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MISSÃO AMAZÔNIA: PRIMEIRO SATÉLITE DEVE SER LANÇADO EM 2020 PARA MONITORAMENTO AMBIENTAL

Foto: Divulgação/Inpe

11/09/2019

As ações de monitoramento ambiental e proteção da Amazônia estão prestes a ganhar um esforço espacial. 

As ações de monitoramento ambiental e proteção da Amazônia estão prestes a ganhar um esforço espacial. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), está preparando o satélite Amazônia-1 para lançamento em 2020, para fornecer imagens para o monitoramento ambiental e da agricultura em todo o território brasileiro com uma alta taxa de revisita.

O Amazonia-1 avança para as etapas finais que preparam o satélite para o lançamento, previsto para 2020. Em agosto, aconteceu a revisão crítica de projeto (CDR) que avaliou os objetivos da missão, carga útil (câmera) e todos os sistemas necessários para o funcionamento do primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

Este satélite também é o primeiro construído a partir da Plataforma Multimissão (PMM), estrutura inovadora desenvolvida pelo INPE, capaz de se adaptar aos propósitos de diferentes missões e, assim, reduzir custos de projetos espaciais.

O Amazonia-1 servirá, ainda, para o monitoramento da região costeira, reservatórios de água, desastres ambientais, entre outras aplicações. Os dados estarão disponíveis tanto para comunidade científica e órgãos governamentais quanto para usuários interessados em uma melhor compreensão do ambiente terrestre.

Foto: Divulgação/Inpe


Além dele, a Missão Amazônia prevê o lançamento de outros dois satélites de sensoriamento remoto: Amazonia-1B e Amazonia-2.

O satélite

O Amazonia-1 é um satélite de órbita polar que irá gerar imagens do planeta a cada 5 dias. Para isso, possui um imageador óptico de visada larga (câmera com 3 bandas de frequências no espectro visível – VIS – e 1 banda próxima do infravermelho – Near Infrared) capaz de observar uma faixa de aproximadamente 850 km com 60 metros de resolução.

Foto: Divulgação/Inpe


Sua órbita foi projetada para proporcionar uma alta taxa de revisita (5 dias), tendo, com isso, capacidade de disponibilizar uma significativa quantidade de dados de um mesmo ponto do planeta. Esta característica é extremamente valiosa em aplicações que necessitem de uma rápida resposta, pois aumenta a probabilidade de captura de imagens úteis em situações de cobertura de nuvens.

Missão Amazônia

A Missão Amazônia irá fornecer dados (imagens) de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento especialmente na região amazônica e, também, a diversificada agricultura em todo o território nacional com uma alta taxa de revisita, buscando atuar em sinergia com os programas ambientais existentes.

Os dados gerados serão úteis para atender, ainda, outras aplicações correlatas, tais como: monitoramento da região costeira, reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas, desastres ambientais, entre outros.

Foto: Divulgação/Inpe

Os dados estarão disponíveis tanto para comunidade científica e órgãos governamentais quanto para usuários interessados em uma melhor compreensão do ambiente terrestre. A Missão prevê três satélites de sensoriamento remoto: Amazonia-1, Amazonia-1B e Amazonia-2.

Além dos objetivos finalísticos associados ao provimento de dados para monitoramento do meio ambiente, a Missão tem um importante objetivo do ponto de vista tecnológico: a validação da Plataforma Multimissão PMM como sistema, que será utilizada pela primeira vez no satélite Amazonia-1.

Por fim, a Missão Amazônia irá consolidar o conhecimento do Brasil no desenvolvimento integral de uma missão espacial utilizando satélites estabilizados em 3 eixos, visto que os satélites de sensoriamento remoto anteriores foram desenvolvidos em cooperação internacional com outros países.

Fonte: Portal Amazônia

PRIMEIRO SATÉLITE BRASILEIRO COMPLETA 25 ANOS EM ÓRBITA E MANTÉM OPERAÇÃO DE COLETA DE DADOS



09/02/2018

O SCD-1 (Satélite de Coleta de Dados) tinha expectativa de apenas um ano de vida útil quando foi lançado pelo foguete norte-americano Pegasus, em 1993. Projetado, construído e operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o primeiro satélite brasileiro ainda realiza sua missão fundamental de coleta de dados ambientais.

Nesta sexta-feira (09/02), o SCD-1 atinge 25 anos de operação em órbita e completa a marca de 132.010 revoluções em torno de nosso planeta. Mesmo com funcionamento limitado, o SCD-1 segue retransmitindo informações para a previsão do tempo e monitoramento do nível de água dos rios e represas, entre outras aplicações.

A longevidade do SCD-1 comprova o alto grau de competência técnica não só das equipes de engenharia espacial e de integração e testes que participaram de seu desenvolvimento, como também dos especialistas em rastreio e controle de satélites, que o acompanham no INPE desde o seu lançamento.

O lançamento do SCD-1 colocou o Brasil entre as nações que efetivamente dominam o ciclo completo de uma missão espacial desde sua concepção até o final de sua operação em órbita. Marcou ainda o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, que fornece informações para instituições nacionais governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.

O SCD-1 foi totalmente projetado, desenvolvido e integrado no Brasil, com importante participação da indústria nacional. Para seu desenvolvimento, o INPE investiu em laboratórios modernos e no aprimoramento de seus recursos humanos.

O lançamento foi realizado a partir do Centro de Controle de Wallops, no estado de Virgínia, costa leste dos Estados Unidos. No dia 9 de fevereiro de 1993, uma hora e 15 minutos depois da decolagem, a 83 km da costa da Flórida e a 13 km de altitude, o foguete Pegasus foi liberado da asa de um avião B52 da Nasa. Como havia sido previsto, o foguete cai em queda livre por cinco segundos antes de acionar seus motores em direção ao espaço. Poucos minutos depois, às 11h41 (hora de Brasília), o SCD-1 é colocado em órbita da Terra, a uma altitude de 750 km.

Operação

Devido a uma falha em sua bateria, desde 2010 o SCD-1 só opera enquanto iluminado pelo Sol. Antes disso, a bateria conseguia suprir energia elétrica ao satélite nas frações dos períodos orbitais em que este se encontrava em regiões não iluminadas pelo Sol, quando não havia suprimento de energia gerada por seus painéis solares e garantia, deste modo, o funcionamento contínuo do satélite. Isto possibilitava a realização da missão de coleta de dados ambientais do satélite durante todas as suas passagens sobre o Brasil.

A carga útil principal do SCD-1 é um transponder de coleta de dados, que é responsável pela recepção a bordo e retransmissão ao solo de dados ambientais coletados por uma rede de plataformas de coleta de dados ambientais espalhada por todo o território nacional. Hoje, o transponder de coleta de dados do satélite opera apenas em horários determinados do dia, correspondentes a cerca de 65% do tempo total anterior, já que sem a bateria o satélite só pode operar nos períodos iluminados, em que há fornecimento de energia elétrica gerada pelos painéis solares.

O transponder de serviço, responsável pela recepção de telecomandos e transmissão de telemetrias sobre o estado de funcionamento do satélite, perdeu a capacidade de execução de medidas de distância e, por este motivo, o processo de determinação de órbita é realizado a partir de medidas de velocidade radial entre o satélite e a antena de rastreio. Isto diminui a precisão das estimativas do posicionamento em órbita do satélite, mas não a ponto de comprometer as operações de controle.

O SCD-1 possui orientação angular no espaço estabilizada por rotação, ou seja, o eixo de longitudinal do satélite tende a se manter fixo no espaço devido à chamada rigidez giroscópica, causada pela rotação em torno do mesmo. Manobras de reorientação do eixo de rotação do satélite são executadas periodicamente, conforme a necessidade, para manter os painéis solares apontados para o Sol e o painel inferior, que não possui painéis solares, voltado para uma direção que evite incidência direta de raios solares em sua superfície, de modo a permitir que por ele seja irradiado o calor excedente gerado a bordo.

Medidas de telemetrias dos sensores solares e magnetômetro do satélite são utilizadas para cálculo e previsão dos parâmetros de orientação angular do satélite. A degradação dos sensores solares faz com que algumas medidas inválidas venham sendo enviadas pelo satélite com frequência crescente. Atualizações efetuadas no software de processamento dessas medidas permitem, hoje, a filtragem destes dados para a geração de informações de atitude suficientemente confiáveis.

Desde o lançamento, a velocidade de rotação do SCD1 diminuiu de 120 rpm, na época do lançamento, até 5 rpm atualmente. Esta perda da velocidade de rotação afetou a estabilidade da orientação angular do satélite, devido à perda da rigidez giroscópica. Isto tem causado uma elevação das temperaturas de alguns equipamentos embarcados, que hoje estão acima dos limites estabelecidos.

Apesar disso, o SCD-1 continua fornecendo dados de carga útil válidos a seus usuários e, embora com limitações, realiza sua missão de coleta de dados ambientais em nível satisfatório.

Fonte: INPE

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Internautas registram fenômenos da superlua e eclipse lunar em Macapá

Eclipse total da lua teve tom avermelhado no fenômeno de domingo (28) 
(Foto: Floriano Lima/Arquivo Pessoal)

28/09/2015

Superlua foi registrada em fotos ainda no fim da tarde de domingo (27).
Fenômenos naturais só voltarão a acontecer juntos em 2033.

Internautas registraram através de fotografias dois fenômenos que puderam ser bem visualizados em Macapá no domingo (27). A superlua e o eclipse total lunar renderam bons cliques e ótimas lembranças para quem visualizou o céu durante a noite.

A superlua foi melhor visualizada no fim da tarde, quando o único satélite natural da terra começou a surgir no horizonte. Muitos amapaenses registraram a lua na orla de Macapá, no Centro da cidade. O fenômeno acontece quando a lua fica em seu ponto mais próximo da Terra (perigeu) e em fase cheia, parecendo ainda maior e mais luminosa.

Superlua foi registrada ainda no entardecer de domingo (27), na orla de Macapá 
(Foto: Philippe Silva/Arquivo Pessoal)

Na capital amapaense, a visualização do eclipse total da lua iniciou aproximadamente às 22h de domingo, e seguiu pelos primeiros minutos desta segunda-feira (28). O astro, que não produz luz e aproveita a luz solar, estava alinhado com o sol e a Terra. O satélite desapareceu do campo de visão da Terra e, privado dos raios solares, reapareceu com tom avermelhado – por isso, também é conhecida como "lua sangrenta" ou "lua de sangue".

Os dois fenômenos naturais só voltarão a acontecer juntos em 2033.

Macapá também tem boa visualização para o equinócio, outro fenômeno celeste que acontece neste período de setembro, que atingiu o ponto alto na sexta-feira (25). Ele marca o início da primavera, quando a órbita do sol se alinha à linha imaginária do equador, que divide a Terra em dois hemisférios.

Amapaense registrou fenômeno da superlua (Foto: Floriano Lima/Arquivo Pessoal)
Fonte: G1


NASA está quase em Plutão e você pode acompanhar tudo por um aplicativo

Plutão e sua lua

14/07/2015

A NASA lançou um satélite em 2006 com o objetivo de analisar Plutão de perto. Agora, nove anos depois, o equipamento está quase chegando ao seu destino. E o melhor: você poderá acompanhar tudo de perto com um aplicativo lançado pela agência espacial dos Estados Unidos.

Essa é a primeira vez que um satélite vai investigar um dos últimos objetos celestes do nosso sistema solar. E finalmente, vamos descobrir como o pequeno astro realmente é. Na verdade, a New Horizons já descobriu que ele não é azul, como imaginávamos, e sim, marrom, conforme uma foto tirada no dia 8 de julho.

Você pode acompanhar também

Com o aplicativo “Eyes on the Solar System” (Olhos no Sistema Solar) desenvolvido pelo JPL (acrônimo em inglês para Laboratório de Propulsão a Jato) e disponível para Windows e Mac, você poderá contemplar diversas informações da chegada do satélite à Plutão.

É possível acompanhar em tempo real o que a News Horizons deve estar vendo, como ela está sendo operada para chegar até Plutão e o que ela está captando e armazenando sobre o astro. Vale lembrar que se trata apenas de uma simulação, já que ainda não é possível fazer um streaming ao vivo dos confins do sistema solar.



Pela primeira vez, um mapeamento detalhado 

Em poucas horas, o satélite deverá ficar o mais próximo possível do pequeno corpo celeste (a 12,5 mil quilómetros da superfície). Sendo assim, a NASA conseguirá fazer um mapeamento detalhado de Plutão pela primeira vez na história.

É bom lembrar que a agência especial já está registrando diversas imagens sobre ele e sua lua, divulgando todo o conteúdo em seu próprio site. Vale a pena conferir através deste link. E você? Acha que Plutão merece ser elevado à categoria de planeta novamente?

Fonte: Tecmundo, com informações da NASA


China lançará mais de 40 veículos no espaço em 2015

A maior parte dos veículos serão satélites de comunicação ou geoestacionários
Reuters

19/03/2015

A China irá colocar em órbita neste ano mais de 40 veículos espaciais em 20 missões, segundo anunciaram nesta quarta-feira (18) as autoridades espaciais chinesas à imprensa oficial.

A maior parte destes veículos serão satélites, esclareceu Zhao Xiaojin, diretor da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China.

"Serão principalmente satélites de comunicação ou geoestacionários que orbitarão a uma altura de 57 900 quilômetros", explicou Zhao.

"Também serão enviados alguns satélites para observar a Terra assim como satélites de navegação para o sistema Beidou" (um equivalente nacional ao GPS americano), acrescentou.

Zhao também destacou que o trabalho continuará no programa lunar chinês, as chamadas missões Chang E.

"Fizemos grandes avanços na maior parte da tecnologia necessária para a missão Chang E 5. Neste ano vamos realizar mais testes na Terra, sobretudo aqueles que simulam as condições do meio ambiente na Lua", completou.

O programa espacial chinês lançou por enquanto três missões ao satélite terrestre e planeja que a Chang E 4 chegue à lua por volta do final desta década, e que a quinta missão seja posterior a 2020.

Fonte: Info

Drone varrerá Amazônia em busca de civilizações antigas

Mais de 450 geoglifos foram identificados em áreas de desmatamento na Amazônia

18/02/2015

Cientistas britânicos vão usar um drone para fazer varreduras na Amazônia brasileira e procurar vestígios de civilizações antigas.

O avião não-tripulado que será enviado para a região é equipado com um laser que analisa e procura por áreas onde podem ter existido construções há milhares de anos.

O objetivo do projeto é determinar qual era o tamanho destas comunidades milenares e até que ponto elas alteraram a paisagem local.

Os pesquisadores anunciaram a iniciativa durante a reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), na cidade de San Jose, na Califórnia.

O projeto, uma parceria entre agências e instituições do Brasil e Europa, já conseguiu uma verba de US$ 1,9 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões) do Conselho Europeu de Pesquisa.

Dependendo dos dados obtidos, eles também podem ser usados para a elaboração de políticas de uso sustentável da floresta.

Mas a questão mais importante é tentar compreender a escala e as atividades das populações que viveram na Amazônia no final do período antes da chegada dos europeus à América, ou seja, os últimos 3 mil anos antes de 1490.

Padrões no solo

A equipe internacional vai tentar encontrar na Amazônia os chamados geoglifos, que são desenhos geométricos grandes feitos no chão.

O drone usado no projeto carrega um instrumento a laser que pode examinar 
áreas que não foram desmatadas - Foto: Xmobots

Mais de 450 destes geoglifos, em vários formatos geométricos, foram encontrados em locais onde ocorreu desmatamento.

Mas até hoje ninguém sabe exatamente o que estes círculos, quadrados e linhas representam - há indícios de que fossem centros cerimoniais.

No entanto, o que se sabe é que eles são provas de um comportamento coletivo.

"É um debate acalorado agora na arqueologia do Novo Mundo", afirmou José Iriarte, da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha.

"Enquanto alguns pesquisadores acreditam que a Amazônia foi habitada por pequenos grupos de caçadores-coletores ou então por pequenos grupos de cultivavam apenas para a subsistência, que tiveram um impacto mínimo no meio ambiente, e que a floresta que vemos hoje foi intocada por milhares de anos, há cada vez mais provas mostrando que este pode não ser o caso."

"Estas provas sugerem que a Amazônia pode ter sido habitada por sociedades grandes, numerosas, complexas e hierárquicas que tiveram um grande impacto no meio ambiente; o que nos chamamos de 'hipótese do parque cultural'", disse o cientista à BBC.

Drone e satélite

O projeto de Iriarte prevê o sobrevoo do drone por algumas áreas da floresta que servirão de amostra.

O laser acoplado ao drone vai procurar geoglifos estão escondidos em regiões ainda não desmatadas.

Parte da luz deste laser, chamado de "lidar" ("light-activated radar", ou radar ativado pela luz, em tradução livre) consegue ultrapassar a barreira das folhas das árvores.

Serão feitas várias inspeções e, se a existência dos geoglifos for confirmada, os cientistas vão tentar determinar mudanças específicas que foram deixadas no solo e na vegetação pelos antigos habitantes.

Estas "impressões digitais" poderão ser buscadas por imagens de satélites, possibilitando uma busca em uma área muito maior da Amazônia, maior do que com o pequeno drone.

Em imagens aéreas normais, apenas os topos das árvores são visíveis

O instrumento a laser do drone faz o mapa digital da vegetação destes topos de árvores

Este mapa pode então ser removido e deixar apenas o sinal do laser que conseguiu 
ultrapassar a vegetação e chegar ao chão

E, a partir deste projeto será possível avaliar como a Amazônia pode ser gerenciada de forma sustentável. Segundo Iriarte, não é possível especular quais seriam as mudanças futuras aceitáveis na Amazônia se não existir uma compreensão completa de como a floresta foi alterada no passado.
"Queremos ver qual é a pegada humana na floresta e então formar uma política (de uso), pois pode ser o caso de que a biodiversidade que queremos preservar seja o resultado de uma manipulação no passado desta floresta", explicou.

Ainda não se sabe quantos outros geoglifos o chão da Amazônia esconde

Fonte: BBC Brasil


Google compila imagens que mostram desmate da Amazônia

10/05/2013

Feitas do espaço, imagens mostram 30 anos de mudanças na Terra. 
Alguns exemplos são Las Vegas, as praias Dubai e as geleiras do Alasca.

Do crescimento urbano no entorno de Las Vegas (EUA) ao desmatamento da floresta Amazônica, no Brasil, a ação do homem sobre a natureza é a única constante na sequência de imagens aéreas feitas a partir do espaço compiladas pelo Google e divulgadas nesta quinta-feira (9).

Em um projeto em conjunto com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) e a revista “Time”, a ferramenta mostra a evolução de regiões como Dubai, Las Vegas, a floresta Amazônica e o lago Urmia.

São colocadas em sequência imagens aéreas desde 1984 até 2012. Dessa forma é possível ver a transformação das regiões, como o derretimento das geleiras de Columbia, no Alasca ou o recrudescimento do desmatamento na Amazônia brasileira.

Uma das mais surpreendentes é a criação das ilhas em forma de palmeira na costa de Dubai, no Oriente Médio (veja aqui algumas imagens).

Animação do derretimento das geleiras de Columbia, no Alaska, entre 1984 e 2011 
(Foto: Divulgação/Google)
Animação da mudança na floresta Amazônica entre 1984 e 2012 (Foto: Divulgação/Google)
Segundo o blog do Google, foram usados “milhões de satélites e trilhões de pixels” no desenvolvimento do projeto.

As imagens da Terra são coletadas do espaço desde os anos 1970 por uma parceria da USGS e a Nada, chamada Landsat. O Google começou a trabalhar com o serviço geológico em 2009 para disponibilizar esse serviço histórico on-line, por meio da tecnologia do Google EarthEngine.

Segundo o Google, foram reunidas mais de 2 milhões de imagens. O último passo foi trabalhar com o Create Lab, da Universidade Carnegie Mellon, para converter as imagens em uma animação que pudesse ser exibida em navegadores de internet.

A revista “Time” criou um hot site para mostrar os resultados do projeto. O Google fez o mesmo (veja o site aqui).

Fonte: G1

Acordo que permitirá acesso de estados ao Cadastro Ambiental Rural deve ser assinado na quinta-feira


26/11/2012 

Isabela Vieira
Repórter da Agencia Brasil

Rio de Janeiro - O Ministério do Meio Ambiente deve assinar na quinta-feira (29) um acordo para disponibilizar aos estados brasileiros imagens de satélite do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O banco de dados é uma das novidades do Código Florestal.

A informação foi dada hoje (26) pela ministra Izabella Teixeira, durante evento da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), no Rio de Janeiro.

"Esta semana, na reunião do Conama [Conselho Nacional do Meio Ambiente], assino os termos de cooperação para passar as imagens aos estados, de tal maneira que possam se preparar para fazer, com os municípios, o cadastramento do CAR em todo o pais", explicou a ministra.

O banco de dados será alimentado pelos próprios produtores, pela internet. O modelo será parecido com o da Declaração do Imposto de Renda.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) auxiliará o preenchimento, por telefone e pela internet. Estão previstas ainda parcerias com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e cooperativas rurais.

Com as informações do cadastro, será possível identificar as áreas de preservação permanente (APPs) e de reservas legais em cada propriedade e acompanhar a recuperação da cobertura vegetal nos locais onde a lei exigir. "No nosso modelo [federal], que estamos compartilhando, automaticamente, o produtor entra, identifica a propriedade, o sistema marca se você tem APP, rio, morro, qual a reserva legal, quais são os déficits e o que é preciso fazer [para corrigir], imprime [a declaração) e sai a certificação", disse Izabella.

Segundo a ministra, com base no documento, os órgãos ambientais vão identificar os produtores e "conversar para equacionar o programa da regularização ambiental", de acordo com as novas regras do Código Florestal.

O prazo para elaboração do CAR é dois anos. A partir da data, o governo quer combater a corrupção emitindo autos de infração eletrônicos, tornando o monitoramento mais eficiente.

"[O cadastro] vai acabar com situações de fiscais plotando [mapeando] dados na África porque erram as coordenadas", comentou Izabella sobre o novo sistema, que será usado nos próximos cinco anos.

Edição: Juliana Andrade



Imagens de satélite da Nasa mostram algas 'brilhantes' sobre a Europa


Imagem de satélite da Nasa impressiona pela cor das algas do fitoplâncton (Foto: Nasa/GSFC/Modis)


19/07/2012


Do G1, em São Paulo

Seres microscópicos do fitoplâncton têm pigmento para fazer fotossíntese.
Organismos são capazes de armazenar gás carbônico e liberar oxigênio.

Imagens captadas pelo satélite Aqua, da agência espacial americana (Nasa), evidenciam a presença de algas unicelulares brilhantes sobre o Mar Negro, que separa o Leste Europeu da Ásia Ocidental.
Esses seres chamados "cocolitóforos" são alguns dos que formam o fitoplâncton – organismos microscópicos que vivem próximo à superfície dos oceanos e compõem a base da cadeia alimentar, servindo de comida para muitos animais.

Algas desse tipo fazem fotossíntese, razão pela qual têm um pigmento colorido. Elas também apresentam a capacidade de armazenar gás carbônico (CO2) e liberar oxigênio na atmosfera.

A imagem abaixo, tirada no dia 9, mostra o fitoplâncton no Estreito da Dinamarca, entre a Groenlândia e a Islândia, onde o gelo continuava cobrindo o topo das montanhas mesmo durante o verão.
Na região, as algas florescem entre a primavera e o verão, quando a temperatura mais quente da água, a luz e nutrientes criam as condições ideais para essa proliferação no Atlântico Norte.

Algas que fazem fotossíntese também são vistas no Estreito da Dinamarca (Foto: Nasa/GSFC/Modis)


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