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ONU alerta que 2016 deve ser o mais quente da história

Mulher protege filha de calor escaldante no Paquistão. Foto: Pnud/Hira Hashmey

14/11/2016

Relatório da Organização Mundial de Meteorologia diz que as temperaturas globais estão 1.2ºC acima dos níveis pré-industriais; agência afirmou que se confirmado, 16 dos 17 anos mais quentes até agora ocorreram neste século.

A ONU alertou que 2016 deve ser o ano mais quente da história, com temperaturas chegando a 1.2ºC acima dos níveis pré-industriais.

A previsão consta do relatório da Organização Mundial de Meteorologia, OMM, sobre o Estado do Clima Global 2016, lançado esta segunda-feira em Genebra.

El Niño

Segundo a agência da ONU, as temperaturas globais entre janeiro e setembro deste ano estão 0.88ºC acima da média de 14ºC registrada entre 1961 e 1990, período que também serve de referência para os cálculos.

O documento mostra que as temperaturas aumentaram no início de 2016 por causa do efeito climático El Niño. Além disso, dados preliminares indicam que os fatores que causam o aquecimento estão em um nível alto o suficiente para que o recorde de ano mais quente seja batido.

Caso seja mesmo confirmado, isso significa que 16 dos 17 anos mais quentes da história foram registrados neste século. A exceção foi 1998.

O relatório diz ainda que indicadores de mudança climática de longo prazo também estão quebrando recorde, por exemplo, as concentrações dos gases que causam o efeito estufa continuam aumentando atingindo os índices mais altos da história.

Geleiras

As geleiras do Ártico continuam nos níveis mais baixos, especialmente no início do ano e em outubro, que é considerado o período em que o gelo volta a se formar.

Os especialistas disseram também que foi registrado um derretimento significativo e antecipado da camada de gelo na Groenlândia.

O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, disse que "por causa da mudança climática, aumentou o impacto e a ocorrência de eventos climáticos extremos".

Furacão Matthew

Até agora, o pior evento natural já registrado esse ano foi o furacão Matthew, que causou a maior emergência humanitária no Haiti desde o terremoto de 2010.

Segundo o relatório, a única área onde as temperaturas ficaram abaixo da média é a região subtropical da América do Sul, que inclui partes da Argentina, Bolívia e Paraguai.

As temperaturas estiveram acima da média na maioria dos oceanos. Isso contribuiu para um branqueamento significativo dos corais e danos aos ecossistemas em várias regiões tropicais.

Entre elas estão, a Grande Barreira de Corais, na Austrália, onde a morte de corais atingiu 50% e países no Pacífico, como Fiji e Kiribati.

Oceanos

O aumento global dos níveis dos oceanos chegou a 15 milímetros entre novembro de 2014 e fevereiro deste ano com resultado do El Niño, bem mais do que a média de 3 a 3.5 milímetros por ano depois de 1993.

As concentrações dos gases que causam o efeito estufa também tiveram uma alta. Em 2015, a concentração global de dióxido de carbono atingiu, pela primeira vez, 400 partes por milhão.

Os dados preliminares para 2016 mostram um aumento. Na Austrália e no Havaí, por exemplo, a concentração de CO2 já ultrapassou as 400 partes por milhão registradas no ano passado.

Fonte: Rádio ONU

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