ENTENDA A IMPORTÂNCIA DE UMA ESPÉCIE-BANDEIRA

Imagem de Squirrel_photos no Pixabay

15/12/2020

Espécies-bandeira podem agregar valor econômico-ambiental quando usadas como símbolos na localidade turística

Espécie-bandeira” (flagship species, em inglês) é um termo utilizado para se referir às espécies escolhidas para representar causas ambientais. No geral, elas podem servir para conscientizar pessoas de sua própria conservação ou de seu ecossistema inteiro. Após serem selecionadas, as espécies-bandeira tornam-se símbolos de uma determinada campanha de defesa do meio ambiente.

As espécies costumam ser escolhidas pela sua atratividade, vulnerabilidade e carisma junto ao público, de forma a conseguir reconhecimento e apoio financeiro de grande parte da população, engajando-a na conservação do meio ambiente.

Como uma espécie-bandeira é escolhida?

Não existe uma regra ou metodologia específica para a escolha de espécies-bandeira. No entanto, pesquisas sugerem que a população leva em conta três fatores principais para a definição de sua preferência por determinadas espécies: a aparência e os conhecimentos prévios associados à sua existência e vulnerabilidade ou importância ecológica.

De acordo com estudo realizado na Suíça, as borboletas são as espécies mais carismáticas que existem. Enquanto aves e grandes mamíferos ocupam as posições seguintes, respectivamente.

Biologia da Conservação

Biologia da Conservação é uma área interdisciplinar que possui a função de “proteger espécies, seus habitats e ecossistemas das excessivas taxas de extinção e de erosão das interações entre os seres vivos”. Sendo assim, ela surgiu como resposta à crise atual da biodiversidade para entender os efeitos das atividades humanas sobre as espécies, comunidades e ecossistemas e, assim, desenvolver abordagens práticas que previnam a extinção de espécies.

No entanto, é inviável desenvolver projetos de conservação para todas as espécies existentes. Por isso, existem diversas estratégias utilizadas que permitem chamar a atenção para conservar as espécies de uma determinada área, como a seleção de espécies-bandeira.

Exemplos de espécies-bandeira

Um dos exemplos mais conhecidos de espécie-bandeira é o urso panda, símbolo mundial de conservação de diversas espécies e ecossistemas. Já no Brasil, existem vários exemplos emblemáticos de espécies-bandeira, como:

Arara-azul, símbolo da conservação do Cerrado e Pantanal;

Mico-leão-dourado, símbolo da conservação da Mata Atlântica;

Onça-pintada, símbolo da conservação da Mata Atlântica, Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal.

Além delas, várias espécies de tartarugas marinhas também são consideradas espécies-bandeira tanto no Brasil como em outras partes do mundo, ajudando a disseminar a mensagem conservacionista para a população.

Vale ressaltar que as espécies-bandeira também funcionam como espécies guarda-chuva (umbrella species, em inglês). Embora estejam relacionados, os conceitos de espécies-bandeira e guarda-chuva são distintos e não devem ser confundidos. Em resumo, as espécies-bandeira servem para atrair a atenção da população, enquanto as espécies guarda-chuva pretendem proteger espécies e ecossistemas inteiros, já que requerem áreas bastante extensas.

Por fim, o conceito de espécie-bandeira apresenta limitações com relação ao desvio de prioridades. Ao priorizar a conservação de espécies-bandeira, espécies que correm maior risco, mas que não são tão populares, podem não ser contempladas em projetos e programas de conservação da biodiversidade.


NEUTRALIZAÇÃO DE CARBONO: BRASKEM INTENSIFICA INVESTIMENTOS EM AÇÕES SUSTENTÁVEIS

(Imagem: Shutterstock)

01-12-2020

Empresa traça uma série de metas para ajudar o meio ambiente nas próximas décadas

Há algumas décadas o debate sobre a preservação ambiental vem se intensificando em todos os países. Em meio a pactos e tratados de redução de resíduos poluentes, empresas vem empreendendo esforços cada vez maiores para assegurar uma produção sustentável e com impacto cada vez menor sobre o planeta.  Com isso em mente a Braskem tem buscado ampliar suas iniciativas para se tornar uma empresa carbono neutro até 2050 e engajar a indústria brasileira na direção de uma economia circular para carbono neutro nas próximas décadas.

Para alcançar este objetivo a empresa está pautada nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, que visam o controle dos impactos das mudanças climáticas e o compromisso público da companhia de construir um mundo mais sustentável.

No entendimento da Braskem, o uso de recursos renováveis é o caminho mais curto para transformar a indústria, e processos produtivos sustentáveis serão fatores determinantes para sobrevivência no mercado em um futuro bem próximo. 

Quase metade do seu consumo total de energia da empresa já é proveniente de fonte renovável, e com os novos investimentos em energia solar e eólica a meta é reduzir 15% das emissões de gases do efeito estufa até 2030, além de evitar a emissão de 500 mil toneladas de dióxido de carbono até 2040.

Outra importante ação é a continuidade dos esforços para ampliar o portfólio de produtos químicos e polímeros de origem renovável, a exemplo do polietileno “I’m greenTM bio-based” produzido pela Braskem na região Sul do país, a partir da cana-de-açúcar. O material já está presente em produtos de mais de 200 marcas no mundo e tem capacidade de capturar até 3,09 toneladas de CO2 por tonelada produzida.

Os sete macro-objetivos da Braskem. (Imagem: Divulgação)

O plástico sustentável

Uma frente de investimento não menos importante para a Braskem é o estímulo à economia circular na indústria do plástico e conscientização da população à cerca do uso responsável do plástico. 

Através da valorização do plástico reciclado a Braskem conseguirá dar um destino adequado a cerca de 1,5 milhão de toneladas de resíduos do material até 2030. O plástico será reutilizado como matéria-prima para o desenvolvimento de novas soluções, mais sustentáveis, para produção de calçados, móveis, utensílios domésticos e embalagens, entre outros.

Uma das principais parceiras da Braskem neste trabalho é a Tecipar, empresa brasileira especializada em engenharia ambiental, que garantirá que mais de duas mil toneladas de resíduos plásticos domiciliares sejam despejadas anualmente no aterro sanitário de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

Com todas essas ações, a estimativa é que a capacidade da Braskem em fabricar produtos químicos e resinas termoplásticas PCR (a partir de material reciclado) chegue a 300 mil ton/ano em 2025 e 1 milhão em 2030.

Metas da Braskem 

43% do consumo total de energia da Braskem é de fonte renovável (solar e eólica)

Volume de CO2 capturado com plástico de origem renovável

Metas para reduzir resíduos plásticos 

Gestão de 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos até 2030.

Conheça os macro objetivos no site

Fonte: Jornal Correio

IPTU VERDE VALORIZA IMÓVEIS QUE ADOTAM PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS EM SALVADOR

Foto: Jefferson Peixoto

25-11-2020

Sete empreendimentos imobiliários em Salvador já foram contemplados com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) Verde, programa criado pela Prefeitura em 2015, com intuito de contribuir para a preservação ambiental e incentivo à sustentabilidade em construções, oferecendo descontos de 10% no pagamento do tributo. De acordo com a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), a iniciativa beneficiou um imóvel institucional, três residências e três comerciais na capital.  

O benefício é concedido conforme a soma da pontuação estabelecida no programa, baseada em 70 práticas que podem ser adotadas, como exemplos: uso de economizadores de água; fontes alternativas de energia; sistema de reutilização das águas cinzas (ou seja, originada a partir de processos domésticos como lavagem de roupa e banho etc.); implantação de iluminação natural  e ventilação em áreas comuns; adoção de esquadrias externas com tratamento acústico, entre outras medidas. 

A tabela completa pode ser acessada no site iptuverde.salvador.ba.gov.br. Ao atingir o mínimo de 50 pontos, a edificação entra para a categoria bronze, tendo desconto de 5%. A partir de 70 pontos, a redução é de 7% no imposto predial. Para atingir a categoria ouro, que dá 10% de abatimento, é necessário pelo menos 100 pontos.   

Além dessas categorias, propriedades imobiliárias constituídas de mais de uma edificação num mesmo lote podem obter a certificação de “Empreendimento Sustentável” sem os descontos na cobrança de IPTU. Uma empresa têxtil, localizada no bairro do Uruguai, obteve o reconhecimento após implantar ações como reaproveitamento da água de condensação dos equipamentos de ar condicionado, placas solares fotovoltaicas e um bicicletário. Para a certificação, é necessário garantir pontuação mínima 50 pontos.   

Nos últimos cinco anos, a Secis também concedeu Outorga Verde a 17 edificações. Esta é outra medida para estimular que empresários, técnicos, engenheiros e arquitetos adotem tecnologias sustentáveis (ainda durante a fase de licenciamento dos empreendimentos) capazes de reduzir o consumo de recursos naturais e de impactos ao meio ambiente. A iniciativa dá desconto de 25% a 40% do custo da outorga onerosa.   

Valorização 

Um dos diretores do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Vicente Mattos acredita que o IPTU e Outorga Verde são instrumentos eficazes para que o mercado imobiliário se sinta mais atraído para introduzir soluções que estimulem preservação ao meio ambiente.  

“Essas iniciativas são inteligentes, proveitosas e de fundamental importância o futuro. Além dos empreendedores do ramo imobiliário poderem ofertar produtos diferenciados, hoje muitos consumidores levam em conta se o imóvel obedece a questões de  sustentabilidade, que lhes proporcionem vantagens financeiras ao mesmo tempo em que seja possível colaborar com a natureza”, destaca.  

Como aderir - Ao dar entrada no pedido de alvará de construção, ampliação, reforma, modificação ou substituição de projeto aprovado na Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), o requerente que deseja ingressar no IPTU Verde deve anexar um formulário que pode ser baixado no site iptuverde.salvador.ba.gov.br, elencando as iniciativas sustentáveis adotadas e sua respectiva pontuação.   

Posteriormente, a Secis, junto com a Sedur e Coelba, faz vistorias e análises, antes de emitir o certificado que dará direito ao desconto no IPTU. O benefício tem validade de três anos, podendo ser renovado por igual período, mediante reavaliação. 

Fonte: Secom - Prefeitura de Salvador

ENERGIA SOLAR VAI ABASTECER ESCOLAS PÚBLICAS EM CIDADES DO PARANÁ


06/08/2020

Projeto-piloto do Governo do Estado vai instalar até o final deste ano sistemas de geração de energia com células fotovoltaicas em 224 instituições

Um projeto-piloto do Governo do Estado vai instalar até o final deste ano sistemas de geração de energia fotovoltaica em 224 escolas em sete municípios: Balsa Nova, Cascavel, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Maringá, Paranavaí e São José dos Pinhais. Com investimento total de R$ 46.515.944,27 o objetivo é promover a eficiência energética e reduzir custos.

De acordo com o superintendente-executivo do Paranacidade, Álvaro Cabrini, esse investimento retornará para os cofres municipais em menos de três anos, em decorrência da economia a ser gerada por equipamentos mais eficientes e pela geração da energia a ser consumida.

Uma parcela dos recursos é do Programa de Eficiência Energética (PEE), da Companhia Paranaense de Energia (Copel), a fundo perdido. O restante é complementado pelas prefeituras com recursos próprios ou obtidos pelo Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM), liberados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas (SEDU), com operação do Serviço Social Autônomo Paranacidade.

A aprovação dos sete municípios ocorreu pelo Programa de Eficiência Energética da Copel, edital de 2019, com a liberação de 55% a 62% dos valores a serem investidos em cada município. Em Balsa Nova, também estão previstas a troca de luminárias das ruas por sistemas em LED e a implantação no prédio da Prefeitura de Projeto de Eficiência Energética com a substituição da energia hidrelétrica pela de geração fotovoltaica.

Como parte do programa de eficiência energética, também serão avaliados e substituídos equipamentos e instalações elétricas por produtos mais econômicos, como a troca de lâmpadas por unidades a LED, que oferecem a mesma iluminação com consumo menor e sem a geração de calor.

O secretário da SEDU, João Carlos Ortega, explica que o objetivo é levar esses benefícios a 180 municípios do Estado, no período de um ano. “Os municípios do Paraná já podem solicitar informações e manifestar a intenção de aderir à proposta de inovação, que promove economia e atende às normas de proteção ambiental”, disse.

As prefeituras podem usar recursos próprios para viabilizar as ações, ou de financiamento (SFM) ou aguardar a publicação do Edital de 2020, do Programa de Eficiência Energética da Copel, que definirá os projetos que receberão recursos a fundo perdido. No caso de a própria prefeitura realizar, de forma independente, a etapa que leva à maior eficiência energética, os projetos devem seguir as referências utilizadas pelo Paranacidade.

Fonte: Portal Solar

INCÊNDIOS NA AUSTRÁLIA AFETARAM QUASE 3 BILHÕES DE ANIMAIS, AFIRMA ESTUDO

Imagens de coalas e outros animais resgatados das florestas comoveram o mundo.
(Getty Images/AFP/P. Parks)

29/07/2020

Chamas que castigaram o país entre 2019 e 2020 atingiram 143 milhões de mamíferos, 2,46 bilhões de répteis, 180 milhões de pássaros e 51 milhões de batráquios, revela pesquisa encomendada pela ONG WWF.

Os incêndios florestais sem precedentes que devastaram a Austrália no fim de 2019 e começo de 2020 mataram ou desalojaram quase 3 bilhões de animais, de acordo com um relatório preliminar divulgado nesta terça-feira (28/07) por universidades australianas. Ambientalistas consideram esse um dos piores desastres para a fauna, na história moderna.

O estudo mostra que 143 milhões de mamíferos, 2,46 bilhões de répteis, 180 milhões de pássaros e 51 milhões de batráquios foram afetados pelos incêndios. O relatório, encomendado pelo fundo para a natureza WWF não especifica quantos animais podem ter morrido. No entanto, as perspectivas para os que escaparam das chamas "provavelmente não são grandes" devido à falta de comida, abrigo e proteção contra predadores, explicou Chris Dickman, um dos autores da pesquisa. Para tentar ajudar os que se salvaram, autoridades australianas chegaram a lançar alimentos de helicóptero para os animais.

Os resultados da pesquisa são preliminares, o relatório completo deve ser divulgado no próximo mês. Cientistas acreditam, no entanto, que a estimativa de 3 bilhões de animais afetados não deve mudar. "Os resultados provisórios são chocantes", comentou o diretor da WWF Austrália Dermot O'Gorman. "É difícil pensar em outro evento em outras partes do mundo, na memória humana, que tenha matado ou desalojado tantos animais", completou O'Gorman, destacando ser esta uma das "piores catástrofes da história moderna para a vida selvagem".

Um estudo anterior, divulgado em janeiro, estimava que cerca de 1 bilhão de animais pereceram em Victoria e Nova Gales do Sul, os estados mais atingidos pelo fogo. No entanto a pesquisa publicada nesta terça-feira é a primeira a avaliar zonas de incêndio em todo o território australiano, explicou a cientista Lily van Eeden, da Universidade de Sidney.

Os incêndios costumam acontecer na Austrália todos os anos, no fim do inverno no Hemisfério Sul. Porém os que a assolaram entre fim de 2019 e início de 2020 foram maiores, queimando 115 mil quilômetros quadrados de matas e florestas, matando 30 pessoas e destruindo milhares de casas.

Imagens de moradores percorrendo a fumaça e as chamas para tentar salvar animais como coalas e cangurus comoveram o mundo. Especialistas afirmam que secas prolongadas e mudanças climáticas provavelmente tornarão eventos como esse mais longos e « frequentes.

O fogo na Austrália também contribuiu para um dos maiores aumentos dos níveis de dióxido de carbono (CO2) registrados na atmosfera desde o início das medições, há mais de 60 anos, segundo o Departamento de Meteorologia do Reino Unido (Met Office). O governo destinou 2 bilhões de dólares australianos (cerca de 5,6 bilhões de reais) para a recuperação de áreas afetadas. Ainda assim, milhares foram às ruas  no começo do ano, por sua falta de ação no combate às mudanças climáticas e a forma como geriu a crise.

Fonte: Portal Deutsche Welle


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