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EM EVENTO RARÍSSIMO, "SUPERLUA AZUL DE SANGUE" É VISTA NO PLANETA

Superlua de "sangue" (Foto: Nasa)SUPERLUA DE "SANGUE" (FOTO: NASA)

01/02/2018

Neste dia 31 de janeiro (quarta-feira), algumas partes do mundo presenciaram de maneira simultânea um eclipse total lunar, uma superlua, e uma "lua de sangue" — maior parte do Brasil não presenciará o fenômeno

O dia 31 de janeiro de 2018 ficará lembrado como um momento particular da Astronomia: algumas partes do planeta presenciaram uma coincidência de fenômenos raríssima que conferiu um visual incrível à Lua.

Pela segunda vez no início do ano, foi possível observar a superlua — o satélite em órbita está situado no ponto mais próximo da Terra e fica 14% maior e 30% mais brilhante — em um evento apelidado de Lua Azul (quando a segunda lua cheia acontece em um mesmo mês).

Junto disso, ocorreu um eclipse lunar, quando a Lua passa pela sombra da Terra, além de um fenômeno conhecido como "Lua de Sangue" — quando, durante o eclipse, a Lua continua à vista e ganha uma tonalidade avermelhada por conta de um efeito da atmosfera terrestre. 

Infelizmente, o Brasil fica de fora do espetáculo: por conta do fuso horário e da posição em relação à órbita terrestre, países da América Latina, África e Europa Ocidental não conseguiram observar o momento do eclipse. O oeste dos Estados Unidos foi a região mais privilegiada para a observação. 

A Nasa, agência espacial norte-americana, afirmou que passamos por uma "trilogia de superluas": em 3 de dezembro de 2017 e no dia 1º de janeiro de 2018 também foi possível presenciar nosso satélite de maneira maior e mais brilhante. O site oficial da Nasa realiza uma transmissão ao vivo para acompanhar o fenômeno. 

Efeito causado pela "Lua de sangue" (Foto: Nasa)


NASA DESCOBRE NOVO PLANETA QUE PODE ABRIGAR VIDA

Planeta: para o especialista, embora a presença de água no novo planeta 
“não seja a arma fumegante da existência da vida, ela nos dá uma boa 
indicação” sobre as condições locais (./Reprodução)

21/04/2017

Por Monica Nardone, da ANSA

O planeta LHS1140b é rochoso, um pouco maior do que a Terra e está a 39 anos-luz

Roma – A Nasa anunciou nesta quarta-feira (19) um novo planeta externo ao Sistema Solar, os chamados exoplanetas, que mais tem probabilidade de abrigar vida. Batizado de LHS1140b, o planeta é rochoso está na distância correta de sua estrela para ter um clima ameno e água líquida.

Descrito detalhadamente pela revista “Nature”, o planeta é um pouco maior do que a Terra e está a 39 anos-luz.

Ele foi descoberto pelos pesquisadores liderados por Jason Dittmann, do centro norte-americano Harvard-Smithsonian para Astrofísica.

A característica que torna o LHS1140b o mais fascinante dos planetas descobertos até agora é a posição que ocupa próximo a sua estrela, chamada de LHS1140. Essa última é um pouco menor e mais fria em relação ao Sol e o planeta está no meio da chamada “zona habitável” para a vida.

“É o exoplaneta mais emocionante que já vimos nos últimos 10 anos”, disse Dittmann à revista. “Dificilmente poderia ser encontrado um objetivo melhor para procurar vida além da Terra”, acrescentou o pesquisador.

Também para Raffaele Gratton, do Observatório de Pádua do Instituo Nacional de Astrofísica (Inaf), esse é um planeta muito interessante.

O próximo objetivo, destacou Gratton, será observar a sua atmosfera para “ver, por exemplo, se ele é dominado por vapor de água, como ocorre na Terra, ou por dióxido de carbono, como na atmosfera de Marte ou de Vênus”.

Para o especialista, embora a presença de água no novo planeta “não seja a arma fumegante da existência da vida, ela nos dá uma boa indicação” sobre as condições locais.

O novo astro foi localizado graças aos telescópios Mearth-South Array, do Chile, o novo planeta está inserida na constelação de Cetus.

Estima-se que ele tenha um diâmetro 1,4 maior do que a Terra, mas a sua massa pode ser até sete vezes maior, o que o tornaria muito denso.

Isso implica que esse novo mundo poderia ser facilmente feito de rocha, com um núcleo de ferro muito denso.

Segundo os astrônomos, o planeta LHS1140b é um objetivo ainda mais importante para a busca da vida em relação a outros mundos rochosos, como os planetas da estrela Trappist 1 ou o “gêmeo” da Terra, o Proxima B, que orbita em torno da “estrela próxima de casa”, a Proxima Centauri.

Entre os planetas potencialmente habitáveis, “esse é o mais fácil de estudar com os atuais instrumentos”, acrescentou Gratton. O planeta LHS1140b, continua, “gira em torno de uma estrela mais brilhante que Trappist 1 e isso permite que o estudemos melhor enquanto passa em frente ao seu astro”.

Essa é ainda uma vantagem sobre o Proxima B, que não permite observação da Terra quando passa por sua estrela.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da ANSA Brasil.

Fonte: EXAME.com

NASA PÕE A TERRA PARA ADOÇÃO – E VOCÊ PODE FICAR COM UM PEDACINHO

Crédito: Nasa

16/04/2017

Qualquer um pode adotar, de forma simbólica, um pedaço de 88 km da superfície da Terra, e ganhar uma ficha com dados climáticos e geológicos sobre ele

Nosso planeta está mal das pernas. Tão mal, de fato, que a Nasa resolveu tirá-lo de seus líderes irresponsáveis e colocá-lo na roda dos enjeitados. Em um campanha de conscientização na reta final para o Dia da Terra (celebrado em 22 de abril), a agência espacial norte-americana dividiu o planeta em 64 mil pequenos retalhos – e, em um ato simbólico, os disponibilizou para adoção neste link aqui. Qualquer pessoa com acesso à internet pode pôr o próprio nome lá, e então “pegar” para si um pedaço aleatório da Terra com cerca de 88 km de largura. O que você ganha com isso? Bem, além do peso na consciência pelo que a espécie humana já fez com o planeta, a Nasa gera uma ficha técnica do lugar “adotado”, com várias características climáticas e geológicas interessantes.

Não crie grandes expectativas: como já dito, o território que ficará sob sua responsabilidade é sorteado, e do ponto de vista estatístico é bem provável que você ganhe um naco de Oceano Pacífico, que corresponde a mais de 30% da superfície do planeta. Uma fatia de 88 km de oceano é água que não acaba, sem dúvida, mas como a superfície azul é um pouco tediosa, este repórter pegou a ficha de sua mãe – que tirou a sorte grande e adotou um pedacinho da Antártica, o continente gelado.

(adopt the planet/NASA)

Nem todos os dados disponíveis são tão fáceis de interpretar – principalmente para quem não é formado em meteorologia. Mas vários deles podem ajudar um leigo a manter seu território adotivo sob controle. Carbon monoxide é a concentração de monóxido de carbono na atmosfera do local. Esse gás invisível é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa, então é uma boa ideia mantê-lo sob controle. Outro dado curioso é a concentração de clorofila (Chlorophyll a), o pigmento responsável pela fotossíntese de plantas e algas. Quanto mais clorofila houver em seu pedaço de Terra, mais plantas estão liberando oxigênio na atmosfera por ali – e menor, por tabela, é a poluição. Vale ressaltar que esse dado só vale se o seu pedaço for água – na superfície, o dado equivalente é o Enhanced Vegetative Index. Isso se deve às diferenças no método de coleta de informações usado pelos satélites que fazem cada uma das medições. Você também poderá ver a altura máxima que alcançam as nuvens na região, a umidade relativa do ar e até a quantidade de ozônio de cada trecho da atmosfera.

Todos esses dados são coletados pela própria agência espacial, e os os equipamentos de medição ficam na órbita do planeta, instalados em satélites dedicados à pesquisa científica. Eles são essenciais para que especialistas possam acompanhar de perto o avanço de mudanças climáticas induzidas pela atividade humana.

Dito isso, corra! Já há pelo menos 58 mil pedaços adotados, então o tempo está acabando.

BRASIL TEM MAIOR DIVERSIDADE DE ÁRVORES DO PLANETA, DIZ ESTUDO INÉDITO

Digitalização de dados permitiu fazer levantamento inédito de espécies (Crédito: BGCI)

06/04/2017

Mark Kinver
Repórter de Meio Ambiente da BBC News

O Brasil é o país com a maior biodiversidade de árvores do mundo, aponta um levantamento inédito.

Há 8.715 espécies de árvores no território brasileiro, 14% das 60.065 que existem no planeta. Em segundo na lista vem a Colômbia, com 5.776 espécies, e a Indonésia, com 5.142.

Publicado no periódico Journal of SustainableForestry, o estudo foi realizado pela Botanical Gardens Conservation International (BGCI na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos, com base nos dados de sua rede de 500 jardins botânicos ao redor do mundo.

A expectativa é que a lista, elaborada a partir de 375,5 mil registros e ao longo de dois anos, seja usada para identificar espécies raras e ameaçadas e prevenir sua extinção.

Ameaça

A pesquisa mostrou que mais da metade das espécies (58%) são encontradas em apenas um país, ou seja, há países que abrigam com exclusividade, certas espécies - podem ser centenas ou milhares -, o que indica que estão vulneráveis ao desmatamento gerado por atividade humana e pelo impacto de eventos climáticos extremos.

Trezentas espécies foram consideradas seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 exemplares na natureza.

Também foi identificado que, com exceção dos polos, onde não há árvores, a região próxima do Ártico na América do Norte tem o menor número de espécies, com menos de 1,4 mil.

Trezentas espécies estão seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 
exemplares na natureza (Crédito: BGCI)

O secretário-geral da BGCI, Paul Smit, disse que não era possível estimar com precisão o número de árvores existentes no mundo até agora porque os dados acabam de ser digitalizados.

"Estamos em uma posição privilegiada, porque temos 500 instituições botânicas entre nossos membros, e muitos dos dados não estão disponíveis ao público", afirma.

"A digitalização destes dados é o auge de séculos de trabalho."

Uma parte importante do estudo foi estabelecer referências e coordenadas geográficas para as espécies de árvores, o que permite a conservacionistas localizá-las, explica Smith.

Pesquisa mostrou que mais da metade das espécies de árvores são encontradas em um único país (Crédito: BGCI)

"Obter informações sobre a localização dessas espécies, como os países em que elas existem, é chave para sua conservação", diz o especialista.

"Isso é muito útil para determinar quais devemos priorizar em nossas ações e quais demandam avaliações sobre a situação em que se encontram."

Conservação

Entre as espécies em extinção identificadas pela BGCI está a Karoma gigas, nativa em uma região remota da Tanzânia. No fim de 2016, uma equipe de cientistas encontrou apenas um único conjunto formado por seis exemplares.

Base de dados será fundamental para conservar espécies, diz especialista 
(Crédito: KYLE DEXTER)

Eles recrutaram habitantes da área para proteger essas árvores e monitorá-las para que sejam alertados caso produzam sementes.

Assim, as sementes poderão serão levadas para jardins botânicos da Tanzânia, o que abre caminho para sejam reintroduzidas na natureza depois.

A BGCI diz esperar que o número de árvores da lista cresça, já que cerca de 2 mil novas plantas são descritas todos os anos.

A GlobalTreeSearch, uma base de dados online criada a partir do levantamento, será atualizada toda vez que uma nova espécie for descoberta.

Perda de biodiversidade ameaça ecossistemas do planeta, diz estudo

Pradarias, savanas e tundras são ecossistemas mais afetados (Foto: Markus Schreiber/AP)

17/07/2016

Em 58% da superfície terrestre há perda substancial dos ecossistemas.
Estudo foi publicado na revista "Science" nesta quinta.

A dimensão da perda de biodiversidade no mundo todo ameaça o funcionamento dos ecossistemas da Terra e inclusive a sobrevivência dos seres humanos, segundo um estudo publicado na quinta-feira (14) na revista científica americana "Science".

Em 58% da superfície terrestre, onde vive 71% da população mundial, "o nível de perda de biodiversidade é substancial o suficiente para questionar a capacidade dos ecossistemas de suportar as sociedades humanas", alerta o estudo.

"É a primeira vez que quantificamos os efeitos da perda de biodiversidade a nível planetário de forma tão detalhada que agora podemos dizer que esta perda ultrapassou os limites considerados seguros pelos ecologistas", explica o líder da pesquisa, Tim Newbold, da University College London.

Nestas zonas, é cada vez mais incerta a possibilidade de assegurar funções essenciais dos ecossistemas como a reprodução e crescimento de seres vivos e a manutenção de ciclos de produção de nutrientes.

"Sabemos que as perdas de biodiversidade afetam o funcionamento dos ecossistemas, mas o processo ainda não está totalmente claro", acrescentam os pesquisadores.

"O que sim sabemos é que em várias partes do mundo nos aproximamos de uma situação na qual uma intervenção humana poderia ser necessária para manter as funções do ecossistema", afirmam.

"A utilização dos solos já levou a biodiversidade até os limites do que poderia ser considerado não arriscado", ressaltou o professor Andy Purvis, do Museu de História Natural de Londres, um dos coautores do estudo.

Para o estudo, foram analisados 2,38 milhões de relatórios sobre 39.123 espécies e 18.659 lugares, dados fornecidos por centenas de pesquisadores de várias partes do mundo.

Fonte: G1 Natureza


Nasa descobre asteroide que acompanhará a órbita da Terra por séculos

Há um século, o asteroide orbita o Sol enquanto também circunda a Terra (Foto: Nasa)

28/06/2016

Considerado um semissatélite, o 2016 HO3 gira em torno do Sol enquanto circunda nosso planeta - e nunca se afasta demais por causa de forças gravitacionais.

A agência espacial americana, a Nasa, descobriu um pequeno asteroide que orbita o Sol ao mesmo tempo em que circunda a Terra. Ele deverá acompanhar a trajetória de nosso planeta por vários séculos.

Batizado como 2016 HO3, o asteroide dá voltas em torno da Terra enquanto percorre sua órbita ao redor do Sol, mas está distante demais para ser considerado um satélite, como a Lua.

"Como o 2016 HO3 circunda nosso planeta, mas nunca vai longe demais, já que ele e a Terra orbitam o Sol juntos, nos referimos a esse asteroide como um semissatélite", disse Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, da Nasa.

Segundo o cientista, o asteroide 2003 YN107 seguiu um padrão de órbita similar há dez anos, mas acabou se afastando após algum tempo.

"Esse novo asteroide parece estar mais preso à Terra. Nossos cálculos indicam que ele tem se comportado como um semissatélite há quase um século e continuará a nos fazer companhia por vários séculos."

Dança espacial

O 2016 HO3 foi visualizado pela primeira vez em 27 de abril. Seu tamanho ainda não foi determinado, mas é provável que tenha entre 40 metros e 100 metros de comprimento.

Em sua órbita, o 2016 HO3 passa metade do tempo mais próximo do Sol do que a Terra e, na outra metade, fica posicionado mais distante.

Quando o asteroide e nosso planeta se afastam muito, forças gravitacionais o trazem para mais perto.
"Quando ele começa a se distanciar demais, a gravidade da Terra é forte o suficiente para reverter esse processo e mantê-lo em sua órbita. Assim, ele nunca se afasta além de uma distância de mais ou menos cem vezes a distância da Lua em relação à Terra", afirma Chodas.

"O mesmo efeito o impede de chegar perto demais - ele chega no máximo até 38 vezes a distância da Lua. Assim, esse pequeno asteroide fica preso à Terra, como se estivesse fazendo uma dança com o nosso planeta."

Gravidade impede que asteroide se afaste demais da Terra (Foto: Nasa)

Por que é inverno no Hemisfério Sul?

Foto: Climatempo

22/06/2016

As estações do ano são definidas pela astronomia, e levam em consideração o eixo de rotação da Terra, que é inclinado em relação ao equador (com uma angulação de aproximadamente 23,5°). Essa situação faz com que cada hemisfério do planeta seja iluminado de uma forma diferente ao longo do ano. Isso dá origem às estações do ano.

Na imagem de satélite é possível ver essa variação na luminosidade no planeta Terra entre o início do verão e o início do inverno, para o Hemisfério Sul. Sempre temos que especificar sobre qual hemisfério estamos falando, afinal no Hemisfério Norte temos a estação oposta.

Imagem do satélite no canal do visível que mostra a evolução da luminosidade solar entre início do verão e do inverno para o Hemisfério Sul

Dessa forma temos as noites mais longas e os dias mais curtos quando comparados ao verão. O dia em que a noite é mais longa, isto é, há a menor iluminação do hemisfério, é conhecido como solstício de inverno.

Do ponto de vista meteorológico, a menor iluminação solar também faz com que as temperaturas no Hemisfério Sul durante o inverno sejam menores do que as temperaturas do verão. Isso também afeta diretamente os movimentos atmosféricos, com mais energia disponível, as massas de ar se movimentam mais. Por tal motivo, as frentes frias passam com uma frequência maior durante o verão.

Para saber mais sobre os solstícios, confira o vídeo do Professor Marcos Calil no quadro Clima no Céu do Climatempo News.


Como você também deve ter notado, os dias e horário do início das estações do ano também varia. Isso é explicado por conta dos movimentos de precessão que o planeta Terra também executa. O movimento de pressão é muito parecido com um pião que perde um pouco da sua força, mas volta a ganhar giro. Isso faz com que o período de início das estações não seja fixo.

Calil também explicou os movimentos de precessão e variação no início das estações do ano, confira!


Fonte: Terra

Esta terça-feira terá um segundo a mais de duração na Terra

Duração do tempo é medida a partir de transições eletromagnéticas em átomos de césio
Foto: Twitter

30/06/2015

Parece pouco, mas o acúmulo dessas frações produzem uma defasagem entre o tempo medido pelo UTC e o tempo real da rotação da Terra

Esta terça-feira, 30 de junho, terá um segundo a mais que os habituais 86.400 segundos. O motivo é que a rotação da Terra está mais lenta, de acordo com informações da Agência Espacial Americana (Nasa), gerando uma disparidade entre o tempo real de um dia e o contabilizado pelo Tempo Universal Coordenado (UTC), medida padrão usada em todo o mundo.

A base do UTC é o relógio atômico, o mais preciso do mundo. Nesse relógio, a duração do tempo é medida a partir de transições eletromagnéticas em átomos de césio. Essas transições são totalmente confiáveis. O aparelho determina com exatidão a duração dos segundos, minutos, horas e dias. É a medida que define a hora oficial em todo mundo.

Entretanto, o movimento de rotação da Terra não é tão preciso. A duração dos dias reais é influenciada por numerosos fatores. Os movimentos do manto da Terra e dos oceanos, as estações do ano e as variações no clima podem diminuir a velocidade de rotação do planeta, aumentando a duração dos dias em até 1 milésimo de segundo.

Parece pouco, mas o acúmulo dessas frações produzem uma defasagem entre o tempo medido pelo UTC e o tempo real da rotação da Terra. Por essa razão, o Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra, encarregado pela manutenção das duas escalas e pelo ajuste da UTC, determinou o acréscimo de um segundo “bissexto” para esta terça-feira.

Segundo informações do Observatório Nacional, responsável pela conservação e disseminação da Hora Legal Brasileira, o primeiro ajuste no UTC ocorreu em 1972. Desde então, 26 segundos foram acrescentados. Até marcar 21h, amanhã o horário de Brasília ficará como 20 horas, 59 minutos e 59 segundos por dois segundos.

Fonte: Terra


Cientistas apresentam 'nova teoria' sobre a formação da Terra

Terra é retratada em imagem com 121 megapixels, a maior 
já feita em um só clique (Foto: Roscosmos)

22/04/2015

Estudo diz que não foi só um tipo de meteorito que colidiu com planeta.
Novo contexto explicaria abundante presença de elementos raros.

Um "corpo similar" ao do planeta Mercúrio pode ser um dos "ingredientes-chave" para que o núcleo da Terra incorporasse em suas origens a fonte de energia responsável da criação de seu campo magnético, segundo revelou na revista "Nature".

Esse é o cenário descrito pelos cientistas Anke Wohlers e Bernard Wood, da universidade britânica de Oxford, em um estudo que apresenta uma "nova teoria" sobre a formação do nosso planeta.

O novo contexto também pode servir para explicar, segundo os autores no texto, o motivo "da abundante presença de certos elementos raros" encontrados no manto da Terra não coincidir com as teorias vigentes até agora sobre a formação do planeta.

Relação de metais raros

Em 2012, uma equipe de cientistas do Centro Nacional francês de Pesquisas Científicas (CNRS) informou que tinha descoberto que a formação da Terra, ao contrário do que era pensado até então, não ocorreu pela colisão de um só tipo de meteorito.

Três anos depois, Wohlers e Woods afirmam que a crosta e o manto terrestre apresentam uma "relação de metais raros", como samário e neodímio, mais alta que a da maioria dos meteoritos, a partir dos quais se supõe que "cresceu a Terra".

Em experimentos nos quais foram replicadas as condições da formação da Terra, os dois especialistas observaram que a adição de meteoritos não metálicos (rochosos) e ricos em sulfeto, como os presentes em Mercurio, podem ter provocado essa anomalia.

Esses meteoritos não metálicos, conhecidos também como condritos de enstatita, podem ter contribuído para a formação de um núcleo terrestre rico em sulfeto capaz de abrigar urânio e tório o suficiente, com os quais se alimenta o "geodínamo", responsável pela existência do campo magnético terrestre.

Estudos anteriores tentaram explicar a alta relação de samário e neodímio considerando a possibilidade de que exista um "depósito oculto" com uma "relação complementar baixa" desses elementos no manto terrestre ou que esse material tenha sido despejado da Terra por colisões.

Os autores lembram que outros modelos baseados em uma Terra "menos oxidada" e "baixa em sulfeto" apresentaram cenários nos quais elementos geradores de calor foram incapazes de dissolver um núcleo terrestre rico em ferro.

As descobertas de Wohlers e Woods parecem resolver o "problema da desconhecida fonte de energia do dínamo", segundo destaca em outro artigo publicado nesta quarta-feira pela "Nature" o cientista Richard Carlson.

Em seu texto, intitulado "Uma nova teoria sobre a formação da Terra", Carlson indica que seus experimentos exploram as consequências derivadas da teoria que sugere que "blocos de construção" que criaram a Terra mudaram "sistematicamente" sua composição durante o processo de formação.

"Seus resultado nos levam à intrigante conclusão que se a formação da Terra começou com blocos de construção muito reduzidos quimicamente, o núcleo metálico do planeta poderia conter urânio suficiente para alimentar a convecção que criou, e manteve, o campo magnético da Terra durante mais de três bilhões de anos".

Fonte: G1


O dia do planeta Terra

22/04/2015

Por *Maria Amélia Martins

O planeta Terra mostra resiliência, como se se tratasse dum superorganismo, apesar de todos os riscos que o Homem lhe faz correr.

O dia internacional do planeta Terra continua a passar despercebido. Primeiro, porque em cada dia há um tópico a celebrar. Segundo, porque com tantos problemas geopolíticos e socioeconómicos poucos pensam no planeta. A informação sobre as possíveis ameaças em resultado do desenvolvimento insustentável parece não assustar a humanidade. Afinal, a Terra continua a dar-nos água, alimento (mais para uns do que para outros), recursos vários.

O ponto de não retorno ainda não foi atingido e a “teoria de Gaia”, proposta por James Lovelock, parece continuar a resultar: o planeta Terra mostra resiliência, como se se tratasse dum superorganismo, apesar de todos os riscos que o Homem lhe faz correr. Lembra a história de Pedro e o Lobo. Os lenhadores não acreditavam nas partidas que o Pedro pregava, porque não havia lobo, o problema foi quando ele apareceu mesmo. No caso do nosso planeta, os cientistas avisam, não para pregar partidas, mas para alertar para os riscos e consequências das nossas opções.

O planeta sofre riscos, cada vez mais complexos e interligados, que transcendem fronteiras políticas e sectores económicos, tal como refere o relatório recentemente publicado pelo World Economic Forum – ou seja, a globalização está a alterar a natureza do risco, porque catástrofes num local provocam efeito dominó noutras regiões. O caso mais paradigmático foi este ano vivido pelo Brasil com o problema da falta de água potável em São Paulo, em resultado do excesso de desmatação da Amazónia. Prevê-se, por exemplo, o efeito da recusa de certas famílias em vacinarem os filhos a nível da saúde global, mas não se discute ou analisa a repercussão que as opções alimentares têm para a “saúde” do planeta. Mais carne na dieta alimentar implica necessidade de maior área produtiva e mais desflorestação; mais barragens hidroeléctricas promove energia renovável, facilita a agricultura de regadio, mas altera o regime de sedimentação dos rios com consequências para a funcionalidade dos estuários e vulnerabilidade da linha de costa.

A primeira tentativa de integração dos riscos globais dos diferentes sectores surgiu há cinco anos, quando Johan Rockström e colaboradores definiram barreiras planetárias e respectivas zonas de segurança para a humanidade. Já nessa altura tinham sido ultrapassadas três barreiras: alterações climáticas, ciclo do azoto e perda de diversidade. Actualmente, a alteração da paisagem é outra das barreiras ultrapassadas. O sistema climático está directamente relacionado com a quantidade, distribuição e balanço da energia no planeta; a biodiversidade permite aumentar a resiliência às alterações abruptas ou graduais; o ciclo biogeoquímico do azoto ligado aos fluxos crosta-biosfera-atmosfera, com consequente influência nos dois sistemas anteriores, está directamente relacionado com a necessidade de fornecer alimento à população mundial; a alteração da paisagem tem vindo a ser progressiva pelas mudanças sociais em países como a China e o Brasil.

Houve avanços que tornaram possível a expansão e desenvolvimento da agricultura, como seja o advento da indústria de fertilizantes de azoto que permitiu o aumento da produção e o consequente incremento populacional. Mas os riscos continuados da revolução verde devem ser equacionados e geridos a nível dos utilizadores. O interesse ou alienação do consumidor está directamente ligado ao preço do produto, cujo fornecimento está ameaçado pelo elevado custo de produção, desperdício, má distribuição. Para os agricultores, o interesse imediato reside na maximização da produção, diminuição de pragas, ou nas flutuações dos preços dos produtos, que o leva a decidir quando, onde e como produzir. As repercussões sociais e ecológicas dos interesses dos agricultores e consumidores, como partes da cadeia de produção, nunca são integradas e deles depende a regulação dos preços da energia, as alterações da paisagem, a regulação dos serviços do ecossistema. É tempo de avaliar e contabilizar os efeitos que as opções locais têm no ecossistema global, para evitar que a história de Pedro e o Lobo se verifique. Vem isto a propósito da reunião internacional que irá ter lugar na próxima semana no Ministério do Ambiente, onde se irão debater os benefícios do desenvolvimento de um sistema de gestão multidimensional dos fluxos de azoto. Sendo uma iniciativa científica, vai procurar mostrar como o conhecimento coordenado e multidimensional pode, e deve, suportar decisões políticas mais adequadas. Esperemos que esta não seja uma oportunidade perdida.

*Professora catedrática Universidade de Lisboa

Extraído do Site Publico,pt


Um milhão de pessoas irão às ruas pelo Planeta Terra

Nova York, nos Estados Unidos, é uma das cidades em que simpatizantes da causa
estão se mobilizando para a marcha do próximo domingo - Foto:  Divulgação

16/09/2014

Caminhada pelo Clima vai imobilizar cidadãos em oito metrópoles do mundo, entre elas o Rio, para pressionar governos a adotar fontes de energia limpas

CHRISTINA NASCIMENTO

Rio - O cenário para o futuro se desenha catastrófico: seca , aumento da acidez do mar, comprometimento da agricultura, tendo como reflexo a alta no preço dos alimentos, e mortes por causa do aquecimento global. As mudanças climáticas que atingem o planeta são o tema de uma marcha que deve reunir um milhão de pessoas, no próximo domingo, em oito grandes metrópoles. Rio de Janeiro, Nova York, Berlim, Paris, Londres, Bogotá, Melbourne e Vancouver vão, pela primeira vez, se aliar num grande ato para pressionar as autoridades a adotar fontes de energia 100% limpas — ou seja, não poluentes — até 2050. O evento já tem a adesão de cerca de mil organizações de diversos setores. Será o maior encontro simultâneo de ativistas em prol do meio ambiente.

A mobilização ocorre num momento crucial para o debate sobre as ações e soluções adotadas pelos governos, iniciativa privada e sociedade civil na questão climática do mundo. No dia 23, vai acontecer, na sede da ONU, em Nova York, a Cúpula de Líderes pelo Clima. A presidenta Dilma Rousseff é uma das convidadas. Durante a reunião, serão exibidas imagens das manifestações ocorridas nas oito cidades.

A expectativa é que, neste encontro, chefes de Estado anunciem medidas que ajudem na implementação de políticas para evitar que a temperatura global suba a média de 2 graus Celsius, em 40 anos, como está previsto num relatório da ONU, caso as emissões de gases do efeito estufa, como o CO2, continuem no estágio atual.

A Caminhada pelo Clima, no Rio, dia 21, promete reunir entre 20 mil e 50 mil pessoas. O evento está previsto para começar às 10h30, no Posto 8, em Ipanema, e terminar às 14h30. O Cristo Redentor vai entrar na onda ‘verde’ nesta semana. Serão projetados no monumento frases em quatro idiomas a favor do meio ambiente. O diretor de campanhas da Avaaz no Brasil, Michael Freitas Mohallem, afirmou que espera que a caminhada realmente pressione os líderes globais para tomar medidas emergenciais. “Esperamos medidas arrojadas vindas do encontro de Nova York, a partir da mobilização de tanta gente.”

Temperatura mais alta fará produção do café cair

Sabe aquele cafezinho que você bebe todos os dias? O aquecimento global, que parece tão distante da maioria das pessoas, pode torná-lo, se não muito mais caro ao longo dos anos, pelo menos um produto mais escasso na mesa dos brasileiros. Um estudo feito pelo professor da Unicamp, em São Paulo, Hilton Silveira Pinto, revela que a produção da nossa principal bebida da manhã cairá em 10%, nos próximos 20 anos, caso a temperatura do planeta continue subindo.

O comprometimento na safra atinge principalmente um tipo de café: o arábica. Menos resistente que o conilon, que é produzido no Espírito Santo, o arábica sofre mais com altas temperaturas. “Fizemos três séries de trabalho para estudar esse assunto. O último, no ano de 2012, foi feito a pedido do Banco Mundial. Foi através dele que tivemos a confirmação real de que devemos ter uma queda de produção devido ao excesso de calor no florescimento da planta”.

O Brasil é um dos maiores exportadores e produtores de café no mundo. Uma em cada dez xícaras de café bebidas no planeta são resultados de produção no país. 

O sul de Minas Gerais e São Paulo são as regiões brasileiras onde há a maior plantação do arábica. De acordo com o professor, as previsões da ONU — de um possível aumento da temperatura global em dois graus, no período de 40 anos — poderia não apenas acabar com a produção do café, como também “com muita gente”. “A questão é que a média de aumento (da temperatura) provoca uma onda de calor, que causa problemas sérios para a humanidade. Isso seria um terror não apenas para a agricultura como para todo mundo”, afirmou Hilton.

Fonte: Portal O Dia


Lua sangrenta é vista pelo mundo

15/04/2014

A Lua, a Terra e o Sol ficaram em perfeito alinhamento; com a incidência da luz Sol, o satélite pode ser observado em tons avermelhados

Amantes da astronomia tiveram a chance de presenciar nesta madrugada um eclipse lunar total, fenômeno que não era visto há quase três anos.

A Lua, a Terra e o Sol ficaram em perfeito alinhamento, cobrindo a Lua na sombra da Terra, de cor âmbar.

Nesse momento, com a incidência da luz Sol, o satélite pode ser observado com tons avermelhados, o que deu ao fenômeno o nome “lua de sangue” ou “lua sangrenta”.

No Brasil, o eclipse pôde ser visto a partir das 3h, por cerca de 78 minutos, tendo seu pico às 4h45. O fenômeno foi mais perceptível em localidade da região Oeste.

O satélite ficou localizada entre a estrela Espiga, a mais brilhante da Constelação de Virgem, e o planeta Marte.

Este é primeiro de uma série de quatro eclipses lunares que deve ocorrer de seis em seis meses. A tétrade, como é chamada essa série pelos astrônomos, se repetirá apenas sete vezes no século XXI. O próximo eclipse total está previsto para o dia 8 de outubro.

Confira as fotos:

Lua é vista durante eclipse em Miami, na Flórida (EUA) - Foto: Joe Raedle/Getty Images

A lua é vista perto de seu eclipse total em Burbank, na Califórnia - Foto: Kevin Winter/Getty Images

Lua ganha tons vermelhos vista de Buenos Aires, na Argentina - Foto: Reuters/Marcos Brindicc

O eclipse parcial é visto em cima de uma antena sobre o arranha-céu de Tóquio, 
no Japão - Foto: Reuters/Issei Kato

A lua sangrenta é vista em Brasília - Foto: Reuters/Ueslei Marcelino
Fonte: EXAME.com


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