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SEMINÁRIO SALVADOR CIDADE INOVADORA TEM INSCRIÇÕES ABERTAS



28/07/2020

Com o tema ‘Inovação e Sustentabilidade na Real’, a quarta edição do Seminário Salvador Cidade Inovadora será realizada, virtualmente, no dia 5 de agosto, das 9h às 21h. Desta vez, devido à pandemia de Covid-19, em formato de webinário, ou seja, via videoconferência, o objetivo é debater acerca de assuntos e desafios relacionados à questão da sustentabilidade, abordando práticas e soluções inovadoras realizadas por pessoas, cidades e empresas no Brasil e no mundo a fim de se tornarem efetivamente sustentáveis.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo endereço doity.com.br/seminario-salvador-cidade-inovadora.

Presente na agenda de eventos da capital baiana desde 2017, o seminário é realizado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), e reúne profissionais e representantes de organizações nacionais e internacionais em torno das temáticas centrais do empreendedorismo e da inovação.

O evento conta com o patrocínio do Jornal Correio, Doity, Teledata, Use Telecom e Usina Digital. Já a curadoria é uma correalização da Associação Baiana de Startups (Abastartups), Associação de Jovens Empreendedores da Bahia (AJE Bahia), Fundação Avina, Baanko, Grupo C40 de Grandes Cidades para a Liderança do Clima (C40), Endeavor Brasil, Sociedade Alemã pela Cooperação Internacional (GIZ), Grupo Rede+, Hub Salvador, Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei), Instituto Capitalismo Consciente, Incubadora de Negócios Sociais (In Pacto), Parque Social, Fundação Konrad Adenauer, Sebrae Bahia e Senai Cimatec.

Mudanças climáticas e empreendedorismo

Com uma palestra de abertura e 16 painéis divididos em três salas – Pessoas, Planeta e Lucro –, serão mais de 28 horas de discussões, com atividades simultâneas e acesso livre entre estas. Na sala Planeta, durante o primeiro painel do dia, às 10h30, serão abordadas questões de gênero relacionadas às mudanças climáticas. Simultaneamente, nas outras duas salas, Pessoas e Lucro, estarão em pauta as empreendedoras negras e a importância das scale-ups (empresas de alto crescimento) em um ecossistema empreendedor sustentável, respectivamente.

Entre os convidados do 4º Seminário Salvador Cidade Inovadora, estão: Larissa Luz, cantora, atriz, escritora, compositora e produtora musical; Pedro Tourinho, especialista em entretenimento, mídia e fundador da Soko e MAP Brasil; Antônio Pita, fundador da Diaspora.Black; Coy Freitas, Diretor Artístico e Curador da plataforma de música da Devassa – Tropical Transforma; Renato Paquet, diretor-presidente de Cleantechs da Associação Brasileira de Startups, CEO e fundador da scale-up Polen; Paulo Rogério, empreendedor, cofundador da aceleradora de impacto social Vale do Dendê e consultor em diversidade; e Linda Bezerra, jornalista e editora-chefe do jornal Correio e representante da Afro Fashion Day.

No fim da tarde, a partir das 17h30, a discussão na sala Planeta irá tratar do potencial e dos desafios da Baía de Todos-os-Santos, enquanto a diversidade na cadeia produtiva da moda toma conta da sala Pessoas, e a multiexperiência da música, da sala Lucro. Em seguida, às 19h, o painel ‘Música, Inovação e Negócios’ encerra o evento.

Oficinas

Além dos painéis, que acontecerão ao mesmo tempo em grupos de três, cada ingresso dará direito a participar de uma das quatro oficinas simultâneas, com orientações que vão desde como precificar um produto ou serviço até como criar um avatar (personagem digital) em pixel art.

As oficinas terão como facilitadoras Karine Oliveira, idealizadora e CEO da Wakanda: Educação Empreendedora, voltada ao empreendedorismo feminino e negro; Taís Ribeiro, co-fundadora da Aimo Tech, empresa de tecnologia educacional; Yasmin Souza, criadora do Brasil Aprender, portal destinado à modernização do processo de ensino-aprendizagem; e Betina Bona, fundadora do Terra Vida, empreendimento direcionado a soluções ecológicas.

Salvador 360

O Seminário Salvador Cidade Inovadora faz parte do eixo Cidade Sustentável, um dos oito eixos do Programa Salvador 360, que possui 360 medidas que visam acelerar o crescimento econômico e social da capital baiana e contemplam projetos e ações que inserem a tecnologia como uma importante política pública para a cidade.

Serviço

O quê: 4º Seminário Salvador Cidade Inovadora
Quando: 5 de agosto, das 9h às 21h
Inscrições gratuitas e acesso ao evento pelo endereço: doity.com.br/seminario-salvador-cidade-inovadora


RELATÓRIO DA ONU DEFENDE ABORDAGEM QUE UNE SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AMBIENTAL PARA EVITAR FUTURAS PANDEMIAS



07/07/20200

A COVID-19 é apenas um dos exemplos da tendência crescente de doenças transmitidas de animais para seres humanos – que inclui Ebola, Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), Febre do Nilo Ocidental e Febre do Vale Rift.

Novo estudo traz dez recomendações para evitá-las e identifica a abordagem da One Health como a melhor forma de prevenir e responder a futuras pandemias.

A tendência crescente de doenças zoonóticas é impulsionada pela degradação ambiental – como a degradação da terra, a exploração da vida selvagem, a extração de recursos naturais, as mudanças climáticas e outros fatores.

Enquanto a pandemia da COVID-19 ameaça vidas e perturba economias em todo o mundo, um novo relatório alerta para o surgimento de novos surtos de doenças zoonóticas caso governos não tomem medidas para impedir a disseminação. O estudo também faz dez recomendações para evitar futuras pandemias.

O relatório “Prevenir a Próxima Pandemia: Doenças Zoonóticas e Como Quebrar a Cadeia de Transmissão” é um esforço conjunto do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e do Instituto Internacional de Pesquisa Pecuária (ILRI).

Ele identifica sete tendências que impulsionam o surgimento de doenças zoonóticas, incluindo a crescente demanda por proteína animal, a expansão agrícola intensiva e não sustentável, o aumento da exploração da vida selvagem e a crise climática. O relatório conclui que a África, em especial, por ter enfrentado várias epidemias zoonóticas, incluindo os recentes surtos de Ebola, pode ser uma fonte de soluções importantes para conter futuros surtos.

“A ciência é clara ao dizer que, se continuarmos explorando a vida selvagem e destruindo os ecossistemas, podemos esperar um fluxo constante de doenças transmitidas de animais para seres humanos nos próximos anos”, afirmou a Diretora Executiva do PNUMA, Inger Andersen.

“As pandemias são devastadoras para nossas vidas e nossas economias e, como vimos nos últimos meses, a população mais pobres e vulnerável é a mais impactada. Para evitar futuros surtos, precisamos ser mais conscientes sobre a proteção do meio ambiente”, complementou.

Uma “doença zoonótica” ou “zoonose” é uma doença transmitida de animais para seres humanos. A COVID-19, que já causou mais de meio milhão de mortes em todo o mundo, provavelmente foi originada em morcegos. Mas ela é apenas a mais recente dentre tantas doenças cuja disseminação foi intensificada pelas ações humanas – como Ebola, Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), Febre do Nilo Ocidental e Febre do Vale Rift.

Todos os anos, cerca de dois milhões de pessoas, principalmente de países de baixa e média renda, morrem devido a doenças zoonóticas negligenciadas. Estes surtos também podem causar doenças graves, mortes e perda de produtividade em rebanhos nos países em desenvolvimento, deixando milhões de pequenos agricultores em extrema pobreza. Nas últimas duas décadas, as doenças zoonóticas causaram perdas econômicas no valor de mais de 100 bilhões de dólares, sem contar a pandemia de COVID-19, que poderá custar 9 trilhões de dólares nos próximos anos.

Países africanos podem liderar esforços na prevenção de pandemias

As doenças zoonóticas estão em ascensão em todo o mundo. Os países africanos, alguns dos quais já lidaram de forma bem sucedida com outros surtos zoonóticos fatais, podem aproveitar suas experiências para combater futuros surtos por meio de abordagens que incorporem saúde humana, animal e ambiental. O continente abriga grande parte das florestas tropicais remanecentes do mundo e outras paisagens selvagens. A população humana na África também é a que mais cresce, o que facilita o encontro entre rebanhos e animais selvagens, que, por sua vez, eleva o risco de disseminação de doenças zoonóticas.

“A situação no continente hoje é propícia para intensificar as doenças zoonóticas existentes e facilitar o surgimento e a disseminação de novas doenças”, disse o Diretor Geral da ILRI, Jimmy Smith. “Mas, com suas experiências com a Ebola e outras doenças emergentes, os países africanos estão demonstrando maneiras proativas de gerenciar esses surtos. Por exemplo, para controlar as doenças eles estão aplicando novas abordagens baseadas em riscos, ao invés de abordagens baseadas em regras, por serem mais adequadas para ambientes com poucos recursos, e estão unindo conhecimentos humanos, animais e ambientais em iniciativas proativas como a One Health”.

Os autores do relatório identificam a abordagem da One Health, que une conhecimentos em saúde pública, veterinária e ambiental, como o melhor método para prevenir e responder aos surtos de doenças zoonóticas e pandemias.

10 recomendações

O relatório identificou dez ações práticas que os governos podem tomar para evitar surtos futuros:

> Investir em abordagens interdisciplinares, como a One Health;

> Incentivar pesquisas científicas sobre doenças zoonóticas;

> Melhorar as análises de custo-benefício das intervenções para incluir o custo total dos impactos sociais gerados pelas doenças;

> Aumentar a sensibilização sobre as doenças zoonóticas;

> Fortalecer o monitoramento e a regulamentação de práticas associadas às doenças zoonóticas, inclusive de sistemas alimentares;

> Incentivar práticas ​​de gestão sustentável da terra e desenvolver alternativas para garantir a segurança alimentar e meios de subsistência que não dependam da destruição dos habitats e da biodiversidade;

> Melhorar a biossegurança, identificando os principais vetores das doenças nos rebanhos e incentivando medidas comprovadas de manejo e controle de doenças zoonóticas;

> Apoiar o gerenciamento sustentável de paisagens terrestres e marinhas a fim de ampliar a coexistência sustentável entre agricultura e vida selvagem;

> Fortalecer a capacidade dos atores do setor de saúde em todos os países; e

> Operacionalizar a abordagem da One Health no planejamento, implementação e monitoramento do uso da terra e do desenvolvimento sustentável, entre outros campos.

O relatório foi lançado no Dia Mundial das Zoonoses, instituído em 6 de julho por instituições de pesquisa e entidades não-governamentais em homenagem ao trabalho do biólogo francês Louis Pasteur. Em 6 de julho de 1885, Pasteur administrou com sucesso a primeira vacina contra a raiva, uma doença zoonótica.

Fonte: EcoDebate

POPULAÇÃO ADOTA HÁBITOS MAIS SUSTENTÁVEIS DURANTE A PANDEMIA

(Foto: Shutterstock)

19/06/2020

Cerca de 60% dos brasileiros mudaram o estilo de vida para reduzir o impacto no meio ambiente

Um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) mostrou que que o consumidor brasileiro está mudando o comportamento de consumo e a pandemia tem feito as pessoas quererem comprar mais por sites e aplicativos. Aliás, 70% dos entrevistados disseram que pretendem continuar adquirindo produtos on-line depois que essa situação passar.

Para o especialista em sustentabilidade, coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS), Marcus Nakagawa, esse período tem servido para a população rever seus hábitos, principalmente, no que diz respeito ao consumo sustentável. “Acredito que isso já está acontecendo. As pessoas estão ampliando um pouco mais a percepção dos seus gastos e da relação com os resíduos. A realização de compras passou a ser mais responsável, visto que, agora é um momento de crise, de economizar para o que está por vir. Além disso, todos estão vendo o quanto de lixo “jogam fora” e o quanto adquirem coisas que talvez nem precisam”, explica Nakagawa.

De acordo com um estudo da McKinsey & Company cerca de 60% da população brasileira está fazendo mudanças no estilo de vida para reduzir o impacto no meio ambiente como a prática diária relacionada à realização de compras mais responsáveis, com a devida compreensão dos impactos ambientais e sociais. Não só as pessoas, mas as empresas também estão querendo incorporar a sustentabilidade dentro da proposta de valor de seus negócios, segundo a mesma pesquisa McKinsey.

Nesse sentido, o especialista Marcus Nakagawa também acredita que, para alcançar esses novos hábitos, é preciso investir em itens que envolvam menos recursos naturais em sua produção e que facilitem o reaproveitamento e a reciclagem. Sem esquecer-se de optar por elementos que tenham uma “vida mais longa”, como no caso das empresas que têm se dedicado a produzir máscaras reutilizáveis nessa época de pandemia. “Essas são apenas algumas ações para quem deseja entrar nessa jornada mais sustentável durante e pós-covid-19”, conclui Nakagawa.

Mundo Sustentável

Para mostrar como a sustentabilidade é algo próximo e possível, o CORREIO criou o projeto Mundo Sustentável, com conteúdos diversos sobre iniciativas que tornam a vida melhor. Diariamente e até o final do mês de junho, você poderá acompanhar nas redes sociais, no site, jornal impresso e na plataforma bit.ly/mundosustentavelcorreio, as informações sobre como se pode melhorar as ações do dia a dia para que todos possam ter mais qualidade de vida.

O Mundo Sustentável tem o patrocínio do Hapvida, Sotero Ambiental e Bracell, a parceria do Sebrae e o apoio da Claro e Yamana Gold.


O CORONAVÍRUS VEIO DA NATUREZA – E NÃO DE UM LABORATÓRIO

(Andriy Onufriyenko/Getty Images)

24/03/2020

Os boatos de que o vírus foi manipulado pela China não passam de uma mentira. E a ciência prova.

Por Carolina Fioratti

Nos últimos dias, teorias da conspiração sobre a Covid-19 circularam na internet. Elas defendem que o vírus SARS-CoV-2 havia sido criado em laboratório pelos chineses. Mas uma pesquisa publicada na Nature Medicine desmente essa ideia, e mostra que o vírus, na verdade, é produto de evolução natural. 

Assim que a doença começou a se propagar em Wuhan, na China, os cientistas do país sequenciaram o genoma do vírus e tornaram os dados públicos. Então, uma equipe de pesquisadores utilizou as informações para explorar as origens e evolução do SARS-CoV-2.

O vírus, como você deve ter visto em diversas imagens, é uma bolinha cheia de espinhos. Assim:

 (Image: CDC/Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAMS/Reprodução)

Esse revestimento exterior caracteriza um modelo chamado proteína spike (em português, “espinhos”), que servem para agarrar e se penetrar nas paredes celulares humanas e animais. Os cientistas perceberam que o vírus evoluiu para atingir, principalmente, uma proteína chamada ACE2, que está presente em alguns tecidos corporais, como nariz e boca. 

Segundo os cientistas, foi a sua forma eficaz de nos infectar que fez com que eles concluírem que o vírus é, sim, resultado de seleção natural.

Caso ele tivesse sido projetado em laboratório, seus criadores teriam utilizado como base o genoma de um vírus patogênico conhecido. Mas o genoma encontrado é bem diferente dos de outros coronavírus – como os causadores de SARS e MERS – e, ao mesmo tempo, semelhante a alguns vírus encontrados em morcegos e pangolins.

Na visão dos cientistas, há dois cenários possíveis. No primeiro, o vírus passou por seleção natural dentro de um hospedeiro animal e, depois, chegou aos seres humanos – já com sua capacidade infecciosa.

Essa história seria plausível, considerando que foi dessa forma que os surtos de SARS e MERS aconteceram no passado. No caso, o morcego teria sido o hospedeiro definitivo, passando para outro animal, que seria o hospedeiro intermediário, e esse teria transmitido aos humanos, provavelmente através da ingestão de sua carne.

Em um segundo cenário, o vírus também passou do animal para o humano, mas só se tornou patogênico no corpo do homem. Sua capacidade de transmissão de humanos para humanos pode ter se desenvolvido pouco antes do início da epidemia, ainda no corpo dos primeiros infectados.

Ainda não se sabe qual das duas hipóteses é a correta. A primeira é mais prejudicial, pois caso o vírus tenha essa capacidade de evoluir ainda nos animais, as chances de ocorrerem outros surtos similares no futuro são maiores. 

A China está trabalhando na proibição do comércio de animais silvestres. Esse seria um primeiro passo para evitar o surgimento de novas doenças no futuro. Além disso, os chineses se mostraram eficazes no controle da doença, apresentando grande recuperação. Até essa terça-feira (24), havia mais de 350 mil infectados ao redor do globo.


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