SEBASTIÃO BARBOSA ASSUME A PRESIDÊNCIA DA EMBRAPA

Sebastião Barbosa, novo presidente da Embrapa
Foto: Jorge Duarte

15/10/2018

Sebastião Barbosa, pesquisador aposentado da Embrapa, assumiu, nesta quarta (10), a Presidência da Empresa, durante cerimônia realizada no Salão Nobre do Palácio do Planalto, com a presença do presidente da República, Michel Temer, dos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, do secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, e de Maurício Lopes, que transmitiu o cargo ao sucessor. Ao tomar posse, Sebastião destacou o importante papel da Embrapa, que com suas 42 Unidades Descentralizadas, atuando de norte a sul do País, no Brasil e no exterior, foi uma das instituições responsáveis pela mudança do país do patamar de importador para exportador de alimentos.

“Hoje o Brasil exporta não só alimentos e fibras,  mas conhecimento,  tecnologia, produtos e serviços para outros países localizados nos trópicos. Temos papel fundamental na garantia da segurança alimentar do planeta. Temos melhor conhecimento do nosso território e nos orgulhamos do esforço que fizemos para a sua conservação usando apenas o mínimo necessário para uma agricultura tão eficiente, competitiva e sustentável”, afirmou o novo presidente da Embrapa.

Na mesma direção, ao abrir os discursos da cerimônia, o secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, também presidente do Conselho de Administração da Embrapa (Consad), ressaltou que a Empresa faz parte da história do agronegócio brasileiro e deve ocupar papel relevante na Agricultura 4.0. Novacki agradeceu o pesquisador Maurício Lopes por suas contribuições nos últimos seis anos e anunciou estar feliz por fazer parte do conselho que escolheu Sebastião para sucedê-lo.   

“Se nós tivemos sucesso no nosso governo, ele se deve em boa parte ao agronegócio brasileiro”, enfatizou o presidente da República, Michel Temer. De acordo com Blairo Maggi, a expectativa é fechar o ano comemorando 100 bilhões de dólares em exportação no agronegócio. Maggi lembrou ser a Embrapa a primeira estatal a selecionar seu principal gestor seguindo as determinações da Lei das Estatais, instituída em 2016. Para ele, “uma sucessão sem qualquer interferência política, sem pedido político, olhando o que deve ser feito”.

Ao se despedir, Maurício Lopes anunciou estar deixando relatórios que registram a história recente da Empresa, a trajetória e as entregas feitas à sociedade entre 2012 e 2018. “Espero que esses documentos ajudem a reforçar as responsabilidades da Embrapa perante a sua missão de olhar sempre adiante e de abrir caminhos para que a nossa agricultura e o nosso agronegócio sigam superando obstáculos, se fortalecendo, e fortalecendo o seu protagonismo em todo o mundo”, declarou.

Desafios para os próximos anos
    
Em seu discurso, Sebastião Barbosa lembrou a  participação da Embrapa na conquista do Cerrado, com o desenvolvimento de pesquisas que possibilitaram a tropicalização da soja, e, mais recentemente do trigo. “De uma região inóspita, com uma agriculta extensiva e de baixíssima produtividade, o Cerrado transformou-se em poucas décadas em celeiro do mundo, com a contribuição e sacrifício de muita gente”, destacou, rendendo homenagem a pesquisadores já falecidos da Embrapa que atuaram na Empresa com esse sonho e objetivo.
    
Apesar de tantas contribuições para a sociedade brasileira, Sebastião ressaltou que é hora de virar a página e pensar nos desafios que a Embrapa terá de enfrentar nos próximos anos, em um cenário mundial de consumidores mais exigentes, que querem acessar alimentos, fibras e produtos florestais mais baratos, porém modernos e produzidos com sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Reestruturação
    
De acordo com o novo presidente, a Embrapa, sob a liderança de Maurício Lopes e do Mapa, iniciou a mudança que a preparará para o novo círculo virtuoso, mas destacou que haverá necessidade de maior participação direta principalmente das Unidades Descentralizadas de pesquisa (UDs),  que, na visão do novo presidente, é "onde a Embrapa acontece e continuará acontecendo". "A partir de hoje começaremos a discutir com nossos gestores a continuidade do processo de reestruturação da Embrapa, com a participação das UDs e de nossos parceiros”.

Ele anunciou também que haverá uma aproximação ainda maior com o setor produtivo, por meio de associações, cooperativas, sindicatos, federações, trabalho a ser realizado em parceria com a Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). “É uma instrução direta do Mapa que seguiremos à risca”, enfatizou.
    
Revisão de prioridades
    
Revisar prioridades da pesquisa, sem deixar de dar atenção a vocações típicas da agricultura brasileira. Esse é um dos desafios considerados por Sebastião. Fortalecer os setores de leite e derivados, de pescados, de frutas e essências nativas, e de produtos florestais são exemplos dados pelo dirigente. “Mas não perderemos de vista o investimento nos produtos que somos bons”, explicou. Fortalecer a agenda de pesquisa agronômica para o Semiárido também é um dos desafios da nova gestão, que buscará criar condições para favorecer um salto de qualidade para inovações tecnológicas mais avançadas que possam garantir a sustentabilidade da produção agropecuária da região.  
    
Segundo ele, a Embrapa buscará novas formas de financiamento, tendo em vista o cenário de fortes restrições orçamentárias que dificultam a renovação do quadro de cientistas da Empresa. Também citou a necessidade de implementar um programa de capacitação avançada e continuada, bem como a renovação de máquinas, laboratórios, equipamentos e veículos.  
    
Perfil
    
Sebastião é engenheiro agrônomo, especialista em Entomologia (estudo dos insetos) e foi contratado pela Embrapa em 1976 para atuar em programas de controle e erradicação de pragas. Por 17 anos trabalhou na Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO), no Serviço de Proteção de Plantas, em Roma, Itália; e no escritório para a América Latina e o Caribe, em Santiago, Chile - nesse período manteve-se licenciado sem receber rendimentos da Empresa. Também foi coordenador de cooperação internacional da Embrapa e Chefe-Geral da Embrapa Algodão, centro de pesquisa localizado em Campina Grande, na Paraíba, além de outras atividades exercidas na estatal.

Filho de agricultor sem terra do interior de Minas Gerais, o novo presidente da Embrapa terá pela frente a missão de conduzir a mais reconhecida empresa pública de pesquisa da faixa tropical do mundo em um período de fortes restrições orçamentárias e financeiras e a possíveis mudanças no Governo Federal, com a posse de um novo presidente da República.

Além do presidente da República, ministros e autoridades, a cerimônia no Palácio do Planalto contou com a presença dos diretores da Embrapa e empregados, bem como de representares do setor produtivo. O presidente foi oficialmente empossado durante reunião extraordinária do Consad que antecedeu o evento de posse.

Saiba mais sobre a posse do novo presidente da Embrapa acessando o Canal da NBR no Youtube

Clique aqui para acessar o álbum de fotos da posse na página da Embrapa no Flickr.

Fonte: Embrapa

O QUE É UM EQUINÓCIO? CONHEÇA O FENÔMENO QUE MARCA O INÍCIO DA PRIMAVERA



22/09/2018

Os equinócios são observados há milhares de anos, desde quando antigas civilizações utilizavam a astronomia na organização de suas sociedades  

Você já ouviu falar em um equinócio? Ou, talvez, no fenômeno astronômico chamado solstício? Os dois são os responsáveis por marcar o início de novas estações do ano, e neste sábado (22), um equinócio acontece exatamente às 22:54, horário de Brasília, para determinar a entrada da primavera no hemisfério sul.

Os equinócios acontecem duas vezes por ano, em março e em setembro, e determinam a entrada do outono e da primavera , como acontece hoje. Mas você sabe o que isso significa? De acordo com Tânia Maris Pires Silva, coordenadora do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o fenômeno "é o momento em que o Sol incide com maior intensidade sobre as regiões que estão próximas da linha do Equador".

Assim, o Sol passa exatamente no meio da Terra e os dois hemisférios do planeta - norte e sul - recebem a mesma quantidade de luz, o que resulta em dias quase simétricos, o que já é anunciado pela origem da palavra: afinal, 'equinócio' vem do latim  aequinoctium, que une aequus: igual; e nox: noite.



São aproximadamente 12 horas de período claro e outras 12 horas para a escuridão. Assim, a partir deste momento, a estação do ano mudou: se aqui no Brasil o inverno ficou para trás, os países do hemisfério norte, neste sábado, presenciam a entrada do outono.

Este evento pode ser explicado por dois fatores interligados: o movimento de translação da Terra e a inclinação de seu eixo. Como o planeta está em constante movimento ao redor do Sol em um eixo inclinado, os raios solares vão incidir de formas diferentes, ao longo do período de um ano, sobre a superfície terrestre, como explica a ilustração acima. 

Como observar um equinócio 

As antigas civilizações usavam a astronomia e, em especial, os movimentos solares, para diversas funções - inclusive para organizar alguns setores da sociedade. "A observação cotidiana e contínua do Sol permitiu aos antigos identificarem e qualificarem a duração do ano, percebendo que as mudanças climáticas e os ciclos da natureza estavam associados", explica a professora adjunta do departamento de astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Daniela Borges Pavani. 

Foi assim que civilizações como os Maias, na América, dentre outras, perceberam e marcaram quatro dias específicos durante o ano, que representavam momentos de transição, justamente os equinócios e solstícios.

Hoje em dia, é possível usar as mesmas técnicas do passado para identificar esses eventos. Uma maneira simples, segundo Tânia Maris Pires Silva, é observar o sol no horizonte. Durante um equinócio, a estrela vai nascer exatamente no ponto cardeal leste e se pôr no ponto cardeal oeste.

Outra maneira de perceber um equinócio, complementar à primeira, é fincar uma vara perpendicularmente no solo e, pouco a pouco, marcar o comprimento de suas sombras com a ajuda de cordas. Assim, a figura formada nos permite obter as direções do pontos cardeais para podermos identificá-las nos dias de transição - equinócios e solstícios - como explica Pavani, também diretora do Planetário da UFRGS, que realiza hoje a Celebração Intercultural da Primavera, com atividades para o público geral, escolas e grupos.

E os solstícios?

O verão e o inverno, por outro lado, são marcados por um outro fenômeno astronômico, também relacionado à movimentação da Terra e à inclinação de seu eixo. Os solstícios, que acontecem nos meses de junho e dezembro, ocorrem quando um hemisfério recebe mais luz solar do que o outro, evento oposto ao que dá início ao outono e à primavera.

Fonte: Portal Gazetaweb.com


MEIO AMBIENTE VOLTA À PAUTA DO STF

© Carlos Moura/SCO/STF Enlarge

17/09/2018

Neste mês de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá definir importantes marcos para a política ambiental brasileira. Provocado por quatro ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs), a Corte decidirá o futuro de unidades de conservação, do licenciamento ambiental, das áreas de preservação permanente e da dispersão química para controle sanitário.

Na próxima quarta (19/9), o plenário do STF deve iniciar o julgamento de três ações da Procuradoria-Geral da República (PGR). A ADI 5475, ajuizada em 2016, visa à declaração de inconstitucionalidade de Lei Complementar do Estado do Amapá, que afastou a exigência de Estudo Prévio de Impacto Ambiental e estabeleceu uma licença ambiental única para a implantação e desenvolvimento de atividades agrossilvopastoris.

De acordo com a PGR, como a Constituição Federal exige estudo ambiental para atividades com potencial de impacto e como a legislação federal exige a obtenção de licença prévia, licença de instalação e licença de operação, a lei amapaense não poderia ter simplificado o licenciamento ambiental do agronegócio.

A Advocacia-Geral da União manifestou-se favoravelmente ao pedido da PGR. A relatora do caso é a ministra Cármen Lúcia.

Também está na pauta da próxima quarta a ADI 4998, ajuizada em 2013, que visa à declaração de inconstitucionalidade de lei do estado do Tocantins que autoriza supressão de vegetação em área de preservação permanente (APPs) para pequenas construções. Para a PGR, a legislação estadual flexibiliza a regra estabelecida pelo Código Florestal (lei federal), diminuindo a proteção ao meio ambiente, o que seria vedado pela Constituição. A Advocacia-Geral da União manifestou-se contrariamente ao pedido da PGR. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.

Outra ação da área ambiental do dia é a ADI 5592, ajuizada em 2016. Trata da dispersão de substâncias químicas por aeronaves para a contenção das doenças causadas mosquito aedes aegypti. Segundo a PGR, “a pulverização aérea de produtos químicos, além de não contribuir de maneira eficaz para combater o aedes aegypti, provoca importantes malefícios à saúde humana", além de estudos indicarem a "ineficácia e periculosidade da dispersão de produtos químicos por aeronaves". A medida atentaria contra a saúde pública e o meio ambiente ecologicamente equilibrado. A Advocacia-Geral da União manifestou-se contrariamente ao pedido da PGR. A relatora do caso é a ministra Cármen Lúcia.

No dia 27, o plenário do STF deve iniciar o julgamento da ADI 3646. Essa ação, ajuizada em 2005 pelo então governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (falecido em 2015), tem um duplo objetivo: invalidar os Decretos que criaram o Parque Nacional das Araucárias e o Parque Nacional da Serra do Itajaí; e declarar inconstitucional o artigo 22 da Lei 9.985/2005, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC.

Com a pretensa inconstitucionalidade desse artigo, os poderes executivos estaduais e federal ficariam impossibilitados de ampliar os limites de unidades de conservação já criadas, bem como de transformar unidades de uso sustentável em de proteção integral. A Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União se manifestaram contrariamente aos pedidos do ex-governador. O relator é o ministro Dias Toffoli.

De acordo com Michel Santos, coordenador de políticas públicas do WWF-Brasil, as decisões tomadas pelo STF poderão influenciar positivamente os debates que vêm sendo travados no Congresso Nacional, representando um freio para iniciativas de desmantelo do atual arcabouço jurídico de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. “Os temas que serão objeto de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal são constantemente debatidos, tanto na Câmara, quanto no Senado. Infelizmente, existe um forte movimento parlamentar para fragilizar o licenciamento ambiental, enfraquecer o SNUC, flexibilizar o Código Florestal, liberar agrotóxicos que foram banidos em outras partes do mundo. As decisões do STF podem apontar um norte para os debates legislativos, indicando que nem todos os desejos de certos setores do mercado são compatíveis com a Constituição”, disse.

Fonte: WWF Brasil


Google compra energia eólica na Finlândia em busca de alternativas renováveis


Energia eólica: serão construídas 3 fazendas eólicas, com capacidade combinada 
de 190 megawatts (Mimadeo/Thinkstock)

16/09/2018

O Google informou que assinou um contrato de 10 anos para comprar energia renovável de três novos parques eólicos que estão sendo construídos na Finlândia e que vão alimentar um de seus centros de dados.

As grandes empresas se apressaram para garantir energia renovável barata para gerenciar custos e reduzir a sua pegada de carbono através dos chamados contratos de compra de energia corporativos, que permitem que empresas como o Google, da Alphabet, Facebook e Microsoft comprem diretamente do gerador de energia.

O Google afirmou nesta terça-feira que o acordo finlandês é o primeiro em que está comprando energia de projetos europeus que não receberão nenhum subsídio do governo.

“Em um número crescente de locais, o custo de novas energias renováveis ​​é competitivo com o custo da energia da rede”, disse Marc Oman, chefe de energia do Google, no site da empresa.

Serão construídas três fazendas eólicas, com capacidade combinada de 190 megawatts. O projeto será realizado pelas empresas de energia renovável Neoen, da França, e pelas alemãs CPC e WPD.

Fonte: Reuter

ONU LANÇA APELO PARA QUE TRATADO ABRANGENTE DE PROIBIÇÃO DE TESTES NUCLEARES PASSE A VALER

O secretário-geral publicou uma mensagem sobre o Dia. ONU/Mark Garten

29/08/2018
    
Nações Unidas assinalam Dia Internacional contra Testes Nucleares; mensagem do secretário-geral sobre o tema destaca que principais vítimas são pessoas de comunidades vulneráveis.

As Nações Unidas assinalam este 29 de agosto o Dia Internacional contra Testes Nucleares. Em mensagem sobre o tema, o secretário-geral disse que a história desta atividade é “uma história de sofrimento, com as vítimas pertencendo às comunidades mais vulneráveis do mundo”.

De acordo com a organização, cerca de 2 mil testes de armas nucleares aconteceram no planeta após o registo do primeiro ensaio em 16 de julho de 1945 nos Estados Unidos.

Norma

Em nota, António Guterres afirmou que “as consequências arrasadoras não se limitam às fronteiras internacionais, têm impactos no ambiente, saúde, segurança alimentar e desenvolvimento econômico. ”
O secretario-geral conversou com sobreviventes das bombas atômicas contras 
as cidades de Hiroshima e Nagasaki este verão. by ONU Dan Powell

Segundo ele, desde o final da Guerra Fria, uma norma internacional foi desenvolvida contra esta prática, que neste século foi violada por apenas um Estado. Guterres acredita que “a força dessa norma é validada pela condenação esmagadora que a comunidade internacional faz de cada violação. 

Tratado

Apesar deste sucesso, Guterres explicou que “uma moratória voluntária não substitui uma proibição global e legalmente vinculativa dos testes nucleares. ”

O chefe da ONU lembrou o Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares, de 1996, que ainda não entrou em vigor. Guterres acredita que “as necessidades de segurança coletiva exigem que todos os esforços sejam feitos para fazer entrar em vigor este tratado essencial. ”

Objetivo  

A primeira celebração do Dia Internacional contra Testes Nucleares aconteceu em 2010, um ano após a sua proclamação pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

O Dia pretende envolver a organização e seus Estados-membros incluindo instituições intergovernamentais e organizações não-governamentais de áreas académica, redes de jovens e meios de comunicação.

A meta é informar, educar e defender a necessidade de proibir o uso de armas nucleares como um passo para alcançar um mundo seguro.

Fonte: ONU News

MAIS DE 270 VENEZUELANOS DEVEM SER TRANSFERIDOS A SEIS CIDADES NESTA SEMANA

Romério Cunha/Casa Civil

28/08/2018

Seis cidades receberão nesta semana venezuelanos voluntários do processo de interiorização. Embarcaram nesta terça-feira (28), em Boa Vista, 65 pessoas para Manaus, 69 para João Pessoa e 53 para São Paulo. Na quinta-feira (30), 60 devem ser transferidos para Goioerê (PR), 25 para o Rio de Janeiro e quatro para Brasília.

Os solicitantes de refúgio ou residência selecionados aceitaram participar da interiorização, foram vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil – inclusive com CPF e carteira de trabalho.

A interiorização é uma iniciativa criada para ajudar venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade a encontrar melhores condições de vida em outros Estados brasileiros. Por se tratar de um processo voluntário, o número de pessoas a serem transportadas pode sofrer alterações até o momento do embarque.

A interiorização tem o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as  Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A partir das vagas disponíveis e do perfil dos abrigos participantes do processo de interiorização, o ACNUR identifica os interessados em participar da estratégia, assegura que estão devidamente documentados e financia melhoras de infraestrutura e custos operacionais nos locais de acolhida – especialmente os administrados pela sociedade civil. A OIM atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte. O UNFPA promove diálogos com as mulheres e população LGBTI para que se sintam fortalecidas neste processo. Já o PNUD trabalha na conscientização do setor privado para a absorção da mão de obra refugiada.

Com esta etapa, o número de venezuelanos transferidos para outros Estados com ajuda do Governo Federal passará a marca de mil pessoas. De abril a julho, 820 pessoas foram levadas a sete cidades: 287 a São Paulo, 119 a Cuiabá, 165 para Manaus, 86 ao Rio de Janeiro, 69 para Igarassu (PE), 50 para Brasília e 44 para Conde (PB).

Em setembro, cerca de 400 pessoas devem ser transportadas a cada semana. A interiorização depende de interesse das cidades de destino e da existência de vagas em abrigos. Reuniões prévias com autoridades locais e coordenação dos abrigos definem detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.

Saiba mais:


Serviço:

Assessoria de Imprensa da Casa Civil: imprensaccivil@presidencia.gov.br / (61) 3411-1410 / (61) 3411-1411 / (61) 3411-1166

Fonte: ASCOM/Casa Civil e ONU Brasil


MORRE KOFI ANNAN, EX-SECRETÁRIO-GERAL DA ONU E VENCEDOR DO NOBEL DA PAZ

Kofi Annan morreu "pacificamente no sábado depois de uma doença breve", dizem assessores
AFP

18/08/2018

Kofi Annan, ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e vencedor do Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho humanitário, morreu neste sábado aos 80 anos, segundo seus assessores.

Ele "faleceu pacificamente no sábado depois de uma breve doença", disse a fundação que leva seu nome neste sábado.

Annan foi o primeiro negro africano a assumir o papel de principal diplomata do mundo, servindo de 1997 a 2006.

Mais tarde, ele atuou como enviado especial da ONU à Síria, liderando os esforços para encontrar uma solução pacífica para o conflito.

Em um comunicado anunciando sua morte, a Fundação Kofi Annan descreveu-o como um "estadista global e internacionalista profundamente comprometido, que lutou ao longo de sua vida por um mundo mais justo e mais pacífico".

"Onde quer que houvesse sofrimento ou necessidade, ele estendeu a mão e tocou muitas pessoas com sua profunda compaixão e empatia. Por vontade própria, ele colocou os outros em primeiro lugar, irradiando bondade genuína, calor e brilho em tudo o que ele fez."

O diplomata, que era originalmente de Gana, morreu na cidade suíça de Genebra, onde viveu por vários anos.

Ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2001 por ajudar a revitalizar o organismo internacional.

Seu mandato como secretário-geral da ONU coincidiu com a Guerra do Iraque e a pandemia de HIV/ Aids.

Kofi Annan descreveu sua maior conquista como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que - pela primeira vez - definiram metas globais para questões como pobreza e mortalidade infantil.

No entanto, Annan não estava imune a críticas. Seus críticos o culparam pelo fracasso da ONU em deter o genocídio em Ruanda nos anos 1990, quando ele era o chefe das operações de manutenção da paz da organização.

Mais tarde, após a invasão liderada pelos EUA no Iraque, Annan e seu filho foram acusados de envolvimento no "escândalo do petróleo por corrupção alimentar" - o que levou alguns a pedir sua renúncia, embora tenha sido posteriormente exonerado.

Em entrevista ao programa HardTalk da BBC para marcar seu 80º aniversário em abril, Annan reconheceu as deficiências da ONU, dizendo que ela "pode ser melhorada, não é perfeita, mas se não existisse, você teria que criá-la".

"Sou um otimista teimoso, nasci otimista e continuo otimista", acrescentou.

Fonte: BBC

NO HAITI, ONU INVESTE US$10,8 MI PARA RECUPERAR PRODUÇÃO AGRÍCOLA DEVASTADA POR FURACÃO

Propriedade rural devastada pelo Furacão Matthew, na cidade haitiana 
de Leoganne. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

10/08/2018

Comunidades rurais do sudoeste do Haiti ainda se recuperam da devastação deixada pelo Furacão Matthew, que atingiu a nação caribenha em 4 de outubro de 2016. Para alavancar a produtividade dessas regiões, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) anunciou neste mês (2) a injeção de 10,8 milhões de dólares no país. Recursos vão ampliar a atual estratégia de tecnologia agroflorestal da agência das Nações Unidas.

Comunidades rurais do sudoeste do Haiti ainda se recuperam da devastação deixada pelo Furacão Matthew, que atingiu a nação caribenha em 4 de outubro de 2016. Para alavancar a produtividade dessas regiões, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) anunciou neste mês (2) a injeção de 10,8 milhões de dólares no país. Recursos vão ampliar a atual estratégia de tecnologia agroflorestal da agência das Nações Unidas.

Com o novo aporte, o organismo da ONU incluirá oito novos municípios no PITA, sigla em francês para Programa de Inovação Tecnológica Agrícola e Agroflorestal. O projeto difunde práticas sustentáveis de cultivo, beneficiando 65 mil famílias de agricultores familiares. Iniciativa tem um orçamento de 76,8 milhões de dólares.

Segundo o Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o Furacão Matthew afetou severamente as condições de vida de 2,1 milhões de pessoas. A tempestade é parte de uma série de fenômenos naturais extremos que se somam aos desafios socioeconômicos do Haiti. Em fevereiro de 2018, 622 mil haitianos ainda precisavam de assistência para se alimentar adequadamente.

Atualmente, o país caribenho produz apenas 45% da comida necessária para suprir a demanda interna. Dados do Banco Mundial mostram que 59% dos haitianos vivem abaixo da linha pobreza. Nas zonas rurais, o número sobe para 75%.

“A população rural do Haiti sofre de um ciclo vicioso de baixa produtividade agrícola, elevada degradação ambiental e nutrição precária”, afirmou o chefe de programas do FIDA no Haiti, Lars Anwandter.

O PITAG propõe o consórcio de culturas, combinando plantações de frutas e vegetais e ampliando, assim, as colheitas e as oportunidades de geração de renda. O programa também promove a capacitação dos produtores em escolas, além de disponibilizar ferramentas, sementes e outros insumos para os beneficiários.


AS IMPRESSIONANTES ILHAS DE ALGAS QUE AMEAÇAM OS MAIS BADALADOS DESTINOS DO CARIBE


A presença das algas mudou um dos aspectos mais famosos das praias caribenhas: 
as águas cristalinas (Foto: Marta Garcia)

10/08/2018

Em movimento atípico, toneladas de algas estão chegando à costa da Península de Yucatán e a ilhas caribenhas; além de afetar o turismo - quem gosta de tomar banho em um mar cheio de algas? - traz riscos para o meio ambiente.

Algumas costas de países do Caribe famosas pelas praias paradisíacas com águas límpidas azul-turquesa estão tendo sérios problemas para corresponder à essa imagem e não decepcionar turistas.

Nas praias, tampouco se vê a areia branca - elas estão cobertas por um material marrom, pegajoso e malcheiroso. Sem falar da experiência do banho no mar, que perde toda a graça.

Embora seja o que mais chame a atenção, esse cenário talvez nem seja a pior parte do problema.

A paradisíaca Riviera Maya do México e várias ilhas do Caribe tiveram suas costas invadidas por sargaço - um gênero de alga castanha, que este ano chegou em quantidades sem precedentes a algumas das praias mais famosas do mundo.

Sistemas de monitoramento mostram "ilhas" de sargaço de vários quilômetros de extensão que se aproximam das costas.

As regiões de Cancún, Quintana Roo e Playa del Carmen, no México, bem como as ilhas de Bonaire, Antígua e Barbuda e Guadalupe estão entre as áreas afetadas.

Entre 29 de junho e 31 de julho, por exemplo, nas praias de sete municípios de Quintana Roo, foram coletados 119 mil metros cúbicos de sargaço, segundo autoridades locais.

O problema foi tão incômodo que obrigou um resort em Antígua a fechar as portas até 30 de setembro.

Quando o sargaço morto se acumula na praia entra em decomposição e gera um mau 
cheiro que tamém tem afastado os turistas (Foto: Marta Garcia)

Para alguns especialistas, além de afetar consideravelmente o turismo - e a economia da região - esta "invasão" atípica tem potencial de se tornar uma "catástrofe ambiental", na avaliação da diretora do Laboratório da Marinha Botânica da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), Brigitta I. van Tussenbroek.

Mas o que é sargaço?

O sargaço é uma alga flutuante que "viaja" à deriva impulsionada pelas correntes oceânicas.

Funciona como uma "ilha" viva que serve de alimento e casa para várias espécies marinhas.

Tradicionalmente, esta alga começa sua vida no Golfo do México e é empurrada pelas correntes até o Atlântico Norte, onde flutua no Mar dos Sargaços, perto das ilhas Bermudas.

Desde 2011, no entanto, cientistas detectaram a criação de um novo "mar de sargaço" entre as costas da África e do Brasil, que é de onde vêm as algas que agora estão chegando ao Caribe.

Existem registros das ilhas de sargaço há séculos, mas em 2015 foi registrada uma chegada atípica deles à costa - e ela continua.

A partir de março deste ano também foi identificado que sua presença aumentou na área.

Segundo especialistas, o aumento atípico da presença de algas pode estar 
relacionado, por exemplo, a mudanças climáticas (Foto: Marta Garcia)

O Laboratório de Botânica Marinha da UNAM calcula que a quantidade de sargaço que chegou em 2015 já foi duplicada em 2018 e prognósticos mostram que esse movimento poderá se prolongar até outubro.

Por que aumentou?

Os especialistas não sabem ao certo a que se deve o aumento do sargaço, mas eles têm várias hipóteses.

Uma delas tem a ver com o aumento da temperatura das águas, causado pelas mudanças climáticas.

Outra possibilidade é o aumento de nutrientes na água, o que favorece o crescimento das algas.

Haver mais nutrientes parece bom, mas não é.

A água cristalina do Caribe se deve, na verdade, ao fato de possuir poucos nutrientes. Mas a atividade humana está levando fertilizantes poluidores até ela e esses produtos desequilibram o ecossistema.

Esse aumento de nutrientes faz com que o sargaço se expanda mais rapidamente.

De acordo com estimativas de laboratório, o sargaço que está sob monitoramento tem a capacidade de dobrar seu peso em apenas 18 dias.

Catástrofe ambiental

Além de afastar os turistas, especialistas alertam que a chegada maciça do sargaço pode criar uma catástrofe ambiental.

O problema é que sua presença impede que a luz chegue a águas mais profundas, o que dificulta a fotossíntese de outras plantas - ou seja, o processo pelo qual produzem a energia necessária para sobreviver. Essa presença maior também reduz a quantidade de oxigênio na área.

Isso se traduz na mortalidade de pastos marinhos, corais e também da fauna.

Além disso, quando o sargaço morto se acumula na praia, produz gases que, em altas concentrações, podem afetar as pessoas.

Como lidar com o sargaço?

"Se não forem adotadas ações coordenadas para impedir que grandes quantidades de sargaço cheguem às praias do Caribe mexicano, há o risco de as águas azul-turquesa e as praias brancas deixarem de existir em poucos anos", alerta o Laboratório de Botânica Marinha da UNAM.

Várias lições sobre como lidar com o sargaço foram aprendidas após as invasões mais recentes. E, em alguns casos, existem orientações sobre como removê-lo.

Em Barbados, por exemplo, os tratores usados ​​para carregar cana-de-açúcar em caminhões têm se mostrado bons para recolher o sargaço sem retirar a areia das praias.

Em Guadalupe, uma empresa desenvolveu um barco que recolhe o sargaço com um sistema de correia transportadora.

No México, foi criado um comitê composta por entidades governamentais e o setor privado para discutir formas de coletá-lo e removê-lo de forma segura.

Uma de suas estratégias é instalar barreiras dentro do mar, semelhantes às que são usadas para deter derramamentos de petróleo.

Mas também há quem tente, por sua vez, encontrar um uso comercial para a presença maciça das algas na área.

Em Barbados, está sendo desenvolvido um projeto para transformar as algas em fertilizantes e, no México, um grupo de jovens tem transformado o sargaço em produtos ecologicamente corretos.

Fonte: G1 Natureza


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