ARTIGO - ÁGUA NA AGRICULTURA E PRODUÇÃO DE ALIMENTO

Foto: Fabio Henrique Torresan

22/02/2021

Por Lineu N. Rodrigues - pesquisador da Embrapa Cerrados (DF)

No dia 22 de março, celebra-se o Dia Mundial da Água. É uma oportunidade para se discutir a importância desse recurso para a vida e para o desenvolvimento econômico e social. É fundamental que o tema seja analisado dentro das suas várias dimensões, sendo preponderante adotar estratégias de manejo que considerem os recursos hídricos de forma integrada, e que almejem uma alocação equitativa, considerando os usos múltiplos da água e a bacia hidrográfica como unidade de referência. Água é sinônimo de dialogar, de compartilhar e de integrar. Não é geradora de conflitos, mas sim de oportunidade para produzir e de criar desenvolvimento.

Nesse contexto, não teria como não aproveitar a oportunidade e trazer para a reflexão o tema água na agricultura e produção sustentável de alimento. Segurança alimentar e hídrica estão no centro das maiores preocupações da sociedade. A água é o principal fator de produção de alimentos. Como balancear produção de alimento e demanda hídrica em um mundo onde cerca de 820 milhões de pessoas não têm acesso à quantidade de alimento suficiente para manter níveis básicos de saúde e onde dois terços da população enfrentarão algum problema de falta de água é o grande desafio a ser enfrentado.

A relação água-alimento é complexa. Esses dois elementos estão intrinsecamente e fortemente interconectados. A complexidade inerente a essa interação é um dos motivos dos debates e disputas, muitas vezes desnecessárias, entre os setores usuários. Mantidas as condições atuais, o aumento na produção de alimentos demandará mais água e poderá aumentar ainda mais as disputas pelo uso da água, reduzindo a qualidade de vida da população. É nesse sentido que a ciência tem papel fundamental. As inovações modificam a situação atual, possibilitando produzir mais sem aumentar as demandas hídricas.

Atender as demandas atuais e futuras por alimento vai requerer um rápido aumento de produtividade, que precisa ser alcançado sem danos adicionais ao ambiente. Para que isso ocorra, é fundamental que os princípios de sustentabilidade sejam parte central das políticas agrícolas. As pessoas estão, em sociedade, cada dia mais conscientes sobre as questões ambientais e têm optado, de forma crescente, por alimentos produzidos nessas bases sustentáveis.

Nesse sentido, o objetivo de produzir mais alimentos deve ser visto dentro de uma abordagem mais ampla, considerando os aspectos de sustentabilidade ambiental, ou seja, buscando produzir mais alimentos com melhor qualidade e com menores danos aos recursos naturais. Para isso é necessário intensificar a agricultura de maneira sustentável e melhorar a eficiência dos sistemas agrícolas, tornando-os mais produtivos. Qualquer estratégia que vise intensificar a agricultura, reduzindo a variação na produção e aumentando a produtividade das culturas, deve necessariamente incluir a irrigação.

A irrigação é tecnologia essencial no xadrez da produção de alimentos. Atualmente, com a variabilidade climática cada vez mais acentuada, não se pode pensar no desenvolvimento de uma política de segurança alimentar e de segurança ambiental que não estabeleça políticas de longo prazo para o desenvolvimento da agricultura irrigada.

No mundo, a agricultura irrigada é responsável por cerca de 40% de toda a produção, viabilizando produzir fisicamente, em uma mesma área, até quatro vezes mais que a agricultura de sequeiro. A grande vantagem da agricultura irrigada, entretanto, está em trazer estabilidade para a produção, o que possibilita planejar estratégias de segurança alimentar e propor políticas públicas de médio e longo prazo.

O desenvolvimento de uma agricultura sustentável passa, necessariamente, pelo uso sustentável dos recursos hídricos, que por sua vez, depende de uma gestão que incorpore os usos múltiplos da água e considere os fundamentos e diretrizes da Política Nacional de Recursos Hídricos. Não se pode pensar em agricultura e desenvolvimento sustentável sem que haja um equilíbrio entre a oferta e a demanda de água. O Brasil é um país de dimensões continentais com grandes diferenças sociais, ambientais e econômicas, o que deixa a atividade de gestão muito mais complexa. Fazer a gestão de recursos hídricos de forma igualitária em todo o País pode levar a conflitos em bacias hidrográficas que já se encontram em estado crítico em termos de disponibilidade hídrica.

A água tem diversas formas e recebe diferentes nomes. A água na agricultura é sinônimo de produção de alimento e segurança alimentar. Aparentemente, a quantidade de água doce renovável anualmente no mundo é muito maior que a quantidade de água necessária para sustentar as demandas dos três usos consuntivos de água (abastecimento doméstico da população; produção industrial; e produção agrícola sob irrigação). Dentre esses usos, a agricultura irrigada é o único que faz uso tanto da água verde (água proveniente da chuva e armazenada no solo) quanto da água azul – água existente nos rios ou aquíferos. Em países tropicais como o Brasil, a água verde representa um componente significativo para a produção e estratégias devem ser desenvolvidas para maximizar o seu uso.

O crescimento das áreas irrigadas, entretanto, não pode mais ser fundamentado apenas no aumento do uso de recursos hídricos. O crescimento desejado e possível é cada vez mais dependente dos ganhos de eficiência nos sistemas já existentes. O desafio da agricultura irrigada é a promoção do irrigar com qualidade. Isso quer dizer que deve ser buscada continuamente uma elevada eficiência e produtividade de uso das águas. A agricultura irrigada deve ser capaz de utilizar os recursos de forma eficiente, com mínimas perdas e deterioração da qualidade da água. Neste cenário, a agricultura irrigada terá a grande oportunidade de contribuir para a segurança ambiental, hídrica e alimentar, podendo ainda contribuir para reduzir os impactos na produção advindos das mudanças climáticas, garantindo alimento em quantidade, qualidade e a custos acessíveis para as pessoas.

As retiradas de água dos mananciais, necessárias para garantir a prática da agricultura irrigada, devem estar previstas nos planejamentos estratégicos, especialmente em cronogramas existentes nos planos de recursos hídricos, conforme as condições climáticas, a vocação dos cultivos regionais, as potencialidades das áreas produtivas e os mercados consumidores e, posteriormente, consolidadas por meio da definição de planos de concessão de outorga de uso de água para irrigação, possibilitando que seja feita uma gestão compartilhada em cooperação e a prevenção com redução dos conflitos.

No olhar da gestão quanto à oferta, deve-se considerar as desigualdades hídricas regionais e ter um olhar diferenciado para as bacias hidrográficas críticas, onde a disponibilidade hídrica já está comprometida, assim como onde a ocorrência de conflitos pelo uso da água já é realidade. No olhar da gestão quanto à demanda, a irrigação precisa de uma gestão com olhar ampliado. O produtor precisa ter uma visão além de sua propriedade e de sua área de produção. É preciso ter sempre uma visão macro da bacia hidrográfica. A irrigação tem que ser feita considerando a bacia hidrográfica. O rio é, na verdade, reflexo daquilo que acontece na bacia como um todo. Ou seja, é preciso olhar a bacia de forma mais integrada, considerar estratégias de conservação de água e solo, que vão refletir diretamente na quantidade e na qualidade das águas.

O Brasil, com 12% da água doce superficial disponível no planeta e 28% da disponibilidade as Américas, é estratégico para suprir o aumento de cerca de 60% da demanda por alimentos, necessários para atender a uma população mundial que em 2050 será de aproximadamente 10 bilhões de habitantes. O sucesso dependerá da capacidade da sociedade em entender estrategicamente o nexo água-alimento. Para responder à pergunta sobre o quanto de água será necessário, é preciso saber antes o quanto de alimento se deseja produzir.

Segurança hídrica e alimentar devem fazer parte de qualquer política de estado que vise ao desenvolvimento e ao bem estar de sua população. Nesse contexto, é importante aprender com os erros do passado e planejar um futuro melhor, que consiste necessariamente em tratar a água como um bem estratégico para o País. Para isso, é preciso integrar a Política Nacional de Recursos Hídricos com as demais políticas públicas. É fundamental definir as prioridades de uso da água, levando-se em consideração as necessidades básicas do País e as especificidades de cada região.

Os avanços tecnológicos na agricultura irrigada vão muito além do desenvolvimento de novos equipamentos de irrigação. Os processos de tomada de decisão estão cada vez mais complexos, com necessidade de decisões mais rápidas, além de depender de análises de quantidade de dados cada vez maiores. Notam-se, nesse campo, avanços significativos relacionados às tecnologias da informação, da comunicação, de big-data e de modelos de inteligência computacional e simulação. As possibilidades tecnológicas são ilimitadas, sendo muito arriscado fazer qualquer previsão sobre o futuro.

Todo esse avanço, entretanto, não será suficiente para o desenvolvimento sustentável se, na gestão da água no meio agrícola, não forem observadas as especificidades da agricultura, que depende da chuva. É preciso criar mais valor e bem-estar com os recursos hídricos disponíveis. Isso não significa, é claro, incentivar a cultura do desperdício de água. Com uma gestão de recursos hídricos competente e aberta para incorporar os novos conceitos e tendências, é possível trazer segurança hídrica e atender a todos os usos e usuários sem comprometer a disponibilidade hídrica.

Mais informações: Embrapa Cerrados

ENTENDA A IMPORTÂNCIA DE UMA ESPÉCIE-BANDEIRA

Imagem de Squirrel_photos no Pixabay

15/12/2020

Espécies-bandeira podem agregar valor econômico-ambiental quando usadas como símbolos na localidade turística

Espécie-bandeira” (flagship species, em inglês) é um termo utilizado para se referir às espécies escolhidas para representar causas ambientais. No geral, elas podem servir para conscientizar pessoas de sua própria conservação ou de seu ecossistema inteiro. Após serem selecionadas, as espécies-bandeira tornam-se símbolos de uma determinada campanha de defesa do meio ambiente.

As espécies costumam ser escolhidas pela sua atratividade, vulnerabilidade e carisma junto ao público, de forma a conseguir reconhecimento e apoio financeiro de grande parte da população, engajando-a na conservação do meio ambiente.

Como uma espécie-bandeira é escolhida?

Não existe uma regra ou metodologia específica para a escolha de espécies-bandeira. No entanto, pesquisas sugerem que a população leva em conta três fatores principais para a definição de sua preferência por determinadas espécies: a aparência e os conhecimentos prévios associados à sua existência e vulnerabilidade ou importância ecológica.

De acordo com estudo realizado na Suíça, as borboletas são as espécies mais carismáticas que existem. Enquanto aves e grandes mamíferos ocupam as posições seguintes, respectivamente.

Biologia da Conservação

Biologia da Conservação é uma área interdisciplinar que possui a função de “proteger espécies, seus habitats e ecossistemas das excessivas taxas de extinção e de erosão das interações entre os seres vivos”. Sendo assim, ela surgiu como resposta à crise atual da biodiversidade para entender os efeitos das atividades humanas sobre as espécies, comunidades e ecossistemas e, assim, desenvolver abordagens práticas que previnam a extinção de espécies.

No entanto, é inviável desenvolver projetos de conservação para todas as espécies existentes. Por isso, existem diversas estratégias utilizadas que permitem chamar a atenção para conservar as espécies de uma determinada área, como a seleção de espécies-bandeira.

Exemplos de espécies-bandeira

Um dos exemplos mais conhecidos de espécie-bandeira é o urso panda, símbolo mundial de conservação de diversas espécies e ecossistemas. Já no Brasil, existem vários exemplos emblemáticos de espécies-bandeira, como:

Arara-azul, símbolo da conservação do Cerrado e Pantanal;

Mico-leão-dourado, símbolo da conservação da Mata Atlântica;

Onça-pintada, símbolo da conservação da Mata Atlântica, Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal.

Além delas, várias espécies de tartarugas marinhas também são consideradas espécies-bandeira tanto no Brasil como em outras partes do mundo, ajudando a disseminar a mensagem conservacionista para a população.

Vale ressaltar que as espécies-bandeira também funcionam como espécies guarda-chuva (umbrella species, em inglês). Embora estejam relacionados, os conceitos de espécies-bandeira e guarda-chuva são distintos e não devem ser confundidos. Em resumo, as espécies-bandeira servem para atrair a atenção da população, enquanto as espécies guarda-chuva pretendem proteger espécies e ecossistemas inteiros, já que requerem áreas bastante extensas.

Por fim, o conceito de espécie-bandeira apresenta limitações com relação ao desvio de prioridades. Ao priorizar a conservação de espécies-bandeira, espécies que correm maior risco, mas que não são tão populares, podem não ser contempladas em projetos e programas de conservação da biodiversidade.


NEUTRALIZAÇÃO DE CARBONO: BRASKEM INTENSIFICA INVESTIMENTOS EM AÇÕES SUSTENTÁVEIS

(Imagem: Shutterstock)

01-12-2020

Empresa traça uma série de metas para ajudar o meio ambiente nas próximas décadas

Há algumas décadas o debate sobre a preservação ambiental vem se intensificando em todos os países. Em meio a pactos e tratados de redução de resíduos poluentes, empresas vem empreendendo esforços cada vez maiores para assegurar uma produção sustentável e com impacto cada vez menor sobre o planeta.  Com isso em mente a Braskem tem buscado ampliar suas iniciativas para se tornar uma empresa carbono neutro até 2050 e engajar a indústria brasileira na direção de uma economia circular para carbono neutro nas próximas décadas.

Para alcançar este objetivo a empresa está pautada nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, que visam o controle dos impactos das mudanças climáticas e o compromisso público da companhia de construir um mundo mais sustentável.

No entendimento da Braskem, o uso de recursos renováveis é o caminho mais curto para transformar a indústria, e processos produtivos sustentáveis serão fatores determinantes para sobrevivência no mercado em um futuro bem próximo. 

Quase metade do seu consumo total de energia da empresa já é proveniente de fonte renovável, e com os novos investimentos em energia solar e eólica a meta é reduzir 15% das emissões de gases do efeito estufa até 2030, além de evitar a emissão de 500 mil toneladas de dióxido de carbono até 2040.

Outra importante ação é a continuidade dos esforços para ampliar o portfólio de produtos químicos e polímeros de origem renovável, a exemplo do polietileno “I’m greenTM bio-based” produzido pela Braskem na região Sul do país, a partir da cana-de-açúcar. O material já está presente em produtos de mais de 200 marcas no mundo e tem capacidade de capturar até 3,09 toneladas de CO2 por tonelada produzida.

Os sete macro-objetivos da Braskem. (Imagem: Divulgação)

O plástico sustentável

Uma frente de investimento não menos importante para a Braskem é o estímulo à economia circular na indústria do plástico e conscientização da população à cerca do uso responsável do plástico. 

Através da valorização do plástico reciclado a Braskem conseguirá dar um destino adequado a cerca de 1,5 milhão de toneladas de resíduos do material até 2030. O plástico será reutilizado como matéria-prima para o desenvolvimento de novas soluções, mais sustentáveis, para produção de calçados, móveis, utensílios domésticos e embalagens, entre outros.

Uma das principais parceiras da Braskem neste trabalho é a Tecipar, empresa brasileira especializada em engenharia ambiental, que garantirá que mais de duas mil toneladas de resíduos plásticos domiciliares sejam despejadas anualmente no aterro sanitário de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

Com todas essas ações, a estimativa é que a capacidade da Braskem em fabricar produtos químicos e resinas termoplásticas PCR (a partir de material reciclado) chegue a 300 mil ton/ano em 2025 e 1 milhão em 2030.

Metas da Braskem 

43% do consumo total de energia da Braskem é de fonte renovável (solar e eólica)

Volume de CO2 capturado com plástico de origem renovável

Metas para reduzir resíduos plásticos 

Gestão de 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos até 2030.

Conheça os macro objetivos no site

Fonte: Jornal Correio

IPTU VERDE VALORIZA IMÓVEIS QUE ADOTAM PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS EM SALVADOR

Foto: Jefferson Peixoto

25-11-2020

Sete empreendimentos imobiliários em Salvador já foram contemplados com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) Verde, programa criado pela Prefeitura em 2015, com intuito de contribuir para a preservação ambiental e incentivo à sustentabilidade em construções, oferecendo descontos de 10% no pagamento do tributo. De acordo com a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), a iniciativa beneficiou um imóvel institucional, três residências e três comerciais na capital.  

O benefício é concedido conforme a soma da pontuação estabelecida no programa, baseada em 70 práticas que podem ser adotadas, como exemplos: uso de economizadores de água; fontes alternativas de energia; sistema de reutilização das águas cinzas (ou seja, originada a partir de processos domésticos como lavagem de roupa e banho etc.); implantação de iluminação natural  e ventilação em áreas comuns; adoção de esquadrias externas com tratamento acústico, entre outras medidas. 

A tabela completa pode ser acessada no site iptuverde.salvador.ba.gov.br. Ao atingir o mínimo de 50 pontos, a edificação entra para a categoria bronze, tendo desconto de 5%. A partir de 70 pontos, a redução é de 7% no imposto predial. Para atingir a categoria ouro, que dá 10% de abatimento, é necessário pelo menos 100 pontos.   

Além dessas categorias, propriedades imobiliárias constituídas de mais de uma edificação num mesmo lote podem obter a certificação de “Empreendimento Sustentável” sem os descontos na cobrança de IPTU. Uma empresa têxtil, localizada no bairro do Uruguai, obteve o reconhecimento após implantar ações como reaproveitamento da água de condensação dos equipamentos de ar condicionado, placas solares fotovoltaicas e um bicicletário. Para a certificação, é necessário garantir pontuação mínima 50 pontos.   

Nos últimos cinco anos, a Secis também concedeu Outorga Verde a 17 edificações. Esta é outra medida para estimular que empresários, técnicos, engenheiros e arquitetos adotem tecnologias sustentáveis (ainda durante a fase de licenciamento dos empreendimentos) capazes de reduzir o consumo de recursos naturais e de impactos ao meio ambiente. A iniciativa dá desconto de 25% a 40% do custo da outorga onerosa.   

Valorização 

Um dos diretores do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Vicente Mattos acredita que o IPTU e Outorga Verde são instrumentos eficazes para que o mercado imobiliário se sinta mais atraído para introduzir soluções que estimulem preservação ao meio ambiente.  

“Essas iniciativas são inteligentes, proveitosas e de fundamental importância o futuro. Além dos empreendedores do ramo imobiliário poderem ofertar produtos diferenciados, hoje muitos consumidores levam em conta se o imóvel obedece a questões de  sustentabilidade, que lhes proporcionem vantagens financeiras ao mesmo tempo em que seja possível colaborar com a natureza”, destaca.  

Como aderir - Ao dar entrada no pedido de alvará de construção, ampliação, reforma, modificação ou substituição de projeto aprovado na Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), o requerente que deseja ingressar no IPTU Verde deve anexar um formulário que pode ser baixado no site iptuverde.salvador.ba.gov.br, elencando as iniciativas sustentáveis adotadas e sua respectiva pontuação.   

Posteriormente, a Secis, junto com a Sedur e Coelba, faz vistorias e análises, antes de emitir o certificado que dará direito ao desconto no IPTU. O benefício tem validade de três anos, podendo ser renovado por igual período, mediante reavaliação. 

Fonte: Secom - Prefeitura de Salvador

ENERGIA SOLAR VAI ABASTECER ESCOLAS PÚBLICAS EM CIDADES DO PARANÁ


06/08/2020

Projeto-piloto do Governo do Estado vai instalar até o final deste ano sistemas de geração de energia com células fotovoltaicas em 224 instituições

Um projeto-piloto do Governo do Estado vai instalar até o final deste ano sistemas de geração de energia fotovoltaica em 224 escolas em sete municípios: Balsa Nova, Cascavel, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Maringá, Paranavaí e São José dos Pinhais. Com investimento total de R$ 46.515.944,27 o objetivo é promover a eficiência energética e reduzir custos.

De acordo com o superintendente-executivo do Paranacidade, Álvaro Cabrini, esse investimento retornará para os cofres municipais em menos de três anos, em decorrência da economia a ser gerada por equipamentos mais eficientes e pela geração da energia a ser consumida.

Uma parcela dos recursos é do Programa de Eficiência Energética (PEE), da Companhia Paranaense de Energia (Copel), a fundo perdido. O restante é complementado pelas prefeituras com recursos próprios ou obtidos pelo Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM), liberados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas (SEDU), com operação do Serviço Social Autônomo Paranacidade.

A aprovação dos sete municípios ocorreu pelo Programa de Eficiência Energética da Copel, edital de 2019, com a liberação de 55% a 62% dos valores a serem investidos em cada município. Em Balsa Nova, também estão previstas a troca de luminárias das ruas por sistemas em LED e a implantação no prédio da Prefeitura de Projeto de Eficiência Energética com a substituição da energia hidrelétrica pela de geração fotovoltaica.

Como parte do programa de eficiência energética, também serão avaliados e substituídos equipamentos e instalações elétricas por produtos mais econômicos, como a troca de lâmpadas por unidades a LED, que oferecem a mesma iluminação com consumo menor e sem a geração de calor.

O secretário da SEDU, João Carlos Ortega, explica que o objetivo é levar esses benefícios a 180 municípios do Estado, no período de um ano. “Os municípios do Paraná já podem solicitar informações e manifestar a intenção de aderir à proposta de inovação, que promove economia e atende às normas de proteção ambiental”, disse.

As prefeituras podem usar recursos próprios para viabilizar as ações, ou de financiamento (SFM) ou aguardar a publicação do Edital de 2020, do Programa de Eficiência Energética da Copel, que definirá os projetos que receberão recursos a fundo perdido. No caso de a própria prefeitura realizar, de forma independente, a etapa que leva à maior eficiência energética, os projetos devem seguir as referências utilizadas pelo Paranacidade.

Fonte: Portal Solar

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