PELA PRIMEIRA VEZ, MINERAL “MARCIANO” APARECEU NA SUPERFÍCIE DO GREAT SALT LAKE, UTAH



23/01/2020 

Por Juliana Blume

Montanhas de minerais cristalinos apareceram acima da superfície do Grande Lago Salino do estado norte-americano de Utah. Quatro desses morros de um metro de altura e dezenas de metros de diâmetro foram encontrados pela guarda florestal Allison Thompson na margem sul do lago. Espera-se que esses montes desapareçam em março ou abril, quando a primavera chegar. 

Allison percebeu os montes em outubro de 2019, e chamou geólogos do Utah Geological Survey para investigar do que se tratava. Eles retiraram amostras dos locais e constataram que os morros são formados por camadas de um mineral chamado mirabilita, também conhecido como Sal de Glauber ou sulfato de sódio decahidratado (Na2SO4.10H2O).

Crédito da imagem: Utah Division of Parks and Recreation
 
Esses montes são raros e nunca haviam sido documentados na superfície do Grande Lago Salino, apesar de serem bastante comuns no fundo do lago durante o inverno. Montes desses minerais que não estão embaixo da água costumam ser encontrados apenas na regiões Árticas. 

Os geólogos explicam que a mirabilita se precipita de fontes de água ricas em sulfato, e ficaram visíveis porque o nível de água do lago ficou mais baixo. Conforme os morros de minerais vão crescendo, eles acabam tampando a saída da fonte de água e um novo monte acaba surgindo em outro local próximo. 



Quando as temperaturas ficam acima de zero, esses belos minerais se desidratam e formam um mineral em forma de pó chamado tenardita, o anidro de sulfato de sódio (Na2SO4). Portanto, esses morros de minerais do Grande Lago Salgado estão com os dias contados. 

Análogos aos minerais de Marte

Cientistas acreditam que os morros sejam parecidos com estruturas minerais de Marte que podem estar preservando traços de micróbios que viveram na água salgada dos lagos marcianos há bilhões de anos. Por enquanto, porém, não foi identificada a presença deste mineral no nosso planeta vizinho. [Utah State Parks Blog, Live Science]


Fonte: Hypescience


GUTERRES LIDERA TRIBUTO DAS NAÇÕES UNIDAS ÀS VÍTIMAS DO TERREMOTO DE 2010 NO HAITIBR


17/01/2020

Cerimônia reuniu funcionários da ONU em Nova Iorque; tremor de 7 graus na escala Richter matou mais de 222 mil pessoas incluindo 102 funcionários das Nações Unidas; lista de boinas-azuis, mortos no sismo, inclui 20 brasileiros que serviam na Missão da ONU, Minustah.

Na abertura da cerimônia em memória das vítimas do terremoto do Haiti, ocorrido há 10 anos, o secretário-geral da ONU lembrou as mais de 222 mil pessoas que perderam suas vidas.  António Guterres prestou solidariedade aos milhares de haitianos que “continuam a sofrer os impactos da tragédia”. 

O tributo reuniu funcionários da organização, embaixadores dos países que apoiavam a Missão da ONU no Haiti, Minustah, que perdeu 102 funcionários, e outros participantes.
   
 Construção do monumento produzido pelo escultor Davide Dormino, com materiais dos escombros 

do Hotel Christopher, sede da Missão da ONU no país na época do terremoto. Foto: ONU/Mark Garten
 Confiança

O chefe da ONU lembrou que “o terremoto ocorreu, quando muitos haitianos estavam começando um novo ano com um senso de otimismo renovado e confiança no futuro de seu país.” Ele acrescentou que “em alguns segundos, essas esperanças se transformaram em pó.”

Em 12 de janeiro de 2010, um tremor de 7 graus de magnitude, deitou por terra o Hotel Christopher, sede da ONU no país caribenho.

Dentre os funcionários da ONU mortos no terremoto estava o vice-chefe da Missão, o brasileiro Luiz Carlos da Costa. Ao todo, 20 brasileiros perderam a vida.

Em seu discurso descreveu como “cidades foram destruídas, centenas de milhares de pessoas foram mortas e milhões de vidas mudadas para sempre.” Ele disse que nunca esquecerá “o choque e a tristeza em todo o mundo e nas Nações Unidas quando a escala da tragédia se tornou clara.”
Operação Humanitária

Nesta sexta-feira, Guterres destacou como “uma operação humanitária sem precedentes salvou vidas nos primeiros dias e semanas, à medida que organizações de ajuda internacional trabalhavam com haitianos e parceiros locais.” Guterres também citou que “o terremoto criou sérias novas ameaças à segurança, à estabilidade e à prosperidade do Haiti” e que a recuperação das muitas feridas físicas, emocionais, sociais e financeiras “desafiaria qualquer nação”.

Segundo ele, “após um dos dias mais sombrios de sua história, o Haiti recorreu à coragem e determinação de seu povo e à assistência de muitos amigos.” Entre os muitos desafios, Guterres disse que “as Nações Unidas lamentam profundamente a perda de vidas e o sofrimento causados ​​pela epidemia de cólera” e citou o “progresso significativo que foi feito para eliminar a doença.”

O secretário-geral adicionou que a ONU está comprometida “com a resolução de casos pendentes de exploração e abuso sexuais.” Para ele, atualmente, “a insegurança e o lento crescimento econômico estão contribuindo para o aumento das tensões sociais e a deterioração da situação humanitária.”

Guterres fez um apelo para que os haitianos “resolvam suas diferenças através do diálogo e resistam a qualquer escalada que possa reverter os ganhos da década passada.” Ele reiterou que “o Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti e as 19 agências, fundos e programas no país continuarão a trabalhar em parceria com o povo haitiano em seu caminho para a recuperação e a prosperidade.”

A capital do Haiti, Porto Príncipe, danificada pelo terremoto de janeiro de 2010. ONU/Marco Dormino
Monumento

Antes da cerimônia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, inaugurou o monumento, em inglês “A Breath” em memória dos que perderam a vida no terremoto, localizado nos jardins da ONU.

O monumento veio do Haiti e foi produzido pelo escultor Davide Dormino, com materiais dos escombros do Hotel Christopher, sede da Missão da ONU no país na época.

Em 12 de janeiro de 2010, um tremor de 7 graus de magnitude, matou mais de 222 mil 

pessoas incluindo 102 trabalhadores da ONU. Minustah/Marco Dormino
 Resiliência

Segundo o secretário-geral António Guterres, na última década, “o Haiti se valeu da resiliência do seu povo e do apoio de muitos amigos para vencer este desastre.”

Ele afirmou que o Haiti “está se esforçando para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo o reforço das instituições tão cruciais para o bem-estar e para a prosperidade do seu povo.”  

O secretário-geral aproveitou a data para renovar “o compromisso das Nações Unidas em ajudar o Haiti e o seu povo na construção de um futuro melhor.” Ele expressou seus sentimentos a todos que perderam familiares, amigos e entes queridos no terremoto, há 10 anos. 

Fonte: ONU News


PROJETO TRANSFORMA RESÍDUOS DESCARTADOS E COMERCIALIZA EM BAZAR A PREÇOS POPULARES

27/12/2019

Quando eu estava andando pelas ruas de Salvador, fiquei observando um certo aparelho sendo colocado numa carroceria de um veículo, e logo percebi que tratava-se de vários materiais usados. Rapidamente capturei uma foto da instituição e telefone. 

Pesquisei pela internet para saber mais do projeto social e fiquei sabendo sobre a Economia Circular.

Segue a matéria na íntegra:


Móveis e outros objetos são recuperados e revendidos (Marina Silva/Correio)

Por Perla Ribeiro -  Correio 
Publicado em 13.08.2018

Economia circular é um dos temas do Agenda Bahia 2018

Até ser entrevistado para essa reportagem, o coordenador do projeto social Emaús Novos Alagados, Jerry Uilson Magalhães, nunca tinha ouvido falar em Economia Circular. O termo podia ser desconhecido para ele, mas Jerry coloca isso em prática há cinco anos. Todas as terças e quintas-feiras, dois caminhões saem da sede do projeto, em São João do Cabrito, no Subúrbio Ferroviário, e rodam a cidade para buscar objetos que seriam descartados.

Voltam carregados de tudo quanto é coisa: roupas, livros, brinquedos, móveis, TVs, som, geladeira, fogão... Algumas peças estão quebradas. Outras, só estão velhas. Mas, ali, nada se perde.  Assim como propõe a Economia Circular, eles transformam resíduos em produtos.

Por isso, tudo que é arrecadado vai parar em oficinas, onde, com auxílio de técnicos de diferentes áreas, jovens da comunidade aprendem a reparar os objetos e deixá-los prontos para ganhar um novo dono. Não é a toa que o slogan deles é: “O que não serve para você é útil para nós e a natureza agradece”. Depois de repaginados, os produtos são vendidos a preços populares em um bazar mantido na sede do projeto, que acontece todos os sábados, das 9h às 12h. 

Objetos doados são recuperados em oficina (Marina Silva / Correio)

A renda obtida ajuda a manter outras duas crias deles: uma creche comunitária, que atende a 30 crianças 6 meses a 4 anos e uma escola com 85 alunos do pré ao 5º ano. Com as doações eles conseguem fazer, em média, 40 vendas por semana. Após pagamento dos custos com as reformas e pagamento de pessoal, sobram entre R$ 3 mil a R$ 4 mil por mês para investir nos projetos educacionais. Isso é possível porque eles contam com uma rede de 200 a 250 doadores fixos e um número ainda maior de pessoas que fazem doações aleatoriamente.  

Segundo Jerry, as pessoas chegam até eles através de campanhas itinerantes e também da divulgação boca a boca. “O projeto surgiu de uma necessidade nossa. Já fazíamos isso, mas de forma esporádica, mas foi chegando coisas maiores e não tínhamos espaço, foi então que vimos a necessidade de criarmos algo mais estruturado”.

Saiba mais
Economia Circular:  Estabelece uma mudança na lógica de produzir, consumir e transformar resíduos em produtos. 
Ganhos ambientais: Redução de insumos (matéria- prima natural e energia), redução de resíduos
e emissões
Dose dupla

Se por um lado eles sentem que cumprem seu papel de ajudar esse mundo a ser mais sustentável, por outro, quem faz doações se sente recompensado duplamente. É que, além de saber que está colaborando para a redução de resíduos, se vêem livre de algo que não lhe servia mais e sem fazer muito esforço para isso. O único trabalho é  ligar no telefone do projeto (3401-5888) e agendar a coleta.

O administrador Dilson Moura Costa, 55 anos, por exemplo, é um dos colaboradores assíduo. “Sou um defensor da natureza, não gosto de jogar nada fora. É bom saber que o que não serve mais para mim vai ser recuperado e vendido para angariar recursos para a comunidade. Já fui lá conhecer, é um trabalho sério. Toda vez que tenho algo para doar, chamo eles”, diz. Na lista das doações entra beliche, máquina de lavar, micro-ondas, ferro de passar, armário de cozinha, discos, sobras de material de construção.

“Ao mesmo tempo que  contribuo com eles para que o objeto ganhe uma nova utilidade, também saio ganhando. Uma vez comprei um armário novo e, para desmontar o velho, teria que pagar R$ 150. Chamei, eles vieram, desmontaram e levaram o armário, que ainda serviu depois para outra pessoa. Todos ganhamos com isso”, destaca.

Quem também nunca ouviu falar de Economia Circular, mas tem tirado muito proveito dela, é a dona de casa Eliaci Santos Vera Cruz, 40 anos. Ela é uma das clientes assíduas do bazar realizado pelo projeto social Emaús Novos Alagados.

Eliaci conta que vai juntando todo dinheirinho que consegue guardar e, sempre que chega novidades, o pessoal avisa e ela vai conferir. “Já comprei colchão de casal, de solteiro, sofá. Minha casa toda é do bazar. E são coisas boas e semi-novas, que se fosse comprar em loja teria que pagar caro. Meu sofá de canto mesmo, todo mundo que vem aqui em casa  diz que é lindo, e eu fico me sentindo”, diz, com graça.

Para que serve a economia circular?
Ganhos sociais:   Oportunidades para novos postos de trabalho,  novos usos na cadeia produtiva, desperta o senso de comunidade, cooperação e participação, estimula o consumo compartilhado e não individualizado;
Ganhos econômicos:   Redução de perdas e desperdícios, geração de novos mercados por conta do valor dos recursos renováveis

Workshop reuniu especialistas e representantes da sociedade civil 
(Foto: Arisson Marinho/Correio)


Cidade pode receber centro de excelência

A Cátedra Unesco de Sustentabilidade quer criar um centro internacional de excelência em Economia Circular e Sustentabilidade e Salvador está entre uma das cidades cotadas para recebê-lo. A informação foi divulgada durante o workshop Economia Circular: Ecossistemas para as Cidades do Futuro, que aconteceu no seminário Sustentabilidade do Agora, no Fórum Agenda Bahia 2018, pelo professor da Ufba e pesquisador associado da Cátedra Unesco de Sustentabilidade, Paulo Gomes. “Para concretizar isso,  precisamos de apoios. Se juntarmos todos nesse propósito, a chance de acontecer será maior”.

No workshop, capitaneado por Adriana Campelo, diretora de Resiliência da prefeitura de Salvador e Chief Resilience Officer - CRO da iniciativa 100 Resilient Cities (100 Cidades Resilientes) da Fundação Rockefeller, especialistas trouxeram exemplos do que tem sido feito para alavancar a Economia Circular. “A gente precisa ser engenhoso, criativo, ver que recursos a gente pode usar”, disse Adriana.

Divididos em grupos, os participantes do workshop lançaram propostas para mudar a lógica de produção, consumo e transformação de resíduos na capital baiana (veja abaixo). Parte dessas ideias será incorporada ao Plano de Resiliência de Salvador, que tem precisão de ser lançado em dezembro.

Ideias propostas no workshop:
>>Tornar  a escola um espaço vivo para se pensar a Economia Circular
>>Regulamentação  das diretrizes para o fortalecimento da Economia Circular
>>Criação  de um comitê de sustentabilidade para fiscalizar as empresas
>>Estímulo  ao consumo de produtos de empresas que façam reciclagem ou reuso de embalagens
>>Implantação  de micro-centros de compostagem e reciclagem nos bairros de Salvador
>>Fomentar  projetos com foco em tecnologia de processamento de resíduos
>>Criação  de centros de logística reversa para o consumidor deixar objetos quando for comprar um novo

O subsecretário municipal da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), João Hersh destacou que Salvador gera 3 mil toneladas de resíduos por dia. “A cidade tem que começar a mudar a forma de lidar com isso. Todo material descartado pelo cidadão teria que retornar para o distribuidor, fornecedor ou indústria, numa lógica reversa. Mas para isso, é preciso que cada um assuma a sua responsabilidade nesse processo. Tem que haver engajamento setoriais” defendeu. 

Já o vice-diretor regional para a América Latina do C40, Ilan Cuperstein, foi mais além. Ele disse que há uma estimativa de que para cada quilo de resíduo que a gente descarta, são 70 quilos que estão sendo descartados com ele em toda a cadeia, desde o início da produção até o descarte geral. “Isso torna ainda mais crucial pensar em como não gerar resíduos e gerar recursos. É preciso parar de pensar em resíduos e pensar em gestão recursos”, defendeu.

Apesar de ponderar o impacto dos resíduos no meio ambiente, Cuperstein ressaltou que a Economia Circular não se resume a gestão de resíduos. “É uma mudança muito mais profunda de paradigmas, do que só olhar como uma  gestão mais eficiente dos resíduos. Apesar de que, uma gestão mais eficiente dos resíduos começa com uma mudança mais estrutural de como a cidade está organizada”. 

Já a gerente de Eficiência do Grupo Neoenergia, Ana Mascarenhas, citou o projeto Vale Luz, que troca resíduos por desconto na conta de energia. “Todo resíduo é passado para a cooperativa e é ela que paga o consumidor. A gente conseguiu que comunidades populares zerem a conta de luz”.

O Fórum Agenda Bahia 2018 é uma realização do CORREIO, com patrocínio da Revita e Oi, e apoio institucional da Prefeitura de Salvador, Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Fundação Rockefeller e Rede Bahia.

Fonte: Correio


AGRICULTURA – UMA ATIVIDADE EM MOVIMENTO



08/11/2019

Produzir alimentos, fibras e energia para atender as necessidades da população é um dos desafios da agricultura. Logicamente, esta produção precisa ser sustentável sob o ponto de vista econômico, social e ambiental. Não sendo atendido um dos três pilares da sustentabilidade, a atividade não é efetivamente sustentável. Por esse motivo, é cada vez maior o desafio para aqueles que estão direta ou indiretamente envolvidos com a produção agrícola em qualquer parte do mundo.

Em ambiente tropical, como é o caso do Brasil, este desafio é ainda maior. Plantas daninhas, fungos, vírus e bactérias que atacam as plantas cultivadas encontram condições ótimas para crescerem e se desenvolverem. Portanto, a sua capacidade de causar dano econômico é maior, quando comparado a regiões de clima temperado.

No Brasil, ao longo dos últimos anos, tem-se conseguido vários avanços que favorecem a produção sustentável de alimentos, fibras e energia. No entanto, ainda é preciso avançar tanto na geração quanto na adoção de tecnologias, muitas vezes consideradas simples, mas que fazem toda a diferença, como exemplo, o controle da erosão. A falta de controle da erosão dos solos agrícolas traz consequências altamente maléficas para toda a sociedade. O potencial produtivo dos solos agrícolas é reduzido, a conservação/manutenção das estradas rurais tem os seus custos elevados e o tratamento da água para consumo humano também fica mais caro.

Tecnologias, como o Sistema Plantio Direto (SPD) - que consiste no não revolvimento do solo, solo coberto com material vegetal e rotação de culturas quando realizado em solos onde o controle da erosão é adequado -, trazem um conjunto de vantagens para o crescimento e desenvolvimento das plantas, melhorando significativamente a sustentabilidade da produção.

Sempre pensando nas ações sustentáveis da produção agropecuária, novos conhecimentos, produtos, práticas e serviços são colocados à disposição dos produtores pela pesquisa brasileira. Um exemplo disso é a tecnologia desenvolvida pela Embrapa para o melhor aproveitamento do uso do fósforo pelas plantas - nutriente essencial, finito, do qual o Brasil importa boa parte do que consome. Trata-se de um inoculante que solubiliza o fósforo contido nos solos para incorporação pelas plantas.

Outro excelente exemplo do que a pesquisa é capaz de produzir é a redução da dose de um determinado herbicida por meio da nanotecnologia. Muitas vezes pode parecer algo abstrato, mas tudo isto está muito próximo. Hoje existem tratores autônomos (funcionam sem operadores) e já estão sendo lançados veículos de carga (caminhões) também autônomos. Inserir as novas tecnologias nos sistemas de produção é algo premente para reduzir impactos ambientais, melhorar a qualidade daquilo que é produzido, reduzir custos e melhorar a produtividade.

A produção de alimentos sintéticos também já está bem próxima de todos nós. A produção de proteína animal, carnes e ovos, em laboratório, está deixando de ser algo para um futuro distante, para se tornar quase uma realidade. A tecnologia já está dominada. O tecido sintético já é bem conhecido e está cada vez ocupando mais espaço. Com a fibra sintética (derivada do petróleo) já se produz tecidos para cama, mesa, banho e vestuário, com características que se aproximam daqueles produzidos com fibra de algodão.

O avanço da biotecnologia, de tecnologias de informação e o desenvolvimento de novos materiais a partir da nanotecnologia são exemplos daquilo que está impulsionando a agricultura cujos efeitos previstos são espetaculares quando se pensa em automação, desenvolvimento de novos produtos, melhoria da eficiência energética, aumento da produtividade da terra e do trabalho.

Em resumo, produzir alimentos, fibra e energia para atender às necessidades da população, tanto sob o ponto de vista quantitativo, quanto qualitativo, exige que cada novo conhecimento seja incorporado aos diferentes sistemas de produção vegetal e/ou animal para a melhoria dos índices de produtividade e redução dos impactos ambientais.

Isso demanda, de todos que estão envolvidos com a produção agropecuária, constante aprimoramento, para que se possa identificar aquilo que é mais adequado para cada condição, tendo como referencial a melhoria dos sistemas de produção. Desta forma, é preciso estar sempre em movimento, atualizado, para que seja possível incorporar na agricultura os elementos indispensáveis à sua sustentabilidade e que, a cada dia, estão mais disponíveis, graças aos avanços da fronteira do conhecimento.

Fernando Mendes Lamas
fernando.lamas@embrapa.br
Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste – Dourados, MS 



CAMPANHA 'MAR NÃO ESTÁ PARA PLÁSTICO' LANÇA SEGUNDA EDIÇÃO NO DIA 14



09/09/2019

As ações de limpeza e conscientização prosseguirão até fevereiro de 2020

Permitir que cada morador da cidade se transforme num guardião da praia, evitando o descarte de lixo -  especialmente plásticos -, além de atuar como multiplicador da proposta de se responsabilizar por todo e qualquer dejeto deixado nas praias. Essa é a proposta da segunda edição da campanha O Mar Não Está para Plástico.

O lançamento oficial está marcado para o próximo dia 14, às 9h, no auditório do Sindiquímica, R. Marujos do Brasil, 20, Tororó. De acordo com o presidente da Redemar, uma das organizadoras da campanha, William Freitas, a solenidade de lançamento contará com palestras da bióloga Larissa Renate e do oceanógrafo Matheus Serra. Juntos, eles farão uma capacitação do grupo de voluntários para as ações que serão realizadas até fevereiro nas praias de São Tomé de Paripe, Praia da Barra, Praia de Jaguaribe, Praia de Jardim de Alah, Praia da Boa Viagem e Praia de Tubarão. 

“A proposta é contemplar as praias que tem um índice maior banhistas, comerciantes e ambulantes independente de sua localização, sendo cidade alta ou baixa”, explica William Freitas.

Para Matheus Serra, essa primeira parte da campanha é fundamental porque orienta os participantes e possibilita que os organizadores possam providenciar os equipamentos de proteção individual e outros detalhes fundamentais para o sucesso da ação. “O treinamento da equipe é essencial para o entendimento da ação e um aumento no resultado final”, explica Matheus Serra, orientando que para participar dos mutirões de limpeza e conscientização das praias, é importante que os voluntários interessados se cadastrem através de formulário disponibilizado no link:  encurtador.com.br/vwLY1.

“A partir deste cadastro será formada uma rede de guardiões das praias, que é o foco da campanha deste ano, além da limpeza por mergulho nas praias com condições de visibilidade com o apoio da Marinha e do GMAR do Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia”, completa.  

No dia 21 de setembro de 2019, às 09h, a Redemar fará uma ação especial na praia de São Tomé de Paripe em comemoração ao dia mundial de limpezas de rios e praias.  

“Todas ações de limpeza nas praias acontecem sempre no período da manhã, das 9h ao meio dia”, ressalta Freitas.  A campanha conta ainda com o apoio da Marinha do Brasil, Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Corpo de Bombeiros - através do Gmar -, Shopping da Bahia, e REDE AMO.

Na primeira edição da campanha, os participantes perceberam que a carência de ações de educação ambiental principalmente das escolas próximas a região de praia termina por criar um vazio na formação de uma cultura de proteção do meio ambiente. 

PROGRAMAÇÃO DAS AÇÕES DE LIMPEZA DE PRAIA 

21/09 – Edição Especial - Dia mundial de limpeza de praias - Praia de São Tome de Paripe 
21/12 – Praia da Barra 
11/01 – Praia de Jaguaribe 
25/01 – Jardim de Alah 
01/02 – Praia Boa Viagem 
15/02 – Praia de Tubarão

Fonte: Correio

BENEFÍCIOS DA HORTELÃ E DE SEU CHÁ



28/07/2019

Saiba para que serve a planta e o chá de hortelã e confira motivos pelos quais você deveria plantá-la em sua casa

A hortelã é uma erva bastante popular, estando presente em balas, chicletes, drinks como o mojito, e em diversos cosméticos. Mas você conhece os poderes dessa plantinha? A hortelã contém antioxidantes poderosos, vitaminas A, B6, C, E, K, ácido fólico e a riboflavina. Se ingerida ou apenas inalada, a hortelã proporciona muitos benefícios. Segundo estudo da University of Maryland, nos EUA, a hortelã tem poderes antibacterianos, antifúngicos e anti-inflamatórios.

De acordo com um recente estudo da Wheeling Jesuit University, o cheiro e o sabor da hortelã têm profundos efeitos em funções cognitivas. Isso inclui funções como raciocínio, resolução de problemas, formação de conceitos, julgamentos, atenção, e até mesmo memória. Confira o vídeo do Portal eCycle a respeito:


Benefícios da hortelã e para que serve o chá de hortelã

1. Melhora a digestão

Segundo um estudo da Unesp, as espécies do gênero Mentha apresentam indicação etnofarmacológica para distúrbios gastrointestinais. De acordo com o estudo, a hortelã relaxa os músculos do estômago e melhora o fluxo de bile, que o corpo usa para digerir gorduras. Para melhores resultados, beba chá de hortelã.

2. Alivia a síndrome do intestino irritado

Diversos estudos revelaram que a hortelã é muito eficiente no tratamento dos sintomas da síndrome do cólon irritado. Pesquisas comprovam que cápsulas entéricas revestidas de hortelã-pimenta podem ajudar no tratamento de sintomas como dor, inchaço, gases, e diarreia.

3. Ajuda a aliviar sintomas da asma e outros problemas respiratórios

O aroma da hortelã também proporciona benefícios, pois ajuda a "abrir" as vias aéreas. Pessoas que sofrem com asma e alergias podem se beneficiar do uso da erva. Realizar inalações com hortelã ou beber chá de hortelã pode ser bem útil para aliviar os sintomas. Asmáticos devem adicionar hortelã em suas inalações e também beber um pouco de chá. Para facilitar a respiração instantaneamente, adicione cerca de cinco folhas de hortelã em um pouco de água quente e inale.

4. Ajuda a aliviar sintomas de gripes e resfriados

O mentol que existe na hortelã é um eficiente descongestionante, além de ser um bom expectorante: ajuda a expelir muco e a diminuir a tosse. Tomar chá de hortelã é uma boa pedida para diminuir a dor de garganta e a tosse seca.

5. Alivia coceira e irritações da pele

A hortelã tem propriedades anti-inflamatórias e é antipruriginosa. Por isso pode ser utilizada para aliviar coceiras. Quando aplicada topicamente, a hortelã tem efeito calmante e refrescante em irritações causadas por urticária, hera venenosa ou carvalho venenoso.

Óleo essencial de hortelã-pimenta: 25 benefícios

6. Melhora a saúde bucal

A hortelã neutraliza o mau hálito e também combate bactérias que causam cáries. Por esse motivo ela é comumente acrescentada em produtos como creme dental, enxaguante bucal e sprays que refrescam o hálito.

7. Alivia a dor

A folhas de hortelã podem aliviar dores musculares, dores de cabeça e até mesmo dores de estômago. Para relaxar os músculos, combine uma xícara de sal marinho, um terço de xícara de azeite e cerca de oito gotas de óleo essencial de hortelã. Massageie o local por dez minutos e enxague.

8. Alivia náuseas

O cheiro de óleo essencial de hortelã ou folhas de hortelã frescas pode ajudar a aliviar a sensação de enjoo e ânsia.

9. Melhora a memória

Em 2008, pesquisadores ingleses examinaram o poder do óleo essencial de hortelã no cérebro e descobriram que ele aumenta o estado de alerta e a memória.

10. Previne o câncer

A hortelã contém mentol, uma substância cuja propriedades têm sido associadas a prevenção de diferentes tipos de câncer, especialmente o câncer de próstata.

Opte por utilizar o óleo essencial de hortelã na sua forma 100% pura, pois alguns podem conter compostos nocivos que prejudicam a saúde da pele, como por exemplo os parabenos. Para comprar visite a Loja eCycle e encontre o óleo de hortelã.

A hortelã não é uma erva difícil de achar e nem de plantar; você pode encontrá-la fresca em qualquer supermercado ou plantá-la em um vasinho em casa. Confira no vídeo um tutorial de como plantar hortelã na sua casa.


Fonte: Ecycle

SUS OFERECE CURSO GRÁTIS SOBRE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS



13/07/2019

Cultivo de plantas medicinais, preparação e uso de remédios caseiros são alguns dos assuntos do curso.

Quase 11 mil pessoas já se inscreveram para um curso gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O “Uso de Plantas Medicinais e Fitoterápicos para Agentes Comunitários de Saúde” é uma introdução sobre o uso seguro desses componentes, fortalecendo ações e serviços de Práticas Integrativas e Complementares (PICS) na Rede de Atenção à Saúde.

Este módulo visa orientar o ACS sobre a importância do uso correto de plantas medicinais e fitoterápicos, disponibilizando informações básicas sobre cultivo de plantas medicinais, assim como orientações sobre a preparação e o uso de remédios caseiros, além de promover o intercâmbio e troca de experiências sobre o papel dos Agentes Comunitários de Saúde no uso correto de plantas medicinais e fitoterápicos na atenção básica de saúde.



O curso é gratuito e online, com carga horária de 60 horas na modalidade à distância, sem limites de vagas. Tem como base as diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), em conformidade com os princípios estabelecidos para a Educação Permanente do SUS.



HAITI RELEMBRA TRÊS ANOS DO PIOR TERREMOTO DE SUA HISTÓRIA RECENTE

Terremoto defastou o país caribenho causando uma diáspora de haitianos pelo 
continente, inclusive em Manaus.

12/07/2019

A reconstrução do país tem sido prejudicada por outros desastres naturais, como secas, enchentes e furacões, e pela dificuldade do governo para coordenar recursos públicos.

Renata Giraldi/Agência Brasil  

País mais pobre das Américas, o Haiti relembra neste sábado (12) três anos do pior terremoto da sua história recente. Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto de 7,3 graus na escala Richter e duas réplicas de menor magnitude, atingiram o país, gerando comoção mundial e reações por parte de organizações estrangeiras, de entidades civis e da comunidade internacional. Em decorrência do terremoto cerca de 220 mil pessoas morreram e 1,5 milhão ficaram desabrigadas no Haiti.

Mas até hoje há cerca de 360 mil pessoas abrigadas em alojamentos improvisados e em busca de alternativas no exterior, como no Brasil e na República Dominicana. No terremoto morreram a médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e 18 militares brasileiros.

O país foi destruído, prédios públicos, hospitais, escolas e casas vieram abaixo. O Brasil passou a ser um dos principais colaboradores do Haiti no processo de reconstrução e capacitação profissional. A reorganização do Haiti ainda está em andamento e conta com o apoio de uma ação coordenada pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional.

Poucos dias depois do terremoto, um ciclone extratropical provocou enchentes no país.

Especialistas que acompanham o assunto informam que a prioridade no Haiti é o fortalecimento institucional a partir da formação de pessoal específico para as áreas de energia, combustíveis fósseis e no setor social, como saúde e educação.

O Brasil é o maior fornecedor de tropas para a Missão de Paz das Nações Unidas (Minustah), que está no Haiti desde 2004. As tropas têm o objetivo de garantir a estabilidade e segurança do país. Os militares brasileiros trabalham também no desenvolvimento urbano com projetos de engenharia, como pavimentação de ruas e iluminação pública, e projetos sociais.

O governo brasileiro também investe em projetos de cooperação técnica, especialmente na área de saúde, com a construção de três hospitais, dois laboratórios regionais, um centro de reabilitação, além da formação profissional de 2 mil agentes de saúde, no valor de US$ 70 milhões. Na área da energia, será doado um total de US$ 40 milhões para a construção de uma usina hidroelétrica que fornecerá eletricidade para mais de 1 milhão de famílias.

A Embaixada do Brasil no Haiti informou à Agência Brasil que esses valores são os maiores da cooperação brasileira no mundo. Paralelamente, autoridades do Brasil e do Haiti negociaram a ampliação do número de vistos concedidos para haitianos que queriam trabalhar em território brasileiro, sem exigência de emprego prévio.

Em Porto Príncipe, a capital haitiana, há um Centro Cultural Brasil-Haiti com aulas de português, divulgação da cultura brasileira e apoio à cultura haitiana. Ao longo de 2013 deverão ser enviados para o Brasil 16 policiais haitianos que serão treinados no Brasil e repassarão o que aprenderem para o restante da corporação.

O embaixador do Brasil no Haiti, José Luiz Machado e Costa, disse à Agência Brasil que a solidariedade é fundamental para o processo de reconstrução do Haiti, que é um dos países mais pobres do mundo - e o mais pobre das Américas. “No caso do Brasil, a solidariedade é um dos pilares da nossa relação com o Haiti”, ressaltou.

Fonte: A Crítica

AS IDEIAS INUSITADAS E RADICAIS QUE CIENTISTAS VÃO TESTAR PARA CONTER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Apenas cortar as emissões de carbono não será suficiente para combater as 
mudanças climáticas, alertam cientistas (Getty Images)

15/05/2019

O ritmo crescente das mudanças climáticas está levando pesquisadores a pensar em possíveis soluções inusitadas e radicais.

Cientistas de Cambridge, na Inglaterra, planejam montar um centro de pesquisa para explorar novas maneiras de conter as mudanças climáticas e regenerar a Terra.

Ele investigarão abordagens radicais como recongelar os polos do planeta, reciclar o dióxido de carbono (CO2) com a produção de combustível e estimular a produção de algas nos oceanos para remover este gás da atmosfera.

A decisão de criar o centro nasce dos temores de que as abordagens atuais não serão capazes de combater e reverter danos ao meio ambiente.

A iniciativa é a primeira desse tipo no mundo e busca gerar reduções drásticas nas emissões e na presença do CO2 na atmosfera. A iniciativa é coordenada pelo ex-assessor científico do governo britânico David King.

"O que fizermos nos próximos dez anos determinará o futuro da humanidade para os próximos 10 mil anos. Não há um grande centro no mundo que se concentre neste problema", disse ele à BBC News.

Algumas das abordagens descritas por King são conhecidas pelo termo "geoengenharia".

O Centro de Reparo do Clima faz parte da Iniciativa para Futuros Neutros em Carbono da universidade, liderada pela cientista Emily Shuckburgh.

Ela disse que a missão do projeto será "resolver o problema climático". "Não podemos falhar nisso", disse ela.

Urgência da questão ambiental nos obrigam a tentar viabilizar ideias antes 
impensáveis, argumentam pesquisadores (NASA)

O centro reunirá cientistas e engenheiros com especialistas em ciências sociais. "Este é um dos desafios mais importantes do nosso tempo, e sabemos que precisamos combatê-lo com uma combinação de diferentes recursos", disse Shuckburgh.

Conheça a seguir algumas das propostas que serão estudadas.

Recongelar os polos do planeta

Uma das ideias mais promissoras para recongelar os polos é "iluminar" as nuvens acima deles. A idéia é bombear água do mar até os pontos mais altos de mastros de navios por meio de tubos bem finos.

Isso produziria minúsculas partículas de sal que seriam dispersadas na atmosfera para formar nuvens capazes de refletir mais a luz do Sol e, assim, reduzir a temperatura das regiões abaixo delas.



Reciclagem de CO2

Outra abordagem possível é uma variante de uma ideia chamada captura e armazenamento de carbono (CAC).

A CAC envolve a coleta de emissões de dióxido de carbono de usinas elétricas a carvão ou a gás ou usinas siderúrgicas, armazenando-as no subsolo.

O professor Peter Styring, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, está desenvolvendo um projeto piloto de captura e utilização de carbono (CUC) com a empresa Tata Steel em Port Talbot, no sul do País de Gales, para reciclar o CO2.



Isso envolve a instalação de uma fábrica capaz de converter as emissões de carbono da empresa em combustível usando o calor residual da usina, de acordo com Styring.

"Temos uma fonte de hidrogênio, temos uma fonte de dióxido de carbono, temos uma fonte de calor e temos uma fonte de eletricidade renovável da usina", disse ele à BBC News. "Vamos aproveitar tudo isso para fazer combustíveis sintéticos."

Estimular a produção de algas nos oceanos

Outra ideia que o centro pode explorar inclui o estímulo à produção de algas nos oceanos para que eles possam absorver mais CO2.

Isso envolve o lançamento no mar de sais de ferro para promover o crescimento de plâncton. Experimentos anteriores mostraram, no entanto, que eles não absorvem CO2 suficiente e podem prejudicar ecossistemas.



Mas, de acordo com Callum Roberts, professor da Universidade de York, na Inglaterra, são pensadas atualmente abordagens que possam tornar essa iniciativa mais eficiente, porque a alternativa de que as mudanças climáticas gerem danos potencialmente irreversíveis é considerada inaceitável.

"No início da minha carreira, as pessoas ficavam horrorizadas e rejeitavam sugestões de soluções mais intervencionistas para regenerar recifes de corais", disse Roberts.

"Agora, eles estão olhando desesperadas para um ecossistema que pode desaparecer até o fim do século, e, agora, todas as opções estão na mesa."

Isso inclui a engenharia genética para criar corais resistentes ao calor ou o despejo de substâncias químicas no mar para torná-lo menos ácido.

"No momento, acho que usar a própria natureza para mitigar as mudanças climáticas é o melhor caminho. Mas considero legítimo explorar opções [mais radicais] para buscar um futuro melhor", disse Roberts.

Pensando o impensável

Tais ideias têm muitas desvantagens em potencial e podem se revelar inviáveis.

Mas Peter Wadhams, professor de física oceânica da Universidade de Cambridge, disse que devem ser avaliadas adequadamente para ver se estas desvantagens podem vir a ser superadas, porque reduzir as emissões de CO2 por si só não será suficiente.

"Se apenas reduzirmos nossas emissões, conseguiremos apenas reduzir o ritmo do aquecimento global. Isso não é suficiente, porque já está muito quente e já temos muito CO2 na atmosfera", disse Wadhams.

"Assim, precisamos retirar CO2 da atmosfera. Podemos reduzir seus níveis e de fato esfriar o clima, levando-o de volta ao que era antes do aquecimento global."

Fonte: BBC

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