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O ECLIPSE LUNAR COM ‘LUA DE SANGUE’ MAIS LONGO DO SÉCULO

Peter Cziborra Reuters

27/07/2018

Fenômeno, que poderá ser visto do Brasil, deve trazer informação sobre o buraco na camada de ozônio

A Terra se colocou entre o Sol e a Lua nesta sexta-feira, 27, ocasionando o eclipse lunar mais longo do século XXI. A fase total do fenômeno começou às 16h30 (horário de Brasília) e teve duração de uma hora e 42 minutos, já que a lua passou próxima ao centro da sombra terrestre. Durante essa fase, o satélite refletiu uma tonalidade avermelhada que lhe confere popularmente o nome de Lua de Sangue. Do Brasil, foi possível ver o fenômeno em algumas cidades, no fim da tarde. Para isso, foi preciso olhar para o horizonte, a leste.

Ainda que o aspecto mais chamativo do eclipse seja o espetáculo de sua cor, também é útil para que os cientistas possam conhecer melhor o estado da atmosfera terrestre, de acordo com Miquel Serra, astrônomo do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC).

O lógico, quando a Lua entra na sombra da Terra, seria que o satélite fosse invisível de nosso planeta. “Nós a vemos porque a atmosfera terrestre produz dois efeitos sobre a luz solar”, afirma o especialista do IAC. O primeiro é o fenômeno de refração, uma curvatura dos raios do Sol que rodeiam a Terra até chegar à Lua. O segundo é semelhante ao que acontece durante um entardecer. A atmosfera dispersa as cores mais energéticas da luz solar, como o verde e o azul, de maneira que somente os raios vermelhos chegam à superfície lunar. “O resultado é uma Lua iluminada com tons acobreados, e é o mais espetacular”, diz Serra, que o considera “interessante e bonito porque a intensidade do vermelho não é conhecida até o início do fenômeno e depende do estado da atmosfera terrestre”, afirma.

"A intensidade da cor vermelha da Lua nos indica o estado da atmosfera"

A cor da Lua pode ser relacionada à poluição atmosférica, mas principalmente “pode nos falar do estado geral da atmosfera em um determinado momento”, afirma Miquel Serra. A razão é que, além das partículas poluidoras, outros fatores intervêm como a presença de nuvens e de emissões vulcânicas em certas regiões do planeta. “As partículas vulcânicas fazem com a tonalidade avermelhada aumente”, diz Antonio Pérez, divulgador científico especializado em astronomia e ciências do espaço. Quantas mais existirem em suspensão na noite do dia 27, portanto, mais vermelha veremos a Lua eclipsada, como acrescenta o especialista.

Além disso, um aspecto muito interessante é que um eclipse lunar pode informar sobre o estado do buraco na camada de ozônio, que “parece estar relacionado a uma variação do tamanho da sombra terrestre”, diz Serra. A equipe do IAC a que o astrônomo pertence foi até a Namíbia, onde o fenômeno pôde ser observado do começo ao fim. Lá, a ideia é calcular a cor da totalidade e anotar dados do tamanho da sombra lunar, que “varia de eclipse para eclipse a cada dois anos”, diz Miquel Serra.

O motivo principal que os levou à Namíbia foi, entretanto, a possibilidade de retransmitir em seu site o eclipse com tecnologia de alta qualidade para que o público possa observar o fenômeno de qualquer parte do mundo.

A África, o Oriente Médio e alguns países da Ásia central são os lugares onde o eclipse foi totalmente visível. A Austrália só pode observar o início e a América do Sul, o final. Em relação à Espanha, ficou visível o início da fase total.

O fenômeno completo durou 3 horas e 55 minutos se for levado em consideração o tempo de penumbra, ou seja, o momento em que a Lua passa pela área mais clara da sombra terrestre. O eclipse quase coincidiu com a noite mais brilhante do planeta vermelho nos últimos anos, que será a de 28 de julho. “São questões orbitais de Marte que não têm relação com o eclipse lunar”, frisa Antonio Pérez, “mas os dois fenômenos darão ao próximo fim de semana um grande interesse astronômico”, afirma.

PONTO MÁXIMO DO ECLIPSE NA AMÉRICA

México, Peru e Colômbia (15.22 horas)
Chile, Bolívia e Estados Unidos (16.22 horas)
Argentina, Uruguai e Brasil (17.22 horas)

Fonte: El País

NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE IMPORTÂNCIA DE CUIDAR DA NATUREZA



07/06/2018

A sobrevivência humana depende de muitos fatores, entre eles, os recursos naturais.

A sobrevivência humana depende de muitos fatores, entre eles, os recursos naturais. Infelizmente, cada vez mais acompanhamos notícias que revelam justamente o esgotamento daquilo que o meio ambiente nos proporciona. Nesse contexto, o Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 05 de junho, é uma boa oportunidade para discutir o tema e conscientizar a população, principalmente as crianças, sobre a necessidade de preservação da natureza e das reservas naturais. Para aproximar o tema dos pequenos e conscientizá-los, a Editora Moderna selecionou títulos de seu catálogo para crianças a partir dos 07 anos como dica de leitura para a ocasião.

A nova edição de Guerra no Rio, de Ganymédes José discute um penoso tema ao meio ambiente: o descarte irregular de rejeitos em cursos de água. Com borbulhantes ilustrações inéditas de Rogério Coelho, o título chega à sua terceira edição e conta como os habitantes de um rio se uniram contra o despejo de resíduos de uma fábrica de celulose que estava poluindo as águas de várias cidades.

O que aconteceria se um dia a Terra se cansasse de ser tão maltratada e decidisse ir embora para algum lugar melhor? Esse é o ponto de partida do livro Antes que a terra fuja, de Julieta de Godoy Ladeira. Por meio dessa fantasiosa situação, a autora vai a fundo em informações sobre o meio em que vivemos, o ar que respiramos, entre outros assuntos, para que o leitor compreenda que a Terra é a nossa grande casa e que é preciso cuidar dela para vivermos em um mundo cada vez melhor.

Um dos assuntos mais falados na questão da preservação ambiental, o fenômeno do aquecimento global ganha novos contornos nas mãos de César Obeid no título Aquecimento Global não dá rima com legal, que foi totalmente reformulado e é escrito em estrofes da literatura de cordel e também em prosa. O autor discorre sobre causas, consequências e soluções para esse problema e traz temas ambientais contemporâneos, como bioconstrução e agricultura orgânica.

Fonte: NewsRondonia


ECLIPSE ESCURECE O SOL NOS EUA E EM OUTRAS PARTES DO MUNDO; VEJA FOTOS DO BRASIL

Eclipse solar total é assistido nos EUA e parcialmente no Brasil

22/08/2017

Versão total do fenômeno foi vista apenas por norte-americanos; região Norte brasileira foi a que melhor conseguiu assistir.

Por volta das 14h15 da tarde (horário de Brasília), os moradores de Oregon, nos Estados Unidos, tiveram a chance de observar um dos fenômenos mais raros: o eclipse solar total. O sol foi "coberto" pela lua deixando as cidades em completa escuridão.

O eclipse seguiu por uma extensa faixa de terra no país. Ele também pode ser visto de forma parcial em outros países, como o México. No Brasil, a região Norte foi a com melhor "vista" para o fenômeno. Veja algumas fotos abaixo:


Eclipse solar visto do bairro do Bongi, na Zona Oeste do Recife, Pernambuco 
(Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Eclipse solar atraiu centenas de pessoas ao ponto de observação montado 
no Parque da Cidade em Natal (Foto: Canindé Soares)

Eclipse solar em Natal, Rio Grande do Norte (Foto: Claudio Abdon)

Imagem registrada em Maceió mostra começo do fenômeno
(Foto: Adriano Aubert S. Barros / Observatório Astronômico)

Homem se equilibra em frente ao eclipse em Jackson Hole, Wyoming
(Foto: Keith Ladzinski / Red Bull Content Pool / Reuters)

Múltipla exposição cria efeito de um anel de diamante no eclipse
(Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

Eclipse total do sol é visto em Depoe Bay, Oregon, nos EUA
(Foto: Mike Blake/Reuters)

Eclipse em sua 'quase' totalidade (Foto: Nasa/Reprodução)

Lua começa a passar em frente ao Sol. Foto tirada em parque nacional em Ross Lake,
no estado americano de Washington. (Foto: Bill Ingalls/NASA via AP)

Chapelle Saint-They, na França, é vista ao lado do eclipse parcial 
(Foto: Mal Langsdon/Reuters)

Eclipse é visto de forma parcial na Cidade do México 
(Foto: Henry Romero/Reuters)

Multidão acompanha o eclipse solar total em Depoe Bay, Oregon
(Foto: Mike Blake/Reuters)

Trio de irmãs Isabelle, Alexandra e Eloise esperam em parque de Nova York
(Foto: AP Photo/Mark Lennihan)

Eclipse foi visto de forma parcial em Nova York
(Foto: Eduardo Munoz/Reuters)

Homem olha para sol em praia da Carolina do Sul
(Foto: AP Photo/Mic Smith)

Um avião passa em frente ao sol em Guernsey, Wyoming
(Foto: Rick Wilking / Reuters)

Grupo de jornalistas assiste ao eclipse dentro da Casa Branca
(Foto: Yuri Gripas/Reuters)

Annie Penuel e Lauren Peck usam máscaras feitas de pratos de papel em
Nashville Tennessee. (Foto: Shelley Mays/AP)

Trump olha direto para o sol durante o eclipse
(Foto: AP Photo/Andrew Harnik)

Grupo espera o início do eclipse no Central Park, em Nova York
(Foto: Ariane Marques/G1 )

Espectadores assistem aos momentos finais do fenômeno em Illinois 
(Foto: Brian Snyder/Reuters)

Donald Trump assiste ao eclipse solar na Casa Branca 
(Foto: Kevin Lamarque/Reuters)

Melania e Donald Trump se posicionam para assistir 
(Foto: Kevin Lamarque/Reuters)
Fonte: G1 Ciência e Saúde

ECLIPSE SOLAR IRÁ COBRIR O SOL COMPLETAMENTE NOS EUA; VEJA COMO SERÁ NO BRASIL



21/08/2017

No dia 21, raro fenômeno deverá juntar milhares de pessoas na América do Norte.

Por Carolina Dantas, G1

Hoje, dia 21 de agosto, os moradores de uma faixa de terra dos Estados Unidos verão um sol negro. É o eclipse solar total, um dos fenômenos mais aguardados pela agência espacial americana (Nasa) neste ano. No Brasil, ele será visto de forma parcial -- quanto mais ao Norte, mais coberto estará o sol.

A última vez que a maioria dos norte-americanos experimentou um eclipse total foi em 1991. Neste ano, de acordo com a Nasa, o fenômeno poderá ser observado por 500 millhões de pessoas de forma total ou parcial: 391 milhões nos Estados Unidos, 35 milhões no Canadá e 119 milhões no México (além da América Central e parte da América do Sul).

O trecho mais intenso para a observação vai de Lincoln Beach, em Oregon, até Charleston, na Carolina do Sul. Nesta região, o sol ficará completamente preto durante pouco tempo: 2 minutos e 40 segundos -- a transição completa será de mais de 4 horas.

(Foto: Arte/G1)

A expectativa está grande. Milhares de hoteis estão lotados na faixa de terra que ocorrerá a escuridão e eventos estão com ingressos esgotados há meses. A pesquisa "eclipse 2017" no Google produziu mais de 35 milhões de acessos.

No topo do Brasil, no monte Caburaí, o eclipse será parcial: cerca de 50% de escuridão. O trecho contemplado pela penumbra chega até Brasília, mas com apenas 1,96%. Nestas regiões com baixo índice, os observadores podem, talvez, notar apenas uma diminuição do brilho do sol.

Mais de perto

Este é o segundo e último eclipse registrado neste ano: o primeiro ocorreu em 26 de fevereiro. Era do tipo anular, quando há uma faixa de luz ao redor do sol, formando uma espécie de um "anel de fogo". Ele foi visto no Pacífico, no Chile, na Argentina, na África.

Em 2018, a Terra não terá eclipses totais -- em que o sol é totalmente coberto. O próximo ocorre em 2 de julho de 2019 e mais perto: terá mais abrangência no Brasil e seu trajeto de escuridão será na América do Sul.

Eclipse solar é visto em 26 de fevereiro de 2017 em Coyhaique, no Chile 
Foto: REUTERS/Stringer

A Super Lua de 14 de novembro de 2016

14/11/2016

A Lua Cheia do dia 14 de novembro de 2016 será extraordinária, não apenas por se tratar de uma Super Lua, mas sim por ser a maior e mais brilhante Super Lua em cem anos!

A Super Lua que acontece no mês de novembro será a maior e mais brilhante Lua Cheia em cem anos. A última vez que a Lua se aproximou tanto da Terra foi em 26 de janeiro de 1948, ou seja, a maioria da população mundial NUNCA viu uma Lua tão grande quanto essa que surgirá no céu em 14 de novembro... e a próxima vez que a Lua irá se aproximar tanto da Terra será apenas em 25 de novembro de 2034. Só com isso já dá pra entender como a Lua Cheia de novembro será especial e rara!

Vale notar que seu título de "Maior Lua do século" já está causando polêmica, afinal, tecnicamente essa é a maior Lua em cem anos, já que a maior Lua de todo o século 21 acontecerá de fato em 6 de dezembro de 2052. Mais correto, portanto, seria dizer que essa é a "Maior Lua do século até agora".


Por que acontece uma Super Lua?

Para entender isso, devemos lembrar que a Lua completa uma volta ao redor da Terra em de cerca de 27 dias. É durante esse trajeto que acontecem as fases da Lua (por conta da luz solar), como mostra a animação abaixo:

Animação mostra como ocorrem as fases da Lua conforme ela orbita nosso planeta.
As legendas estão em inglês: na parte superior direita, veja a percentagem da iluminação da Lua; na parte inferior direita, sua fase; na parte inferior esquerda, sua elongação (posição em graus).
Créditos: divulgação
Mas enquanto a Lua completa suas voltas ao redor do nosso planeta, sua distância muda bastante entre seu ponto mais próximo com a Terra (perigeu) e seu ponto mais distante (apogeu).




O perigeu e o apogeu da Lua acontecem em qualquer época, independente da fase da Lua, porém, quando o perigeu (ponto mais próximo com a Terra) acontece no mesmo dia da Lua Cheia, temos então o fenômeno chamado Super Lua.

Diferença de tamanho entre uma Super Lua (Lua Cheia no perigeu) e uma 
Mini Lua (Lua Cheia no apogeu).
Créditos: Ken Lord

O que vai determinar o quão grande será uma Super Lua é a diferença de horário entre o momento exato de sua fase Cheia e o momento exato de sua maior proximidade com a Terra. Quanto menor for essa diferença, maior (e mais brilhante) será a Super Lua.

Além do mais, a Super Lua de Novembro de 2016 terá um perigeu mais próximo do que o comum, e isso é o que a torna a maior Lua Cheia em mais de 68 anos!


14 de novembro - Uma Lua para recordar

A Lua estrá em sua fase Cheia precisamente às 13:52 UTC (antes do meio-dia pelo horário de Brasília) do dia 14 de novembro, portanto, na madrugada do dia 13 de novembro ela já se apresenta como uma Lua Cheia. A imagem abaixo mostra exatamente como o nosso planeta estará iluminado no momento exato da Lua Cheia.

Imagem mostra como a Terra estará iluminada pelo Sol (dia e noite) no momento 
exato da Lua Cheia, no dia14 de novembro de 2016 às 13:52 UTC.
Créditos: divulgação

A Lua atingirá o perigeu (ponto mais próximo com a Terra) com apenas 1 hora de diferença do momento exato da Lua Cheia. Observadores atentos poderão notar uma diferença de tamanho e de brilho no nosso satélite natural. Se você tirar uma foto da Lua, por exemplo, usando o mesmo zoom, etc.. e compará-la com uma foto de outra Lua Cheia qualquer, a diferença será clara.

O termo usado pelos astrônomos para descrever esse fenômeno é "Lua Cheia no Perigeu", mas desde 2011, quando a Super Lua do ano aconteceu em 19 de março, surgiu na internet o termo "Super Lua", que ficou conhecido mundialmente, e passou a ser usado até mesmo entre os profissionais da área.

Sim, a maré vai subir...

Como muitos sabem, a Lua exerce uma força gravitacional muito grande em nosso planeta, e com isso, ela controla grande parte da maré dos nossos oceanos. Quando a Lua está em sua fase nova, ou cheia, a maré dos oceanos fica mais agressiva, e seus níveis variam abruptamente. E claro, com uma Super Lua, isso se intensifica...

Praia de Kalamitsi, Ilha Lefkada, Grécia. Créditos: Ggia / Wikimedia Commons

Uma Super Lua acentua ainda mais a maré dos nossos oceanos, e a Super Lua de 14 de novembro representa uma mudança ainda maior. Se você estiver próximo do litoral nessa data, fique atento, pois as ondas devem ganhar uma altura extra, e podem até representar um risco para banhistas desavisados.

Por outro lado, isso não significa que haverá inundações, a não ser que outro fenômeno natural, como tempestades ou furacões, aconteça ao mesmo tempo. Aliás, a mudança na maré pode continuar por alguns dias após a Super Lua.

Uma oportunidade única!

Não é todo dia que acontece uma Super Lua, muito menos uma Super Lua tão especial como essa que teremos no dia 14 de novembro de 2016. No fim de 2016 ocorrem 3 Super Lua seguidas, nos mês de outubro, novembro e dezembro, mas é no dia 14 de novembro, a segunda da sequência, a mais especial não só do ano, mas do século, até agora.


Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra que orbita estrela vizinha do Sol

Ilustração mostra o planeta Proxima b orbitando ao redor da anã vermelha 
Proxima Centauri, vizinha mais próxima do Sol (Foto: ESO/M. Kornmesser)

24/08/2016

Nomeado de Proxima b, planeta é pequeno, rochoso e pode ter água líquida. Ele orbita ao redor da Proxima Centauri, estrela mais próxima do Sol.

Ao redor da estrela mais próxima do Sol, a Proxima Centauri, orbita um planeta pequeno e rochoso como a Terra que tem condições que permitiriam a existência de água em estado líquido, fator primordial para o desenvolvimento de vida. A empolgante descoberta do planeta Proxima b foi anunciada nesta quarta-feira (24) na revista "Nature".

Os cientistas celebraram o achado, pois o Proxima b pode vir a ser o planeta com possibilidade de vida mais perto do nosso Sistema Solar.

A equipe de mais de 30 cientistas analisou dados coletados a partir de dois telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) entre 2000 e 2014 e de uma série de observações feitas entre janeiro e março de 2016. As medidas se referem ao efeito Doppler, que indica minúsculos deslocamentos de uma estrela provocados pela presença de um planeta orbitando ao seu redor.

Os dados permitiram concluir que Proxima b tem uma massa equivalente a cerca de 1,3 vez a da Terra e orbita a Proxima Centauri a cada 11,2 dias a uma distância de cerca de 7,5 milhões de km de sua estrela. Isso equivale a cerca de 5% a distância entre a Terra e o Sol.

A estrela Proxima Centauri fica a uma distância de 4,2 anos-luz do nosso Sistema Solar. Mesmo sendo nossa vizinha mais próxima, ainda sim levariam milhares de anos para chegar até lá usando a tecnologia atual.

"Ser bem-sucedido na busca do planeta terrestre mais próximo fora do Sistema Solar foi uma experiência de uma vida, e resultou da dedicação e da paixão de vários pesquisadores internacionais. Esperamos que essas descobertas inspirem futuras gerações a continuarem procurando além das estrelas. A busca por vida no planeta Proxima b vem em seguida", afirmou o coordenador do projeto e principal autor do estudo, Guillem Anglada-Escudé, da Universidade Queen Mary de Londres (QMUL).

A possibilidade de existência do planeta já era investigada há muito tempo, porém os cientistas queriam se certificar de que os dados eram realmente precisos. Isso porque a luz de uma estrela anã vermelha como a Proxima Centauri pode variar de forma a imitar a presença de um planeta. "Assim que estabelecemos que a variação não era causada por buracos estelares, soubemos que poderia ser um planeta orbitando uma zona onde a água poderia existir, o que é muito empolgante. Se futuros estudos concluírem que as condições de sua atmosfera são adequadas para abrigar vida, esta será provavelmente uma das descobertas científicas mais importantes que faremos", disse o pesquisador John Barnes, um dos autores do estudo.

Ilustração mostra como pode ser a superfície do planeta Proxima b, que orbita
a estrela Proxima Centauri, a mais próxima do Sol (Foto: ESO/M. Kornmesser)

Capa da revista 'Nature' desta semana destaca descoberta de planeta 
Proxima b (Foto: Nature/Divulgação)
Fonte: G1


Biodiversidade é a base para a vida na Terra

Barcos de pesca no México. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark
Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.


22/05/2016

Afirmação foi feita pelo secretário-geral da ONU para marcar o Dia Internacional para a Diversidade Biológica, este domingo 22 de maio; Ban Ki-moon pediu aos governos que protejam e evitem mais perdas no meio ambiente.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a biodiversidade e os ecossistemas representam “a base para a vida na Terra, para os meios de subsistência e para o bem-estar das pessoas”.

No Dia Internacional para a Diversidade Biológica, este domingo, 22 de maio, Ban pediu à comunidade internacional que preserve e realize uma gestão sustentável de uma variedade de vidas no planeta.

Investimento

Em mensagem para marcar a data, o chefe da ONU declarou que “preservar a biodiversidade e evitar mais perdas significam um investimento essencial para o futuro coletivo” da humanidade.

Ele disse que a biodiversidade é uma questão importante na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Ban explicou que o objetivo número 15 reconhece a importância de o mundo impedir as perdas ambientais.

Segundo o secretário-geral, apesar das inúmeras promessas, as perdas de biodiversidade continuam aumentando em todas as regiões.

Ban declarou que para reverter essa tendência serão necessárias ações de todos os setores, indo desde os Estados-membros e agências da ONU ao setor privado, acadêmicos e sociedade civil.

Desafio

Em mensagem, o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, Achim Steiner, disse que “muitas pessoas não têm ideia da magnitude da diversidade de plantas e animais no planeta ou de seus habitats naturais”.

Steiner afirmou que “é muito pequena também a ideia sobre o atual desafio global sobre a perda de biodiversidade”.

O secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, Bráulio Dias, declarou que “lidar com os causadores diretos e indiretos das perdas de biodiversidade exige uma atenção nos setores primários, como agricultura, florestas, pesca e aquicultura”.

Dias disse que “a demanda por comida, madeira, água e energia pode dobrar até 2050 devido ao aumento da população com um efeito concomitante e negativo na biodiversidade”.

Fonte: Rádio ONU

Cientistas constroem Estrela da Morte para proteger a Terra

Foto: Star Wars/Facebook/Reprodução

14/03/2016

Cientistas afirmam que a nave poderia desviar um grande asteroide da Terra ao longo de um período de 30 anos

Imagine a estação espacial bélica Estrela da Morte, do filme Star Wars, sendo usada para proteger a Terra de asteroides que se aproximam.

Esse é o conceito que está sendo desenvolvido por pesquisadores norte-americanos que acreditam ter encontrado uma maneira de usar um feixe de laser de alta potência para desviar rochas espaciais que estão indo em direção a Terra. As informações são do site do jornal The Telegraph .

A ideia tem sido desenvolvida há anos, mas a equipe da Universidade da Califórnia afirmou que os testes de laboratório mostraram que o De-Star – ou Sistema de Energia Dirigida por Segmentação de Asteroides e exploração – pode realmente funcionar.

Eles projetam colocar a nave não tripulada em órbita ao primeiro sinal de um desastre iminente. O laser de alta potência teria como alvo um asteroide, fazendo parte da rocha vaporizar em um processo conhecido como sublimação.

Essa ejeção de gás criaria uma força suficiente para alterar o curso da rocha. Um dos autores do projeto, Qicheng Zhang, falou como seria o seu uso “De um modo geral, a tecnologia está disponível hoje. O principal desafio com a construção da nave é a escala necessária para ser eficaz”, disse.

Eles testaram a técnica em terra, explodindo um pedaço de basalto – uma rocha ígnea semelhante em composição a alguns asteroides. A equipe descobriu que ao brilhar, ela começou a perder massa.

Travis Brashears, um estudante que já trabalhou com o grupo, disse no ano passado que “o que acontece é um processo chamado sublimação ou vaporização, que transforma um sólido ou líquido em um gás”.

“Esse gás faz com que uma nuvem plume – ejeção de massa – o que gera um igual e outra oposta reação ou impulso – e é isso o que medimos”, disse.

Eles estimam que poderiam usar um laser de 10kW – menos poderoso do que alguns usados pelos militares dos EUA, por exemplo – para desviar um grande asteroide de 100m ao longo de um período de 30 anos.

Ao mesmo tempo, os cientistas estão trabalhando em uma versão menor que poderia voar ao lado de asteroides, atuando como uma última linha de defesa.

Fonte: Terra

FRANÇA QUER LANÇAR SATÉLITE EM 2020 PARA MEDIR DIÓXIDO DE CARBONO NA TERRA

França anuncia lançamento de satélite para medir distribuição de dióxido 
de carbono - Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

10/12/2015 

A França quer lançar em 2020 um satélite para medir a distribuição de dióxido de carbono (CO2) na superfície da Terra, anunciou a ministra do Meio Ambiente francesa, Ségolène Royal, na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em Paris. Mais um projeto para a construção de outro satélite, franco-alemão desta vez, foi também anunciado, para medir com precisão sem precedentes as concentrações de metano na atmosfera.

O CO2 é o principal gás de efeito estufa gerado pela atividade humana. O metano, produzido pela decomposição da matéria orgânica, é o segundo mais importante gás de efeito estufa, mas a sua contribuição para o aquecimento global é 25 vezes maior do que a do CO2, ou seja, uma unidade de metano equivale a 25 unidades de CO2.

O satélite francês, que faz parte do projeto MicroCarb, do Centro Nacional de Estudos Espaciais francês (Cnes), será inicialmente financiado em 25 milhões de euros pelo governo, sendo que o custo total passa de 175 milhões de euros. O projeto franco-alemão é denominado Merlin e o satélite será fabricado pela Airbus, estando prevista uma despesa de 250 milhões de euros.

MicroCarb e Merlin serão os “vigias do clima", mas não irão “se fazer de polícias”, disse ontem (8) o presidente do Cnes, Jean-Yves Le Gall, considerando que não cabe aos cientistas monitorar se os países estão cumprindo os compromissos de redução de gases de efeito estufa.

A COP21, que ocorre até sexta-feira (11) em Paris, reúne representantes de 195 países. Eles buscam um acordo legalmente vinculativo sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa que permita limitar, até 2100, o aquecimento da temperatura média global da atmosfera a 2 graus Celsius acima dos valores registrados antes da Revolução Industrial.

Quanto às medidas para evitar o superaquecimento da Terra, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, anunciou que vai investir US$ 23 bilhões em seis refinarias nos próximos três anos, para  torná-las mais eficientes e reduzir as emissões de gases poluentes.

Fonte: EBC

COP 21: QUEM PAGA A CONTA?



08/12/2015

Acordo global tem que ser feito esta semana

Desastres naturais e situações meteorológicas extremas podem ocorrer em todas as regiões do planeta Terra, mas pela localização geográfica, algumas áreas são mais propensas a chuvas intensas ou secas recorrentes.

Fenômenos cíclicos como El Niño e La Niña relacionados com anomalias de temperatura da água do mar influenciam o clima em escala global intensificando ou reduzindo a chuva e a temperatura em determinadas época do ano. A atuação destes fenômenos pode ser positiva ou negativa em diferentes regiões.

De certa forma, a atmosfera é até democrática, mas a atuação humana vem alterando perigosamente o padrão de temperatura média da atmosfera da Terra e esta mudança também causam alterações climáticas.

No fim de novembro, faltando poucos dias para o início da COP 21 - 21ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU – a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e os principais centros de monitoramento do clima do planeta anunciaram que 2015 caminha fortemente para ser o ano mais quente da Terra superando 2014. Mas um dado especial acendeu uma luz de alerta para os climatologistas: em 2015 a temperatura média da atmosfera terrestre poderá ultrapassar a marca de 1,0°C acima do que foi registrado no período pré revolução industrial, entre 1880-1899.

O aumento da emissão dos gases que provocam o efeito estufa é um problema global. As projeções sobre o que acontecerá se a Terra continuar esquentando incluem elevação do nível médio do mar, o que colocaria muitas áreas costeiras debaixo d´água, e o aumento de eventos extremos como ondas de calor, furacões e tornados.

É preciso frear o aquecimento da atmosfera da Terra e isto vai depender de um grande empenho de todos. É o que se pretende na COP 21: chegar a um acordo sobre metas e ações que todos os países deverão ter para evitar a continuidade da elevação da temperatura. Mas o freio deve ser brusco, pois o tempo resposta é grande. Ações feitas agora vão demorar anos para serem percebidas na atmosfera.

A COP 21 acontece de 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015 em Paris, na França. A jornalista Nádia Pontes comenta sobre uma das principais dificuldades para se chegar a este acordo global.

Fonte: Terra


Internautas registram fenômenos da superlua e eclipse lunar em Macapá

Eclipse total da lua teve tom avermelhado no fenômeno de domingo (28) 
(Foto: Floriano Lima/Arquivo Pessoal)

28/09/2015

Superlua foi registrada em fotos ainda no fim da tarde de domingo (27).
Fenômenos naturais só voltarão a acontecer juntos em 2033.

Internautas registraram através de fotografias dois fenômenos que puderam ser bem visualizados em Macapá no domingo (27). A superlua e o eclipse total lunar renderam bons cliques e ótimas lembranças para quem visualizou o céu durante a noite.

A superlua foi melhor visualizada no fim da tarde, quando o único satélite natural da terra começou a surgir no horizonte. Muitos amapaenses registraram a lua na orla de Macapá, no Centro da cidade. O fenômeno acontece quando a lua fica em seu ponto mais próximo da Terra (perigeu) e em fase cheia, parecendo ainda maior e mais luminosa.

Superlua foi registrada ainda no entardecer de domingo (27), na orla de Macapá 
(Foto: Philippe Silva/Arquivo Pessoal)

Na capital amapaense, a visualização do eclipse total da lua iniciou aproximadamente às 22h de domingo, e seguiu pelos primeiros minutos desta segunda-feira (28). O astro, que não produz luz e aproveita a luz solar, estava alinhado com o sol e a Terra. O satélite desapareceu do campo de visão da Terra e, privado dos raios solares, reapareceu com tom avermelhado – por isso, também é conhecida como "lua sangrenta" ou "lua de sangue".

Os dois fenômenos naturais só voltarão a acontecer juntos em 2033.

Macapá também tem boa visualização para o equinócio, outro fenômeno celeste que acontece neste período de setembro, que atingiu o ponto alto na sexta-feira (25). Ele marca o início da primavera, quando a órbita do sol se alinha à linha imaginária do equador, que divide a Terra em dois hemisférios.

Amapaense registrou fenômeno da superlua (Foto: Floriano Lima/Arquivo Pessoal)
Fonte: G1


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