PRODUZIR TRIGO NO BRASIL, MAIS QUE UMA OPÇÃO, UMA NECESSIDADE




09/06/2018

A população brasileira se aproxima dos 220 milhões de pessoas. A produção de grãos deste ano, segundo estimativa da Companhia Nacional de Alimentos - CONAB, será de 232,6 milhões de toneladas, o que significa mais de uma tonelada per capita.

Quando se analisa o cenário global, estamos bem, embora ainda tenhamos potencial para crescimento, especialmente em produtividade. No entanto, em alguns produtos básicos para alimentação da população temos problemas, como é o caso do trigo. 

O Brasil consome anualmente algo em torno de 10 milhões de toneladas de trigo. Nas duas últimas safras foram produzidas menos de 5 milhões de toneladas. Somos um grande importador de trigo. Esta grande dependência da produção de outros países, especialmente do Mercosul, em tempos de economia globalizada deixa o Brasil numa situação de grande vulnerabilidade. 

Neste momento, a cotação do trigo está em alta, já ultrapassa a barreira dos U$ 200.00 por tonelada. Por estarmos passando por um momento de elevação do valor do dólar frente ao real, o impacto é imediato sobre o preço do “pãozinho francês”, alimento básico do brasileiro.

Estima-se que no Brasil, na safra 2017/2018 serão cultivados 1,9 milhões de hectares com trigo. Em Mato Grosso do Sul, onde já foram cultivados mais de 400 mil hectares, deverão ser cultivados ao redor de 20 mil hectares.

Após a colheita da soja, a maior área é ocupada com milho, ou seja, predomina a sucessão soja-milho. Do ponto de vista agronômico, o cultivo do trigo seria uma excelente opção para rotação de culturas. Essa prática, agrícola quando adequadamente planejada auxilia no controle de pragas, de doenças, de nematoides e de plantas daninhas, reduzindo os custos de produção.

O modelo de agricultura atualmente predominante, soja-milho e em algumas regiões do Brasil soja-algodão, devido a sua baixa diversidade é um modelo muito vulnerável, colocando em risco anos e anos de trabalho.

Em tempos de economia globalizada, precisamos ficar muito atentos não só com o que está ocorrendo com nossos “vizinhos de cerca” mas, principalmente, com o que está acontecendo nos países produtores. A forte seca ocorrida na Argentina impactou muito os preços do milho e da soja. A alta do preço do barril de petróleo está contribuindo para a elevação dos preços do algodão no mercado internacional, o que está proporcionando ao produtor brasileiro uma melhor remuneração na venda de seu produto.

Não precisamos pensar em produzir trigo para atender a 100% da nossa demanda, mas é necessário reduzir a dependência externa e de certa forma nos proteger das oscilações que ocorrem ao redor do mundo, especialmente dos preços, que estão muito ligados à questão da oferta e demanda, além de problemas internos nos países produtores. A Argentina produz anualmente cerca de 18 milhões de toneladas e consome 5 milhões de toneladas de trigo. Somos um grande comprador de trigo da Argentina.

Inserir o trigo no sistema de produção constitui um grande desafio, para isto, devemos fazer esforços continuando a geração de conhecimentos e a transferência destes para que o produtor brasileiro tenha à sua disposição tecnologias que minimizem os riscos e lhe assegurem uma remuneração adequada. Também, é preciso uma política de médio e longo prazos visando a produção sustentável de trigo.
Em síntese, diante desse cenário, o grande avanço é proporcionar segurança ao produtor por meio de ofertas de tecnologias e de políticas públicas para que ele possa cultivar o trigo de forma competitiva. Se aumentarmos a nossa produção de trigo, ganha o produtor, o consumidor, e o país economiza divisa e melhora sua balança comercial.

Fernando Mendes Lamas
Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste
Fernando.lamas@embrapa.br


PESQUISADORES DESCOBREM PEGADAS DE ANIMAL MAIS ANTIGAS DA TERRA

Pegadas são de espécie que possuía membros paralelos

07/06/2018

Encontradas na China, pegadas têm pelo menos 541 milhões de anos. Cientistas não conseguiram identificar, porém, espécie que deixou os rastros que foram fossilizados em calcário.
    
Pesquisadores descobriram na China as pegadas mais antigas deixadas por um animal na Terra. Segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (06/06), os rastros têm pelo menos 541 milhões de anos.

O estudo não identificou o pequeno animal que deixou as pegadas, que são separadas por milímetros e parecem com pequenos buracos marcados no calcário escuro.

"Este é considerado o registro mais antigo de pegadas fossilizadas de um animal”, destaca o estudo publicado no jornal especializado Science Advances.

As pegadas foram encontradas na região Três Gargantas, localizada no rio Yangtzé no sul da China, e pertencem ao período Ediacarano, que está compreendido entre 630 milhões e 541 milhões de anos.

"Pegadas identificadas anteriormente tinham entre 540 milhões e 530 milhões de anos. Os novos fósseis são provavelmente ao menos 10 milhões de anos mais antigos", afirmou Zhe Chen, pesquisador da Academia Chinesa de Ciência e um dos autores do estudo.

Infelizmente, a criatura que deixou seus rastros não morreu perto do local, deixando um fóssil igualmente bem preservado que poderia ser estudado e revelar o mistério sobre o animal que deixou marcada sua passagem.

"Não sabemos exatamente que espécie deixou esses rastros, no entanto, ela tem uma simetria bilateral devido aos membros paralelos", acrescentou Chen. O pesquisador explicou que apenas três grupos de animais vivos possuem membros paralelos – artrópodes, como aranhas, anelídeos, como poliquetas, e tetrápodes, como humanos.

Chen acredita que o animal seja um ancestral de alguma espécie do grupo dos artrópodes ou dos anelídeos.

O fóssil revela ainda que a criatura parece ter feito algumas pausas durante o trajeto, pois os rastros parecem em determinados pontos estarem conectados a tocas, que poderiam ter sido cavadas para extrair alimentos ou oxigênio, especula o estudo.

Além de pesquisadores da Academia Chinesa de Ciência, cientistas da universidade americana Virgina Tech participaram do estudo.

Fonte: DW

MEIO AMBIENTE DEPENDE DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA ESPACIAL



07/06/2018

O estudo e o monitoramento da expansão da agricultura e das cidades, desastres naturais e desmatamentos estão entre as principais aplicações derivadas da tecnologia espacial em benefício do meio ambiente. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é reconhecido pela excelência na vigilância por satélites de florestas, realização de previsões numéricas de tempo e clima, além de gerar estudos e dados para subsidiar políticas públicas voltadas à mitigação dos impactos das mudanças ambientais globais.

No dia 5 de junho, quando é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o INPE reforça que a continuidade e o avanço de suas atividades são essenciais para melhorar a gestão do território brasileiro.

O INPE recebe, processa, distribui e usa dados espaciais para o desenvolvimento sustentável. Principalmente no Brasil, um país de proporções continentais, o sensoriamento remoto por satélites é utilizado em áreas importantes e prioritárias ligadas ao levantamento de recursos naturais e ao monitoramento do meio ambiente.

Em 2018, o INPE está comemorando 30 anos do Programa CBERS, realizado em parceria com a China. O sexto satélite sino-brasileiro, o CBERS-4A, tem lançamento previsto para maio de 2019 e garantirá a continuidade no fornecimento de imagens para várias aplicações ambientais.

Governo, cientistas e empresas cada vez mais usam o sensoriamento remoto, tecnologia em que o Brasil é um dos pioneiros no mundo, por meio da atuação do INPE. O lançamento do primeiro satélite para observação da Terra, o norte-americano Landsat-1, em 1972, proporcionou um salto nos estudos sobre meio ambiente.

O Brasil foi o terceiro país a utilizar satélites para o sensoriamento remoto da Terra, logo após Estados Unidos e Canadá, ainda em 1973, quando a estação de recepção do INPE passou a processar os dados do Landsat-1. Desde então, o INPE aprimorou a distribuição de imagens e seus estudos ambientais e hoje trabalha para lançar seu próprio satélite de observação da Terra, o Amazonia-1.

A série histórica de dados orbitais sobre desmatamento na Amazônia norteia vários estudos científicos e políticas públicas, produzindo informação para toda a sociedade interessada em sustentabilidade. O INPE também monitora queimadas e a qualidade do ar, entre outros índices importantes na área de clima e meio ambiente.

Os modelos numéricos desenvolvidos no INPE são essenciais nos estudos de fenômenos extremose projeções de mudanças climáticas. Todo o conhecimento científico sobre o sistema terrestre se traduz em informações para formulação de políticas públicas e o apoio à diplomacia brasileira nas negociações internacionais sobre as mudanças climáticas globais.

Mais informações:

Previsão de Tempo e Clima: www.cptec.inpe.br

Observação da Terra: www.obt.inpe.br

Desmatamento na Amazônia: www.obt.inpe.br/prodes


Ciência do Sistema Terrestre: www.ccst.inpe.br



Fonte: INPE


DIA MUNDIAL DA BICICLETA

O embaixador da Alemanha no México, Viktor Elbling, pedala todos os dias até o trabalho.

07/06/2018
    
Por decisão da Assembleia Geral da ONU, 3 de junho passa a ser a data para promover esse meio de transporte simples, barato e bom para o meio ambiente; segundo ONU, a bicicleta é um símbolo do transporte sustentável; na Cidade do México, embaixador da Alemanha pedala ao trabalho. 

A bicicleta é um meio de transporte simples, de baixo custo e sustentável. Por isso, a Assembleia Geral da ONU criou o Dia Mundial da Bicicleta, que será comemorado pela primeira vez neste domingo, 3 de junho.

As Nações Unidas acreditam que “a sinergia entre a bicicleta e o usuário cria uma conscientização imediata sobre o meio ambiente”. Sendo um símbolo dos transportes sustentáveis, andar de bicicleta causa um impacto positivo no clima, por não poluir a atmosfera.

Praticidade

O embaixador da Alemanha no México pedala todos os dias até o trabalho. Da Cidade do México, Viktor Elbling contou à ONU News que essa foi a maneira que encontrou de ajudar a combater a mudança climática.

“É muito prático, às vezes se chega antes de bicicleta do que com carro e talvez o mais importante seja dar uma pequena contribuição ao meio ambiente, ao tema da mudança climática. Acredito que a bicicleta seja um dos meios de transporte importante do futuro.”

O embaixador alemão Viktor Elbling confirma que tem muito cuidado ao pedalar na Cidade do México, que já conta com várias ciclovias. Ele acredita que “esse é um movimento que está tomando muita força” na capital do país. 

Saúde

No Dia Mundial da Bicicleta, a ONU pede aos países que levem em conta esse meio de transporte na hora de criar medidas de infraestrutura, garantindo em especial a melhoria das rodovias e prevenindo acidentes.

Segundo as Nações Unidas, a bicicleta é utilizada há mais de dois séculos, gerando benefícios também para a saúde física e mental dos ciclistas.

Fonte: ONU News


NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE IMPORTÂNCIA DE CUIDAR DA NATUREZA



07/06/2018

A sobrevivência humana depende de muitos fatores, entre eles, os recursos naturais.

A sobrevivência humana depende de muitos fatores, entre eles, os recursos naturais. Infelizmente, cada vez mais acompanhamos notícias que revelam justamente o esgotamento daquilo que o meio ambiente nos proporciona. Nesse contexto, o Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 05 de junho, é uma boa oportunidade para discutir o tema e conscientizar a população, principalmente as crianças, sobre a necessidade de preservação da natureza e das reservas naturais. Para aproximar o tema dos pequenos e conscientizá-los, a Editora Moderna selecionou títulos de seu catálogo para crianças a partir dos 07 anos como dica de leitura para a ocasião.

A nova edição de Guerra no Rio, de Ganymédes José discute um penoso tema ao meio ambiente: o descarte irregular de rejeitos em cursos de água. Com borbulhantes ilustrações inéditas de Rogério Coelho, o título chega à sua terceira edição e conta como os habitantes de um rio se uniram contra o despejo de resíduos de uma fábrica de celulose que estava poluindo as águas de várias cidades.

O que aconteceria se um dia a Terra se cansasse de ser tão maltratada e decidisse ir embora para algum lugar melhor? Esse é o ponto de partida do livro Antes que a terra fuja, de Julieta de Godoy Ladeira. Por meio dessa fantasiosa situação, a autora vai a fundo em informações sobre o meio em que vivemos, o ar que respiramos, entre outros assuntos, para que o leitor compreenda que a Terra é a nossa grande casa e que é preciso cuidar dela para vivermos em um mundo cada vez melhor.

Um dos assuntos mais falados na questão da preservação ambiental, o fenômeno do aquecimento global ganha novos contornos nas mãos de César Obeid no título Aquecimento Global não dá rima com legal, que foi totalmente reformulado e é escrito em estrofes da literatura de cordel e também em prosa. O autor discorre sobre causas, consequências e soluções para esse problema e traz temas ambientais contemporâneos, como bioconstrução e agricultura orgânica.

Fonte: NewsRondonia


NO DIA INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE, BRASIL DÁ IMPORTANTES PASSOS NA IMPLEMENTAÇÃO DO RENOVABIO

O chefe geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi durante a abertura da 
Audiência, juntamente com o Diretor da ANP, Aurélio Amaral e do Deputado Evandro 
Gussi (PV – SP), autor do Projeto de Lei que deu origem ao RenovaBio
Foto: Divulgação

06/07/2018

Governo aprova metas de redução de emissões dos combustíveis até 2028 e ANP avança na regulamentação do RenovaBio - Programa estratégico para a segurança energética e a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizou ontem, no Rio de Janeiro, Audiência Pública referente à Consulta Pública nº10/2018, sobre a nova regulamentação de credenciamento de firmas inspetoras, para a certificação e emissão do Certificado de Produção Eficiente de Biocombustíveis e da Nota de Eficiência Energético-Ambiental de biocombustíveis, no Programa RenovaBio.

O objetivo do Programa é aumentar a produção e o consumo de combustíveis renováveis no país – etanol, biodiesel, biogás e bioquerosene de aviação, que trará impactos positivos tanto para a segurança energética do país, quanto para a redução de emissões de CO2 no setor de transportes, com vistas ao cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris.

Foram objetos de avaliação nesta consulta pública a minuta de Resolução, que estabelece os critérios de funcionamento do Programa e a RenovaCalc, ferramenta de cálculo da intensidade de carbono e geração da Nota de Eficiência Energético-Ambiental dos biocombustíveis. A RenovaCalc foi desenvolvida pelo Grupo Técnico de Avaliação de Ciclo de Vida do RenovaBio (GT-ACV), coordenado pela Embrapa Meio Ambiente e composto por especialistas da Embrapa, CTBE, Unicamp e Agroicone.

A audiência, encerrada no início da tarde, teve ampla participação e recebeu contribuições de mais de 30 instituições e empresas de todos os elos das cadeias dos biocombustíveis.

Pela análise do superintendente de Biocombustíveis e de Qualidade de Produtos da ANP, Carlos Orlando da Silva que presidiu a sessão, a audiência foi “bastante positiva, e as ponderações apresentadas tiveram características propositivas de aperfeiçoamento dos atos”.

O chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, (Jaguariúna, SP), Marcelo Morandi participou da mesa de abertura no evento, juntamente com o Diretor da ANP, Aurélio Amaral e do Deputado Evandro Gussi (PV-SP), autor do Projeto de Lei que deu origem ao RenovaBio.

Na oportunidade, Morandi apresentou uma contextualização acerca da construção e funcionamento da RenovaCalc. De acordo com ele, “o processo de construção da proposta, baseado na transparência e no amplo diálogo com os diferentes atores envolvidos, direta ou indiretamente com o Programa RenovaBio, trouxe robustez e credibilidade à RenovaCalc, agora já em fase de lapidação final para entrar em funcionamento”.

A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, Marília Folegatti, coordenadora do GT-ACV, participou da sessão de exposições, onde apresentou sugestões de ajustes na Resolução e na RenovaCalc. Conforme a pesquisadora, “o GT-ACV avaliou cuidadosamente os documentos da Consulta Pública e trouxe contribuições para aperfeiçoar a Resolução e a RenovaCalc, de forma a tornar o seu entendimento e execução mais claros, contribuindo para o sucesso do RenovaBio”.

No mesmo dia, em Brasília, em sintonia com a proposição do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o presidente Michel Temer aprovou as metas anuais de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para os próximos dez anos, dentro do Programa RenovaBio.

As metas propostas e aprovadas pelo CNPE e agora também aprovadas pelo Governo Federal, preveem redução em 10,1% nas emissões de CO2 na matriz de combustíveis, passando dos atuais 74,25 g CO2eq/MJ para 66,75 g CO2eq/MJ, o que corresponde à remoção de 600 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera até 2028.

No âmbito econômico, estima-se que o RenovaBio seja capaz de gerar investimentos de mais de 1 trilhão de reais e diminuir a importação de 300 bilhões de litros em gasolina e diesel até 2030 – os derivados de petróleo seriam substituídos pelo combustível renovável produzido no Brasil. O Governo também estima redução de, pelo menos, 0,84% do preço dos combustíveis ao consumidor até 2028.

Conforme explicou Miguel Ivan Lacerda, diretor de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), as ações ocorridas ontem são parte integrante do processo onde os diversos atores se articulam para “estabelecer uma nova política para os biocombustíveis no país, capaz de baratear os preços da cesta de combustíveis para o consumidor, proporcionar a diminuição da dependência de preço internacional do petróleo e a desvalorização cambial e ainda, gerar uma nova fonte de renda e emprego para os brasileiros”, disse.

Fonte: Embrapa


PLANETA OU PLÁSTICO: ONU MEIO AMBIENTE, NATIONAL GEOGRAPHIC E ABSTARTUPS DEBATEM LIXO NOS OCEANOS

Imagem: ONU Meio Ambiente/National Geographic/Abstartups

05/06/2018

No Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), a ONU Meio Ambiente convida a National Geographic para debater o problema do plástico que toma conta do planeta. O diálogo será recebido pelo Comitê Cleantech da Abstartups, no auditório do Cubo Itaú, espaço de coworking do Itaú, em São Paulo, a partir das 18:30. Evento é aberto ao público e a participação é gratuita.

No Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), a ONU Meio Ambiente convida a National Geographic para debater o problema do plástico que toma conta do planeta. O diálogo será recebido pelo Comitê Cleantech da Abstartups, no auditório do Cubo Itaú, espaço de coworking do Itaú, em São Paulo, a partir das 18:30.

Ao divulgar a capa da edição de junho, a revista National Geographic causou grande reação nas redes sociais, trazendo a impactante imagem de uma sacola plástica em formato de iceberg seguida da informação de que “8 milhões de toneladas de plástico chegam até os oceanos todos os anos – e isso é só a ponta do iceberg”. A revista chega às bancas em meio às celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente, que, esse ano, tem como tema a poluição plástica.

Para a ONU Meio Ambiente, ter o tema abordado por uma renomada publicação como a National Geographic demonstra que o problema está cada vez mais presente na agenda global. Segundo Denise Hamú, representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, “a poluição plástica é um dos maiores desafios ambientais do nosso tempo”.

“Ela afeta não só o meio ambiente como a saúde das pessoas. Precisamos ter uma mudança de comportamento e visão para enfrentar esse problema o mais rápido possível”, afirma.

As ações em torno do Dia Mundial do Meio Ambiente este ano querem alertar a população mundial e instigar discussões sobre possíveis soluções. O evento “Planeta ou Plástico?” contará com apresentações de Fernanda Daltro, gerente de campanhas da ONU Meio Ambiente, que irá falar sobre a campanha Mares Limpos, e da enviada especial da National Geographic, Paulina Chamorro, compartilhando os dados e descobertas da edição internacional.

Em seguida, as palestrantes receberão convidados para falar de soluções: o vereador Reginaldo Trípoli, autor do projeto de lei para o banimento de canudos na capital paulista, Paulo Pompílio, vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados, que falará da redução no consumo de sacolas plásticas na cidade, Fernando Eccaplan, da consultoria ambiental Eccaplan, que irá falar sobre as cooperativas e práticas de hotéis e shoppings para reduzir os resíduos, e um representante da startup Oka, que produz embalagens feitas de amido.

O evento é aberto ao público e a participação é gratuita, mas o número de vagas é limitado. Inscreva-se em: www.bit.ly/PlanetaouPlastico.

Programação:

18h30 – 19h: recepção dos participantes
19h: Fernanda Daltro, gerente de campanhas da ONU Meio Ambiente, com a palestra “Mares Limpos”
19:20: Paulina Chamorro, enviada da National Geographic, com a palestra “Planeta ou plástico”
19:40: Mesa redonda com palestrantes, Vereador Reginaldo Trípoli, autor do projeto de lei de banimento de canudos, Paulo Pompílio, vice-presidente da Associação Paulista dos Supermercados, Fernando Eccaplan, da consultoria ambiental Eccaplan, e Oka Bioembalagens.

Serviço
Local: CUBO Itaú – 919, R. Casa do Ator – Vila Olímpia, São Paulo
Horário: 18:30-21h

Sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente

Desde que foi instituído, em 1974, o Dia Mundial do Meio Ambiente se tornou uma plataforma global para a conscientização pública sobre questões ambientais. É um dia para se fazer algo positivo para o meio ambiente. Há diversas formas de pessoas, escolas, empresas e governos celebrarem o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Saiba mais e acesse nosso toolkit em português em https://nacoesunidas.org/meioambiente/.
Acesse o site global da campanha em http://worldenvironmentday.global/.

Sobre a ONU Meio Ambiente

A ONU Meio Ambiente é a principal voz global em temas ambientais. Ela promove liderança e encoraja parcerias para cuidar do meio ambiente, inspirando, informando e capacitando nações e pessoas a melhorarem a sua qualidade de vida sem comprometer a das futuras gerações. A ONU Meio Ambiente trabalha com governos, com o setor privado, com a sociedade civil e com outras instituições das Nações Unidas e organizações internacionais pelo mundo. Descubra mais em http://unep.org/americalatinacaribe/br.



ERUPÇÃO DE VULCÃO KILAUEA CRIA UMA NOVA E PERIGOSA AMEAÇA NO HAVAÍ

Lava do vulcão Kilauea, no Havaí, chega ao oceano Pacífico (Terray Sylvester/Reuters)

23/05/2018

Os fluxos de lava do vulcão Kilauea podem produzir nuvens de gases ácidos, vapor e partículas semelhantes ao vidro ao chegarem ao oceano Pacífico

Pahoa, Havaí – O Havaí passou a lidar com um novo perigo em consequência da erupção do vulcão Kilauea, uma vez que os fluxos de lava podem produzir nuvens de gases ácidos, vapor e partículas semelhantes ao vidro ao chegarem ao oceano Pacífico, alertaram autoridades.

A defesa civil alertou motoristas, barqueiros e banhistas a tomarem cuidado com as colunas cáusticas de lava formadas por duas correntes que avançam para o mar desde que atravessarem a rodovia 137 no litoral sul da maior ilha do Havaí, na noite de sábado e na manhã de domingo.

O “laze” – termo que combina as palavras inglesas para lava e névoa – é uma mistura de gases de ácido clorídrico, vapor e partículas vulcânicas minúsculas criadas pela erupção de lava que pode chegar a 1.093 graus Celsius e reage com a água do mar, disse a Defesa Civil do Condado do Havaí em um comunicado.

Os boletins também avisaram que os relatos de gás tóxico derivado do dióxido de enxofre irrompendo de vários pontos ao redor do vulcão triplicaram, exortando os moradores a “adotarem as ações necessárias para limitar uma exposição maior”.

“Fiquem atentos ao perigo do ‘laze’ e mantenham distância de qualquer coluna de fumaça do oceano”, recomendou a agência, alertando que os riscos em potencial incluem danos pulmonares e irritação dos olhos e da pele.

Com as condições climáticas do domingo, que teve ventos fortes e uma grande quantidade de lava se derramando no oceano, as colunas de laze podem se estender por até 24 quilômetros, sobretudo ao longo da costa e em alto mar, mas o perigo diminui quanto mais elas se dissipam mar adentro, segundo Janet Babb, geóloga do Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Fonte: EXAME


PRIMEIRA AGÊNCIA DA ALEMANHA PARA ÁGUA DA CHUVA

Ruas inundadas estão se tornam comuns quando chove forte em Berlim
23/05/2018

* Clarissa Neher

Criada em Berlim, agência terá papel fundamental no processo de adaptação da capital alemã às mudanças climáticas. Com aquecimento global, cidade deve sofrer com chuvas intensas e inundações.
    
Nos últimos anos, a quantidade de temporais em Berlim tem aumentado significativamente. Alagamento de ruas e porões estão se tornam algo frequente na cidade. As perspectivas para o futuro não são nada promissoras: o aquecimento global tratará consigo climas mais extremos e constantes chuvas com grande volume de precipitação em pouco tempo.

Para encontrar soluções antes de o problema se agravar ainda mais, o governo de Berlim criou a Agência da Água da Chuva, a primeira do tipo em toda a Alemanha. A agência está sediada na empresa pública de saneamento da cidade, a Berliner Wasserbetriebe.

Segundo a secretária estadual de meio ambiente, transporte e proteção climática, Regine Günther, a nova agência terá um papel central no processo de adaptação de Berlim para as mudanças climáticas.
Formada por três especialistas em técnicas ambientais, urbanismo e administração da água, a equipe terá como principal missão evitar a inundação do sistema de esgoto da cidade, que em determinadas áreas é do século 19, quando chove demais. Estratégias para aprimorar o uso da chuva e melhorar seu escoamento serão desenvolvidas com base em informações que a agência reunirá sobre precipitações na cidade.

A agência também deve ser a ponte entre as autoridades e cidadãos, prestando assessoria para colocar em práticas essas estratégias. Entre as ideias iniciais estão soluções sustentáveis, como a instalação de cisternas em futuras construções para reaproveitar a água da chuva em descargas, a criação de pequenos lagos em aéreas verdes, que contribuem para criar um microclima agradável em ondas de calor, além do planejamento de ruas e calçadas que não sejam completamente cobertas de concreto.

Clarissa Neher é jornalista freelancer na DW Brasil e mora desde 2008 na capital alemã. Na coluna Checkpoint Berlim, publicada às segundas-feiras, escreve sobre a cidade que já não é mais tão pobre, mas continua sexy.

Fonte: DW


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