NO HAITI, ONU INVESTE US$10,8 MI PARA RECUPERAR PRODUÇÃO AGRÍCOLA DEVASTADA POR FURACÃO

Propriedade rural devastada pelo Furacão Matthew, na cidade haitiana 
de Leoganne. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

10/08/2018

Comunidades rurais do sudoeste do Haiti ainda se recuperam da devastação deixada pelo Furacão Matthew, que atingiu a nação caribenha em 4 de outubro de 2016. Para alavancar a produtividade dessas regiões, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) anunciou neste mês (2) a injeção de 10,8 milhões de dólares no país. Recursos vão ampliar a atual estratégia de tecnologia agroflorestal da agência das Nações Unidas.

Comunidades rurais do sudoeste do Haiti ainda se recuperam da devastação deixada pelo Furacão Matthew, que atingiu a nação caribenha em 4 de outubro de 2016. Para alavancar a produtividade dessas regiões, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) anunciou neste mês (2) a injeção de 10,8 milhões de dólares no país. Recursos vão ampliar a atual estratégia de tecnologia agroflorestal da agência das Nações Unidas.

Com o novo aporte, o organismo da ONU incluirá oito novos municípios no PITA, sigla em francês para Programa de Inovação Tecnológica Agrícola e Agroflorestal. O projeto difunde práticas sustentáveis de cultivo, beneficiando 65 mil famílias de agricultores familiares. Iniciativa tem um orçamento de 76,8 milhões de dólares.

Segundo o Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o Furacão Matthew afetou severamente as condições de vida de 2,1 milhões de pessoas. A tempestade é parte de uma série de fenômenos naturais extremos que se somam aos desafios socioeconômicos do Haiti. Em fevereiro de 2018, 622 mil haitianos ainda precisavam de assistência para se alimentar adequadamente.

Atualmente, o país caribenho produz apenas 45% da comida necessária para suprir a demanda interna. Dados do Banco Mundial mostram que 59% dos haitianos vivem abaixo da linha pobreza. Nas zonas rurais, o número sobe para 75%.

“A população rural do Haiti sofre de um ciclo vicioso de baixa produtividade agrícola, elevada degradação ambiental e nutrição precária”, afirmou o chefe de programas do FIDA no Haiti, Lars Anwandter.

O PITAG propõe o consórcio de culturas, combinando plantações de frutas e vegetais e ampliando, assim, as colheitas e as oportunidades de geração de renda. O programa também promove a capacitação dos produtores em escolas, além de disponibilizar ferramentas, sementes e outros insumos para os beneficiários.


AS IMPRESSIONANTES ILHAS DE ALGAS QUE AMEAÇAM OS MAIS BADALADOS DESTINOS DO CARIBE


A presença das algas mudou um dos aspectos mais famosos das praias caribenhas: 
as águas cristalinas (Foto: Marta Garcia)

10/08/2018

Em movimento atípico, toneladas de algas estão chegando à costa da Península de Yucatán e a ilhas caribenhas; além de afetar o turismo - quem gosta de tomar banho em um mar cheio de algas? - traz riscos para o meio ambiente.

Algumas costas de países do Caribe famosas pelas praias paradisíacas com águas límpidas azul-turquesa estão tendo sérios problemas para corresponder à essa imagem e não decepcionar turistas.

Nas praias, tampouco se vê a areia branca - elas estão cobertas por um material marrom, pegajoso e malcheiroso. Sem falar da experiência do banho no mar, que perde toda a graça.

Embora seja o que mais chame a atenção, esse cenário talvez nem seja a pior parte do problema.

A paradisíaca Riviera Maya do México e várias ilhas do Caribe tiveram suas costas invadidas por sargaço - um gênero de alga castanha, que este ano chegou em quantidades sem precedentes a algumas das praias mais famosas do mundo.

Sistemas de monitoramento mostram "ilhas" de sargaço de vários quilômetros de extensão que se aproximam das costas.

As regiões de Cancún, Quintana Roo e Playa del Carmen, no México, bem como as ilhas de Bonaire, Antígua e Barbuda e Guadalupe estão entre as áreas afetadas.

Entre 29 de junho e 31 de julho, por exemplo, nas praias de sete municípios de Quintana Roo, foram coletados 119 mil metros cúbicos de sargaço, segundo autoridades locais.

O problema foi tão incômodo que obrigou um resort em Antígua a fechar as portas até 30 de setembro.

Quando o sargaço morto se acumula na praia entra em decomposição e gera um mau 
cheiro que tamém tem afastado os turistas (Foto: Marta Garcia)

Para alguns especialistas, além de afetar consideravelmente o turismo - e a economia da região - esta "invasão" atípica tem potencial de se tornar uma "catástrofe ambiental", na avaliação da diretora do Laboratório da Marinha Botânica da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), Brigitta I. van Tussenbroek.

Mas o que é sargaço?

O sargaço é uma alga flutuante que "viaja" à deriva impulsionada pelas correntes oceânicas.

Funciona como uma "ilha" viva que serve de alimento e casa para várias espécies marinhas.

Tradicionalmente, esta alga começa sua vida no Golfo do México e é empurrada pelas correntes até o Atlântico Norte, onde flutua no Mar dos Sargaços, perto das ilhas Bermudas.

Desde 2011, no entanto, cientistas detectaram a criação de um novo "mar de sargaço" entre as costas da África e do Brasil, que é de onde vêm as algas que agora estão chegando ao Caribe.

Existem registros das ilhas de sargaço há séculos, mas em 2015 foi registrada uma chegada atípica deles à costa - e ela continua.

A partir de março deste ano também foi identificado que sua presença aumentou na área.

Segundo especialistas, o aumento atípico da presença de algas pode estar 
relacionado, por exemplo, a mudanças climáticas (Foto: Marta Garcia)

O Laboratório de Botânica Marinha da UNAM calcula que a quantidade de sargaço que chegou em 2015 já foi duplicada em 2018 e prognósticos mostram que esse movimento poderá se prolongar até outubro.

Por que aumentou?

Os especialistas não sabem ao certo a que se deve o aumento do sargaço, mas eles têm várias hipóteses.

Uma delas tem a ver com o aumento da temperatura das águas, causado pelas mudanças climáticas.

Outra possibilidade é o aumento de nutrientes na água, o que favorece o crescimento das algas.

Haver mais nutrientes parece bom, mas não é.

A água cristalina do Caribe se deve, na verdade, ao fato de possuir poucos nutrientes. Mas a atividade humana está levando fertilizantes poluidores até ela e esses produtos desequilibram o ecossistema.

Esse aumento de nutrientes faz com que o sargaço se expanda mais rapidamente.

De acordo com estimativas de laboratório, o sargaço que está sob monitoramento tem a capacidade de dobrar seu peso em apenas 18 dias.

Catástrofe ambiental

Além de afastar os turistas, especialistas alertam que a chegada maciça do sargaço pode criar uma catástrofe ambiental.

O problema é que sua presença impede que a luz chegue a águas mais profundas, o que dificulta a fotossíntese de outras plantas - ou seja, o processo pelo qual produzem a energia necessária para sobreviver. Essa presença maior também reduz a quantidade de oxigênio na área.

Isso se traduz na mortalidade de pastos marinhos, corais e também da fauna.

Além disso, quando o sargaço morto se acumula na praia, produz gases que, em altas concentrações, podem afetar as pessoas.

Como lidar com o sargaço?

"Se não forem adotadas ações coordenadas para impedir que grandes quantidades de sargaço cheguem às praias do Caribe mexicano, há o risco de as águas azul-turquesa e as praias brancas deixarem de existir em poucos anos", alerta o Laboratório de Botânica Marinha da UNAM.

Várias lições sobre como lidar com o sargaço foram aprendidas após as invasões mais recentes. E, em alguns casos, existem orientações sobre como removê-lo.

Em Barbados, por exemplo, os tratores usados ​​para carregar cana-de-açúcar em caminhões têm se mostrado bons para recolher o sargaço sem retirar a areia das praias.

Em Guadalupe, uma empresa desenvolveu um barco que recolhe o sargaço com um sistema de correia transportadora.

No México, foi criado um comitê composta por entidades governamentais e o setor privado para discutir formas de coletá-lo e removê-lo de forma segura.

Uma de suas estratégias é instalar barreiras dentro do mar, semelhantes às que são usadas para deter derramamentos de petróleo.

Mas também há quem tente, por sua vez, encontrar um uso comercial para a presença maciça das algas na área.

Em Barbados, está sendo desenvolvido um projeto para transformar as algas em fertilizantes e, no México, um grupo de jovens tem transformado o sargaço em produtos ecologicamente corretos.

Fonte: G1 Natureza


O ECLIPSE LUNAR COM ‘LUA DE SANGUE’ MAIS LONGO DO SÉCULO

Peter Cziborra Reuters

27/07/2018

Fenômeno, que poderá ser visto do Brasil, deve trazer informação sobre o buraco na camada de ozônio

A Terra se colocou entre o Sol e a Lua nesta sexta-feira, 27, ocasionando o eclipse lunar mais longo do século XXI. A fase total do fenômeno começou às 16h30 (horário de Brasília) e teve duração de uma hora e 42 minutos, já que a lua passou próxima ao centro da sombra terrestre. Durante essa fase, o satélite refletiu uma tonalidade avermelhada que lhe confere popularmente o nome de Lua de Sangue. Do Brasil, foi possível ver o fenômeno em algumas cidades, no fim da tarde. Para isso, foi preciso olhar para o horizonte, a leste.

Ainda que o aspecto mais chamativo do eclipse seja o espetáculo de sua cor, também é útil para que os cientistas possam conhecer melhor o estado da atmosfera terrestre, de acordo com Miquel Serra, astrônomo do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC).

O lógico, quando a Lua entra na sombra da Terra, seria que o satélite fosse invisível de nosso planeta. “Nós a vemos porque a atmosfera terrestre produz dois efeitos sobre a luz solar”, afirma o especialista do IAC. O primeiro é o fenômeno de refração, uma curvatura dos raios do Sol que rodeiam a Terra até chegar à Lua. O segundo é semelhante ao que acontece durante um entardecer. A atmosfera dispersa as cores mais energéticas da luz solar, como o verde e o azul, de maneira que somente os raios vermelhos chegam à superfície lunar. “O resultado é uma Lua iluminada com tons acobreados, e é o mais espetacular”, diz Serra, que o considera “interessante e bonito porque a intensidade do vermelho não é conhecida até o início do fenômeno e depende do estado da atmosfera terrestre”, afirma.

"A intensidade da cor vermelha da Lua nos indica o estado da atmosfera"

A cor da Lua pode ser relacionada à poluição atmosférica, mas principalmente “pode nos falar do estado geral da atmosfera em um determinado momento”, afirma Miquel Serra. A razão é que, além das partículas poluidoras, outros fatores intervêm como a presença de nuvens e de emissões vulcânicas em certas regiões do planeta. “As partículas vulcânicas fazem com a tonalidade avermelhada aumente”, diz Antonio Pérez, divulgador científico especializado em astronomia e ciências do espaço. Quantas mais existirem em suspensão na noite do dia 27, portanto, mais vermelha veremos a Lua eclipsada, como acrescenta o especialista.

Além disso, um aspecto muito interessante é que um eclipse lunar pode informar sobre o estado do buraco na camada de ozônio, que “parece estar relacionado a uma variação do tamanho da sombra terrestre”, diz Serra. A equipe do IAC a que o astrônomo pertence foi até a Namíbia, onde o fenômeno pôde ser observado do começo ao fim. Lá, a ideia é calcular a cor da totalidade e anotar dados do tamanho da sombra lunar, que “varia de eclipse para eclipse a cada dois anos”, diz Miquel Serra.

O motivo principal que os levou à Namíbia foi, entretanto, a possibilidade de retransmitir em seu site o eclipse com tecnologia de alta qualidade para que o público possa observar o fenômeno de qualquer parte do mundo.

A África, o Oriente Médio e alguns países da Ásia central são os lugares onde o eclipse foi totalmente visível. A Austrália só pode observar o início e a América do Sul, o final. Em relação à Espanha, ficou visível o início da fase total.

O fenômeno completo durou 3 horas e 55 minutos se for levado em consideração o tempo de penumbra, ou seja, o momento em que a Lua passa pela área mais clara da sombra terrestre. O eclipse quase coincidiu com a noite mais brilhante do planeta vermelho nos últimos anos, que será a de 28 de julho. “São questões orbitais de Marte que não têm relação com o eclipse lunar”, frisa Antonio Pérez, “mas os dois fenômenos darão ao próximo fim de semana um grande interesse astronômico”, afirma.

PONTO MÁXIMO DO ECLIPSE NA AMÉRICA

México, Peru e Colômbia (15.22 horas)
Chile, Bolívia e Estados Unidos (16.22 horas)
Argentina, Uruguai e Brasil (17.22 horas)

Fonte: El País

AGRICULTURA FAMILIAR BAIANA CONQUISTA NOVOS MERCADOS

Foto: André Frutuoso

27/07/2018

No Dia Internacional da Agricultura Familiar, celebrado nesta quarta-feira (25), agricultores familiares comemoram os avanços alcançados pela agricultura familiar no estado da Bahia. A exigência do mercado, aliada a uma maior conscientização da sociedade quanto à origem dos produtos que consomem, vem impulsionando o setor, que ganha espaço nas prateleiras dos supermercados, na gastronomia e na mesa dos baianos.

Os consumidores já dispõem de uma diversidade de produtos da agricultura familiar, tanto in natura como processados, a exemplo de doces, compotas, geleias, cortes especiais de carnes de caprino, derivados da mandioca, polpas de frutas, iogurtes, queijos variados, manteiga, derivados da cana-de-açúcar e do milho, mel, pólen e chocolates. Esses e outros produtos são fabricados por empreendimentos como a Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc).

“Nossos produtos estão indo além das feiras livres. Temos acessado novos mercados, espaços de comercialização especializados, que contam com um público mais exigente, e mostrado que agricultura familiar tem produtos de qualidade e oferta alimentos justos, limpos e que tem a preocupação com o público consumidor”, destaca Denise Cardoso, presidente da Coopercuc, cooperativa localizada no semiárido baiano, que movimenta cerca de R$ 1 milhão por ano, com a comercialização, na Bahia e em outros estados do país, de produtos derivados do umbu, maracujá da caatinga, goiaba, maracujá, banana e acerola.

Outro empreendimento que vem ganhando espaço no mercado é a Cooperativa de Produção Agropecuária de Jiló (Coopag), localizada no município de Várzea Nova. O vice-presidente e gerente comercial da Coopag, Fred Jordão de Souza, ressalta que a agricultura familiar é quem alimenta o Brasil e, em especial, a Bahia. “Ao longo dos últimos anos, o foco no desenvolvimento rural, especificamente na implantação e requalificação de agroindústrias, seja ela de leite ou frutas, vem contribuindo para que o agricultor familiar agregue valor à sua produção”, afirma. 

No mix de produtos da Coopag, o consumidor encontra iogurtes, queijos, manteiga, néctar e polpas de frutas. A cooperativa fatura mais de R$ 4 milhões por ano. “Hoje existem clientes muito exigentes, com interesse de saber a procedência dos alimentos. As pessoas despertaram e veem que é possível consumir produtos de qualidade, excelência e zelo. Nós estamos ganhando novos mercados e crescendo de maneira organizada”, comemora Fred Jordão.

Estado produtivo

A Bahia é o estado que possui o maior número de estabelecimentos da agricultura familiar, com cerca de 700 mil estabelecimentos, e é responsável pela produção de 77% dos alimentos que chegam à mesa dos baianos. Investimentos desde a base da produção até a ponta da comercialização, em temas como regularização fundiária, assistência técnica, agroindustrialização, projetos de produção de água e acesso a mercado aumentam o potencial produtivo do rural baiano e devem, em pouco tempo, aumentar esses números.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural, Jeandro Ribeiro, já foram investidos mais de R$1,2 bilhão na agricultura familiar. “Se você rodar pelas cidades, há armazéns da agricultura familiar, uma lojinha com conceito de alimentos direto da roça e o consumidor tem procurado esses produtos. O 25 de julho é para celebrar tudo o que foi conquistado, além de fazermos uma reflexão para o mundo de que a gente está caminhando. Um mundo mais sustentável, sem agrotóxico, que a gente possa produzir sabendo o que estamos consumindo. É isso que o mundo pede, que o mercado consumidor pede e só quem tem potencial de fazer isso é a agricultura familiar”.

Da Roça para a Mesa

Com o intuito de aproximar chefs de cozinha, donos de restaurantes, cozinheiros e empresários ligados à gastronomia aos agricultores familiares da Bahia, está sendo realizada a 'Expedição Gastronômica: Da Roça para a Mesa', por meio do projeto Bahia Produtiva, em parceria com o Instituto Ori e a Aliança dos Cozinheiros Slow Food.

A expedição já levou renomados chefs baianos e de outros estados para conhecerem cadeias produtivas como do licuri, caprinos, cacau, chocolate e umbu. Nos dias 8 a 11 de agosto, acontece a expedição gastronômica da cadeia produtiva do café, na Chapada Diamantina.

Para o chef de cozinha Caco Marinho, as pessoas querem comida de verdade e estão preocupadas com o que ingerem e com o que servem para os seus filhos. “A gastronomia teve esse avanço e, junto a isso, uma maior valorização das culturas locais, contrapondo algumas consequências negativas da globalização. Nesse ensejo, os chefs perceberam que a melhor de todas as alianças foi a realizada com os agricultores familiares e artesãos das comunidades rurais”, destaca. 


PAÍSES DO BRICS VÃO COOPERAR NAS ÁREAS DE MEIO AMBIENTE E AVIAÇÃO

Um dos entendimentos é em favor da aplicação da Agenda 2030 de desenvolvimento 
sustentável - Foto: Cesar Itiberê/PR

26/07/2018 

Objetivo é impulsionar a integração das economias emergentes nesses setores

Os países-membros do Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – assinaram nesta quinta-feira (26) memorandos de entendimento para desenvolver as áreas de meio ambiente e aviação regional.

No caso do meio ambiente, a proposta dessas economias emergentes é atuar em cooperação para implementar a Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável e dar prioridade a assuntos como clima, água potável, biodiversidade, tratamento de resíduos, entre outros pontos.

Já no caso da aviação, foi firmado um entendimento para desenvolver a aviação regional nessas economias. Entre os pontos destacados de cooperação, estão o compromisso de facilitar a integração das agências de aviação dos países do Brics e incentivar a interação entre o setor privado e empresas estatais desses países.

Fonte: Planalto, com informação do Brics.

CHILENOS CRIAM SACOS PLÁSTICOS SOLÚVEIS EM ÁGUA QUE NÃO POLUEM

O engenheiro chileno Roberto Astete dissolve um saco de material biodegradável em água 
durante coletiva de imprensa em Santiago em 24 de julho de 2018 - AFP / Claudio Reyes

27/07/2018

Com uma mudança sutil na fórmula do plástico, que permite substituir o petróleo pela pedra calcária, um grupo de empreendedores chilenos conseguiu fabricar sacos plásticos e de tecido reutilizáveis solúveis em água e que não contaminam.

Roberto Astete e Cristian Olivares, os dois artífices deste produto, começam a fazer experimentos para fabricar um detergente biodegradável, mas acabaram encontrando a fórmula química à base de PVA (álcool polivinílico, solúvel em água) e que substitui os derivados do petróleo, responsáveis pela alta durabilidade dos plásticos que se integrou à cadeia alimentar de animais marinhos e responsáveis pela deterioração do meio ambiente.

"Nosso produto deriva de uma pedra calcária que não causa danos ao meio ambiente", assegurou Astete, diretor-geral da empresa SoluBag, que espera comercializar seus produtos a partir de outubro no Chile, um dos primeiros países da América Latina a proibir o uso de sacos plásticos convencionais em estabelecimentos comerciais.

"É como fazer pão", acrescenta. "Para fazer pão é preciso farinha e outros ingredientes. Nossa farinha é de álcool de polivinil e outros componentes, aprovados pela FDA (agência americana reguladora de alimentos, medicamentos, cosméticos, aparelhos médicos, produtos biológicos e derivados sanguíneos), que nos permitiu ter uma matéria-prima para fazer diferentes produtos".

Diante de jornalistas, os dois demonstraram a solubilidade imediata de suas sacolas plásticas em água fria ou de bolsas de tecido reutilizáveis em água quente.

"O que fica na água é carbono", assegura Astete, o que os exames médicos realizados demonstraram que "não tem nenhum efeito no corpo humano".

Para demonstrar que a água turva resultante da dissolução é "inócua" e potável, eles bebem alguns copos.

- Reciclagem doméstica -

"A grande diferença entre o plástico tradicional e o nosso é que aquele vai estar entre 150 e até 500 anos no meio ambiente e o nosso demora apenas cinco minutos. A gente decide quando o destrói", afirma Astete, antes de acrescentar que "hoje em dia a máquina recicladora pode ser a panela de casa ou a máquina de lavar".

A fórmula encontrada permite "fazer qualquer material plástico", razão pela qual já estão trabalhando na produção de materiais como talheres, pratos e embalagens.

Os tecidos solúveis na mesma água quente que serve, por exemplo, para preparar um chá ou um café, podem ser usados para produzir sacolas de compras reutilizáveis e produtos hospitalares como os protetores de macas, batas e gorros do pessoal médico e de pacientes que costumam ter um único uso, explica Olivares.

Os engenheiros chilenos Roberto Astete e Cristian Olivares mostram duas bolsas, uma 
de plástico e outra de material biodegradável em água inventada por eles durante uma 
coletiva de imprensa em Santiago em 24 de julho de 2018 - AFP / Claudio Reyes

E quando chove, como as compras chegam em casa? Os fabricantes podem programar a temperatura à qual tanto os sacos plásticos como os de lixo se dissolvem no contato com a água.

Outra vantagem das sacos é que são antiasfixia, uma causa importante de mortalidade infantil, pois se dissolve em contato com a língua ou as lágrimas.

Com a produção maciça, que pode ser feita nas mesmas empresas que fabricam os plásticos convencionais - basta apenas alterar a fórmula -, o preço de seus produtos pode ser similar ao dos atuais, garantem.

Em um mundo onde em 2014 foram fabricadas 311 milhões de toneladas de plástico e se nada mudar, em 2050, serão produzidas 1,124 bilhão de toneladas, Astete e Olivares esperam dar ao cliente o "empoderamento de ajudar a descontaminar o meio ambiente" porque "a grande vantagem é que o usuário decide quando destruí-la", assegura.

A iniciativa ganhou o prêmio SingularityU Chile Summit 2018 como empreendimento catalizador de mudança, o que rendeu aos inventores um estágio no Vale do Silício a partir de setembro.

Fonte: AFP

IMIGRANTES DO HAITI E SENEGAL ENCAMINHAM DEMANDAS AO GOVERNO DO ESTADO

Demandas são relacionadas às áreas de saúde, educação, aprendizagem da língua 
portuguesa e inserção no mercado de trabalho - Foto: Divulgação/SDSTJDH

27/07/2018 

Imigrantes haitianos e senegaleses encaminharam demandas ao governo do Estado, nesta quinta-feira (26), para buscar melhor acolhimento e integração no Rio Grande do Sul. As reivindicações, entregues na Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos (SDSTJDH), são relacionadas às áreas de saúde, educação, aprendizagem da língua portuguesa e inserção no mercado de trabalho.

Conforme a diretora do Departamento de Direitos Humanos e Cidadania da SDSTJDH, Maria da Graça Paiva, uma reunião mais ampla ocorrerá nos próximos dias, com a participação de representantes da Fecomércio, FGTAS, Delegacia do Trabalho, Sebrae-RS e Procon-RS, onde as questões de empregabilidade e empreendedorismo serão tratadas. 

Participaram do encontro Nandie Saint-Paul, do grupo de imigrantes da Lomba do Pinheiro; James Derson Chadle, da Associação de Integração Social dos Imigrantes; o padre Gustot Lucien, do Centro ítalo Brasileiro de Assistência e Instrução as Migrações; a coordenadora de Igualdade Étnico Racial da SDSTJDH, Tânia Neves de Paula; a assessora Márcia Sigal e os estagiários do departamento, Andrews Rudyard e Ana Júlia Guilherme.

Texto: Ascom SDSTJDH
Edição: Gonçalo Valduga/Secom


BIKE VV TERÁ BICICLETAS ADAPTADAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA



27/07/2018

A iniciativa pretende inserir bicicletas adaptadas para pessoas com deficiência visual, física ou mental

O Projeto Bike VV será lançado com um bicicletário adaptado para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O número de bicicletas ainda não foi definido.

O projeto foi alvo de uma consulta pública onde mais de 400 munícipes puderam opinar diretamente no portal da Prefeitura de Vila Velha, na internet. A moradora de Itapuã, Adriana Mascarenhas, 41 anos, é deficiente visual e acredita ser essencial esta adaptação. “Não é apenas para o deficiente visual, mas para quem tem a mobilidade reduzida por algum outro problema,” afirma.

O projeto é abrangente em termos de sociedade e quer criar mecanismos para todos, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade (SEMDU), Antônio Marcus Carvalho Machado. “A bicicleta dupla permite este acesso, pois estas pessoas vão estar sempre acompanhadas. Elas também poderão ser utilizadas por casais ou mães com crianças”.

Os espaços públicos poderão ser inclusivos e palco também da acessibilidade por meio do Projeto Bike VV.

ESTAÇÕES

Atualmente o anel cicloviário de Vila Velha possui mais de 46 quilômetros de ciclovias, dos quais 20,5 quilômetros foram construídos em administrações anteriores do prefeito Max Filho. O anel interliga a orla ao Centro da cidade, passando pelas avenidas Darly Santos e Carlos Lindenberg, além dos ramais nos bairros. Inicialmente, as estações serão instaladas em locais onde há uma estrutura cicloviária, como na orla, Centro da cidade e na Glória.

Pelo sistema de compartilhamento, primeiro os usuários fazem um cadastro, depois retiram e devolvem as bicicletas utilizadas nos trajetos entre as estações. A utilização da bicicleta é tarifada depois de percorrido um período de gratuidade que ainda será definido.

Fonte:  Folha Vitória

LANÇADA EM PORTO ALEGRE CAMPANHA PARA AUXILIAR REFUGIADOS DA VENEZUELA

Júlio Ribeiro, jornalista, é o idealizador da iniciativa. (Foto: Banco de Dados/O SUL)

27/07/2018

Foi lançada no final da manhã desta quinta-feira (26), em Porto Alegre, uma campanha diferenciada, que visa arrecadar materiais de higiene e de cuidados pessoais no auxílio aos refugiados da Venezuela que ingressaram no Brasil. A iniciativa é do Clube de Opinião de Porto Alegre, tendo à frente o jornalista Júlio Ribeiro, diretor do Jornal da Capital e das revistas Press, Advertising e Agronegócio, capitaneada pelo braço social do Rotary Club Porto Alegre/ Glória – Teresópolis.

Júlio Ribeiro explica que a ideia nasceu pequena mas ganhou grandiosidade na medida que foi conquistando parceiros. Entre eles a rede de farmácias Panvel e São João, que além de doações, vão responder pela logística do recolhimento dos produtos doados pela sociedade.

“Este será um movimento permanente de ajuda humanitária”, apontou Júlio Ribeiro, explicando o mote da campanha, intitulada #genteajudandogente venezuelanos no Brasil. “Há muito eu vinha me preocupando com refugiados da Venezuela, com famílias e crianças em situação de desespero e a ideia surgiu dai e da minha capacidade de mobilização para se fazer algo mais”.

O governador do Rotary Porto Alegre/ Glória Teresópolis, Cláudio Bins, elogiou a campanha e seus objetivos. Também o governador do Rotary Distrito 4680, Waldemar Lopes de Moraes, unidade que abrange a região Sul do Estado, até o Chuí, mencionou a importância da campanha, focada “em solidariedade, humanidade e em pessoas em ação e este é o objetivo do Rotary para melhorar a qualidade de vida ao redor do mundo”. Ele lembrou que somente em 2017, cerca de 16 mil refugiados entraram no País pela fronteira com Roraima, número que representa 20% a mais de ingressos do que no ano anterior. “Há necessidade de atendimento humanitário”, apontou.

O Rotary, segundo ele, abriga 35 mil clubes, 1,5 milhão de rotarianos e está presente em 220 países, sendo “uma das organizações mundiais de prestação de serviço voluntário”. Ele trouxe ainda o exemplo da campanha de vacinação da poliomelite, que em 30 anos possibilitou a redução da doença, que passou de 350 mil para 17 casos em 2017e apenas 6 casos no mundo em 2018. “Uma nova campanha de vacinação nacional acontecerá dia 18 de agosto”, reiterou.

A campanha em auxílio aos refugiados da Venezuela também ingressa na mídia pelas mãos da agência Vossa, dirigida pelo publicitário Gil Kurtz, também parceiros da ação. (Clarisse Ledur)

A campanha:






Fonte: O Sul


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