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Síntese Diária da COP30 – 15 de Novembro

15/11/2025

Dia 6: Sábado, 15 de novembro

Preparado pela Equipe de Comunicação da COP30

Áreas Temáticas de Foco: Energy, Industry, Transport, Trade, Finance, Carbon Markets, Non-CO₂ Gases

Resumo:

Construir as bases financeiras e éticas para uma transição justa

O Dia 6 da COP30 destacou que uma transição climática mais justa e mais rápida depende do alinhamento entre sistemas financeiros, fundamentos éticos e cooperação global. O dia mostrou como países, investidores, pessoas e comunidades estão começando a construir o ambiente propício necessário para destravar capital em grande escala, ao mesmo tempo, em que fundamentam a ação climática na equidade e na responsabilidade compartilhada.

As finanças ocuparam o centro das discussões, com reformas destinadas a mobilizar e direcionar capital para as linhas de frente da crise climática. O lançamento dos Princípios para Interoperabilidade de Taxonomias  — desenvolvidos com o SB COP, o IDFC e ministérios da Fazenda — avançou na interoperabilidade global de padrões de finanças sustentáveis, um passo crítico para mobilizar os USD 1,3 trilhões de dólares anuais previstos no Mapa do Caminho de Baku a Belém. Proprietários de ativos representando quase USD 10 trilhões se reuniram nesta semana para trabalhar com cientistas do clima, BMDs e governos em ações como recomendações para o relatório do Círculo de Ministros das Finanças e para implementação via o Roteiro, enfatizando a necessidade de foco nos setores de difícil descarbonização e nos EMDEs.

Brasil e o Fundo Verde para o Clima (GCF) fortaleceram a arquitetura de investimentos por meio de novas Plataformas de Países e de um Hub de Plataformas de Países, ampliando o planejamento coordenado e escalando trajetórias nacionais para financiamento climático e da natureza. A expansão da Coalizão de Solidariedade dos Passageiros Frequentes Premium e novos compromissos com taxas solidárias sinalizaram crescente impulso em torno de fontes inovadoras e equitativas de receitas para adaptação e perdas e danos.

Hoje, em Belém, milhares se reuniram para pedir justiça climática, proteção de territórios e ações governamentais mais fortes durante a Marcha Mundial pelo Clima, organizada pela Cúpula dos Povos e acompanhada por povos indígenas, jovens, movimentos sociais, comunidades tradicionais e trabalhadores.

Em conjunto, os resultados de hoje mostram que a COP30 está construindo as bases financeiras e éticas necessárias para acelerar a implementação e entregar uma transição justa, centrada nas pessoas e na economia real.

Ações e Resultados Notáveis:

Agenda de Ação:

- Avanço das Taxas de Solidariedade como Pilar do Financiamento Climático sem Endividamento

▪ Líderes na COP30 reafirmaram o crescente impulso global por taxas de solidariedade como ferramenta essencial para gerar financiamento climático justo, mais previsível e que não gere dívida. O evento destacou o fortalecimento do compromisso com a Coalizão de Solidariedade dos Passageiros Frequentes Premium e a divulgação de um novo relatório técnico detalhando o significativo potencial de receita das taxas em setores emissores e sub tributados, como transações financeiras, aviação, transporte marítimo e criptomoedas.

▪ Representantes de governos, instituições multilaterais e grupos de especialistas enfatizaram que taxas para passageiros frequentes têm enorme potencial de receita, incorporando o princípio do poluidor-pagador ao mobilizar recursos concessionais para adaptação, resiliência e perdas e danos — especialmente para países vulneráveis diante do agravamento dos impactos climáticos.

▪ A Coalizão agora inclui Benim, Djibouti, França, Quênia, Nigéria, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul e Espanha, e recebe Antígua e Barbuda, Brasil, Fiji e Vanuatu como observadores, reforçando o compromisso crescente com essa abordagem compartilhada, enquanto o evento apresentou fortes apelos para que mais países se juntem à coalizão até o fim da COP30.

“O lançamento da Coalizão de Solidariedade dos Passageiros Frequentes Premium prova que taxas solidárias podem sair do campo das ideias para se tornar realidade. Este é apenas o primeiro passo. Agora, conclamo mais países a se juntarem a nós na COP30 e transformarem esse impulso em mudança global duradoura.”
— Laurence Tubiana, Enviada Especial da COP30 para a Europa; Co-líder da Força-Tarefa Global de Taxas de Solidariedade

- Líderes Financeiros Traçam Caminhos para Operacionalizar o Roteiro de Baku a Belém e Entregar a Visão de USD 1,3 Trilhão

▪ A reunião ministerial de alto nível reuniu líderes climáticos, ministérios da Fazenda, BMDs, fundos climáticos e lideranças do setor privado em torno de um caminho compartilhado para destravar os USD 1,3 trilhões anuais previstos no Roteiro. Líderes, incluindo os presidentes da COP30 e COP29, o Secretário Executivo da UNFCCC Simon Stiell e o CEO da COP30, enfatizaram que entregar essa ambição depende de reformas coordenadas em financiamento de concessão, mandatos dos BMDs, estruturas domésticas de investimento, instrumentos financeiros inovadores e ecossistemas regulatórios fortalecidos — refletindo as cinco áreas prioritárias de ação do Relatório. Por meio de uma discussão orientada a resultados, participantes identificaram marcos concretos de implementação para a Presidência brasileira da COP30, posicionando o Roteiro como um plano catalisador para ampliar rapidamente o financiamento climático com mais velocidade, escala e impacto. Ao incorporar as recomendações do Círculo nas práticas institucionais e de mercado, o evento sinalizou uma clara mudança da visão para a entrega — usando o Roteiro como veículo unificador para mobilizar capital público, privado e misto necessário para cumprir as metas climáticas globais.

“Este é o início de uma era de verdade no financiamento climático”, disse Corrêa do Lago. “Para cumprir o Acordo de Paris mais rapidamente, a ação climática precisa estar integrada às reformas econômicas e financeiras reais. Com os 5Rs, o Roteiro transforma urgência científica em um plano prático de cooperação global e resultados.”
— Embaixador André Corrêa do Lago, Presidente da COP30

- 14 Novas Plataformas de Países Anunciadas, Lançamento do Hub de Plataformas de Países

▪ Na COP30, em um passo decisivo para alinhar apoio e investimentos globais com prioridades climáticas nacionais, 13 países divulgaram planos para desenvolver plataformas nacionais por meio do programa de prontidão do GCF. O evento também marcou o anúncio de um Hub de Plataformas de Países, integrating the COP30 Plan to Accelerate Solutions (PAS) integrando o Plano para Acelerar Soluções (PAS) da COP30 para conectar países a assistência técnica, conhecimento e financiamento, garantindo que sistemas de apoio globais respondam às necessidades nacionais, em vez de duplicar esforços.

▪ Country platforms support the implementation of the Relatório do Círculo de Ministros das Finanças da COP30. Os anúncios vieram de: Camboja, Colômbia, República Dominicana, Índia, Cazaquistão, Lesoto, Mongólia, Nigéria, Omã, Panamá, Ruanda, África do Sul e Togo.

“Saúdo o Brasil e Uganda por convocarem o Hub de Plataformas de Países. O Fundo Verde para o Clima (GCF) está ansioso para explorar oportunidades de apoiar esse esforço. Plataformas nacionais representam oportunidade estratégica para reunir governos, setor privado e parceiros de desenvolvimento em torno de um processo para identificar políticas e investimentos prioritários, além de alinhar financiamentos público e privado, internacional e doméstico.”
— Mafalda Duarte, Diretora Executiva do GCF.

- Primeiro Grupo de Proprietários de Ativos Apresenta Recomendações

▪ Nesta quarta, a COP30 reuniu a primeira Cúpula de Proprietários de Ativos na agenda oficial da COP.O evento reuniu cerca de 30 dos principais proprietários de ativos globais — incluindo fundos de pensão, seguradoras, e investidores soberanos — representando cerca de USD 10 trilhões em ativos. A sessão focou em soluções climáticas, incluindo setores difíceis de descarbonizar e EMDEs. Como resultado, os proprietários propuseram estabelecer uma Cúpula Permanente de Proprietários de Ativos da COP e sinalizaram compromisso em ampliar a parceria com o setor público rumo ao USD 1 trilhão necessário para atender ao NCQG.

- Iniciativa de Roteiro de Taxonomias para Avançar Interoperabilidade de Finanças Sustentáveis

▪  O Dia 6 apresentou os resultados do Roteiro para Avançar a Interoperabilidade e Comparabilidade de Taxonomias de Finanças Sustentáveis — lançado na COP29 em colaboração com SB COP e IDFC. O roteiro representa um esforço unificado entre governos e setores financeiro e privado para padronizar taxonomias e dados, um desafio central para expandir o financiamento sustentável. Foram apresentados os Princípios para Interoperabilidade de Taxonomias - o primeiro passo para uma linguagem comum em matéria de financiamento climático - e o Mapa de Taxonomia de Finanças Sustentáveis - ferramenta digital que permite comparar e analisar taxonomias entre jurisdições.

- Coalizão Aberta para Mercados de Carbono de Conformidade

▪ Representantes de governos se reuniram em mesa ministerial para avançar a Coalizão Aberta para Mercados de Carbono de Conformidade, agora com 18 apoios. Destacou-se que cooperação internacional fortalecida é essencial para melhorar transparência, integridade e eficácia desses mercados. O debate focou cooperação em sistemas de MRV, metodologias de contabilidade de carbono e uso de offsets de alta integridade. Países apoiadores incluem: Brasil, China, União Europeia, Reino Unido, Canadá, Chile, Alemanha, México, Armênia, Zâmbia, França, Ruanda, Andorra, Guiné, Nova Zelândia, Mônaco, Singapura e Noruega.

- Presidente da COP30 Abre os Trabalhos do Fórum Integrado sobre Mudança do Clima e Comércio (IFCCT)

▪ Hoje, o Presidente da COP30 abriu oficialmente os trabalhos do IFCCT, lançado na Cúpula do Clima de Belém em 7 de novembro como parte central da Agenda de Ação da COP30.

▪ A sessão contou com vice-ministros e chefes de delegação da China, Reino Unido, Austrália e outros países, além da OMC, ICC e outras organizações da sociedade civil e setor privado, e outras organizações da sociedade civil e do setor privado. O público manifestou forte apoio à iniciativa como plataforma para a colaboração em soluções concretas para reduzir os custos para os exportadores e reforçar o papel do comércio na ação climática. O Fórum responderá diretamente ao primeiro Balanço Global, promovendo a cooperação em um sistema econômico internacional aberto e solidário, capaz de alinhar o comércio e a ação climática para se reforçarem mutuamente.

- Declaração sobre o Custo Econômico da Inação Climática — Evento sobre Taxonomia — Evento de Alto Nível NGFS e BCB sobre Finanças para Sustentabilidade

▪ A Rede de Bancos Centrais e Supervisores para o Ecologização do Sistema Financeiro (Network for Greening the Financial System/ NGFS) Declaração sobre o Custo Econômico da Inação Climática, alertando para os riscos macroeconômicos e financeiros crescentes associados ao atraso nas ações climáticas. Representando 146 bancos centrais e supervisores, o NGFS enfatizou que os impactos climáticos agora representam ameaças iminentes à estabilidade financeira e exortou as instituições financeiras a integrar os riscos relacionados ao clima e à natureza por meio de análises de cenários robustas, padrões de divulgação e planejamento de transição.

“Nossos cenários mais recentes mostram que a mudança do clima não é mais um risco no horizonte, é um perigo iminente… É necessário um esforço de toda a economia para evitar severas disrupções e garantir estabilidade financeira.”
— Sabine Mauderer, Presidente do NGFS
“Gerenciar os riscos climáticos de forma eficaz não é apenas uma questão ambiental, é fundamental para construir resiliência financeira. Ao fazer isso, podemos contribuir para uma transição suave rumo a uma economia sustentável.”
— Sr. Fundi Tshazibana, vice-presidente do NGFS, vice-governador do Banco Central da África do Sul

- Grande Oportunidade para Reduzir metano e Outros Gases Não-CO₂

▪ O Super Pollutant Country Action Accelerator, anunciado durante a Cúpula de Líderes de Belém avançou com o lançamento do Plano para acelerar soluções (PAS), ajudando 30 países em desenvolvimento a reduzir gases super poluentes perigosos até 2030. O Acelerador começa com US$ 25 milhões destinados a sete países pioneiros: Brasil, Camboja, Cazaquistão, África do Sul, Indonésia, Nigéria e México. Reduzir esses poluentes é um dos caminhos mais rápidos para proteger simultaneamente a estabilidade climática, a saúde pública e o abastecimento de alimentos.

“À medida que chegamos ao final da primeira semana, observamos uma mudança significativa da ambição para a execução dentro da Agenda de Ação, enquanto governos, empresas, governos locais e regionais, povos indígenas e a sociedade civil aproveitaram o poder de articulação da COP30 para impulsionar soluções reais para uma economia mais resiliente e de baixo carbono.

114 Plans to Accelerate Solutions — desenvolvidos por coalizões em 30 Grupos de Ativação — foram publicados e já estão disponíveis no site da UNFCCC. Eles reúnem iniciativas existentes sob um mesmo guarda-chuva para cumprir objetivos específicos nos 6 eixos.

Eles detalham como empresas, investidores e comunidades estão trabalhando juntos para transformar ambição em implementação, acionando as alavancas da oferta, demanda, financiamento e política. E, nesta semana, os parceiros anunciaram um conjunto de ações imediatas para acelerar a implementação desses planos.”
— Dan Ioschpe, Campeão de Alto Nível da COP30
“Até agora, há um ambiente construtivo em Belém. É positivo que a presidência esteja mantendo um roteiro para a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis. A ciência mostra claramente que precisamos reduzir as emissões em 5% ao ano, a partir de agora, para ter qualquer chance de minimizar o overshoot e evitar a destruição dos sistemas de suporte à vida para bilhões de pessoas.”
— Carlos Nobre, renomado cientista brasileiro e membro do movimento guardiões Planetários (Planetary Guardians)

Negociações:

- As partes transferiram formalmente os rascunhos de decisões dos Órgãos Subsidiários para as principais trilhas de negociação, marcando a transição das negociações técnicas para as políticas e abrindo caminho para as decisões finais no fim da segunda semana.

Mobilização global:

- Brasil Apresenta Mobilização Nacional para Implementar o Código Florestal:

▪ Na Zona Verde, os governos federal e estaduais do Brasil, junto à Presidência da COP30, apresentaram os Mutirões do Código Florestal, um esforço nacional para acelerar a implementação prática do Código Florestal em propriedades rurais. A iniciativa oferece orientação técnica, apoio presencial para cadastro e correções no Cadastro Ambiental Rural, entrega de cadastros validados e orientações para o avanço dos Programas de Regularização Ambiental. Os participantes destacaram como o fortalecimento do cumprimento do Código Florestal aprimora a governança ambiental, apoia a produção rural sustentável e reforça as contribuições do Brasil para as metas climáticas.

- Lideranças Indígenas Pedem que Negociadores Climáticos Reforcem a Proteção das Florestas:

▪ Na Zona Azul, o Cacique Raoni e a delegação Mẽbêngôkre do Instituto Raoni realizaram um diálogo franco com negociadores climáticos na sessão “Florestas em Pé, Acordos, na Prática”. A conversa destacou saberes ancestrais e denunciou o descompasso entre as salas de negociação e as realidades enfrentadas pelas comunidades indígenas que protegem e guardam a floresta. Os participantes ressaltaram que compromissos sobre emissões, mercados de carbono e financiamento climático só têm significado quando se traduzem na proteção das florestas em pé e no reconhecimento da liderança indígena — sem isso, a ação climática permanece incompleta.

Fonte: COP30

Mundo atinge seu primeiro ponto de não retorno

© Shutterstock / Sabangvideo / WWF

13/10/2025

Mortalidade generalizada dos recifes de corais de águas quentes pode ser o primeiro ponto de não retorno ultrapassado

Por WWF-Brasil e WWF 

Com o aquecimento global prestes a ultrapassar 1,5 °C, o mundo enfrenta uma “nova realidade”, pois já atingimos o primeiro de muitos pontos de inflexão do sistema terrestre que causarão danos catastróficos, a menos que a humanidade tome medidas urgentes. Esta é a principal conclusão de um relatório histórico divulgado hoje (13 de outubro) pela Universidade de Exeter e parceiros internacionais. 

Lançado no dia em que a pré-COP começa em Brasília, onde negociadores dos países que aderiram ao Acordo de Paris têm a oportunidade de avançar no enfrentamento da crise climática, o segundo Relatório Global sobre Pontos de Inflexão traz um forte alerta: ele conclui que os recifes de corais de águas quentes, dos quais dependem quase um bilhão de pessoas e um quarto de toda a vida marinha, já estão ultrapassando seu ponto de inflexão. Está ocorrendo uma morte generalizada e, a menos que o aquecimento global seja revertido, os extensos recifes como os conhecemos serão perdidos, embora pequenos refúgios possam sobreviver e devam ser protegidos. 

Helga Correa, especialista em Conservação do WWF-Brasil afirma que o relatório é um lembrete contundente de que estamos ultrapassando os limites críticos do planeta. “A Amazônia, que ainda pode desempenhar um papel decisivo na regulação do clima global, está se aproximando perigosamente de um ponto de não retorno. A boa notícia é que ainda há caminhos para reverter essa trajetória, com políticas de conservação robustas, valorização dos povos da floresta e investimentos em restauração e um modelo de desenvolvimento inclusivo e sustentável".  

Segundo a especialista, o caminho para um futuro seguro e sustentável passa por abraçar os 'pontos de virada positivos', como a rápida adoção de energias limpas e a restauração de ecossistemas. "O trabalho com a Presidência da COP30 visa exatamente isso: criar uma cascata de mudanças positivas onde a inovação sustentável se torne a opção mais atraente e acessível. É fundamental que governos, empresas e a sociedade ajam juntos para que o Brasil maximize seu potencial em tecnologias verdes e promova essa transformação global."   

Para o Dr. Mike Barrett, consultor científico chefe da WWF-UK e coautor do relatório, as conclusões deste relatório são extremamente alarmantes: “O fato de os recifes de corais de águas quentes estarem ultrapassando seu ponto de inflexão térmico é uma tragédia para a natureza e para as pessoas que dependem deles para obter alimento e renda. Esta situação sombria deve servir como um alerta de que, a menos que ajamos de forma decisiva agora, também perderemos a floresta amazônica, geleiras e as correntes oceânicas vitais. Nesse cenário, estaríamos diante de um resultado verdadeiramente catastrófico para toda a humanidade. À medida que nos aproximamos das negociações climáticas da COP30, é vital que todas as partes compreendam a gravidade da situação e a extensão do que todos temos a perder se as crises climáticas e de biodiversidade não forem enfrentadas. As soluções estão ao nosso alcance. Os países devem mostrar coragem política e liderança para trabalhar juntos e alcançá-las.” 

O estudo mostra também que outros pontos de inflexão, como o derretimento irreversível das camadas de gelo polares, o colapso das principais correntes oceânicas e a morte da floresta amazônica, onde será realizada a COP30, estão perto de serem atingidos, o que ocasionaria riscos devastadores para as pessoas e a natureza. 

Elaborado por 160 cientistas de 87 instituições em 23 países, o relatório reforça o apelo para que os países diminuam o aumento da temperatura para evitar ultrapassar mais pontos de inflexão. Os cientistas alertam que cada fração de grau e cada ano acima de 1,5 °C são importantes. 

O professor Tim Lenton, do Instituto de Sistemas Globais da Universidade de Exeter, afirmou: “Estamos nos aproximando rapidamente de vários pontos de inflexão do sistema terrestre que podem transformar nosso mundo, com consequências devastadoras para as pessoas e a natureza. Isso exige uma ação imediata e sem precedentes dos líderes da COP30 e dos formuladores de políticas em todo o mundo.”  

O relatório também alerta que a característica abrupta e irreversível dos pontos de inflexão do sistema terrestre significa que eles representam um tipo diferente de ameaça em relação a outros desafios ambientais, e que as políticas e os processos de tomada de decisão atuais não são adequados para responder a eles. A ação global deve incluir a aceleração da redução das emissões e o aumento da remoção de carbono para minimizar o aumento excessivo da temperatura. Os impactos esperados dos processos de não retorno precisam ser considerados nas avaliações de risco, nas políticas de adaptação, nos mecanismos de perdas e danos e nos litígios de direitos humanos. 

A Dra. Manjana Milkoreit, da Universidade de Oslo, afirmou: “O pensamento político atual não costuma levar em conta os pontos de inflexão. Os pontos de inflexão apresentam desafios de governança distintos em comparação com outros aspectos das mudanças climáticas ou do declínio ambiental, exigindo tanto inovações na governança quanto reformas das instituições existentes. 

“Prevenir pontos de não retorno requer medidas de mitigação antecipadas que minimizem o pico da temperatura global, a duração do período acima de 1,5 °C e o tempo de retorno abaixo de 1,5 °C. Abordagens sustentáveis de remoção de dióxido de carbono precisam ser rapidamente ampliadas para alcançar esse objetivo.” 

Autores trabalham com presidência da COP30 em pontos de virada positivos 

O estudo aponta ainda ações para desencadear “pontos de inflexão positivos”, como a implantação de tecnologias verdes.  Nos dois anos desde o primeiro Relatório Global sobre Pontos de Inflexão, houve uma aceleração global radical em algumas áreas, incluindo a adoção de energia solar e veículos elétricos. Segundo os pesquisadores, pontos de inflexão positivos oferecem o único caminho confiável para um futuro seguro, justo e sustentável, afirma o relatório. Eles estão trabalhando com a Presidência da COP30 do Brasil para garantir que os pontos de inflexão estejam na agenda da cúpula. 

“Precisamos fazer mais e agir mais rapidamente para aproveitar as oportunidades positivas dos pontos de virada. Ao fazer isso, podemos reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa e afastar o mundo de pontos de não retorno catastróficos, rumo a um futuro próspero e sustentável”, alerta Tim Lenton. 

Os autores do relatório estão trabalhando com a Presidência da COP30 do Brasil na “Agenda de Ação” como uma plataforma para acelerar os planos de transição climática e desencadear mudanças auto-reforçadas em diferentes setores da agricultura à energia, das florestas às cidades, rumo a uma transformação global de baixo carbono e resiliente ao clima. 

O presidente designado da COP30 no Brasil, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou: “Como parte de uma mobilização global contra as mudanças climáticas, nosso ‘Mutirão Global’, a Presidência da COP30 convidou líderes comunitários, acadêmicos e cientistas para explorar o melhor da ciência disponível e da sabedoria ancestral sobre como nossas instituições podem ganhar exponencialidade na implantação de soluções e versatilidade na resposta à crise climática, inclusive por meio de capacidades ágeis, iterativas e adaptativas. Acolho o Relatório Global Tipping Points como uma resposta positiva e oportuna ao nosso convite. O relatório é uma evidência esperançosa e sóbria de que a humanidade ainda pode optar por mudar e evoluir em direção a um futuro seguro, próspero e equitativo.” 

O relatório destaca o progresso em pontos de inflexão positivos e oportunidades para uma cascata de mudanças positivas: 

Pontos de virada positivos já foram alcançados globalmente nas energias solar fotovoltaica e eólica, assim como na adoção de veículos elétricos, no armazenamento de baterias e nas bombas de calor nos principais mercados. Essas transições ainda podem ser aceleradas. A ação política coordenada em “pontos de superalavancagem” pode desencadear cascatas de pontos de inflexão positivos em setores interativos (por exemplo, energia, transporte e aquecimento), antecipando a inflexão em todos eles. Uma vez substituídas, é improvável que as tecnologias poluentes retornem, pois as novas opções são mais baratas e melhores. As atitudes sociais também estão mudando. A preocupação com as mudanças climáticas está crescendo globalmente e mesmo um pequeno número de pessoas pode influenciar a maioria. 

Mais pontos de virada positivos estão se aproximando em setores como o transporte de mercadorias. O Brasil, país anfitrião da COP30, tem grande potencial para produzir aço verde, hidrogênio verde e amônia verde, ajudando a impulsionar essas tecnologias cruciais em todo o mundo. Pontos de inflexão positivos podem restaurar rapidamente a natureza e a biodiversidade. A restauração do ecossistema pode devolver a saúde aos sistemas degradados, e a mudança para padrões mais sustentáveis de consumo e produção pode levar a pontos de inflexão nas cadeias de abastecimento de alimentos e fibras, acabando com o desmatamento e a conversão do ecossistema. 

Precisamos identificar e desencadear muitos mais pontos de virada positivos. São necessários melhores indicadores para compreender o potencial de inflexão. Uma vez identificados, os pontos de inflexão positivos são possibilitados ao tornar a inovação desejada a opção mais acessível, atraente e/ou com melhor custo-benefício. Governos, empresas, sociedade civil e indivíduos têm um papel a desempenhar. As pessoas compreendem a necessidade de mudança e apoiam a transição para um mundo mais limpo e saudável, desde que seja feita de forma justa. O sucesso pode depender de seguir um caminho de menor polarização. A Presidência da COP30 lançou um Mutirão Global (que significa “esforços coletivos”) para incentivar a ação climática em todo o mundo. 

Estudos de caso 

O relatório inclui estudos de caso sobre vários pontos de inflexão do sistema terrestre: 

Globalmente, os recifes de corais de águas quentes estão sofrendo uma mortalidade sem precedentes devido a repetidos eventos de branqueamento em massa. Com o aquecimento global atual em cerca de 1,4 °C, os recifes estão ultrapassando seu ponto de inflexão térmica (estimativa central de 1,2 °C, variação de 1 a 1,5 °C). Mesmo estabilizando o aquecimento em 1,5 °C, é praticamente certo (probabilidade superior a 99%) que os recifes de corais de águas quentes cheguem ao ponto de inflexão. Isso significa que os recifes de corais em qualquer escala significativa serão perdidos, a menos que a temperatura global retorne a um aquecimento de 1 °C ou menos, embora fragmentos de recifes possam ser preservados com ações de conservação que minimizem outros fatores de estresse humanos, como a pesca excessiva e a poluição. Avaliações de risco regionais e governança são urgentemente necessárias para se preparar para a crescente perda dos serviços ecossistêmicos prestados pelos recifes. 

O relatório conclui que embora o aumento da temperatura que provocaria o declínio generalizado da floresta amazônica devido a uma combinação de mudanças climáticas e desmatamento seja menor do que se pensava anteriormente, ele ainda se encontra na faixa de 1,5 °C, destacando a necessidade de ação urgente. Mais de cem milhões de pessoas dependem da Amazônia. O estudo aponta que, por outro lado, o bioma também pode estar sujeito a pontos de inflexão sociais positivos: a governança local inclusiva (incluindo os povos indígenas), o reconhecimento do conhecimento tradicional e investimentos direcionados em conservação e restauração podem aumentar a resiliência das pessoas e da natureza. 

A Circulação Meridional de Retorno do Atlântico (AMOC) corre o risco de entrar em colapso abaixo de 2 °C de aquecimento global. Isso resultaria em invernos muito mais rigorosos no noroeste da Europa, perturbaria as monções da África Ocidental e da Índia e diminuiria a produtividade agrícola em grande parte do mundo, com impactos significativos para a segurança alimentar global. 

O professor Lenton concluiu: “Somente com uma combinação de políticas decisivas e ações da sociedade civil o mundo poderá mudar sua trajetória de enfrentar riscos existenciais de pontos de inflexão do sistema terrestre para aproveitar oportunidades positivas de pontos de inflexão”. 

Fonte: WWF-Brasil

Nova resolução aperfeiçoa ações do Poder Judiciário pelo meio ambiente

Foto: Arquivo

10/04/2024

A gestão e a transparência dos resultados das ações voltadas à promoção da sustentabilidade nos órgãos do Poder Judiciário serão monitoradas na busca da melhor eficiência do gasto público. Para isso, o Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça (DPJ/CNJ) vai elaborar o Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário. O documento será divulgado anualmente a partir de informações coletadas mês a mês e recebidas por meio do Plano de Logística Sustentável do Judiciário (PLS-JUD).

A decisão foi acolhida por unanimidade pelo Plenário do CNJ durante a 4.ª Sessão Virtual, encerrada em 26 de março. Relator do Processo 0000926-68.2024.2.00.0000, o conselheiro Giovanni Olsson destacou a necessidade de modernização das diretrizes previstas na Política de Sustentabilidade instituída pelo CNJ, em especial quanto à sua dimensão social.

Nesse sentido, ele considerou que a atuação estratégica dos órgãos do Poder Judiciário nas ações judiciais ambientais deve primar pela proteção da integridade ecológica do planeta para as gerações futuras. Para melhor elaboração do Plano de Logística Sustentável e do Plano de Ações que vão minuciar o Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário, foram aperfeiçoados os indicadores e variáveis previstos na Resolução CNJ n. 400/2021, que dispôs sobre a política de sustentabilidade no Poder Judiciário.

O novo texto, defendido pelo relator, aprimora a Resolução CNJ n. 433/2021. Esse ato normativo instituiu a Política Nacional do Poder Judiciário para o Meio Ambiente. Olsson enfatiza que o dispositivo possibilita aos órgãos “liberdade para definir os indicadores para os quais, considerando o seu plano estratégico e a sua realidade institucional, estabelecerão metas estratégicas para acompanhamento periódico, observados os temas mínimos instituídos no normativo”.

O conselheiro justificou que, “embora existam regulações em alguns tribunais detalhadas e até mesmo mais arrojadas em termos de metodologia e de parâmetros referenciais, elas não são replicáveis em nível nacional”. Assim, ele entende que os preceitos da Política de Sustentabilidade instituída pelo CNJ, “merecem ser aprimorados, em especial, no que se refere à necessidade de adaptação às outras dimensões insertas no conceito de sustentabilidade, como a dimensão social”, salienta em seu voto.

A medida se configura como mais uma iniciativa em prol do aprimoramento da gestão do Plano de Logística Sustentável no âmbito do Poder Judiciário, considerando as múltiplas dimensões existentes no conceito de sustentabilidade, bem como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) contemplados na Agenda 2030.

Maturidade

O Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário vai ser integrado por variáveis e os indicadores que avaliem o desenvolvimento ambiental, econômico, social e cultural dos órgãos do Poder Judiciário. Esse balanço é composto pelo Índice de Desempenho de Sustentabilidade (IDS), que compreende a criação de um indicador capaz de avaliar o resultado combinado de várias dimensões distintas, de acordo com metodologia estabelecida pelo DPJ.

O CNJ vai disponibilizar, aos órgãos do Poder Judiciário, acesso ao PLS-Jud para prestarem as informações referentes aos seguintes indicadores: total de magistrados e servidores, uso de papel, copos descartáveis, água envasada em embalagem plástica, impressão, energia elétrica, água e esgoto, gestão de resíduos, reformas e construções, limpeza, vigilância, veículos, combustível, apoio ao serviço administrativo, aquisições e contratações, qualidade de vida e capacitação em sustentabilidade.

O conselheiro ainda ponderou que cada órgão se encontra em estágio de maturidade diferente sobre a temática da sustentabilidade. Porém, ele considerou que “isso não prejudica a prestação integral dos dados no sistema PLS-JUD para a composição do Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário e viabiliza a comparação dos resultados entre todos os órgãos do Poder Judiciário”, defendeu.

Texto: Margareth Lourenço

Edição: Thaís Cieglinski

Agência CNJ de Notícias

Fonte: Conselho Nacional de Justiça



ARTIGO - ÁGUA NA AGRICULTURA E PRODUÇÃO DE ALIMENTO

Foto: Fabio Henrique Torresan

22/02/2021

Por Lineu N. Rodrigues - pesquisador da Embrapa Cerrados (DF)

No dia 22 de março, celebra-se o Dia Mundial da Água. É uma oportunidade para se discutir a importância desse recurso para a vida e para o desenvolvimento econômico e social. É fundamental que o tema seja analisado dentro das suas várias dimensões, sendo preponderante adotar estratégias de manejo que considerem os recursos hídricos de forma integrada, e que almejem uma alocação equitativa, considerando os usos múltiplos da água e a bacia hidrográfica como unidade de referência. Água é sinônimo de dialogar, de compartilhar e de integrar. Não é geradora de conflitos, mas sim de oportunidade para produzir e de criar desenvolvimento.

Nesse contexto, não teria como não aproveitar a oportunidade e trazer para a reflexão o tema água na agricultura e produção sustentável de alimento. Segurança alimentar e hídrica estão no centro das maiores preocupações da sociedade. A água é o principal fator de produção de alimentos. Como balancear produção de alimento e demanda hídrica em um mundo onde cerca de 820 milhões de pessoas não têm acesso à quantidade de alimento suficiente para manter níveis básicos de saúde e onde dois terços da população enfrentarão algum problema de falta de água é o grande desafio a ser enfrentado.

A relação água-alimento é complexa. Esses dois elementos estão intrinsecamente e fortemente interconectados. A complexidade inerente a essa interação é um dos motivos dos debates e disputas, muitas vezes desnecessárias, entre os setores usuários. Mantidas as condições atuais, o aumento na produção de alimentos demandará mais água e poderá aumentar ainda mais as disputas pelo uso da água, reduzindo a qualidade de vida da população. É nesse sentido que a ciência tem papel fundamental. As inovações modificam a situação atual, possibilitando produzir mais sem aumentar as demandas hídricas.

Atender as demandas atuais e futuras por alimento vai requerer um rápido aumento de produtividade, que precisa ser alcançado sem danos adicionais ao ambiente. Para que isso ocorra, é fundamental que os princípios de sustentabilidade sejam parte central das políticas agrícolas. As pessoas estão, em sociedade, cada dia mais conscientes sobre as questões ambientais e têm optado, de forma crescente, por alimentos produzidos nessas bases sustentáveis.

Nesse sentido, o objetivo de produzir mais alimentos deve ser visto dentro de uma abordagem mais ampla, considerando os aspectos de sustentabilidade ambiental, ou seja, buscando produzir mais alimentos com melhor qualidade e com menores danos aos recursos naturais. Para isso é necessário intensificar a agricultura de maneira sustentável e melhorar a eficiência dos sistemas agrícolas, tornando-os mais produtivos. Qualquer estratégia que vise intensificar a agricultura, reduzindo a variação na produção e aumentando a produtividade das culturas, deve necessariamente incluir a irrigação.

A irrigação é tecnologia essencial no xadrez da produção de alimentos. Atualmente, com a variabilidade climática cada vez mais acentuada, não se pode pensar no desenvolvimento de uma política de segurança alimentar e de segurança ambiental que não estabeleça políticas de longo prazo para o desenvolvimento da agricultura irrigada.

No mundo, a agricultura irrigada é responsável por cerca de 40% de toda a produção, viabilizando produzir fisicamente, em uma mesma área, até quatro vezes mais que a agricultura de sequeiro. A grande vantagem da agricultura irrigada, entretanto, está em trazer estabilidade para a produção, o que possibilita planejar estratégias de segurança alimentar e propor políticas públicas de médio e longo prazo.

O desenvolvimento de uma agricultura sustentável passa, necessariamente, pelo uso sustentável dos recursos hídricos, que por sua vez, depende de uma gestão que incorpore os usos múltiplos da água e considere os fundamentos e diretrizes da Política Nacional de Recursos Hídricos. Não se pode pensar em agricultura e desenvolvimento sustentável sem que haja um equilíbrio entre a oferta e a demanda de água. O Brasil é um país de dimensões continentais com grandes diferenças sociais, ambientais e econômicas, o que deixa a atividade de gestão muito mais complexa. Fazer a gestão de recursos hídricos de forma igualitária em todo o País pode levar a conflitos em bacias hidrográficas que já se encontram em estado crítico em termos de disponibilidade hídrica.

A água tem diversas formas e recebe diferentes nomes. A água na agricultura é sinônimo de produção de alimento e segurança alimentar. Aparentemente, a quantidade de água doce renovável anualmente no mundo é muito maior que a quantidade de água necessária para sustentar as demandas dos três usos consuntivos de água (abastecimento doméstico da população; produção industrial; e produção agrícola sob irrigação). Dentre esses usos, a agricultura irrigada é o único que faz uso tanto da água verde (água proveniente da chuva e armazenada no solo) quanto da água azul – água existente nos rios ou aquíferos. Em países tropicais como o Brasil, a água verde representa um componente significativo para a produção e estratégias devem ser desenvolvidas para maximizar o seu uso.

O crescimento das áreas irrigadas, entretanto, não pode mais ser fundamentado apenas no aumento do uso de recursos hídricos. O crescimento desejado e possível é cada vez mais dependente dos ganhos de eficiência nos sistemas já existentes. O desafio da agricultura irrigada é a promoção do irrigar com qualidade. Isso quer dizer que deve ser buscada continuamente uma elevada eficiência e produtividade de uso das águas. A agricultura irrigada deve ser capaz de utilizar os recursos de forma eficiente, com mínimas perdas e deterioração da qualidade da água. Neste cenário, a agricultura irrigada terá a grande oportunidade de contribuir para a segurança ambiental, hídrica e alimentar, podendo ainda contribuir para reduzir os impactos na produção advindos das mudanças climáticas, garantindo alimento em quantidade, qualidade e a custos acessíveis para as pessoas.

As retiradas de água dos mananciais, necessárias para garantir a prática da agricultura irrigada, devem estar previstas nos planejamentos estratégicos, especialmente em cronogramas existentes nos planos de recursos hídricos, conforme as condições climáticas, a vocação dos cultivos regionais, as potencialidades das áreas produtivas e os mercados consumidores e, posteriormente, consolidadas por meio da definição de planos de concessão de outorga de uso de água para irrigação, possibilitando que seja feita uma gestão compartilhada em cooperação e a prevenção com redução dos conflitos.

No olhar da gestão quanto à oferta, deve-se considerar as desigualdades hídricas regionais e ter um olhar diferenciado para as bacias hidrográficas críticas, onde a disponibilidade hídrica já está comprometida, assim como onde a ocorrência de conflitos pelo uso da água já é realidade. No olhar da gestão quanto à demanda, a irrigação precisa de uma gestão com olhar ampliado. O produtor precisa ter uma visão além de sua propriedade e de sua área de produção. É preciso ter sempre uma visão macro da bacia hidrográfica. A irrigação tem que ser feita considerando a bacia hidrográfica. O rio é, na verdade, reflexo daquilo que acontece na bacia como um todo. Ou seja, é preciso olhar a bacia de forma mais integrada, considerar estratégias de conservação de água e solo, que vão refletir diretamente na quantidade e na qualidade das águas.

O Brasil, com 12% da água doce superficial disponível no planeta e 28% da disponibilidade as Américas, é estratégico para suprir o aumento de cerca de 60% da demanda por alimentos, necessários para atender a uma população mundial que em 2050 será de aproximadamente 10 bilhões de habitantes. O sucesso dependerá da capacidade da sociedade em entender estrategicamente o nexo água-alimento. Para responder à pergunta sobre o quanto de água será necessário, é preciso saber antes o quanto de alimento se deseja produzir.

Segurança hídrica e alimentar devem fazer parte de qualquer política de estado que vise ao desenvolvimento e ao bem estar de sua população. Nesse contexto, é importante aprender com os erros do passado e planejar um futuro melhor, que consiste necessariamente em tratar a água como um bem estratégico para o País. Para isso, é preciso integrar a Política Nacional de Recursos Hídricos com as demais políticas públicas. É fundamental definir as prioridades de uso da água, levando-se em consideração as necessidades básicas do País e as especificidades de cada região.

Os avanços tecnológicos na agricultura irrigada vão muito além do desenvolvimento de novos equipamentos de irrigação. Os processos de tomada de decisão estão cada vez mais complexos, com necessidade de decisões mais rápidas, além de depender de análises de quantidade de dados cada vez maiores. Notam-se, nesse campo, avanços significativos relacionados às tecnologias da informação, da comunicação, de big-data e de modelos de inteligência computacional e simulação. As possibilidades tecnológicas são ilimitadas, sendo muito arriscado fazer qualquer previsão sobre o futuro.

Todo esse avanço, entretanto, não será suficiente para o desenvolvimento sustentável se, na gestão da água no meio agrícola, não forem observadas as especificidades da agricultura, que depende da chuva. É preciso criar mais valor e bem-estar com os recursos hídricos disponíveis. Isso não significa, é claro, incentivar a cultura do desperdício de água. Com uma gestão de recursos hídricos competente e aberta para incorporar os novos conceitos e tendências, é possível trazer segurança hídrica e atender a todos os usos e usuários sem comprometer a disponibilidade hídrica.

Mais informações: Embrapa Cerrados

NEUTRALIZAÇÃO DE CARBONO: BRASKEM INTENSIFICA INVESTIMENTOS EM AÇÕES SUSTENTÁVEIS

(Imagem: Shutterstock)

01-12-2020

Empresa traça uma série de metas para ajudar o meio ambiente nas próximas décadas

Há algumas décadas o debate sobre a preservação ambiental vem se intensificando em todos os países. Em meio a pactos e tratados de redução de resíduos poluentes, empresas vem empreendendo esforços cada vez maiores para assegurar uma produção sustentável e com impacto cada vez menor sobre o planeta.  Com isso em mente a Braskem tem buscado ampliar suas iniciativas para se tornar uma empresa carbono neutro até 2050 e engajar a indústria brasileira na direção de uma economia circular para carbono neutro nas próximas décadas.

Para alcançar este objetivo a empresa está pautada nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, que visam o controle dos impactos das mudanças climáticas e o compromisso público da companhia de construir um mundo mais sustentável.

No entendimento da Braskem, o uso de recursos renováveis é o caminho mais curto para transformar a indústria, e processos produtivos sustentáveis serão fatores determinantes para sobrevivência no mercado em um futuro bem próximo. 

Quase metade do seu consumo total de energia da empresa já é proveniente de fonte renovável, e com os novos investimentos em energia solar e eólica a meta é reduzir 15% das emissões de gases do efeito estufa até 2030, além de evitar a emissão de 500 mil toneladas de dióxido de carbono até 2040.

Outra importante ação é a continuidade dos esforços para ampliar o portfólio de produtos químicos e polímeros de origem renovável, a exemplo do polietileno “I’m greenTM bio-based” produzido pela Braskem na região Sul do país, a partir da cana-de-açúcar. O material já está presente em produtos de mais de 200 marcas no mundo e tem capacidade de capturar até 3,09 toneladas de CO2 por tonelada produzida.

Os sete macro-objetivos da Braskem. (Imagem: Divulgação)

O plástico sustentável

Uma frente de investimento não menos importante para a Braskem é o estímulo à economia circular na indústria do plástico e conscientização da população à cerca do uso responsável do plástico. 

Através da valorização do plástico reciclado a Braskem conseguirá dar um destino adequado a cerca de 1,5 milhão de toneladas de resíduos do material até 2030. O plástico será reutilizado como matéria-prima para o desenvolvimento de novas soluções, mais sustentáveis, para produção de calçados, móveis, utensílios domésticos e embalagens, entre outros.

Uma das principais parceiras da Braskem neste trabalho é a Tecipar, empresa brasileira especializada em engenharia ambiental, que garantirá que mais de duas mil toneladas de resíduos plásticos domiciliares sejam despejadas anualmente no aterro sanitário de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

Com todas essas ações, a estimativa é que a capacidade da Braskem em fabricar produtos químicos e resinas termoplásticas PCR (a partir de material reciclado) chegue a 300 mil ton/ano em 2025 e 1 milhão em 2030.

Metas da Braskem 

43% do consumo total de energia da Braskem é de fonte renovável (solar e eólica)

Volume de CO2 capturado com plástico de origem renovável

Metas para reduzir resíduos plásticos 

Gestão de 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos até 2030.

Conheça os macro objetivos no site

Fonte: Jornal Correio

IPTU VERDE VALORIZA IMÓVEIS QUE ADOTAM PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS EM SALVADOR

Foto: Jefferson Peixoto

25-11-2020

Sete empreendimentos imobiliários em Salvador já foram contemplados com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) Verde, programa criado pela Prefeitura em 2015, com intuito de contribuir para a preservação ambiental e incentivo à sustentabilidade em construções, oferecendo descontos de 10% no pagamento do tributo. De acordo com a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), a iniciativa beneficiou um imóvel institucional, três residências e três comerciais na capital.  

O benefício é concedido conforme a soma da pontuação estabelecida no programa, baseada em 70 práticas que podem ser adotadas, como exemplos: uso de economizadores de água; fontes alternativas de energia; sistema de reutilização das águas cinzas (ou seja, originada a partir de processos domésticos como lavagem de roupa e banho etc.); implantação de iluminação natural  e ventilação em áreas comuns; adoção de esquadrias externas com tratamento acústico, entre outras medidas. 

A tabela completa pode ser acessada no site iptuverde.salvador.ba.gov.br. Ao atingir o mínimo de 50 pontos, a edificação entra para a categoria bronze, tendo desconto de 5%. A partir de 70 pontos, a redução é de 7% no imposto predial. Para atingir a categoria ouro, que dá 10% de abatimento, é necessário pelo menos 100 pontos.   

Além dessas categorias, propriedades imobiliárias constituídas de mais de uma edificação num mesmo lote podem obter a certificação de “Empreendimento Sustentável” sem os descontos na cobrança de IPTU. Uma empresa têxtil, localizada no bairro do Uruguai, obteve o reconhecimento após implantar ações como reaproveitamento da água de condensação dos equipamentos de ar condicionado, placas solares fotovoltaicas e um bicicletário. Para a certificação, é necessário garantir pontuação mínima 50 pontos.   

Nos últimos cinco anos, a Secis também concedeu Outorga Verde a 17 edificações. Esta é outra medida para estimular que empresários, técnicos, engenheiros e arquitetos adotem tecnologias sustentáveis (ainda durante a fase de licenciamento dos empreendimentos) capazes de reduzir o consumo de recursos naturais e de impactos ao meio ambiente. A iniciativa dá desconto de 25% a 40% do custo da outorga onerosa.   

Valorização 

Um dos diretores do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Vicente Mattos acredita que o IPTU e Outorga Verde são instrumentos eficazes para que o mercado imobiliário se sinta mais atraído para introduzir soluções que estimulem preservação ao meio ambiente.  

“Essas iniciativas são inteligentes, proveitosas e de fundamental importância o futuro. Além dos empreendedores do ramo imobiliário poderem ofertar produtos diferenciados, hoje muitos consumidores levam em conta se o imóvel obedece a questões de  sustentabilidade, que lhes proporcionem vantagens financeiras ao mesmo tempo em que seja possível colaborar com a natureza”, destaca.  

Como aderir - Ao dar entrada no pedido de alvará de construção, ampliação, reforma, modificação ou substituição de projeto aprovado na Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), o requerente que deseja ingressar no IPTU Verde deve anexar um formulário que pode ser baixado no site iptuverde.salvador.ba.gov.br, elencando as iniciativas sustentáveis adotadas e sua respectiva pontuação.   

Posteriormente, a Secis, junto com a Sedur e Coelba, faz vistorias e análises, antes de emitir o certificado que dará direito ao desconto no IPTU. O benefício tem validade de três anos, podendo ser renovado por igual período, mediante reavaliação. 

Fonte: Secom - Prefeitura de Salvador

SEMINÁRIO SALVADOR CIDADE INOVADORA TEM INSCRIÇÕES ABERTAS



28/07/2020

Com o tema ‘Inovação e Sustentabilidade na Real’, a quarta edição do Seminário Salvador Cidade Inovadora será realizada, virtualmente, no dia 5 de agosto, das 9h às 21h. Desta vez, devido à pandemia de Covid-19, em formato de webinário, ou seja, via videoconferência, o objetivo é debater acerca de assuntos e desafios relacionados à questão da sustentabilidade, abordando práticas e soluções inovadoras realizadas por pessoas, cidades e empresas no Brasil e no mundo a fim de se tornarem efetivamente sustentáveis.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo endereço doity.com.br/seminario-salvador-cidade-inovadora.

Presente na agenda de eventos da capital baiana desde 2017, o seminário é realizado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), e reúne profissionais e representantes de organizações nacionais e internacionais em torno das temáticas centrais do empreendedorismo e da inovação.

O evento conta com o patrocínio do Jornal Correio, Doity, Teledata, Use Telecom e Usina Digital. Já a curadoria é uma correalização da Associação Baiana de Startups (Abastartups), Associação de Jovens Empreendedores da Bahia (AJE Bahia), Fundação Avina, Baanko, Grupo C40 de Grandes Cidades para a Liderança do Clima (C40), Endeavor Brasil, Sociedade Alemã pela Cooperação Internacional (GIZ), Grupo Rede+, Hub Salvador, Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei), Instituto Capitalismo Consciente, Incubadora de Negócios Sociais (In Pacto), Parque Social, Fundação Konrad Adenauer, Sebrae Bahia e Senai Cimatec.

Mudanças climáticas e empreendedorismo

Com uma palestra de abertura e 16 painéis divididos em três salas – Pessoas, Planeta e Lucro –, serão mais de 28 horas de discussões, com atividades simultâneas e acesso livre entre estas. Na sala Planeta, durante o primeiro painel do dia, às 10h30, serão abordadas questões de gênero relacionadas às mudanças climáticas. Simultaneamente, nas outras duas salas, Pessoas e Lucro, estarão em pauta as empreendedoras negras e a importância das scale-ups (empresas de alto crescimento) em um ecossistema empreendedor sustentável, respectivamente.

Entre os convidados do 4º Seminário Salvador Cidade Inovadora, estão: Larissa Luz, cantora, atriz, escritora, compositora e produtora musical; Pedro Tourinho, especialista em entretenimento, mídia e fundador da Soko e MAP Brasil; Antônio Pita, fundador da Diaspora.Black; Coy Freitas, Diretor Artístico e Curador da plataforma de música da Devassa – Tropical Transforma; Renato Paquet, diretor-presidente de Cleantechs da Associação Brasileira de Startups, CEO e fundador da scale-up Polen; Paulo Rogério, empreendedor, cofundador da aceleradora de impacto social Vale do Dendê e consultor em diversidade; e Linda Bezerra, jornalista e editora-chefe do jornal Correio e representante da Afro Fashion Day.

No fim da tarde, a partir das 17h30, a discussão na sala Planeta irá tratar do potencial e dos desafios da Baía de Todos-os-Santos, enquanto a diversidade na cadeia produtiva da moda toma conta da sala Pessoas, e a multiexperiência da música, da sala Lucro. Em seguida, às 19h, o painel ‘Música, Inovação e Negócios’ encerra o evento.

Oficinas

Além dos painéis, que acontecerão ao mesmo tempo em grupos de três, cada ingresso dará direito a participar de uma das quatro oficinas simultâneas, com orientações que vão desde como precificar um produto ou serviço até como criar um avatar (personagem digital) em pixel art.

As oficinas terão como facilitadoras Karine Oliveira, idealizadora e CEO da Wakanda: Educação Empreendedora, voltada ao empreendedorismo feminino e negro; Taís Ribeiro, co-fundadora da Aimo Tech, empresa de tecnologia educacional; Yasmin Souza, criadora do Brasil Aprender, portal destinado à modernização do processo de ensino-aprendizagem; e Betina Bona, fundadora do Terra Vida, empreendimento direcionado a soluções ecológicas.

Salvador 360

O Seminário Salvador Cidade Inovadora faz parte do eixo Cidade Sustentável, um dos oito eixos do Programa Salvador 360, que possui 360 medidas que visam acelerar o crescimento econômico e social da capital baiana e contemplam projetos e ações que inserem a tecnologia como uma importante política pública para a cidade.

Serviço

O quê: 4º Seminário Salvador Cidade Inovadora
Quando: 5 de agosto, das 9h às 21h
Inscrições gratuitas e acesso ao evento pelo endereço: doity.com.br/seminario-salvador-cidade-inovadora


GOVERNO ZERA IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE ENERGIA SOLAR

Equipamentos de energia solar terão os impostos de importação zerados até o final de 2021.

28/07/2020 

Equipamentos entram em lista de bens de capital que terão os impostos de importação zerados até o final de 2021

Equipamentos de energia solar terão os impostos de importação zerados até o final de 2021. Entre eles, bombas para líquidos, para uso em sistema de energia solar fotovoltaico que funciona com painéis solares que captam a luz e geram energia elétrica. Também entram na lista de produtos que passam a ter as tarifas de importação zeradas os rastreadores solares, que são aproveitados em grandes usinas para acompanhar a posição do sol ao longo do dia, o que aumenta a produtividade da unidade. 

“O governo Bolsonaro zera imposto de importação de equipamentos de energia solar. As resoluções publicadas no Diário Oficial da União surgem após sequência de isenções no mesmo sentido de cerca de 539 itens ligados ao combate do covid-19”.

Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) disse que a medida, que entra em vigor em 1° de agosto, atende uma solicitação feita pelas empresas diretamente ao Governo Federal.

Segundo ele, a expectativa é haver uma redução no valor que será pago pelo consumidor. “Para as empresas que vão utilizar esses equipamentos e também para os consumidores que vão comprar sistemas com esses equipamentos existe uma expectativa de redução do preço final desses equipamentos e desses sistemas”.

Energia limpa

O Ministério de Minas e Energia informou que as fontes renováveis de energia, que incluem hidráulica, eólica, solar e bioenergia, chegaram a 46,1% de participação na Matriz da Demanda Total de Energia de 2019, aumentando 0,6 ponto percentual em relação ao indicador de 2018. A energia solar cresceu 92% e a eólica, 15,5%, fontes que, somadas, contribuíram com 50% do aumento da participação das renováveis na matriz.  

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, a instalação de equipamentos de geração de energia solar tem grande potencial no Brasil e já corresponde por cerca de 3 gigawatts em potência instalada.

Fonte: Portal Gov.br

MINAS GERAIS GANHA 4 USINAS DE GERAÇÃO SOLAR DISTRIBUÍDA

Usina Solar Jardim II Foto: Divulgação / Alsol

15/07/2020

Com investimento de R$ 70 milhões, usinas vão gerar eletricidade suficiente para abastecer 20 mil residências

A Alsol Energias Renováveis, empresa do grupo Energisa, está investindo R$ 70 milhões em quatro usinas de geração solar distribuída em Minas Gerais.

Todas estarão conectadas até julho deste ano, com capacidade de geração de cerca de 20,3 MWp (Megawtt pico) – energia suficiente para abastecer 20 mil residências.

O foco principal dos projetos – dois deles já em operação – é o atendimento a pequenas e médias empresas, com objetivo de levar energia a custo mais competitivo a empreendedores neste momento de crise provocada pela Covid-19. Juntas, as quatro obras somam 240 empregos diretos.

“Temos um compromisso com os clientes de servir, estar próximo e suprir suas necessidades, ainda mais no cenário atual. Daí, a importância de seguirmos investindo neste segmento fundamental para a energia do futuro”, afirma o presidente da Alsol e vice-presidente de Geração, Transmissão e Serviços da Energisa, Geraldo Mota.

Cronograma

No fim de maio, a Alsol conectou a usina solar fotovoltaica Capim III, em Uberlândia (MG), com capacidade de 2,3 MWp, gerando energia de forma limpa e sustentável. Em janeiro, foi inaugurada a usina Jardim II, também em Uberlândia, com capacidade de geração de 6 MW.

Usina Solar Capim III - Foto: Divulgação | Alsol

A usina Santa Rosa começou a funcionar em junho e tem capacidade de geração de 6,1 MWp. Já usina Granja Marileusa I tem conexão prevista até o final de julho, com praticamente a mesma capacidade (5,9 MWp).

Fazendas solares

Os clientes dessas usinas são majoritariamente micro, pequenas e médias empresas, que atuam em segmentos essenciais, como supermercados, farmácias, padarias e açougues.

Neste modelo, a empresa faz todos os investimentos e comercializa cotas das fazendas solares. Com as cotas, os empreendedores podem obter descontos de aproximadamente 20% na fatura de energia.

As unidades de Jardim II, Capim III e Santa Rosa já tiveram 100% de suas cotas de energia contratadas, com cerca 500 unidades consumidoras aderindo à modalidade geração compartilhada, em que clientes localizados dentro da mesma área de concessão da distribuidora local usufruem de energia gerada por um mesmo sistema, através da compensação remota.

Usina Solar Granja Marileusa - Foto: Divulgação | Alsol

Impacto ambiental

Segundo a empresa, as fazendas solares têm baixo impacto ambiental, considerando parâmetros como solo, água e ar, e reduzem a necessidade de energia proveniente da matriz elétrica convencional, mais poluente. Estima-se que as quatro usinas somadas evitarão a emissão de aproximadamente 2,3 mil toneladas de CO2 por ano, o equivalente ao plantio de 9160 árvores.

“O investimento em energia limpa é uma dupla oportunidade para empreendedores que desejam reduzir custos, como as despesas com energia elétrica, e as suas emissões de poluentes. São duas questões que ganham ainda mais relevância na economia pós-pandemia, portanto, a energia limpa é uma aliada na recuperação econômica e no desenvolvimento regional”, destaca Gustavo Malagoli Buiatti, fundador e CTO da Alsol.

Fonte: CicloVivo

SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL: O QUE É E BENEFÍCIOS


14/07/2020

Já ouviu falar da importância da sustentabilidade empresarial, mas não sabe como ela deve ser implementada no negócio?

Então, siga com a leitura deste texto.

A sustentabilidade empresarial é um conjunto de ações com o objetivo de reduzir o impacto ambiental da organização e incentivar o desenvolvimento da sociedade.

Justamente por isso, ela faz parte do planejamento estratégico da empresa e precisa ser vista como prioridade na gestão.

Afinal, a sustentabilidade é dever da organização, mas vai além disso.

Ela contribui para o crescimento do negócio, melhora sua imagem perante o consumidor e aumenta a vantagem competitiva.

Ficou curioso sobre os melhores caminhos para colocar esse plano em prática?

Então, explore os tópicos abaixo:

O que é sustentabilidade empresarial 
Qual a importância 
Práticas de sustentabilidade 
Vantagens 
Como desenvolver 
Como tornar a empresa mais sustentável 
Pilares da gestão 
O papel do coaching.

O que é sustentabilidade empresarial?

Sustentabilidade empresarial é um conjunto de ações e políticas que têm como objetivo o respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da sociedade.

Assim, o intuito da empresa deve ser o de crescer e atuar de maneira consciente, adotando práticas que reduzem impactos negativos, desde as operações internas até o produto final.

No livro Sustentabilidade empresarial: estratégia das empresas inteligentes (Appris e Livraria Eireli, 2017), Christiane Veloso e Ana Agustinho afirmam que as empresas devem cada vez mais contribuir com o desenvolvimento sustentável.

“Uma organização empresarial é reconhecida como ecoeficiente quando fornece produtos e serviços a preços competitivos, que satisfaçam as necessidades humanas, trazendo qualidade de vida, enquanto reduz progressivamente os impactos ecológicos e a intensidade do uso de recursos naturais”, dizem.

De acordo com o Guia de sustentabilidade empresarial da Organização das Nações Unidas (ONU), a sustentabilidade é imperativa para os negócios de hoje.

“Essencial para o sucesso corporativo em longo prazo e para garantir que os mercados agreguem valor em toda a sociedade”, destaca o documento.


Qual a importância da sustentabilidade empresarial?


Praticar a sustentabilidade empresarial é crucial para criar uma imagem positiva da empresa perante o consumidor e ganhar vantagem competitiva.

Afinal, os consumidores estão cada vez mais exigentes na hora em relação à sustentabilidade dos produtos.

Pense, por exemplo, na explosão de marcas que investem em produtos veganos, desde roupas a cosméticos, ou itens eco-friendly, como os canudos de aço e papel, que substituem os canudos de plástico.

Tudo isso faz parte da tendência de consumo.

“O cenário atual é um panorama que está cada vez mais humanizado e que cobra a mesma postura por parte das organizações”, diz Tiago Reis, CEO da casa de análise financeira Suno Research, em um artigo para o jornal O Estado de São Paulo.

E se você não quer ficar atrás da concorrência, adotar a sustentabilidade empresarial também deve ser uma prioridade.

De acordo com o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) de 2018, 98% das empresas buscam incorporar aspectos de sustentabilidade nas metas de desempenho dos funcionários.

E você não quer fazer parte dos 2% que ficam de fora, não é mesmo?


Como práticas sustentáveis podem ajudar no crescimento dos negócios?

Além de contribuir para a imagem da empresa, as práticas sustentáveis ajudam no crescimento dos negócios.

Um dos principais pontos está na redução de custos de produção.

Estratégias como reciclagem, reutilização de água e reaproveitamento de matéria-prima contribuem para a economia nos processos da empresa.

Outro aspecto é a satisfação dos colaboradores, contribuindo para o ganho de motivação e produtividade que levam à alta performance.


Quais são as práticas de sustentabilidade empresarial?


Práticas de sustentabilidade empresarial vão desde o início da produção à chegada do produto ao consumidor final.

Também dizem respeito às rotinas da empresa e ao uso de matéria-prima.

Dicas e ideias de boas práticas de sustentabilidade empresarial

Confira, a seguir, boas práticas que você pode implementar na empresa.

Muitas delas são simples, enquanto outras envolvem maior esforço e conhecimento por parte da organização.

Na produção
Reciclagem de materiais 
Reutilização de sobras de matéria-prima 
Uso de materiais ecológicos 
Racionamento de recursos como água e energia elétrica 
Uso de filtros para barrar a emissão de poluentes no meio ambiente 
Descarte adequado de esgoto e resíduos químicos

No ambiente de trabalho
Eliminação de copos descartáveis 
Utilização de lâmpadas de LED 
Economia de água e energia 
Lixos de coleta seletiva nos ambientes de trabalho 
Troca de documentos online para evitar impressões 
Incentivo ao uso de transportes alternativos (como vale-transporte ou vans que levam e trazem os colaboradores)

No produto final
Uso de materiais recicláveis para produzir as embalagens 
Ao invés de sacolas plásticas, utilização de sacolas biodegradáveis 
Redução do volume da embalagem ao máximo

Quais as vantagens das práticas empresariais sustentáveis?


Existem diversas vantagens de implementar práticas empresariais sustentáveis.

No livro Administrando Micro e Pequenas Empresas (Elsevier, 2010), Antonio Lemes e Beatriz Pisa destacam que as exigências quanto à sustentabilidade não devem ser uma simples obrigação para as empresas.

De acordo com os autores, elas são importantes para:
Atender às demandas e ganhar vantagem competitiva 
Incentivar a inovação, adequando produtos e serviços às exigências do consumidor 
Ter acesso aos incentivos e financiamentos governamentais 
Compor a estratégia para atrair novos mercados para os produtos e serviços da empresa.

Em outras palavras, as práticas empresariais sustentáveis devem fazer parte da estratégia de gestão, devido às vantagens que proporcionam  — algo que vai além dos valores éticos e legais envolvidos.

Outros benefícios da sustentabilidade empresarial incluem:
Redução de custos de produção, desde os materiais ao uso de energia e água 
Melhor posicionamento da empresa no mercado 
Motivação e engajamento dos colaboradores 
Auxílio no desenvolvimento sustentável da sociedade 
Valorização das ações da empresa em bolsas de valores 
Satisfação do consumidor 
Atratividade para investidores.

Como desenvolver a sustentabilidade empresarial?


Para desenvolver a sustentabilidade empresarial, é essencial que esse compromisso seja integrado à cultura organizacional da empresa. Confira cinco dicas.

1. Envolva-se com os stakeholders

Em um artigo para o site Eco Age, o gerente de projetos Simon Evans aponta que o primeiro passo é conhecer cada pessoa, grupo ou empresa que o seu negócio impacta positiva ou negativamente.

“Uma vez que você se envolve ativamente com seus principais interessados, pode identificar onde você pode trabalhar em conjunto para impulsionar sua estratégia de sustentabilidade”, aconselha.

2. Elabore o planejamento estratégico

No planejamento estratégico, defina quais ações e políticas sustentáveis serão implementadas na empresa.

Em artigo para o site Business, Yaniv Vardi, gerente geral da Panoramic Power, orienta que é preciso considerar as iniciativas possíveis para chegar aos seus objetivos.

A dica é refletir sobre o potencial, impacto e custos de cada projeto, seu nível de dificuldade e recursos necessários.

“Por exemplo, para reduzir o consumo de energia, você pode comparar várias soluções de tecnologia, pesando opções de adaptação de equipamentos e considerando os custos associados a uma programação de manutenção prescritiva”, diz o autor.

3. Monte uma equipe

Yaniv Vardi também afirma que a liderança em sustentabilidade precisa incluir pessoas de todos os níveis, departamentos e localizações geográficas para implementar as ações.

“Sua equipe será responsável pela definição de metas, engajamento, estabelecimento de processos, medição e análise de resultados”, pontua.

4. Promova treinamentos

Para uma boa implementação de sustentabilidade empresarial, é preciso investir em treinamentos com os colaboradores da empresa.

Promova treinamentos sobre sustentabilidade no ambiente de trabalho, desde a separação correta dos lixos à importância de políticas e ações voltadas à redução do impacto social e ambiental.

5. Faça análises periódicas

Isso é fundamental para avaliar a atuação da empresa, fazer melhorias contínuas e ajustar a estratégia conforme os resultados que apresenta.

Yaniv Vardi aconselha que as iniciativas da empresa sejam SMART.

Traduzindo da sigla em inglês, significa que elas precisam ser:
Específicas 
Mensuráveis 
Atingíveis 
Relevantes 
Temporais

Como tornar a empresa mais sustentável?


O primeiro passo para tornar a empresa mais sustentável parte da própria gestão e liderança.

Ambas precisam compreender a importância da sustentabilidade e se comprometer com a implementação na empresa.

Afinal, a gerência e os líderes são responsáveis por tomar decisões que impactam diretamente o negócio e conduzir a equipe rumo aos objetivos organizacionais.

A partir desse compromisso, a empresa deve analisar todos os seus processos, incluindo os processos dos fornecedores.

O objetivo é avaliar o impacto desses processos tanto no meio ambiente quanto na sociedade e comunidades que vivem próximas à empresa.

Questões como emissão de poluentes, descarte de materiais e resíduos, coleta de lixo e reciclagem devem fazer parte do mapeamento.

Conforme os critérios e práticas sustentáveis, o próximo passo é fazer um planejamento das ações que precisam ser alteradas na empresa.

Isso deve ser feito com a legislação em mente, já que as leis ambientes ditam as obrigações das empresas em relação à sustentabilidade.

No entanto, não adianta colocar a sustentabilidade em prática apenas para favorecer a imagem da empresa no mercado.

Adotar um discurso sustentável e investir em marketing, sem de fato colocar medidas em prática e tornar isso uma prioridade na empresa, é conhecido como greenwashing.

Como surgiram os Indicadores de Sustentabilidade?

Os indicadores de sustentabilidade surgiram como uma alternativa para avaliar o desempenho das economias, considerando a sustentabilidade nas análises.

No âmbito das empresas, eles são relevantes para mapear e servir como referência para a gestão a partir do conceito de sustentabilidade.

Indicadores de Sustentabilidade

Há diferentes indicadores de sustentabilidade que se aplicam às empresas.

Por isso, sempre é importante estar atento às suas características e aplicações.

Exemplo é o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que compara a performance das empresas listadas na Bolsa de Valores sob o aspecto da sustentabilidade corporativa.

O índice foi originalmente financiado pela Corporação Financeira Internacional (IFC), e sua metodologia desenhada pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).

Outro exemplo é a ISO 14001, uma das normas criadas pela International Organization for Standardization (ISO) e que se refere aos requisitos para que as empresas identifiquem, controlem e monitorem aspectos ambientais aos quais se relacionam.

Quais são os pilares de uma gestão sustentável?


A gestão sustentável é baseada em três pilares: social, econômico e ambiental.

Ou seja, é preciso implementar ações sustentáveis nesses três âmbitos para compor uma estratégia completa. Conheça cada um deles.

1. Social

O pilar social consiste na relação da empresa com o seu capital humano, desde funcionários a consumidores, e na implementação de práticas que fomentem o desenvolvimento sustentável da sociedade.

2. Econômico

É a responsabilidade da empresa em relação ao desenvolvimento da sociedade, oferecendo emprego, renda e lucratividade, de modo que gerem bem-estar para a comunidade em que está inserida.

3. Ambiental

Trata-se do impacto dos processos e produtos da empresa no ambiente ambiente a curto, médio e longo prazos.

O objetivo da sustentabilidade empresarial é minimizar esses impactos ao máximo.

Tripé da sustentabilidade

Em uma entrevista para a revista Exame, o especialista em sustentabilidade Roseli Capudi salienta hoje a liderança sustentável ainda está muito ligada à natureza.

Isso, segundo ele, precisa ser desmistificado, abordando o conceito amplo do tripé da sustentabilidade.

“As empresas precisam gerar valor para as pessoas e manter o equilíbrio da sustentabilidade, seja com ações voltadas ao meio ambiente, ao aspecto econômico ou ao social”, reflete.

Ações essenciais para o meio ambiente e a comunidade

Anteriormente, você já conferiu as principais dicas de práticas de sustentabilidade empresarial.

Tenha em mente que todas as ações citadas são essenciais para o meio ambiente e a comunidade, pois reduzem o impacto da empresa de uma maneira ou de outra.

Lembre-se de que isso vai desde ações simples no ambiente de trabalho, como a eliminação de copos descartáveis, aos cuidados da produção, como a eliminação correta de resíduos e produtos químicos, por exemplo.

Além disso, outra estratégia que você pode implementar é a criação de projetos sociais com a comunidade onde a empresa está inserida, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre a sustentabilidade.

Então, que tal iniciar o planejamento da sustentabilidade empresarial do seu negócio?

O primeiro passo para isso você encontra no próximo tópico.


Gestão e sustentabilidade empresarial


Para implementar a sustentabilidade empresarial, a iniciativa deve surgir sobretudo da gestão.

De acordo com a ONU, a liderança deve enviar um sinal forte a toda a organização a respeito da importância da sustentabilidade e suas responsabilidades.

“A mudança efetiva começa com a liderança da empresa”, aponta o guia de sustentabilidade empresarial.

Portanto, é imprescindível que a sustentabilidade faça parte da gestão estratégica.

Se essa é uma prioridade e uma missão do negócio, a sustentabilidade é aplicada de maneira consistente.

Como gestor, você não deve enxergar essas diretrizes em prol do meio ambiente como mera obrigação.

“Pode-se mudar tudo sobre o seu negócio, com exceção de suas crenças fundamentais”, afirma Samiksha Jain, em um artigo para a revista Entrepreneur.

Assim, vale a pena perguntar: “Você acredita, de fato, que o meio ambiente merece atenção e cuidado dentro da sua empresa?

Parte daí o impulso necessário para alinhar a organização rumo a um futuro mais sustentável.

É preciso enxergar essa visão como uma peça importante na estratégia e responsabilidade da empresa, assim como uma forma de ganhar vantagem competitiva.

No livro Gestão socioambiental: estratégias na nova era da sustentabilidade (Elsevier, 2008), Takeshy Tachizawa e Rui Otávio Bernardes de Andrade afirmam que a responsabilidade socioambiental é a resposta natural das empresas ao novo cliente.

De acordo com eles, as empresas verdes serão a principal forma de empreender no futuro de maneira duradoura e lucrativa.

“Em outras palavras, quanto antes as organizações começarem a enxergar a sustentabilidade como seu principal desafio e como oportunidade competitiva, maior será a chance de que sobrevivam”, apontam os autores.


O papel do coaching


Se você está em busca da implementação de uma estratégia de sustentabilidade empresarial, pode contar com o apoio do coaching.

A metodologia é voltada ao desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais.

Também é empregada para atingir objetivos profissionais.

Uma das principais vantagens é que o coaching dá suporte na criação de um plano de ação com metas e objetivos a serem alcançados.

Nesse caso, você pode optar pelo coaching executivo ou de lideranças, que são segmentos focados na gestão de empresas.

Com o apoio do coach, você conseguirá não apenas desenvolver habilidades para engajar a equipe, mas também criar uma estratégia com objetivos consistentes para elevar a performance.

Ou seja, primeiro se define o estado desejado, onde se quer chegar, e depois o coaching traça o caminho até ele.


Conclusão


Depois de ler este texto, como você enxerga a responsabilidade da sua empresa em relação ao meio ambiente e à sociedade?

Se você ainda não pratica a sustentabilidade empresarial, é hora de começar.

Ela não é importante apenas para cumprir as obrigações legais da empresa e agir com ética.

Também se trata de um instrumento importante para o crescimento da empresa, criando uma imagem positiva, atendendo às demandas do consumidor e ganhando vantagem competitiva.

Mas lembre-se de que a implementação da sustentabilidade empresarial começa com a gestão e a liderança.

Afinal, se quem está à frente do negócio não engajar toda a equipe, fica praticamente impossível montar uma estratégia eficiente, não é mesmo?

E para ajudar nesse processo, que tal adotar o coaching?

Essa metodologia será útil para definir metas, planos de ação e desenvolver competências importantes para a gestão liderar o futuro sustentável da equipe.

Fonte: SBCoaching


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