MEIO AMBIENTE APROVA POLÍTICA DE INCENTIVO À RECICLAGEM



20/07/2018

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou projeto que cria a política de incentivo às atividades voltadas à reciclagem (PL 7535/17). O projeto, do deputado Carlos Gomes (PRB-RS), se baseia em três eixos: incentivos a projetos de reciclagem, a criação de um fundo para apoio e a emissão de títulos que financiem projetos de reciclagem.

O relator no colegiado, deputado Daniel Coelho (PPS-PE), apresentou parecer favorável ao texto, com três emendas. No projeto original, é proposto o Fundo de Apoio para Ações Voltadas à Reciclagem (Favorecicle) para captar e destinar recursos a projetos de reciclagem. Na alteração proposta pelo relator, ele define o Favorecicle como sendo de natureza contábil, para assegurar e destinar recursos exclusivamente a projetos de reciclagem e reuso de resíduos sólidos.

Daniel Coelho também prevê que os recursos do Favorecicle serão oriundos de doações, de renúncia fiscal, de convênios e de rendimentos das aplicações de fundo de investimento específico. No texto original, o fundo é composto apenas de recursos do Tesouro Nacional e de doações.

Diretrizes

Uma terceira emenda proposta por Coelho amplia a competência da Comissão Nacional de Incentivo à Reciclagem para que o colegiado também estabeleça diretrizes das políticas de incentivo à reciclagem.

O texto proposto também aumenta número de órgãos constituintes da comissão e prevê a participação do Ministério das Cidades, do Poder Legislativo e de representantes da academia. No projeto original a comissão deve acompanhar e avaliar os incentivos dados. E também prevê a participação dos ministérios do Meio Ambiente; do Trabalho e Emprego; da Indústria e Comércio; da Fazenda; e dois representantes do empresariado brasileiro; e dois representantes da sociedade civil.

Daniel Coelho explica que a reciclagem de resíduos sólidos constitui atividade ainda incipiente em nosso país, apesar do quantitativo cada vez maior de resíduos gerados pela atual sociedade de consumo.

“A pequena expressão da indústria da reciclagem reflete-se na inexistência de economia de escala, o que provoca elevação de custos e dificulta o crescimento do setor, num ciclo vicioso que é preciso interromper. Ora, é justamente para esse tipo de intervenção que se recomenda a atuação do Estado, em seu papel de indutor do desenvolvimento e incentivador de atividades econômicas de relevante interesse econômico e socioambiental”, explica o parlamentar.

Tramitação

O projeto, que tramita conclusivamente, ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira


A IMPORTÂNCIA DA AGRICULTURA FAMILIAR PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL



20/07/2018

“Necessitamos de sistemas alimentares sustentáveis que ofereçam alimentos acessíveis, saudáveis e nutritivos e preservem os recursos naturais e a biodiversidade”

A 12ª Conferência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é uma excelente oportunidade para os países lusófonos reafirmarem seu comprometimento com a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a consecução dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Os ODS são interligados entre si. Não será possível, por exemplo, erradicar a fome no mundo (ODS 2) sem que ao mesmo tempo os países eliminem a pobreza extrema (ODS 1) e promovam medidas de adaptação à mudança do clima (ODS 13). É necessário, portanto, a adoção de um “approach” interconectado em busca do desenvolvimento sustentável.

Os setores agrícolas (colheitas, pesca, silvicultura e pecuária) têm papel fundamental a esse respeito. É através da agricultura que o homem e a natureza se conectam. Ademais, grande parte das mais de 800 milhões de pessoas que sofrem de fome no mundo vivem no meio rural e dependem dos setores agrícolas para obter seus meios de vida. Eles são pequenos produtores, pastores, pescadores, aquicultores e silvicultores que se agrupam no que é conhecido como agricultura familiar.

Paradoxalmente, apesar de os agricultores familiares serem um dos grupos sociais mais vulneráveis à fome, à pobreza e aos impactos da mudança do clima, a agricultura familiar produz a maior parte dos alimentos consumidos no mundo. E mais importante: alimentos saudáveis, seguros e nutritivos, os quais são fundamentais no combate aos níveis de obesidade e malnutrição crescentes em todos os países do mundo em razão, sobretudo, do alto consumo de alimentos processados ricos em sal, açúcar e gorduras.

Hoje em dia, o mundo ainda produz a maior parte dos alimentos com base nos princípios da Revolução Verde das décadas de 60 e 70 do século passado, a partir do uso intensivo de químicos e recursos naturais, o que gera alto custo para o meio ambiente.

A Revolução Verde foi muito importante em seu tempo para aumentar de forma rápida e significativa a produção de alimentos. A falta de alimentos era o problema da época. Não é mais. Hoje o mundo já produz mais do que o suficiente para alimentar a todos (o problema agora é o acesso aos alimentos). Chegamos, portanto, a um ponto de inflexão. Necessitamos de sistemas alimentares sustentáveis que ofereçam alimentos acessíveis, saudáveis e nutritivos e que preservem os recursos naturais e a biodiversidade.

A agricultura familiar tem papel fundamental nesse sentido. Desde 2012, na Cimeira de Maputo, que a CPLP possui uma Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional cujo um dos eixos principais é o apoio à agricultura familiar. Na ocasião, a FAO foi escolhida para assistir aos países da CPLP na implementação dessa estratégia. A visão da FAO é que os países lusófonos não podem perder de vista este compromisso em apoiar os mais vulneráveis por meio de políticas específicas de proteção social e de adaptação às mudanças do clima.

Felizmente, temos presenciado importantes avanços nesse sentido. Portugal, por exemplo, adotou no mês passado o Estatuto da Pequena Agricultura Familiar, que deverá beneficiar 100 mil pessoas (40% dos agricultores portugueses). Já o Governo de São Tomé e Príncipe, ao lado de parceiros importantes da sociedade civil, emprega esforços para o estabelecimento de um centro de agricultura sustentável.

Cabo Verde, por sua vez, aprovou nas últimas semanas a Lei do Direito à Alimentação Adequada, que reconhece o direito humano à alimentação adequada para todos os cidadãos, com enfoque na produção local de alimentos saudáveis e nutrientes. Tal esforço conta com o apoio da FAO com vista a diminuir a dependência do país de recursos e alimentos importados. Nesse sentido, a FAO financiou no último biénio 35 projetos com vista a tornar os sistemas alimentares mais produtivos e menos vulneráveis aos impactos da mudança do clima.

Investir na agricultura familiar, portanto, é investir num futuro sustentável, sem que ninguém fique para trás. 


ADES AVANÇA NO UNIVERSO DE BEBIDAS VEGETAIS

Novos produtos da marca AdeS chegam ao mercado (Crédito:  Divulgação)

20/07/2018

Um ano depois de assumir a operação de AdeS, a Coca-Cola Brasil está ampliando o portfólio de bebidas vegetais da marca. Chegam ao mercado este mês os novos produtos AdeS amêndoas, AdeS amêndoas com baunilha e AdeS coco. O tradicional AdeS soja Original também tem novidade: mais 23% de extrato de soja, passando a ser fonte de proteínas.


“AdeS já é uma marca conhecida e amada pelos brasileiros. Com a aquisição pela Coca-Cola Brasil, temos a ambição de democratizar o acesso às bebidas vegetais no país”, explica Pedro Massa, diretor de Novos Negócios da Coca-Cola Brasil. “Com a distribuição do Sistema Coca-Cola, já dobramos disponibilidade de AdeS em alguns canais de distribuição”, completa.

Com a ampliação da linha, AdeS traz a força das bebidas vegetais  para o portfólio da Coca-Cola Brasil. Esse mercado cresceu rapidamente em outros países e vem ganhando espaço no Brasil. “Nossas pesquisas mostram que existe um crescimento cada vez maior na demanda por alimentos mais equilibrados sob o ponto de vista nutricional. O consumo de bebidas vegetais está no centro dessa mudança”, diz Pedro.

‘AdeS já é uma marca conhecida e amada pelos brasileiros. Com a aquisição pela Coca-Cola Brasil, temos a ambição de democratizar o acesso às bebidas vegetais no país’ — Pedro Massa, diretor de Novos Negócios 

Criadas para atender as pessoas que buscam uma vida mais equilibrada ou que desejam uma fonte de cálcio alternativa ao leite animal, as bebidas de amêndoas e coco são de origem 100% vegetal e naturalmente sem lactose, além de serem ricas em cálcio e vitaminas.

A nova receita de AdeS Original utiliza apenas grãos não transgênicos e traz um produto mais balanceado e nutritivo. Com 6,4g de proteína por 200ml, um copo da bebida de soja tem a mesma quantidade de proteínas de um copo de leite de vaca ou de um ovo. Ao substituir a vitamina D3 pela D2, de origem vegetal, o produto passa a ser apto ao consumo vegano por não ter nenhum ingrediente animal.

Nova marca — Criada pela agência Geometry Global, o novo visual de AdeS mantém alguns códigos, como a cor verde. A principal mudança do rótulo foi dar mais destaque aos ingredientes, para que as pessoas tenham mais clareza sobre o produto. “A ideia era modernizar o visual, sair de uma visão apenas de soja para uma marca com múltiplos ingredientes. AdeS, que sempre significou Alimento de Soja, agora passa a ser Alimento de Semente, e vamos oferecer cada vez mais opções nesse caminho,” ressalta Pedro. 

Os novos produtos serão vendidos em embalagens de um litro. O preço sugerido de AdeS amêndoas e amêndoas com baunilha é R$ 12,90. AdeS Coco é R$ 9,90. AdeS Original R$5,50.

Sobre a Coca-Cola Brasil

O Sistema Coca-Cola Brasil é o maior produtor de bebidas não alcoólicas do país e atua em nove segmentos — água, café, chás, refrigerantes, néctares, sucos, lácteos, bebidas esportivas e bebidas vegetais — com uma linha de mais de 152 produtos, entre sabores regulares e versões zero ou de baixa caloria. Composto por nove grupos de fabricantes franqueados, mais a parceria com Leão Alimentos e Bebidas, o Sistema emprega diretamente 62,6 mil funcionários, gerando cerca de 600 mil empregos indiretos. Em 2018, o Sistema Coca-Cola Brasil mantém o nível de investimentos do ano passado, de aproximadamente R$ 3 bilhões, e continua apostando em inovar para ampliar seu portfólio, oferecer cada vez mais opções com menos açúcar adicionado e em incentivar iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua. A empresa trabalha para gerar impacto social e ambiental positivos. Em 2017, passou a contribuir com o acesso à água potável em comunidades rurais e de baixa renda, por meio da aliança Água+ Acesso. Em reciclagem, a empresa tem o objetivo de ajudar a coletar e reciclar o equivalente a 100% de suas embalagens até 2030.


ÓRGÃOS PÚBLICOS ESTÃO COM 18 CHAMADAS ABERTAS PARA AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS

Foto: Rafael Zart/MDS

19/07/2018

Os editais preveem a compra da agricultura familiar de itens como açúcar, arroz, farinhas, carnes e frutas

Unidades Militares de dez Estados, a Universidade Federal Rural da Amazônia e a Prefeitura Municipal de São Paulo estão com chamadas públicas abertas para a aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar. Ao todo, são 18 órgãos que vão investir R$ 36 milhões por meio da modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Serão comprados itens como açúcar, arroz, farinhas, feijão, leite em pó, sucos, carnes, frutas e verduras, entre outros itens. Tudo é produzido por pequenos produtores e cooperativas da agricultura familiar.

A Prefeitura Municipal de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação, vai investir R$ 4 milhões na compra de alimentos, como explica o secretário Alexandre Schneider. “Temos uma pauta variável que vai de arroz passando por geleia, sucos e frutas. Temos ampliado o consumo aqui na cidade de São Paulo de alimentos provenientes da agricultura familiar e de produtos de base agroecológica, também da agricultura familiar”. 

A legislação determina que pelo menos 30% dos alimentos adquiridos para abastecer órgãos federais venham da agricultura familiar. Os prazos para o envio das propostas encerram em diferentes datas. Para acompanhar os editais é só acessar o Portal de Compras da Agricultura Familiar.

Como participar – A coordenadora geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do MDS, Hetel Santos, explica como os interessados podem participar. “Para a agricultura familiar, os agricultores, as cooperativas e as associações é importante que acessem o Portal de Compras da Agricultura Familiar, entrem no link ‘chamadas abertas no seu Estado’, procurando os editais para ver as especificações técnicas dos produtos e os prazos para a entrega das suas propostas de venda, conforme especificações no edital.”

Cada agricultor familiar pode vender até o limite de R$ 20 mil, por ano, para cada órgão comprador. Já para as cooperativas ou associações, o limite é de R$ 6 milhões por ano, por órgão comprador.

*Reportagem: Roberto Rodrigues

Informações sobre os programas do MDS:
0800 707 2003



MICROSOFT E NATIONAL GEOGRAPHIC CRIAM FUNDO PARA PESQUISAS AMBIENTAIS COM AI

Acordo entre Microsoft e National Geographic. Foto de Devlin Gandy (National Geographic).

19/07/2018 

Um acordo firmado entre Microsoft e National Geographic vai incentivar a pesquisa de ameaças ao meio ambiente usando AI, através do programa Earth Innovation Grant. O uso da inteligência artificial e aprendizado de máquinas permite que se analise dados de forma muito mais precisa e rápida, acelerando não só a detecção de possíveis problemas ambientais, mas também as suas soluções.

O programa vai dar prêmios em dinheiro, além de acesso a nuvem e ferramentas de inteligência artificial da Microsoft, inclusão na comunidade da National Geographic Explorer e filiação ao National Geographic Labs. O objetivo das bolsas é criar modelos e algoritmos de código aberto que podem ser usados por outros pesquisadores, ampliando assim o seu potencial de forma exponencial.
Nas palavras de Jonathan Baillie, que é cientista-chefe e vice-presidente executivo da National Geographic Society: “a National Geographic é sinônimo de ciência e exploração, e encontramos na Microsoft um sócio bem posicionado para acelerar o ritmo da pesquisa científica e novas soluções para proteger nosso mundo natural.”

“Com o anúncio de hoje, vamos poder habilitar exploradores buscando soluções para um futuro sustentável com a nuvem e tecnologias AI que podem rapidamente acelerar, focar e redimensionar seu trabalho, além de dar apoio as atividades de tecnologia e inovação do National Geographic Labs.”
Lucas Joppa, cientista-chefe de meio ambiente na Microsoft diz: “acreditamos que humanos e computadores, trabalhando juntos através de AI, podem mudar a forma como a sociedade monitora, modela e administra os sistemas naturais da Terra. Acreditamos nisto pois nós vimos acontecer — estamos constantemente admirados pelos avanços que nossa inteligência artificial para colaboradores da Terra avançou nos últimos meses.”

“Colocar isto à disposição da rede mundial da National Geographic vai criar toda uma nova geração de exploradores que usam AI para criar um futuro mais sustentável para o planeta e todos os seus habitantes.”

O fundo de US$ 1 milhão da Microsoft e National Geographic vai agraciar de cinco a quinze projetos que usem inteligência artificial para pesquisa para um meio ambiente sustentável em cinco diferentes categorias: agricultura, preservação da biodiversidade, mudanças climáticas e água. Serão aceitas inscrições até o dia 8 de outubro, com os vencedores anunciados em dezembro deste ano.



Fonte: Meio Bit

PREMIER DO HAITI RENUNCIA APÓS ONDA DE PROTESTOS CONTRA ALTA NOS COMBUSTÍVEIS

Jack Guy Lafontant se reúne com membros do Parlamento em Porto Príncipe
ANDRES MARTINEZ CASARES / REUTERS

19/07/2018 

País foi sacudido por violentas manifestações que deixaram saques e quatro mortos

PORTO PRÍNCIPE - O primeiro-ministro do Haiti, Jack Guy Lafontant, comunicou neste sábado sua renúncia ao Congresso, que preparava sua destituição diante da violência que tomou conta do país após um forte aumento nos preços dos combustíveis.

— Antes de chegar aqui (Parlamento), apresentei minha renúncia ao presidente Jovenel Moïse, que a aceitou — disse Lafontant aos legisladores.

O Haiti foi sacudido por violentas manifestações entre 6 e 8 de julho, depois de o governo anunciar um forte aumento dos preços dos combustíveis, de 38% para a gasolina, 47% para o diesel e 51% para o querosene.

Dezenas de lojas foram saqueadas e queimadas, e ao menos quatro pessoas morreram durante os distúrbios.

O gabinete de Lafontant, que chegou ao cargo em fevereiro de 2017, rapidamente voltou atrás e retirou o anunciado aumento de preços.

Barricadas em chama em meio protestos na capital haitiana contra o aumento de preço 
dos combustíveis - HECTOR RETAMAL / AFP
Fonte: O Globo

ONU MEIO AMBIENTE E GOOGLE ANUNCIAM PARCERIA PARA MAPEAR ECOSSISTEMAS

Google produzirá mapas geoespaciais para monitorar impacto das atividades humanas 
sobre os ecossistemas. Foto: PEXELS

18/07/2018

A ONU Meio Ambiente e o Google anunciaram na segunda-feira (16) uma parceria que promete mudar a forma como vemos o nosso planeta. Combinando de maneira inédita ciência ambiental, big data e acessibilidade, as duas instituições criarão uma plataforma para mapear e visualizar os impactos da atividade humana nos ecossistemas. Iniciativa utilizará a computação em nuvem da empresa de tecnologia e os catálogos públicos de observação terrestre.

A ONU Meio Ambiente e o Google anunciaram na segunda-feira (16) uma parceria que promete mudar a forma como vemos o nosso planeta. Combinando de maneira inédita ciência ambiental, big data e acessibilidade, as duas instituições criarão uma plataforma para mapear e visualizar os impactos da atividade humana nos ecossistemas. Iniciativa utilizará a computação em nuvem da empresa de tecnologia e os catálogos públicos de observação terrestre.

Com a colaboração, pela primeira vez, governos, ONGs e a população em geral conseguirão acompanhar metas específicas de desenvolvimento relacionadas ao meio ambiente, através de uma interface fácil de usar. Frequentemente, quando um país procura implementar uma política ambiental, percebe que faltam dados para direcionar essas ações de forma segura e eficaz. Com as ferramentas de análise e visualização do Google Earth Engine, o mundo pode finalmente começar a preencher essas lacunas.

Inicialmente, o projeto terá como foco os ecossistemas de água doce, incluindo montanhas, florestas, pântanos, rios, aquíferos e lagos. Essas áreas representam 0,01% da água do mundo, mas são o habitat de quase 10% das espécies conhecidas – e as evidências sugerem uma rápida diminuição da sua biodiversidade.

O Google produzirá periodicamente mapas geoespaciais e dados sobre ecossistemas relacionados à água, empregando a tecnologia de computação em nuvem. Serão geradas imagens de satélite e estatísticas para avaliar a extensão da mudança que ocorre nos corpos d’água. As informações serão de livre acesso para garantir que as nações possam rastrear mudanças, prevenir e reverter a perda dos ecossistemas.

“Só seremos capazes de resolver os maiores desafios ambientais do nosso tempo se conseguirmos os dados certos”, disse o direto-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim. Segundo o especialista, a agência das Nações Unidas “está entusiasmada com a parceria com o Google para disponibilizar ferramentas online mais sofisticadas para acompanhar o progresso, identificar áreas prioritárias e nos aproximar um pouco mais de um mundo sustentável”.

O objetivo da cooperação é garantir que gestores tenham o conhecimento para fazer os melhores investimentos em serviços ambientais. “Estamos empolgados em permitir que todos os países tenham acesso igualitário às mais recentes tecnologias e informações em apoio à ação climática global e ao desenvolvimento sustentável”, afirmou Rebecca Moore, diretora do Google Earth, Earth Engine e Earth Outreach.

A longo prazo, a parceria espera estabelecer uma plataforma para dados de código aberto e análise dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Outras áreas de colaboração incluem atividades de conscientização e capacitação, bem como o estabelecimento de parcerias com organizações como o Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (JRC), a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA).

O projeto conjunto foi lançado durante o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, onde líderes mundiais estão reunidos até a próxima quarta-feira (18) para analisar os avanços e desafios rumo à Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

Sobre a ONU Meio Ambiente

A ONU Meio Ambiente é a principal voz global em temas ambientais. A agência promove liderança e encoraja parcerias para cuidar do meio ambiente, inspirando, informando e capacitando nações e pessoas a melhorar a sua qualidade de vida sem comprometer a das futuras gerações. A ONU Meio Ambiente trabalha com governos, com o setor privado, com a sociedade civil e com outras instituições das Nações Unidas e organizações internacionais pelo mundo.


ASSEMBLEIA GERAL FINALIZA NEGOCIAÇÕES PARA PACTO GLOBAL SOBRE MIGRAÇÃO BR

A enviada Louise Arbour (centro) durante negociações do Pacto Global sobre Migração 
Segura, Ordeira e Regular, que foi preparado com acompanhamento da ONU.
Foto: ONU/Manuel Elias

13/07/2018

Migrantes e refugiados

Enviada especial sobre o tema acredita que compromisso deve promover clareza a respeito da questão; mundo tem 258 milhões de migrantes que não são refugiados; secretário-geral elogia decisão e diz que migração é fenômeno natural e internacional.

A Assembleia Geral das Nações Unidas finalizou nesta sexta-feira uma série de negociações para formalizar o Pacto Global sobre Migração Segura, Ordeira e Regular.

Esse compromisso é primeiro acordo sobre o tema negociado entre governos e que foi preparado com acompanhamento da ONU. A meta é lidar com o desafio da migração internacional em todas as suas dimensões de formas total e abrangente.

Migrantes a bordo de um navio de resgate belga., by Frontex/Francesco Malavolta

Marrocos

A rodada final para adotar o Pacto ocorreu na sede das Nações Unidas. A partir de agora, o texto deve ser adotado, formalmente, numa conferência em Marrakech, no Marrocos, de 10 a 11 de dezembro.

A enviada especial do secretário-geral para migração internacional, Louise Arbour, disse à ONU News, em Nova Iorque, que a migração “estará conosco para sempre”.

Para Louise Arbour, é “do interesse de todos” que haja um meio seguro e ordenado para facilitar o processo.

A enviada declarou que a migração “não deve ser vista em termos de bem ou mal”, mas como "um fenômeno que faz parte da história da humanidade". Para ela, há imensos benefícios.

Em nota, emitida pelo seu porta-voz, o secretário-geral da ONU elogiou a conclusão das negociações.

Declaração de Nova Iorque

Migrantes na cidade de Lesbos, na Grécia. , by OIM/Amanda Nero

António Guterres lembrou que o Pacto está firmemente baseado na Agenda de Desenvolvimento Sustentável e nos compromissos feitos na Declaração de Nova Iorque, adotada em 2017.

Guterres acredita que o acordo sobre o texto do Pacto Global é uma conquista importante, que demonstra a compreensão dos governos sobre a migração e o trânsito de pessoas entre fronteiras como um fenômeno internacional e natural. Para ele, a migração requer um gerenciamento eficiente e uma cooperação internacional que tenha um impacto positivo sobre todos.

O chefe da ONU também agradeceu às Missões do México e da Suíça pelo empenho na realização do Pacto assim como ao presidente da Assembleia Geral, Miroslav Lajcák. 

Rótulo

Ao comentar a urgência do Pacto, a enviada especial Louise Arbour, mencionou “algumas perceções negativas, às vezes hostis, sobre os migrantes”.

Migrantes em centro de detenção na Libia., by Foto: IOM

Arbour defendeu haver “motivações complexas para esse movimento das pessoas que deixam as suas origens, com desejo de melhorar a educação”.

Para ela, seria “muito inútil” rotular todos os 258 milhões de migrantes que não são refugiados no mundo como pessoas que estão em “busca gananciosa de mais benefícios econômicos”.

A enviada afirmou que o Pacto não pretende dar resposta imediata às atuais crises, mas ajudará a esclarecer diferentes abordagens para lidar com essa questão.

Crianças

Os dos destaques nas negociações foi a detenção de migrantes, especialmente de crianças. Arbour disse haver muitas preocupações sobre o infortúnio de pessoas em movimento que estejam nessas circunstâncias.A representante crê que a detenção aumenta as vulnerabilidades em vez de apoiar as pessoas que precisam.

Fonte: ONU News


A GRIFE DO COCO

"Neste ano, a meta é vender 41 milhões de litros de bebidas, mas dobrando a receita" 
Roberto Lessa Ribeiro Junior, CEO da Aurantiaca (Crédito: Gabriel Reis)

12/07/2018

A marca Obrigado investe para vender água pura da fruta e também as saborizadas. O mercado desse tipo de bebida atrai cada vez mais consumidores

Béth Mélo

Na praia, uma companheira inseparável de Ribeiro Junior tem sido uma boa água de coco. Mas se engana quem pensa encontrá-lo de bermuda e chinelo, empunhando um canudinho. Cenas assim estão reservadas aos dias de lazer. Ribeiro Junior é hoje o CEO da Aurantiaca, dona da marca de água de coco Obrigado. No ano passado, a receita foi de R$ 70 milhões com a venda de 32 milhões de litros de bebidas embaladas em caixas cartonadas do tipo longa vida, como a Tetra Pak. “Queremos mais para 2018”, diz ele. “Neste ano, a meta é vender 41 milhões de litros, 30% a mais, mas dobrando a receita.” O plano é aumentar a venda de água de coco pura, mas a aposta maior são as saborizadas com frutas e ervas. A Aurantiaca, no Brasil desde 2006, pertece ao grupo americano Cilento, que tem como sócios o holandês radicado no Brasil, Piet Henk Dorr, e o investidor americano Willem Kooyker, 74 anos. Kooyker comanda o Blenheim Capital Management, de Berkeley, fundo que gerencia US$ 5 bilhões. “Quando iniciamos o projeto não havia no norte da Bahia uma indústria importante do setor”, diz Ribeiro Junior.

A estratégia de expansão da Aurantiaca começou a ser implantada em 2014, ano em que vendeu três milhões de litros de água de coco. Em 2017, a empresa processou 13 milhões de litros. Desse total, 12 milhões de litros foram de água pura da fruta, e um milhão de litros foram temperados com polpa de frutas e ervas de sabores exóticos, como jabuticaba, capim santo, gengibre e chá verde. “As saborizadas, no portfólio desde 2016, somaram 19 milhões de litros e atraem cada vez mais consumidores” afirma Ribeiro Junior. No ano passado, a empresa criou uma linha à base de leite de coco para beber, misturado com maracujá, manga ou cacau, diferente do produto culinário.

Expansão: para ampliar a oferta de bebidas, mais 524 hectares de coqueirais estão sendo 
incorporados aos 2,1 mil hectares já cultivados no litoral da Bahia (Crédito:Divulgação)

Para dar conta da expansão, até o fim do ano estão sendo plantados mais 524 hectares de coqueirais, que serão incorporados à atual lavoura de 2,1 mil hectares. A empresa possui 7,2 mil hectares no litoral baiano, dos quais 70% são áreas de vegetação nativa. O Brasil é o maior produtor de água de coco do mundo. No ano passado, o País consumiu 157,4 milhões de litros da bebida pura, envasados em caixinhas. Essa cadeia movimentou R$ 2,2 bilhões, segundo a Euromonitor Internacional, empresa global de consultoria e estratégia de mercado. O crescimento foi de 6% em volume e de 13,5% em receita. Nessa conta não está o consumo de água da fruta in natura. “Quando se trata de apelo saudável, o coco é um destaque nas mentes dos consumidores”, diz Angélica Salado, analista de pesquisa da Euromonitor. “A categoria embalada é uma bebida de estilo de vida e está emergindo como um produto de ingredientes naturais, facilmente identificáveis”, afirma Howard Telford, também analista da consultoria. Segundo o engenheiro agrônomo e consultor Luiz Angelo Mirizola Filho, o País está à frente no processamento da bebida, por apostar em variedades da fruta para a indústria. “O Brasil é imbatível na produção de coco anão, que é exclusivo para água de coco”, diz ele.

O Brasil é o quarto maior produtor global da fruta. São 284 mil hectares, com colheita de dois milhões de toneladas de coco. A produção mundial da fruta é de 60,7 milhões de toneladas, em 11,2 milhões de hectares, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Na Ásia estão 71% da área cultivada, com as Filipinas e a Indonésia no topo da lista, mas a produção é para óleo e fruta seca.

No mercado interno, de acordo com a Euromonitor, a marca Obrigado ocupa a quinta posição entre as processadoras de água de coco. Ela está atrás da Kero Coco, que pertence à americana PepsiCo, e das brasileiras Ducoco, Sococo e Coco do Vale, todas com sede no Nordeste. Essas empresas também estão na briga por uma fatia do mercado global de bebidas à base de água da fruta. Não por acaso, no ano passado, os Estados Unidos ultrapassaram o Brasil no consumo da bebida. Foram 217 milhões de litros. A Europa vem em terceiro lugar, com 76 milhões de litros.

De olho nesse potencial, em 2016 a Aurantiaca abriu escritórios nos Estados Unidos e na Holanda. Em 2017 foram exportados 2,5 milhões de litros de água pura da fruta, ante 300 mil litros no ano anterior. “Nossa meta é exportar 75% da produção”, diz Ribeiro Junior. “Queremos essa marca em cinco anos.” A Aurantiaca, que já investiu R$ 570 milhões, desde que se instalou no País, vai aplicar mais R$ 400 milhões nas próximas cinco safras. Ela quer aumentar os coqueirais e desenvolver outras bebidas. A meta é levar a receita a R$ 1 bilhão por ano. No mercado interno, a tática tem sido as parcerias. Desde janeiro, a rede americana de cafeterias Starbucks tem a Obrigado como marca exclusiva. O mesmo vale para a água Bonafont, da Danone, que passou a distribuir a bebida à sua rede de clientes.


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