DELEGAÇÃO DO HAITI VISITA BAHIA PARA CONHECER POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE

Delegação do Haiti visita Bahia para conhecer políticas públicas de saúde 
(Foto: Divulgação)

15/12/2017

Uma delegação do Haiti está na Bahia para conhecer políticas e experiências da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) na prevenção e assistência às doenças não transmissíveis, a exemplo de diabetes. A agenda dos representantes do país teve início na manhã desta segunda-feira (11), em um encontro com o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, que destacou o modelo dos consórcios para regionalização da assistência. "Conseguimos oferecer até 18 especialidades médicas nas policlínicas. 

A ideia também é que em cada uma delas funcione um 'mini-Cedeba' [Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia], fazendo com que o tratamento das diabetes seja mais eficiente", pontuou Vilas-Boas. 

O secretário ainda explicou o funcionamento do sistema público do país, no qual cada nível de governo tem responsabilidades na saúde, pontuando, por exemplo, que os governos estaduais têm que investir pelo menos 12% do orçamento na área. 

Integram a delegação a diretora da Promoção da Saúde e Proteção do Meio Ambiente, Jocelyne Pierre Louis; representante do gabinete da ministra da Saúde, Maurice Daguilh; a responsável pela formação dos Residentes de Cirurgia, Tamara Georges Descastro; a diretora da Fundação Haitiana de Diabetes de Doenças Cardiovasculares, Nancy Charles Larco, e os consultores da Fundação, Stanley Jeromec e Lucile Chaves.



EMBRAPA LANÇA A PRIMEIRA CULTIVAR DE MARACUJÁ-DOCE



15/12/2017

Produtores, extensionistas, técnicos e estudantes participaram, no dia 13 de dezembro, na Embrapa Cerrados (Planaltina, DF), do lançamento da primeira cultivar da espécie Passiflora alata Curtis, maracujá-doce BRS Mel do Cerrado (BRS MC) registrada e protegida no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A cultivar é uma nova opção para os fruticultores, tanto para os tecnificados que utilizam o cultivo em estufas, como para os pequenos produtores e agricultores urbanos e periurbanos. Com flor de cor exuberante (vermelho arroxeada), a cultivar é indicada para uso na fruticultura ornamental, com utilização das flores, frutos e da própria planta no paisagismo de grandes áreas como cercas e pérgulas.

A abertura do evento de lançamento, que contou com apoio da Agrocinco e Emater-DF, foi feita pelo chefe-geral da Embrapa Cerrados Cláudio Karia e pelo assessor de gabinete da Secretaria de Agricultura do DF, Aloísio Martins, representando o secretário de Agricultura do DF, Argileu Martins da Silva. Aloísio Martins destacou a importância do novo material para o produtor rural. “Mais uma vez a Embrapa nos entrega um produto que irá contribuir para o aumento da renda do produtor e fortalecer a cadeia produtiva do maracujá. Expresso aqui, em nome da secretaria de Agricultura do DF, nosso reconhecimento e agradecimento à Embrapa”, afirmou.

O chefe-geral da Embrapa Cerrados ressaltou o esforço da empresa em disponibilizar tecnologias para atender à demanda da sociedade e sua importância social. “A nossa missão é viabilizar soluções tecnológicas para a sustentabilidade da agricultura. A empresa não está aqui para ganhar dinheiro, mas para beneficiar a sociedade. A agricultura é importante para a sociedade brasileira e o país precisa ter uma empresa pública que responda aos interesses sociais e econômicos do país e que não tenha o foco em gerar lucro para si”, declarou Karia.

Melhoramento genético - as principais características da cultivar BRS Mel do Cerrado - alta produtividade, qualidade física e química dos frutos e maior nível de resistência a pragas e doenças - foram trabalhadas no programa de melhoramento genético da Embrapa. O pesquisador Nilton Junqueira explicou que em 1996, com o objetivo de desenvolver cultivares mais resistentes a doenças como virose e bacteriose foi montada na Embrapa Cerrados uma coleção de genótipos de maracujá procedentes da Amazônia Ocidental, Cerrados e Mata Atlântica do Nordeste, Sudeste e Sul.

“Em 1996 a virose e a bacteriose destruíram os plantios de maracujá em São Paulo e mais tarde no DF e Goiás. A cultura foi praticamente abandonada, reduzindo a pequenas áreas em estufas e a campo nos estados de Santa Catarina e Paraná, onde estas doenças não haviam chegado. Após montarmos a coleção, os genótipos selecionados foram enviados para Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. O BRS Mel do Cerrado foi um dos genótipos desenvolvidos a partir desta coleção”, afirmou Junqueira, que foi o pioneiro dessas pesquisas na década de 1990.

A cultivar melhorada pelo melhoramento genético apresenta maior nível de tolerância às principais doenças foliares que a população original de melhoramento, entretanto ainda apresenta suscetibilidade à bacteriose e à virose. Para conviver com a virose, o pesquisador Nilton Junqueira recomenda o uso da tecnologia do “mudão”, onde as mudas são conduzidas em ambiente protegido até atingirem mais de 1,5 metros, quando então são levadas para o campo.

As principais vantagens do “mudão” são a menor perda de mudas em campo após o plantio; maior tolerância ao ataque de virose, podridão de raízes, cupins, fungos e bactérias; maior durabilidade do plantio e maior produtividade. Essas vantagens, de acordo com Junqueira, compensam o preço do “mudão” que é o dobro da muda convencional, o custo do transporte que é mais caro e mais complicado e a exigência de maior espaço dentro da estufa e do telado.

Outra orientação para os produtores de maracujá-doce conviverem com a bacteriose são as pulverizações preventivas, principalmente feitas no início das chuvas e durante as épocas do ano mais úmidas e quentes. Para minimizar os problemas enfrentados com os insetos, como mosca da fruta, besouro da flor, percevejos e tripés, o pesquisador recomenda fazer o manejo de pragas do mesmo modo que é feito com o maracujá-azedo.

Cultivo e produção – o sistema de produção da cultivar BRS Mel do Cerrado segue as recomendações técnicas do maracujazeiro-azedo comercial, com relação às exigências edafo-climáticas, preparo e correção do solo, necessidade de espaldeiramento, podas, irrigação e adubações. A partir das informações obtidas nas unidades de validação da cultivar e áreas experimentais, os pesquisadores fizeram alguns ajustes no sistema de produção que devem ser realizados com base na realidade local do produtor.

O plantio de maracujá-doce pode ser feito de duas formas: espaldeira ou latada. A pesquisadora Ana Maria Costa apresentou resultados em que foram comparados os dois sistemas de plantio. O maracujá-doce no sistema latada foi 87% mais produtivo que em espaldeira. A vantagem do sistema de espaldeira é poder aproveitar a área para cultivos consorciados, como por exemplo, com as culturas de arroz, feijão, amendoim e maxixe.

“Os resultados de produtividade foram melhores em latada, mas isso não quer dizer que todos os produtores devem usar esse sistema. A tomada de decisão deve ser pela mão-de-obra. Como os tratos culturais são mais difíceis na latada, o produtor deve decidir se vale a pena ou não fazer o cultivo em latada. Se ele não tiver mão-de-obra para fazer os tratos culturais é preferível a espaldeira, mesmo com menor produtividade”, disse a pesquisadora.

A principal recomendação para o momento do plantio, como frisou o pesquisador Fábio Faleiro, é o uso de sementes e mudas certificadas. “O produtor não deve economizar nessa hora. A qualidade da semente ou da muda é a base para garantir a produtividade do maracujazeiro”, afirmou Faleiro.

O uso de sementes de pomares anteriores – recurso comumente utilizado pelo produtor - gera a endogamia (união entre indivíduos aparentados, geneticamente semelhantes) que provoca perda de vigor da planta, menor vingamento de frutos, menor enchimento de frutos, desuniformidade do pomar, maior suscetibilidade a doenças e maior desuniformidade dos frutos.

Para o produtor de Brazlândia (DF) Mauro César, a grande vantagem no cultivo da BRS Mel do Cerrado é o período de polinização que não coincide com o do maracujá-azedo. “A polinização do doce ocorre pela manhã e a floração do azedo é pela tarde. Então isso casou e deu a oportunidade do meu funcionário trabalhar com os dois maracujás. Outra coisa é que produzo maracujá o tempo todo, aumentando minha receita, principalmente por que o preço do doce é quatro vezes mais que do azedo”, disse o produtor que pretende aumentar o número de estufas com cultivo do maracujá-doce à medida que for abrindo mercado.

Aproveitamento integral – paralelo ao programa de melhoramento genético do maracujazeiro são desenvolvidas tecnologias para produção e agregação de valor aos maracujás do Cerrado. A pesquisadora Ana Maria Costa explicou que para todos os elos da cadeia produtiva são estudadas maneiras de aproveitamento e agregação de valor ao maracujá-doce.

Do maracujá BRS Mel do Cerrado se aproveita as folhas, a polpa, sementes e a casca do fruto. A polpa tem menos acidez que o maracujá-silvestre e por isso come-se in natura. Cerca de 80% do fruto, que tem peso variando de 120 a 300 gramas, é formado pela casca, que também é comestível. A casca pode ser utilizada para fazer farinha, saladas e doce em compotas, entre outras receitas.

As indústrias de medicamentos e de cosméticos têm interesse pelas folhas do maracujá-doce. “A Passiflora alata, conhecida também como maracujina ou maracujá-doce, já é conhecida das indústrias que utilizam suas folhas para a fabricação de medicamentos, fitoterápicos e cosméticos. As folhas são ricas em antioxidante e flavonoides. O óleo extraído das sementes é utilizado na produção de cosméticos”, afirma a pesquisadora Ana Maria.

É justamente nesses múltiplos usos do maracujá que está apostando o produtor Luiz Carlos Cotta. “No início vou comercializar o maracujá em embalagens com 10 ou 12 unidades e depois espero abrir mercado para atender os interessados em aproveitar o produto. Na próxima safra, vou abrir área para plantar mais desse maracujá para ter mais essa opção de renda na propriedade”, disse Cotta, um dos produtores que validou o material em sua propriedade em Sobradinho, no DF.  Os produtores interessados em plantar a cultivar BRS Mel do Cerrado já podem fazer a reserva de mudas com os viveiristas licenciados pela Embrapa. O contato desses viveiristas pode ser obtido em  https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/4126/maracuja-doce---brs-mel-do-cerrado-brs-mc

Do melhoramento genético ao produtor

O pesquisador da Embrapa Cerrados Fábio Faleiro apresentou, durante o lançamento da cultivar de maracujá-doce BRS Mel do Cerrado, o programa de melhoramento genético do maracujazeiro e listou os produtos já desenvolvidos pela pesquisa. A fase de pós-melhoramento até a disponibilização dos materiais aos produtores foi abordada pelo gerente do escritório de Brasília da Embrapa Produtos e Mercado Isaac de Almeida.

Das 500 espécies conhecidas de maracujá cerca de 200 são encontradas no Brasil, sendo que 70 espécies dão frutos comestíveis. O melhoramento genético tem o objetivo de desenvolver cultivares nas linhas de maracujazeiro-azedo, doce, ornamental e espécies silvestres. “Fazemos cruzamentos com combinação de características de interesse. Nossos trabalhos vão desde a caracterização dos maracujás silvestres até a transferência de tecnologias. Para isso contamos com várias parcerias na rede de pesquisa”, ressaltou Faleiro.

Para desenvolver a cultivar BRS Mel do Cerrado, os primeiros ciclos de seleção e recombinação foram realizados em 1999, utilizando acessos e populações de Passiflora alata Curtis de diferentes origens. Faleiro explicou que o melhoramento genético populacional foi obtido por meio da seleção recorrente massal entre e dentro de família de meios irmãos. Matrizes e progênies superiores foram selecionadas e utilizadas na geração da nova cultivar.

Mais de 90% dos pomares de maracujá no Brasil são de maracujazeiro-azedo (espécie Passiflora edulis Sims). Dentro do programa de melhoramento genético do maracujazeiro-azedo, foram desenvolvidas e estão disponíveis para os produtores as cultivares BRS Gigante Amarelo, BRS Sol do Cerrado e BRS Rubi do Cerrado.

Novas espécies de maracujá estão conquistando o mercado, como a espécies de maracujazeiro-silvestre Passiflora setacea. O lançamento da cultivar BRS Pérola do Cerrado (BRS PC) em 2013 pelo programa de melhoramento genético contribuiu para o fortalecimento da cadeia produtiva desta espécie.

Das últimas cultivares lançadas, Faleiro destacou a BRS Sertão Forte (BRS SF) da espécie Passiflora cincinnata desenvolvida sob a liderança do pesquisador Francisco Pinheiro de Araújo da Embrapa Semiárido. Esta cultivar é indicada para cultivo no semiárido e também no Cerrado.
Fábio Faleiro também adiantou que estão em desenvolvimento outras variedades de maracujá-silvestre da série fruta e série minimaracujás, além de maracujazeiros-ornamentais e cultivares de porta-enxertos.

“A expectativa é que as cultivares desenvolvidas das diferentes espécies de maracujá possam diversificar os sistemas de produção gerando novas opções de geração de emprego e renda, melhorando a qualidade de vida dos produtores e proporcionando aos consumidores produtos derivados de uma biodiversidade essencialmente brasileira”, ressaltou Faleiro.

Mercado – o gerente do escritório de Brasília da Embrapa Produtos e Mercado Isaac  de Almeida explicou como as novas cultivares chegam ao mercado. Depois que os materiais são selecionados pela equipe de pesquisa, eles vão para os ensaios nacionais para definir qual desses materiais será lançado pela Embrapa. No caso da BRS Mel do Cerrado, a cultivar foi testada em 16 pontos de validação em 13 unidades federativas do país.

Com as informações obtidas até o momento, a cultivar de maracujazeiro-doce BRS Mel do Cerrado tem sido indicada para cultivo no Cerrado do Planalto Central. A expectativa é ampliar as áreas de recomendação com base nas experiências de sucesso da cultivar nos diferentes pontos de validação em todas as regiões do Brasil.

Após a decisão sobre a cultivar a ser lançada é feito o plano de posicionamento. Isaac de Almeida explicou que neste plano é feita a comparação com concorrentes, verificada a viabilidade de lançamento, definição do modelo de negócio, o planejamento das atividades de divulgação e marketing e o atendimento à legislação. Com o lançamento do produto, ocorre a inscrição no mercado e disponibilizadas sementes/mudas para viveiristas licenciados pela Embrapa. A partir daí a comercialização é feita ao produtor pela iniciativa privada.

Os modelos de desenvolvimento de parceria público privada também foram abordados por Isaac de Almeida. Ele disse que após o material genético chegar à Embrapa Produtos e Mercado são feitas as sementes genética/básica e selecionados os licenciados que multiplicarão as sementes ou mudas a serem comercializadas aos produtores. Há dois modelos para que o produto chegue ao mercado: licenciamento de viveiristas e licenciamento de produtores de sementes.

Para se tornar um viveirista e/ou produtor de sementes licenciado pela Embrapa, o interessado deve ficar atento, respectivamente, aos comunicados de oferta e edital de oferta pública, divulgados pela Embrapa. Mais informações em www.embrapa.br/produtos-e-mercado.


Acesse o vídeo sobre a BRS Mel do Cerrado https://www.youtube.com/watch?time_continue=3&v=eakXG0e74z8

Mais informações sobre a cultivar BRS Mel do Cerrado, incluindo recomendações técnicas do cultivo, podem ser obtidas na página www.cpac.embrapa.br/lancamentomeldocerrado



ESPECIALISTAS E AGRICULTORES FAMILIARES DISCUTEM DESAFIOS PARA CONSERVAR BIODIVERSIDADE NO BRASIL

Agricultores familiares do Projeto Bem Diverso. Foto: PNUD/Bem Diverso

15/12/2017 

Como conciliar as necessidades de preservação ambiental com os modos de vida de comunidades extrativistas? É o que busca o projeto Bem Diverso. Criada para promover a exploração econômica e sustentável de espécies típicas da biodiversidade brasileira, a iniciativa reuniu entre os dias 5 e 7 de dezembro, em Brasília, especialistas e representantes dos territórios onde é implementado.

Criado para promover a exploração econômica e sustentável de espécies típicas da biodiversidade brasileira, o Projeto Bem Diverso reuniu entre os dias 5 e 7 de dezembro, em Brasília, especialistas e representantes dos territórios onde é implementado. Estratégia de crescimento tem, como público-alvo, agricultores familiares que dependem de atividades extrativistas e agrícolas para sobreviver. Iniciativa é fruto de parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a EMBRAPA.

O encontro na capital federal promoveu debates sobre conservação ambiental, boas práticas de extrativismo e as relações entre biodiversidade e gastronomia. Um dos objetivos da reunião era entender e formular maneiras de superar os problemas encontrados pelo projeto.

Para o pesquisador da EMBRAPA e coordenador do Bem Diverso, Aldicir Scariot, os atuais desafios incluem “melhorar a qualidade da produção feita pelos agroextrativistas de forma que essa produção atinja o mercado e que haja um retorno financeiro”. Isso seria uma “forma de empoderar esses extrativistas”. Outro desafio é “desenvolver um projeto que respeite o modo de vida das comunidades e que se relacione com esses meios de vida”, avalia.

O especialista ressaltou também os resultados positivos compartilhados na reunião. “Podemos destacar, por exemplo, o planejamento do território em que usamos ferramentas de geotecnologia e modelagem bastante avançadas como forma de ter no planejamento subsídios que permitam delinear o uso desse território, considerando a produção, as comunidades que ali trabalham, as potencialidades e as limitações que existem naquele território.”

O Bem Diverso trabalha com o conceito de sociobiodiversidade, promovendo a exploração de 12 espécies prioritárias com potencial para produção, comercialização e geração de renda para agricultores familiares das regiões beneficiadas.

O projeto trabalha com a capacitação de comunidades, promove o acesso a mercados e mapeia incentivos financeiros existentes para viabilizar o comércio dos produtos. O objetivo é estimular o desenvolvimento local e, ao mesmo tempo, a conservação do ambiente.

Na avaliação da gerente de projetos do PNUD, Patrícia Benthien, “o encontro do projeto Bem Diverso teve como foco, neste ano, a promoção de troca de experiências e informações sobre os resultados alcançados até agora, bem como a intensificação das sinergias entre os diversos parceiros e atores que dele fazem parte”.



TRUMP ORDENA A MAIOR REDUÇÃO DE RESERVAS NATURAIS NA HISTÓRIA DOS EUA

Donald Trump na segunda-feira em Utah. Rick Bowmer AP

15/12/2017

Presidente permite o desenvolvimento de atividades como a extração de gás e petróleo, a mineração e a exploração de madeira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira em Utah a maior redução de terrenos federais na história do país. A lei afetará duas reservas do Estado, habilitando por volta de dois milhões de hectares que pertenciam ao Governo para o desenvolvimento de atividades privadas. Com essa medida Trump continua com o desmonte das proteções a esse tipo de terreno aprovadas por seus predecessores.

“Alguns acham que os recursos naturais de Utah deveriam ser controlados por uns poucos burocratas de longe, em Washington. E querem saber? Estão equivocados”, disse o presidente em um discurso no Parlamento estadual, onde anunciou que 85% da Reserva Nacional Bears Ears e metade da Grand Staircase-Escalante deixarão de ser propriedade federal. “Juntos, alcançaremos um novo futuro de maravilhas e riqueza”, afirmou Trump em Salt Lake City.

A medida abre as portas à exploração das terras por meio de atividades como a extração de petróleo e gás, a mineração e a exploração de madeira. Também fomentaria a construção e o desenvolvimento comercial. Em abril, o presidente já assinou uma ordem para levantar o veto dessas explorações em terrenos federais. O terreno de Bears Ears foi designado sob proteção federal em 2016 pelo então presidente Barack Obama. O Grand Staircase-Escalante estava protegido desde 1996.

Nem tudo está definido. Grupos de proteção ao meio ambiente e membros de cinco tribos de índios americanos que vivem nas áreas naturais, entre eles os Navajo, homenageados pelo presidente na Casa Branca semana passada, afirmaram que apresentarão recursos contra a lei de Trump. “Tentamos nos reunir com o presidente sobre esse assunto. O terreno de Bears Ears (Orelhas de Urso, em português) é de vital importância para nós. A decisão, tomada sem nos consultar, não nos deixa outra opção a não ser lutar na Justiça”, afirmou o presidente dos Navajos. Como aconteceu com outras ordens polêmicas do presidente a decisão final sobre a medida pode ficar nas mãos dos tribunais.

O anúncio de terça-feira é uma vitória dos republicanos que durante anos consideraram que o Governo possuir terras significava um abuso de poder. Não se descarta que Trump reduza os terrenos de outras reservas. Em abril, o republicano ordenou ao seu secretário do Interior a revisão dos 27 terrenos como os dois de terça que existem no país.

Fonte: EL PAÍS

INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS VALORIZAM EMPRESAS EM ATÉ 4%



15/12/2017

Pesquisa aponta que no Brasil, 74% dos consumidores preferem marcas que defendem preocupação com meio ambiente

No mês em que se comemora o Dia da Consciência Ecológica (22), uma notícia animadora: uma pesquisa realizada pelo Fórum de Sustentabilidade e Governança aponta que a maioria dos executivos e gestores se preocupa com o impacto ao meio ambiente causado por suas empresas. No trabalho elaborado, 65% dos pesquisados (coordenadores, gerentes e diretores) reconheceram que bens e produtos com origem produtiva comprovadamente legal, eficiente e sustentável merecem uma diferenciação em relação aos outros produtos oferecidos no mercado.

Em um levantamento feito pela consultoria Management & Excellence, empresas com modelos sustentáveis de produção e de atuação na sociedade podem ter um aumento de 4% no valor de mercado e render até 1800% com base no valor investido. Já em outra pesquisa, da Nielsen Holdings, verificou-se que 66% dos consumidores preferem comprar produtos ou contratar serviços de empresas que tenham implantado programas de sustentabilidade. No Brasil, esta porcentagem vai para 74%.

O engenheiro ambiental Rodrigo Semeria Ruschel, reforça que estas iniciativas são importantes, mas devem estar alinhadas com os valores e ideias da empresa. "É importante também que todos sejam envolvidos, em todos os níveis hierárquicos. Simplesmente segregar o lixo e fazer campanha de conscientização interna é algo simples e barato. Medidas como mudanças na cadeia logística e de fornecedores podem ser de alto custo, porém, tudo depende do quão importante é essa mudança para a empresa", destaca.

Em 2015, a LC Restaurantes implantou seu projeto de sustentabilidade com a criação de um comitê que avalia, desenvolve e programa comportamentos dentro de suas unidades que possam fazer a diferença na rotina da empresa que contrata a marca.

Deste projeto, nasceu a Cartilha de Sustentabilidade, que orienta desde o consumo racional de água, gás e luz, até a destinação correta do óleo usado. "Existe uma empresa que fornece um recipiente para descarte de óleo usado, a LC é responsável por abastecer o coletor e esta empresa faz a coleta nos restaurantes e o descarte correto", explica a nutricionista da LC Restaurantes, Vanessa Caluete.

Para Ruschel, a questão do descarte correto do óleo usado é algo para se preocupar, já que a substância em contato com a água ou solo pode causar grandes danos à natureza. "É importante que haja a destinação correta em qualquer contexto. O despejo inadequado de óleo é um dos principais contaminantes dos cursos d'água urbanos", reforça.


Sobre a LC Restaurantes 

A empresa com sede em São Paulo nasceu em 1989 de uma parceria com o Grupo Pão de Açúcar, e atualmente possui mais de 250 unidades em todo país, oferecendo uma alimentação nutritiva e balanceada para empresas dos mais diversos portes e seguimentos. Por dia, já são mais de 125 mil serviços, atendendo 100 mil pessoas.

Os níveis de satisfação do consumidor da alimentação da LC são acima dos 90%, e a empresa se destaca no mercado pelos seus diferenciais, ao oferecer aos clientes projetos de ambientação para seus restaurantes e cardápio personalizado, pensando na rotina dos funcionários e também em qualidade de vida com produtividade. Além disso, é a única do ramo que possui um departamento específico de gastronomia, proporcionando assim refeições balanceadas, nutritivas e saborosas.

Com um projeto único de sustentabilidade que garantiu à marca o selo "Carbon Free" e um programa de conscientização de consumo, focado em reduzir desperdícios, a LC Restaurantes sai na frente quando o assunto é preocupação com o meio ambiente. Outros certificados que comprovam a qualidade da LC Restaurantes são a ISO 9001:2008.

Serviço 
LC Restaurantes 
Rua Jacques Félix, 75, Vila Nova Conceição - SP 
Telefone: (11) 3849-0439 

VANTAGENS DA COMPOSTAGEM PARA O MEIO AMBIENTE E COMO COMEÇAR A FAZER



15/12/2017

O QUE É COMPOSTAGEM

A compostagem consiste no processo de transformação de lixo orgânico de origem vegetal em adubo orgânico (também conhecido como húmus), através do enriquecimento da matéria orgânica, por micro-organismos presentes nela. O processo tradicional dura entre 90 e 120 dias, mas há formas alternativas para fazê-lo, inclusive com vermes (vermicompostagem), que utiliza minhocas para acelerar a decomposição dos resíduos.

A compostagem origina dois compostos principais: o húmus e o chorume.

Húmus: É um excelente adubo natural e pode ser utilizado para fortificar o solo em jardins, hortas e plantações diversas.

Chorume: É o líquido eliminado através dos resíduos orgânicos durante a compostagem. Rico em nutrientes, o chorume pode ser preparado em uma mistura com água na proporção 1:10 e utilizado como um potente biofertilizante de plantas.

*Vale lembrar que o chorume produzido na compostagem natural é benéfico, diferentemente do chorume encontrado em lixões, que é altamente prejudicial ao solo e contaminado, devido aos resíduos de origens diversas (lixo hospitalar, resíduos animais e etc) sem separação adequada.

VANTAGENS DA COMPOSTAGEM PARA O MEIO AMBIENTE

- Reduz a emissão de gás metano (causador do efeito estufa);
- Reduz queimadas, já que os resíduos ganham um destino mais adequado;
- Substitui o uso de adubos químicos no meio ambiente;
- Reduz a quantidade de resíduos em aterros sanitários;
- Propicia o retorno da matéria orgânica de forma útil; e
- Reduz a quantidade de resíduos transportados para aterros e consequentemente, a emissão de combustíveis no ambiente.

COMO FAZER A COMPOSTAGEM EM CASA

Existem diversas formas de realizar esse processo em casa. A mais simples pode ser feita em recipientes reaproveitados (baldes e potes grandes com tampa, para reduzir o odor).

O processo consiste em preencher os recipientes intercalando camadas com resíduos secos e úmidos. No fundo do recipiente, devem ser realizados furos para o recolhimento do chorume.

O QUE PODE SER COLOCADO NA COMPOSTEIRA

Resíduos secos: grama seca, folhas, cinzas, feno, palha, jornais, serragem, carvão mineral e vegetal e etc.

Resíduos úmidos: resíduos de frutas, vegetais, legumes, sementes e demais resíduos de origem vegetal não cozidos (pois o sal usado no cozimento afeta o processo).

A prática da compostagem é benéfica para o ambiente e para as pessoas, pois incentiva a conscientização ambiental e o consumo consciente.

Fonte: Lohas Store

PGR ANUNCIA CRIAÇÃO DE INSTITUTO PARA O MEIO AMBIENTE

Raquel Dodge, procuradora geral da República (Foto: Agência Brasil)

15/12/2017

Por Redação Globo Rural

Iniciativa reunirá membros dos MPs do Brasil e de outros países para tratar de temas relacionados à proteção da água

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, anunciou, nesta terça-feira (12/12), a criação do Instituto Global do Ministério Público para o Meio Ambiente. A iniciativa, que deverá ser estruturada até o fim do primeiro semestre de 2018, tem o objetivo de congregar membros dos Ministérios Públicos do Brasil e do mundo em torno de temas ligados à proteção dos recursos naturais, sobretudo, a água.

O lançamento ocorreu durante o IV Seminário Internacional Água, Vida e Direitos Humanos, realizado em Brasília pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em parceria com a Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU).

Dodge destacou a importância de se reconhecer a água como um bem essencial à vida, que deve ser valorizado em todos os países. “O acesso à água é fonte de dignidade humana. E nessa perspectiva é muito importante que membros do Ministério Público sejam especializados neste assunto, para defendê-lo adequadamente”, afirmou. A PGR propôs ainda a instalação de um debate permanente na agenda política internacional para que a água se torne um bem acessível.

A procuradora explicou que o modelo do Instituto terá como inspiração o Instituto Judicial Global do Ambiente, criado por juízes brasileiros para atuar como fórum mundial sobre o assunto. Ela defendeu que os juízes em todo o mundo devem ser provocados para decidir questões relativas ao meio ambiente e à água e, por isso, é necessário que membros do MP façam os devidos questionamentos para que temas importantes sejam decididos em juízo.

LIVRO: PASSATEMPOS ECOLÓGICOS DO LUCAS



15/12/2017

Entre os fatores que contribuem para os problemas ambientais enfrentados nos últimos tempos, pode-se destacar a ação do homem, atuando de forma negativa no ambiente natural. Diante desse fato, faz-se necessário a criação de estratégias para minimizá-la, como a educação ambiental, visando à formação de cidadãos preocupados com a natureza, partindo do princípio de que é preciso conhecer para preservar. Entre as diversas ferramentas que podem ser utilizadas, existem os jogos educativos, destinados principalmente a crianças, para que cresçam atentas à preservação do meio ambiente. A melhor maneira de educar é através de uma experiência atrativa e prazerosa, ou seja, com base nos conceitos de edutainmentque combina educação com entretenimento.

Essa é a proposta do livro "Passatempos Ecológicos do Lucas", que usa o recurso lúdico para despertar a consciência ambiental do público infantil. Lucas é um duende ecológico que busca sensibilizar as crianças e jovens para que adotem atitudes corretas em relação às questões do meio ambiente, da sustentabilidade e uma vida mais saudável. Este é o segundo livro do personagem-título pois, em 2012, o autor e cartunista Léo Valença lançou o "Almanaque Ecológico do Lucas". Assim como o primeiro, o livro "Passatempos Ecológicos do Lucas" chama a atenção da sustentabilidade de nosso planeta de uma maneira divertida e interessante. O livro incentiva práticas que conscientizam sobre a importância da preservação ambiental através de jogos educativos como caça-palavras, testes, cartuns, quadrinhos, curiosidades e muitas brincadeiras ecológicas.

“Passatempos Ecológicos do Lucas” tem outra diferença dos outros livros: ele é publicado pelo sistema PoD, Print On Demand, ou seja, o livro só é impresso por encomenda, depois que você pede o seu, para evitar desperdício de papel.





Compre o livro no site da editora:


CIENTISTAS DA EMBRAPA E POPULAÇÕES TRADICIONAIS SE UNEM PARA UTILIZAR E, AO MESMO TEMPO, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE

 Mesa debateu a história e experiência das mulheres na luta por autonomia no campo 

06/12/2017

Projeto Bem Diverso, realizado em parceria pela Embrapa e PNUD, também ajudará a cumprir metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

Cientistas e povos tradicionais estão reunidos em Brasília de 05 a 07 de dezembro para trocar conhecimentos e compartilhar experiências e informações relacionadas a um mesmo objetivo: conservar a biodiversidade com o uso sustentável de espécies da Amazônia, Caatinga e Cerrado. Essa é a ideia central do Projeto Bem Diverso, uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), financiado com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF).

“Não há mais espaço para a ciência atuar sozinha. É preciso agregar o conhecimento científico ao tradicional”, afirma o líder do projeto, Aldicir Scariot, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Para Aldicir, o uso sustentável da biodiversidade só pode ser feito se forem respeitados e valorizados os meios de vida das populações tradicionais que vivem nos seis territórios de atuação do projeto, espalhados pelos recantos mais carentes de desenvolvimento do País: o Alto Rio Pardo (MG), o sertão do São Francisco (PE e BA), Sobral (CE), o Médio Mearim (MA), o Marajó (PA) e o Alto Acre (AC). “Afinal de contas, são eles os verdadeiros guardiões da biodiversidade”, diz Scariot.

E é de mãos dadas com essas populações que o projeto tem caminhado desde março de 2016, desenvolvendo atividades técnicas e capacitações em manejo sustentável, ações de restauração, levantamento de espécies, pesquisas socioeconômicas, estudos de tecnologia, cadeia de valor e mercado entre outras ações que um dia poderão ser transformadas em políticas públicas para melhorar a condição de vida das gerações futuras e garantir que as florestas continuem em pé.

“O projeto está fortemente alinhado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas”, lembrou Rose Diegues, oficial de programa da unidade de desenvolvimento sustentável do PNUD Brasil. Trata-se de uma agenda proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) que, se cumprida, poderá transformar o mundo para melhor até 2030.

“Há 12 unidades da Embrapa envolvidas neste grande projeto, que considero uma oportunidade única para envolver públicos, integrar experiências e levar inovação ao campo”, afirmou a pesquisadora Soraya Barrios, representante da Diretoria de Transferência de Tecnologia da Embrapa na abertura do Encontro Anual do Projeto Bem Diverso.

O que a gastronomia pode fazer para a biodiversidade

O jornalista, ambientalista e chef de cozinha Renato Smeraldi fez a palestra de abertura do evento. Autor de ensaios e livros sobre desenvolvimento, sustentabilidade, políticas públicas, Amazônia, florestas, viagem e gastronomia, Smeraldi compartilhou as experiências do Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade, do Instituto Atá (do famoso chef Alex Atala). Ele falou de temas como a inserção e valorização de produtos da biodiversidade brasileira pelo mercado.

“É preciso ter capacidade instalada nos territórios de onde são extraídos os produtos, como laboratórios que garantam questões sanitárias e a própria qualidade do produto”, disse.

Além de melhorar a infraestrutura dos locais de coleta, Smeraldi ressaltou a importância da formação periódica de pessoas para a criação e o desenvolvimento de produtos, da necessidade de serem ofertados mais espaços para o empreendedorismo e coworking e da socialização como forma de proteção do conhecimento tradicional. “Na hora em que a sociedade se apropria dos saberes, eles passam a ser reconhecidos e a ter autoria”, disse. “A própria marca é um exercício de reconhecimento coletivo”, concluiu.

Que o diga Luís Carrazza, diretor e fundador da Central do Cerrado, uma central de cooperativas que reúne 21 empreendimentos e comercializa mais de 220 produtos e artesanatos da biodiversidade do Cerrado. “O problema não é que falta mercado, mas que a produção e o mercado não se encontram”, disse Carrazza.

Em Juazeiro, na Bahia, parte desse problema já foi resolvido com a construção do Armazém da Agricultura Familiar, que vende os produtos da Central da Caatinga, fundada no ano passado. Talvez o único lugar do mundo onde se pode saborear uma autêntica “Cerveja de Umbú”.

E as mulheres, onde ficam?

Dados levantados pelo projeto Bem Diverso mostram que boa parte das atividades agroextrativistas no Brasil é realizada por mulheres. Sejam indígenas, quilombolas ou geraizeiras, a história e a experiência delas na luta por autonomia no campo ajudam na construção do conhecimento almejado pelo projeto.

“As mulheres ainda têm participação na economia 70% menor que os homens”, contou Ismália Afonso, que atua no Programa Gênero e Etnia do PNUD.

Mas o Bem Diverso quer mudar essa realidade e, por isso, estimula o protagonismo feminino por meio da capacitação e do empoderamento das mulheres.

“O que as mulheres precisam? De acesso ao crédito e ao mercado? Precisamos estar atentas às necessidades delas”, lembrou a pesquisadora da Embrapa Amapá Ana Margarida Euler.

A jovem Joaquina Malheiros, representante da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas, em Gurupá – PA (ATAIC) e do Grupo Mulheres em Ação, já sabe que se organizar e compartilhar conhecimentos com outras comunidades pode ser um dos caminhos para o empoderamento feminino.

O projeto Manejo Comunitário de Camarão de Água Doce, por exemplo, venceu o Prêmio FINEP Inovação em 2011 na categoria Tecnologia Social. “Somos extrativistas de açaí, coletoras de sementes, mulheres, mães, amazônicas e nortistas. Não temos nem internet, mas até as redes de televisão de outros países já vieram nos entrevistar”. Aos poucos, o mundo vai conhecendo e se encantando com o poder dessas mulheres.

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/
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