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ABELHAS DEVEM SER PROTEGIDAS PARA GARANTIR O FUTURO DOS ALIMENTOS

No Sudão do Sul, a produção de mel pode ser importante para a economia. Unmiss/Eric Kanalstein

20/05/2018

Este domingo, marca-se o primeiro Dia Mundial da Abelha; mais de 75% das culturas alimentares mundiais dependem, em certa medida, da polinização.

No primeiro Dia Mundial da Abelha, marcado este domingo, a Organização das Nações Unidas para Agricultura Alimentação, FAO, avisa que pessoas e governos devem fazer mais para proteger estes insetos ou arriscam uma queda acentuada na diversidade de alimentos.

Segunda a agência da ONU, as abelhas estão sob grande ameaça devido aos efeitos combinados da mudança climática, agricultura intensiva, pesticidas, perda de biodiversidade e poluição.

Ação

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, está na Eslovênia, para a cerimônia oficial. O responsável disse que os países precisam fazer a mudança para políticas e sistemas alimentares menos poluidores e mais sustentáveis.

Segundo ele, "não se pode continuar a concentrar no aumento da produção com base no uso generalizado de pesticidas e produtos químicos que ameaçam culturas e polinizadores.”

O ministro da Agricultura, Florestas e Alimentos da Eslovênia, Dejan Židan, disse que este é o momento de "transformar palavras em ações e realizar atividades específicas para conservar as abelhas e outros polinizadores, cuidando assim de sua sobrevivência e, consequentemente, da nossa própria sobrevivência."


A importância das abelhas vai muito além da produção de mel. Unmiss/Eric Kanalstein

Comida

Mais de 75% das culturas alimentares mundiais dependem, em certa medida, da polinização para rendimento e qualidade. A ausência de abelhas e outros polinizadores acabaria, por exemplo, com as culturas de café, maçãs, amêndoas, tomates e cacau.  

Graziano da Silva disse que "cada um de nós tem uma responsabilidade individual em proteger as abelhas e que "até mesmo o cultivo de flores em casa para alimentar abelhas contribui para esse esforço."

O número e a diversidade de polinizadores diminuíram nas últimas décadas. Segundo a FAO, existem provas de que o declínio é, sobretudo, consequência das atividades humanas, incluindo mudanças climáticas.

A agência da ONU diz que práticas agrícolas sustentáveis, e em particular a agroecologia, podem ajudar a proteger as abelhas reduzindo a exposição a pesticidas e ajudando a diversificar a paisagem agrícola.

A cerimônia oficial para o primeiro Dia Mundial da Abelha acontece este domingo na cidade eslovena de Breznica

Fonte: ONU News


23 artistas refletem sobre mudança do clima e preservação da água como recurso vital

Sheba Chhachhi (Índia)

03/01/2018

Em São Paulo -Como continuação de sua missão de despertar a consciência sobre questões fundamentais de nosso tempo através da arte contemporânea, o novo projeto artístico de ART for The World (ARTE para o Mundo) é “Água”, exposição que pode ser vista no Sesc Belenzinho até o dia 18 de fevereiro de 2018.

A exposição, com curadoria de Adelina Von Fürstenberg, tem como foco a água e sua importância para seres humanos, para a fauna e para a flora.

Os 23 artistas participantes, vindos de diversas partes do mundo, propõem por meio de suas obras de arte – instalações, vídeoinstalações, vídeo-projeções, fotografias, esculturas, desenhos e pinturas, incluindo produções específicas para o local e novas obras – uma reflexão sobre a água, em que o gerenciamento é um dos maiores desafios e objetivo prioritário para o século XXI.

As obras tratam de questões de meio ambiente, biodiversidade, ecossistemas, mudança do clima e preservação da água como um recurso vital.

Criada para despertar a consciência do público para a ideia de interdependência, fundamental para nosso sistema e para o futuro de nosso planeta, “Água” enfatiza nossa responsabilidade coletiva em relação à água na sociedade contemporânea.

A exposição pode ser vista de terça a sábado, das 10h às 21h, domingos e feriados, das 10h às 19h30 no Átrio, Galpão e Espaço Expositivo do Sesc Belenzinho. A visitação é gratuita. Mais informações pelo Portal do Sesc. (Carta Campinas com informações de divulgação)

Artistas com obras na exposição: Nigol Bezjian (Síria), Clemente Bicocchi (Itália), Stefano Boccalini (Itália), Benji Boyadgian (Palestina/Finlândia), Sheba Chhachhi (Índia), Jonathas de Andrade (Brasil), Michel Favre (Suíça), Noritoshi Hirakawa (Japão), Iseult Labote Karamaounas (Grécia/Suíça), Guto Lacaz (Brasil), Salomé Lamas (Portugal), Marcello Maloberti (Itália), Carlos Montani (Argentina), Marcelo Moscheta (Brasil), Rosana Palazyan (Brasil), Luca Pancrazzi (Itália), Dan Perjovschi (Romênia), Dorian Sari (Turquia), Eduardo Srur (Brasil), Maria Tsagkari (Grécia), Laura Vinci (Brasil), Velu Viswanadhan (Índia/França), Vasilis Zografos (Grécia).



Trump arquiteta plano para tirar Estados Unidos do Acordo de Paris

15/11/2016

Myron Ebell é um nome que os ambientalistas que estavam em Paris no ano passado para a Conferência das Partes que conseguiu o Acordo Climático histórico, não  esquecem. Ele dirige a política ambiental do Competitive Enterprise Institute, uma organização em parte financiada pela indústria do carvão, e teve sua foto estampada em postes da capital francesa, apontado como um dos ‘sete crimtnosos contra o clima”. Pois foi justamente essa figura que o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu para ser uma espécie de liderança em seu governo para lidar com a questão das mudanças climáticas.

Em seguida ao anúncio, a agência Reuters publicou uma reportagem na qual uma fonte diz, sob anonimato, que Donald Trump deu à sua equipe de governo a tarefa de procurar retirar, o mais cedo possível, a assinatura dos Estados Unidos do Acordo Climático incômodo, já que vai contra todas as suas convicções.  A equipe vai ter trabalho para fazer isso porque, segundo um editorial do jornal “La Vanguardia”  espanhol,  Barack Obama fez constar salvaguardas no Acordo, como a impossibilidade de qualquer dirigente do país renunciar ao compromisso adquirido antes de três anos a partir da data em que foi ratificado. Estados Unidos e China, os dois maiores poluidores,  fizeram o anúncio do compromisso oficial assumido no dia 3 de setembro .

Segundo a fonte ouvida pela Reuters, o novo presidente da nação mais poderosa achou imprudente ratificar o Acordo pouco antes das eleições, sabendo que ele tem uma posição contrária.  Para Trump, o aquecimento global é uma fraude que foi inventada pela China para assumir o poder econômico mundial enquanto os Estados Unidos estancariam seu desenvolvimentismo em nome da limpeza do ar e das águas. A alternativa para o imbróglio será uma ordem presidencial que simplesmente exclua a assinatura dos Estados Unidos do Acordo.

Não custa lembrar que o Protocolo de Kyoto, um tratado assumido em 1997 para forçar os países industrializados a baixarem suas emissões de gases poluentes, não foi ratificado pelos Estados Unidos. E que em 2009, quando a Conferência do Clima realizada em Copenhague tinha tudo para conseguir, já ali, o acordo que só foi assumido seis anos depois, o presidente Barack Obama lançou um banho de água fria sobre as expectativas de todos, pois não conseguira o apoio no Congresso para lançar as bases de um acordo para baixar emissões e consumo de combustíveis fósseis. Logo, é muito provável que a decisão de Trump seja aplaudida por grande parte dos norte-americanos que não querem abandonar um padrão de vida baseado no consumo excessivo.

Não há menção direta sobre a reportagem da Reuters no site oficial da Conferência do Clima que está acontecendo no Marrocos até o dia 18 de novembro.  A atual responsável pelo Acordo Climático na ONU, Patricia Espinosa, se recusou a comentar a reportagem. Em entrevista coletiva, limitou-se a dizer que já há credibilidade suficiente no tratado ratificado até agora por 106 países.

Assim como há também maiores evidências de que, de fato, o aquecimento global está atingindo diretamente 82% da vida na Terra, segundo estudo publicado pela revista “Science” .  A Conferência do Clima que está acontecendo tentará definir, justamente, as normas de execução do Acordo de Paris e estabelecer um plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões por ano aos países em desenvolvimento para apoiar a ação climática. É esta a maior questão, já que os impactos causados pelas mudanças climáticas, queiram ou não, serão sempre mais sentidos pelos países mais pobres.

Um estudo lançado sexta-feira (11) pelo Greenpeace Brasil, justamente para aproveitar o momento em que o tema está à tona por causa da COP-22, reforça esta convicção. Depois de analisarem dados de 46 relatórios, pesquisadores da ONG concluíram que “o combate às mudanças climáticas é, antes de tudo, uma questão de justiça social e a inação ou adoção de medidas insuficientes só farão aumentar ainda mais a terrível desigualdade que já assola o país”.

“Até 2099, a maior parte do território brasileiro estará sob estresse muito forte ou extremo em função do calor, caso haja um aumento médio da temperatura global de, no mínimo, 4 o C49.  Os impactos da elevação das temperaturas serão diversos para os brasileiros. Vários níveis de estresse por calor podem ocorrer devido a exposição a tempe - raturas acima de 38 oC, e as con - sequências podem envolver desde náuseas, dor de cabeça, vertigens, fraqueza, sede e tontura, até casos mais graves, como os de insolação e ataques cardíacos. Se a temperatura da Terra aumentar entre 2 e 5,4 graus até o fim do século, a Região Norte do Brasil sofrerá uma redução entre 242 mil e 15 milhões de hectares aptos e disponíveis para agricultura já em 2030.  A Região Nordeste, com exceção do Maranhão, teria em média poucos meses de chuva ao ano e baixa pluviosidade nos meses com mais chuva até 2040, o que significaria períodos mais secos com valores elevados de temperatura, valores baixos de umidade do ar e alta demanda hídrica. A Região Sudeste poderia sofrer leve redução de 349 mil hectares em sua área agricultável em 2030 e a Região Sul pode sofrer redução entre 4,9 milhões e 2,6 milhões de hectares aptos e disponíveis para agricultura em 2030”, diz o estudo.

O artigo escrito pelos ativistas ambientais Nicolas Haeringer e Tadzio Muller para o blog “New Internationalist” dá o tom do que virá daqui para a frente no campo de guerra entre os céticos e os não céticos do aquecimento global. É preciso, segundo eles, uma união cada vez mais fortalecida da sociedade civil no sentido de travar empreendimentos que precisem do uso abusivo de combustíveis fósseis. Exemplo desse tipo de tática, na prática, é o das 3.5 mil pessoas que conseguiram  fechar a mina de carvão a céu aberto Welzow-Süd e a usina Schwarze Pumpe, décima maior emissora de gás poluente da Europa, ambas na Alemanha.

As manifestações bem-sucedidas (até agora, ao menos)  foram bonitas, não houve violência. Mas também deixaram bem claro a diferença abissal de propostas entre ativistas de países que já têm sua economia mais ou menos resolvida e a de outros que lutam ainda para acabar com a miséria do povo. É disso que se trata, inclusive lá na Conferência que está acontecendo no continente africano, onde uma seca severa causou recentemente a morte de pelo menos 30 mil crianças e afetou um total de 12 milhões de pessoas, sobretudo na Somália. Consequência direta de fenômenos associados com a mudança climática. A luta, nesses países, é outra. E, até agora, não há registros de que tenha tido batalhas bem-sucedidas.

Fonte: G1


ONU alerta que 2016 deve ser o mais quente da história

Mulher protege filha de calor escaldante no Paquistão. Foto: Pnud/Hira Hashmey

14/11/2016

Relatório da Organização Mundial de Meteorologia diz que as temperaturas globais estão 1.2ºC acima dos níveis pré-industriais; agência afirmou que se confirmado, 16 dos 17 anos mais quentes até agora ocorreram neste século.

A ONU alertou que 2016 deve ser o ano mais quente da história, com temperaturas chegando a 1.2ºC acima dos níveis pré-industriais.

A previsão consta do relatório da Organização Mundial de Meteorologia, OMM, sobre o Estado do Clima Global 2016, lançado esta segunda-feira em Genebra.

El Niño

Segundo a agência da ONU, as temperaturas globais entre janeiro e setembro deste ano estão 0.88ºC acima da média de 14ºC registrada entre 1961 e 1990, período que também serve de referência para os cálculos.

O documento mostra que as temperaturas aumentaram no início de 2016 por causa do efeito climático El Niño. Além disso, dados preliminares indicam que os fatores que causam o aquecimento estão em um nível alto o suficiente para que o recorde de ano mais quente seja batido.

Caso seja mesmo confirmado, isso significa que 16 dos 17 anos mais quentes da história foram registrados neste século. A exceção foi 1998.

O relatório diz ainda que indicadores de mudança climática de longo prazo também estão quebrando recorde, por exemplo, as concentrações dos gases que causam o efeito estufa continuam aumentando atingindo os índices mais altos da história.

Geleiras

As geleiras do Ártico continuam nos níveis mais baixos, especialmente no início do ano e em outubro, que é considerado o período em que o gelo volta a se formar.

Os especialistas disseram também que foi registrado um derretimento significativo e antecipado da camada de gelo na Groenlândia.

O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, disse que "por causa da mudança climática, aumentou o impacto e a ocorrência de eventos climáticos extremos".

Furacão Matthew

Até agora, o pior evento natural já registrado esse ano foi o furacão Matthew, que causou a maior emergência humanitária no Haiti desde o terremoto de 2010.

Segundo o relatório, a única área onde as temperaturas ficaram abaixo da média é a região subtropical da América do Sul, que inclui partes da Argentina, Bolívia e Paraguai.

As temperaturas estiveram acima da média na maioria dos oceanos. Isso contribuiu para um branqueamento significativo dos corais e danos aos ecossistemas em várias regiões tropicais.

Entre elas estão, a Grande Barreira de Corais, na Austrália, onde a morte de corais atingiu 50% e países no Pacífico, como Fiji e Kiribati.

Oceanos

O aumento global dos níveis dos oceanos chegou a 15 milímetros entre novembro de 2014 e fevereiro deste ano com resultado do El Niño, bem mais do que a média de 3 a 3.5 milímetros por ano depois de 1993.

As concentrações dos gases que causam o efeito estufa também tiveram uma alta. Em 2015, a concentração global de dióxido de carbono atingiu, pela primeira vez, 400 partes por milhão.

Os dados preliminares para 2016 mostram um aumento. Na Austrália e no Havaí, por exemplo, a concentração de CO2 já ultrapassou as 400 partes por milhão registradas no ano passado.

Fonte: Rádio ONU

DiCaprio libera documentário sobre meio ambiente na íntegra no YouTube, Facebook e Twitter


01/11/2016

A primeira boa notícia: o ator Leonardo DiCaprio, conhecido por seu ativismo no campo ambiental, dirigiu um documentário chamado Before the Flood, produzido em parceria com a National Geographic. A segunda boa notícia: e o material está inteirinho disponível no YouTube de forma gratuita, entre outras plataformas online. A má notícia: o vídeo com 1 hora e 35 minutos de duração só poderá ser visto até seis de novembro. Portanto, se você quiser assistir, terá de correr.

Neste filme, o ator, conhecido por vários trabalhos desde Titanic e O Lobo de Wall Street, investiga várias causas e efeitos da mudança climática, que tem sido danosa para diversas espécies animais, ecossistemas e comunidades ao redor do mundo.

Entre os entrevistados estão o presidente Barack Obama, o Papa Francisco e o empreendedor Elon Musk, que comanda a Telsa, criadora de carros elétricos de direção autônoma, e responsável também pela SpaceX, empresa privada de exploração espacial.

Veja o documentário:


O material, incrivelmente, ganhou uma versão upada diretamente no Twitter:


E também para Facebook:

A entrevista com o empreendedor australiano começa aos 57 minutos do vídeo. Da planta da fábrica localizada em Nevada, Musk fala que usa os conhecimentos científicos para melhorar a produção de veículos e engrandece a criação de baterias da Tesla, consideradas uma fonte limpa em relação à mineração e com muito menos impacto ambiental que a hidrelétrica. O CEO, inclusive, revela planos de fornecer energia limpa para absolutamente o planeta inteiro através de suas empresas.

Não à toa, a Tesla anunciou na última semana um painel solar inquebrável e que pode substituir até mesmo o teto de uma residência e de longevidade impressionante, segundo apresentado. O bilionário mostrou ao público a nova geração da bateria doméstica Tesla Powerwall, Construído por um vidro especial feito de quartzo, o material do painel permite a entrada de luz na parte superior para alimentar as células, ao mesmo tempo em que se mantém opaco para quem olha a casa da rua.

Apenas no YouTube, Before the Flood já foi assistido 1,3 milhão de vezes até o momento. Os produtores do filme, a 21st Century Fox e a National Geographic, alegam que vão doar dinheiro para duas Ongs que cuidam da natureza a cada #BeforeTheFlood postado no Facebook, Twitter e Instagram até 18 de novembro.


Dia Internacional da Terra marca assinatura de "pacto histórico"

Dia Internacional da Terra. Foto: Pnuma

22/04/2016

Para secretário-geral da ONU, o fato de mais de 170 países assinarem o Acordo de Paris em um único dia é um sinal claro de determinação; em 2016, celebração foca na importância das árvores para o planeta.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Como em todos os anos, 22 de abril é o Dia Internacional da Terra. Mas nesta sexta-feira, a celebração ainda é mais especial: líderes de mais de 170 países estarão reunidos na sede da ONU, em Nova York, para assinar o Acordo de Paris.

Para o secretário-geral Ban Ki-moon, o "pacto histórico" de combate à mudança climática tem o poder de transformar o mundo. Ban acredita que tantos líderes assinando o acordo em apenas um dia é um "sinal claro da solidariedade e da determinação".

Brasil 

Estão confirmadas as presenças da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, do presidente da França, François Hollande, do secretário de Estado americano, John Kerry, entre outros líderes.

Antes da assinatura do acordo, a Rádio ONU conversou, em Nova York, com a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira.

"O Acordo de Paris tem uma história e uma urgência de fazer acontecer. E assinar imediatamente é algo que está sendo construído entre sucessos de interlocução política que nos possibilitará de fato ter uma ambição maior e novos caminhos de implementação de economia de baixo carbono, de redução de emissões, enfim. No Brasil, eu tenho a firme convicção de que a sociedade brasileira pressiona para que a gente faça de maneira acelerada essa transição para o desenvolvimento de baixo carbono, com um olhar mais inclusivo e do ponto de vista da sustentabilidade ambiental."

Efeito Estufa 

O secretário-geral da ONU vai inaugurar a sessão de assinaturas por volta das 8h30 da manhã, hora local em Nova York. O chefe da ONU lembra a importância de garantir, nas próximas décadas, a redução das emissões dos gases que causam o efeito estufa e melhorar a capacidade de adaptação aos efeitos do clima.

Ban Ki-moon lembra que a liderança vinda do topo é crucial, mas cada habitante do planeta também pode fazer sua parte. Entre as sugestões dele estão: dar prioridade para a eficiência energética, acabar com o desperdício de alimentos, reduzir as pegadas de carbono e aumentar os investimentos em sustentabilidade.

Árvores 

Na avaliação de Ban, pequenas ações, multiplicadas por bilhões de pessoas, vão gerar uma "mudança dramática" no planeta.

Neste ano, o tema do Dia da Terra foca na importância das árvores para o planeta, que são essenciais para a absorção de gás carbônico, armazenamento de água e para filtrar poluentes. Existe uma meta global de plantar 7,8 bilhões de árvores nos próximos cinco anos.

COP 21: QUEM PAGA A CONTA?



08/12/2015

Acordo global tem que ser feito esta semana

Desastres naturais e situações meteorológicas extremas podem ocorrer em todas as regiões do planeta Terra, mas pela localização geográfica, algumas áreas são mais propensas a chuvas intensas ou secas recorrentes.

Fenômenos cíclicos como El Niño e La Niña relacionados com anomalias de temperatura da água do mar influenciam o clima em escala global intensificando ou reduzindo a chuva e a temperatura em determinadas época do ano. A atuação destes fenômenos pode ser positiva ou negativa em diferentes regiões.

De certa forma, a atmosfera é até democrática, mas a atuação humana vem alterando perigosamente o padrão de temperatura média da atmosfera da Terra e esta mudança também causam alterações climáticas.

No fim de novembro, faltando poucos dias para o início da COP 21 - 21ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU – a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e os principais centros de monitoramento do clima do planeta anunciaram que 2015 caminha fortemente para ser o ano mais quente da Terra superando 2014. Mas um dado especial acendeu uma luz de alerta para os climatologistas: em 2015 a temperatura média da atmosfera terrestre poderá ultrapassar a marca de 1,0°C acima do que foi registrado no período pré revolução industrial, entre 1880-1899.

O aumento da emissão dos gases que provocam o efeito estufa é um problema global. As projeções sobre o que acontecerá se a Terra continuar esquentando incluem elevação do nível médio do mar, o que colocaria muitas áreas costeiras debaixo d´água, e o aumento de eventos extremos como ondas de calor, furacões e tornados.

É preciso frear o aquecimento da atmosfera da Terra e isto vai depender de um grande empenho de todos. É o que se pretende na COP 21: chegar a um acordo sobre metas e ações que todos os países deverão ter para evitar a continuidade da elevação da temperatura. Mas o freio deve ser brusco, pois o tempo resposta é grande. Ações feitas agora vão demorar anos para serem percebidas na atmosfera.

A COP 21 acontece de 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015 em Paris, na França. A jornalista Nádia Pontes comenta sobre uma das principais dificuldades para se chegar a este acordo global.

Fonte: Terra


INDÚSTRIA DO TRANSPORTE ESTIMULA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA PARA BARRAR CRESCIMENTO DE EMISSÕES

Crédito da Foto: Bruno Maia © NaturezaFotos.org

05/12/2015 

Reconhecendo que o transporte tem o maior crescimento de emissões de CO2 do que qualquer área industrial, representantes do setor apresentaram 10 iniciativas na COP 21, em Paris, para reduzir as emissões e construir sistemas mais sustentáveis de transporte.

Com a previsão de que as emissões de CO2 relacionadas à energia aumentem de 1/4 do total que é registrado hoje para 1/3 até 2050, muitos estão procurando mudanças significativas que possam ser feitas no transporte para integrar o esforço global de manter o crescimento médio da temperatura abaixo dos 2ºC.

O esforço é uma demanda para que o transporte público e de mercadorias seja projetado para crescer rapidamente, sobretudo nos países emergentes e em desenvolvimento do mundo.

No entanto, as projeções revelam uma redução de 50% das emissões de CO2 no setor de transportes, se comparado a cenário “transporte comum” que pode ser alcançado até 2050, sem prejudicar o crescimento econômico sustentável.

Grandes iniciativas incluem:

65 países comprometidos em melhorar a eficiência de veículos, uma oportunidade de alto impacto!

Em 2015, 40 países aderiram à Iniciativa Global de Economia de Combustível (GFEI) lançada pela Fundação FIA, ITF, IEA e PNUMA, o que eleva para 65 o número de países comprometidos com o desenvolvimento de políticas e regulamentações sobre eficiência energética dos veículos. Isto representa uma forte aceleração em direção ao objetivo da Cúpula do Clima da ONU de 100 países em 2016. A GFEI visa dobrar a eficiência de combustível da frota mundial de veículos ligeiros até 2050, o que resultará em uma redução acumulada de mais de 30 giga toneladas de CO2 .

Planos de Mobilidade Urbana Sustentável em 100 cidades e 20 países

Lançado hoje, o MobiliseYourCity - Mobilize Sua Cidade tem como finalidade apoiar 100 cidades e 20 países em desenvolvimento até 2020 para o desenvolvimento e a implementação de Planos de Mobilidade Urbana Sustentável e Políticas Nacionais de Transporte Urbano. Cada cidade engajada nesta iniciativa está comprometida com o alcance de 50 a 75% de redução nas emissões relacionadas a transporte urbano até 2050. Uma fase piloto a ser lançada em 2016 apoiará 20 cidades em 13 países da África, Ásia, América do Sul e Oriente Médio). Parceiros doadores já prometeram 5,5 milhões de Euros para apoiar esta iniciativa transformadora.

50 parceiros embarcam na transformação de cargas, as maiores contribuidoras para as emissões de transportes:

O Global Green Freight Action Plan – Plano de Ação Global para Cargas Verdes, da Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC, em inglês), é uma parceria múltipla que fornece um modelo global para a redução de emissões de dióxido de carbono, carbono negro e outros poluentes do setor de cargas até 2015. Treze novos países se comprometeram a estabelecer um programa de cargas verdes, dobrando a resposta desde a Cúpula do Clima de Nova York, em 2014.

Novos esforços nas iniciativas de transporte público anunciadas na Cúpula do Clima de Nova York

Para estabilizar as emissões da indústria de aviação até 2020, 74 planos de ação para avançar a implementação de medidas de mitigação pelos Estados foram recebidos pela Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês), contabilizando 80,6% das emissões globais de CO2 pela aviação internacional. Os membros do Grupo de Ação para o Transporte Aéreo (ATAG, na sigla em inglês) – que representam mais de 1.860 aeroportos, 258 companhias aéreas internacionais e outras entidades – estão implementando programas e comprometendo bilhões de dólares em recursos para novas aeronaves, eficiência operacional no ar e no solo e fontes de energia alternativas. A Organização Internacional para o Transporte Público (UITP, na sigla em inglês), agregou 125 novos comprometimentos ao seu objetivo de duplicar a fatia de mercado do transporte público até 2025. Como parte da iniciativa da União Internacional de Estradas de Ferro (UIC, na sigla em inglês), um crescente número de CEOs vem comprometendo suas empresas a desenvolverem planos para a redução do consumo final de energia e das emissões de CO2 por parte de operações de trem.

Para saber mais sobre todas as iniciativas apresentadas no evento Foco no Transporte, acesse o Press Kit online da LPAA: http://newsroom.unfccc.int/media/509508/lpaa-primer.pdf

• Global Fuel Economy Initiative - Iniciativa Global de Economia de Combustível (GFEI)

• Paris Declaration on Electro-Mobility and Climate Change & Call to Action – Declaração de Paris sobre Eletromobilidade e Mudança do Clima

• MobiliseYourCity – Mobilize Sua Cidade

• Global Green Freight Action Plan (CCAC) – Plano de Ação Global para Cargas Verdes

• Zero Emission Vehicles (ZEV) Alliance – Aliança de Veículos de Emissão Zero

• C40 Clean Bus Declaration – Declaração da C40 para Ônibus Limpos

• Worldwide Taxis Initiative – Iniciativa Global de Táxis

• Low Carbon Rail Transport Challenge by the International Union of Railways (UIC) – Desafio do Transporte de Baixo Carbono pela União Internacional das Estradas de Ferro (UIC)

• UITP Declaration on climate leadership, (The International Association of Public Transport, UITP) – Declaração sobre a Liderança do Clima  da Associação Internacional de Transporte Público (UITP)

• Collaborative Action Across the Air Transport World by ICAO and ATAG – Ação Colaborativa pelo Transporte Aéreo Mundial, pela ICAO e ATAG.

• Airport Carbon Accreditation Initiative – Iniciativa de Acreditação de Carbono em Aeroportos

Sobre a LPAA

A Agenda de Ação Lima-Paris (LPAA, na sigla em inglês) é uma junta que engloba as presidências da COP no Peru e na França, o escritório do Secretário-Geral da ONU e o Secretariado do UNFCCC. O objetivo da iniciativa é fortalecer a ação para o clima ao longo de 2015, em Paris em Dezembro e muito além: mobilizar uma ação global robusta para sociedades resilientes e de baixo carbono, fornecendo apoio aperfeiçoado para iniciativas existentes, como as lançadas durante a Cúpula do Clima de Nova York, em setembro de 2014; mobilizar novos parceiros e fornecer uma plataforma para a visibilidade de suas ações, compromissos e resultados no caminho para a COP21. Saiba mais no link (em inglês): http://newsroom.unfccc.int/lpaa/about/

Para mais informações:

Programação do evento: http://newsroom.unfccc.int/lpaa/cop-21/

Plataforma de comprometimentos Nazca - mais de 10.000  ações concretas de cidades, empresas, investidores, fundações e ONGs: http://climateaction.unfccc.int/

Oficial de Imprensa da LPAA: Diane Gaillard | +33 6 99 62 49 79 | presse@cop21.gouv.fr

Contatos de Imprensa sobre o evento: melanie.ben@fr.michelin.com ou patrick.oliva@fr.michelin.com ou cornie.huizenga@slocatpartnership.org

Twitter da UNFCCC: @UNFCCC

Twitter da LPAA: @LPAA_Live | #LPAA


Fonte: PNUMA


PREFEITO DE MARIANA VAI FALAR SOBRE TRAGÉDIA AMBIENTAL NA COP21

Prefeito de Mariana, Duarte Júnior
(Foto: Reprodução/TV Globo)
02/12/2015

Duarte Júnior viaja com a Frente Nacional de Prefeitos nesta quarta-feira (2).
'Vou ter que falar da maior tragédia da minha cidade e do Brasil', disse.

"Eu sempre tive um sonho de representar minha cidade mundialmente, mas esperava falar de Mariana ser patrimônio histórico, de suas belezas naturais. A realidade não é essa, vou ter que falar da maior tragédia da minha cidade e do Brasil", disse o prefeito de Mariana, Duarte Júnior (PPS), que embarca, nesta quarta-feira (2), para Paris, onde participa da 21ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP21. Segundo ele, uma sala temática foi criada para falar de “grandes tragédias ambientais criadas pelo homem”.

A COP 21 começou oficialmente nesta segunda-feira (30). Durante o encontro, praticamente todos os países do mundo devem chegar a um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, tentando limitar em 2ºC o aquecimento da atmosfera até 2100 em comparação com os níveis pré-industriais. Entenda o que é a COP21

Júnior foi convidado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que é presidida pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. Ele vai integrar a comitiva da entidade de representação dos municípios brasileiros. Segundo a assessoria de imprensa da FNP, o convite ocorreu em função da tragédia em Mariana e com o objetivo de permitir que Júnior se reúna com entidades e bancos financiadores de projetos voltados para o meio ambiente. Serão discutidas parcerias para o enfrentamento dos desafios relativos ao desastre ambiental causado pelo rompimento da barragem de Fundão.

A barragem de Fundão, na unidade industrial de Germano, da Samarco Mineração, cujas donas são a Vale a anglo-australiana BHP, se rompeu no dia 5 de novembro, provocando o despejo de mais de 35 milhões de metros cúbicos de rejeitos. O "mar de lama" destruiu o distrito de Bento Rodrigues, afetando também Águas Claras, Ponte do Gama, Paracatu e Pedras, em Mariana, além das cidades de Barra Longa e Rio Doce.

O prefeito de Mariana também vai falar sobre a segurança de barragens da atividade de mineração. No distrito de Bento Rodrigues, devastado pelo rompimento, outras duas barragens apresentam risco – Santarém e Germano. Elas são monitoras segundo a Samarco, que ainda não explicou a causa do desastre.   

"E vou também com o intuito de demonstrar que a Samarco é culpada sim, mas não adianta falar que o Rio Doce morreu por responsabilidade da Samarco. Eu jogo minha rede de esgoto todo dentro do Ribeirão do Carmo [afluente do Rio Doce]. Eu também estou matando o rio aos poucos e não fiz nada para evitar", disse.

A participação no evento internacional tem também o intuito de buscar novas empresas para fomentar a economia da cidade mineira. "Vou buscar também uma diversificação econômica para meu município. Novas empresas para Mariana", acrescenta. Ele fica em Paris até este sábado (5), quando o desastre ambiental completa um mês.

23/11 - Versão infográfico barragens Mariana (Foto: Arte/G1)



DESTA VEZ A COP COMEÇOU COM CLIMA

150 líderes de Estado e de Governo foram convocados para abertura da COP21. 
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

01/12/2015

Por Ana Carolina Amaral, especial de Paris para Envolverde 

A Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, a COP-21, começou nesta segunda em Paris com clima de negociação e esperança por um acordo climático. A ambição é de se conseguir um compromisso que barre o aumento da temperatura média global em até 2ºC. Desta vez, em vez de convidar os Chefes de Estado e de Governo para assinar o acordo no fim da Conferência, o país anfitrião inverteu a estratégia e recebeu os líderes nacionais hoje, já na abertura. Para os membros da delegação brasileira que acompanham as negociações do clima, a mudança fez diferença.

Rubens Born, consultor de meio ambiente e representante da sociedade civil que acompanhou 14 edições da conferência, vê a chegada dos líderes no primeiro dia do evento como um avanço significativo. “Agora os diplomatas têm a responsabilidade de negociar o que seu líder afirmou no discurso”, aponta.  Ricardo Young, vereador por São Paulo e também integrante da delegação brasileira, concorda com a avaliação. “Antes os presidentes vinham para assinar o acordo, mas não tinha acordo para assinar. Enquanto que os negociadores, sem uma posição definida de seus Chefes de Estado, não tinham liberdade e atuavam de forma hesitante”, ele lembra.

Em seu discurso na plenária principal, Dilma Roussef defendeu hoje um acordo legalmente vinculante, ou seja, que gere consequências para os países que se comprometam. A União Europeia concorda, mas China e Estados Unidos, maiores emissores globais e que anunciaram suas metas voluntárias (INDC) conjuntamente em agosto, não assinalam nessa direção.

O instrumento da INDC foi também elogiado pelos representantes brasileiros. “Os anúncios voluntários criaram a oportunidade dos países discutirem seus compromissos internamente e com soberania. Com isso, os limites já estão dados, o que facilita a negociação”, avalia Young. “Não quero ser ingênuo, mas começamos com um tom de otimismo”, aposta Born, que completa: “nos próximos dias vamos ver se o discurso vai virar comando para resolver os gargalos do documento.”

Dinheiro, cobrança e tecnologia: os gargalos 

Para Young, o financiamento das soluções climáticas se mostra cada vez mais perto de ser resolvido, com avanço na regulamentação do Fundo Verde e aumento da disposição de países doadores – a exemplo da prorrogação do acordo entre Brasil e Noruega sobre o Fundo Amazônia para até 2020. Já Born avalia que a criação de mecanismos de cobrança para a aplicação dos compromissos é um gargalo que está aparecendo conforme a viabilidade do acordo climática se aproxima. “Nem o Protocolo de Kioto, nem a Convenção do Clima falam em cobrança, então é algo que vamos precisar criar aqui”, explica.

A questão da tecnologia contra as mudanças climáticas segue com poucos sinais de avanço. Hoje a presidente Dilma Roussef teve conversas com líderes da Alemanha, Noruega, Japão e China. Para a imprensa, ela destacou que  “o desenvolvimento tecnológico é crucial para as energias renováveis, principalmente a solar.” Born avalia que a posição brasileira deixa clara a baixa disposição em tornar a matriz energética mais limpa.

Na sua leitura, a escolha de 2005 – um ano com pico de desmatamento – como ano-base para a meta de redução das emissões brasileiras a partir do combate ao desmatamento ilegal na Amazônia pode ser uma tentativa de se abrir espaço para o aumento das emissões no setor de energia. “A gente sabe que a redução absoluta se relativiza com o ano que foi escolhido como base, 2005, e com isso se cria espaço para compensar a redução das emissões da floresta com o aumento das emissões de energia”, ele avalia.

À sombra de Copenhague 

“Nosso maior medo é repetir Copenhague”, comentou o cônsul francês para assuntos políticos Thibault Samson em São Paulo, logo antes do início da COP. As inovações que trouxeram os posicionamentos dos países para o momento anterior às negociações diplomáticas parecem confirmar que os esforços franceses carregam aprendizados da COP-15. Como declarou hoje na plenária de abertura o presidente da França, François Hollande, o acordo climático precisa ser ambicioso o suficiente para resolver o problema, mas não a ponto de que não possa ser executado.

“Não existe bala de prata”, concorda Roberto Waack, da Coalizão Brasil pelo Clima. Para ele, a presença de mais de 500 mil pessoas em várias cidades do mundo na Marcha Mundial pelo Clima e iniciativas apresentadas pelas empresas e pela sociedade civil aqui na COP-21, a exemplo da Carbon Price Coalition, comprovam que o entendimento das mudanças climáticas avançou . “O protagonismo da sociedade civil pelo mundo é o que já está fazendo a diferença”, aposta. (#Envolverde)

.* Ana Carolina Amaral é jornalista formada pela Unesp, mestra em Ciências Holísticas pelo Schumacher College (UK) e moderadora da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.

 Fonte: Envolverde


BAN DIZ QUE "HÁ FORTE COMPROMISSO PARA APROVAÇÃO DE ACORDO DO CLIMA"

Ban Ki-moon participa da reunião de chefes de Estado da Commonwealth, em Malta. 
Foto: ONU/Rick Bajornas

29/11/2015

Secretário-geral fez a declaração em pronunciamento em Malta, onde participa da reunião de chefes de Estado da Commonwealth; ele segue para Paris neste sábado; Conferência da ONU sobre Mudança Climática começa na segunda-feira na capital francesa.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU afirmou esta sexta-feira em Malta, que "há um forte compromisso da comunidade internacional para aprovar o acordo sobre o clima".

Ban Ki-moon fez a declaração durante um pronunciamento na Conferência dos chefes de Estado da Commonwealth, grupo que integra ex-colônias britânicas e outros países.

Estrelas

Ban afirmou que "talvez ainda seja prematuro julgar o que vai acontecer". Segundo ele, tudo depende dos Estados-membros, mas ele acha que "as estrelas estão se alinhando na mesma direção".

O chefe da ONU disse que "o compromisso não vem só do governo, mas também do setor privado e da sociedade civil".

Ban declarou que "as pessoas estão pedindo aos líderes atuais que transformem o mundo num lugar melhor e ambientalmente sustentável para que as próximas gerações possam viver em paz, harmonia, prosperidade e de uma forma segura".

Agenda 2030

O secretário-geral lembrou que em setembro, os presidentes e chefes de governo adotaram na ONU a visionária agenda de desenvolvimento 2030.

Segundo ele, o combate à mudança climática é apenas um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável incluídos no documento. Mas Ban explicou que "se o mundo não lidar com esse problema agora, todos os outros 16 objetivos não poderão ser implementados e tudo poderá fracassar".

Por causa disso, o chefe da ONU afirmou que "todos devem agir agora". Ban declarou que há mais de 20 anos se fala sobre o assunto.

Durban

Ele lembrou que em 2011, em Durban, na África do Sul, pela primeira vez, os Estados-membros concordaram em preparar um acordo sobre o clima universal que deveria estar pronto em 2015.

Ban falou ainda sobre um mecanismo de monitoramento sobre a implementação das cláusulas e promessas feitas pelos países para redução das emissões de gases que causam o efeito estufa, entre outros.

O secretário-geral elogiou a iniciativa e disse que o processo de revisão a cada cinco anos já recebeu o sinal verde da França, da China e da maioria dos Estados-membros.

Ban afirmou que "essa será uma forma de ter certeza de que o acordo será implementado em sua totalidade com confiança e segurança".

Fonte: Rádio ONU


Brasil, China, Índia e África do Sul exigem verba por mudança climática

30/06/2015 

Brics criticaram falta de investimento de 'ricos' no combate ao aquecimento.
Comunicado foi feito em Nova York neste domingo.

Brasil, China, Índia e África do Sul manifestaram neste domingo (28) na ONU que estão decepcionados com os países ricos pela incapacidade de não manter seus compromissos de ajuda às nações pobres para combater o aquecimento global.

Ministros e negociadores desses quatro países se reuniram em Nova York em preparação para a Conferência Mundial sobre o Clima, a COP 21, que acontece em dezembro, em Paris.

Em um comunicado conjunto, os representantes do grupo Brics (mas sem a Rússia) expressaram sua "decepção frente à constante ausência de um plano de ação claro para que os países desenvolvidos aportem US$ 100 bilhões anuais até 2020 e para que aumentem substantivamente seu apoio financeiro depois dessa data".

Em 2010, os países desenvolvidos concordaram em mobilizar esse montante nesse período para ajudar os países pobres a se adaptarem ao impacto da mudança climática e reduzir suas emissões poluentes. Esses compromissos caíram, porém, para cerca de US$ 70 bilhões anuais, de acordo com o Banco Mundial.

Medo do fracasso
A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que os quatro países se comprometem a trabalhar duro para evitar que se repita o fracasso da última conferência do clima, realizada em Copenhague, em 2009. "Não podemos adiar essa agenda, esse acordo", frisou.

Já o enviado da China para o tema, Xie Zhenhua, comentou que "ainda há expectativas e espero que os países desenvolvidos possam honrar seus compromissos antes do encontro em Paris".

O negociador-chefe da Índia, Ravi Prasad, destacou que os países desenvolvidos devem compartilhar suas tecnologias de energia limpa com as nações pobres para que elas possam embarcar nos esforços globais de combate à mudança climática.

"Se não receberem um fluxo de apoio tecnológico, para muitos países em desenvolvimento e economias pobres será impossível percorrer esse caminho no futuro próximo", alegou Prasad.

"Adaptar-se requer muito dinheiro", afirmou a ministra sul-africana de Meio Ambiente, Edna Molewa.

O que está em jogo?
Segundo um painel internacional de cientistas ligado à ONU, o IPCC, é preciso diminuir entre 40% e 70% do total de gases lançados até 2050 e zerar essa taxa até 2100. Somente assim é que será possível conter o aumento da temperatura global em 2ºC até o final deste século.

Gases-estufa como o dióxido de carbono (CO2) são liberados principalmente na queima de combustíveis fósseis, mas também com o desmatamento e outras atividades humanas.

Caso isso não seja reduzido, segundo o IPCC, fenômenos extremos como secas, enchentes, degelo dos polos e aumento do nível dos mares serão mais frequentes. A temperatura média da Terra já subiu 0,85ºC com relação à era pré-industrial.

Por causa disso, países tentam negociar um acordo global para frear as emissões e que obrigue ações de todos os governos, principalmente de nações desenvolvidas, historicamente responsáveis pela maior parte dos gases já lançados na atmosfera.

IPCC - arte (Foto: G1)

Fonte: G1 Natureza


Ban diz que combater a mudança climática é "questão moral"

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, é visto em Viena
Foto: Joe Klamar/AFP

28/04/2015

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon: "A mudança climática está intrinsecamente vinculada à saúde pública, à segurança da água e dos alimentos, aos movimentos migratórios e à paz e à segurança"

Cidade do Vaticano - O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, defendeu nesta terça-feira no Vaticano que combater a mudança climática e seus efeitos é necessário para reduzir as desigualdades e que é "uma questão moral".

"Diminuir a mudança climática e se adaptar a seus efeitos é necessário para erradicar a extrema pobreza, reduzir a desigualdade e garantir um desenvolvimento econômico equitativo e sustentável. É por isso que eu digo que é uma questão determinante de nosso tempo", disse após se reunir com o papa Francisco.

"A mudança climática está intrinsecamente vinculada à saúde pública, à segurança da água e dos alimentos, aos movimentos migratórios e à paz e à segurança. É uma questão moral. Uma questão de justiça social, direitos humanos e ética fundamental".

Neste sentido, o líder da ONU disse que "a ciência e a religião não são conceitos opostos", mas devem estar "alinhados" nesta questão e pediu às autoridades espirituais presentes em um fórum dentro do Vaticano que façam isso virar realidade.

"A erradicação da pobreza extrema, pondo fim à exclusão social dos frágeis e marginalizados, e a proteção do meio ambiente são valores plenamente compatíveis com as doutrinas da grandes religiões", defendeu.

Além disso, Ban ressaltou que "a mudança climática está ocorrendo agora", que afeta especialmente aos mais pobres e que as atividades humanas "são sua principal causa".

"Nossa resposta deve ser global e apoiada em valores universais. A mudança climática afeta a todos, mas não a todos por igual", assinalou.

Ban se disse convencido que o povo "está se dando conta que devemos mudar nosso modo de atuar" e muitos países estão investindo em "energias limpas que certamente podem manter um desenvolvimento sustentável".

Por essa razão, o secretário-gerla lembrou que "para mudar nossas economias, no entanto, é preciso que mudemos nosso modo de pensar e nossos valores", algo que o âmbito religioso "pode exercer um valioso papel".

Neste sentido, Ban elogiou as repetidos chamadas do papa Francisco para combater os efeitos da mudança climática e disse que "espera com vontade" sua encíclica, que versará sobre esta questão.

"Direi ao mundo que proteger nosso meio ambiente é um imperativo moral e uma obrigação sacra para todas as pessoas de fé e de consciência do mundo", apontou.

Assim, repassou a agenda do ano em curso, no qual serão realizados vários foros sobre o desenvolvimento sustentável e a mudança climática, como a Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, em julho em Adis-Abeba, e a Cúpula da ONU sobre desenvolvimento sustentável, que acontecerá em dezembro em Paris.

"Paris não é um ponto final, mas deve constituir um caminho comum para um consenso sobre a mudança climática. Necessitamos de um acordo universal, justo e ambicioso e os países industrializados devem ser os primeiros a dar o passo por uma questão de igualdade e de responsabilidades históricas", disse.

E pediu aos países que "invistam em energias limpas que beneficiem os pobres e limpem nosso ar" porque "o desenvolvimento sustentável exige energia para todos".

"Somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza e a última geração que pode temer os piores impactos da mudança climática", disse Ban

Suas palavras foram ditas na abertura do ato "Proteger a Terra, dignificar a humanidade", realizado hoje no Vaticano e que contou com a assistência de líderes religiosos e do presidente do Equador, Rafael Correa.

Fonte: Exame.com


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