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SEMANA DO PAPAGAIO ALERTA PARA CONSERVAÇÃO

Papagaio-charão (Amazona pretrei)

19/04/2018

Combate ao tráfico de animais silvestres está entre os desafios para salvar as espécies. Iniciativas de proteção já apresentam resultados.

Lentamente, os papagaios ameaçados de extinção voltam a aparecer em vistosas revoadas nas florestas do sul de Santa Catarina. Eles são vistos na Mata Atlântica e também no Cerrado, no Pantanal e na Caatinga. Contribuem para o ressurgimento dos alegres e barulhentos bandos, projetos de conservação existentes há mais de 20 anos que, a partir de 2010, passaram a integrar o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Papagaios.

Rápidas são a destruição dos habitats dos papagaios brasileiros pela mudança de uso da terra e a atuação criminosa de traficantes de animais, dificultando ainda mais o trabalho de salvá-los nos quatro biomas. Mesmo assim, os projetos de conservação seguem implementando o Plano de Ação Nacional, com resultados expressivos. Recentemente, ganharam força com a criação do Programa "Papagaios do Brasil", realizado em parceria com a Fundação Grupo Boticário.

Na "Semana de Estudos para a Proteção dos Papagaios e demais Psitacídeos Brasileiros", instituída pela Secretaria de Biodiversidades dos Ministério do Meio Ambiente, uma extensa programação, que vai até o dia 20/04, busca alertar para a necessidade de conservação dos papagaios. Os principais desafios estão na conscientização das populações e no combate ao tráfico de silvestres, que só perde em dimensão para o de armas e o de drogas.

Já o que anima os pesquisadores é o excelente resultado alcançado pelo trabalho junto às populações humanas na região, a proteção de áreas naturais e as ações de combate aos traficantes de animais silvestres.

CHARÃO

Patrícia Serafini, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE), do ICMBio, dá como exemplo desses resultados, o Projeto Charão. "É uma experiência única poder ver revoadas de papagaios-charão, com centenas de milhares de indivíduos, na Floresta com Araucárias", relata. Ela visitou a Serra Catarinense para ver de perto o espetáculo da natureza, que ocorre nessa época do ano e motivou a criação da semana dos papagaios.

Nesta quarta-feira (18/04) e na sexta-feira (20/04), como parte da Semana, acontecem em São Paulo e no Paraná cursos de capacitação para agentes de fiscalização promovidos pelo Programa Papagaios do Brasil. A ideia é fortalecer as iniciativas de repressão ao tráfico de animais silvestres.

TRÁFICO

O papagaio-verdadeiro é o principal alvo dos traficantes, pois conta com a preferência do mercado de pets. Dócil e capaz de repetir frases com facilidade, é capturado aos milhares no seus período de reprodução, uma vez por ano. Seus filhotes e ovos são encomendados nas zonas rurais a preços irrisórios, o que garante o lucro ilegal dos traficantes de animais. Seu habitat se espalha pelas regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país. Livre na natureza é capaz de sobreviver e se reproduzir com facilidade. Preso, fica refém de uma alimentação inapropriada e de doenças que reduzem seus anos de vida.

O programa "Papagaios do Brasil" tem o foco nas espécies ameaçadas ou quase ameaçadas da lista nacional, o papagaio-charão, o papagaio-de-peito-roxo, papagaio-chauá, o papagaio-de-cara-roxa, o papagaio-moleiro e o papagaio-verdadeiro. Desses, o papagaio-de-cara-roxa já mudou de categoria na lista vermelha, saindo do grupo de ameaçados para o de "quase ameaçados". Até o dia 15 de maio, os pesquisadores estão realizando um censo nacional dos papagaios-de-peito-roxo.

Por: Paulenir Constâncio/ Ascom MMA

EMBRAPA COLABORA PARA RECOMPOSIÇÃO FLORESTAL DO PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DOS VEADEIROS

Fernando Tatagiba (esquerda) recebe as mudas em tubetes ecológicos de Leonel Neto.

23/01/2018

Após incêndio devastador, que destruiu 26% de sua área, reserva se recupera com a ajuda de parceiros.

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Brasília, DF, doou ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no dia 17 de janeiro de 2018, aproximadamente 160 mudas e cinco quilos de sementes de quatro espécies nativas do Cerrado para colaborar com a restauração ecológica do Parque, uma das mais importantes unidades de conservação do Brasil, devastada por um incêndio em outubro de 2017, que destruiu 64 mil hectares, correspondendo a 26% de sua área total. Para se ter uma ideia, essa extensão equivale à metade da área do município do Rio de Janeiro.

            As sementes e mudas foram entregues pelo analista da Unidade Leonel Neto ao diretor do Parque, Fernando Tatagiba e abrangem quatro espécies: copaíba (Copaifera langsdorffii), ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus), jacarandá-caroba (Jacaranda cuspidifolia), gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium) e aroeira (Myracrodruon urundeuva).

            A doação das mudas de ipê-roxo, gonçalo-alves e jacarandá-caroba contou ainda com um diferencial, como explica Leonel. Elas foram plantadas em tubetes ecológicos feitos do fruto do jequitibá (Cariniana estrellensis), o que permite o plantio direto sem danos ao meio ambiente, por não utilizar plástico. Todo o processo de preparação das espécies doadas foi realizado em conjunto entre Leonel e a pesquisadora Antonieta Salomão.

            O diretor do Parque vê com bons olhos a parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia porque “representa o encontro entre a conservação ex situ (fora do local de origem) e in situ (no habitat das espécies vegetais), estratégias fundamentais e complementares de proteção dos recursos naturais do Cerrado”. O objetivo de Tatagiba é aprofundar a parceria com a Unidade, considerando a sua expertise em conservação de plantas. “As sementes de espécies nativas são fundamentais para os processos ecológicos responsáveis pela regeneração natural de ecossistemas degradados na Chapada dos Veadeiros”, complementa.   

Iniciativa terá continuidade e será estendida a outros parques de conservação

            A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia investe há mais de quatro décadas em pesquisas com recursos genéticos de plantas, animais e microrganismos. Recurso genético é a parte da biodiversidade que apresenta valor real ou potencial para a humanidade. O Brasil é privilegiado em relação a esses recursos, já que a sua biodiversidade compreende 20% de todas as espécies de plantas, animais e microrganismos do planeta, o que representa o maior patrimônio biológico do mundo.

            O objetivo é conservar e usar de forma sustentável esses recursos genéticos, em prol da segurança alimentar das gerações atuais e futuras. Para isso, os estudos envolvem várias etapas, que vão desde a coleta em todos os biomas brasileiros até a conservação em bancos genéticos.

            No caso de plantas, uma das prioridades da Embrapa é coletar espécies em áreas que serão sujeitas à degradação ambiental, como por exemplo, pela construção de hidrelétricas. Esse trabalho é feito de forma sistemática e muito do material genético coletado não chega até aos bancos genéticos ou às câmaras frias, nas quais as sementes são conservadas a longo prazo.

            “Nossa ideia é coletar as sementes, preparar as mudas que fazem parte desse sistema de conservação e entregá-las aos parques de conservação. Não apenas ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, mas a outros no Brasil”, explica Leonel, lembrando que muitas vezes, a palavra mais correta é “devolver” porque parte dessas variedades foram coletadas nas próprias reservas. É o caso do gonçalo-alves, uma árvore rústica de médio porte, cujas sementes foram coletadas na região da Chapada dos Veadeiros.


Brasília sedia fórum que financia conservação do meio ambiente

Ações para o meio ambienteAções para o meio ambiente Santa Rosa / CC BY 2.0 / Flirck

03/11/2016

Fotógrafo Sebastião Salgado participa da abertura do evento

Quem diria que um grande contador de histórias no cinema iria se deixar encantar por um famoso plantador de sementes que, na luta para salvar a floresta do lugar onde nasceu, já conseguiu  recuperar mais de 7.500 hectares numa das regiões mais degradadas do Brasil e que, há um ano, foi palco do maior desastre ambiental de nosso país, no Vale do Rio Doce!

Era uma vez um rio...

E parte dessa triste história foi contada ontem (2), em Brasília, na abertura oficial da RedLAC, o maior fórum de representantes de fundos que financiam os mais importantes projetos de conservação do meio ambiente, na América Latina e no Caribe, pelo fotógrafo Sebastião Salgado, que, nas palavras do cineasta Fernando Meirelles, que também participou do primeiro dia do evento num painel sobre comunicação, é um grande contador de histórias.

Em sintonia com as palavras de  Fernando Meirelles, a secretária-geral do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), Rosa Lemos de Sá, responsável pela organização do  encontro, fala sobre a felicidade da escolha de Sebastião Salgado, para a abertura da RedLAC, e elenca as razões para isso.

Desde o início da década de 80, as mulheres sabem: têm voz no rádio brasileiro. Com mais de 30 anos dedicados à defesa dos direitos da mulher, o Viva Maria apresenta temas relevantes e entrevistas com personalidades que contribuem para a melhoria da vida da mulher. Em formato de programete, o Viva Maria é presença garantida na programação das Rádios EBC.

Apresentação e Produção: Mara Régia 
Produtor: Sandra Torres

Fonte: EBC

FUNDAÇÃO DIVULGA NOVOS DADOS SOBRE A MATA ATLÂNTICA NOS MUNICÍPIOS



11/11/2015

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lançam nesta quarta-feira (11/11), em Brasília, o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, com um balanço sobre a situação dos 3.429 municípios abrangidos pela Lei da Mata Atlântica. Os dados mais recentes mostram que Piauí, Santa Catarina e Minas Gerais concentram os municípios com maior conservação do bioma. Já o ranking do desmatamento é encabeçado por cidades do Piauí e Bahia. Com 4.287 hectares (ha), a cidade de Eliseu Martins (PI) lidera o ranking negativo (imagem acima), no período entre 2013 e 2014.

De acordo com os dados mais recentes do Atlas, quatro dos 10 municípios que mais desmataram a Mata Atlântica no Brasil no período 2013-2014 ficam em Minas Gerais – Estado que liderou o ranking do desmatamento por 5 anos consecutivos e que agora passa a primeira posição para o Piauí, conforme divulgado em maio pela SOS Mata Atlântica e pelo INPE. No mesmo período, por outro lado, o Piauí abriga os dois municípios com maior conversação de Mata Atlântica no país, Tamboril do Piauí e Guaribas, ambos com 96% de vegetação natural – que inclui, além das florestas nativas, os refúgios, várzeas, campos de altitude, mangues, restingas e dunas.

O estudo, com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, apresenta ainda um consolidado dos últimos 14 anos de monitoramento. Entre 2000 e 2014, Jequitinhonha (MG) foi a campeã de desmatamento, com 8.708 hectares, seguida pela também mineira Águas Vermelhas (6.543 ha) e pela catarinense Itaiópolis (5.805 ha).

Com base em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8, o Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma há 29 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de 3 hectares (ha). “Foram anos de trabalho para que pudéssemos consolidar uma base temática (mapa) que permite atualizações anuais consistentes. A possibilidade de o cidadão comum poder acompanhar a dinâmica da cobertura florestal do município onde reside é, sem dúvida, a materialização de uma intenção que tivemos no passado”, afirma Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo INPE.

Planos municipais da Mata Atlântica

Um dos instrumentos mais eficientes para que os municípios façam a sua parte na proteção da floresta mais ameaçada do Brasil é o Plano Municipal da Mata Atlântica, que reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, conservação, recuperação e uso sustentável da Mata Atlântica. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, reforça que o plano traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município. “Os Planos Municipais da Mata Atlântica materializam as leis do bioma Mata Atlântica. Com novas competências de gestão ambiental, o PMMA é importante para desenvolver políticas de meio ambiente localizadas, pois é uma legislação que pactua com a própria comunidade local e a sociedade, diferentemente das demais leis do país”, afirma Mario.

Confira os rankings nacionais:





Resultados por estado
Além da lista nacional, os rankings estão também divididos pelos 17 Estados situados na área do domínio da Mata Atlântica: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Confira os resultados por estado:


















Informações adicionais


- Para mais informações, entre em contato com a Fundação.

Apoie esta iniciativa e outros projetos da Fundação

Os projetos da SOS Mata Atlântica contam com o apoio de empresas e pessoas espalhadas por todo o país para serem realizados. Você também pode ajudar. Faça uma doação ou seja um filiado!



Brasil adere ao uso de drones para projetos de conservação ambiental



21/10/2015

Durante a Drone Show Latin America, a primeira feira de drones da América Latina que ocorrerá no Centro de Exposição Frei Caneca, em São Paulo, nos dias 28 e 29 de outubro, o WWF-Brasil defenderá o uso dos Veículos Aéreos Não Tripulados (os Vant’s, popularmente conhecidos como drones), para a conservação da natureza, devido principalmente a sua capacidade de coletar dados e imagens de alta resolução.

“Apesar dos muitos desafios, como o alto preço de equipamentos mais robustos, a falta de arranjos institucionais necessários para dar escala ao uso da tecnologia e a ausência de uma legislação específica com objetivo de conservação, os drones trazem oportunidades inovadoras para o mapeamento de áreas protegidas, monitoramento da biodiversidade, combate a incêndios florestais, caça e exploração dos recursos naturais, bem como na coleta de dados científicos”, explica Marcelo Oliveira, analista de conservação do WWF-Brasil.

Para dar luz ao debate sobre o tema, Oliveira falará das aplicações da ferramenta mundo afora e, especialmente, da experiência do WWF-Brasil com o Projeto Ecodrones Brasil, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal de Goiás e outras organizações, no seminário “Drones em projetos de Meio Ambiente e Mineração”, que ocorrerá no segundo dia da Drone Show Latin America, às 11h.

O emprego de Vant’s para a conservação da biodiversidade já é reconhecido como uma estratégia bastante eficaz em alguns continentes, como África e Ásia. Na Austrália, um experimento de monitoramento do Dugongo – um tipo de mamífero aquático semelhante ao peixe-boi – foi feito com Vant’s e trouxe resultados mais rápidos, mais baratos e mais refinados do que o método tradicionalmente utilizado de enviar um grupo de pesquisadores a bordo de um avião.

A aplicação da tecnologia no cenário brasileiro ainda é tímida ou realizada de forma isolada, porque a lei que regulamenta seu uso não traz regras claras para este tipo de finalidade. No entanto, em setembro, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) iniciou uma série de audiências públicas para verificar a regulação do uso dos Vant’s em outras modalidades, por exemplo, para o uso recreativo.

“A iminente regulamentação do uso profissional dos drones e os altos investimentos para o desenvolvimento e uso dessa tecnologia em diferentes áreas da economia dão uma perspectiva de crescimento muito grande para esse mercado”, diz Emerson Zanon Granemann diretor da MundoGeo, empresa responsável pela realização da feira.

Aqui no Brasil, o WWF-Brasil lançou em julho deste ano o projeto Ecodrones Brasil, com foco principal nas Unidades de Conservação Federais, como Parques Nacionais e Reservas Extrativistas, respeitando os protocolos de operação e segurança. “O objetivo do projeto é contribuir com a construção de um cenário favorável para a utilização de Vant’s na questão ambiental no Brasil nos já nos próximos meses”, explica Oliveira.

A expectativa da organização da Drone Show Latin America é de que mais de 2 mil pessoas passem pela feira durante os dois dias. As inscrições para visitar o local ou participar dos cursos e seminários podem ser feitas pelo site www.droneshowla.com.br.

Sobre a feira

A Drone Show Latin América reunirá fabricantes, fornecedores, importadores, prestadores de serviços e técnicos, e terá uma programação com palestras, cursos e seminários sobre o mercado de drones no país. FT Sistema Aeronoves, XMobots, Santiago & Cintra Geo-Tecnologias, Drone Store, Sensor Map Geotecnologia, Hexagon, Skydrones e Flighttech são algumas das maiores empresas do setor que estarão presentes na feira apresentando em seus estandes o que há de mais novo para o mercado. Aos interessados em participar da DSLA, no site do evento (www.droneshowla.com.br) já é possível se cadastrar tanto para visitar como também para participar dos cursos e seminários.

Sobre a MundoGEO

A MundoGEO, fundada em 1998, é líder na América Latina em soluções integradas de mídia e comunicação para o setor geoespacial e de localização. A plataforma de conexão gera conteúdos nos idiomas português e espanhol para mais de 100 mil profissionais cadastrados em seus diversos canais, como a revista e portal MundoGEO e DroneShow, redes sociais, webinars e eventos, como o MundoGEO#Connect LatinAmerica e a feira DroneShow.

Fonte: MundoGEO.com

Mais de 250 pessoas participam do Seminário de Áreas Protegidas

Evento integra Semana da Primavera
Foto: Divulgação/PMPA

22/09/2015 

Mais de 250 pessoas participaram da abertura do 3º Seminário de Áreas Protegidas: Conservação, Biodiversidade e Proteção Jurídica na manhã desta terça-feira, 22. A atividade, que integra a 25ª Semana da Primavera, organizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), ocorreu no Auditório Mondercil Paulo de Moraes do Ministério Público do Rio Grande do Sul (av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, 3º andar). 

O evento apresenta aspectos inerentes à conservação dos ecossistemas, à biodiversidade e à gestão e proteção jurídica para cumprir com os propósitos do plano de manejo da unidade de conservação.  
 Estavam presentes na abertura o promotor de Justiça, Eduardo Viegas, representando o procurador geral de Justiça Marcelo Dorneles; o ex-secretário estadual de Meio Ambiente, José Alberto Wenzel; o ex-presidente da Agapan, Alfredo Ferreira; e o ex-diretor  do Jardim Botânico, Ivo Krauspenhar. 

O secretário da Smam, Mauro Moura, destacou a importância do seminário ao citar que a população pensa em meio ambiente muito mais em dias chuvosos como o de hoje. “Com as ruas alagadas, pensamos no porquê de se preservar áreas verdes protegidas. Esse é um dever do poder público, sem dúvida, mas a sociedade tem que estar comprometida com a manutenção destas áreas”.

A primeira palestra da manhã foi proferida pela bióloga Patrícia Witt, gestora da Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger, e organizadora do seminário. Patrícia  abordou “A importância das Unidades de Conservação da Natureza para a Conservação in situ da Biodiversidade”, apresentando importantes dados a respeito das áreas protegidas. “Hoje, no mundo, existem 114 mil áreas protegidas, num total de dois bilhões de hectares. Esses dados são de um levantamento de 2007, do World Database on Protected Areas, por isso, provavelmente, já tenhamos um número ainda maior”.

O seminário será realizado também durante toda  tarde, com término  previsto para as 18h. Após as palestras, está programado o lançamento do livro “Dividir para quê? Biomas do Brasil”, de Nurit Bensusan, e a entrega dos certificados. O seminário tem o apoio do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Universidade de Brasília e Instituto de Direito por um Planeta Verde.

A programação inclui as seguintes palestras:

-“A gestão da Informação em Unidades de Conservação – A experiência do SIG
Aílton Giovani – Geógrafo – Mandião do Departamento de Biodiversidade da Sema/RS

- “Unidades de Conservação e Planejamento Urbano:
É possível a compatibilização?”
Vanesca Buzelato Prestes – Procuradora do Município de Porto Alegre
Vice presidente da Região Sul do Instituto o Direito por um Planeta Verde

- “A atuação do município na defesa dos espaços ambientalmente protegidos”
Alexandre Burmann – Advogado - Supervisor da Supervisão do Meio Ambiente da Smam (Sumam)

- “Importância das Áreas Protegidas para a comunidade de insetos polinizadores”
Andreas Kohler – Biólogo – Coordenador do Curso de Biologia da Unisc

- “Novo Marco legal de acesso ao patrimônio genético e aos conhecimentos tradicionais: Uma oportunidade para as áreas protegidas ou não?”. 
Nurit Bensusan – Bióloga – Professora da Universidade de Brasília

- “Gestão da Fauna Silvestre no Rio Grande do Sul”
João Carlos Dotto – Biólogo – Coordenador do Setor de Fauna do Departamento de Biodiversidade da Sema/RS

Texto de: Aline Czarnobay
Edição de: Gilmar Martins

Fonte: SMAM















Fotos: Carlos Nascimento/Natureza e Paz
Tel: (51) 9160.2231


Paraná: Turismo pode estimular conservação da natureza e desenvolvimento econômico

Turismo pode estimular conservação da natureza e desenvolvimento 
econômico. Foto: Divulgação IAP

22/04/2015 

Os 29 parques estaduais abertos ao público tiveram, em 2014, cerca de 325 mil visitantes. O Governo do Estado quer ampliar e qualificar este número para que a visitação a estas unidades leve desenvolvimento às regiões e amplie a conservação da natureza. 

O projeto está sendo elaborado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos em conjunto com outras secretarias e instituições, como Planejamento, Esporte e Turismo, Administração, Paraná Projetos, Instituto Ambiental do Paraná. A primeira reunião do grupo foi nesta quarta-feira (22) e contou a participação do Ministério Público. 

A Secretaria do Meio Ambiente selecionou 14 parques estaduais para o projeto. A ideia é estudar e adotar modelos de gestão para cada parque, melhorar a infraestrutura interna e do entorno para o atendimento ao turista, produzir informações e reforçar a educação ambiental nas unidades. 

“Para que a ideia funcione é preciso ter um olhar regional, valorizar e preparar as comunidades próximas aos parques para que elas criem vínculos maiores com as unidades”, destacou o secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Soavinski. 

“Estamos diante de uma grande oportunidade para construirmos um projeto que ultrapasse o limite do lazer e provoque um efeito transformador na vida das pessoas destas localidades”, disse o secretário do Planejamento, Silvio Barros. 


A Importância da Fundação Zoobotânica para a Conservação do Meio Ambiente no RS

04/02/2015

Por *Arlete Pasqualetto

É inconcebível a hipótese de extinguir a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul – FZB/RS -, possibilidade divulgada pela mídia gaúcha na última semana, junto com a extinção ou privatização de outras fundações, autarquias e empresas de economia mista, com o objetivo de cortar gastos do governo do estado.

Em tempos em que se reivindica mundialmente mais cuidados com o meio ambiente, em que a natureza responde com secas e enchentes às agressões que lhe são impostas pela ganância do ser humano, não se pode cogitar a extinção da Fundação que se dedica ao conhecimento dos ecossistemas do Estado, subsidiando as políticas públicas de preservação e conservação da biodiversidade sul-riograndense, já tão ameaçada.

A FZB/RS, que é constituída de três órgãos executivos, o Museu de Ciências Naturais e o Jardim Botânico, em Porto Alegre, e o Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, é responsável pelo desenvolvimento de pesquisas científicas, estudos, projetos e atividades de educação ambiental que contribuem com a conservação da biodiversidade do território gaúcho.

O Museu de Ciências Naturais é Fiel Depositário de Componentes do Patrimônio Genético, uma das poucas instituições no Brasil credenciadas pelo Conselho do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente. Mantém cerca de 400.000 registros de plantas e animais tombados em suas coleções científicas, base de conhecimento da biodiversidade gaúcha. Através de convênios com a grande maioria das universidades gaúchas e do sul do Brasil, proporciona formação especializada a bolsistas e estagiários.

O Jardim Botânico, em seus 39 hectares, abriga coleções vivas representativas dos ecossistemas do estado, conservação de espécies endêmicas do RS e ameaçadas de extinção. Destacam-se, além das coleções especiais, o arboreto, o banco de sementes e o viveiro de mudas comercializáveis, com ênfase em espécies nativas do estado. O Botânico recebe, anualmente, milhares de visitantes e desenvolve um conjunto de atividades de Educação Ambiental direcionado ao público em geral, oferecendo visitas orientadas, principalmente ao público estudantil.

O Parque Zoológico mantém uma coleção de animais vivos, representantes da fauna nativa e exótica, que compõem um plantel de aproximadamente 1500 animais, de mais de 180 espécies, oriundos, em grande parte, de apreensões e retenções. Desenvolve atividades e pesquisas de manejo e conservação da fauna, contribuindo para a manutenção da biodiversidade. Recebe um público visitante de cerca de 500.000 pessoas por ano e promove programas de educação ambiental, visando informar, orientar, conscientizar e educar a comunidade quanto à preservação e proteção do meio ambiente.

Depois de um grande esforço no sentido de recuperar os órgãos que compõem a FZB/RS com a realização de concurso público, a aprovação do Plano de Empregos, Funções e Salários e recuperação física dos espaços, a Instituição está em plenas condições de desempenhar seu papel em prol da comunidade gaúcha.

*Arlete Pasqualetto é ex-presidente da Fundação Zoobotânica

Fonte: Sul21


ICMBio aprova Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Nordestina

02/07/2013 

INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

PORTARIA Nº 200, DE 1o DE JULHO DE 2013

Aprova o Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina - PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina, estabelecendo seu objetivo, objetivos específicos, período, articulador e procedimentos de implementação e supervisão.

O PRESIDENTE DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE - INSTITUTO CHICO MENDES no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Art. 21, inciso VII, do Anexo I do Decreto n° 7.515, de 08 de julho de 2011, que aprovou a Estrutura Regimental do Instituto Chico Mendes e pela Portaria nº 304, de 28 de março de 2012, da Ministra de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, publicada no Diário Oficial da União de 29 de março de 2012; 

Considerando a Instrução Normativa MMA nº. 03, de 27 de maio de 2003, que reconhece 627 espécies da fauna brasileira como ameaçadas de extinção, de acordo com seus anexos; Considerando a Resolução MMA-CONABIO nº 03, de 21 de dezembro de 2006, que estabelece metas para reduzir a perda de biodiversidade de espécies e ecossistemas, em conformidade com as metas estabelecidas no Plano Estratégico da Convenção sobre Diversidade Biológica; 

Considerando a Portaria Conjunta MMA/ICMBio nº. 316, de 09 de setembro de 2009, que estabelece os planos de ação como instrumentos de implementação da Política Nacional da Biodiversidade; 

Considerando a Portaria ICMBio nº. 78, de 03 de setembro de 2009, que cria os Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação do Instituto Chico Mendes e lhes confere atribuições; 

Considerando o disposto no Processo nº 02070.001037/2012-07, resolve: 

Art. 1º Aprovar o Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina – PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina.

Art. 2º O PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina tem como objetivo geral aumentar o conhecimento sobre as espécies foco e minimizar o efeito das ações antrópicas de forma a contribuir para a conservação das espécies de anfíbios e répteis contempladas no PAN da Mata Atlântica nordestina, em cinco anos. 

§1º O PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina estabelece ações de conservação para seis espécies de répteis e anfíbios ameaçadas de extinção, sendo três répteis: a serpente Bothrops pirajai, os lagartos Cnemidophorus abaetensis e Cnemidophorus nativo e três anfíbios Adelophyne maranguapensis e Adelophryne baturitensis e Agalychnis granulosa, anteriormente denominada Hylomantis granulosa.

§2º O PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina tem sua abrangência nos remanescentes da Mata Atlântica Nordestina, como foco em áreas consideradas prioritárias nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

§3º Para atingir objetivo geral previsto no caput, o PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina, com prazo de vigência até dezembro de 2017, possui os seguintes objetivos específicos:

I - Promover a manutenção, a ampliação e restabelecer a conectividade das áreas que incluem os hábitats das espécies contempladas no PAN;

II - Ampliar o conhecimento sobre a história natural, biogeografia e sistemática das espécies contempladas no PAN;

III - Promover a mudança na percepção das populações humanas sobre a importância biológica de répteis e anfíbios nas áreas estratégicas do PAN;

IV - Ampliar as parcerias entre os órgãos públicos, setor produtivo e sociedade civil organizada;

V - Reduzir os impactos negativos às espécies contempladas no PAN, causados pelo manejo inadequado dos recursos naturais.

Art. 3º Caberá ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN a coordenação do PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina, com supervisão da Coordenação Geral de Manejo para Conservação - CGESP da Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade - DIBIO.

Parágrafo único. O Presidente do Instituto Chico Mendes designará um Grupo Assessor para acompanhar a implementação e realizar monitoria e avaliação do PAN Herpetofauna da Mata Atlântica Nordestina.

Art. 4º O presente PAN será mantido e atualizado na página eletrônica do Instituto Chico Mendes.

Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

ROBERTO RICARDO VIZENTIN

Publicado no Diário Oficial da União nº 125, de 2 de julho de 2013, terça-feira, página 53.

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