitos da região.
      
Acordo prevê ações em educação ambiental (Foto: Alexandre Marchetti)

*Com informações da Itaipu Binacional

Fonte: Ascom/MMA

Programa da Danone impacta mais de 800 catadores



15/11/2016

Criado de forma piloto na cidade mineira de Jacutinga, em 2011, o Programa Novo Ciclo, da Danone, vem consolidando sua expansão e multiplicando resultados que já mereceram reconhecimentos como a 1ª posição no “Convergences Awards 2015”, uma plataforma mundial que visa construir a convergência entre organizações não governamentais, o setor público e a iniciativa privada para promover os Objetivos do Milênio e reduzir a pobreza em países desenvolvidos e em desenvolvimento. O Cempre Informa Mais conversou com o gerente de Sustentabilidade da empresa, Mauro Homem, sobre as metas e conquistas do Programa. 

Quando e como teve início o Programa Novo Ciclo?

Elecomeçou provocado pelos debates da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Desde 2010, discutíamos a ideia de fazer uma ação no município de Jacutinga, no sul de Minas Gerais, onde temos uma fábrica de nossa Divisão de Águas e estávamos organizando uma cooperativa. Esse piloto nos ensinou como lidar com os catadores e entender melhor a coleta seletiva e a reciclagem. Daí, evoluímos para a construção de um business case a fim de conseguir recursos do Fundo Danone Ecosystem.

O que é o Fundo Danone Ecosystem?

A Danone atua com sustentabilidade em alguns fundos globais, dentre eles, o Danone Ecosystem que foi concebido em meio à crise de 2008/2009, com a intenção de desenvolver a cadeia de valor da companhia. Ela tem 5 pilares de atuação: Suprimentos (iniciativas com nossos fornecedores, de grandes empresas a pequenos agricultores e produtores), Distribuição Inclusiva (temos um projeto importante no Brasil dentro desse tema, o Kiteiras, com mulheres de baixa renda do Nordeste para a venda direta de nossos produtos, que está sendo trazido para São Paulo), Reciclagem (do qual faz parte hoje o Programa Novo Ciclo), Prestadores de Serviços Médicos (com ações para essa categoria, inclusive na formação e suporte a cuidadores de idosos), Territórios e Proteção de Bacias Hidrográficas (voltado principalmente à nossa Divisão de Águas).

O Fundo Danone Ecosystem é uma entidade autônoma que conta com mais de 100 milhões de euros para projetos que respondam mundialmente a esses cinco pilares, sob a responsabilidade de uma subsidiária local da Danone e uma instituição parceira que recebe os recursos, fazendo cogestão dos projetos com a operação local da empresa.

O que aconteceu com o Programa Novo Ciclo após a obtenção desses recursos?

O Programa ganhou fôlego e iniciamos nossa parceria com o Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (INSEA) e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). Chegamos, assim, a 35 cidades da região metropolitana de Belo Horizonte e do sul e sudoeste de Minas Gerais, atuando diretamente junto a 44 cooperativas e 827 catadores.

A iniciativa consiste basicamente no desenvolvimento da cadeia de reciclagem que tem início com um Termo de Compromisso, assinado com cada prefeitura. Esse primeiro passo é essencial. Só assim conseguimos a efetiva implantação da coleta seletiva e a conscientização da população para separação dos resíduos. Sem essa base, não podemos seguir adiante.

O segundo passo é estabelecer um comitê local, que chamamos de Fórum Gestor, para assegurar a continuidade do sistema, sem riscos decorrentes, por exemplo, de trocas de governo ou de mudanças na estratégia dos prestadores de serviço de coleta. Esse Fórum é formado por representantes da sociedade civil organizada, universidades e defensores da causa da reciclagem.

Como foi a escolha dos municípios?

Iniciamos por uma região na qual possuíamos duas fábricas, em Jacutinga e Poços de Caldas (hoje são três, pois inauguramos uma nova planta em Poços). Era uma área que nos interessava bastante e, ao mesmo tempo, sentíamos a possibilidade de influência junto ao poder público municipal para construir essa parceria como vetor de desenvolvimento da coleta seletiva.

Do sul de Minas, acabamos crescendo, pois queríamos fazer mais e obter maior escala. Agora, já temos uma nova fase do Programa aprovada que está nos levando para 59 municípios, com presença em 69 cooperativas. Abraçamos um pouco o estado de São Paulo, fazendo um grande cinturão de atuação no interior do estado, passando pelo Vale do Paraíba, até chegar à região metropolitana de Belo Horizonte. Essa expansão deverá estar concluída até 2018.

Queremos fazer cinturões com diferentes redes de cooperativas integradas. Formatamos uma rede no sul de Minas, já estamos trabalhando com o INSEA na região de Belo Horizonte e identificamos oportunidades no Vale do Paraíba e na região de Sorocaba. Se conseguirmos construir uma única rede com essas quatro iniciativas, vamos ter uma escala enorme que realmente vai fazer diferença.

O que Programa oferece às cooperativas?

Promovemos o empoderamento dessas organizações. Temos atividades com técnicos, catadores e mobilizadores que dão suporte direto às cooperativas. Esse suporte vai desde a criação ou formalização da cooperativa e a melhoria da logística do galpão, passando pela mobilização do poder público por um novo espaço, se necessário, e chega ao apoio para obtenção de recursos de fundos ligados ao governo como Funasa, Banco do Brasil e Cataforte para melhorias na infraestrutura e acesso a equipamentos e caminhões.

Outro aspecto é o suporte comercial e a união das cooperativas em redes. Dessa forma, elas conseguem escala para negociações mais favoráveis com recicladoras ou até mesmo diretamente com nossos fornecedores que têm interesse em receber suas embalagens para reinserção no processo produtivo. Esse é o caso, por exemplo, de nossa parceria com a Tetra Pak.

Quais os resultados conquistados até agora?

Chegamos hoje a 40% de reciclagem equivalente das embalagens de produtos Danone comercializados em todo o país. Ou seja, se pegarmos tudo o que colocamos no mercado e dividirmos pelo que coletamos com o Programa, obtemos 40% do volume total que é a meta indicada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Outro viés relevante é o impacto social, com o aumento da renda dos catadores. Saímos, em 2011, de uma média mensal de R$ 490,00 e estamos atualmente em R$ 1.136,00. Ou seja, cerca de 140%! Temos também ganhos de eficiência: operamos hoje com 107 quilos por catador/dia, o que ultrapassa - e muito! - nossas expectativas iniciais que eram em torno de 30 a 35 quilos diários.

Além disso, realizamos ações de saúde e nutrição que também são um diferencial da Danone, em função de nosso portfólio. Nossa missão é levar saúde ao maior número de pessoas possível.

Quais os investimentos feitos no Programa?

Até o momento, foram investidos mais de R$ 9 milhões, pela Danone Brasil, o Fundo Danone Ecosystem e os parceiros do projeto representados pelo INSEA.

Qual o maior desafio desse trabalho?

O maior desafio foi integrar essa visão de responsabilidade compartilhada, do diálogo com o catador, a organização não governamental e o poder público. Temos de entender que a cocriação é fundamental. Não operamos com o modelo tradicional de patrocínio, de doação de recursos. Nós temos uma equipe de quatro profissionais diariamente dedicados à realização dessa iniciativa que se somam a outros oito, do INSEA e do MNCR.

E a maior conquista?

A maior conquista, sem dúvida, foi transformar diretamente a vida de 836 pessoas (sem contar com suas famílias) e ter um planejamento para atrair cada vez mais catadores. Com certeza, temos também resultados concretos para a Danone que nos dão muita satisfação. Além disso, fomos premiados com o Convergences Award, o que representa um importante reconhecimento internacional.

Qual a importância do catador nesse processo?

O catador é o elemento central não só porque a lei o coloca nessa posição, mas porque realmente existe uma oportunidade concreta de transformar e verticalizar essa cadeia a partir da atuação do catador. Vemos o catador como um empreendedor que se organiza com outros empreendedores numa cooperativa ou numa rede de cooperativas e constrói um negócio a partir dessas ligações.

Ele presta um serviço essencial para a sociedade, empresas e o poder público, melhorando nossa qualidade ambiental, evitando que tenhamos mais resíduos nos aterros e, ao mesmo tempo, realizando um trabalho que é extremamente digno e competitivo.

Quais os pontos de contato do Programa com a estratégia da Danone?

O Programa Novo Ciclo revoluciona a forma como vamos organizar a nossa cadeia de suprimento no futuro. É um processo, não temos todas as respostas, nem tudo está pronto, mas quando começamos a retornar os recicláveis para nossa cadeia de fornecimento, estamos construindo um novo modelo de negócio. A reciclagem nos garante um material mais sustentável, a preços competitivos, com grande impacto social. E isso trará benefícios cada vez mais significativos.

Para saber mais: http://www.danone.com.br

Fonte: CEMPRE


"Jornada ao desenvolvimento urbano sustentável acabou de começar"

Joan Clos, chefe do ONU-Habitat, no encerramento da Habitat III, nesta quinta-feira, 
20 de outubro, em Quito. Foto: Rádio ONU.

23/10/2016

Declaração é do chefe do Programa da ONU para Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, durante o encerramento da Habitat III, em Quito; para Joan Clos, conferência é "marco fundamental".

Laura Gelbert, enviada especial da Rádio ONU a Quito.

A maior conferência mundial sobre o futuro das cidades terminou nesta quinta-feira. Segundo o secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Joan Clos, "história" foi feita.

Para Clos, que também é chefe do Programa da ONU para Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, na Habitat III, "desafios enfrentados pelas cidades foram analisados e discutidos" e chegou-se a um acordo sobre um "plano comum para os próximos 20 anos".

Nova Agenda Urbana

Em seu discurso no encerramento, ele destacou que a Nova Agenda Urbana foi adotada durante a conferência em Quito. Segundo Clos, a "jornada para o desenvolvimento urbano sustentável acabou de começar".

Para o chefe do ONU-Habitat, esta é uma agenda "ambiciosa" que busca trilhar o caminho para tornar "cidades e assentamentos humanos mais inclusivos e garantir que todos possam se beneficiar da urbanização, prestando atenção particularmente a pessoas em situações vulneráveis".

Entre as principais disposições da Agenda estão: oportunidades iguais para todos; fim da discriminação; cidades mais limpas; fortalecimento de resiliência e redução de emissões de carbono; respeito aos direitos de migrantes e refugiados; melhoria de conectividade; iniciativas verdes e promoção de "espaços públicos acessíveis e verdes".

Habitat III

Para Clos, a Habitat III é um "marco fundamental". Cerca de 30 mil pessoas de 167 países participaram da conferência, realizada em Quito, capital do Equador.

Ele afirmou ainda que a Habitat III forneceu uma grande oportunidade para que se comece a construir parcerias através do Plano de Implementação de Quito.

Em entrevista à Rádio ONU, na véspera do encerramento da conferência, Clos ressaltou, no entanto, que a nova agenda será "inútil" a se países e cidades não a implementarem.

Fonte: Rádio ONU

Unicef: iniciativa de saneamento no Haiti tem resultados promissores

O programa apoia comunidades locais abordando acesso à água, reformando 
sistemas de água e combatendo a contaminação. Foto: ONU/Logan Abassi

24/09/2016

Agência da ONU menciona redução no número de infecções transmitidas pela água aos residentes; campanha também apoia comunidades a construírem banheiros e reduzirem a contaminação da água.

Uma iniciativa para saneamento no sudeste do Haiti levou a uma grande redução no número de infecções transmitidas pela água aos residentes, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Segundo o representante da agência da ONU no país, Marc Vincent, "cinco locais na região foram declarados livres da defecação a céu aberto, o que marca um avanço na prevenção do cólera e outras doenças transmitidas pela água na área".

Saneamento Total

As cinco localidades, Nan Merlien, Fatima, Rada e outras três no sudeste do país, têm sido parte de uma campanha liderada pela comunidade e apoiada pela ONU.

A iniciativa Clts, parte da campanha Saneamento Total, apoia o plano nacional das autoridades haitianas contra o cólera através da promoção do fim da defecação a céu aberto e aumento do acesso à água e a instalações de saneamento nas escolas e centros de saúde.

Comunidades

O programa apoia comunidades locais abordando acesso à água, reformando sistemas de água e combatendo a contaminação.

Ao mesmo tempo, a campanha também está apoiando comunidades a construírem banheiros e reduzirem a contaminação da água pela defecação a céu aberto.

A iniciativa Clts já foi implementada em 67 outros locais. Como resultado, mil banheiros foram construídos e mais 2 mil estão sendo feitos. Seis comunidades foram certificadas como livres da defecação a céu aberto e 16 estão nesse processo.

Resposta ao Cólera

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou em 2014 com o governo haitiano a campanha Saneamento Total, um dos principais pilares de longo prazo para a resposta ao cólera no Haiti.

Outros importantes componentes são resposta de emergência e vigilância epidemiológica.

De acordo com o Unicef, o fornecimento de água potável limpa, uso de infraestrutura segura de saneamento e práticas de boa higiene são elementos cruciais para melhorar a prevenção ao cólera e outras doenças transmitidas pela água no Haiti.

Envolvimento

A agência afirma, no entanto, que apesar do progresso feito no combate ao cólera no país, muito ainda precisa ser feito. Para o Unicef, o envolvimento da comunidade internacional, doadores e parceiros é urgentemente necessário.

Atualmente, de acordo com a agência nacional do país para abastecimento de água e saneamento, apenas 28% da população haitiana têm acesso a saneamento adequado e 42% não têm serviços de água potável.

Fonte: Rádio ONU


Governo federal e DF se unem pelo Cerrado

10/09/2016

Serviço Florestal Brasileiro apoiará programa de recuperação e conservação do bioma com recursos e suporte técnico.

Deusdará e Rollemberg: parceria
Gilberto Soares/MMA
No dia 11 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Cerrado. Para celebrar a data, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Governo do Distrito Federal (GDF) estabeleceram, nesta sexta-feira (09/09), uma parceria para a conservação do bioma. A iniciativa será realizada por meio do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao MMA.

A parceria foi formalizada pelo governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e pelo diretor do SFB, Raimundo Deusdará Filho, representando o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. O pacto foi firmado durante evento de lançamento do Programa Piloto Recupera Cerrado DF, na Virada do Cerrado.

Na cerimônia de lançamento do programa, o diretor do SFB fez uma entrega simbólica da base georreferenciada do Cadastro Ambiental Rural (CAR) do DF ao governador Rollemberg. O intuito é subsidiar a definição das áreas prioritárias de recuperação e a formulação de políticas públicas.

No contexto do programa, o SFB apoiará com recursos e com conhecimento, contribuindo em três frentes: no cadastramento rural, na regularização ambiental e com a realização do Inventário do Cerrado. Segundo Deusdará, o Serviço Florestal, juntamente com o GDF, formalizará um edital para o plantio e recuperação de áreas alteradas nas bacias do Descoberto e São Bartolomeu.

CONTRIBUIÇÃO

Recursos de compensação ambiental passarão a ser depositados em um fundo para preservação e conservação do Cerrado, a ser criado no edital. A cada real obtido por compensação, o SFB contribuirá com mais um real. “É o governo federal apoiando o fortalecimento de uma política de recuperação do Cerrado. Mas só teremos sucesso se contarmos com o apoio da população”, afirmou o governador.

O SFB auxiliará ainda no fortalecimento de cadeias produtivas de sementes e mudas do Cerrado, gerando emprego, renda e inclusão social. Foi colocado também à disposição do governo local o Inventário Florestal Nacional no DF, publicado neste ano pelo órgão, iniciativa que será ampliada. “Com recursos de 16 milhões de dólares do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), iremos realizar, nos próximos cinco anos, o inventário nacional de todo o bioma”, destacou Deusdará.

Para o secretário do Meio Ambiente do DF, André Lima, a contribuição do MMA é fundamental. “Por meio dela, vamos incluir no Programa outras modalidades de preservação do Cerrado, indo além do plantio de mudas”, destacou. “O governo federal está contribuindo não só com aporte de recursos como também com a expertise do SFB e de seu corpo técnico. Reconhecemos a liderança do SFB na agenda florestal brasileira”, afirmou.

Além do lançamento do Programa Recupera Cerrado, durante o evento, o governador Rodrigo Rollemberg assinou o projeto de lei que regulamenta ações da Fundação Jardim Botânico e um decreto criando o Comitê Distrital da Reserva da Biosfera do bioma.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

Sistema Coca-Cola Brasil devolve à natureza o dobro da água usada para produzir bebidas

Sistema Coca-Cola Brasil: para cada gota que usamos, devolvemos duas
(Crédito:  Divulgação)

29/08/2016

O Sistema Coca-Cola Brasil anunciou nesta segunda-feira (29/8) que passou a devolver à natureza o dobro da água que usa em seu processo produtivo, por meio de programas de reflorestamento e conservação de bacias hidrográficas e de eficiência e reúso nas fábricas. No Brasil, os programas já atingem mais de 103 mil hectares. 

O desempenho do Brasil contribuiu para que a The Coca-Cola Company e seus engarrafadores atingissem a meta global de repor no meio ambiente toda a água que utilizam na produção de suas bebidas. É a primeira empresa da lista das 500 maiores da revista Fortune a alcançar esse resultado. A meta global de reposição – anunciada também nesta segunda-feira em Estocolmo, durante a Semana Mundial da Água – estava prevista para 2020, ou seja, foi atingida em 2015 com cinco anos de antecedência.

Segundo uma avaliação global feita pela LimnoTech, consultoria internacional especializada em temas ambientais, auditada pela consultoria Deloitte e conduzida em associação com a organização não governamental The Nature Conservancy (TNC), o Sistema Coca-Cola no mundo devolveu à natureza um volume estimado em 191,9 bilhões de litros de água em 2015. A reposição do equivalente a 115% da água utilizada nas bebidas da Coca-Cola no ano passado foi feita por meio de projetos com comunidades.

Projetos beneficiam comunidades em 71 países

“Essa conquista representa um momento de orgulho para a Coca-Cola e os nossos parceiros.  Uma meta que começou com uma aspiração em 2007 é hoje uma realidade e um marco global em nosso plano para manter o crescimento do nosso negócio" , disse Muhtar Kent, CEO da The Coca- Cola Company. "Agora, cada vez que um consumidor bebe um produto Coca-Cola, pode ter certeza de que a empresa e seus engarrafadores estão comprometidos com o uso responsável da água hoje e amanhã. Estamos cientes de que o nosso trabalho responsável da água não acabou e permanecemos focados em explorar próximos passos para fazer avançar nossos programas de água e desempenho".

O Sistema Coca-Cola atingiu suas metas de reabastecimento de água por meio de 248 projetos de parceria em cerca de 2 mil comunidades de 71 países voltados ao acesso seguro à  água, à proteção de bacias hidrográficas e da água para uso na produção. Em muitos casos, os projetos também têm o objetivo de dar acesso a saneamento e educação, de ajudar a melhorar os meios de subsistência locais, auxiliar as comunidades na adaptação às alterações climáticas, elevar a qualidade da água, aumentar a biodiversidade e engajamento político e conscientização dos desafios relacionados à oferta de água. Mas estes projetos não são contabilizados – não entram no cálculo de reposição da Coca-Cola.

Bolsa Floresta permite retenção de água na Bacia Amazônica

Entendendo a importância da Bacia Amazônica para o balanço hídrico do país, desde 2009 a Coca-Cola Brasil apoia o Programa Bolsa Floresta, desenvolvido pela Fundação Amazonas Sustentável. Com 40 mil beneficiários em 15 comunidades ribeirinhas, o programa reduziu em 75% o desmatamento das áreas mapeadas, com a garantia de renda para os participantes. A manutenção da “floresta em pé” permite atualmente a geração e a retenção da água na Bacia Amazônica.

No Sudeste, a Coca-Cola Brasil participa da Coalizão Cidades pela Água, uma iniciativa da TNC para restaurar e conservar matas ciliares de rios e nascentes que abastecem mais de 60 milhões de brasileiros, em 12 regiões metropolitanas. O projeto prevê ações nos estados de São Paulo (Bacias do Alto Tietê e dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Minas Gerais (bacia do Rio das Velhas) e Espírito Santo (do Rio Doce).

Além disso, o Sistema Coca-Cola Brasil, que reúne dez fabricantes, reduziu em 28% o volume de água necessário para produzir um litro de bebida, desde 2000. Nos últimos anos, foram feitos investimentos em linhas de produção para reaproveitamento da água do enxágue nas lavadoras de embalagens e reúso dos descartes nas estações de tratamento (ETA), entre outras medidas.

No mundo, o Sistema Coca-Cola anunciou em que aumentou sua eficiência hídrica global em 2,5% entre 2014 e 2015, chegando a uma redução total de 27% no volume de água necessário para produzir um litro de bebida.

Marco importante e novo padrão para outros usuários, diz WWF

Pedro Massa, diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil, frisa que a empresa continuará os esforços para aprimorar cada vez mais a gestão hídrica: “Trabalharemos permanentemente em boas práticas na gestão desse recurso, tão fundamental para sociedade e para o nosso negócio”, explica Massa. 

“Toda vida depende da água, mas menos de 1% da água do mundo é doce e acessível. Das geleiras aos estuários, devemos ser responsáveis por todo o sistema se esperamos garantir água para todos", disse Carter Roberts, presidente do World Wildlife Fund (WWF). "Isso significa que as parcerias fazem diferença. Este é um marco importante na contínua liderança da Coca-Cola na gestão da água e estabelece um padrão para outros usuários de água".

Sobre a The Coca-Cola Company

A The Coca-Cola Company (KO, na Bolsa de Valores de Nova Iorque) é a maior companhia de bebidas do mundo, atendendo a consumidores com mais de 500 marcas gasosas e não-gasosas. Liderado pela Coca-Cola, uma das marcas mais valiosas e reconhecidas do mundo, o portfólio da nossa companhia apresenta 20 marcas de US$ 1 bilhão, 18 delas com opções de baixa ou nenhuma caloria, incluindo:  Diet Coke, Fanta, Sprite, Coca-Cola Zero, vitaminwater, POWERADE, Minute Maid, Simply, Georgia, Dasani, FUZE TEA e Del Valle.  Globalmente, somos o fornecedor número 1 de bebidas gasosas, cafés prontos para beber, sucos e bebidas de sucos.  Por meio do maior sistema de distribuição de bebidas do mundo, consumidores em mais de 200 países saboreiam nossas bebidas a uma taxa de 1,9 bilhão de copos/dia.  Com um compromisso permanente com a construção de comunidades sustentáveis, nossa companhia está focada em iniciativas que reduzam nossa pegada ambiental, suportem um estilo de vida ativo e saudável, crie um ambiente de trabalho seguro e inclusivo para nossos associados e melhorem o desenvolvimento econômico das comunidades em que atuamos.  Juntamente com nossos parceiros fabricantes, estamos entre os 10 maiores empregadores privados do mundo, com mais de 700.000 associados no sistema.  Para informações adicionais, visite Coca-Cola Journey em www.coca-colacompany.com, siga-nos no Twitter em twitter.com/CocaColaCo, visite nosso blog, Coca-Cola Unbottled, em www.coca-colablog.com ou encontre-nos no LinkedIn em www.linkedin.com/company/the-coca-cola-company.

Sobre a Coca-Cola Brasil

O Sistema Coca-Cola Brasil é o maior produtor de bebidas não alcoólicas do país e atua em sete segmentos – água, café, chás, refrigerantes, néctares, sucos e bebidas esportivas – com uma linha de mais de 141 produtos, entre sabores regulares e versões zero ou de baixa caloria. Composto por 10 grupos parceiros de fabricantes, o Sistema emprega diretamente 69 mil funcionários, gerando cerca de 600 mil empregos indiretos. Entre 2012 e 2016, terão sido investidos R$ 14,1 bilhões, valor 50% superior ao dos cinco anos anteriores. O Sistema Coca-Cola Brasil está empenhado em incentivar iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades em que opera. Para isso, conta com uma plataforma de valor compartilhado, o Coletivo Coca-Cola, que já impactou a vida de mais de 130 mil pessoas por meio de toda a cadeia de valor da empresa.   


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