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O CORONAVÍRUS VEIO DA NATUREZA – E NÃO DE UM LABORATÓRIO

(Andriy Onufriyenko/Getty Images)

24/03/2020

Os boatos de que o vírus foi manipulado pela China não passam de uma mentira. E a ciência prova.

Por Carolina Fioratti

Nos últimos dias, teorias da conspiração sobre a Covid-19 circularam na internet. Elas defendem que o vírus SARS-CoV-2 havia sido criado em laboratório pelos chineses. Mas uma pesquisa publicada na Nature Medicine desmente essa ideia, e mostra que o vírus, na verdade, é produto de evolução natural. 

Assim que a doença começou a se propagar em Wuhan, na China, os cientistas do país sequenciaram o genoma do vírus e tornaram os dados públicos. Então, uma equipe de pesquisadores utilizou as informações para explorar as origens e evolução do SARS-CoV-2.

O vírus, como você deve ter visto em diversas imagens, é uma bolinha cheia de espinhos. Assim:

 (Image: CDC/Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAMS/Reprodução)

Esse revestimento exterior caracteriza um modelo chamado proteína spike (em português, “espinhos”), que servem para agarrar e se penetrar nas paredes celulares humanas e animais. Os cientistas perceberam que o vírus evoluiu para atingir, principalmente, uma proteína chamada ACE2, que está presente em alguns tecidos corporais, como nariz e boca. 

Segundo os cientistas, foi a sua forma eficaz de nos infectar que fez com que eles concluírem que o vírus é, sim, resultado de seleção natural.

Caso ele tivesse sido projetado em laboratório, seus criadores teriam utilizado como base o genoma de um vírus patogênico conhecido. Mas o genoma encontrado é bem diferente dos de outros coronavírus – como os causadores de SARS e MERS – e, ao mesmo tempo, semelhante a alguns vírus encontrados em morcegos e pangolins.

Na visão dos cientistas, há dois cenários possíveis. No primeiro, o vírus passou por seleção natural dentro de um hospedeiro animal e, depois, chegou aos seres humanos – já com sua capacidade infecciosa.

Essa história seria plausível, considerando que foi dessa forma que os surtos de SARS e MERS aconteceram no passado. No caso, o morcego teria sido o hospedeiro definitivo, passando para outro animal, que seria o hospedeiro intermediário, e esse teria transmitido aos humanos, provavelmente através da ingestão de sua carne.

Em um segundo cenário, o vírus também passou do animal para o humano, mas só se tornou patogênico no corpo do homem. Sua capacidade de transmissão de humanos para humanos pode ter se desenvolvido pouco antes do início da epidemia, ainda no corpo dos primeiros infectados.

Ainda não se sabe qual das duas hipóteses é a correta. A primeira é mais prejudicial, pois caso o vírus tenha essa capacidade de evoluir ainda nos animais, as chances de ocorrerem outros surtos similares no futuro são maiores. 

A China está trabalhando na proibição do comércio de animais silvestres. Esse seria um primeiro passo para evitar o surgimento de novas doenças no futuro. Além disso, os chineses se mostraram eficazes no controle da doença, apresentando grande recuperação. Até essa terça-feira (24), havia mais de 350 mil infectados ao redor do globo.


PESQUISADORES DESCOBREM PEGADAS DE ANIMAL MAIS ANTIGAS DA TERRA

Pegadas são de espécie que possuía membros paralelos

07/06/2018

Encontradas na China, pegadas têm pelo menos 541 milhões de anos. Cientistas não conseguiram identificar, porém, espécie que deixou os rastros que foram fossilizados em calcário.
    
Pesquisadores descobriram na China as pegadas mais antigas deixadas por um animal na Terra. Segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (06/06), os rastros têm pelo menos 541 milhões de anos.

O estudo não identificou o pequeno animal que deixou as pegadas, que são separadas por milímetros e parecem com pequenos buracos marcados no calcário escuro.

"Este é considerado o registro mais antigo de pegadas fossilizadas de um animal”, destaca o estudo publicado no jornal especializado Science Advances.

As pegadas foram encontradas na região Três Gargantas, localizada no rio Yangtzé no sul da China, e pertencem ao período Ediacarano, que está compreendido entre 630 milhões e 541 milhões de anos.

"Pegadas identificadas anteriormente tinham entre 540 milhões e 530 milhões de anos. Os novos fósseis são provavelmente ao menos 10 milhões de anos mais antigos", afirmou Zhe Chen, pesquisador da Academia Chinesa de Ciência e um dos autores do estudo.

Infelizmente, a criatura que deixou seus rastros não morreu perto do local, deixando um fóssil igualmente bem preservado que poderia ser estudado e revelar o mistério sobre o animal que deixou marcada sua passagem.

"Não sabemos exatamente que espécie deixou esses rastros, no entanto, ela tem uma simetria bilateral devido aos membros paralelos", acrescentou Chen. O pesquisador explicou que apenas três grupos de animais vivos possuem membros paralelos – artrópodes, como aranhas, anelídeos, como poliquetas, e tetrápodes, como humanos.

Chen acredita que o animal seja um ancestral de alguma espécie do grupo dos artrópodes ou dos anelídeos.

O fóssil revela ainda que a criatura parece ter feito algumas pausas durante o trajeto, pois os rastros parecem em determinados pontos estarem conectados a tocas, que poderiam ter sido cavadas para extrair alimentos ou oxigênio, especula o estudo.

Além de pesquisadores da Academia Chinesa de Ciência, cientistas da universidade americana Virgina Tech participaram do estudo.

Fonte: DW

CHINA DÁ BOAS-VINDAS A 2018, O ANO DO CÃO TERRA

Reprodução


17/02/2018 

Enquanto no Brasil se comemora o Carnaval, aqui na China começaram as celebrações do Ano-Novo Chinês.

Por Bela Lima

Para quem não sabe, essa é a festividade mais importante da China e uma referência à data de comemoração do Ano-Novo adotada por vários países da Ásia que seguem um calendário anual distinto do nosso.

O calendário chinês é lunissolar. Ou seja, leva em consideração tanto as fases da lua quanto a posição do sol. O Ano-Novo Chinês começa na noite da lua nova mais próxima da data em que o sol passa pelo décimo quinto grau de aquário.

Os chineses relacionam cada novo ano a um dos 12 animais que teriam atendido ao chamado de Buda para uma reunião.

Na sexta-feira (16/2), despedimo-nos do Ano do Galo e damos oficialmente as boas-vindas ao Ano do Cão Terra.

Reprodução

Segundo reza a tradição, o ano que termina é de impulsividade e criatividade, enquanto o novo é de equilíbrio e tolerância.
Alguns detalhes dessa mega comemoração – o país para por 20 dias – estão me chamando muita atenção.

No apartamento onde moro, recebi um envelope vermelho e dourado, no qual devo ofertar um valor para os funcionários. A quantia deve ser par, e muitos presenteiam U$ 8, por ser considerado um número de sorte que traz abundância.
É comum os mais velhos ofertarem o mesmo envelope, mas com quantidades maiores de dinheiro, para seus netos mais novos.

Na véspera do Ano-Novo, os chineses limpam e arrumam a casa, cortam o cabelo e fazem oferendas aos deuses que protegem o lar.

Reprodução

As cores vermelho e dourado são predominantes na comemoração. O vermelho, que representa fogo e sucesso, simboliza a transformação, o movimento e a vida, por isso as mulheres preferem usar essa cor para atrair sorte e amor ao longo do ano.
Durante as festividades, lanternas vermelhas são acesas e penduradas na porta principal durante 15 dias. Lançam-se fogos de artifícios para espantar os maus espíritos, o azar e as más energias.

O jantar da véspera é quando a família se reúne para se despedir do velho ciclo e iniciar o novo. São preparados pratos que trazem sorte, riqueza e felicidade. Não faltam os bolinhos em forma de lingotes de ouro, o peixe que representa dinheiro, as tangerinas ou laranjas da sorte, e sempre é servido um prato à base de arroz e talharim, que representam prosperidade e longevidade. Todos os alimentos são servidos em bandejas vermelhas.



Nas ruas, é comum ver celebrações como as danças do dragão e do leão. A do dragão traz prosperidade, sorte e renovação. A do leão atrai sorte e prosperidade durante todo o ano.

O Ano-Novo Chinês é marcado pelos seus rituais e superstições. No primeiro dia, da lua nova, dá-se as boas-vindas aos deuses do Céu e da Terra. As pessoas costumam não comer carne, pois acreditam que assim terão vida longa e feliz.

O segundo é considerado dia de todos os cães. Assim, os chineses dão atenção aos bichos de estimação. Eles também rezam aos deuses e aos seus antepassados.

Nos terceiro e quarto dias, os genros prestam homenagem aos sogros, e os filhos, aos pais.

No quinto dia, ou Dia de Po Woo, as pessoas ficam em casa para dar as boas-vindas ao Deus da Riqueza. Já no sexto, todos saem de casa e dirigem-se aos templos para rezar por fortuna e saúde.

No sétimo dia é festejado o nascimento de todos os seres humanos, e a data também é considerada o dia dos agricultores. Assim, comem-se noodles e peixes, que simbolizam longevidade e sucesso.

Nos oitavo e nono dias, reza-se para o Deus do Céu e ao Imperador Jade, respectivamente.

Entre o décimo e o décimo segundo dias, são oferecidos banquetes. E, no décimo terceiro dia, só se come arroz, para purificar o organismo.

No décimo quinto dia, quando teremos a primeira noite de lua cheia, as pessoas saem às ruas com lanternas coloridas e celebram com seus amigos e entes queridos.

Um detalhe importante é que, na noite do Ano-Novo, todas as portas e janelas devem estar abertas à meia-noite, para deixar o velho ano sair. As dívidas devem estar pagas, para afastar o mau feng shui das finanças.

Em relação às previsões do Ano do Cachorro, é um período favorável a acordos, parcerias, networking, compartilhamento e fidelidade. Devem ser evitados gastos desnecessários, estripulias e egoísmos.

O Ano do Cão é tempo de refletir sobre o coletivo, sendo favorável pensar de forma mais ecológica, na natureza.

O símbolo maior do cachorro é a fidelidade, o companheirismo, a lealdade, o serviço desinteressado, o amor incondicional.

Que o Ano do Cachorro seja bom para todos!



VETO À IMPORTAÇÃO DE LIXO NA CHINA AFETA INDÚSTRIA DE RECICLAGEM GLOBAL

A Europa e a América do Norte exportam milhões de toneladas de lixo reciclável 
para a China a cada ano - AFP/Arquivos

23/01/2018

Durante anos, a China foi o principal destino do mundo para o lixo reciclável, mas a proibição recente de certas importações deixou os países em busca de novos aterros para pilhas de lixo crescentes.

A decisão foi anunciada em julho e entrou em vigor em 1º de janeiro, dando às empresas da Europa aos Estados Unidos apenas seis meses para procurar outras opções e levando algumas a armazenar lixo em estacionamentos.

Na China, algumas empresas de reciclagem tiveram que demitir funcionários ou fechar devido à perda de negócios.

A proibição impede as importações de 24 categorias de resíduos sólidos, incluindo certos tipos de plásticos, papel e têxteis.

“Grandes quantidades de resíduos sujos ou mesmo perigosos são misturados nos resíduos sólidos que podem ser usados ​​como matérias-primas. Isso poluiu o ambiente da China seriamente”, explicou o Ministério do Meio Ambiente em um aviso à Organização Mundial do Comércio.

Somente em 2015, o gigante asiático comprou 49,6 milhões de toneladas de lixo, de acordo com dados do governo.

A União Europeia exporta metade dos seus plásticos coletados e separados, 85% deles para a China. A Irlanda sozinha exportou 95% de seus resíduos plásticos para a China em 2016.

Nesse mesmo ano, os EUA enviaram mais de 16 milhões de toneladas de commodities de sucata para a China no valor de mais de US$ 5,2 bilhões.

– Problema ambiental “catastrófico” –

A proibição tem sido como um “terremoto” para países dependentes da China, disse Arnaud Brunet, chefe do Escritório Internacional de Reciclagem.

“Isso colocou a nossa indústria sob estresse, uma vez que a China é simplesmente o maior mercado do mundo” para materiais reciclados, disse à AFP.

As exportações mundiais de plástico para a China podem cair de 7,4 milhões de toneladas em 2016 para 1,5 milhão de toneladas em 2018, enquanto as exportações de papel podem despencar em quase um quarto, de acordo com a estimativa de Brunet.

A diminuição será em parte devido a uma queda no limite de impurezas que a China está disposta a aceitar por tonelada de resíduos – padrões mais elevados que a maioria dos países atualmente não pode atender.

Alguns agora estão olhando para mercados emergentes em outros lugares, como a Índia, o Paquistão ou o sudeste da Ásia, mas isso pode ser mais caro do que mandar lixo para a China.

O envio de materiais recicláveis ​​para a China é mais barato porque eles são colocados em navios que “de outra forma estariam vazios” ao retornar ao país asiático depois de entregar bens de consumo na Europa, disse Simon Ellin, diretor executivo da Associação de Reciclagem britânica.

Brunet também advertiu que muitos países alternativos ainda não têm a capacidade de ocupar o lugar da China, uma vez que “a capacidade de processamento não se desenvolve da noite para o dia”.

Há o risco de que a proibição cause um problema ambiental “catastrófico”, já que os acúmulos de resíduos recicláveis ​​são incinerados ou despejados em aterros com outros resíduos.

Nos Estados Unidos, coletores de materiais recicláveis ​​já estão reportando “estoques significativos”, disse Adina Renee Adler, diretora sênior de relações internacionais no Instituto de Indústrias de Reciclagem de Sucata (ISRI).

“Alguns municípios anunciaram que não aceitarão certos materiais ou os direcionarão para aterros”, disse.

Brandon Wright, porta-voz da Associação Nacional de Resíduos e Reciclagem dos EUA, disse à AFP que algumas instalações estavam armazenando estoques do lado de fora ou em estacionamentos.

– “Difícil fazer negócios” –

A proibição também criou desafios para empresas chinesas dependentes de resíduos estrangeiros.

“Será muito difícil fazer negócios”, disse Zhang Jinglian, dono da empresa de reciclagem de plástico Huizhou Qinchun, na província de Guangdong.

Mais de metade dos seus plásticos eram importados, e à medida que os preços de tais matérias-primas subirem, a produção será reduzida em pelo menos um terço, disse. Ele já havia despedido uma dúzia de funcionários.

Outros, como a Nantong Heju Plastic Recycling, na província costeira de Jiangsu, “deixarão de fazer negócios”, disse um representante.

Mas, ao mesmo tempo, a proibição poderia levar a China a melhorar seus próprios sistemas de reciclagem, permitindo reutilizar mais materiais locais, disse o especialista em plásticos da Greenpeace Liu Hua.

“Atualmente não existe um sistema de reciclagem completo, legal e regulamentado”, na China, onde até mesmo grandes cidades como Pequim dependem de catadores ilegais, afirmou.

“Quando não há recursos provenientes do exterior, há uma maior probabilidade de melhorarmos nossa própria reciclagem interna”.

Na Europa, a proibição também poderia ter o efeito positivo de estimular os países a se concentrarem no desenvolvimento de indústrias domésticas de reciclagem, afirmou Jean-Marc Boursier, presidente da Federação Europeia de Gerenciamento de Resíduos e Serviços Ambientais.

“A decisão chinesa nos obriga a nos perguntar se não estaríamos interessados ​​em criar fábricas de processamento na Europa para exportar produtos em vez de resíduos”, afirmou.

Na terça-feira, a UE revelou planos de eliminar os plásticos descartáveis, como copos de café, e tornar recicláveis ​​todas as embalagens de plástico até 2030.

Fonte: ISTOÉ


BRICS REALIZA TERCEIRA REUNIÃO DE MINISTROS DO MEIO AMBIENTE NA CHINA



26/06/2017

Tianjin, (Xinhua) -- Os ministros do Meio Ambiente e altos funcionários dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se reuniram em Tianjin, no norte da China. Eles prometeram fazer esforços para promover o desenvolvimento sustentável e a prevenção da poluição.

Altos funcionários do meio ambiente do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul discutiram importantes desafios e oportunidades existentes para alcançar o desenvolvimento sustentável em três dimensões: econômica, social e ambiental a nível nacional, regional e mundial, assinala um comunicado publicado na sexta-feira.

"Enfatizamos a necessidade de meios para cumprir o Acordo de Paris, incluindo a transferência de tecnologia de países desenvolvidos aos países em desenvolvimento", de acordo com o documento.

"Apreciamos que a conservação e o uso sustentável da abundante biodiversidade de países do BRICS sejam de significado especial para o ambiente global e para obter objetivos e metas concordados internacionalmente", acrescentou.

Também reiteraram sua intenção de promover a cooperação dentro do BRICS na área de prevenção da poluição.

Fonte: Portuguese.people

Morre Pan Pan, o panda macho mais velho do mundo

O panda Pan Pan comemorou 30 anos em 21 de setembro de 2015
AFP

30/12/2016

Pan Pan, o panda macho mais velho do planeta, morreu na quarta-feira na China aos 31 anos, deixando cerca de 130 descendentes, o que representa um quarto dos pandas que vivem em cativeiro no mundo.

O animal, qualificado de "pai heroico", morreu de câncer, anunciou o Centro de Pesquisa e Conservação do Panda Gigante, que era responsável por Pan Pan, na província de Sichuan.

"Seu estado se deteriorou rapidamente. Perdia a consciência e não conseguia se mover ou comer. (...) Os socorristas não conseguiram salvá-lo", acrescentou o centro na sua conta de uma rede social.

Se os pandas são conhecidos por suas dificuldades para se reproduzir em cativeiro, Pan Pan (cujo nome significa "esperança"), se distinguiu por sua prolífica descendência, com filhotes que se reproduziram ao longo dos anos.

A esperança de vida dos pandas em estado selvagem geralmente não ultrapassa os 20 anos. Os animais em cativeiro costumam viver mais tempo, mas a longevidade de Pan Pan foi excepcional.

"Sua idade correspondia a cerca de 100 anos para um ser humano", disse à imprensa chinesa Tan Chengbin, guarda da reserva onde Pan Pan passou seus últimos anos.

Pan Pan nasceu em 1985 em liberdade em Sichuan (sudoeste da China), mas foi recolhido quando tinha poucos meses e passou o resto da vida em cativeiro.

O panda mais velho do mundo é um fêmea de 36 anos, Basi, que em outubro passado sucedeu à decana dos pandas, Jia Jia, falecida em Hong Kong aos 38 anos.

Atualmente restam menos de 2.000 pandas em liberdade, ameaçados pelo desaparecimento drástico se seu habitat nos últimos 50 anos.

A China fez muitos esforços para preservar a espécie e seu entorno, principalmente com a criação de uma dúzia de reservas naturais, replantando bambu e impulsando programas de reprodução.

O trabalho deu frutos, visto que o número de pandas gigantes em liberdade na China aumentou 16,8% entre 2003 (1.596) e 2013 (1.864), segundo a administração florestal chinesa.

Em setembro, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) retirou o panda da lista de espécies mais ameaçadas de extinção, algo que o governo chinês considera "prematuro".

Fonte: UOL

EUA se unem à China e assinam acordo sobre clima de Paris

Obama entrega documento em que ratifica o Acordo do Clima de Paris
Carolyn Kaster/AP

03/09/2016

A conferência de Paris onde foi alcançado um acordo sobre o clima "foi o momento em que decidimos salvar o planeta", declarou na sexta-feira (2) o presidente Barack Obama depois de anunciar a ratificação do texto, juntamente com a China.

Em uma cerimônia com seu colega Xi Jinping na cidade chinesa de Hangzhou, onde é realizado o G20, os dois líderes entregaram ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os documentos que oficializam a ratificação.

"Deram um grande impulso para que o acordo entre em vigor. Sou otimista sobre o fato de que poderemos alcançar isso antes do fim do ano", disse Ban.

O acordo tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura no planeta a um máximo de dois graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais.

Para que entre em vigor em 2020, como está previsto, ao menos 55 países que representem 55% das emissões mundiais precisam ratificá-lo.

Estados Unidos e China são os dois países que mais poluem o planeta (juntos representam 40% das emissões de CO2) e sua ratificação pode agir como convocação para os demais signatários.

Fonte: UOL


China quer reduzir 50% do consumo de carne até 2030

29/06/2016

A corrida pela diminuição global de emissões já está em andamento e se intensificou em dezembro, durante a COP de Paris, quando 196 países assumiram publicamente o compromisso de manter o aumento da temperatura global em no máximo 2oC (com esforços para limitar em 1,5o C) em relação aos níveis pré-industriais.

Como forma de contribuir para o processo, a China, terceira maior consumidora de carne do planeta, anunciou esta semana que pretende cortar 50% de seu consumo de carne bovina, com o objetivo de reduzir os impactos no clima.

A campanha chinesa, encabeçada por um novo guia de alimentação saudável, incentiva as pessoas a diminuírem pela metade a carne nas refeições e traz o ator norte-americano Arnold Schwarzenegger e o diretor James Cameron – além de especialistas chineses – advogando sobre as vantagens de se diminuir este consumo.

De acordo com o coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, “o movimento é ousado e muito bem-vindo”.

Nahur cita que cerca de 15% das emissões de gases de efeito estufa no planeta vêm da pecuária, sendo que a metade é causada somente pela produção de carne (boi, porco e frango) – e isso sem considerar as emissões do desmatamento relacionado. 

Estudos recentes divulgados pelo jornal The Guardian demonstram que, sem cortes drásticos nas emissões do setor, em 2050 o setor agropecuário sozinho já seria responsável pelo equivalente a toda meta prevista para o ano no planeta (o que deixa de fora transportes, energia e desmatamento). A pecuária de corte seria a principal fonte destas emissões.

“Diminuir o consumo e o desperdício de carne e de outros alimentos pode representar, além da redução significativa das emissões de CO2 equivalente do setor, uma menor demanda por conversão de novas áreas e, possivelmente, maior disponibilidade de grandes áreas para ações de conservação da natureza”, diz Nahur.

A China ocupa atualmente a terceira posição no ranking de importadores de carne bovina do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. De janeiro a abril deste ano, a potência asiática investiu US$213 milhões na compra de carne in natura. Hong Kong, região que pertence à China, voltou a ser a porta de entrada da carne brasileira na Ásia, ocupando a primeira posição, com investimentos na ordem de US$280 milhões.

Oportunidades para produção de baixo carbono
A discussão sobre o consumo, o desperdício de alimentos e os modelos produtivos vão, cada vez mais, fazer parte do nosso futuro. Essa discussão será chave no contexto de crescimento populacional e necessidade de conter o aquecimento global e a preservação serviços ecossistêmicos, como explica o coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF-Brasil, Edegar Rosa.

De acordo com ele, o Brasil tem uma oportunidade ímpar de mostrar ao mundo como é possível conciliar a expansão da produção de alimentos com a preservação dos recursos ambientais.

Nosso país ainda mantém 60% da sua área coberta com vegetação natural e é um dos maiores produtores de alimento do mundo. Intensificar a produção de forma sustentável (em um contexto de agricultura de baixo carbono), recuperando áreas degradadas e excluindo a conversão de ecossistemas naturais da produção de commodities, é uma estratégia possível para o Brasil atender a expectativa em relação à produção de alimento para o mundo e, ao mesmo tempo, promover uma economia de baixo carbono a partir da produção agropecuária.  

Segundo Edegar, mudar hábitos alimentares será cada vez mais importante, mas também precisamos pensar na forma que produzimos. “A enorme população chinesa é sempre vista como um dos desafios para a produção de alimentos e esse mercado tem uma fatia significativa não só da exportação de carne brasileira, mas também de soja e outras commodities. Porém, este recente posicionamento chinês pode ser um incentivo para buscar alternativas para uma produção mais sustentável, com menos emissões e melhor uso do solo”, explica.

Fonte: WWF.org

Coreia do Sul e EUA iniciam diálogo oficial sobre escudo antimísseis

Coreia do Sul e EUA iniciam diálogo oficial sobre escudo antimísseis

04/03/2016

A Coreia do Sul e os Estados Unidos da América iniciaram hoje as conversações sobre a instalação do "escudo antimísseis" norte-americano THAAD no país asiático, um projeto que gerou forte rejeição da Coreia do Norte e da China.

As negociações foram formalmente abertas depois de as duas partes apresentarem em Seul um novo grupo de trabalho conjunto, disse à Efe um porta-voz do Ministério de Defesa em Seul.

O grupo de trabalho, liderado pelo tenente general sul-coreano Jang Kyung-soo e o norte-americano Robert Hedelund, celebra hoje a primeira reunião no ministério para abordar a futura instalação do escudo antimísseis norte-americano.

O órgão conjunto vai dedicar-se a debater uma série de assuntos como a eficácia militar do THAAD, os locais mais adequados para a sua instalação, o calendário de execução do projeto, a divisão de custos e o impacto sobre a segurança e o meio ambiente, entre outros, indicou o porta-voz da Defesa.

Seul e Washington anunciaram em fevereiro que começariam a negociar a instalação no território sul-coreano do escudo antimísseis como resposta ao teste nuclear e lançamento de um foguete espacial -- considerado um teste de mísseis -- da Coreia do Norte.

O projeto THAAD, um sistema desenhado para interceptar mísseis na fase de voo terminal, gerou protestos tanto por parte da Coreia do Norte, que o considerou uma ameaça direta à sua segurança, como da China e, em menor medida, da Rússia.

Pequim declarou em diversas ocasiões a sua oposição à instalação do sistema, considerando que os seus radares podem captar informação militar confidencial chinesa, enquanto Moscovo defende que o sistema permite inspecionar o espaço aéreo de algumas regiões do seu extremo oriental.

O início das conversações oficiais acontece num momento de particular tensão, depois de a Coreia do Norte ter lançado, na quinta-feira, vários mísseis de curto alcance para o mar e hoje ter ameaçado com um ataque nuclear preventivo, após receber novas sanções do Conselho de Segurança da ONU.

Acredita-se que o escudo poderia ser instalado perto da localidade de Pyeongtaek, a 70 quilómetros de Seul e onde se concentram importantes instalações militares norte-americanas.

Fonte: Sapo.pt

CHINA APOIA CRIAÇÃO DA FORÇA DE INTERVENÇÃO RÁPIDA

China apoia criação da Força de Intervenção Rápida
REUTERS/Siphiwe Sibeko

05/12/2015

A China vai conceder cerca de 60 mil milhões dólares aos países africanos. O anúncio foi feito pelo Presidente Xi Jinping em Joanesburgo, África do Sul, onde decorre até amanhã a cimeira do Fórum de Cooperação China-África.

O Fórum de Cooperação China África é uma oportunidade para rever a cooperação entre o gigante asiático e o continente africano. A afirmação é do ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chicoty, que explicou à RFI quais é que são as áreas de cooperação para os dois próximos anos. " A China propõe cortar uma parte da dívida dos países africanos, avaliada em cinco mil milhões de dólares, mas também propõe uma linha de crédito que ultrapassa os 60 mil milhões para investir em África. Há ainda a possibilidade dos africanos enviarem os estudantes para estudarem na China".

A China quer alargar o investimento com o continente e para isso está disposta a contribuir para o mecanismo de criação de uma Força de Intervenção Rápida do continente africano. " A China vai ajudar em termos de formação e também equipamento dessa força", salientou o responsável pela diplomacia angolana.

Fonte: RFI


François Hollande na China para falar de economia e de ecologia

O Presidente francês François Hollande em Chongqing na China.
AFP/AFP
06/11/2015

Cinco ministros, 23 personalidades e 50 empresários. O Presidente francês, François Hollande, apostou forte nesta deslocação à China para a economia francesa, mas igualmente para a Conferência sobre o Clima (COP 21) que vai decorrer em Paris a partir de 30 de Novembro. Esta segunda-feira a China aceitou um compromisso ambiental.

A França apostou numa mudança de espírito e de política em Pequim. O objectivo da visita do Presidente francês foi claramente enunciada por François Hollande quando chegou à China: a França espera compromissos do maior poluidor mundial antes da COP21.

Esta segunda-feira as expectativas foram alcançadas pelo Presidente francês: a China aceitou um compromisso, no qual admite prosseguir os esforços após a Conferência em Paris com uma "cláusula de revisão". Concretamente, todos os cincos anos vai haver uma avaliação para saber em que ponto está cada país e se respeitam os compromissos.

É um passo importante sobretudo que a ONU admitiu que os compromissos atuais vão levar a um aumento de 2,7°C no aquecimento global em vez dos 2°C inicialmente previstos.

Primeiro poluidor do planeta com 25% de emissões de gases com efeito de estufa, a China também é o líder dos 77 países em desenvolvimento e foi um dos responsáveis pelo fracasso da cimeira em Copenhaga, na Dinamarca, em 2009.

Este compromisso de Pequim poderá levar outros países a seguir o exemplo chinês.

Chegada a Chongqing

Pontes gigantescas com quatro vias de circulação, por cima do rio Yang Tsé, e de seguida, dezenas de prédios com 30 a 40 andares, eis o que encontrou o Presidente francês François Hollande ao chegar a Chongqing, primeira etapa de três horas no seu périplo pela China.

«Hoje estamos com um bom dia», disse um empregado do consulado francês, mostrando o seu telemóvel. É que, como muito expatriados ou até chineses, no ecrã do telemóvel, tem o índice da qualidade do ar na cidade, que é altamente poluído.

Chongqing, é uma cidade-região com 33 milhões de habitantes, quer dizer sensivelmente metade da população francesa num espaço tão grande como a Áustria. É também a sede de empresas com indústrias pesadas, um símbolo que a China quer virar uma página.

A ambição de Pequim hoje é a seguinte: ser o líder mundial do crescimento verde e ganhar o apoio das classes médias urbanas que querem uma melhor qualidade de vida. Um momento chave na história do país.

Fonte: RFI


Empresa chinesa vence leilão de transmissão de energia na Aneel

18/07/2015

A empresa chinesa State Grid Brazil Holding S/A venceu o leilão de transmissão de energia feito hoje (17), na BM&F Bovespa, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A companhia ofereceu R$ 988 milhões, deságio de 19%, para 2.550 quilômetros de linhas de transmissão e 7.800 megawatts (MW) de capacidade instalada nos estados do Pará, Tocantins, de Goiás, Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

A empresa terá concessão de 30 anos a partir da celebração do contrato. A previsão de investimentos é da ordem de R$ 7 bilhões, com prazo de conclusão para as obras de 50 meses e geração de 16,8 mil empregos diretos.

Para o leilão, a Receita Anual Permitida (RAP), ou seja, receita a qual a transmissora terá direito pela prestação do serviço público, máxima foi R$ 1,2 bilhão para o lote único. Outra participante do certame, a Abengoa Concessões Brasil Holding S/A, ofertou 1,049 bilhão, com deságio de 14%. O consórcio Xingu não fez proposta.

A transmissão de energia para o lote leiloado contempla o segundo bipolo do sistema de transmissão para o escoamento da energia gerada pela usina Hidrelétrica de Belo Monte. O bipolo levará essa energia até a Estação Terminal Rio, que será construída na cidade de Paracambi, no estado do Rio de Janeiro. Entre os benefícios do projeto está o aumento da energia na Região Metropolitana do Rio, e melhora da confiabilidade no sistema para as Regiões Norte e Sudeste.

Fonte> EBC


Atriz Lupita Nyong'o é embaixadora da luta contra caça de elefantes

Atriz Lupita Nyong'o, de 32 anos, afirmou que sua visita a um parque nacional no 
Quênia mudou sua vida - Foto: AFP

01/07/2015

A atriz Lupita Nyong'o, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por "12 anos de escravidão", viajou ao Quênia, país onde cresceu, para lançar uma nova campanha contra a caça ilegal de elefantes.

Todos os anos mais de 30 mil exemplares deste animal, cujas presas de marfim são vendidas a 2 mil dólares o quilo na China e em outros países asiáticos.

A atriz de 32 anos afirmou que sua visita a um parque nacional no Quênia mudou sua vida.

"Foi a primeira vez que tive um contato íntimo com elefantes. O que me chamou a atenção foi como grandes e tranquilos eles são. Foi uma experiência linda", declarou.

A atriz e modelo é a nova embaixadora da ONG WildAid, que recorre a famosos para que alertem sobre a caça ilegal e os crimes contra a fauna.

Para a atriz nascida no México e filha de pais quenianos, a visita também foi uma volta para casa. 

"Estou orgulhosa de minha herança queniana e parte dessa herança é o paraíso incrível que foi colocado sob nossos cuidados", afirmou.

Fonte: NE10


Brasil, China, Índia e África do Sul exigem verba por mudança climática

30/06/2015 

Brics criticaram falta de investimento de 'ricos' no combate ao aquecimento.
Comunicado foi feito em Nova York neste domingo.

Brasil, China, Índia e África do Sul manifestaram neste domingo (28) na ONU que estão decepcionados com os países ricos pela incapacidade de não manter seus compromissos de ajuda às nações pobres para combater o aquecimento global.

Ministros e negociadores desses quatro países se reuniram em Nova York em preparação para a Conferência Mundial sobre o Clima, a COP 21, que acontece em dezembro, em Paris.

Em um comunicado conjunto, os representantes do grupo Brics (mas sem a Rússia) expressaram sua "decepção frente à constante ausência de um plano de ação claro para que os países desenvolvidos aportem US$ 100 bilhões anuais até 2020 e para que aumentem substantivamente seu apoio financeiro depois dessa data".

Em 2010, os países desenvolvidos concordaram em mobilizar esse montante nesse período para ajudar os países pobres a se adaptarem ao impacto da mudança climática e reduzir suas emissões poluentes. Esses compromissos caíram, porém, para cerca de US$ 70 bilhões anuais, de acordo com o Banco Mundial.

Medo do fracasso
A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que os quatro países se comprometem a trabalhar duro para evitar que se repita o fracasso da última conferência do clima, realizada em Copenhague, em 2009. "Não podemos adiar essa agenda, esse acordo", frisou.

Já o enviado da China para o tema, Xie Zhenhua, comentou que "ainda há expectativas e espero que os países desenvolvidos possam honrar seus compromissos antes do encontro em Paris".

O negociador-chefe da Índia, Ravi Prasad, destacou que os países desenvolvidos devem compartilhar suas tecnologias de energia limpa com as nações pobres para que elas possam embarcar nos esforços globais de combate à mudança climática.

"Se não receberem um fluxo de apoio tecnológico, para muitos países em desenvolvimento e economias pobres será impossível percorrer esse caminho no futuro próximo", alegou Prasad.

"Adaptar-se requer muito dinheiro", afirmou a ministra sul-africana de Meio Ambiente, Edna Molewa.

O que está em jogo?
Segundo um painel internacional de cientistas ligado à ONU, o IPCC, é preciso diminuir entre 40% e 70% do total de gases lançados até 2050 e zerar essa taxa até 2100. Somente assim é que será possível conter o aumento da temperatura global em 2ºC até o final deste século.

Gases-estufa como o dióxido de carbono (CO2) são liberados principalmente na queima de combustíveis fósseis, mas também com o desmatamento e outras atividades humanas.

Caso isso não seja reduzido, segundo o IPCC, fenômenos extremos como secas, enchentes, degelo dos polos e aumento do nível dos mares serão mais frequentes. A temperatura média da Terra já subiu 0,85ºC com relação à era pré-industrial.

Por causa disso, países tentam negociar um acordo global para frear as emissões e que obrigue ações de todos os governos, principalmente de nações desenvolvidas, historicamente responsáveis pela maior parte dos gases já lançados na atmosfera.

IPCC - arte (Foto: G1)

Fonte: G1 Natureza


Na China, Apple assume compromisso com o meio-ambiente



11/05/2015

A China atualmente é um dos países mais poluidores do mundo, sendo responsável por 25% de toda a emissão de carbono do planeta. E isso, em grande parte, se deve ao surto de produção do país, que se tornou destino certo de grandes empresas para fabricação de artigos dos mais diversos tipos. No mundo dos eletrônicos, claro, não poderia ser diferente. E, agora, a Apple parece estar disposta a mudar esse cenário pelo menos um pouco.

A empresa anunciou nesta segunda-feira (11) o lançamento de uma iniciativa para proteger o meio-ambiente no país. A ideia, criada em parceria com o World Wildlife Fund, é reduzir as remessas de carbono e proteger mais de um milhão de acres de florestas chinesas. Além disso, claro, está nos planos a implementação de energia sustentável nas fábricas de parceiros, fazendo com que elas operem de forma sustentável.

O projeto representa uma das etapas mais complicadas dos planos da Apple, que pretende ter uma operação 100% baseada em meios renováveis. Isso envolve não apenas seus próprios trabalhos, mas também a atuação de fornecedores e parceiros, justamente onde a coisa fica difícil. Esse setor levou muita gente a criticar a empresa por alardear seus esforços nesse sentido, na mesma medida em que não fazia nada para mudar a situação em seus setores mais poluidores.

A mudança de atitude começou neste ano. Em abril, por exemplo, a empresa anunciou uma parceria para construção de duas usinas de energia solar na província chinesa de Suchuan. Depois de prontas e em operação, as unidades serão capazes de, sozinhas, fornecer toda a eletricidade necessária para os escritórios e lojas da Apple no território, deixando apenas os parceiros de fabricação como foco.

Além disso, a proteção das florestas tem a ver com um plano de tornar as embalagens que têm a Maçã totalmente sustentáveis. Os locais são utilizados para produção de celulose, papel e produtos em madeira e, assim como aconteceu nos Estados Unidos, devem ser alteradas para que “trabalhem” sem prejudicar o meio-ambiente.

Em comunicado oficial, o CEO da Apple, Tim Cook, elogiou o trabalho e disse estar empolgado com o suporte que tem recebido dos diretores das empresas que atuam como fornecedoras da Maçã. Para ele, este é o momento de aplicar uma “transformação verde” na China, de forma que o título citado no início desta notícia não mais pertença ao país.

Fonte: Canaltech



China pede na ONU mais apoio internacional ao Haiti

20/03/2015

Por Xinhua

      A China pediu na quarta-feira na Organização das Nações Unidas (ONU) que a comunidade internacional dê apoio às eleições do Haiti e cumpra seus compromissos referentes à assistência ao país da América Central.
  Wang Min, vice-representante permanente da China na ONU, fez o apelo em uma reunião do Conselho de Segurança sobre a questão do Haiti.

  "Os procedimentos eleitorais devem ser impulsionados de forma constante. A finalização rápida e agradável das eleições é de importância fundamental para conseguir paz, estabilidade e desenvolvimento duradouros no Haiti", disse o diplomata chinês.

  A China deseja que todas as partes envolvidas foquem no futuro do país e no bem-estar das pessoas, peguem a oportunidade e apertem as mãos criando condições favoráveis para as eleições, disse.

  "A comunidade internacional e as organizações regionais envolvidas devem, com base no respeito à soberania do país, desempenhar um papel monitor e coordenador e dar apoio às eleições caso seja necessário", destacou.

  "O subdesenvolvimento é uma das causas raízes dos problemas políticos e sociais no Haiti", assinalou o embaixador chinês. Ele pediu que a comunidade internacional cumpra os compromissos para auxiliar o Haiti e participar ativamente da restauração do país.

  Wang apreciou o importante papel da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah, na sigla em inglês) em manter a ordem social e a segurança pública do país. A China espera que a Minustah implemente a redução de tamanho de forma estável e gradual, levando em consideração a cobrança da missão, apontou o representante chinês.

Fonte: CRI.cn

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