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O QUE É UM EQUINÓCIO? CONHEÇA O FENÔMENO QUE MARCA O INÍCIO DA PRIMAVERA



22/09/2018

Os equinócios são observados há milhares de anos, desde quando antigas civilizações utilizavam a astronomia na organização de suas sociedades  

Você já ouviu falar em um equinócio? Ou, talvez, no fenômeno astronômico chamado solstício? Os dois são os responsáveis por marcar o início de novas estações do ano, e neste sábado (22), um equinócio acontece exatamente às 22:54, horário de Brasília, para determinar a entrada da primavera no hemisfério sul.

Os equinócios acontecem duas vezes por ano, em março e em setembro, e determinam a entrada do outono e da primavera , como acontece hoje. Mas você sabe o que isso significa? De acordo com Tânia Maris Pires Silva, coordenadora do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o fenômeno "é o momento em que o Sol incide com maior intensidade sobre as regiões que estão próximas da linha do Equador".

Assim, o Sol passa exatamente no meio da Terra e os dois hemisférios do planeta - norte e sul - recebem a mesma quantidade de luz, o que resulta em dias quase simétricos, o que já é anunciado pela origem da palavra: afinal, 'equinócio' vem do latim  aequinoctium, que une aequus: igual; e nox: noite.



São aproximadamente 12 horas de período claro e outras 12 horas para a escuridão. Assim, a partir deste momento, a estação do ano mudou: se aqui no Brasil o inverno ficou para trás, os países do hemisfério norte, neste sábado, presenciam a entrada do outono.

Este evento pode ser explicado por dois fatores interligados: o movimento de translação da Terra e a inclinação de seu eixo. Como o planeta está em constante movimento ao redor do Sol em um eixo inclinado, os raios solares vão incidir de formas diferentes, ao longo do período de um ano, sobre a superfície terrestre, como explica a ilustração acima. 

Como observar um equinócio 

As antigas civilizações usavam a astronomia e, em especial, os movimentos solares, para diversas funções - inclusive para organizar alguns setores da sociedade. "A observação cotidiana e contínua do Sol permitiu aos antigos identificarem e qualificarem a duração do ano, percebendo que as mudanças climáticas e os ciclos da natureza estavam associados", explica a professora adjunta do departamento de astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Daniela Borges Pavani. 

Foi assim que civilizações como os Maias, na América, dentre outras, perceberam e marcaram quatro dias específicos durante o ano, que representavam momentos de transição, justamente os equinócios e solstícios.

Hoje em dia, é possível usar as mesmas técnicas do passado para identificar esses eventos. Uma maneira simples, segundo Tânia Maris Pires Silva, é observar o sol no horizonte. Durante um equinócio, a estrela vai nascer exatamente no ponto cardeal leste e se pôr no ponto cardeal oeste.

Outra maneira de perceber um equinócio, complementar à primeira, é fincar uma vara perpendicularmente no solo e, pouco a pouco, marcar o comprimento de suas sombras com a ajuda de cordas. Assim, a figura formada nos permite obter as direções do pontos cardeais para podermos identificá-las nos dias de transição - equinócios e solstícios - como explica Pavani, também diretora do Planetário da UFRGS, que realiza hoje a Celebração Intercultural da Primavera, com atividades para o público geral, escolas e grupos.

E os solstícios?

O verão e o inverno, por outro lado, são marcados por um outro fenômeno astronômico, também relacionado à movimentação da Terra e à inclinação de seu eixo. Os solstícios, que acontecem nos meses de junho e dezembro, ocorrem quando um hemisfério recebe mais luz solar do que o outro, evento oposto ao que dá início ao outono e à primavera.

Fonte: Portal Gazetaweb.com


O ECLIPSE LUNAR COM ‘LUA DE SANGUE’ MAIS LONGO DO SÉCULO

Peter Cziborra Reuters

27/07/2018

Fenômeno, que poderá ser visto do Brasil, deve trazer informação sobre o buraco na camada de ozônio

A Terra se colocou entre o Sol e a Lua nesta sexta-feira, 27, ocasionando o eclipse lunar mais longo do século XXI. A fase total do fenômeno começou às 16h30 (horário de Brasília) e teve duração de uma hora e 42 minutos, já que a lua passou próxima ao centro da sombra terrestre. Durante essa fase, o satélite refletiu uma tonalidade avermelhada que lhe confere popularmente o nome de Lua de Sangue. Do Brasil, foi possível ver o fenômeno em algumas cidades, no fim da tarde. Para isso, foi preciso olhar para o horizonte, a leste.

Ainda que o aspecto mais chamativo do eclipse seja o espetáculo de sua cor, também é útil para que os cientistas possam conhecer melhor o estado da atmosfera terrestre, de acordo com Miquel Serra, astrônomo do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC).

O lógico, quando a Lua entra na sombra da Terra, seria que o satélite fosse invisível de nosso planeta. “Nós a vemos porque a atmosfera terrestre produz dois efeitos sobre a luz solar”, afirma o especialista do IAC. O primeiro é o fenômeno de refração, uma curvatura dos raios do Sol que rodeiam a Terra até chegar à Lua. O segundo é semelhante ao que acontece durante um entardecer. A atmosfera dispersa as cores mais energéticas da luz solar, como o verde e o azul, de maneira que somente os raios vermelhos chegam à superfície lunar. “O resultado é uma Lua iluminada com tons acobreados, e é o mais espetacular”, diz Serra, que o considera “interessante e bonito porque a intensidade do vermelho não é conhecida até o início do fenômeno e depende do estado da atmosfera terrestre”, afirma.

"A intensidade da cor vermelha da Lua nos indica o estado da atmosfera"

A cor da Lua pode ser relacionada à poluição atmosférica, mas principalmente “pode nos falar do estado geral da atmosfera em um determinado momento”, afirma Miquel Serra. A razão é que, além das partículas poluidoras, outros fatores intervêm como a presença de nuvens e de emissões vulcânicas em certas regiões do planeta. “As partículas vulcânicas fazem com a tonalidade avermelhada aumente”, diz Antonio Pérez, divulgador científico especializado em astronomia e ciências do espaço. Quantas mais existirem em suspensão na noite do dia 27, portanto, mais vermelha veremos a Lua eclipsada, como acrescenta o especialista.

Além disso, um aspecto muito interessante é que um eclipse lunar pode informar sobre o estado do buraco na camada de ozônio, que “parece estar relacionado a uma variação do tamanho da sombra terrestre”, diz Serra. A equipe do IAC a que o astrônomo pertence foi até a Namíbia, onde o fenômeno pôde ser observado do começo ao fim. Lá, a ideia é calcular a cor da totalidade e anotar dados do tamanho da sombra lunar, que “varia de eclipse para eclipse a cada dois anos”, diz Miquel Serra.

O motivo principal que os levou à Namíbia foi, entretanto, a possibilidade de retransmitir em seu site o eclipse com tecnologia de alta qualidade para que o público possa observar o fenômeno de qualquer parte do mundo.

A África, o Oriente Médio e alguns países da Ásia central são os lugares onde o eclipse foi totalmente visível. A Austrália só pode observar o início e a América do Sul, o final. Em relação à Espanha, ficou visível o início da fase total.

O fenômeno completo durou 3 horas e 55 minutos se for levado em consideração o tempo de penumbra, ou seja, o momento em que a Lua passa pela área mais clara da sombra terrestre. O eclipse quase coincidiu com a noite mais brilhante do planeta vermelho nos últimos anos, que será a de 28 de julho. “São questões orbitais de Marte que não têm relação com o eclipse lunar”, frisa Antonio Pérez, “mas os dois fenômenos darão ao próximo fim de semana um grande interesse astronômico”, afirma.

PONTO MÁXIMO DO ECLIPSE NA AMÉRICA

México, Peru e Colômbia (15.22 horas)
Chile, Bolívia e Estados Unidos (16.22 horas)
Argentina, Uruguai e Brasil (17.22 horas)

Fonte: El País

EM EVENTO RARÍSSIMO, "SUPERLUA AZUL DE SANGUE" É VISTA NO PLANETA

Superlua de "sangue" (Foto: Nasa)SUPERLUA DE "SANGUE" (FOTO: NASA)

01/02/2018

Neste dia 31 de janeiro (quarta-feira), algumas partes do mundo presenciaram de maneira simultânea um eclipse total lunar, uma superlua, e uma "lua de sangue" — maior parte do Brasil não presenciará o fenômeno

O dia 31 de janeiro de 2018 ficará lembrado como um momento particular da Astronomia: algumas partes do planeta presenciaram uma coincidência de fenômenos raríssima que conferiu um visual incrível à Lua.

Pela segunda vez no início do ano, foi possível observar a superlua — o satélite em órbita está situado no ponto mais próximo da Terra e fica 14% maior e 30% mais brilhante — em um evento apelidado de Lua Azul (quando a segunda lua cheia acontece em um mesmo mês).

Junto disso, ocorreu um eclipse lunar, quando a Lua passa pela sombra da Terra, além de um fenômeno conhecido como "Lua de Sangue" — quando, durante o eclipse, a Lua continua à vista e ganha uma tonalidade avermelhada por conta de um efeito da atmosfera terrestre. 

Infelizmente, o Brasil fica de fora do espetáculo: por conta do fuso horário e da posição em relação à órbita terrestre, países da América Latina, África e Europa Ocidental não conseguiram observar o momento do eclipse. O oeste dos Estados Unidos foi a região mais privilegiada para a observação. 

A Nasa, agência espacial norte-americana, afirmou que passamos por uma "trilogia de superluas": em 3 de dezembro de 2017 e no dia 1º de janeiro de 2018 também foi possível presenciar nosso satélite de maneira maior e mais brilhante. O site oficial da Nasa realiza uma transmissão ao vivo para acompanhar o fenômeno. 

Efeito causado pela "Lua de sangue" (Foto: Nasa)


ECLIPSE ESCURECE O SOL NOS EUA E EM OUTRAS PARTES DO MUNDO; VEJA FOTOS DO BRASIL

Eclipse solar total é assistido nos EUA e parcialmente no Brasil

22/08/2017

Versão total do fenômeno foi vista apenas por norte-americanos; região Norte brasileira foi a que melhor conseguiu assistir.

Por volta das 14h15 da tarde (horário de Brasília), os moradores de Oregon, nos Estados Unidos, tiveram a chance de observar um dos fenômenos mais raros: o eclipse solar total. O sol foi "coberto" pela lua deixando as cidades em completa escuridão.

O eclipse seguiu por uma extensa faixa de terra no país. Ele também pode ser visto de forma parcial em outros países, como o México. No Brasil, a região Norte foi a com melhor "vista" para o fenômeno. Veja algumas fotos abaixo:


Eclipse solar visto do bairro do Bongi, na Zona Oeste do Recife, Pernambuco 
(Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Eclipse solar atraiu centenas de pessoas ao ponto de observação montado 
no Parque da Cidade em Natal (Foto: Canindé Soares)

Eclipse solar em Natal, Rio Grande do Norte (Foto: Claudio Abdon)

Imagem registrada em Maceió mostra começo do fenômeno
(Foto: Adriano Aubert S. Barros / Observatório Astronômico)

Homem se equilibra em frente ao eclipse em Jackson Hole, Wyoming
(Foto: Keith Ladzinski / Red Bull Content Pool / Reuters)

Múltipla exposição cria efeito de um anel de diamante no eclipse
(Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

Eclipse total do sol é visto em Depoe Bay, Oregon, nos EUA
(Foto: Mike Blake/Reuters)

Eclipse em sua 'quase' totalidade (Foto: Nasa/Reprodução)

Lua começa a passar em frente ao Sol. Foto tirada em parque nacional em Ross Lake,
no estado americano de Washington. (Foto: Bill Ingalls/NASA via AP)

Chapelle Saint-They, na França, é vista ao lado do eclipse parcial 
(Foto: Mal Langsdon/Reuters)

Eclipse é visto de forma parcial na Cidade do México 
(Foto: Henry Romero/Reuters)

Multidão acompanha o eclipse solar total em Depoe Bay, Oregon
(Foto: Mike Blake/Reuters)

Trio de irmãs Isabelle, Alexandra e Eloise esperam em parque de Nova York
(Foto: AP Photo/Mark Lennihan)

Eclipse foi visto de forma parcial em Nova York
(Foto: Eduardo Munoz/Reuters)

Homem olha para sol em praia da Carolina do Sul
(Foto: AP Photo/Mic Smith)

Um avião passa em frente ao sol em Guernsey, Wyoming
(Foto: Rick Wilking / Reuters)

Grupo de jornalistas assiste ao eclipse dentro da Casa Branca
(Foto: Yuri Gripas/Reuters)

Annie Penuel e Lauren Peck usam máscaras feitas de pratos de papel em
Nashville Tennessee. (Foto: Shelley Mays/AP)

Trump olha direto para o sol durante o eclipse
(Foto: AP Photo/Andrew Harnik)

Grupo espera o início do eclipse no Central Park, em Nova York
(Foto: Ariane Marques/G1 )

Espectadores assistem aos momentos finais do fenômeno em Illinois 
(Foto: Brian Snyder/Reuters)

Donald Trump assiste ao eclipse solar na Casa Branca 
(Foto: Kevin Lamarque/Reuters)

Melania e Donald Trump se posicionam para assistir 
(Foto: Kevin Lamarque/Reuters)
Fonte: G1 Ciência e Saúde

ECLIPSE SOLAR IRÁ COBRIR O SOL COMPLETAMENTE NOS EUA; VEJA COMO SERÁ NO BRASIL



21/08/2017

No dia 21, raro fenômeno deverá juntar milhares de pessoas na América do Norte.

Por Carolina Dantas, G1

Hoje, dia 21 de agosto, os moradores de uma faixa de terra dos Estados Unidos verão um sol negro. É o eclipse solar total, um dos fenômenos mais aguardados pela agência espacial americana (Nasa) neste ano. No Brasil, ele será visto de forma parcial -- quanto mais ao Norte, mais coberto estará o sol.

A última vez que a maioria dos norte-americanos experimentou um eclipse total foi em 1991. Neste ano, de acordo com a Nasa, o fenômeno poderá ser observado por 500 millhões de pessoas de forma total ou parcial: 391 milhões nos Estados Unidos, 35 milhões no Canadá e 119 milhões no México (além da América Central e parte da América do Sul).

O trecho mais intenso para a observação vai de Lincoln Beach, em Oregon, até Charleston, na Carolina do Sul. Nesta região, o sol ficará completamente preto durante pouco tempo: 2 minutos e 40 segundos -- a transição completa será de mais de 4 horas.

(Foto: Arte/G1)

A expectativa está grande. Milhares de hoteis estão lotados na faixa de terra que ocorrerá a escuridão e eventos estão com ingressos esgotados há meses. A pesquisa "eclipse 2017" no Google produziu mais de 35 milhões de acessos.

No topo do Brasil, no monte Caburaí, o eclipse será parcial: cerca de 50% de escuridão. O trecho contemplado pela penumbra chega até Brasília, mas com apenas 1,96%. Nestas regiões com baixo índice, os observadores podem, talvez, notar apenas uma diminuição do brilho do sol.

Mais de perto

Este é o segundo e último eclipse registrado neste ano: o primeiro ocorreu em 26 de fevereiro. Era do tipo anular, quando há uma faixa de luz ao redor do sol, formando uma espécie de um "anel de fogo". Ele foi visto no Pacífico, no Chile, na Argentina, na África.

Em 2018, a Terra não terá eclipses totais -- em que o sol é totalmente coberto. O próximo ocorre em 2 de julho de 2019 e mais perto: terá mais abrangência no Brasil e seu trajeto de escuridão será na América do Sul.

Eclipse solar é visto em 26 de fevereiro de 2017 em Coyhaique, no Chile 
Foto: REUTERS/Stringer

A Super Lua de 14 de novembro de 2016

14/11/2016

A Lua Cheia do dia 14 de novembro de 2016 será extraordinária, não apenas por se tratar de uma Super Lua, mas sim por ser a maior e mais brilhante Super Lua em cem anos!

A Super Lua que acontece no mês de novembro será a maior e mais brilhante Lua Cheia em cem anos. A última vez que a Lua se aproximou tanto da Terra foi em 26 de janeiro de 1948, ou seja, a maioria da população mundial NUNCA viu uma Lua tão grande quanto essa que surgirá no céu em 14 de novembro... e a próxima vez que a Lua irá se aproximar tanto da Terra será apenas em 25 de novembro de 2034. Só com isso já dá pra entender como a Lua Cheia de novembro será especial e rara!

Vale notar que seu título de "Maior Lua do século" já está causando polêmica, afinal, tecnicamente essa é a maior Lua em cem anos, já que a maior Lua de todo o século 21 acontecerá de fato em 6 de dezembro de 2052. Mais correto, portanto, seria dizer que essa é a "Maior Lua do século até agora".


Por que acontece uma Super Lua?

Para entender isso, devemos lembrar que a Lua completa uma volta ao redor da Terra em de cerca de 27 dias. É durante esse trajeto que acontecem as fases da Lua (por conta da luz solar), como mostra a animação abaixo:

Animação mostra como ocorrem as fases da Lua conforme ela orbita nosso planeta.
As legendas estão em inglês: na parte superior direita, veja a percentagem da iluminação da Lua; na parte inferior direita, sua fase; na parte inferior esquerda, sua elongação (posição em graus).
Créditos: divulgação
Mas enquanto a Lua completa suas voltas ao redor do nosso planeta, sua distância muda bastante entre seu ponto mais próximo com a Terra (perigeu) e seu ponto mais distante (apogeu).




O perigeu e o apogeu da Lua acontecem em qualquer época, independente da fase da Lua, porém, quando o perigeu (ponto mais próximo com a Terra) acontece no mesmo dia da Lua Cheia, temos então o fenômeno chamado Super Lua.

Diferença de tamanho entre uma Super Lua (Lua Cheia no perigeu) e uma 
Mini Lua (Lua Cheia no apogeu).
Créditos: Ken Lord

O que vai determinar o quão grande será uma Super Lua é a diferença de horário entre o momento exato de sua fase Cheia e o momento exato de sua maior proximidade com a Terra. Quanto menor for essa diferença, maior (e mais brilhante) será a Super Lua.

Além do mais, a Super Lua de Novembro de 2016 terá um perigeu mais próximo do que o comum, e isso é o que a torna a maior Lua Cheia em mais de 68 anos!


14 de novembro - Uma Lua para recordar

A Lua estrá em sua fase Cheia precisamente às 13:52 UTC (antes do meio-dia pelo horário de Brasília) do dia 14 de novembro, portanto, na madrugada do dia 13 de novembro ela já se apresenta como uma Lua Cheia. A imagem abaixo mostra exatamente como o nosso planeta estará iluminado no momento exato da Lua Cheia.

Imagem mostra como a Terra estará iluminada pelo Sol (dia e noite) no momento 
exato da Lua Cheia, no dia14 de novembro de 2016 às 13:52 UTC.
Créditos: divulgação

A Lua atingirá o perigeu (ponto mais próximo com a Terra) com apenas 1 hora de diferença do momento exato da Lua Cheia. Observadores atentos poderão notar uma diferença de tamanho e de brilho no nosso satélite natural. Se você tirar uma foto da Lua, por exemplo, usando o mesmo zoom, etc.. e compará-la com uma foto de outra Lua Cheia qualquer, a diferença será clara.

O termo usado pelos astrônomos para descrever esse fenômeno é "Lua Cheia no Perigeu", mas desde 2011, quando a Super Lua do ano aconteceu em 19 de março, surgiu na internet o termo "Super Lua", que ficou conhecido mundialmente, e passou a ser usado até mesmo entre os profissionais da área.

Sim, a maré vai subir...

Como muitos sabem, a Lua exerce uma força gravitacional muito grande em nosso planeta, e com isso, ela controla grande parte da maré dos nossos oceanos. Quando a Lua está em sua fase nova, ou cheia, a maré dos oceanos fica mais agressiva, e seus níveis variam abruptamente. E claro, com uma Super Lua, isso se intensifica...

Praia de Kalamitsi, Ilha Lefkada, Grécia. Créditos: Ggia / Wikimedia Commons

Uma Super Lua acentua ainda mais a maré dos nossos oceanos, e a Super Lua de 14 de novembro representa uma mudança ainda maior. Se você estiver próximo do litoral nessa data, fique atento, pois as ondas devem ganhar uma altura extra, e podem até representar um risco para banhistas desavisados.

Por outro lado, isso não significa que haverá inundações, a não ser que outro fenômeno natural, como tempestades ou furacões, aconteça ao mesmo tempo. Aliás, a mudança na maré pode continuar por alguns dias após a Super Lua.

Uma oportunidade única!

Não é todo dia que acontece uma Super Lua, muito menos uma Super Lua tão especial como essa que teremos no dia 14 de novembro de 2016. No fim de 2016 ocorrem 3 Super Lua seguidas, nos mês de outubro, novembro e dezembro, mas é no dia 14 de novembro, a segunda da sequência, a mais especial não só do ano, mas do século, até agora.


Como tirar fotos de celular boas da Superlua

Superlua é registrada neste domingo (27) na Bielorrússia (Foto: (AP Photo/Sergei Grits)

14/11/2016

Nesta segunda-feira (14) será possível observar a maior Superlua em quase 70 anos.

Fotografar este fenômeno, no entanto, pode ser uma tarefa complicada. Por emitir bastante luz e ser fotografada normalmente quando já está totalmente escuro, a Lua acaba se tornando uma mancha branca no meio do céu. Para resolver esse e outros problemas o G1 preparou algumas dicas, confira:

1. Luz 

O mais importante é fazer a medição correta da luz. A Lua é um corpo celeste muito brilhante, e como na maioria das vezes ela é fotografada durante a noite, é comum que o celular faça uma medição geral do quadro (onde 90% do espaço está escuro) e a Lua vire um borrão de luz branca. Para resolver isso é preciso colocar a medição do celular exatamente em cima da Lua. Se for um iPhone, basta colocar o quadradinho sobre o satélite. No Android, é um círculo. Se o seu celular oferecer a opção de posicionar o foco em um ponto infinito, habilite-a. Aplicativos com controles manuais também podem ser utilizados para atingir a medição correta. 

2. Horário

Para que a foto não seja apenas um fundo preto com uma bolinha branca o ideal é fotografá-la antes que o céu esteja totalmente escuro. Um bom horário é o momento do crepúsculo, por volta das 19h, quando o céu ainda está relativamente claro e a Lua já está alta e grande o suficiente para uma boa foto.

Superlua é vista perto da estátua da Liberdade, em Nova York, durante o anoitecer 
Foto: Julio Cortez/AP

3. Enquadramento

As fotos ficam mais interessantes quando vão além da Lua sozinha com o céu de fundo. Tente incluir pessoas, árvores, pássaros ou outros elementos na composição da foto. Se você tiver acesso a algum local alto, como o topo de um prédio, fotografe de lá para ter a cidade na composição com a lua.

4. Configuração

Utilize a maior resolução disponível no aparelho. Se puder escolher também a quantidade da imagem deixe sempre a opção com menor compressão. Apesar dos arquivos ocuparem mais espaço na memória, vale a troca por imagens com mais detalhes e menos ruídos causados pela compressão. Se o seu celular possuir a opção de fazer imagens com HDR, acione-a. A tecnologia aumenta a capacidade do aparelho de capturar luzes com diferentes intensidades.

Adaptador de lente teleobjetiva 10x para celular
Foto: Divulgação
5. Acessórios

Por cerca de 80 reais é possível comprar um adaptador de lente teleobjetiva para o celular. Essa lente aumenta o poder do ‘zoom’ do aparelho. Como a maioria dos celulares tem uma lente bem aberta, é bastante recomendável utilizar uma dessas para fotografar a Lua.

6. Luminosidade

Reduza a luminosidade para ressaltar os traços da Lua e suas cores. Tanto em iPhone quanto em Android, é só deslizar a bolinha que aparece do lado do quadradinho ou da bolinha.

7. ISO

Se o celular selecionar opções manuais de fotografar, opte por diminuir ao máximo o ISO, que determina a sensibilidade da câmera. A Lua já fornecerá luz intensa o suficiente.

8. Modo contínuo

Diversos celulares permitem que se tirem várias fotos em sequência enquanto se segura o botão de disparo. Esse recurso pode ser utilizado para evitar fotos tremidas.

9. Selfies/Retratos

Selfies não são uma boa ideia pela baixa qualidade da câmera frontal da maioria dos telefones. Já o problema de tirar retratos de pessoas com a Lua ao fundo é a grande diferença de luz entre a pessoa e o satélite da Terra. Para que a pessoa saia bem iluminada, o celular utilizará uma configuração que provavelmente tratará a Lua como uma fonte emissora de luz muito grande. O resultado será desagradável: a Lua vai virar um borrão branco. Uma alternativa é utilizar o flash ou tirar a foto no início da noite, antes de escurecer totalmente.

Fonte: G1

Internautas registram fenômenos da superlua e eclipse lunar em Macapá

Eclipse total da lua teve tom avermelhado no fenômeno de domingo (28) 
(Foto: Floriano Lima/Arquivo Pessoal)

28/09/2015

Superlua foi registrada em fotos ainda no fim da tarde de domingo (27).
Fenômenos naturais só voltarão a acontecer juntos em 2033.

Internautas registraram através de fotografias dois fenômenos que puderam ser bem visualizados em Macapá no domingo (27). A superlua e o eclipse total lunar renderam bons cliques e ótimas lembranças para quem visualizou o céu durante a noite.

A superlua foi melhor visualizada no fim da tarde, quando o único satélite natural da terra começou a surgir no horizonte. Muitos amapaenses registraram a lua na orla de Macapá, no Centro da cidade. O fenômeno acontece quando a lua fica em seu ponto mais próximo da Terra (perigeu) e em fase cheia, parecendo ainda maior e mais luminosa.

Superlua foi registrada ainda no entardecer de domingo (27), na orla de Macapá 
(Foto: Philippe Silva/Arquivo Pessoal)

Na capital amapaense, a visualização do eclipse total da lua iniciou aproximadamente às 22h de domingo, e seguiu pelos primeiros minutos desta segunda-feira (28). O astro, que não produz luz e aproveita a luz solar, estava alinhado com o sol e a Terra. O satélite desapareceu do campo de visão da Terra e, privado dos raios solares, reapareceu com tom avermelhado – por isso, também é conhecida como "lua sangrenta" ou "lua de sangue".

Os dois fenômenos naturais só voltarão a acontecer juntos em 2033.

Macapá também tem boa visualização para o equinócio, outro fenômeno celeste que acontece neste período de setembro, que atingiu o ponto alto na sexta-feira (25). Ele marca o início da primavera, quando a órbita do sol se alinha à linha imaginária do equador, que divide a Terra em dois hemisférios.

Amapaense registrou fenômeno da superlua (Foto: Floriano Lima/Arquivo Pessoal)
Fonte: G1


Sexta-feira terá eclipse solar total, equinócio e superlua

Alinhamento entre Sol, Terra e Lua, com a Lua mais próxima da Terra, 
vai resultar no fenômeno conhecido como superlua
Foto: Nasa / Reprodução

20/03/2015

Em um só dia, três fenômenos astronômicos vão acontecer. Essa coincidência é bastante rara

O único eclipse solar total de 2015 poderá ser visto nesta sexta-feira (20) em países do Hemisfério Norte. Outros dois fenômenos astronômicos ocorrem no mesmo dia. O equinócio, quando o dia e a noite têm exatamente a mesma duração (12 horas), e uma superlua.
O equinócio desta sexta-feira marca a chegada do outono no Hemisfério Sul e ocorrerá oficialmente às 19h45, horário de Brasília, segundo o Observatório Nacional. O fim da estação será em 21 de junho, quando começa o inverno. O alinhamento entre Sol, Terra e Lua, com a Lua mais próxima da Terra, vai resultar no fenômeno conhecido como superlua.

No Hemisfério Norte, a sombra da Lua, durante o eclipse, vai passar sobre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico, começando na Groenlândia, indo até a Islândia e o Reino Unido. Em seguida, segue pelas Ilhas Faroe, na Noruega e finaliza no Pólo Norte. Quem estiver nas outras partes do mundo, pode acompanhar o fenômeno ao vivo pelo site slooh.com, a partir das 5h30, no horário de Brasília.

O astrônomo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Daniel Mello explica que um eclipse ocorre quando há bloqueio da luz solar devido a passagem da Lua exatamente em frente ao disco do Sol, projetando a sombra na superfície da Terra.   “Como a Lua está um pouco distante da Terra, a projetação da sombra não é tão extensa e fica muito localizada em algumas regiões do planeta”, disse. Já um eclipse total da lua ocorre quando a Terra fica entre a Lua e o Sol. Nesse momento, a Lua entra na sombra da Terra e fica totalmente ou parcialmente invisível durante alguns minutos.


Vídeo feito do espaço mostra aurora boreal e o amanhecer

Segundo Mello, o eclipse solar, como o que ocorre amanhã, são mais raros que os demais. “Para que tenha um eclipse total, o disco da Lua tem que passar exatamente pelo disco solar. Quando é parcial, o disco da Lua passa um pouco acima ou abaixo”.

Pelos dados da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, o próximo eclipse solar total está previsto para 9 de março de 2016, nas regiões da Ásia, da Austrália e do Pacifico. A Nasa elaborou um estudo com a previsão dos próximos eclipses até 2100. Os interessados em obter mais informações devem acessar o site da agência.

No Brasil, deve ocorrer um eclipse lunar total em 27 de setembro deste ano.

Superlua é vista em um castelo em Budapeste na noite de sábado. 
O satélite natural fica até 30% mais brilhante que em outras Luas Cheias
Foto: AP
Fonte: Terra


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