LANÇADA PRIMEIRA CULTIVAR DE ARROZ VERMELHO DESENVOLVIDA NO BRASIL

Foto: Eugenia Ribeiro

02/12/2018

A Embrapa acaba de disponibilizar ao mercado a cultivar de arroz vermelho BRS 901, a primeira obtida a partir de cruzamento artificial no País. A nova variedade é indicada para cultivo nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Trata-se de uma opção para atender a nichos de mercado, podendo compor pratos típicos da Região Nordeste e receitas da alta gastronomia.

A produção de arroz vermelho no Brasil concentra-se nos estados da Paraíba, maior produtor, e Rio Grande do Norte, mas ele é encontrado como cultura de subsistência no Ceará, Pernambuco, Minas Gerais e Espírito Santo, onde ainda é cultivado utilizando-se técnicas tradicionais. A produção desse arroz no País, em anos de safras normais (sem escassez de chuvas), é de cerca de dez mil toneladas, um terço do que era produzido há 50 anos. O arroz vermelho tem também despertado o interesse de produtores do Sul e Sudeste, que utilizam alto padrão tecnológico em suas lavouras, e também de uma parcela de consumidores dos centros urbanos que buscam novas opções gastronômicas. 

Para ler a matéria na íntegra, acesse aqui.  

PESQUISADOR DA EMBRAPA APRESENTA EXPERIÊNCIAS BRASILEIRAS DE BIOENERGIA EM EVENTO INTERNACIONAL



22/11/2018

As experiências brasileiras no setor de bioenergia serão apresentadas, hoje, na "Semana de Agricultura e Alimentação: os desafios futuros para América Latina e Caribe", que acontece até sexta-feira (23/11), em Buenos Aires/Argentina.

A palestra, ministrada pelo Chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, está inserida na programação do painel "Cultivos energéticos".

Alonso ressalta que o evento é um grande fórum regional para troca de experiências, diálogo, aprendizagem e construção de acordos entre os diversos atores, para avançar em direção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no mundo rural e setor Agroalimentar. 

Além disso, é uma oportunidade de encontro para os atores da cadeia de valor bioenergética nacional e internacional possam trocar conhecimento e compartilhar experiências, um espaço de reflexão e discussão sobre o rol da bioenergia.

Estão presentes profissionais do setor público e privado, produtores, empresários, profissionais, acadêmicos e pesquisadores de âmbito nacional e internacional que irão expor diversas temáticas relacionadas à produção, comércio, tecnologia e investigação em matéria bioenergética. 

O evento é uma realização da Secretaria de Alimentos e Bioeconomia e Secretaria de Governo de Agroindústria da Argentina. Saiba mais sobre a programa da Semana no link http://www.fao.org/americas/eventos/ver/es/c/1146950/

DESCOBERTO NO BRASIL DINOSSAURO DE PESCOÇO LONGO MAIS ANTIGO DO MUNDO

Ilustração mostra como seria o "Macrocollum itaquii"

22/11/2018

Escavado no Rio Grande do Sul, "Macrocollum itaquii" tinha 3,5 metros de comprimento e teria vivido há cerca de 225 milhões de anos. Trata-se dos primeiros esqueletos completos de dinossauros descobertos no país.

Pesquisadores brasileiros apresentaram uma nova espécie de dinossauro descoberta no Brasil em estudo publicado na revista científica britânica Biology Letters nesta quarta-feira (21/11). O animal, que recebeu o nome de Macrocollum itaquii, seria o dinossauro de pescoço longo mais antigo do mundo.

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade de São Paulo (USP) escavaram três esqueletos fossilizados em rochas triássicas do município de Agudo, no Rio Grande do Sul. Trata-se também da primeira descoberta de esqueletos completos de dinossauros no Brasil, segundo nota divulgada pela UFSM.

Com cerca de 3,5 metros de comprimento, o Macrocollum itaquii possui um pescoço bastante longo – uma das principais características do grupo de dinossauros gigantes pescoçudos, os saurópodes, como o braquiossauro e o apatossauro.

As rochas de onde os esqueletos foram escavados têm cerca de 225 milhões de anos, o que faz com que o Macrocollum itaquii seja considerado o dinossauro mais antigo de pescoço longo já descoberto.

Cientificamente, a descoberta preenche uma lacuna no registo fóssil de dinossauros, pois há diversos esqueletos de períodos mais antigos e mais recentes, mas aqueles com aproximadamente 225 milhões de anos são bastante raros. Trata-se de um período importante para a história evolutiva dos dinossauros, pois antecede ao período em que eles se tornaram dominantes em quase todo o planeta.

Arqueólogos descobriram e iniciaram a escavação dos esqueletos do 
dinossauro "Macrocollum itaquii" em 2013

A dentição do Macrocollum itaquii indica que ele se alimentava de plantas. Acredita-se que o pescoço longo lhe tenha permitido chegar a vegetações mais altas que as alcançadas por outros animais e que isso tenha sido o que garantiu o sucesso do grupo dos sauropodomorfos – do qual o Macrocollum itaquii faz parte – durante a Era Mesozoica. 

Com base em fósseis de outros animais desse grupo no Rio Grande do Sul, mas de diferentes idades, os pesquisadores concluíram que durante um intervalo de 8 milhões de anos, a dieta herbívora foi aprimorada, os sauropodomorfos cresceram significativamente e o pescoço se tornou proporcionalmente duas vezes mais longo.

O nome "Macrocollum" significa pescoço longo, e "itaquii" é uma homenagem a José Jerundino Machado Itaqui, que foi um dos principais responsáveis pela criação do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa/UFSM), onde os fósseis do dinossauro estão depositados.

Fóssil do "Macrocollum itaquii", 
descoberto no Rio Grande do Sul
Os esqueletos foram coletados no início de 2013 e passaram por um cuidadoso processo de extração da rocha em que seus restos foram preservados. Os fósseis serão mantidos no Cappa, em São João do Polêsine, onde poderão ser visitados.

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube 

Fonte: DW

HAITI SOB TENSÃO APÓS PROTESTOS LETAIS E UMA PRESIDÊNCIA AUSENTE

Viatura policial é vista em Porto Príncipe, em 21 de novembro de 2018
AFP / Hector Retamal

22/11/2018

Uma tensão incomum reina no Haiti, onde a presidência se mostra ausente depois das grandes manifestações de domingo, manchadas pela violência e comandadas por uma juventude que denuncia a corrupção do poder e exige a renúncia imediata do chefe de Estado.

Três pessoas morreram baleadas no domingo durante esses protestos contra a corrupção e o poder, segundo a Polícia Nacional do Haiti (PNH), enquanto a oposição denuncia uma cifra de 11 mortos em todo o país.

Desde então, escolas, estabelecimentos comerciais e empresas privadas permaneceram fechados nas principais cidades, após uma convocação de greve geral lançada pela oposição.

A capital Porto Príncipe seguia quase deserta nesta quarta-feira (21) de manhã, embora alguns cidadãos se arriscassem a sair.

Embora a polícia tenha patrulhas ao longo dos principais eixos viários da cidade, além de blitz nos cruzamentos mais importantes, a situação permanece tensa, pois várias estradas foram bloqueadas por barricadas em chamas.

"A polícia opera com o mesmo dispositivo anunciado antes da manifestação de domingo, por meio do qual planejamos administrar o antes, durante e depois do protesto. Sempre estamos no depois", afirmou à AFP Gary Desrosiers, porta-voz da PNH.

"Seguimos no terreno para garantir a proteção de todos", acrescentou, sem dar mais detalhes.

Pneus incendiados por manifestantes bloqueiam as ruas de Porto Príncipe 
em 21 de novembro de 2018 - AFP / Hector Retamal

Um discurso do presidente Jovenel Moses estava previsto para ser transmitido na televisão estatal na terça-feira, mas várias horas após o anúncio do Ministério da Comunicação apenas foi divulgada uma mensagem de desculpa nas telas para anunciar o adiamento do pronunciamento.

"Tivemos falhas técnicas", afirmou nesta quarta de manhã Emmanuel Jean-François, assessor do presidente, por telefone. "Consertaremos tudo para que seja divulgada esta manhã" (de quarta-feira), acrescentou, sem especificar o cronograma e se negando a divulgar o conteúdo da mensagem.

Desde a manifestação que exigia a sua renúncia, Jovenel Moses não falou sobre a situação do país.

Na segunda-feira, a presidência apenas enviou um breve comunicado à imprensa mencionando uma reunião entre os responsáveis dos três poderes.

Junto com uma foto do presidente Moses, do primeiro-ministro Jean-Henry Céant, rodeado pelos presidentes de ambas as Câmaras do Parlamento e do presidente do Tribunal de Cassação, o texto dá uma lista de objetivos divididos em três pontos: que "o Poder Executivo continue o diálogo com todos os setores da vida nacional, resolva os problemas relacionados à insegurança e intensifique os programas de apaziguamento social".

Fonte: AFP

CIENTISTAS DESCOBREM NOVA POPULAÇÃO DE URSOS POLARES

Nova população de ursos polares é descoberta no Mar de Chukchi (Foto: Pixabay)

20/11/2018

O Mar de Chucki é rico em nutrientes e, consequentemente, gera boa produtividade biológica

Não é de hoje que as mudanças climáticas preocupam os cientistas. Mas, em meio à tanta tragédia, ainda há uma esperança: biólogos do Centro de Ciências Polares da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriram uma nova população de ursos polares (Ursos Maritimus) ainda não estudada, no Mar de Chukchi, entre o Alasca e a Rússia. Os resultados foram publicados na revista científica Scientific Reports.

O mar de Chukchi é, de acordo com estudos anteriores, abundante em vida selvagem, incluindo focas, que são boas refeições para os ursos. "A maior parte do mar de Chukchi é rasa, com águas ricas em nutrientes vindas do Pacífico", disse disse o biólogo e um dos responsáveis pelo estudo, Eric Rogehr. "Isso se traduz em alta produtividade biológica.”

A descoberta é resultado de uma década de pesquisas. “Ele nos dá uma primeira estimativa da abundância e da situação da subpopulação do Mar Chukchi”, afirma Rogehr. Mas, apesar de ser uma excelente notícia, os pesquisadores ressaltam que os animais não estão isentos das ameaças. “A perda de gelo marinho, resultante das mudanças climáticas, continuam sendo a principal ameaça à espécie.”

Entre 2008 e 2016, os ursos de Chukchi mantiveram uma população bastante saudável. No entanto, se compararmos o período com 25 anos atrás, eles estão passando cerca de um mês a menos em gelo do mar. O habitat é onde os ursos polares costumam caçar, se reproduzir e até mesmo migrar.

Existem 19 subpopulações de ursos polares no mundo inteiro. Eles estão oficialmente listados como vulneráveis na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. Estima-se que 26 mil ursos polares estejam nessas condições, sendo que algumas subpopulações estão diminuindo mais rápido do que outras. Uma dessas subpopulações afetadas pelas mudanças climáticas são os Beaufort, que perambulam entre os Estados Unidos e o Canadá, e estão ficando sem gelo em seu habitat natural.

O fato de os ursos passarem menos tempo no gelo é motivo de preocupação. Pesquisas recentes da NASA descobriram que mais da metade do gelo permanente do Ártico foi perdido desde 1958.

Os pesquisadores conseguem identificar 60 ursos polares anualmente, alguns inclusive com dispositivos de GPS. De acordo com o estudo, a subpopulação contava com pouco menos de 3 mil animais que tinham boas taxas de sobrevivência reprodutiva.


DIA MUNDIAL ALERTA PARA CRISE SANITÁRIA NO MUNDO

Banheiro público em  Ciudad Pachacutec, no Peru. Banco Mundial/Monica Tijero

19/11/2018

Cerca de 60% da população mundial não têm banheiro, ou casa de banho, segura; ONU destaca soluções sustentáveis para marcar este  19 de novembro, Dia Mundial do Toalete.

As toaletes, ou sanitas, salvam vidas, porque o desperdício humano espalha doenças fatais. O Dia Mundial do Toalete, marcado esta segunda-feira, pretende chamar a atenção para a crise global de saneamento.

Segundo a ONU, cerca de 60% da população mundial, ou 4,5 bilhões de pessoas, não têm um banheiro seguro e 892 milhões ainda defecam a céu aberto.

Crise

892 milhões de pessoas ainda defecam a céu aberto, by Foto ONU/ Logan Abassi
As Nações Unidas dizem que o impacto da exposição a fezes humanas nesta escala tem um impacto arrasador sobre a saúde pública, as condições de vida e de trabalho, a nutrição, a educação e a produtividade econômica.

Em nota, a organização  afirma que o mundo não está no caminho certo para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6, que determina a disponibilidade e uso sustentável de saneamento e água para todos até 2030.

Este Objetivo quer assegurar que todos tenham um banheiro seguro e que ninguém pratique a defecação a céu aberto até 2030. A ONU diz que falhar com essa meta pode ameaçar toda a Agenda 2030.

Campanha

O tema deste ano é “Quando a Natureza Chama”. A campanha explica que estamos “transformando nosso ambiente em um esgoto a céu aberto” e que é preciso “construir banheiros e sistemas de saneamento que trabalhem em harmonia com os ecossistemas.”

As Nações Unidas destacam soluções baseadas na natureza. Existem sistemas que aproveitam os ecossistemas para ajudar a tratar o desperdício antes que ele regresse ao meio ambiente. Estas alternativas ajudam a proteger a vegetação, os solos e as zonas úmidas, incluindo rios e lagos.

Alguns exemplos são latrinas de compostagem, que capturam e tratam os resíduos produzindo fertilizantes que podem ser ajudados na agricultura, ou zonas úmidas e canaviais feitos pelo homem que filtram as águas residuais antes de serem libertadas nos cursos de água.

Seis factos sobre a crise mundial de saneamento

Um terço das escolas em todo o mundo, como esta em Timor-Leste, 
não tem instalações sanitárias, by Unicef/Antti Helin
1. Cerca de 60% da população mundial, ou 4,5 bilhões de pessoas, não têm banheiro em casa ou o sistema não gere o desperdício com segurança;

2. 862 milhões de pessoas em todo o mundo ainda defecam a céu aberto;  

3. Perto de 1,8 bilhão de pessoas usam uma fonte sem proteção contra a contaminação das fezes;

4. Um terço das escolas em todo o mundo não tem instalações sanitárias, um problema particular para as meninas durante a menstruação;

5. 900 milhões de crianças em todo o mundo não têm instalações para lavar as mãos, essenciais para evitar a disseminação de doenças mortais;

6. Em todo o mundo, 80% das águas residuais geradas pelo homem são devolvidas ao meio ambiente sem serem tratadas ou reutilizadas.

Fonte: ONU News

COCA-COLA, L’OREAL E OUTRAS 250 EMPRESAS SE UNEM PARA REDUZIR USO DE PLÁSTICO

Segundo estudo, até 2050 poderá haver mais plastico do que peixes nos mares e oceanos

19/11/18

Mobilização da Fundação Ellen MacArthur prevê substituição de materiais até 2025

Gigantes mundiais dos mais variados segmentos estão se unindo para banir o uso de plástico dos seus produtos até 2025. Nomes como Coca-Cola, H&M, L’Oreal e Unilever estão entre as 250 organizações que se comprometeram em usar materiais reutilizados, reciclados ou compostados em suas embalagens.

A mobilização foi deflagrada pela Fundação Ellen MacArthur, com sede no Reino Unido, como forma de reverter a massiva poluição marítima por embalagens e resíduos plásticos. De acordo com a entidade, até 2050, poderá haver mais plásticos do que peixes nos mares e oceanos, publicou a BBC.

Dame Ellen MacArthur, fundadora da Fundação MacArthur, disse que o compromisso oferece uma “visão clara do que precisamos para criar uma economia circular para o plástico.”

Estima-se que 8,3 bilhões de toneladas de plástico tenham sido produzidas desde o início dos anos 1950. Segundo os estudos, 60% desses materiais acabaram em aterros sanitários ou na natureza.

Desde 2010 a instituição milita junto às empresas e governos para reduzir a produção e consumo de plástico. Entre as diretrizes propostas está a substituição por embalagens que possam ser utilizadas mais de uma vez, garantir que o plástico utilizado seja de fácil reciclagem ou compostagem e aumentar a porcentagem de material reciclado nas novas embalagens.

Fonte: IstoÉ

16 DE NOVEMBRO É O DIA NACIONAL DA AMAZÔNIA AZUL



16/11/2018

A Lei nº 13.187, de 11 de novembro de 2015, instituiu o Dia Nacional da Amazônia Azul, comemorado anualmente em 16 de novembro em todo o território nacional.

A data comemorativa visa conscientizar a população sobre a importância da região denominada pela Marinha do Brasil como “Amazônia Azul”, área oceânica ligada ao território brasileiro com aproximadamente 3,6 milhões de km², equivalente à superfície da floresta amazônica. O Brasil ainda pleiteia junto à Organização das Nações Unidas (ONU) estender sua plataforma continental em 900 mil km², o que pode fazer a Amazônia Azul chegar a 4,5 milhões km².

A relevância de defender esse território motiva a construção do primeiro submarino nuclear nacional, projeto da Marinha do qual a Amazul participa. Foi a Amazônia Azul que inspirou, inclusive, o nome da empresa: Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A..

Na região denominada Amazônia Azul circulam 95% do comércio exterior brasileiro, além de serem extraídos 91% do petróleo e 73% do gás natural produzido no país. Rica em biodiversidade e reservas minerais, essa área tem importância estratégica para o Brasil.

A criação do Dia Nacional da Amazônia Azul foi proposta pelo Projeto de Lei do Senado 30/2014. O dia 16 de novembro foi escolhido por meio de emenda da Câmara dos Deputados por ser a data em que entrou em vigor em 1994 a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, depois de ter sido ratificada por 60 países. Também conhecida como Lei do Mar, a Convenção estabeleceu limites para os espaços marítimos.

Além de reforçar a importância social e econômica dessa área para o desenvolvimento do País, o estabelecimento da data comemorativa busca promover o conhecimento sobre o mar brasileiro e contar sua história.

Fonte: AMAZUL

PARCERIA COM COOPERATIVA TESTARÁ EFICIÊNCIA DE BIOMANTA DE COCO



14/11/2018

A Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) celebrou nesta quarta (14) com a Cooperativa da Produção Sustentável Familiar de Sergipe (Coopersus) um acordo de parceria para cooperação técnica com foco no teste de eficiência da biomanta feita com a fibra da casca de coco em cultivos de hortaliças e frutas.

O chefe-geral da Unidade da Embrapa, Marcelo Fernandes, recebeu o presidente da Coopersus, José da Paixão Santos, na sede em Aracaju para assinatura do termo, que terá vigência de cinco anos, podendo ser prorrogado por consenso das partes por meio de termo aditivo.

De acordo com o termo, a Embrapa e a Coopersus atuarão em regime de cooperação para determinar a eficiência da biomanta produzida a partir da casca de coco em cultivos de tomate, alface e morango no município de Itabaiana, no Agreste Central Sergipano, onde é sediada a cooperativa, além da vizinha Areia Branca. 

O objetivo é medir e validar a eficácia da manta no controle de plantas daninhas, aumento da eficiência no uso de água para irrigação, redução da incidência de pragas e doenças e na elevação da produtividade comercial das culturas. 

O termo prevê também estudos e testes para identificar o efeito do líquido extraído da casca do coco verde (LCCV) na proteção e sanidade das três culturas.

A coordenação técnica dos trabalhos de pesquisa ficará a cargo da pesquisadora Maria Urbana Nunes, especialista em aproveitamento de resíduos de coco com foco na sustentabilidade da agricultura. Ela lidera um projeto de pesquisa que busca soluções tecnológicas para o aproveitamento de resíduos da cultura do coqueiro, que tem o Grupo Aurantiaca, com áreas cultivadas de coco verde e agroindústria para exportação de produtos em Conde, no litoral norte da Bahia.

A Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza, CE) também realiza estudos para aplicações eficazes de resíduos de coco na agroindústria.

A biomanta vem sendo usada na contenção de encostas ou de áreas degradadas e em decoração de interiores, e pesquisas realizadas pela Embrapa apontam grande potencial desse material no aumento da eficiência de diversas culturas agrícolas, entre elas o próprio coco. 

O desenvolvimento de alternativas de aproveitamento da casca de coco possibilita a redução da disposição inadequada de resíduos sólidos e proporciona uma nova opção de rendimento junto aos locais de produção. 

Estima-se que o Brasil possui uma área plantada de mais de 100 mil hectares de coqueiro-anão, destinados à produção do fruto verde para o consumo da água-de-coco. As cascas geradas por este agronegócio representam 80% a 85% do peso bruto do fruto e cerca de 70% de todo lixo gerado nas praias brasileiras representa cascas de coco verde. 

Este material tem sido correntemente designado aos aterros e vazadouros sendo, como toda matéria orgânica, potenciais emissores de gases estufa (metano), e, ainda, contribuindo para que a vida útil desses depósitos seja diminuída, proliferando focos de vetores transmissores de doenças, mau cheiro, possíveis contaminação do solo e corpos d'água, além da inevitável destruição da paisagem urbana.

Fonte: Embrapa


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