PAPA FRANCISCO LEVANTA DEBATE SOBRE MEIO AMBIENTE NO PERU

Região visitada pelo papa sofre com o desmatamento e a mineração ilegal (Foto: Flickr)

23/01/2018

Papa visitou a Amazônia peruana no fim de semana e conversou com indígenas sobre a importância de preservar o meio ambiente

O Papa Francisco desembarcou na Amazônia peruana no último fim de semana para falar da defesa da terra com milhares de indígenas, em um espaço que sofre constantemente com desmatamento e mineração ilegal. No Chile, ao longo da última semana, o pontífice já havia se encontrado com integrantes da tribo Mapuche e destacado os laços entre o meio ambiente e os povos indígenas.

Logo em sua chegada, o papa foi recebido com gritos de “Francis, Francis, você é agora amazônico”. Em seu primeiro evento oficial, a bordo do papamóvel, ele dirigiu-se a uma multidão indígena do Peru e países vizinhos, e falou sobre problemas ambientais que a Amazônia tem enfrentado, incluindo agronegócio, mineração, exploração madeireira e a perfuração de petróleo e gás.

“Nós temos que romper com o paradigma histórico que vê a Amazônia como uma fonte inesgotável de suprimentos para outros países, sem preocupação para seus habitantes. A defesa da Terra não tem outro objetivo que não a defesa da vida. Há que definir limites para ajudar a nos preservar de todos os planos para uma destruição maciça do habitat que nos torna quem somos”, apontou o pontífice, durante um discurso de 20 minutos.

A visita do papa se baseia em seu tratado inovador sobre o meio ambiente: a encíclica de Laudato Si (2015), que orienta fiéis e clérigos sobre as questões ambientais fundamentais. Além disso, a viagem pelos países sul-americanos também serve como planejamento para uma conferência de bispos da Bacia Amazônica, convocada para outubro de 2019. O Papa Francisco, porém, não entrou em assuntos como demarcação territorial ou títulos de propriedade.

“A Amazônia é nossa casa, mas também são os pulmões do mundo. Temos que trabalhar muito mais para parar o desmatamento. Há planos para a soja. Você pode imaginar o que isso fará? Seria devastador”, apontou o reverendo Juan Elias, um sacerdote da selva da Bolívia, em Pando, falando também das intenções do agronegócio com a expansão da Soja.

Indígenas brasileiros

Angelton Arara, do povo indígena brasileiro Arara do Pará, fazia parte da delegação que representava 32 povos indígenas do Brasil, que viajaram ao Peru para apresentar as suas queixas ao papa.

“A igreja tem que fazer com que nossos governos vejam que suas políticas estão destruindo o meio ambiente e nós com isso. Queremos mais apoio da igreja, e queremos que nossos governos sigam o que a igreja diz. Não podemos mais falar. Precisa haver uma ação real, porque estamos sendo mortos enquanto esperamos”, explicou o indígena.

Apenas em 2016, mais de 100 indígenas foram mortos no Brasil, segundo o Conselho Missionário Indígena. Em setembro de 2017, 10 pessoas de um grupo que vive em isolamento voluntário perto da fronteira com o Peru foram assassinadas.

Segundo o papa, os indígenas que vivem em isolamento são os mais vulneráveis, e não devem ser considerados um “tipo de museu de um modo de vida passado”. A maior parte das pessoas que vivem em isolamento voluntário é encontrada na fronteira entre Peru e Brasil.

Mineração ilegal

O diretor do World Wildlife Fund para o clima e energia, Manuel Pulgar-Vidal, que foi ministro do Meio Ambiente do Peru por quase cinco anos, espera que os depoimentos indígenas ajudem a fundamentar a encíclica em questões cotidianas. Além disso, Pulgar-Vida disse que Puerto Maldonado e a floresta amazônica do sudeste da Amazônica oferecem exemplos trágicos sobre a visão do papa.

“É preciso que os sacerdotes sejam capazes não só de falar sobre o meio ambiente, mas de ancorar em problemas reais. Isso não foi feito, e é por isso que a mensagem [da encíclica] não teve o impacto que deveria ter”, apontou Pulgar-Vidal.

Em 2016, o Peru perdeu quase 407 mil hectares de floresta tropical, 5,2% a maios do que em 2015. Entre 2001 e 2016, o país perdeu aproximadamente 4,9 milhões de acres por causa do desmatamento causado pela agricultura, construção de estradas e mineração ilegal. Madre de Dios, o estado no qual Puerto Maldonado é a capital, perdeu mais de 42 mil acres de floresta em 2016.

A mineração ilegal de ouro é a principal responsável pelo desmatamento das florestas em Madre de Dios, causando a contaminação do solo, da água e do ar devido ao uso de produtos tóxicos, como o mercúrio, que é utilizado para extrair ouro do rio. Já quando a mineração ocorre em terra, normalmente o local fica estéril, com poucas plantas retornando depois que os mineradores movimentam.

Mesmo não tendo minas de ouro em larga escala, Madre de Dios produziu 12 toneladas de ouro nos primeiros 11 meses de 2017, segundo o ministério de Minas e Energias, representando pouco mais de 9% da produção de ouro no Peru, que é o sexto maior produtor do minério do mundo. Em 2017, o governo destruiu 284 campos de mineração ilegais, sendo a maioria em Madre de Dios.

“Existe outro assalto devastador a vida ligada a esta contaminação ambiental favorecida pela mineração ilegal. Estou falando de tráfico de seres humanos: trabalho escravo e abuso sexual”, apontou o Papa Francisco. Ainda em 2017, o governo peruano lançou dezenas de investigações criminais ligadas à mineração ilegal, inclusive de tráfico de humanos.

EMBRAPA COLABORA PARA RECOMPOSIÇÃO FLORESTAL DO PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DOS VEADEIROS

Fernando Tatagiba (esquerda) recebe as mudas em tubetes ecológicos de Leonel Neto.

23/01/2018

Após incêndio devastador, que destruiu 26% de sua área, reserva se recupera com a ajuda de parceiros.

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Brasília, DF, doou ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no dia 17 de janeiro de 2018, aproximadamente 160 mudas e cinco quilos de sementes de quatro espécies nativas do Cerrado para colaborar com a restauração ecológica do Parque, uma das mais importantes unidades de conservação do Brasil, devastada por um incêndio em outubro de 2017, que destruiu 64 mil hectares, correspondendo a 26% de sua área total. Para se ter uma ideia, essa extensão equivale à metade da área do município do Rio de Janeiro.

            As sementes e mudas foram entregues pelo analista da Unidade Leonel Neto ao diretor do Parque, Fernando Tatagiba e abrangem quatro espécies: copaíba (Copaifera langsdorffii), ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus), jacarandá-caroba (Jacaranda cuspidifolia), gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium) e aroeira (Myracrodruon urundeuva).

            A doação das mudas de ipê-roxo, gonçalo-alves e jacarandá-caroba contou ainda com um diferencial, como explica Leonel. Elas foram plantadas em tubetes ecológicos feitos do fruto do jequitibá (Cariniana estrellensis), o que permite o plantio direto sem danos ao meio ambiente, por não utilizar plástico. Todo o processo de preparação das espécies doadas foi realizado em conjunto entre Leonel e a pesquisadora Antonieta Salomão.

            O diretor do Parque vê com bons olhos a parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia porque “representa o encontro entre a conservação ex situ (fora do local de origem) e in situ (no habitat das espécies vegetais), estratégias fundamentais e complementares de proteção dos recursos naturais do Cerrado”. O objetivo de Tatagiba é aprofundar a parceria com a Unidade, considerando a sua expertise em conservação de plantas. “As sementes de espécies nativas são fundamentais para os processos ecológicos responsáveis pela regeneração natural de ecossistemas degradados na Chapada dos Veadeiros”, complementa.   

Iniciativa terá continuidade e será estendida a outros parques de conservação

            A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia investe há mais de quatro décadas em pesquisas com recursos genéticos de plantas, animais e microrganismos. Recurso genético é a parte da biodiversidade que apresenta valor real ou potencial para a humanidade. O Brasil é privilegiado em relação a esses recursos, já que a sua biodiversidade compreende 20% de todas as espécies de plantas, animais e microrganismos do planeta, o que representa o maior patrimônio biológico do mundo.

            O objetivo é conservar e usar de forma sustentável esses recursos genéticos, em prol da segurança alimentar das gerações atuais e futuras. Para isso, os estudos envolvem várias etapas, que vão desde a coleta em todos os biomas brasileiros até a conservação em bancos genéticos.

            No caso de plantas, uma das prioridades da Embrapa é coletar espécies em áreas que serão sujeitas à degradação ambiental, como por exemplo, pela construção de hidrelétricas. Esse trabalho é feito de forma sistemática e muito do material genético coletado não chega até aos bancos genéticos ou às câmaras frias, nas quais as sementes são conservadas a longo prazo.

            “Nossa ideia é coletar as sementes, preparar as mudas que fazem parte desse sistema de conservação e entregá-las aos parques de conservação. Não apenas ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, mas a outros no Brasil”, explica Leonel, lembrando que muitas vezes, a palavra mais correta é “devolver” porque parte dessas variedades foram coletadas nas próprias reservas. É o caso do gonçalo-alves, uma árvore rústica de médio porte, cujas sementes foram coletadas na região da Chapada dos Veadeiros.


Nova missão da ONU no Haiti tem como objetivo fortalecer o Estado de direito no país

Bandeira da ONU é levantada na cerimônia de lançamento da MINUJUSTH. 
Foto MINUJUSTH/Logan Abassi

10/01/2018 

A chefe da nova Missão das Nações Unidas de Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH), Susan Page, disse que a operação terá como foco exclusivo fortalecer o Estado de direito no país.

“O novo mandato estabelecido pelo Conselho de Segurança da ONU é trabalhar com o governo haitiano para fortalecer suas instituições de Estado de direito. Também continua a apoiar a polícia nacional haitiana e a trabalhar para a Justiça e os direitos humanos — e isso inclui informação, monitoramento e análise”, disse ela em entrevista ao UN News.

A chefe da nova Missão das Nações Unidas de Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH), Susan Page, disse que a operação terá como foco exclusivo fortalecer o Estado de direito no país.

“O novo mandato estabelecido pelo Conselho de Segurança da ONU é trabalhar com o governo haitiano para fortalecer suas instituições de Estado de direito. Também continua a apoiar a polícia nacional haitiana e a trabalhar para a Justiça e os direitos humanos — e isso inclui informação, monitoramento e análise”, disse ela em entrevista ao UN News.

A MINUJUSTH também inova ao estabelecer uma estratégia de saída. “Em dois anos, podemos estabelecer como (vamos sair do país), mas com metas de progresso isso pode ser medido”, salientou.

A chefe da missão declarou que a equipe da ONU no país criou uma estratégia com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que promovem sociedades mais justas, pacíficas e inclusivas, e está trabalhando em conjunto com o governo haitiano.

“É uma forma de unir toda a equipe da ONU no país, junto com a missão de paz, para atingir esses objetivos”, declarou, acrescentando que o governo “já disse ser um parceiro nessa busca para atingir seu próprio desenvolvimento”.

Page explicou que enquanto a MINUJUSTH está quase exclusivamente baseada na capital, Porto Príncipe, também terá uma “abordagem móvel” que levará equipes para outras regiões do país — atingindo um maior número de pessoas.

A chefe da missão disse ao UN News que as equipes irão focar em paz, justiça e Estado de direito para ajudar a população haitiana a determinar suas necessidades, e então conectá-la com figuras políticas de alto nível para verificar como a ONU pode ajudar o governo a atender essas necessidades.

“Uma vez que tiverem uma ideia sobre o que a população está buscando, sobre o que precisam saber, esperamos que essa abordagem de baixo para cima e de cima para baixo ajude o Haiti a fortalecer suas próprias instituições com um pouco de nossa ajuda”, explicou.

Page vê essa nova abordagem como um novo modelo de operações de paz, lembrando que com o objetivo de fazer mais com menos, “uma das formas de atingir mais pessoas é sermos mais flexíveis e mais móveis”.

Sobre a situação em campo, Page afirmou que o sistema político no Haiti está mais estável. “Agora que o Haiti elegeu oficiais em todos os níveis, incluindo nos níveis locais, temos algo com que trabalhar”.

Sobre o combate ao cólera no país, Page expressou esperança de que o Haiti atinja a meta de zero transmissão.

“Uma das formas com as quais continuamos a trabalhar é por meio da equipe de país”, disse, mencionando a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que estão trabalhando para fortalecer o saneamento e os sistemas de fornecimento de água.



ONU elogia acordo entre Coreias de reabrir canais militares e reduzir tensão



10/01/2018

Em nota, emitida pelo porta-voz, António Guterres, destacou ainda conversações entre Forças Armadas dos dois países e a reabertura de uma linha vermelha de telefone entre ambas as nações.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas saudaram o progresso anunciado em conversações de alto nível entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, realizadas na terça-feira.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do secretário-geral António Guterres.

Contatos diretos

O porta-voz, Stephane Dujarric, afirmou que o secretário-geral saudou especialmente o acordo para trabalhar no sentido de aliviar tensões militares. Guterres destacou, dentre outros pontos, a reabertura de canais das Forças Armadas, que segundo ele, são cruciais para reduzir a tensão na região.

Além disso, militares de ambos os países manterão contatos diretos e irão reativar uma linha vermelha de telefone.

O chefe da ONU também elogiou a decisão da Coreia do Norte de enviar uma delegação para os Jogos Olímpicos de Inverno, marcados para 9 a 25 de fevereiro, em PyenongChang, na Coreia do Sul.

Paz sustentável

António Guterres lembrou que as Olimpíadas podem promover uma atmosfera de paz, tolerância e entendimento entre as nações. O que é especialmente importante para a Península Coreana e outras áreas.

As Nações Unidas esperam que a oportunidade possa servir para reconhecer os esforços que ajudam a reduzir tensões, e que eles possam levar à retomada do diálogo sincero em direção da paz sustentável e da desnuclearização da Península Coreana.

Fonte: Rádio ONU

A hora e a vez da agricultura familiar



10/01/2018

Segundo o último Censo Agropecuário feito no Brasil, de 2006, 84,4% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros pertencem a grupos familiares
   
Por Chico Junior

O Brasil é um grande produtor de alimentos, um dos maiores do mundo. Somos o terceiro maior produtor mundial de produtos agropecuários, atrás da China e dos Estados Unidos. Somos o maior produtor mundial de café, de cana de açúcar, de suco de laranja, o segundo maior de soja, o segundo em mandioca. E por aí vai.

E o Brasil é, também, grande exportador de alimentos. Por conta dessa grande produção, o café, a soja, o suco de laranja, o açúcar são importantes commodities agrícolas. O agronegócio é responsável por sete dos 10 principais produtos exportados pelo Brasil em 2017.

Mas agora segue uma informação que talvez lhe surpreenda: quando você se senta à mesa para tomar o seu café da manhã, para almoçar, para jantar, você está, basicamente, sendo alimentado pela agricultura familiar, pelo pequeno produtor brasileiro. Isso porque os grandes conglomerados agrícolas destinam grande parte da produção à exportação, deixando para o pequeno produtor a tarefa de alimentar considerável parcela da população brasileira. Segundo o último Censo Agropecuário feito no Brasil, de 2006, 84,4% do total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros pertencem a grupos familiares. São aproximadamente 4,4 milhões de estabelecimentos, metade deles na Região Nordeste. Segundo dados da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), ex- Ministério do Desenvolvimento Agrário, mais da metade da cesta básica do brasileiro é composta por produtos da agricultura familiar. Estima-se que a agricultura familiar é responsável por colocar em sua mesa 70% de todo o alimento que você consome cotidianamente. Para citar alguns exemplos, ela é responsável pela produção de 87% da mandioca, 70% do feijão 59% da carne suína, 58% do leite e 50% da carne de aves.

No Estado do Rio de Janeiro, a ação da agricultura familiar é marcante. Em 2006 eram mais de 44 mil estabelecimentos, representando 75% do total das propriedades rurais, responsáveis por 58% dos postos de trabalho no campo e pela produção da maior parte da produção agrícola do estado: 75% da mandioca, 68% do feijão, 67% do milho em grão, 55% do arroz e 52% do café.

Além de tudo o que se disse aí em cima, por que a agricultura familiar deve ser cada vez mais fomentada e valorizada? Primeiro porque tem dinâmica e características distintas em comparação à agricultura não familiar: a gestão da propriedade é compartilhada pela família, e a atividade produtiva é a principal fonte geradora de renda. Além disso, o agricultor familiar tem uma relação especial com a terra, seu local de trabalho e moradia. Por isso, presume-se, tem mais respeito e carinho pela terra, base do seu sustento. A diversidade produtiva também é uma característica do setor.

Ela é a base econômica de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes (ressalte-se que a maioria dos municípios tem menos de 20 mil habitantes), responde por 35% do PIB e absorve 40% da população economicamente ativa do país. Tem, portanto, importância econômica vinculada ao abastecimento do mercado interno e ao controle da inflação dos alimentos.

Ela é, em suma, a base da produção sustentável de alimentos.

O Brasil não é diferente do resto do mundo. Em todos os cantos do planeta, a agricultura familiar é base da alimentação. A importância que se dá ao assunto é tanta que, no último dia 20 de dezembro, a 72ª Assembleia Geral da ONU proclamou a Década para a Agricultura Familiar 2019-2028, com o objetivo principal de promover melhores políticas públicas de agricultura e propor uma oportunidade única para contribuir com a erradicação da fome e da pobreza. O documento da Resolução da Década da Agricultura Familiar foi proposto no início de outubro por um grupo de 14 países, liderados pela Costa Rica, copatrocinado por 104 nações e aprovado por unanimidade pela Assembleia Geral. A partir de agora, um plano de ação será apresentado à FAO, o órgão da ONU para alimentação e agricultura, e aos governos.

A nós, modestamente, cabe seguir as diretrizes da ONU para que o espaço da agricultura familiar no Brasil seja cada vez maior.

Fonte: O Globo


Essa Fanta é Guaraná: Coca-Cola Brasil lança primeiro refrigerante com certificação 100% Amazonas



05/01/2018, publicado em  07/06/2017

Tem novidade na família Fanta. A segunda maior marca da Coca-Cola Brasil lança Fanta Guaraná, o primeiro refrigerante que já chega ao mercado com certificação da origem do guaraná 100% Amazonas. O objetivo da empresa ao incluir guaraná nas opções de Fanta é atrair mais consumidores do mercado de sabores.

O portfólio de guaranás da Coca-Cola Brasil possui oito marcas que atendem diferentes demandas e camadas. Juntos, ocupam a segunda posição do segmento de guaraná, que por si só representa 50% dos refrigerantes de sabores.

“Nossa meta é tornar líder a marca Fanta. Depois de um quinquênio com foco no patrocínio à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos por meio da ativação da marca Coca-Cola, anunciamos em 2017 um investimento do Sistema de R$ 3,2 bilhões – e podemos afirmar que Fanta recebeu uma significativa fatia desse valor”, conta Flavio Camelier, vice-presidente de Operações da Coca-Cola Brasil.

Até 15 de junho nas gôndolas de todo o país, a bebida se insere na operação de Fanta em distribuição e capilaridade, e estará disponível em todas as opções de embalagem, inclusive retornáveis. A versão zero de Fanta Guaraná chegará ao mercado em setembro.

“Fanta Guaraná chega para ocupar um lugar-chave no nosso negócio ao aliar a marca número um de sabores da Coca-Cola Brasil, especialista em jovens e de abrangência nacional, ao sabor típico do nosso país e querido pelos brasileiros”, completa Javier Rodriguez, vice-presidente de Marketing da empresa.

Grande parte das sementes de guaraná vem de pequenos produtores do Amazonas

Com o lançamento de Fanta Guaraná, a empresa consolida um portfólio de guaranás que inclui, além de Fanta, o guaraná Kuat, as marcas regionais Taí, Simba, Charrua, Tuchaua versões claro e escuro e posicionamento premium com Guaraná Jesus em mercados como São Paulo, por exemplo. O guaraná de todos esses produtos é 100% proveniente do Amazonas.

Fanta Guaraná também participa, com os demais refrigerantes Coca-Cola Brasil, da plataforma Leva Essa – que aponta ao consumidor o produto com menor preço nos pontos de venda.

Guaraná Certificado

Fanta Guaraná é 100% Amazonas. Todo volume comprado de 237 produtores do estado foi investigado por uma fonte independente e de referência, a Imaflora, que avaliou todos os elos do processo, atestando que a matéria-prima é regional.

Além disso, com o programa Olhos da Floresta, apoiamos os agricultores familiares locais na introdução da cultura do guaraná por meio de sistemas agroflorestais (SAFs). A partir de 2018, já garantimos a compra das primeiras safras de guaraná por esses sistemas.

Para saber mais sobre o lançamento, leia aqui a entrevista de Cristina Ferraz, gerente de marketing de Fanta, e Katielle Haffner, gerente de marketing para os guaranás da Coca-Cola Brasil.

Sobre a Coca-Cola Brasil

O Sistema Coca-Cola Brasil é o maior produtor de bebidas não alcoólicas do país e atua em nove segmentos — água, café, chás, refrigerantes, néctares, sucos, lácteos, bebidas esportivas e à base de proteína vegetal — com uma linha de mais de 152 produtos, entre sabores regulares e versões zero ou de baixa caloria. Composto por nove grupos parceiros de fabricantes, o Sistema emprega diretamente 62,6 mil funcionários, gerando cerca de 600 mil empregos indiretos. Em 2017, serão investidos R$ 3,2 bilhões, 10% acima da média dos últimos cinco anos. O Sistema Coca-Cola Brasil está empenhado em incentivar iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades em que opera. Para isso, conta com uma plataforma de valor compartilhado, o Coletivo Coca-Cola, que já impactou a vida de mais de 130 mil pessoas por meio de toda a cadeia de valor da empresa.



PROJETO TAMAR: Grávida, Ivete Sangalo recebe visita de Milton Nascimento e Jorge Vercillo

Foto:Reprodução/Instagram

05/01/2018 

Artista recebeu cantores em sua casa para discutir questões do Projeto Tamar

Grávida de 7 meses de gêmeas, Ivete Sangalo recebeu a visita dos amigos Milton Nascimento e Jorge Vercillo em sua casa, em Salvador, e ainda posou exibindo o barrigão ao lado dos cantores.

"Oia que visita mais linda eu tive hoje! Meus queridos Milton Nascimento e Jorge Vercillo. Tudo gente linda do meu coração. Papo bom, música e preservação das nossas tartarugas marinhas. Todos juntos em benefício da natureza", escreveu a artista baiana na legenda da foto postada com eles no Instagram.

A visita, como Ivete adiantou, trata-se de uma reunião para o Projeto Tamar, que luta pela conservação das tartarugas marinhas e dos oceanos.


Sobre o Projeto Tamar

O Projeto Tamar-ICMBio foi criado em 1980, pelo antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal-IBDF, que mais tarde se transformou no Ibama-Instituto Brasileiro de Meio Ambiente. Hoje, é reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha e serve de modelo para outros países, sobretudo porque envolve as comunidades costeiras diretamente no seu trabalho socioambiental.

Pesquisa, conservação e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção, é a principal missão do Tamar, que protege cerca de 1.100km de praias, em 25 localidades em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso desses animais, no litoral e ilhas oceânicas, em nove estados brasileiros.

O nome Tamar foi criado a partir da combinação das sílabas iniciais das palavras tartaruga marinha, abreviação que se tornou necessária, na prática, por conta do espaço restrito para as inscrições nas pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas marcadas para diversos estudos.

Desde então, a expressão Tamar passou a designar o Programa Nacional de Conservação de Tartarugas Marinhas, executado em cooperação entre o Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas-Centro Tamar, vinculado à Diretoria de Biodiversidade do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade-ICMBio, órgão do Ministério do Meio Ambiente, e a Fundação Pró-Tamar, instituição não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1988 e considerada de Utilidade Pública Federal desde 1996.



A Fundação Pró-Tamar foi criada para executar o trabalho de conservação das tartarugas marinhas, como responsável pelas atividades do Projeto Tamar nas áreas administrativa, técnica e científica; pela captação de recursos junto à iniciativa privada e agências financiadoras; e pela gestão do programa de autossustentação. Essa união do governamental com o não governamental revela a natureza institucional híbrida do Projeto.

O Tamar conta com patrocínio nacional da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental, apoios e patrocínios regionais de governos estaduais e prefeituras, empresas e instituições nacionais e internacionais, além de organizações não governamentais. Mas é fundamental, sobretudo, o papel das comunidades litorâneas onde está presente e da sociedade civil em geral, que participa e colabora com o Projeto, individual e coletivamente.

Fonte: iBahia.com, com informações Projeto Tamar


Algumas perguntas e respostas sobre o Fórum Social Mundial 2018

Grupo da UFBA e do FSM trabalha para tirar dúvidas

05/01/2018 

A roda de conversa sobre o Fórum Social Mundial 2018, no auditório da Escola de Arquitetura, na segunda-feira, 11 de dezembro, deixou claro que a comunidade da UFBA tem uma série de perguntas sobre o evento. O grupo que vem trabalhando na universidade na organização do FSM, busca respondê-las.

Damien Hazard, membro do conselho internacional do FSM, lembrou que o fórum 2018 está sendo realizado com poucos recursos, devido aos retrocessos que o país enfrentou nos últimos anos, e, “portanto, é uma construção, acima de tudo, coletiva”.

Na conversa, o reitor João Carlos Salles destacou a importância da realização de um fórum desse porte em conjunto com a universidade e comemorou a parceria.

O reitor também enfatizou a grande oportunidade de a UFBA aprofundar as relações com diferentes agentes sociais e ampliar suas possibilidades de abertura internacional a partir do Fórum. “Somos um espaço interessado e cheio de significações, portanto queremos participar como ente coletivo e levar nossos trabalhos para dizer, dentre outras coisas, que sim, outro mundo é possível. E que nenhum deles vale a pena sem uma universidade pública, gratuita, inclusiva, de fato, e de qualidade”.




Algumas perguntas sobre o Fórum Mundial Social 2018

O que é o Fórum Social Mundial (FSM)?

O Fórum nasceu em Porto Alegre, em 2001, como uma iniciativa civil planetária que faz um contraponto ao Fórum Econômico de Davos, agregando propostas alternativas ao neoliberalismo e tendo como lema “Um outro mundo é possível”. É uma construção coletiva de soluções para problemas que giram em torno do meio ambiente, direitos humanos, educação, minorias, etc. E assim sendo, propõe e viabiliza a convergência de diferentes e heterogêneos setores da sociedade civil.


O que a UFBA tem a ver com o Fórum Social Mundial 2018?

Para a Universidade Federal da Bahia, que vai acolher o Fórum, ele representa uma oportunidade diferenciada de aprofundar, através do diálogo, questões pertinentes a inúmeros campos de pesquisa e extensão.

O FSM vai possibilitar o intercâmbio intenso da UFBA com movimentos sociais e pesquisadores do Brasil e de diversas regiões do mundo e, ao mesmo tempo, a projeção dos trabalhos realizados pela comunidade universitária em nível nacional e internacional.

Há que se considerar também o contato com manifestações culturais representativas da diversidade cultural do Brasil e do mundo.

A UFBA também vai trabalhar na construção de um painel de atividades artísticas envolvendo a realização do FSM

Como, sendo da comunidade da UFBA, participar do FSM 2018?

Membros, grupos de pesquisa e coletivos da comunidade universitária podem   se integrar aos grupos de trabalho (GTs) do FSM 2018. (Agenda de reuniões dos GTs disponível em www.facebook.com/forumsocialmundial2018/).

A UFBA terá sessões temáticas, mesas e intervenções artísticas, protagonizadas por professores, estudantes e técnicos da universidade, em articulação com os eixos temáticos do FSM 2018.

Serão selecionados até 500 trabalhos de pesquisa/extensão envolvendo estudantes de graduação e de pós, além dos seus respectivos docentes orientadores. Esses trabalhos serão vinculados aos eixos temáticos do FSM 2018.

As Mesas Temáticas serão cerca de 200 com duração de 3 horas e serão selecionadas dentre as propostas enviadas por docentes sempre na perspectiva dos eixos temáticos. Fica assim criada a figura do professor ‘agitador-temático’ e seus co-agitadores, coordenando esses grandes eixos e mobilizando convidados e interações com os convidados do FSM2018

Quais as articulações mundiais que estão acontecendo para o FSM 2018?

A dinâmica internacional em torno do FSM 2018 está se expressando de várias formas, entre elas a participação do Grupo Facilitador e do Coletivo Brasileiro do FSM 2018 em eventos internacionais da sociedade civil, em paralelo à previsão de vários eventos de dimensão planetária ou regional dentro do evento em março 2018.


Eventos internacionais ocorridos nos últimos meses de 2017

06 a 09/11 – Atividades paralelas a COP23 – Bonn/Alemanha

22 a 25/11 – Conselho Mundial da Paz – Vietnam

26 e 27/11– Fórum Cidadão (evento paralelo à Cúpula União Europeia-África)- Abidjan/Costa do Marfim

29/11 a 01/12 – Conferência nacional das OSC Moçambicanas – Maputo/Moçambique

08 a 10/12 – Encontro IV Internacional sobre a Paz – Argel/Argélia

08/12/2017 – Ato da Unasul em Apoio a Venezuela em São Paulo

09 a 13/12 – Cúpula dos Povos – FUERA OMC – Buenos Aires/Argentina

23 a 25/11 – Seminário internacional do FALP- Fórum das Autoridades Locais de Periferia, em São Leopoldo/RS

Também houve participação do Grupo Facilitador em reuniões preparatórias do Fórum Social Mundial das Migrações, que acontecerá no México em 2018, e do FAMA – Fórum Alternativo Mundial das Águas, entre outros.

Eventos internacionais previstos durante o FSM 2018

Fórum Mundial de Mídia Livre

Fórum Mundial de Saúde e Seguridade Social

Evento do Fórum Mundial das Migrações

Rede Diálogos em Humanidade

Fórum Mundial de Educação Popular

Atividade do Fórum Alternativo Mundial das Águas

Fórum Mundial de Teologia e Libertação

Assembleia do CEAAL – Conselho de Educação de Adultos da Américas Popular

Encontro Internacional dos novos paradigmas para outras alternativas de desenvolvimento (com a delegação brasileira da União Europeia e a Mesa de Articulación- Articulação de plataformas nacionais de ONGs da América Latina e Caribe)

Evento sindical da CSI- Central Sindical Internacional com outras centrais sindicais de âmbito mundial

Assembleia Mundial de Mulheres

Outros eventos estão sendo articulados por redes internacionais, no aguardo de confirmações.



MNCR CONSOLIDA TROCA DE EXPERIÊNCIAS COM A FRANÇA



05/01/2018

O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) iniciou sua interação com a França, em 2006, a partir da parceria com a France Libertés - Fondation Danielle Mitterrand que atua na defesa dos direitos humanos em vários países. A partir desse primeiro contato, foram realizadas diversas visitas mútuas para o intercâmbio de experiências entre organizações dos dois países que, apesar de apresentarem realidades bem diferentes, têm em comum a necessidade de buscar soluções para a situação das pessoas que vivem, na informalidade, da coleta e venda de materiais recicláveis ou reutilizáveis (os chamados biffins, em francês).

Segundo Samuel Le Coeur, fundador da Amelior (sigla de Associação dos Mercados Econômicos Locais Individuais e Organizados da Reciclagem), o trabalho dos biffins é, ao mesmo tempo, a materialização de uma situação de crise e a resposta a um padrão de consumo insustentável. “A organização desses trabalhadores é essencial para que eles possam ter seus direitos reconhecidos e acesso à proteção social. Isso também é positivo para a economia, pois promove a formalização dessa atividade.”

Le Coeur esteve na Expocatadores 2016, realizada em Belo Horizonte. Na ocasião, ele destacou a importância da união dos movimentos. “A organização dos catadores no Brasil em torno das cooperativas é um exemplo para outros países. Esse intercâmbio de experiências nos ajuda a aprimorar nossas próprias práticas, pois estamos todos em um só mundo, lutando contra a pobreza e a exclusão.”

Gilberto Warley Chagas, do MNCR, tem acompanhado de perto essas parcerias e falou sobre o tema ao Cempre Informa Mais. Acompanhe:

Quando teve início o intercâmbio com a França?

Tudo começou em 2006 com a France Libertés - Fondation Danielle Mitterrand que havia conhecido a luta e o trabalho dos catadores em outros países. A Fundação soube de nossas atividades através da Asmare (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável), de Belo Horizonte. Aí direcionou seu olhar para os catadores no Brasil, acompanhando a realidade nos lixões e depois a atuação das cooperativas e associações e, finalmente, o Movimento Nacional. Eles chegaram a ajudar na construção de uma creche para as mães da Asmare.

Em 2009, foi a primeira vez que o Movimento esteve na França, para o Festival Lixo e Cidadania que acontecia em algumas cidades em torno de Paris, em espaços para reutilização de roupas, móveis e objetos de descarte, com a realização de oficinas de arte com lixo.

Com quem são essas parcerias?

Os contatos são com diversos setores e organizações tanto aqui no Brasil como na França. Lá, temos relacionamento com ONGs que trabalham com a questão do reaproveitamento de recicláveis e a inclusão dos biffins que são trabalhadores que vivem da coleta e venda de materiais e objetos descartados. Eles estão organizados em torno da associação Amelior e muitas outras. Estão envolvidos também o Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (Insea), a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), a Embaixada da França no Brasil, a Création Développement Eco-Entreprises/CD2E e várias prefeituras e Ressourceries (conjunto de associações para reutilização de materiais e objetos) francesas. É uma rede bem ampla de trocas, apesar de vivermos realidades específicas.

Como foram feitos os contatos?

Têm sido promovidas visitas de organizações francesas ao Brasil e idas de alguns de nós à França para conhecer projetos, práticas, dificuldades, conquistas... Ou seja, o que podemos ensinar e aprender uns com os outros.

Representantes do Movimento, do Insea e da Ancat estiveram em várias ocasiões em Ressourceries, prefeituras, empresas de reciclagem e espaços de trabalho dos biffins, acompanhando a realidade local. Fiz parte dos grupos que foram à França em 2009, 2011, 2013, 2016 e, neste ano, passamos 21 dias, entre setembro e outubro, em Paris, Lille e no norte do país, vendo de perto experiências ligadas à coleta, gerenciamento, reutilização, lixo zero e parcerias com o poder público e empresas privadas. 

Todos os parceiros também vieram ao Brasil em diferentes datas e cidades, em espaços de debates, workshops e seminários, participando inclusive da Expocatadores em São Paulo e Belo Horizonte.

Que características da organização dos catadores no Brasil chamam a atenção na França?

Acredito que chama a atenção a mobilização do Movimento junto aos catadores de recicláveis em todo o país. Também se comenta bastante a eficiência do trabalho desses profissionais mesmo sem muita estrutura, conseguindo um resultado bom em relação à quantidade e à qualidade do material coletado e triado, a inclusão dos catadores em associações e cooperativas e a formação de redes de comercialização. Isso sem falar na nossa organização política, na forma como dialogamos com o poder público, o setor privado e o apoio dado por instituições como o Cempre, por exemplo. 

Como o Movimento de tornou tão conhecido?

Acho que o Movimento ganhou visibilidade internacional por algumas questões. Em 2006, fizemos a marcha em Brasília, quando fomos notícia por termos, pela primeira vez, negociado parcerias com o governo federal, sendo recebidos e ouvidos pelo presidente da República, e isso atraiu a atenção fora do Brasil. Temos participado de decisões importantes em relação às políticas de destinação dos resíduos sólidos em nosso país. Além disso, fazemos parte da Rede Latino Americana de Catadores, Recicladores e Cartoneros, o que aumenta o alcance de nossas atividades.

Qual é a situação dos catadores na França?

Na França, não existe coleta com catadores nos moldes brasileiros. A retirada dos recicláveis está nas mãos de grandes empresas. O que as pessoas - os biffins - coletam é o descarte de roupas, móveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, entre outros, para recuperação e venda nos mercados de ruas e nas chamadas “feiras de pulgas”. Muitas organizações com as quais temos contato gostariam de levar para a França o conceito de inclusão com geração de trabalho e renda através da organização dos biffins em associações e cooperativas. 

Na foto (da esquerda para a direita), representante da Ressourcerie recebe Luciano Marcos e Lívia Andrade, do Insea, Gilberto Chagas, do MNCR, e Francisco Lima, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Para saber mais:

http://amelior.canalblog.com/
http://www.ressourcerie.fr/

Fonte: CEMPRE


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