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PROJETO TRANSFORMA RESÍDUOS DESCARTADOS E COMERCIALIZA EM BAZAR A PREÇOS POPULARES

27/12/2019

Quando eu estava andando pelas ruas de Salvador, fiquei observando um certo aparelho sendo colocado numa carroceria de um veículo, e logo percebi que tratava-se de vários materiais usados. Rapidamente capturei uma foto da instituição e telefone. 

Pesquisei pela internet para saber mais do projeto social e fiquei sabendo sobre a Economia Circular.

Segue a matéria na íntegra:


Móveis e outros objetos são recuperados e revendidos (Marina Silva/Correio)

Por Perla Ribeiro -  Correio 
Publicado em 13.08.2018

Economia circular é um dos temas do Agenda Bahia 2018

Até ser entrevistado para essa reportagem, o coordenador do projeto social Emaús Novos Alagados, Jerry Uilson Magalhães, nunca tinha ouvido falar em Economia Circular. O termo podia ser desconhecido para ele, mas Jerry coloca isso em prática há cinco anos. Todas as terças e quintas-feiras, dois caminhões saem da sede do projeto, em São João do Cabrito, no Subúrbio Ferroviário, e rodam a cidade para buscar objetos que seriam descartados.

Voltam carregados de tudo quanto é coisa: roupas, livros, brinquedos, móveis, TVs, som, geladeira, fogão... Algumas peças estão quebradas. Outras, só estão velhas. Mas, ali, nada se perde.  Assim como propõe a Economia Circular, eles transformam resíduos em produtos.

Por isso, tudo que é arrecadado vai parar em oficinas, onde, com auxílio de técnicos de diferentes áreas, jovens da comunidade aprendem a reparar os objetos e deixá-los prontos para ganhar um novo dono. Não é a toa que o slogan deles é: “O que não serve para você é útil para nós e a natureza agradece”. Depois de repaginados, os produtos são vendidos a preços populares em um bazar mantido na sede do projeto, que acontece todos os sábados, das 9h às 12h. 

Objetos doados são recuperados em oficina (Marina Silva / Correio)

A renda obtida ajuda a manter outras duas crias deles: uma creche comunitária, que atende a 30 crianças 6 meses a 4 anos e uma escola com 85 alunos do pré ao 5º ano. Com as doações eles conseguem fazer, em média, 40 vendas por semana. Após pagamento dos custos com as reformas e pagamento de pessoal, sobram entre R$ 3 mil a R$ 4 mil por mês para investir nos projetos educacionais. Isso é possível porque eles contam com uma rede de 200 a 250 doadores fixos e um número ainda maior de pessoas que fazem doações aleatoriamente.  

Segundo Jerry, as pessoas chegam até eles através de campanhas itinerantes e também da divulgação boca a boca. “O projeto surgiu de uma necessidade nossa. Já fazíamos isso, mas de forma esporádica, mas foi chegando coisas maiores e não tínhamos espaço, foi então que vimos a necessidade de criarmos algo mais estruturado”.

Saiba mais
Economia Circular:  Estabelece uma mudança na lógica de produzir, consumir e transformar resíduos em produtos. 
Ganhos ambientais: Redução de insumos (matéria- prima natural e energia), redução de resíduos
e emissões
Dose dupla

Se por um lado eles sentem que cumprem seu papel de ajudar esse mundo a ser mais sustentável, por outro, quem faz doações se sente recompensado duplamente. É que, além de saber que está colaborando para a redução de resíduos, se vêem livre de algo que não lhe servia mais e sem fazer muito esforço para isso. O único trabalho é  ligar no telefone do projeto (3401-5888) e agendar a coleta.

O administrador Dilson Moura Costa, 55 anos, por exemplo, é um dos colaboradores assíduo. “Sou um defensor da natureza, não gosto de jogar nada fora. É bom saber que o que não serve mais para mim vai ser recuperado e vendido para angariar recursos para a comunidade. Já fui lá conhecer, é um trabalho sério. Toda vez que tenho algo para doar, chamo eles”, diz. Na lista das doações entra beliche, máquina de lavar, micro-ondas, ferro de passar, armário de cozinha, discos, sobras de material de construção.

“Ao mesmo tempo que  contribuo com eles para que o objeto ganhe uma nova utilidade, também saio ganhando. Uma vez comprei um armário novo e, para desmontar o velho, teria que pagar R$ 150. Chamei, eles vieram, desmontaram e levaram o armário, que ainda serviu depois para outra pessoa. Todos ganhamos com isso”, destaca.

Quem também nunca ouviu falar de Economia Circular, mas tem tirado muito proveito dela, é a dona de casa Eliaci Santos Vera Cruz, 40 anos. Ela é uma das clientes assíduas do bazar realizado pelo projeto social Emaús Novos Alagados.

Eliaci conta que vai juntando todo dinheirinho que consegue guardar e, sempre que chega novidades, o pessoal avisa e ela vai conferir. “Já comprei colchão de casal, de solteiro, sofá. Minha casa toda é do bazar. E são coisas boas e semi-novas, que se fosse comprar em loja teria que pagar caro. Meu sofá de canto mesmo, todo mundo que vem aqui em casa  diz que é lindo, e eu fico me sentindo”, diz, com graça.

Para que serve a economia circular?
Ganhos sociais:   Oportunidades para novos postos de trabalho,  novos usos na cadeia produtiva, desperta o senso de comunidade, cooperação e participação, estimula o consumo compartilhado e não individualizado;
Ganhos econômicos:   Redução de perdas e desperdícios, geração de novos mercados por conta do valor dos recursos renováveis

Workshop reuniu especialistas e representantes da sociedade civil 
(Foto: Arisson Marinho/Correio)


Cidade pode receber centro de excelência

A Cátedra Unesco de Sustentabilidade quer criar um centro internacional de excelência em Economia Circular e Sustentabilidade e Salvador está entre uma das cidades cotadas para recebê-lo. A informação foi divulgada durante o workshop Economia Circular: Ecossistemas para as Cidades do Futuro, que aconteceu no seminário Sustentabilidade do Agora, no Fórum Agenda Bahia 2018, pelo professor da Ufba e pesquisador associado da Cátedra Unesco de Sustentabilidade, Paulo Gomes. “Para concretizar isso,  precisamos de apoios. Se juntarmos todos nesse propósito, a chance de acontecer será maior”.

No workshop, capitaneado por Adriana Campelo, diretora de Resiliência da prefeitura de Salvador e Chief Resilience Officer - CRO da iniciativa 100 Resilient Cities (100 Cidades Resilientes) da Fundação Rockefeller, especialistas trouxeram exemplos do que tem sido feito para alavancar a Economia Circular. “A gente precisa ser engenhoso, criativo, ver que recursos a gente pode usar”, disse Adriana.

Divididos em grupos, os participantes do workshop lançaram propostas para mudar a lógica de produção, consumo e transformação de resíduos na capital baiana (veja abaixo). Parte dessas ideias será incorporada ao Plano de Resiliência de Salvador, que tem precisão de ser lançado em dezembro.

Ideias propostas no workshop:
>>Tornar  a escola um espaço vivo para se pensar a Economia Circular
>>Regulamentação  das diretrizes para o fortalecimento da Economia Circular
>>Criação  de um comitê de sustentabilidade para fiscalizar as empresas
>>Estímulo  ao consumo de produtos de empresas que façam reciclagem ou reuso de embalagens
>>Implantação  de micro-centros de compostagem e reciclagem nos bairros de Salvador
>>Fomentar  projetos com foco em tecnologia de processamento de resíduos
>>Criação  de centros de logística reversa para o consumidor deixar objetos quando for comprar um novo

O subsecretário municipal da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), João Hersh destacou que Salvador gera 3 mil toneladas de resíduos por dia. “A cidade tem que começar a mudar a forma de lidar com isso. Todo material descartado pelo cidadão teria que retornar para o distribuidor, fornecedor ou indústria, numa lógica reversa. Mas para isso, é preciso que cada um assuma a sua responsabilidade nesse processo. Tem que haver engajamento setoriais” defendeu. 

Já o vice-diretor regional para a América Latina do C40, Ilan Cuperstein, foi mais além. Ele disse que há uma estimativa de que para cada quilo de resíduo que a gente descarta, são 70 quilos que estão sendo descartados com ele em toda a cadeia, desde o início da produção até o descarte geral. “Isso torna ainda mais crucial pensar em como não gerar resíduos e gerar recursos. É preciso parar de pensar em resíduos e pensar em gestão recursos”, defendeu.

Apesar de ponderar o impacto dos resíduos no meio ambiente, Cuperstein ressaltou que a Economia Circular não se resume a gestão de resíduos. “É uma mudança muito mais profunda de paradigmas, do que só olhar como uma  gestão mais eficiente dos resíduos. Apesar de que, uma gestão mais eficiente dos resíduos começa com uma mudança mais estrutural de como a cidade está organizada”. 

Já a gerente de Eficiência do Grupo Neoenergia, Ana Mascarenhas, citou o projeto Vale Luz, que troca resíduos por desconto na conta de energia. “Todo resíduo é passado para a cooperativa e é ela que paga o consumidor. A gente conseguiu que comunidades populares zerem a conta de luz”.

O Fórum Agenda Bahia 2018 é uma realização do CORREIO, com patrocínio da Revita e Oi, e apoio institucional da Prefeitura de Salvador, Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Fundação Rockefeller e Rede Bahia.

Fonte: Correio


BIKE VV TERÁ BICICLETAS ADAPTADAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA



27/07/2018

A iniciativa pretende inserir bicicletas adaptadas para pessoas com deficiência visual, física ou mental

O Projeto Bike VV será lançado com um bicicletário adaptado para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O número de bicicletas ainda não foi definido.

O projeto foi alvo de uma consulta pública onde mais de 400 munícipes puderam opinar diretamente no portal da Prefeitura de Vila Velha, na internet. A moradora de Itapuã, Adriana Mascarenhas, 41 anos, é deficiente visual e acredita ser essencial esta adaptação. “Não é apenas para o deficiente visual, mas para quem tem a mobilidade reduzida por algum outro problema,” afirma.

O projeto é abrangente em termos de sociedade e quer criar mecanismos para todos, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade (SEMDU), Antônio Marcus Carvalho Machado. “A bicicleta dupla permite este acesso, pois estas pessoas vão estar sempre acompanhadas. Elas também poderão ser utilizadas por casais ou mães com crianças”.

Os espaços públicos poderão ser inclusivos e palco também da acessibilidade por meio do Projeto Bike VV.

ESTAÇÕES

Atualmente o anel cicloviário de Vila Velha possui mais de 46 quilômetros de ciclovias, dos quais 20,5 quilômetros foram construídos em administrações anteriores do prefeito Max Filho. O anel interliga a orla ao Centro da cidade, passando pelas avenidas Darly Santos e Carlos Lindenberg, além dos ramais nos bairros. Inicialmente, as estações serão instaladas em locais onde há uma estrutura cicloviária, como na orla, Centro da cidade e na Glória.

Pelo sistema de compartilhamento, primeiro os usuários fazem um cadastro, depois retiram e devolvem as bicicletas utilizadas nos trajetos entre as estações. A utilização da bicicleta é tarifada depois de percorrido um período de gratuidade que ainda será definido.

Fonte:  Folha Vitória

MEIO AMBIENTE APROVA POLÍTICA DE INCENTIVO À RECICLAGEM



20/07/2018

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou projeto que cria a política de incentivo às atividades voltadas à reciclagem (PL 7535/17). O projeto, do deputado Carlos Gomes (PRB-RS), se baseia em três eixos: incentivos a projetos de reciclagem, a criação de um fundo para apoio e a emissão de títulos que financiem projetos de reciclagem.

O relator no colegiado, deputado Daniel Coelho (PPS-PE), apresentou parecer favorável ao texto, com três emendas. No projeto original, é proposto o Fundo de Apoio para Ações Voltadas à Reciclagem (Favorecicle) para captar e destinar recursos a projetos de reciclagem. Na alteração proposta pelo relator, ele define o Favorecicle como sendo de natureza contábil, para assegurar e destinar recursos exclusivamente a projetos de reciclagem e reuso de resíduos sólidos.

Daniel Coelho também prevê que os recursos do Favorecicle serão oriundos de doações, de renúncia fiscal, de convênios e de rendimentos das aplicações de fundo de investimento específico. No texto original, o fundo é composto apenas de recursos do Tesouro Nacional e de doações.

Diretrizes

Uma terceira emenda proposta por Coelho amplia a competência da Comissão Nacional de Incentivo à Reciclagem para que o colegiado também estabeleça diretrizes das políticas de incentivo à reciclagem.

O texto proposto também aumenta número de órgãos constituintes da comissão e prevê a participação do Ministério das Cidades, do Poder Legislativo e de representantes da academia. No projeto original a comissão deve acompanhar e avaliar os incentivos dados. E também prevê a participação dos ministérios do Meio Ambiente; do Trabalho e Emprego; da Indústria e Comércio; da Fazenda; e dois representantes do empresariado brasileiro; e dois representantes da sociedade civil.

Daniel Coelho explica que a reciclagem de resíduos sólidos constitui atividade ainda incipiente em nosso país, apesar do quantitativo cada vez maior de resíduos gerados pela atual sociedade de consumo.

“A pequena expressão da indústria da reciclagem reflete-se na inexistência de economia de escala, o que provoca elevação de custos e dificulta o crescimento do setor, num ciclo vicioso que é preciso interromper. Ora, é justamente para esse tipo de intervenção que se recomenda a atuação do Estado, em seu papel de indutor do desenvolvimento e incentivador de atividades econômicas de relevante interesse econômico e socioambiental”, explica o parlamentar.

Tramitação

O projeto, que tramita conclusivamente, ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira


A TRANSFORMAÇÃO PELA BIOECONOMIA



24/03/2018

Seminário apresenta tecnologias para inovar a economia brasileira

Com o objetivo de prospectar tecnologias para inovar a economia brasileira, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal e Embrapa realizam o seminário “A Transformação pela Bioeconomia”. O evento acontece na próxima segunda-feira (26), de 8h às 13 h, no auditório do Sebrae Nacional, em Brasília. O evento conta com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Sebrae e da empresa aceleradora de startups Techmall.

Durante o seminário, representantes de associações de produtores, empresários e instituições públicas que atuam com a bioeconomia e promovem o desenvolvimento sustentável no Distrito Federal apresentam “cases” com foco na temática. “A ideia durante o evento é fazer uma contextualização de como a Bioeconomia está sendo desenvolvida no Brasil e no Mundo. Faremos uma contextualização do tema e apresentaremos casos de sucesso”, salienta Igor Tokarski, Secretario de Meio Ambiente do Distrito Federal.

Entre as experiências de sucesso está o projeto “MOVER - Meu Óleo Vira Energia Renovável”, realizado pela Coorporativa da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), em parceria com a Embrapa Agroenergia e Ubrabio. A iniciativa visa promover e estimular a coleta do óleo de fritura usado no Distrito Federal e transformar o resíduo em biodiesel, combustível limpo e renovável. O MOVER será apresentado pelo Gerente de Gestão Ambiental Coorporativa da Caesb, Vladimir Puntel, e pelo Chefe Geral da Embrapa Agroenergia, Guy de Capdeville.

Estudos mostram que o descarte incorreto do óleo degrada o meio ambiente e gera impactos econômicos para o cidadão. De acordo com a Puntel, cerca de R$ 500 mil são gastos todos os anos para filtrar o óleo que é descartado no ralo. “As ações do projeto tem contribuído para conscientizar a população sobre o problema e reduzir o impacto ambiental”, comenta Puntel.

Guy de Capdeville, Chefe Geral da Embrapa Agroenergia, ressalta que a Unidade  tem se dedicado a projetos multidisciplinares de médio e grande portes, integrando sua equipe com foco em pesquisas para produção de químicos verdes e materiais renováveis, de forma a desenvolver soluções que possam substituir os produtos de origem fóssil por aqueles de origem renovável na visão da bioeconomia. “O MOVER, além de possibilitar o desenvolvimento de um combustível limpo, é também uma forma de mitigar o passivo ambiental decorrente do descarte do óleo no esgoto. A busca por soluções inovadoras e sustentáveis para consolidar a bioeconomia está entre as nossas prioridades”, explica.

O evento é destinado a empreendedores, pesquisadores, extensionistas, entidades de classe, representantes da iniciativa privada, estudantes e cooperativas. 

Serviço:

A Transformação pela Bioeconomia
Quando: 26 de março (segunda-feira), às 8 horas
Onde: Auditório do Sebrae Nacional – SGAS 605
Inscrições: As inscrições gratuitas podem ser feitas no dia do evento.

CORREDORES AGROECOLÓGICOS SÃO APRESENTADOS NO SUDESTE GOIANO



17/02/2018

Nos dias 27 e 28 de fevereiro, pesquisadores da Embrapa, representantes do movimento camponês e agricultores de Catalão e Silvânia (GO) vão promover a segunda edição do circuito de visitas técnicas em propriedades rurais da região Sudeste de Goiás – as Rotas Agroecológicas. O objetivo é demonstrar os corredores agroecológicos como estratégias para a produção de alimentos e sementes voltadas ao manejo da agrobiodiversidade e sustentabilidade de pequenas propriedades familiares.

As Rotas Agroecológicas são organizadas pela Embrapa Cerrados (DF), em parceria com a Associação Camponesa Nacional (ACAN) e Movimento Camponês Popular (MCP) e a Central de Associações de Minis e Pequenos Produtores Rurais do Município de Catalão (CAMPPRMC). As atividades integram o projeto “Corredores agroecológicos como estratégias para produção de alimentos e sementes, focados no manejo da agrobiodiversidade e sustentabilidade de pequenas propriedades familiares – Agrobio II”, liderado pela pesquisadora Cynthia Torres, da Embrapa Cerrados.

No dia 27, a Fazenda Corinalves, no distrito de Santo Antônio do Rio Verde, vai sediar as atividades. Serão apresentadas a estratégia do projeto Agrobio II, o corredor agroecológico, a produção de sementes agroecológicas e melhoramento participativo de milho e feijão, além da atuação e as estratégias do MCP. A visita será finalizada com uma roda de diálogo.

Já no dia 28, na comunidade Barrinha, em Silvânia, haverá visita técnica ao corredor agroecológico implantado na propriedade da família Carvalho Lima, também com uma roda de diálogo ao final.

As inscrições serão feitas no dia e local do evento. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (61) 3388-9891 e 3388-9832, ou pelo e-mail cerrados.eventos@embrapa.br.

Programação

27/02/18: Visita técnica à Fazenda Corinalves – Comunidade Olhos d’Água, distrito de Santo Antônio do Rio Verde, Catalão - GO

9h30 – Recepção e credenciamento dos agricultores – Técnicos da ACAN (Associação Camponesa Nacional)/ MCP (Movimento Camponês Popular)

10h30 – Boas vindas - Jamil Corinto e Lucimar Alves – agricultores associados ao MCP e ACAN e proprietários da Fazenda

· Estratégia do projeto Agrobio II – Cynthia Torres (Embrapa Cerrados)
· Produção de sementes agroecológicas e melhoramento participativo de milho e feijão – Altair Machado (Embrapa Cerrados)
· Atuação e estratégias do Movimento Camponês Popular – Sandra Alves (MCP e ACAN)

10h50 – Lanche: degustação de produtos de milho – variedade Sol da Manhã

11h – Início das visitas às experiências:
· Corredor agroecológico – Cynthia Torres e Jamil Corinto
· Programa de desenvolvimento de sementes agroecológicas de milho e feijão – Altair Machado

14h – Almoço e Roda de Diálogo

16h – Encerramento do dia

28/02/18: Visita técnica à propriedade da Família Carvalho Lima – Comunidade Barrinha, Silvânia - GO

10h30 – Boas vindas – Sra. Benedita Carvalho, Adair dos Santos Lima e Joselina Maria R. S. Santos – agricultores associados ao MCP e ACAN e proprietários da Fazenda

11h – Visita ao Corredor Agroecológico – Adair Lima e Cynthia Torres

13h – Almoço e Roda de Diálogo

15h – Encerramento


CIENTISTAS DA EMBRAPA E POPULAÇÕES TRADICIONAIS SE UNEM PARA UTILIZAR E, AO MESMO TEMPO, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE

 Mesa debateu a história e experiência das mulheres na luta por autonomia no campo 

06/12/2017

Projeto Bem Diverso, realizado em parceria pela Embrapa e PNUD, também ajudará a cumprir metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

Cientistas e povos tradicionais estão reunidos em Brasília de 05 a 07 de dezembro para trocar conhecimentos e compartilhar experiências e informações relacionadas a um mesmo objetivo: conservar a biodiversidade com o uso sustentável de espécies da Amazônia, Caatinga e Cerrado. Essa é a ideia central do Projeto Bem Diverso, uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), financiado com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF).

“Não há mais espaço para a ciência atuar sozinha. É preciso agregar o conhecimento científico ao tradicional”, afirma o líder do projeto, Aldicir Scariot, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Para Aldicir, o uso sustentável da biodiversidade só pode ser feito se forem respeitados e valorizados os meios de vida das populações tradicionais que vivem nos seis territórios de atuação do projeto, espalhados pelos recantos mais carentes de desenvolvimento do País: o Alto Rio Pardo (MG), o sertão do São Francisco (PE e BA), Sobral (CE), o Médio Mearim (MA), o Marajó (PA) e o Alto Acre (AC). “Afinal de contas, são eles os verdadeiros guardiões da biodiversidade”, diz Scariot.

E é de mãos dadas com essas populações que o projeto tem caminhado desde março de 2016, desenvolvendo atividades técnicas e capacitações em manejo sustentável, ações de restauração, levantamento de espécies, pesquisas socioeconômicas, estudos de tecnologia, cadeia de valor e mercado entre outras ações que um dia poderão ser transformadas em políticas públicas para melhorar a condição de vida das gerações futuras e garantir que as florestas continuem em pé.

“O projeto está fortemente alinhado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas”, lembrou Rose Diegues, oficial de programa da unidade de desenvolvimento sustentável do PNUD Brasil. Trata-se de uma agenda proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) que, se cumprida, poderá transformar o mundo para melhor até 2030.

“Há 12 unidades da Embrapa envolvidas neste grande projeto, que considero uma oportunidade única para envolver públicos, integrar experiências e levar inovação ao campo”, afirmou a pesquisadora Soraya Barrios, representante da Diretoria de Transferência de Tecnologia da Embrapa na abertura do Encontro Anual do Projeto Bem Diverso.

O que a gastronomia pode fazer para a biodiversidade

O jornalista, ambientalista e chef de cozinha Renato Smeraldi fez a palestra de abertura do evento. Autor de ensaios e livros sobre desenvolvimento, sustentabilidade, políticas públicas, Amazônia, florestas, viagem e gastronomia, Smeraldi compartilhou as experiências do Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade, do Instituto Atá (do famoso chef Alex Atala). Ele falou de temas como a inserção e valorização de produtos da biodiversidade brasileira pelo mercado.

“É preciso ter capacidade instalada nos territórios de onde são extraídos os produtos, como laboratórios que garantam questões sanitárias e a própria qualidade do produto”, disse.

Além de melhorar a infraestrutura dos locais de coleta, Smeraldi ressaltou a importância da formação periódica de pessoas para a criação e o desenvolvimento de produtos, da necessidade de serem ofertados mais espaços para o empreendedorismo e coworking e da socialização como forma de proteção do conhecimento tradicional. “Na hora em que a sociedade se apropria dos saberes, eles passam a ser reconhecidos e a ter autoria”, disse. “A própria marca é um exercício de reconhecimento coletivo”, concluiu.

Que o diga Luís Carrazza, diretor e fundador da Central do Cerrado, uma central de cooperativas que reúne 21 empreendimentos e comercializa mais de 220 produtos e artesanatos da biodiversidade do Cerrado. “O problema não é que falta mercado, mas que a produção e o mercado não se encontram”, disse Carrazza.

Em Juazeiro, na Bahia, parte desse problema já foi resolvido com a construção do Armazém da Agricultura Familiar, que vende os produtos da Central da Caatinga, fundada no ano passado. Talvez o único lugar do mundo onde se pode saborear uma autêntica “Cerveja de Umbú”.

E as mulheres, onde ficam?

Dados levantados pelo projeto Bem Diverso mostram que boa parte das atividades agroextrativistas no Brasil é realizada por mulheres. Sejam indígenas, quilombolas ou geraizeiras, a história e a experiência delas na luta por autonomia no campo ajudam na construção do conhecimento almejado pelo projeto.

“As mulheres ainda têm participação na economia 70% menor que os homens”, contou Ismália Afonso, que atua no Programa Gênero e Etnia do PNUD.

Mas o Bem Diverso quer mudar essa realidade e, por isso, estimula o protagonismo feminino por meio da capacitação e do empoderamento das mulheres.

“O que as mulheres precisam? De acesso ao crédito e ao mercado? Precisamos estar atentas às necessidades delas”, lembrou a pesquisadora da Embrapa Amapá Ana Margarida Euler.

A jovem Joaquina Malheiros, representante da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas, em Gurupá – PA (ATAIC) e do Grupo Mulheres em Ação, já sabe que se organizar e compartilhar conhecimentos com outras comunidades pode ser um dos caminhos para o empoderamento feminino.

O projeto Manejo Comunitário de Camarão de Água Doce, por exemplo, venceu o Prêmio FINEP Inovação em 2011 na categoria Tecnologia Social. “Somos extrativistas de açaí, coletoras de sementes, mulheres, mães, amazônicas e nortistas. Não temos nem internet, mas até as redes de televisão de outros países já vieram nos entrevistar”. Aos poucos, o mundo vai conhecendo e se encantando com o poder dessas mulheres.

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

MOVIMENTO COLETIVO LANÇA EDITAL DE R$ 1,5 MILHÃO PARA PROJETOS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO



13/11/2017

O Movimento Coletivo, plataforma de impacto social privado criada pela Coca-Cola Brasil, está lançando edital de Alimentação e Nutrição no valor total de R$ 1,5 milhão, a serem destinados a projetos de educação e conscientização nutricional, acesso à informação e acesso a alimentos saudáveis. O programa busca soluções transformadoras colaborativas para melhorar a nutrição dos brasileiros. As inscrições estão abertas até 17 de novembro no site.


“A Coca-Cola Brasil possui iniciativas em diversas áreas com impacto social. O Movimento Coletivo nasceu do diálogo com representantes de diversos setores da sociedade, que nos ajudaram a perceber uma oportunidade de direcionar nossos investimentos de uma forma diferente e mais transparente, mais focada em ações relacionadas à educação nutricional em colaboração com empreendedores que já atuam na área”, conta Andrea Mota, diretora de Categorias da Coca-Cola Brasil.

O edital de Alimentação e Nutrição tem o objetivo de impulsionar iniciativas que fortaleçam ações educativas e de ampliar o acesso a informações nutricionais e à alimentação saudável. Podem se inscrever universidades, empresas, ONGs, empreendedores, startups e desenvolvedores de soluções.

Raul Régis/Maker Brands

O Movimento Coletivo é uma plataforma de investimento em ações de impacto social nos temas que são prioridades tanto para a empresa como para o país. Lançado este ano, o programa já escolheu seis projetos, por meio do edital de Acesso à Água, com o objetivo de viabilizar soluções inovadoras para o acesso e tratamento de água para consumo.

Formado por profissionais renomados de diversos setores, o programa conta com um conselho independente externo, com caráter deliberativo, que vai estar envolvido em todas as etapas do processo de seleção. Saiba quem são os conselheiros do Movimento Coletivo.

Sobre Coca-Cola Brasil

O Sistema Coca-Cola Brasil é o maior produtor de bebidas não alcoólicas do país e atua em nove segmentos — água, café, chás, refrigerantes, néctares, sucos, lácteos, bebidas esportivas e à base de proteína vegetal — com uma linha de mais de 152 produtos, entre sabores regulares e versões zero ou de baixa caloria. Composto por nove grupos parceiros de fabricantes, o Sistema emprega diretamente 62,6 mil funcionários, gerando cerca de 600 mil empregos indiretos. Em 2017, serão investidos R$ 3,2 bilhões, 10% acima da média dos últimos cinco anos. O Sistema Coca-Cola Brasil está empenhado em incentivar iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades em que opera. Para isso, conta com uma plataforma de valor compartilhado, o Coletivo Coca-Cola, que já impactou a vida de mais de 175 mil pessoas por meio de toda a cadeia de valor da empresa.

Assessoria de Comunicação da Coca-Cola Brasil

Embratur e Meio Ambiente avançam na estruturação dos parques para o planeta

Ministro Sarney Filho e Vinicius Lummertz entre o secretário Ricardo 
Soavinski (MMA) e o assessor Marcelo Costa (Embratur)

01/11/2016

Potencial do Brasil em recursos naturais deve ser explorado para atrair turistas nacionais e estrangeiros

Uma conversa entre o presidente da Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo) e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, nesta quinta-feira (27) marcou a retomada do projeto “Parques para o Planeta”. A ideia é selecionar alguns dos principais parques naturais do Brasil, canalizar esforços governamentais para preparar a formatação de novas concessões e abrir as unidades para visitação, não só para turistas nacionais, mas para estrangeiros, em especial os dos países vizinhos.

“Temos um potencial enorme, temos dezenas de parques naturais deslumbrantes, que estão fechados à visitação. Porque não nos unirmos para superar os entraves e dar condições a esses parques para que recebam visitantes, respeitando, é claro, os limites ambientais?”, comentou Lummertz ao defender a retomada do projeto, que já havia sido apresentado ao Ministério do Meio Ambiente pelo Ministério do Turismo e a Embratur há alguns anos.

O ministro Sarney Filho se entusiasmou com a ideia e mobilizou imediatamente o Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Ricardo Soavinski, para montar um grupo de trabalho e tomar as providências para destravar barreiras burocráticas. “Entendemos que existe a questão do manejo sustentável dessas áreas. Mas muita coisa nesse campo está ultrapassada e não estamos falando em liberar integralmente reservas. Apenas definir certas áreas para que ali seja feita a visitação”, emendou Sarney Filho.

Ao Ministério do Meio Ambiente ficou a responsabilidade de definir 10 parques em todo o País para iniciar a experiência. Depois de preparar as áreas, inclusive quanto a eventuais questionamentos de ordem jurídica, a Pasta pretende abrir concessões para exploração comercial pela iniciativa privada. 

Durante o encontro, Lummertz sugeriu também uma ação coordenada entre a Embratur e o MMA, para mostrar o modelo a prováveis investidores em diversos países. “Podemos fazer road shows com o objetivo de buscar empresas que se interessem em participar das licitações para as concessões”, resumiu o presidente.

Sobre os Parques Naturais

O Brasil conta com 71 parques nacionais, visitados por 6 milhões de turistas em 2013. A receita foi de R$ 27 milhões em 2012. Apenas dois deles, o da Tijuca, onde está o Cristo Redentor, e o do Iguaçu, com as Cataratas, respondem por 70% do total de visitantes.

Fonte: Embratur

AÇÃO SOCIAL RETIRA MAIS DE 40KG DE LIXO EM PRAIA NO RS

Crédito: Greenpeace


24/09/2016

“A união faz a força” é um ditado popular bem conhecido e até motivo de alguns trocadilhos. Entretanto, acompanhar a ação voluntária onde mais de 300 pessoas se encontraram na praia Guarita, em Torres, Rio Grande do Sul é importante para revalidarmos a relevância da natureza colaborativa: 42 quilos de lixo, correspondente a 3.917 itens, foram retirados do local.

O evento aconteceu no último domingo (18), no Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, onde voluntários do Greenpeace em parceria com o Projeto Praia Limpa Torres e o Grupo de Estudo de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars) se encontraram para a 3ª edição do mutirão. Foram encontrados canudinhos de refrigerante, bitucas de cigarro, pedaços plásticos, pedaços de vidro e embalagens de alimentos.

A ação social teve início às 09h da manhã e teve a apresentação de palestras, workshops e mostras de projetos ambientais. Estas atividades foram realizadas pelos voluntários do Greenpeace, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Universidade Caxias do SUL (UCS).

Carolina Guimarães, uma das voluntárias do Greenpeace no município de Imbé, acredita no valor da consciência colaborativa e trabalhar coletivamente pelo meio ambiente: “Foi extremamente gratificante participar deste dia junto aos voluntários de outras cidades. Trabalhamos juntos, unindo o propósito de preservar nosso meio ambiente e o resultado foi essa grande ação de coleta e incentivo aos moradores de Torres”, relatou.

A iniciativa é de amplitude mundial e teve início pela ONG Ocean Conservancy, em 1980, acontecendo todos os anos desde então em mais de 100 países.

Fonte: Onda.com


O que são agroflorestas e como um novo projeto ajudará a recuperar áreas degradadas da Amazônia

(Crédito:  Thaís Antunes)
19/09/2016

O programa Olhos da Floresta, da Coca-Cola Brasil, incentiva a agricultura familiar e a cadeia do guaraná no Amazonas, levando oportunidades de inclusão social, geração de renda e uso racional dos recursos naturais na região. Lançado em maio em parceria com a ONG Imaflora, o programa vai oferecer apoio técnico à agricultura familiar para a adoção dos chamados Sistemas Agroflorestais (SAFs) — modelo alternativo de produção que combina culturas agrícolas e espécies florestais em um mesmo espaço, recuperando o bioma de áreas degradadas. O guaraná do Amazonas também será certificado, com a adoção de registros, controles e ferramentas de rastreabilidade ao longo de toda a cadeia, do plantio até o produto final.

O que são agroflorestas

No modelo de produção, espécies arbóreas, culturas agrícolas e pequenos animais convivem em harmonia. O cultivo de plantas de diferentes características promove a recuperação natural da floresta. Plantações de milho e mandioca, por exemplo, se desenvolvem mais rapidamente que as árvores e na presença de muito sol. Assim, preparam o ambiente para outras espécies, como bananeiras, palmeiras e árvores que, além de produzirem frutas e castanhas, capturam os nutrientes mais profundos do solo através de suas raízes. É um ciclo que impacta diretamente a conservação do solo e de microbacias. Com o tempo, animais e microrganismos voltam a essas áreas, aumentando a diversidade de espécies. Para os agricultores, o programa aumenta a geração de renda ao diminuir a monodependência, associando culturas de curto e longo prazos e permitindo a permanência dos trabalhadores no campo.

"Uma cadeia produtiva forte do guaraná, que fortaleça a agricultura familiar promovendo a inclusão social com o uso sustentável dos recursos naturais, responde não apenas aos desafios relacionados à nossa cadeia de fornecedores, mas também é uma condição para o desenvolvimento do interior do estado do Amazonas”, diz Pedro Massa, diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil. “Não existe empresa sustentável se as comunidades não forem sustentáveis. Esse é um projeto de todos nós", completa. 

O programa Olhos da Floresta prevê ainda ações, em parceria com o Imaflora, de estímulo a formas de organização social, construção dos referenciais técnicos para agricultura familiar e guaraná em oficinas e workshops, práticas de manejo agroecológico e estímulo à preservação da biodiversidade, além da atuação para o desenvolvimento de uma cadeia de preço justo e transparente.

A lenda do guaraná da Amazônia

O fruto do guaraná lembra muito o desenho dos olhos humanos e sua origem é cercada de lendas. A principal é sobre um casal de índios da tribo amazônica Maués, que, após muitos anos juntos, ainda não tinham filhos. Um dia eles pediram a Tupã (manifestação divida em forma de trovão) para dar a eles uma criança. Tupã, sabendo que o casal era merecedor da alegria, atendeu o desejo do casal trazendo a eles um menino, que cresceu belo e generoso.

No entanto, Jurupari, o deus da escuridão, que sentia inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, decidiu ceifar a vida do pequeno. Um dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. Ele se transformou em uma serpente venenosa e mordeu o menino, matando-o instantaneamente.

A triste notícia se espalhou rapidamente. No mesmo instante, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos.

Os índios seguiram o pedido da mãe e plantaram os olhos do menino. No lugar, cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, muito semelhante aos olhos humanos.



Sistema Coca-Cola Brasil devolve à natureza o dobro da água usada para produzir bebidas

Sistema Coca-Cola Brasil: para cada gota que usamos, devolvemos duas
(Crédito:  Divulgação)

29/08/2016

O Sistema Coca-Cola Brasil anunciou nesta segunda-feira (29/8) que passou a devolver à natureza o dobro da água que usa em seu processo produtivo, por meio de programas de reflorestamento e conservação de bacias hidrográficas e de eficiência e reúso nas fábricas. No Brasil, os programas já atingem mais de 103 mil hectares. 

O desempenho do Brasil contribuiu para que a The Coca-Cola Company e seus engarrafadores atingissem a meta global de repor no meio ambiente toda a água que utilizam na produção de suas bebidas. É a primeira empresa da lista das 500 maiores da revista Fortune a alcançar esse resultado. A meta global de reposição – anunciada também nesta segunda-feira em Estocolmo, durante a Semana Mundial da Água – estava prevista para 2020, ou seja, foi atingida em 2015 com cinco anos de antecedência.

Segundo uma avaliação global feita pela LimnoTech, consultoria internacional especializada em temas ambientais, auditada pela consultoria Deloitte e conduzida em associação com a organização não governamental The Nature Conservancy (TNC), o Sistema Coca-Cola no mundo devolveu à natureza um volume estimado em 191,9 bilhões de litros de água em 2015. A reposição do equivalente a 115% da água utilizada nas bebidas da Coca-Cola no ano passado foi feita por meio de projetos com comunidades.

Projetos beneficiam comunidades em 71 países

“Essa conquista representa um momento de orgulho para a Coca-Cola e os nossos parceiros.  Uma meta que começou com uma aspiração em 2007 é hoje uma realidade e um marco global em nosso plano para manter o crescimento do nosso negócio" , disse Muhtar Kent, CEO da The Coca- Cola Company. "Agora, cada vez que um consumidor bebe um produto Coca-Cola, pode ter certeza de que a empresa e seus engarrafadores estão comprometidos com o uso responsável da água hoje e amanhã. Estamos cientes de que o nosso trabalho responsável da água não acabou e permanecemos focados em explorar próximos passos para fazer avançar nossos programas de água e desempenho".

O Sistema Coca-Cola atingiu suas metas de reabastecimento de água por meio de 248 projetos de parceria em cerca de 2 mil comunidades de 71 países voltados ao acesso seguro à  água, à proteção de bacias hidrográficas e da água para uso na produção. Em muitos casos, os projetos também têm o objetivo de dar acesso a saneamento e educação, de ajudar a melhorar os meios de subsistência locais, auxiliar as comunidades na adaptação às alterações climáticas, elevar a qualidade da água, aumentar a biodiversidade e engajamento político e conscientização dos desafios relacionados à oferta de água. Mas estes projetos não são contabilizados – não entram no cálculo de reposição da Coca-Cola.

Bolsa Floresta permite retenção de água na Bacia Amazônica

Entendendo a importância da Bacia Amazônica para o balanço hídrico do país, desde 2009 a Coca-Cola Brasil apoia o Programa Bolsa Floresta, desenvolvido pela Fundação Amazonas Sustentável. Com 40 mil beneficiários em 15 comunidades ribeirinhas, o programa reduziu em 75% o desmatamento das áreas mapeadas, com a garantia de renda para os participantes. A manutenção da “floresta em pé” permite atualmente a geração e a retenção da água na Bacia Amazônica.

No Sudeste, a Coca-Cola Brasil participa da Coalizão Cidades pela Água, uma iniciativa da TNC para restaurar e conservar matas ciliares de rios e nascentes que abastecem mais de 60 milhões de brasileiros, em 12 regiões metropolitanas. O projeto prevê ações nos estados de São Paulo (Bacias do Alto Tietê e dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Minas Gerais (bacia do Rio das Velhas) e Espírito Santo (do Rio Doce).

Além disso, o Sistema Coca-Cola Brasil, que reúne dez fabricantes, reduziu em 28% o volume de água necessário para produzir um litro de bebida, desde 2000. Nos últimos anos, foram feitos investimentos em linhas de produção para reaproveitamento da água do enxágue nas lavadoras de embalagens e reúso dos descartes nas estações de tratamento (ETA), entre outras medidas.

No mundo, o Sistema Coca-Cola anunciou em que aumentou sua eficiência hídrica global em 2,5% entre 2014 e 2015, chegando a uma redução total de 27% no volume de água necessário para produzir um litro de bebida.

Marco importante e novo padrão para outros usuários, diz WWF

Pedro Massa, diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil, frisa que a empresa continuará os esforços para aprimorar cada vez mais a gestão hídrica: “Trabalharemos permanentemente em boas práticas na gestão desse recurso, tão fundamental para sociedade e para o nosso negócio”, explica Massa. 

“Toda vida depende da água, mas menos de 1% da água do mundo é doce e acessível. Das geleiras aos estuários, devemos ser responsáveis por todo o sistema se esperamos garantir água para todos", disse Carter Roberts, presidente do World Wildlife Fund (WWF). "Isso significa que as parcerias fazem diferença. Este é um marco importante na contínua liderança da Coca-Cola na gestão da água e estabelece um padrão para outros usuários de água".

Sobre a The Coca-Cola Company

A The Coca-Cola Company (KO, na Bolsa de Valores de Nova Iorque) é a maior companhia de bebidas do mundo, atendendo a consumidores com mais de 500 marcas gasosas e não-gasosas. Liderado pela Coca-Cola, uma das marcas mais valiosas e reconhecidas do mundo, o portfólio da nossa companhia apresenta 20 marcas de US$ 1 bilhão, 18 delas com opções de baixa ou nenhuma caloria, incluindo:  Diet Coke, Fanta, Sprite, Coca-Cola Zero, vitaminwater, POWERADE, Minute Maid, Simply, Georgia, Dasani, FUZE TEA e Del Valle.  Globalmente, somos o fornecedor número 1 de bebidas gasosas, cafés prontos para beber, sucos e bebidas de sucos.  Por meio do maior sistema de distribuição de bebidas do mundo, consumidores em mais de 200 países saboreiam nossas bebidas a uma taxa de 1,9 bilhão de copos/dia.  Com um compromisso permanente com a construção de comunidades sustentáveis, nossa companhia está focada em iniciativas que reduzam nossa pegada ambiental, suportem um estilo de vida ativo e saudável, crie um ambiente de trabalho seguro e inclusivo para nossos associados e melhorem o desenvolvimento econômico das comunidades em que atuamos.  Juntamente com nossos parceiros fabricantes, estamos entre os 10 maiores empregadores privados do mundo, com mais de 700.000 associados no sistema.  Para informações adicionais, visite Coca-Cola Journey em www.coca-colacompany.com, siga-nos no Twitter em twitter.com/CocaColaCo, visite nosso blog, Coca-Cola Unbottled, em www.coca-colablog.com ou encontre-nos no LinkedIn em www.linkedin.com/company/the-coca-cola-company.

Sobre a Coca-Cola Brasil

O Sistema Coca-Cola Brasil é o maior produtor de bebidas não alcoólicas do país e atua em sete segmentos – água, café, chás, refrigerantes, néctares, sucos e bebidas esportivas – com uma linha de mais de 141 produtos, entre sabores regulares e versões zero ou de baixa caloria. Composto por 10 grupos parceiros de fabricantes, o Sistema emprega diretamente 69 mil funcionários, gerando cerca de 600 mil empregos indiretos. Entre 2012 e 2016, terão sido investidos R$ 14,1 bilhões, valor 50% superior ao dos cinco anos anteriores. O Sistema Coca-Cola Brasil está empenhado em incentivar iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades em que opera. Para isso, conta com uma plataforma de valor compartilhado, o Coletivo Coca-Cola, que já impactou a vida de mais de 130 mil pessoas por meio de toda a cadeia de valor da empresa.   


BNDES e ISA assinam novo contrato do Fundo Amazônia



24/08/2016

São R$ 11,7 milhões para ações em mais de 24 milhões de hectares nas bacias hidrográficas do Xingu e a do Rio Negro, onde vivem 60 mil indígenas

Evento teve a presença do Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho

A diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Marilene Ramos, e a Coordenadora do Programa de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental - ISA, Adriana Ramos, assinaram, na manhã desta sexta-feira, 19, na presença do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e da presidente do Ibama, Suely Araújo, contrato no valor de R$ 11,7 milhões do Fundo Amazônia. Os recursos se destinam a implantar o Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do Parque Indígena do Xingu e elaborar Planos de Gestão Territorial e Ambiental para as Terras Indígenas da região do Alto Rio Negro e Yanomami. A assinatura aconteceu na Casa Brasil, no Pier Mauá, Porto do Rio.

A diretora Marilene Ramos ressaltou que o BNDES está fazendo uma revisão de suas políticas operacionais e que “a questão ambiental ocupa um lugar central nessa revisão”. O Ministro Sarney Filho, por sua vez, elogiou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Banco e pelo ISA, garantindo que o Ministério apoia e se une a todas as ações que têm por objetivo preservar o bioma da região amazonense.

Detalhes do projeto - O projeto aprovado será gerido pelo Instituto Socioambiental - ISA, com recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia, e contribuirá diretamente para promover planos de gestão com ênfase na proteção, recuperação ambiental e combate ao desmatamento na Amazônia. O ISA é uma associação civil sem fins lucrativos e se destaca como uma das principais instituições indigenistas do Brasil.

Os PGTAs são um instrumento participativo de planejamento da gestão territorial e ambiental de terras indígenas. Os planos contribuem para que as organizações indígenas possam sistematizar suas demandas, bem como fortalecer suas estruturas de governança local e canais de relacionamento com o Estado e organizações da sociedade civil.

O projeto do ISA é o quarto contratado pelo Fundo Amazônia de apoio à gestão territorial e ambiental de terras indígenas. A seleção ocorreu por meio de uma chamada pública, lançada em maio de 2014, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). 

O objetivo da chamada, que selecionou nove projetos, foi apoiar a elaboração e implementação dos PGTAs pelas comunidades indígenas, nas terras existentes no bioma Amazônia. 

No Parque Indígena do Xingu as ações envolvem, entre outras, o fortalecimento da governança e infraestrutura do parque, o monitoramento e vigilância, o apoio a iniciativas de projetos comunitários sustentáveis, inclusive geradores de renda. 

Na região do Alto Rio Negro e na terra indígena Yanomani serão elaborados PGTAs em sete áreas, abrangendo os estados do Amazonas e Roraima.

Estas ações abrangem mais de 24 milhões de hectares, onde vivem cerca de 60 mil indígenas de diferentes etnias, com língua, história e cultura próprias. 

Fundo Amazônia - Gerido pelo BNDES, o Fundo Amazônia foi criado em 2008 e conta com recursos de doações, atualmente no valor de R$ 2,5 bilhões, provenientes do governo da Noruega, do banco alemão de desenvolvimento KfW e da Petrobras. O Fundo Amazônia apoia 82 projetos que totalizam R$ 1,3 bilhão. Desses, R$ 131 milhões se destinam a 20 projetos implantados em comunidades indígenas, abrangendo uma área de aproximadamente 55% do território ocupado por elas na Amazônia. Do total de projetos do Fundo Amazônia, 41 são de ONGs, 21 com estados, 7 com municípios, 6 com o Governo Federal e 1 projeto internacional.

Novas Doações - O Fundo Amazônia deverá receber novos aportes de doações, anunciadas em 2015. A Noruega, maior doador do Fundo, destinará mais US$ 600 milhões, enquanto o governo da Alemanha, por meio de seu banco de desenvolvimento estatal, KFW, fará mova doação no valor de € 100 milhões.  

Fonte: BNDES


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