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Dia Internacional da Terra marca assinatura de "pacto histórico"

Dia Internacional da Terra. Foto: Pnuma

22/04/2016

Para secretário-geral da ONU, o fato de mais de 170 países assinarem o Acordo de Paris em um único dia é um sinal claro de determinação; em 2016, celebração foca na importância das árvores para o planeta.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Como em todos os anos, 22 de abril é o Dia Internacional da Terra. Mas nesta sexta-feira, a celebração ainda é mais especial: líderes de mais de 170 países estarão reunidos na sede da ONU, em Nova York, para assinar o Acordo de Paris.

Para o secretário-geral Ban Ki-moon, o "pacto histórico" de combate à mudança climática tem o poder de transformar o mundo. Ban acredita que tantos líderes assinando o acordo em apenas um dia é um "sinal claro da solidariedade e da determinação".

Brasil 

Estão confirmadas as presenças da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, do presidente da França, François Hollande, do secretário de Estado americano, John Kerry, entre outros líderes.

Antes da assinatura do acordo, a Rádio ONU conversou, em Nova York, com a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira.

"O Acordo de Paris tem uma história e uma urgência de fazer acontecer. E assinar imediatamente é algo que está sendo construído entre sucessos de interlocução política que nos possibilitará de fato ter uma ambição maior e novos caminhos de implementação de economia de baixo carbono, de redução de emissões, enfim. No Brasil, eu tenho a firme convicção de que a sociedade brasileira pressiona para que a gente faça de maneira acelerada essa transição para o desenvolvimento de baixo carbono, com um olhar mais inclusivo e do ponto de vista da sustentabilidade ambiental."

Efeito Estufa 

O secretário-geral da ONU vai inaugurar a sessão de assinaturas por volta das 8h30 da manhã, hora local em Nova York. O chefe da ONU lembra a importância de garantir, nas próximas décadas, a redução das emissões dos gases que causam o efeito estufa e melhorar a capacidade de adaptação aos efeitos do clima.

Ban Ki-moon lembra que a liderança vinda do topo é crucial, mas cada habitante do planeta também pode fazer sua parte. Entre as sugestões dele estão: dar prioridade para a eficiência energética, acabar com o desperdício de alimentos, reduzir as pegadas de carbono e aumentar os investimentos em sustentabilidade.

Árvores 

Na avaliação de Ban, pequenas ações, multiplicadas por bilhões de pessoas, vão gerar uma "mudança dramática" no planeta.

Neste ano, o tema do Dia da Terra foca na importância das árvores para o planeta, que são essenciais para a absorção de gás carbônico, armazenamento de água e para filtrar poluentes. Existe uma meta global de plantar 7,8 bilhões de árvores nos próximos cinco anos.

O dia do planeta Terra

22/04/2015

Por *Maria Amélia Martins

O planeta Terra mostra resiliência, como se se tratasse dum superorganismo, apesar de todos os riscos que o Homem lhe faz correr.

O dia internacional do planeta Terra continua a passar despercebido. Primeiro, porque em cada dia há um tópico a celebrar. Segundo, porque com tantos problemas geopolíticos e socioeconómicos poucos pensam no planeta. A informação sobre as possíveis ameaças em resultado do desenvolvimento insustentável parece não assustar a humanidade. Afinal, a Terra continua a dar-nos água, alimento (mais para uns do que para outros), recursos vários.

O ponto de não retorno ainda não foi atingido e a “teoria de Gaia”, proposta por James Lovelock, parece continuar a resultar: o planeta Terra mostra resiliência, como se se tratasse dum superorganismo, apesar de todos os riscos que o Homem lhe faz correr. Lembra a história de Pedro e o Lobo. Os lenhadores não acreditavam nas partidas que o Pedro pregava, porque não havia lobo, o problema foi quando ele apareceu mesmo. No caso do nosso planeta, os cientistas avisam, não para pregar partidas, mas para alertar para os riscos e consequências das nossas opções.

O planeta sofre riscos, cada vez mais complexos e interligados, que transcendem fronteiras políticas e sectores económicos, tal como refere o relatório recentemente publicado pelo World Economic Forum – ou seja, a globalização está a alterar a natureza do risco, porque catástrofes num local provocam efeito dominó noutras regiões. O caso mais paradigmático foi este ano vivido pelo Brasil com o problema da falta de água potável em São Paulo, em resultado do excesso de desmatação da Amazónia. Prevê-se, por exemplo, o efeito da recusa de certas famílias em vacinarem os filhos a nível da saúde global, mas não se discute ou analisa a repercussão que as opções alimentares têm para a “saúde” do planeta. Mais carne na dieta alimentar implica necessidade de maior área produtiva e mais desflorestação; mais barragens hidroeléctricas promove energia renovável, facilita a agricultura de regadio, mas altera o regime de sedimentação dos rios com consequências para a funcionalidade dos estuários e vulnerabilidade da linha de costa.

A primeira tentativa de integração dos riscos globais dos diferentes sectores surgiu há cinco anos, quando Johan Rockström e colaboradores definiram barreiras planetárias e respectivas zonas de segurança para a humanidade. Já nessa altura tinham sido ultrapassadas três barreiras: alterações climáticas, ciclo do azoto e perda de diversidade. Actualmente, a alteração da paisagem é outra das barreiras ultrapassadas. O sistema climático está directamente relacionado com a quantidade, distribuição e balanço da energia no planeta; a biodiversidade permite aumentar a resiliência às alterações abruptas ou graduais; o ciclo biogeoquímico do azoto ligado aos fluxos crosta-biosfera-atmosfera, com consequente influência nos dois sistemas anteriores, está directamente relacionado com a necessidade de fornecer alimento à população mundial; a alteração da paisagem tem vindo a ser progressiva pelas mudanças sociais em países como a China e o Brasil.

Houve avanços que tornaram possível a expansão e desenvolvimento da agricultura, como seja o advento da indústria de fertilizantes de azoto que permitiu o aumento da produção e o consequente incremento populacional. Mas os riscos continuados da revolução verde devem ser equacionados e geridos a nível dos utilizadores. O interesse ou alienação do consumidor está directamente ligado ao preço do produto, cujo fornecimento está ameaçado pelo elevado custo de produção, desperdício, má distribuição. Para os agricultores, o interesse imediato reside na maximização da produção, diminuição de pragas, ou nas flutuações dos preços dos produtos, que o leva a decidir quando, onde e como produzir. As repercussões sociais e ecológicas dos interesses dos agricultores e consumidores, como partes da cadeia de produção, nunca são integradas e deles depende a regulação dos preços da energia, as alterações da paisagem, a regulação dos serviços do ecossistema. É tempo de avaliar e contabilizar os efeitos que as opções locais têm no ecossistema global, para evitar que a história de Pedro e o Lobo se verifique. Vem isto a propósito da reunião internacional que irá ter lugar na próxima semana no Ministério do Ambiente, onde se irão debater os benefícios do desenvolvimento de um sistema de gestão multidimensional dos fluxos de azoto. Sendo uma iniciativa científica, vai procurar mostrar como o conhecimento coordenado e multidimensional pode, e deve, suportar decisões políticas mais adequadas. Esperemos que esta não seja uma oportunidade perdida.

*Professora catedrática Universidade de Lisboa

Extraído do Site Publico,pt


No Dia da Mãe Terra, ONU defende ações de consumo sustentável

Trabalhadores em Port-au-Prince, no Haiti, constroem paredes de pedra e 
plantam vegetação para salvar o solo fértil e prevenir alagamentos. 
Foto: ONU/Logan Abassi

22/04/2015

Secretário-geral destaca que decisões simples, como usar lâmpadas mais eficientes ou comprar apenas o essencial, podem ajudar a dimuir impactos; Ban Ki-moon lembra que precisamos dos recursos naturais que o planeta oferece.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Dia Internacional da Mãe Terra é celebrado esta quarta-feira, 22 de abril, e o secretário-geral das Nações Unidas divulgou um comunicado lembrando que todas as pessoas dependem dos recursos naturais do planeta.

Ban Ki-moon cita a importância do ar, da água, do solo fértil e de outros "presentes incontáveis" que a Terra oferece. Segundo Ban, essa dependência é tanta que chega a ser "surpreendente" ter permitido que o desenvolvimento prejudicasse um sistema tão delicado.

Impactos

O chefe da ONU citou poluição, escassez de recursos, extinção de espécies da fauna e da flora, e por isso pediu que se mude a maneira como o planeta é tratado.

No Dia da Mãe Terra, Ban pede a todos que tomem consciência dos impactos de suas escolhas diárias e pensem sobre quais serão os reflexos desses impactos nas próximas gerações.

Futuro

O secretário-geral ressalta que nem todas as pessoas podem fazer escolhas sustentáveis. Mas para os que podem, Ban Ki-moon sugere atitudes simples, como usar lâmpadas de eficiência energética ou comprar apenas o necessário para o consumo.

Segundo Ban, quando atitudes assim são multiplicadas por bilhões de pessoas, o mundo pode mudar.

Ele acredita que a comunidade global tem a oportunidade de fazer de 2015 o ano da "transformação da história humana", ano em que serão definidos os objetivos para o futuro sustentável da Mãe Terra.


Kaspersky Lab dá conselhos para a reciclagem adequada de dispositivos eletrônicos no Dia da Terra



20/04/2015

América Latina e Caribe são responsáveis por 9% do lixo eletrônico global

 No dia 22 de abril, comemora-se globalmente o Dia da Terra, e muitas pessoas buscam maneiras de contribuir com o meio ambiente. Uma das formas mais simples de ajudar para o bem-estar do Planeta é fazendo a reciclagem adequada de seus dispositivos eletrônicos, que se transformam em resíduos poluentes e prejudiciais ao solo e ao meio ambiente, e até às pessoas.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, a quantidade de lixo eletrônico no mundo chegará a 57.514 toneladas, das quais 4.968 toneladas (cerca de 8,6%) corresponderão a países da América Latina e Caribe*.

“Dispositivos que não são manuseados adequadamente ou não são reciclado podem gerar uma quantidade significativa de poluentes ao meio ambiente e potencialmente aos seres vivos. Os resíduos destes dispositivos, ao entrarem na terra, podem contaminar a água e gerar doenças crônicas ou envenenamento”, explica Roberto Martínez, Analista de Segurança da Kaspersky Lab.

Antes de se desfazer de qualquer dispositivo, considere doa-lo para que ele possa ter uma segunda vida ao invés de ser descartado. Outra opção é buscar centros de reciclagem locais que sejam especializados no descarte de dispositivos eletrônicos de forma segura para o meio ambiente. No entanto, antes de se desfazer de qualquer dispositivo, assegure-se de que apagou dele todos os seus dados pessoais.

Em celebração ao Dia da Terra, a Kaspersky Lab te oferece os seguintes conselhos que ajudam a apagar dados pessoais de todos os seus dispositivos eletrônicos antes de reciclá-los:

* Guarde os dados importantes: É importante fazer uma cópia de segurança de todos os arquivos que deseja guardar antes de formatar o dispositivo. Dispositivos modernos Android e iOS  normalmente sincronizam automaticamente os dados na nuvem, portanto, os contatos, as fotos e demais informações devem se encontrar nas respectivas contas Google e Apple. No entanto, é importante verificar de que todas as suas informações estão guardadas antes de reciclar seu dispositivo móvel.

* Apague sua impressão digital: Eliminar os arquivos e as pastas pessoais de seu PC dos “Meus Documentos” não é suficiente. Também se deve apagar os favoritos do navegador, as senhas, os cookies e a memória caché, além das contas de e-mail e de mensagens instantâneas presentes em aplicativos como Outlook e Skype.

* Remova o cartão SIM ou SD: Antes de se desfazer de um dispositivo móvel, é fundamental retirar manualmente todos os cartões que contenham dados.

* Faça o Saneamento do Hard Drive: Não basta colocar todos os documentos do seu PC na lixeira e apertar o botão “esvaziar a lixeira” para elimina-los definitivamente. O mais adequado é utilizar uma ferramenta confiável própria para a eliminação permanente destas informações como, por exemplo, a “trituradora” de arquivos que vem inclusa no Kaspersky Total Security multidispositivos. Este processo é conhecido como “Saneamento” ou “Wipping”.

* Formate o dispositivo com a configuração de fábrica: O manual de instruções com certeza contém informações de como realizar este passo. É preciso selecionar todas as opções para apagar informações (inclusive arquivos armazenados) e confirmar. Pode-se também utilizar um aplicativo de segurança, como o Kaspersky Internet Security para Android, que contém opções que ajudam a restaurar o dispositivo para a configuração de fábrica. O aplicativo da Kaspersky Lab permite que você apague de forma remota os dados de seu dispositivo caso o tenha perdido.


Informações adicionais sobre a reciclagem de dispositivos estão disponíveis no Blog da Kaspersky Lab.

*http://www.gsma.com/latinamerica/wp-content/uploads/2014/05/eWaste-Latam-spa-Completo.pdf

Fonte: Segs


Alterações climáticas são a maior ameaça ao planeta, diz Obama

Obama: Estados Unidos prometem reduzir a poluição provocada pelo país
Michael Reynolds/EPA/Agência Lusa

20/04/2015

Da Agência Lusa

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje (18) que as alterações climáticas são "a maior ameaça ao planeta". Ele disse esperar que os piores efeitos possam ser evitados. "Atualmente, não há maior ameaça ao nosso planeta do que as alterações climáticas", enfatizou Obama, em sua mensagem radiofônica semanal.

"As alterações climáticas não podem ser negada, nem ignoradas. O mundo olha para os Estados Unidos esperando que [o país] assuma a liderança nesta matéria, e é o que estamos fazendo", disse o chefe do governo americano, lembrando que o ano passado foi o mais quente desde que os registos de temperaturas começaram a ser feitos em 1880.

Obama anunciou que viajará para a Flórida na quarta-feira (22), Dia Mundial da Terra. Ele vai ao Parque Nacional de Everglades, "um dos locais mais singulares do planeta, mas também um dos mais frágeis". O presidente lembrou sua aposta nas "energias limpas" e disse que as emissões de carbono dos Estados Unidos caíram 10% desde 2007.

"Comprometemo-nos a duplicar o ritmo de diminuição da poluição, e a China comprometeu-se, pela primeira vez, a limitar suas emissões", destacou o presidente, referindo-se a um entendimento alcançado em novembro de 2014 com o presidente chinês, Xi Jinping.

Barack Obama acredita que a união das "maiores economias do mundo" em torno do tema dá "novas esperanças" para que o mundo alcance, ainda neste ano, "um acordo para evitar os piores impactos das alterações climáticas, antes que seja muito tarde".

A expectativa do presidente é que se alcance um acordo sobre clima na reunião de cúpula marcada para dezembro, em Paris, seis anos após o fracasso da Cúpula de Copenhague.


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