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A oportunidade da COP30: Investir na natureza para um futuro resiliente.

Rios da floresta amazônica
© Agência Pará

18/11/2025

Manuel Pulgar-Vidal, Líder Global de Clima e Energia do WWF  
Vanessa Morales,  Especialista Sênior do WWF, Nexo Clima-Natureza 

No início da  segunda semana da  COP30 em Belém , Brasil,  fica claro que  a crise climática não é mais uma ameaça distante;  é  uma realidade diária para milhões de pessoas. O furacão Melissa, uma tempestade recente de categoria 5 que devastou o Caribe, é apenas um lembrete contundente de que a adaptação aos impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas não pode mais ser deixada de lado. Por muito tempo, as negociações globais ficaram presas em um falso debate: devemos nos concentrar em reduzir as emissões ou investir em resiliência? Esse pensamento binário tem impedido o progresso, como se a construção de defesas contra tempestades, secas e a elevação do nível do mar devesse ocorrer às custas do investimento em energias renováveis ​​e descarbonização. 

Mas a ciência é clara: mesmo os esforços de mitigação mais ambiciosos  não  eliminarão a necessidade de adaptação. Os gases de efeito estufa produzidos pelo homem, que já  poluem a atmosfera, significam  que  os  riscos climáticos  se intensificarão. Os impactos resultantes são sentidos com mais intensidade pelas comunidades pobres e marginalizadas, bem como pelos ecossistemas vulneráveis. Reduções rápidas,  profundas e sustentadas nas  emissões  são essenciais para um futuro habitável,  e  a adaptação é fundamental para proteger vidas e bens  —  casas, infraestrutura e meios de subsistência — agora mesmo.      

As soluções baseadas na natureza ( SbN ) oferecem uma maneira poderosa de abordar tanto a adaptação quanto a mitigação. Os manguezais, por exemplo, podem reduzir as ondas de tempestade em até 71%, as florestas tropicais nubladas geram chuva e protegem a água potável, e os parques urbanos podem refrescar as cidades em até  10 °C em dias  de  calor intenso. Essas defesas naturais são comprovadas, econômicas e oferecem uma série de benefícios adicionais  – desde o sequestro de carbono até o habitat da vida selvagem e o lazer.  

No entanto, a adaptação ,  especialmente as soluções baseadas na natureza ,  continua  lamentavelmente subfinanciada. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA ) , apenas 28% do financiamento público para o clima é destinado à adaptação, e uma mera fração desse valor apoia a biodiversidade e a proteção dos ecossistemas. Para atender às necessidades básicas de adaptação, o investimento global precisa aumentar doze vezes, sendo que o NbS (Nuclear, Biodiversidade e Sustentabilidade) requer o triplo do financiamento atual até 2030. O valor dos serviços ecossistêmicos da natureza é estimado entre US$ 125 e 140 trilhões anualmente, superando em muito os custos do investimento e oferecendo um retorno de dez vezes cada dólar gasto. Para os países de baixa renda, os riscos são ainda maiores: a perda desses serviços pode significar uma queda de 10% no PIB.    

Então, por que essa lacuna persistente? Diálogos recentes liderados pelo WWF e pelo Centro Mundial de Monitoramento da Conservação  do Programa  das Nações Unidas para o Meio Ambiente mostram  que o financiamento insuficiente e a capacidade limitada de mensurar o desempenho da natureza são os principais obstáculos. Como disse um especialista do governo, “precisamos capacitar os financiadores”. 

A COP30 representa uma oportunidade crucial. Quase metade  dos países já apresenta Planos Nacionais de Adaptação com necessidades claras e acionáveis,  incluindo abordagens baseadas na natureza. Com  um acordo  praticamente fechado  sobre como monitorar o progresso na adaptação, é  hora de todas as nações, especialmente as mais ricas, intensificarem seus esforços. Investir em florestas, zonas úmidas e litorais não se  trata  apenas  de resiliência climática; trata-  se  de apoiar economias e comunidades em harmonia com a natureza.    

A mensagem é clara: adaptação e mitigação devem andar de mãos dadas, e a natureza merece ser financiada como a atração principal que realmente é. 

Fonte: WWF Brasil

Síntese Diária da COP30 – 17 de Novembro

17/11/2025

Dia 8: segunda-feira, 17 de novembro

Preparado pela Equipe de Comunicação da COP30

Áreas Temáticas de Foco: Florestas, Oceanos, Biodiversidade, Povos Indígenas, Comunidades Locais e Tradicionais, Crianças e Juventude, e Pequenos e Médios Empreendedores

Resumo Geral:

A Natureza no Centro da Ação Climática

No sétimo dia da COP30, países e parceiros demonstraram como colocar a natureza no centro da ação climática impulsiona avanços reais para as pessoas, as economias e o planeta. Ao longo da agenda, líderes evidenciaram uma mudança decisiva de promessas para a prática, avançando ferramentas, destravando financiamentos e mobilizando a liderança comunitária para acelerar a implementação, reforçar a cooperação multilateral e apoiar aqueles na linha de frente dos impactos climáticos.

Um marco importante foi a operacionalização do  Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), o maior mecanismo de financiamento florestal já criado, sinalizando que as florestas valem mais em pé. Com parceiros da RDC à China e novas lições de modelos de governança de Povos Indígenas e Comunidades Locais (IPLC), como o Mecanismo Dedicado de Doações (DGM), o TFFF está redefinindo o financiamento climático por meio de incentivos de longo prazo voltados para investimentos e um caminho para o acesso direto por comunidades. Esse impulso foi reforçado por progressos históricos no tema fundamental da regularização fundiária, com doadores excedendo o Compromisso de USD 1,7 bilhão para IPLCs um ano antes do previsto, e 14 países endossando o primeiro Compromisso Intergovernamental Global de Posse e Uso da Terra, fortalecendo direitos em mais de 160 milhões de hectares.

Novas iniciativas aprofundaram a virada positiva em direção à natureza: o Desafio da Bioeconomia lançou um esforço global para operacionalizar os 10 Princípios de Alto Nível do Brasil, enquanto a Coalizão para Ampliação do JREDD+ uniu governos, grupos indígenas e atores de mercado para expandir a proteção florestal jurisdicional e ajudar a fechar o déficit anual de USD 66,8 bilhões em financiamento. A prevenção global integrada de incêndios avançou com o novo Centro Global de Gestão de Incêndios (Global Fire Management Hub), sediado na FAO, e o Motor de Investimento da Terra (Earth Investment Engine) superou sua meta de USD 5 bilhões, mobilizando mais de USD 10 bilhões para soluções baseadas na natureza.

Lideranças jovens influenciaram diálogos políticos em toda a Blue e Green Zone, enquanto organizações indígenas compartilharam estratégias de adaptação baseadas na governança territorial e no conhecimento ancestral.

Em conjunto, esses esforços mostram que proteger e valorizar a natureza é a materialização da ambição climática — um fundamento vital para sociedades resilientes e uma economia real próspera.

Ações e resultados notáveis:

Agenda de Ação:

- Destravando o Financiamento para Florestas Tropicais e Governança Indígena

▪ Instalação Fundo Florestas Tropicais para Sempre Operacionalizado

A operacionalização do Fundo Florestas Tropicais para Sempre Operacionalizado representa um passo transformador na valorização das florestas em pé por meio de financiamento sustentável. Como o maior e mais ambicioso fundo da história da conservação florestal, o TFFF está remodelando o financiamento climático ao migrar de doações para parcerias; de doadores tradicionais para não tradicionais; e de subsídios para investimentos em um mecanismo misto público-privado. Com seu lançamento, acompanhado de um conjunto de instrumentos econômicos, Brasil e parceiros enviam uma mensagem poderosa de que as florestas valem mais vivas. Durante o lançamento, governos da República Democrática do Congo, Colômbia, Guiana, Reino Unido, Noruega e China apresentaram listas abrangentes de anúncios e destacaram a complementaridade entre diferentes instrumentos financeiros.

- Reunião Ministerial sobre Florestas e Povos Indígenas: Lições para o TFFF

Hoje, governos, fundos multilaterais e líderes indígenas se reuniram para explorar como modelos comprovados de governança de comunidades indígenas e locais (IPLC), como o Mecanismo de Subsídios Dedicados (Dedicated Grant Mechanism/ DGM), podem informar e fortalecer a geração emergente de mecanismos de financiamento climático. O TFFF serve para equipar os povos indígenas e as comunidades locais com os recursos necessários para manter a conservação florestal por meio da Alocação Financeira Dedicada (TFFF-DFA), que reserva um mínimo de 20% dos pagamentos florestais para as IPLCs, representando um cenário em evolução para o financiamento climático inclusivo e baseado em direitos. As lições do DGM sobre governança, capacidade e responsabilidade podem apoiar os esforços futuros de conservação, fornecendo uma estrutura para informar o acesso direto futuro, como o TFFF.

“Permaneço muito otimista quanto ao avanço do TFFF. Os USD 5 bilhões em capital são um ótimo começo. Sim, tínhamos ambições altas, mas é preciso estabelecer a ambição para que as pessoas levem a sério e se mobilizem. E USD 5 bilhões é um resultado bem-sucedido que pode crescer.”
— Daniel Hanna, Diretor do Grupo Barclays para Finanças Sustentáveis e de Transição

- Anúncio sobre finanças e posse da terra; compromisso excede meta:

▪ Dois compromissos foram assinados hoje para deter e reverter a perda florestal e a degradação de terras até 2030:

▪ O Compromisso de Posse da Terra e Florestas para Povos Indígenas e Comunidades Locais, avançado pelo Forest Tenure Funders Group (FTFG); e

▪ O Compromisso Intergovernamental de Posse da Terra.

▪ Em 2021, na COP26, os governos do Reino Unido, dos EUA, da Alemanha, da Noruega e dos Países Baixos, juntamente com 17 fundações, anunciaram o Compromisso sobre a Posse da Terra e das Florestas dos Povos Indígenas e das Comunidades Locais. O evento de hoje comemorou a entrega desses resultados e a renovação do compromisso. Mais de 30 doadores e governos excederam seu Compromisso de Posse de Terras e Florestas de USD 1,7 bilhão um ano antes do previsto e renovaram o apoio para USD 1,5 a 2 bilhões até 2030.

▪ Além disso, os governos do Brasil, Noruega e Peru, juntamente com a Parceria de Líderes Florestais e Climáticos (FCLP) e o Grupo de Financiadores da Posse Florestal (FTFG), lançaram o primeiro compromisso global sobre o reconhecimento da posse da terra na Cúpula Mundial de Líderes por meio do Compromisso Intergovernamental sobre Posse da Terra. Este é o primeiro compromisso global sobre a posse da terra por povos indígenas e comunidades locais, que visa reconhecer e fortalecer coletivamente os direitos de posse em 160 milhões de hectares — dos quais o Brasil se comprometeu a contribuir com pelo menos 59 milhões de hectares. O compromisso foi endossado por quatorze países.

▪ Ambos serão implementados ao longo de cinco anos.

- Fundo de Adaptação recebe milhões em novas contribuições

▪ Governos se reuniram para reconhecer a importância de fortalecer a resiliência global por meio de novas contribuições ao Fundo de Adaptação. As contribuições são destinadas diretamente à implementação da Nova meta coletiva quantificada sobre financiamento climático (New Collective Quantified Goal on climate finance/ NCQG), à medida que os países se uniram para elevar a adaptação e fornecer o apoio financeiro necessário para aqueles que estão na linha de frente das mudanças climáticas.

“A demanda nunca foi tão alta. Garantir recursos suficientes não é apenas sobre números, é sobre cumprir nosso mandato.”
— Washington Zhakata, Vice-Presidente, Conselho do Fundo de Adaptação.
“Não estamos mais no tempo das negociações, precisamos acelerar a implementação. Crescimento climático positivo, sustentado por financiamento sólido, é central.”
— Alice de Moraes Amorim Vogas, Diretora de Programas, COP30

- Bioeconomia como Motor de Desenvolvimento Socioeconômico e Conservação Florestal

▪ Após o lançamento dos Princípios da Bioeconomia durante as reuniões do G20, foi lançado hoje o Global BioChallenge para mobilizar investimentos de grande escala para crescimento baseado na natureza até 2028.

▪ Em 2025, a Presidência brasileira do G20 foi pioneira ao estabelecer a Iniciativa de Bioeconomia do G20 (GIB) e emitir os 10 Princípios de Alto Nível (10HLPs), que estabelecem diretrizes globais para o desenvolvimento da bioeconomia. O evento marca o lançamento oficial do Desafio da Bioeconomia – a uma Plataforma multissetorial de três anos destinada a transformar esses 10 Princípios em ações concretas e estabelecer uma visão comum para mercados de bioeconomia em todo o mundo, que protejam a natureza ao mesmo tempo, em que fortalecem a descarbonização e colocam pessoas e comunidades no centro da tomada de decisão.

▪ O Desafio da Bioeconomia é apoiado pelo Governo do Brasil, NatureFinance, BID, FAO, UNCTAD e WRI. Com metas até 2028, o Desafio aborda quatro lacunas sistêmicas: (i) a falta de parâmetros, métricas e indicadores de impacto internacionais para a bioeconomia; (ii) a necessidade de expandir instrumentos de financiamento e reduzir riscos; (iii) mercados de bioeconomia emergentes; e (iv) ferramentas para ampliar os impactos positivos nas comunidades e territórios.

“Esta é uma mensagem de esperança que precisamos transformar em ação, uma mensagem capaz de criar um novo ciclo de prosperidade. Graças aos membros que sustentarão esse desafio como uma aliança global, a bioeconomia abriu caminho para uma transição justa e para a prosperidade necessária para alcançar as metas de 2030. Essa abordagem introduz um novo método de produzir bens e serviços, proteger o território e criar um ciclo de prosperidade renovada. Sei que pode soar ingênuo e romântico, mas estou animada e esperançosa de que isso se tornará realidade.”
— S. Exa. Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Brasil

- Lançamento da Coalizão para Ampliar o JREDD+

▪ Com base nos avanços em países como Guiana, Costa Rica e Gana, a Coalizão para Ampliar o JREDD+ foi lançada na COP30, unindo governos, povos indígenas, investidores e sociedade civil para direcionar financiamento à proteção florestal em escala. Em vez de financiar projetos individuais, essa abordagem remunera estados, províncias ou países inteiros por reduções mensuráveis no desmatamento – criando incentivos estáveis e de longo prazo para manter as florestas em pé.

▪ A Coalizão inclui países tropicais (Costa Rica, Etiópia, Gana, Guiana, Quênia), nações doadoras (Reino Unido, Noruega, Cingapura), grupos indígenas (Grupo Indígena Peru), grandes organizações de mercado de carbono (Emergent, Verra, ART, South Pole) e outras organizações da sociedade civil.

▪ Essas iniciativas apoiam diretamente o Roteiro de Financiamento Florestal, endossado por 36 governos que representam 45% da cobertura florestal mundial e 65% do PIB global. O roteiro busca fechar o déficit anual de USD 66,8 bilhões para proteção e restauração de florestas tropicais. O JREDD+ sozinho pode mobilizar entre USD 3 e 6 bilhões por ano até 2030.

- Integração da Gestão do Fogo para Prevenção Coordenada

▪ Por meio do Chamado à Ação endossado por 61 países durante a Cúpula de Líderes de Belém, o Brasil definiu a visão da prioridade política de esforços coordenados de prevenção na gestão integrada de incêndios ao nível global.

▪ Hoje, os parceiros  apresentaram o caminho para o cumprimento do compromisso: o Centro Global de Gestão de Incêndios, sediado pela FAO, a “Gestão Integrada de Incêndios e Resiliência a Incêndios Florestais”. Seu objetivo é fortalecer a resiliência a incêndios florestais em todo o mundo, expandindo o compartilhamento de dados, a capacidade da comunidade, a liderança do conhecimento indígena e os sistemas de alerta precoce, servindo, em última instância, para proteger milhões de hectares.

▪ O Centro pretende alcançar mais de 5.000 profissionais por meio de plataformas de aprendizagem e apoiar mais de 10.000 indígenas e detentores de conhecimento local em atividades de GIF no território. Usando o GWIS, MapBiomas e outras plataformas regionais e globais para aprimorar sistemas de alerta precoce e avaliação de riscos, mais de 10 milhões de hectares estarão sob manejo de paisagens mais resilientes ao fogo até 2028.

- Motor de Investimento na Terra

▪ O Motor de Investimento na Terra ilustra a operacionalização do potencial da bioeconomia na geração de recursos para conservação florestal e da biodiversidade. A Mobilização de Capital para Soluções Baseadas na Natureza da COP30 Brasil já garantiu mais de USD 10 bilhões em compromissos para projetos florestais e de bioeconomia no Brasil até 2027, superando a meta inicial de USD 5 bilhões.

▪ Este é um exemplo de um pipeline de investimentos coordenado de um mercado em expansão no Brasil — que oferece um modelo para esforços globais de ampliação do financiamento para a natureza, com evidências de crescente dinamismo em outros grandes mercados.

- Bilhões comprometidos para agricultura e restauração de terras

▪ A Agenda de Ação da COP sobre Paisagens Regenerativas (AARL) anunciou no sábado um aumento nos investimentos para promover a produção, conservação e restauração, avançando em soluções integradas para oferecer sistemas agroalimentares resilientes. Mais de 40 organizações relataram mais de USD 9 bilhões em investimentos comprometidos, cobrindo mais de 210 milhões de hectares de terra, alcançando 12 milhões de agricultores em mais de 90 commodities e mais de 110 países até 2030, marcando um progresso significativo desde o lançamento da iniciativa na COP28.

▪ Este ano marca uma mudança da ambição para a implementação: investimentos quadruplicaram desde 2023, o primeiro Acelerador de Paisagem no Brasil já está demonstrando caminhos comercialmente viáveis para restaurar mais de 50 milhões de hectares no Cerrado e na Amazônia. Esses esforços são apoiados por parceiros como o Ministério da Agricultura do Brasil, o WBCSD, o BCG e importantes empresas do agronegócio e financiadores que estão alinhando políticas, sistemas de MRV e soluções de financiamento misto para acelerar a transformação regenerativa no terreno.

- Compromisso de Metano: Caminhos Adiante

▪ Hoje, o Relatório Global sobre a Posição do Metano 2025 marcou um momento significativo na aceleração da ação climática de curto prazo, destacando tanto os avanços alcançados quanto o esforço ainda necessário para cumprir o Compromisso Global do Metano. Embora novas políticas, regulações setoriais e mudanças de mercado já estejam reduzindo a projeção de emissões, ministros enfatizaram que somente a adoção completa de medidas de mitigação comprovadas e economicamente viáveis — a maioria já disponível nos setores de energia, agricultura e resíduos — pode fechar a lacuna remanescente até 2030.

▪ O relatório mostra que os planos nacionais de metano apresentados até agora poderiam gerar a maior queda sustentada nas emissões de metano da história, se plenamente implementados. No entanto, medições mais robustas, relatórios mais fortes e maior financiamento são urgentemente necessários para elevar a ambição nas principais economias. Líderes reiteraram que ação decisiva sobre metano está entre as formas mais rápidas e impactantes de proteger a saúde, fortalecer a segurança alimentar e manter 1,5 °C ao alcance. O evento de hoje mostrou que as ferramentas já existem, os benefícios são substanciais e os próximos cinco anos determinarão se os países conseguirão transformar ambição em reduções rápidas e sistêmicas.

“O Compromisso Global do Metano transformou ambição em progresso tangível. Em setores e continentes, países e empresas estão demonstrando que a redução do metano é possível — e traz ar mais limpo, economias mais fortes e um clima mais seguro. Nossa tarefa agora é ampliar essas soluções rapidamente, trabalhando juntos para manter 1,5 °C ao alcance e garantir um futuro mais saudável para nossas populações e nosso planeta.”
— Dan Jørgensen, Comissário Europeu de Energia e Habitação

Negociações:

- A Presidência da COP30 divulgou sua 11ª carta às Partes, delineando suas prioridades para os próximos dias. Leia a carta aqui.

Mobilização Global:

"Um em cada três pessoas vive em grande vulnerabilidade por causa das mudanças climáticas. Para elas, a mudança do clima não é uma ameaça distante, e ignorá-las é negar nossa humanidade comum. [...] Como guardiões da criação de Deus, somos chamados a agir com rapidez, fé e profecia, para proteger o dom que Ele nos confiou.”
— Papa Leão XIV, em mensagem aos bispos e cardeais do Sul Global participantes da COP30 no Brasil

- Liderança jovem ganha destaque na COP30:

▪ Programações voltadas à juventude ao longo do dia destacaram a crescente influência das novas gerações na governança climática global.

▪ No Pavilhão de Crianças e Jovens, a Campeã da Juventude pelo Clima, Marcele Oliveira, reuniu 30 crianças e jovens do Brasil e de outros países para “Do Escutar à Ação”, um diálogo que evidenciou como jovens vivenciam a crise climática e desejam moldar soluções — encerrando com um manifesto poderoso de jovens indígenas pedindo água limpa, rios livres de petróleo e respeito a todos os seres vivos.

▪ Em uma sessão ministerial sobre a Agenda de Ação da COP30, Marcele Oliveira, líderes da Agenda de Ação e representantes de organizações juvenis apresentaram maneiras práticas de ampliar contribuições da juventude nos esforços de implementação.

▪ Na Zona Azul, um Diálogo Intergeracional de Alto Nível trouxe crianças para uma conversa direta com líderes globais, incluindo Mary Robinson, Ana Toni e Hindou Oumarou Ibrahim, refletindo sobre a necessidade de políticas climáticas que protejam os direitos das crianças e as futuras gerações.

- Líderes indígenas compartilham estratégias comunitárias de adaptação climática na COP30:

▪ No Pavilhão Indígena, membros do Comitê Indígena de Mudanças Climáticas (CIMC) do Brasil realizaram um diálogo sobre como povos indígenas de diversas regiões do país estão desenvolvendo seus próprios planos de adaptação em resposta aos impactos climáticos crescentes. Palestrantes como Jânio Avalo, Suhyasun Pataxó, Sineia do Vale e Cristiane Julião discutiram a história e a estrutura do CIMC, suas contribuições ao planejamento nacional de adaptação indígena e experiências concretas, como as iniciativas pioneiras de adaptação climática em Roraima. Moderado pela pesquisadora Martha Fellows, o debate destacou como sistemas de conhecimento indígena, governança territorial e liderança jovem estão moldando soluções práticas e comunitárias para proteger vidas, culturas e ecossistemas em um clima em transformação.

Fonte: COP30

ÁRVORES NATIVAS DA MATA ATLÂNTICA


05/11/2022

Conheça a lista de espécies de árvores nativas da Mata Atlântica, considerado o segundo maior bioma depois do Bioma Amazônico

Considerada a segunda maior floresta do Brasil em tamanho, as árvores da Mata Atlântica ficam atrás apenas da Mata Amazônica.

É um bioma que foi extremamente devastado desde a colonização, restando apenas uma parte de mata nativa que está presente de forma espalhada na maioria dos estados brasileiros, sendo eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

O bioma das árvores da Mata Atlântica que antes chegava a ocupar cerca de 13% até 15% do território nacional, abrangia uma área de 1.315.460 km² de extensão, hoje ocupa apenas 12,5, e é classificada como uma vegetação em extinção.

Isso ocorreu devido às atividades agrícolas e agropecuárias e pela exploração industrial realizadas pelos homens ao longo dos anos, o que resultou no crescimento da área urbana, destruindo parte deste bioma.

Clima e vegetação

Por se tratar de um bioma que está localizado em várias partes do Brasil, as árvores da Mata Atlântica possuem vários tipos de clima, predominando o tropical úmido. Sendo composta também em partes, pelo clima subtropical úmido e o semiárido. De modo geral, este bioma caracteriza-se por possuir altas temperaturas durante o ano todo e elevados níveis de umidade. 

A vegetação das árvores da Mata Atlântica está relacionada com a diversidade climática de cada região, que são influenciadas por fatores como teor de oxigênio, iluminação, umidade e ainda temperatura.

Essa vegetação se caracteriza por espécies de árvores mais altas, com suas copas mais próximas umas das outras, formando um dossel que controla a quantidade de luz que irá atingir as árvores e as vegetações mais baixas. São comuns arbustos de pequeno porte, além de ervas e gramíneas, musgos e brotos, e também trepadeiras que se desenvolvem nos troncos das árvores. 

Sendo um bioma que recebe pouca luz, os solos da Mata Atlântica conseguem se manter úmidos por muito tempo, porém são, em sua maioria, pobres. Isto porque possuem altos níveis de acidez, pouco oxigênio e pouca profundidade, caracterizando solos de baixa fertilidade.

Porém, para as árvores da Mata Atlântica, existe decomposição das folhas das árvores mais altas, que geram grande acúmulo de matéria orgânica nos solos, abastecendo com nutrientes para as plantas e animais que necessitam da decomposição para sobreviver.


Conheça a principal lista de espécies características da Mata Atlântica:

Açoita Cavalo Miúdo (Luehea divaricata)
Araça Amarelo (Psidium cattleianum)
Babosa Branca (Cordia superba)
Café de Bugre (Cordia ecalyculata)
Canafistula (Peltophorum dubium)
Canela Amarela (Ocotea velutina)
Canela Guaica (Ocotea puberula)
Capixingui (Croton floribundus)
Carne de Vaca (Cletlra scabra)
Carobão (Jacaranda micrantha)
Casca D’Anta (Rauvolfia sellowii)
Castanha do Maranhão (Bombacopsis glabra)
Cedro Rosa (Cedrela fissilis)
Cereja do Mato (Eugenia involucrata)
Chuva de Ouro (Lophantera lactescens)
Embira de Sapo (Lonchocarpus cultratus)
Fedegoso (Senna pendula)
Fruta da Condessa (Rollinia mucosa)
Goiaba (Psidium guajava)
Grumixama (Eugenia brasiliens)
Guaçatunga (Casearia sylvestris)
Guajuvira (Cordia americana)
Guaramirim (Plinia rivularis)
Guarita (Astronium graveolens)
Ingá de Metro (Inga edulis)
Ingá Feijão (Inga marginata)
Jaboticaba sabará (Plinia trunciflora)
Jerivá (Syagrus romanzoffiana)
Juquiri (Mimosa regnellii)
Laranja de Macaco (Posoqueira latifolia)
Mamica de Porca (Zanthoxylum rhoifolium)
Maricá (Mimosa bimucronata)
Monjoleiro (Senegalia polyphylla)
Morototo (Schefflera morototoni)
Palmito Jussara (Euterpe edulis)
Pata de Vaca (Bauhinia forficata)
Pau Brasil Ornamental (Caesalpinia echinata)
Pau Cigarra (Senna multijuga)
Pau d’alho (Gallesia integrifolia)
Pau Ferro (Caesalpinia ferrea)
Pau Jacaré (Piptadenia gonoacantha)
Pessegueiro Bravo (Prunus sellowii)
Saboeiro (Sapindus saponaria)
Saguaragi (Colubrina glandulosa)
Tamanqueiro (Aegiphila sellowina)
Tucaneiro (Citharexylum myrianthum)
Urucum (Bixa orellana)


INCÊNDIOS NA AUSTRÁLIA AFETARAM QUASE 3 BILHÕES DE ANIMAIS, AFIRMA ESTUDO

Imagens de coalas e outros animais resgatados das florestas comoveram o mundo.
(Getty Images/AFP/P. Parks)

29/07/2020

Chamas que castigaram o país entre 2019 e 2020 atingiram 143 milhões de mamíferos, 2,46 bilhões de répteis, 180 milhões de pássaros e 51 milhões de batráquios, revela pesquisa encomendada pela ONG WWF.

Os incêndios florestais sem precedentes que devastaram a Austrália no fim de 2019 e começo de 2020 mataram ou desalojaram quase 3 bilhões de animais, de acordo com um relatório preliminar divulgado nesta terça-feira (28/07) por universidades australianas. Ambientalistas consideram esse um dos piores desastres para a fauna, na história moderna.

O estudo mostra que 143 milhões de mamíferos, 2,46 bilhões de répteis, 180 milhões de pássaros e 51 milhões de batráquios foram afetados pelos incêndios. O relatório, encomendado pelo fundo para a natureza WWF não especifica quantos animais podem ter morrido. No entanto, as perspectivas para os que escaparam das chamas "provavelmente não são grandes" devido à falta de comida, abrigo e proteção contra predadores, explicou Chris Dickman, um dos autores da pesquisa. Para tentar ajudar os que se salvaram, autoridades australianas chegaram a lançar alimentos de helicóptero para os animais.

Os resultados da pesquisa são preliminares, o relatório completo deve ser divulgado no próximo mês. Cientistas acreditam, no entanto, que a estimativa de 3 bilhões de animais afetados não deve mudar. "Os resultados provisórios são chocantes", comentou o diretor da WWF Austrália Dermot O'Gorman. "É difícil pensar em outro evento em outras partes do mundo, na memória humana, que tenha matado ou desalojado tantos animais", completou O'Gorman, destacando ser esta uma das "piores catástrofes da história moderna para a vida selvagem".

Um estudo anterior, divulgado em janeiro, estimava que cerca de 1 bilhão de animais pereceram em Victoria e Nova Gales do Sul, os estados mais atingidos pelo fogo. No entanto a pesquisa publicada nesta terça-feira é a primeira a avaliar zonas de incêndio em todo o território australiano, explicou a cientista Lily van Eeden, da Universidade de Sidney.

Os incêndios costumam acontecer na Austrália todos os anos, no fim do inverno no Hemisfério Sul. Porém os que a assolaram entre fim de 2019 e início de 2020 foram maiores, queimando 115 mil quilômetros quadrados de matas e florestas, matando 30 pessoas e destruindo milhares de casas.

Imagens de moradores percorrendo a fumaça e as chamas para tentar salvar animais como coalas e cangurus comoveram o mundo. Especialistas afirmam que secas prolongadas e mudanças climáticas provavelmente tornarão eventos como esse mais longos e « frequentes.

O fogo na Austrália também contribuiu para um dos maiores aumentos dos níveis de dióxido de carbono (CO2) registrados na atmosfera desde o início das medições, há mais de 60 anos, segundo o Departamento de Meteorologia do Reino Unido (Met Office). O governo destinou 2 bilhões de dólares australianos (cerca de 5,6 bilhões de reais) para a recuperação de áreas afetadas. Ainda assim, milhares foram às ruas  no começo do ano, por sua falta de ação no combate às mudanças climáticas e a forma como geriu a crise.

Fonte: Portal Deutsche Welle


TURISMO SUSTENTÁVEL É ATRAÇÃO NA AMAZÔNIA



18/04/2018

Thalita Ribeiro
Do Rota de Férias

Conhecer a cultura local, imergir na natureza e contribuir para o cuidado com o meio ambiente são características presentes no turismo sustentável. O hotel Jumas Amazon Lodge, localizado na cidade de Autazes, a cerca de 100 quilômetros de Manaus, é um dos estabelecimentos brasileiros que atuam nesse sentido para preservar a floresta e atrair hóspedes ligados em causas do gênero.

Estrutura e atividades no turismo sustentável

O Lodge conta com 21 bangalôs que resgatam a arquitetura dos ribeirinhas – povos que residem próximos a rios e têm a pesca artesanal como principal atividade de sobrevivência. Os quartos do Juma foram construídos sobre palafitas de 15 metros, em madeira, com cobertura de palha. Varandas deixam o ambiente naturalmente mais fresco, além de proporcionarem ampla vista para a natureza exuberante da Amazônia. A ideia é fazer o hóspede se sentir em uma luxuosa casa de árvore.

Acomodações do hotel – varanda com ampla entrada de ar e luz - Divulgação

No que se refere ao turismo sustentável, a rede de água que abastece os bangalôs é aquecida por painéis solares fotovoltaicos, responsáveis por converter a luz do sol em energia elétrica. A estrutura do hotel conta ainda com uma estação de esgoto própria, que foca na separação de resíduos – itens recicláveis e o que serve de adubagem para as plantas na região do estabelecimento.

A valorização da mãe de obra local é outro fator do turismo sustentável presente no hotel. Frutos locais, como cupuaçu, graviola, açaí, ingá e taperebá são usados na culinária. Para o almoço e o jantar, peixes frescos assados, como o tambaqui, tucunaré, dourado, matrinxã ou pirarucu, são servidos aos visitantes.

Projetos

O Juma Amazon Lodge mantém parceria com os biólogos Paulo José Sawaya e Carlos Eduardo Portes em um projeto que oferece uma imersão na vida da floresta a estudantes brasileiros e estrangeiros. Nele, os jovens participam de uma série de atividades que permitem interagir com o meio-ambiente e o povo da Amazônia, ribeirinhos e indígenas.

Grupo em passeio pela floresta - Divulgação

Observar pássaros na floresta, nadar com botos ou focar jacarés são algumas das experiências previstas. No programa, os estudantes conhecem a cultura e dançam com uma tribo indígena da etnia Dessana. A tribo fala a língua tucana e vive às margens do Rio Negro, em uma reserva pequena, próxima a Manaus.

Eles sobrevivem do turismo e do artesanato, e o hotel também promove outras ações com a comunidade local, como palestras educacionais e doação de livros.

EMBRAPA COLABORA PARA RECOMPOSIÇÃO FLORESTAL DO PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DOS VEADEIROS

Fernando Tatagiba (esquerda) recebe as mudas em tubetes ecológicos de Leonel Neto.

23/01/2018

Após incêndio devastador, que destruiu 26% de sua área, reserva se recupera com a ajuda de parceiros.

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Brasília, DF, doou ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no dia 17 de janeiro de 2018, aproximadamente 160 mudas e cinco quilos de sementes de quatro espécies nativas do Cerrado para colaborar com a restauração ecológica do Parque, uma das mais importantes unidades de conservação do Brasil, devastada por um incêndio em outubro de 2017, que destruiu 64 mil hectares, correspondendo a 26% de sua área total. Para se ter uma ideia, essa extensão equivale à metade da área do município do Rio de Janeiro.

            As sementes e mudas foram entregues pelo analista da Unidade Leonel Neto ao diretor do Parque, Fernando Tatagiba e abrangem quatro espécies: copaíba (Copaifera langsdorffii), ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus), jacarandá-caroba (Jacaranda cuspidifolia), gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium) e aroeira (Myracrodruon urundeuva).

            A doação das mudas de ipê-roxo, gonçalo-alves e jacarandá-caroba contou ainda com um diferencial, como explica Leonel. Elas foram plantadas em tubetes ecológicos feitos do fruto do jequitibá (Cariniana estrellensis), o que permite o plantio direto sem danos ao meio ambiente, por não utilizar plástico. Todo o processo de preparação das espécies doadas foi realizado em conjunto entre Leonel e a pesquisadora Antonieta Salomão.

            O diretor do Parque vê com bons olhos a parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia porque “representa o encontro entre a conservação ex situ (fora do local de origem) e in situ (no habitat das espécies vegetais), estratégias fundamentais e complementares de proteção dos recursos naturais do Cerrado”. O objetivo de Tatagiba é aprofundar a parceria com a Unidade, considerando a sua expertise em conservação de plantas. “As sementes de espécies nativas são fundamentais para os processos ecológicos responsáveis pela regeneração natural de ecossistemas degradados na Chapada dos Veadeiros”, complementa.   

Iniciativa terá continuidade e será estendida a outros parques de conservação

            A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia investe há mais de quatro décadas em pesquisas com recursos genéticos de plantas, animais e microrganismos. Recurso genético é a parte da biodiversidade que apresenta valor real ou potencial para a humanidade. O Brasil é privilegiado em relação a esses recursos, já que a sua biodiversidade compreende 20% de todas as espécies de plantas, animais e microrganismos do planeta, o que representa o maior patrimônio biológico do mundo.

            O objetivo é conservar e usar de forma sustentável esses recursos genéticos, em prol da segurança alimentar das gerações atuais e futuras. Para isso, os estudos envolvem várias etapas, que vão desde a coleta em todos os biomas brasileiros até a conservação em bancos genéticos.

            No caso de plantas, uma das prioridades da Embrapa é coletar espécies em áreas que serão sujeitas à degradação ambiental, como por exemplo, pela construção de hidrelétricas. Esse trabalho é feito de forma sistemática e muito do material genético coletado não chega até aos bancos genéticos ou às câmaras frias, nas quais as sementes são conservadas a longo prazo.

            “Nossa ideia é coletar as sementes, preparar as mudas que fazem parte desse sistema de conservação e entregá-las aos parques de conservação. Não apenas ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, mas a outros no Brasil”, explica Leonel, lembrando que muitas vezes, a palavra mais correta é “devolver” porque parte dessas variedades foram coletadas nas próprias reservas. É o caso do gonçalo-alves, uma árvore rústica de médio porte, cujas sementes foram coletadas na região da Chapada dos Veadeiros.


RESERVA NO AMAZONAS ZERA DESMATAMENTO E É CONSIDERADA MODELO NO PAÍS E NO MUNDO


05/09/2017 

Por Bianca Paiva - Agência Brasil

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, localizada às margens da BR-319, no Amazonas, é considerada modelo no país e no mundo. Além de zerar o desmatamento, o projeto desenvolvido na área tem promovido a geração de renda e a defesa da floresta pela comunidade local.

Na contramão do crescimento do desmatamento, a reserva vem registrando nos últimos anos redução das taxas de devastação. Os dados mais atualizados do governo federal são de 2015 e mostram que não foi registrado nenhum novo desmatamento. A redução é atribuída à implantação na área, em 2008, do primeiro projeto brasileiro de Redd, que significa Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa provenientes do Desmatamento. No mesmo ano, a iniciativa, idealizadas pela organização não governamental (ONG) Fundação Amazonas Sustentável (FAS), foi a primeira do país e do Continente Americano a receber um certificado internacional por desmatamento evitado.

No Dia da Amazônia, comemorado hoje (5), o coordenador do programa Soluções Inovadoras da FAS, Victor Salviati, fala sobre a reserva. “A gente desenvolveu vários estudos. A gente viu que se nada fosse feito, de 2008 a 2050, que é o nosso cenário, seriam desmatados quase 66% da área e seria emitido algo em torno de 189 milhões de toneladas de carbono. Esse desenho foi feito com três eixos para tratar os vetores do desmatamento: primeiro um investimento estruturante em geração de renda, programas comunitários e geração de emprego, o segundo, investimento em capacitação e educação formal e o terceiro, desenvolvimento científico e monitoramento”, explica.

Por meio do Redd, empresas nacionais e internacionais apoiam atividades de redução de desmatamento e de emissões na Reserva do Juma, que é um mecanismo financeiro para geração de créditos de carbono. Atualmente, o projeto beneficia 476 famílias, cerca de 2 mil pessoas, divididas em 38 comunidades em áreas remotas. De acordo com Victor Salviati, elas recebem apoio para produção, principalmente, de farinha, açaí, castanha e pesca artesanal e ainda um pagamento pelos serviços ambientais, por meio do Programa Bolsa Floresta.

“Além dos investimentos estruturantes, há os investimentos nas pessoas. A fundação acredita muito que a conservação da floresta está ligada às pessoas, são os guardiões da floresta. A gente dando oportunidade a essas pessoas de sonhar, dando educação de qualidade, infraestrutura produtiva, capacitação, comunicação e transporte, elas conseguem viver melhor. E quem vive melhor faz a melhor gestão desses recursos naturais”, afirma Salviati.

A Reserva do Juma foi criada em 2006 pelo governo do Amazonas e é gerenciada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Ela está situada em uma área de alto risco de desmatamento, no município de Novo Aripuanã, a 227 quilômetros de Manaus.

“Há um empoderamento dos benefícios da biodiversidade da unidade de conservação, tanto que eles estão sempre vigilantes. Sempre que há uma ameaça à integridade daquilo de que tanto zelam, eles acionam o órgão ambiental para fazer a fiscalização. Isso nos deixa muito satisfeitos com os resultados até aqui alcançados”, ressalta o secretário de Meio Ambiente, Antônio Stroski.

Rosângela dos Santos Ribeiro é moradora e representante da comunidade São Félix. Ela tem 47 anos, é casada, tem oito filhos e trabalha na cadeia produtiva da farinha. Dona Rosa, como é conhecida, tem muito orgulho de viver na reserva e de contribuir com a preservação da floresta.

“Aqui na nossa reserva (esse projeto) é muito importante, muito mesmo porque ajudou muitas pessoas financeiramente a cuidar de onde mora. Vieram muitos projetos para os jovens também. Isso daqui é nosso. A gente tem que cuidar. Eu me sinto bem morando na minha comunidade”, destacou a moradora.

A expectativa do projeto de Redd na Reserva do Juma é conter, até 2050, a emissão de aproximadamente 190 milhões de toneladas de gás carbônico e evitar o desmatamento de 366 mil hectares de floresta. Até 2015, cerca de 6 milhões de toneladas de gases de efeito estufa deixaram de ser emitidas na atmosfera por meio da iniciativa.

BRASIL TEM MAIOR DIVERSIDADE DE ÁRVORES DO PLANETA, DIZ ESTUDO INÉDITO

Digitalização de dados permitiu fazer levantamento inédito de espécies (Crédito: BGCI)

06/04/2017

Mark Kinver
Repórter de Meio Ambiente da BBC News

O Brasil é o país com a maior biodiversidade de árvores do mundo, aponta um levantamento inédito.

Há 8.715 espécies de árvores no território brasileiro, 14% das 60.065 que existem no planeta. Em segundo na lista vem a Colômbia, com 5.776 espécies, e a Indonésia, com 5.142.

Publicado no periódico Journal of SustainableForestry, o estudo foi realizado pela Botanical Gardens Conservation International (BGCI na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos, com base nos dados de sua rede de 500 jardins botânicos ao redor do mundo.

A expectativa é que a lista, elaborada a partir de 375,5 mil registros e ao longo de dois anos, seja usada para identificar espécies raras e ameaçadas e prevenir sua extinção.

Ameaça

A pesquisa mostrou que mais da metade das espécies (58%) são encontradas em apenas um país, ou seja, há países que abrigam com exclusividade, certas espécies - podem ser centenas ou milhares -, o que indica que estão vulneráveis ao desmatamento gerado por atividade humana e pelo impacto de eventos climáticos extremos.

Trezentas espécies foram consideradas seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 exemplares na natureza.

Também foi identificado que, com exceção dos polos, onde não há árvores, a região próxima do Ártico na América do Norte tem o menor número de espécies, com menos de 1,4 mil.

Trezentas espécies estão seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 
exemplares na natureza (Crédito: BGCI)

O secretário-geral da BGCI, Paul Smit, disse que não era possível estimar com precisão o número de árvores existentes no mundo até agora porque os dados acabam de ser digitalizados.

"Estamos em uma posição privilegiada, porque temos 500 instituições botânicas entre nossos membros, e muitos dos dados não estão disponíveis ao público", afirma.

"A digitalização destes dados é o auge de séculos de trabalho."

Uma parte importante do estudo foi estabelecer referências e coordenadas geográficas para as espécies de árvores, o que permite a conservacionistas localizá-las, explica Smith.

Pesquisa mostrou que mais da metade das espécies de árvores são encontradas em um único país (Crédito: BGCI)

"Obter informações sobre a localização dessas espécies, como os países em que elas existem, é chave para sua conservação", diz o especialista.

"Isso é muito útil para determinar quais devemos priorizar em nossas ações e quais demandam avaliações sobre a situação em que se encontram."

Conservação

Entre as espécies em extinção identificadas pela BGCI está a Karoma gigas, nativa em uma região remota da Tanzânia. No fim de 2016, uma equipe de cientistas encontrou apenas um único conjunto formado por seis exemplares.

Base de dados será fundamental para conservar espécies, diz especialista 
(Crédito: KYLE DEXTER)

Eles recrutaram habitantes da área para proteger essas árvores e monitorá-las para que sejam alertados caso produzam sementes.

Assim, as sementes poderão serão levadas para jardins botânicos da Tanzânia, o que abre caminho para sejam reintroduzidas na natureza depois.

A BGCI diz esperar que o número de árvores da lista cresça, já que cerca de 2 mil novas plantas são descritas todos os anos.

A GlobalTreeSearch, uma base de dados online criada a partir do levantamento, será atualizada toda vez que uma nova espécie for descoberta.

O que são agroflorestas e como um novo projeto ajudará a recuperar áreas degradadas da Amazônia

(Crédito:  Thaís Antunes)
19/09/2016

O programa Olhos da Floresta, da Coca-Cola Brasil, incentiva a agricultura familiar e a cadeia do guaraná no Amazonas, levando oportunidades de inclusão social, geração de renda e uso racional dos recursos naturais na região. Lançado em maio em parceria com a ONG Imaflora, o programa vai oferecer apoio técnico à agricultura familiar para a adoção dos chamados Sistemas Agroflorestais (SAFs) — modelo alternativo de produção que combina culturas agrícolas e espécies florestais em um mesmo espaço, recuperando o bioma de áreas degradadas. O guaraná do Amazonas também será certificado, com a adoção de registros, controles e ferramentas de rastreabilidade ao longo de toda a cadeia, do plantio até o produto final.

O que são agroflorestas

No modelo de produção, espécies arbóreas, culturas agrícolas e pequenos animais convivem em harmonia. O cultivo de plantas de diferentes características promove a recuperação natural da floresta. Plantações de milho e mandioca, por exemplo, se desenvolvem mais rapidamente que as árvores e na presença de muito sol. Assim, preparam o ambiente para outras espécies, como bananeiras, palmeiras e árvores que, além de produzirem frutas e castanhas, capturam os nutrientes mais profundos do solo através de suas raízes. É um ciclo que impacta diretamente a conservação do solo e de microbacias. Com o tempo, animais e microrganismos voltam a essas áreas, aumentando a diversidade de espécies. Para os agricultores, o programa aumenta a geração de renda ao diminuir a monodependência, associando culturas de curto e longo prazos e permitindo a permanência dos trabalhadores no campo.

"Uma cadeia produtiva forte do guaraná, que fortaleça a agricultura familiar promovendo a inclusão social com o uso sustentável dos recursos naturais, responde não apenas aos desafios relacionados à nossa cadeia de fornecedores, mas também é uma condição para o desenvolvimento do interior do estado do Amazonas”, diz Pedro Massa, diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil. “Não existe empresa sustentável se as comunidades não forem sustentáveis. Esse é um projeto de todos nós", completa. 

O programa Olhos da Floresta prevê ainda ações, em parceria com o Imaflora, de estímulo a formas de organização social, construção dos referenciais técnicos para agricultura familiar e guaraná em oficinas e workshops, práticas de manejo agroecológico e estímulo à preservação da biodiversidade, além da atuação para o desenvolvimento de uma cadeia de preço justo e transparente.

A lenda do guaraná da Amazônia

O fruto do guaraná lembra muito o desenho dos olhos humanos e sua origem é cercada de lendas. A principal é sobre um casal de índios da tribo amazônica Maués, que, após muitos anos juntos, ainda não tinham filhos. Um dia eles pediram a Tupã (manifestação divida em forma de trovão) para dar a eles uma criança. Tupã, sabendo que o casal era merecedor da alegria, atendeu o desejo do casal trazendo a eles um menino, que cresceu belo e generoso.

No entanto, Jurupari, o deus da escuridão, que sentia inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, decidiu ceifar a vida do pequeno. Um dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. Ele se transformou em uma serpente venenosa e mordeu o menino, matando-o instantaneamente.

A triste notícia se espalhou rapidamente. No mesmo instante, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos.

Os índios seguiram o pedido da mãe e plantaram os olhos do menino. No lugar, cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, muito semelhante aos olhos humanos.



Sistema Coca-Cola Brasil devolve à natureza o dobro da água usada para produzir bebidas

Sistema Coca-Cola Brasil: para cada gota que usamos, devolvemos duas
(Crédito:  Divulgação)

29/08/2016

O Sistema Coca-Cola Brasil anunciou nesta segunda-feira (29/8) que passou a devolver à natureza o dobro da água que usa em seu processo produtivo, por meio de programas de reflorestamento e conservação de bacias hidrográficas e de eficiência e reúso nas fábricas. No Brasil, os programas já atingem mais de 103 mil hectares. 

O desempenho do Brasil contribuiu para que a The Coca-Cola Company e seus engarrafadores atingissem a meta global de repor no meio ambiente toda a água que utilizam na produção de suas bebidas. É a primeira empresa da lista das 500 maiores da revista Fortune a alcançar esse resultado. A meta global de reposição – anunciada também nesta segunda-feira em Estocolmo, durante a Semana Mundial da Água – estava prevista para 2020, ou seja, foi atingida em 2015 com cinco anos de antecedência.

Segundo uma avaliação global feita pela LimnoTech, consultoria internacional especializada em temas ambientais, auditada pela consultoria Deloitte e conduzida em associação com a organização não governamental The Nature Conservancy (TNC), o Sistema Coca-Cola no mundo devolveu à natureza um volume estimado em 191,9 bilhões de litros de água em 2015. A reposição do equivalente a 115% da água utilizada nas bebidas da Coca-Cola no ano passado foi feita por meio de projetos com comunidades.

Projetos beneficiam comunidades em 71 países

“Essa conquista representa um momento de orgulho para a Coca-Cola e os nossos parceiros.  Uma meta que começou com uma aspiração em 2007 é hoje uma realidade e um marco global em nosso plano para manter o crescimento do nosso negócio" , disse Muhtar Kent, CEO da The Coca- Cola Company. "Agora, cada vez que um consumidor bebe um produto Coca-Cola, pode ter certeza de que a empresa e seus engarrafadores estão comprometidos com o uso responsável da água hoje e amanhã. Estamos cientes de que o nosso trabalho responsável da água não acabou e permanecemos focados em explorar próximos passos para fazer avançar nossos programas de água e desempenho".

O Sistema Coca-Cola atingiu suas metas de reabastecimento de água por meio de 248 projetos de parceria em cerca de 2 mil comunidades de 71 países voltados ao acesso seguro à  água, à proteção de bacias hidrográficas e da água para uso na produção. Em muitos casos, os projetos também têm o objetivo de dar acesso a saneamento e educação, de ajudar a melhorar os meios de subsistência locais, auxiliar as comunidades na adaptação às alterações climáticas, elevar a qualidade da água, aumentar a biodiversidade e engajamento político e conscientização dos desafios relacionados à oferta de água. Mas estes projetos não são contabilizados – não entram no cálculo de reposição da Coca-Cola.

Bolsa Floresta permite retenção de água na Bacia Amazônica

Entendendo a importância da Bacia Amazônica para o balanço hídrico do país, desde 2009 a Coca-Cola Brasil apoia o Programa Bolsa Floresta, desenvolvido pela Fundação Amazonas Sustentável. Com 40 mil beneficiários em 15 comunidades ribeirinhas, o programa reduziu em 75% o desmatamento das áreas mapeadas, com a garantia de renda para os participantes. A manutenção da “floresta em pé” permite atualmente a geração e a retenção da água na Bacia Amazônica.

No Sudeste, a Coca-Cola Brasil participa da Coalizão Cidades pela Água, uma iniciativa da TNC para restaurar e conservar matas ciliares de rios e nascentes que abastecem mais de 60 milhões de brasileiros, em 12 regiões metropolitanas. O projeto prevê ações nos estados de São Paulo (Bacias do Alto Tietê e dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Minas Gerais (bacia do Rio das Velhas) e Espírito Santo (do Rio Doce).

Além disso, o Sistema Coca-Cola Brasil, que reúne dez fabricantes, reduziu em 28% o volume de água necessário para produzir um litro de bebida, desde 2000. Nos últimos anos, foram feitos investimentos em linhas de produção para reaproveitamento da água do enxágue nas lavadoras de embalagens e reúso dos descartes nas estações de tratamento (ETA), entre outras medidas.

No mundo, o Sistema Coca-Cola anunciou em que aumentou sua eficiência hídrica global em 2,5% entre 2014 e 2015, chegando a uma redução total de 27% no volume de água necessário para produzir um litro de bebida.

Marco importante e novo padrão para outros usuários, diz WWF

Pedro Massa, diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil, frisa que a empresa continuará os esforços para aprimorar cada vez mais a gestão hídrica: “Trabalharemos permanentemente em boas práticas na gestão desse recurso, tão fundamental para sociedade e para o nosso negócio”, explica Massa. 

“Toda vida depende da água, mas menos de 1% da água do mundo é doce e acessível. Das geleiras aos estuários, devemos ser responsáveis por todo o sistema se esperamos garantir água para todos", disse Carter Roberts, presidente do World Wildlife Fund (WWF). "Isso significa que as parcerias fazem diferença. Este é um marco importante na contínua liderança da Coca-Cola na gestão da água e estabelece um padrão para outros usuários de água".

Sobre a The Coca-Cola Company

A The Coca-Cola Company (KO, na Bolsa de Valores de Nova Iorque) é a maior companhia de bebidas do mundo, atendendo a consumidores com mais de 500 marcas gasosas e não-gasosas. Liderado pela Coca-Cola, uma das marcas mais valiosas e reconhecidas do mundo, o portfólio da nossa companhia apresenta 20 marcas de US$ 1 bilhão, 18 delas com opções de baixa ou nenhuma caloria, incluindo:  Diet Coke, Fanta, Sprite, Coca-Cola Zero, vitaminwater, POWERADE, Minute Maid, Simply, Georgia, Dasani, FUZE TEA e Del Valle.  Globalmente, somos o fornecedor número 1 de bebidas gasosas, cafés prontos para beber, sucos e bebidas de sucos.  Por meio do maior sistema de distribuição de bebidas do mundo, consumidores em mais de 200 países saboreiam nossas bebidas a uma taxa de 1,9 bilhão de copos/dia.  Com um compromisso permanente com a construção de comunidades sustentáveis, nossa companhia está focada em iniciativas que reduzam nossa pegada ambiental, suportem um estilo de vida ativo e saudável, crie um ambiente de trabalho seguro e inclusivo para nossos associados e melhorem o desenvolvimento econômico das comunidades em que atuamos.  Juntamente com nossos parceiros fabricantes, estamos entre os 10 maiores empregadores privados do mundo, com mais de 700.000 associados no sistema.  Para informações adicionais, visite Coca-Cola Journey em www.coca-colacompany.com, siga-nos no Twitter em twitter.com/CocaColaCo, visite nosso blog, Coca-Cola Unbottled, em www.coca-colablog.com ou encontre-nos no LinkedIn em www.linkedin.com/company/the-coca-cola-company.

Sobre a Coca-Cola Brasil

O Sistema Coca-Cola Brasil é o maior produtor de bebidas não alcoólicas do país e atua em sete segmentos – água, café, chás, refrigerantes, néctares, sucos e bebidas esportivas – com uma linha de mais de 141 produtos, entre sabores regulares e versões zero ou de baixa caloria. Composto por 10 grupos parceiros de fabricantes, o Sistema emprega diretamente 69 mil funcionários, gerando cerca de 600 mil empregos indiretos. Entre 2012 e 2016, terão sido investidos R$ 14,1 bilhões, valor 50% superior ao dos cinco anos anteriores. O Sistema Coca-Cola Brasil está empenhado em incentivar iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades em que opera. Para isso, conta com uma plataforma de valor compartilhado, o Coletivo Coca-Cola, que já impactou a vida de mais de 130 mil pessoas por meio de toda a cadeia de valor da empresa.   


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