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SONDA DA NASA VAI “TOCAR” O SOL COM “ESCUDO DE CALOR” ULTRA AVANÇADO



09/07/2018

Por Natasha Romanzoti

A NASA está se preparando para lançar a Parker Solar Probe, a missão que chegará mais próxima do sol entre qualquer objeto feito pelo homem, no dia 4 de agosto.

Recentemente, um importante passo foi dado para esse lançamento: um “escudo térmico” ultra avançado chamado de Sistema de Proteção Térmica (TPS, na sigla em inglês) foi anexado permanentemente com sucesso na sonda espacial.

O papel do escudo

A missão, em seu ponto mais próximo, passará a cerca de 6,4 milhões de quilômetros do sol, uma região do espaço nunca antes visitada por uma espaçonave feita pelo homem. A título de comparação, o mais perto que Mercúrio chega da nossa estrela é aproximadamente 46 milhões de quilômetros.

Se aproximar tanto do que é, essencialmente, uma bola de fogo gigante certamente requer alguns cuidados. É aí que entra o Sistema de Proteção Térmica.

O escudo de calor é composto de carbono e pulverizado com um revestimento especialmente formulado para refletir o máximo possível da energia do sol para longe da sonda. A sombra que ele projeta impedirá que o núcleo da espaçonave seja exposto a temperaturas que chegam a aproximadamente 1.370 graus Celsius. Se ele funcionar corretamente, os instrumentos da missão serão mantidos a uma temperatura relativamente confortável de cerca de 30 graus Celsius.



O escudo em si tem cerca de 2,5 metros de diâmetro e pesa 72 quilos. Como a sonda viaja muito rápido – quase 700 mil quilômetros por hora, ou o suficiente para ir da Filadélfia a Washington em cerca de um segundo -, ele e a espaçonave precisam ser muito leves para completar a órbita necessária.

História

Há 60 anos sendo preparada, se tudo correr bem com a missão, a Parker Solar Probe fará uma viagem histórica à corona do sol, coletando dados sem precedentes sobre o interior da atmosfera solar.



NASA confirma dados da Embrapa sobre área plantada no Brasil

Foto: Valter Cunha

03/01/2018

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, apresentará dados da NASA, agência especial norte-americana, em Berlim, Alemanha, demonstrando que o Brasil utiliza apenas 7,6% de seu território com lavouras, somando 63.994.479 hectares.

O ministro foi convidado para discursar na abertura do painel “Moldar o Futuro da produção animal de forma sustentável, responsável e produtiva”, no Fórum Global para Alimentação e Agricultura (GFFA), a realizar-se durante a Semana Verde Internacional, no período de 18 a 20 de janeiro.

Em 2016, a Embrapa Territorial já havia calculado a ocupação com a produção agrícola em 7,8% (65.913.738 hectares). Os números da NASA datam de novembro de 2017, indicando percentual menor, mas segundo o chefe geral da Embrapa Territorial, Evaristo Miranda, doutor em Ecologia, é normal a pequena diferença de 0,2% entre os dados brasileiros e norte-americanos.

Os números da NASA, e também os da Embrapa, serão utilizados pelo Ministro Blairo Maggi para rebater a crítica recorrente da comunidade internacional de que os “agricultores brasileiros são desmatadores”. 

O estudo da NASA demonstra que o Brasil protege e preserva a vegetação nativa em mais de 66% de seu território e cultiva apenas 7,6% das terras. A Dinamarca cultiva 76,8%, dez vezes mais que o Brasil; a Irlanda, 74,7%; os Países Baixos, 66,2%; o Reino Unido 63,9%; a Alemanha 56,9%.

Evaristo Miranda explica que o trabalho conjunto da NASA e do Serviço Geológico (USGS) dos Estados Unidos fez amplo levantamento com o mapeamento e o cálculo das áreas cultivadas do planeta baseados em monitoramento por satélites. Durante duas décadas, a Terra foi vasculhada, detalhadamente, em imagens de alta definição por pesquisadores do Global Food Security Analysis, que comprovaram os dados antecipados pela Embrapa.

As áreas cultivadas variam de 0,01 hectare por habitante – em países como Arábia Saudita, Peru, Japão, Coréia do Sul e Mauritânia – até mais de 3 hectares por habitante no Canadá, Península Ibérica, Rússia e Austrália. O Brasil tem uma pequena área cultivada de 0,3 hectare por habitante, e situa-se na faixa entre 0,26 a 0,50 hectare por habitante, que é o caso da África do Sul, Finlândia, Mongólia, Irã, Suécia, Chile, Laos, Níger, Chade e México.

O levantamento da NASA também dispõe de subsídios sobre a segurança alimentar no planeta, com a medição da extensão dos cultivos, áreas irrigadas e de sequeiro, intensificação no uso das terras com duas, três safras e até áreas de cultivo contínuo. Não entram nesses cálculos áreas de plantio florestal e de reflorestamento, que são as terras dedicadas ao plantio de eucaliptos. No Brasil contaram-se apenas as lavouras.

De acordo com o estudo, a área da Terra ocupada por lavouras é de 1,87 bilhão de hectares. A população mundial atingiu 7,6 bilhões em outubro passado, resultando que cada hectare, em média, alimentaria 4 pessoas. Na realidade, a produtividade por hectare varia muito, assim como o tipo e a qualidade dos cultivos.

“Os europeus desmataram e exploraram intensamente o seu território. A Europa, sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas originais do planeta. Hoje tem apenas 0,1%. A soma da área cultivada da França (31.795.512 hectares) com a da Espanha (31.786.945 hectares) equivale à cultivada no Brasil (63.994.709 hectares)”, explica o especialista da Embrapa.

A maior parte dos países utiliza entre 20% e 30% do território com agricultura. Os da União Europeia usam entre 45% e 65%. Os Estados Unidos, 18,3%; a China, 17,7%; e a Índia, 60,5%.

“Os agricultores brasileiros cultivam apenas 7,6%, com muita tecnologia e profissionalismo”, assegura Evaristo Miranda. 

As maiores áreas cultivadas estão na Índia (179,8 milhões de hectares), nos Estados Unidos (167,8 milhões de hectares), na China (165,2 milhões de hectares) e na Rússia (155,8 milhões de hectares).  Somente esses quatro países totalizam 36% da área cultivada do planeta. O Brasil ocupa o 5º. lugar, seguido pelo Canadá, Argentina, Indonésia, Austrália e México.

Fonte: EMBRAPA


ECLIPSE SOLAR IRÁ COBRIR O SOL COMPLETAMENTE NOS EUA; VEJA COMO SERÁ NO BRASIL



21/08/2017

No dia 21, raro fenômeno deverá juntar milhares de pessoas na América do Norte.

Por Carolina Dantas, G1

Hoje, dia 21 de agosto, os moradores de uma faixa de terra dos Estados Unidos verão um sol negro. É o eclipse solar total, um dos fenômenos mais aguardados pela agência espacial americana (Nasa) neste ano. No Brasil, ele será visto de forma parcial -- quanto mais ao Norte, mais coberto estará o sol.

A última vez que a maioria dos norte-americanos experimentou um eclipse total foi em 1991. Neste ano, de acordo com a Nasa, o fenômeno poderá ser observado por 500 millhões de pessoas de forma total ou parcial: 391 milhões nos Estados Unidos, 35 milhões no Canadá e 119 milhões no México (além da América Central e parte da América do Sul).

O trecho mais intenso para a observação vai de Lincoln Beach, em Oregon, até Charleston, na Carolina do Sul. Nesta região, o sol ficará completamente preto durante pouco tempo: 2 minutos e 40 segundos -- a transição completa será de mais de 4 horas.

(Foto: Arte/G1)

A expectativa está grande. Milhares de hoteis estão lotados na faixa de terra que ocorrerá a escuridão e eventos estão com ingressos esgotados há meses. A pesquisa "eclipse 2017" no Google produziu mais de 35 milhões de acessos.

No topo do Brasil, no monte Caburaí, o eclipse será parcial: cerca de 50% de escuridão. O trecho contemplado pela penumbra chega até Brasília, mas com apenas 1,96%. Nestas regiões com baixo índice, os observadores podem, talvez, notar apenas uma diminuição do brilho do sol.

Mais de perto

Este é o segundo e último eclipse registrado neste ano: o primeiro ocorreu em 26 de fevereiro. Era do tipo anular, quando há uma faixa de luz ao redor do sol, formando uma espécie de um "anel de fogo". Ele foi visto no Pacífico, no Chile, na Argentina, na África.

Em 2018, a Terra não terá eclipses totais -- em que o sol é totalmente coberto. O próximo ocorre em 2 de julho de 2019 e mais perto: terá mais abrangência no Brasil e seu trajeto de escuridão será na América do Sul.

Eclipse solar é visto em 26 de fevereiro de 2017 em Coyhaique, no Chile 
Foto: REUTERS/Stringer

NASA DESCOBRE NOVO PLANETA QUE PODE ABRIGAR VIDA

Planeta: para o especialista, embora a presença de água no novo planeta 
“não seja a arma fumegante da existência da vida, ela nos dá uma boa 
indicação” sobre as condições locais (./Reprodução)

21/04/2017

Por Monica Nardone, da ANSA

O planeta LHS1140b é rochoso, um pouco maior do que a Terra e está a 39 anos-luz

Roma – A Nasa anunciou nesta quarta-feira (19) um novo planeta externo ao Sistema Solar, os chamados exoplanetas, que mais tem probabilidade de abrigar vida. Batizado de LHS1140b, o planeta é rochoso está na distância correta de sua estrela para ter um clima ameno e água líquida.

Descrito detalhadamente pela revista “Nature”, o planeta é um pouco maior do que a Terra e está a 39 anos-luz.

Ele foi descoberto pelos pesquisadores liderados por Jason Dittmann, do centro norte-americano Harvard-Smithsonian para Astrofísica.

A característica que torna o LHS1140b o mais fascinante dos planetas descobertos até agora é a posição que ocupa próximo a sua estrela, chamada de LHS1140. Essa última é um pouco menor e mais fria em relação ao Sol e o planeta está no meio da chamada “zona habitável” para a vida.

“É o exoplaneta mais emocionante que já vimos nos últimos 10 anos”, disse Dittmann à revista. “Dificilmente poderia ser encontrado um objetivo melhor para procurar vida além da Terra”, acrescentou o pesquisador.

Também para Raffaele Gratton, do Observatório de Pádua do Instituo Nacional de Astrofísica (Inaf), esse é um planeta muito interessante.

O próximo objetivo, destacou Gratton, será observar a sua atmosfera para “ver, por exemplo, se ele é dominado por vapor de água, como ocorre na Terra, ou por dióxido de carbono, como na atmosfera de Marte ou de Vênus”.

Para o especialista, embora a presença de água no novo planeta “não seja a arma fumegante da existência da vida, ela nos dá uma boa indicação” sobre as condições locais.

O novo astro foi localizado graças aos telescópios Mearth-South Array, do Chile, o novo planeta está inserida na constelação de Cetus.

Estima-se que ele tenha um diâmetro 1,4 maior do que a Terra, mas a sua massa pode ser até sete vezes maior, o que o tornaria muito denso.

Isso implica que esse novo mundo poderia ser facilmente feito de rocha, com um núcleo de ferro muito denso.

Segundo os astrônomos, o planeta LHS1140b é um objetivo ainda mais importante para a busca da vida em relação a outros mundos rochosos, como os planetas da estrela Trappist 1 ou o “gêmeo” da Terra, o Proxima B, que orbita em torno da “estrela próxima de casa”, a Proxima Centauri.

Entre os planetas potencialmente habitáveis, “esse é o mais fácil de estudar com os atuais instrumentos”, acrescentou Gratton. O planeta LHS1140b, continua, “gira em torno de uma estrela mais brilhante que Trappist 1 e isso permite que o estudemos melhor enquanto passa em frente ao seu astro”.

Essa é ainda uma vantagem sobre o Proxima B, que não permite observação da Terra quando passa por sua estrela.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da ANSA Brasil.

Fonte: EXAME.com

NASA PÕE A TERRA PARA ADOÇÃO – E VOCÊ PODE FICAR COM UM PEDACINHO

Crédito: Nasa

16/04/2017

Qualquer um pode adotar, de forma simbólica, um pedaço de 88 km da superfície da Terra, e ganhar uma ficha com dados climáticos e geológicos sobre ele

Nosso planeta está mal das pernas. Tão mal, de fato, que a Nasa resolveu tirá-lo de seus líderes irresponsáveis e colocá-lo na roda dos enjeitados. Em um campanha de conscientização na reta final para o Dia da Terra (celebrado em 22 de abril), a agência espacial norte-americana dividiu o planeta em 64 mil pequenos retalhos – e, em um ato simbólico, os disponibilizou para adoção neste link aqui. Qualquer pessoa com acesso à internet pode pôr o próprio nome lá, e então “pegar” para si um pedaço aleatório da Terra com cerca de 88 km de largura. O que você ganha com isso? Bem, além do peso na consciência pelo que a espécie humana já fez com o planeta, a Nasa gera uma ficha técnica do lugar “adotado”, com várias características climáticas e geológicas interessantes.

Não crie grandes expectativas: como já dito, o território que ficará sob sua responsabilidade é sorteado, e do ponto de vista estatístico é bem provável que você ganhe um naco de Oceano Pacífico, que corresponde a mais de 30% da superfície do planeta. Uma fatia de 88 km de oceano é água que não acaba, sem dúvida, mas como a superfície azul é um pouco tediosa, este repórter pegou a ficha de sua mãe – que tirou a sorte grande e adotou um pedacinho da Antártica, o continente gelado.

(adopt the planet/NASA)

Nem todos os dados disponíveis são tão fáceis de interpretar – principalmente para quem não é formado em meteorologia. Mas vários deles podem ajudar um leigo a manter seu território adotivo sob controle. Carbon monoxide é a concentração de monóxido de carbono na atmosfera do local. Esse gás invisível é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa, então é uma boa ideia mantê-lo sob controle. Outro dado curioso é a concentração de clorofila (Chlorophyll a), o pigmento responsável pela fotossíntese de plantas e algas. Quanto mais clorofila houver em seu pedaço de Terra, mais plantas estão liberando oxigênio na atmosfera por ali – e menor, por tabela, é a poluição. Vale ressaltar que esse dado só vale se o seu pedaço for água – na superfície, o dado equivalente é o Enhanced Vegetative Index. Isso se deve às diferenças no método de coleta de informações usado pelos satélites que fazem cada uma das medições. Você também poderá ver a altura máxima que alcançam as nuvens na região, a umidade relativa do ar e até a quantidade de ozônio de cada trecho da atmosfera.

Todos esses dados são coletados pela própria agência espacial, e os os equipamentos de medição ficam na órbita do planeta, instalados em satélites dedicados à pesquisa científica. Eles são essenciais para que especialistas possam acompanhar de perto o avanço de mudanças climáticas induzidas pela atividade humana.

Dito isso, corra! Já há pelo menos 58 mil pedaços adotados, então o tempo está acabando.

Nasa descobre asteroide que acompanhará a órbita da Terra por séculos

Há um século, o asteroide orbita o Sol enquanto também circunda a Terra (Foto: Nasa)

28/06/2016

Considerado um semissatélite, o 2016 HO3 gira em torno do Sol enquanto circunda nosso planeta - e nunca se afasta demais por causa de forças gravitacionais.

A agência espacial americana, a Nasa, descobriu um pequeno asteroide que orbita o Sol ao mesmo tempo em que circunda a Terra. Ele deverá acompanhar a trajetória de nosso planeta por vários séculos.

Batizado como 2016 HO3, o asteroide dá voltas em torno da Terra enquanto percorre sua órbita ao redor do Sol, mas está distante demais para ser considerado um satélite, como a Lua.

"Como o 2016 HO3 circunda nosso planeta, mas nunca vai longe demais, já que ele e a Terra orbitam o Sol juntos, nos referimos a esse asteroide como um semissatélite", disse Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, da Nasa.

Segundo o cientista, o asteroide 2003 YN107 seguiu um padrão de órbita similar há dez anos, mas acabou se afastando após algum tempo.

"Esse novo asteroide parece estar mais preso à Terra. Nossos cálculos indicam que ele tem se comportado como um semissatélite há quase um século e continuará a nos fazer companhia por vários séculos."

Dança espacial

O 2016 HO3 foi visualizado pela primeira vez em 27 de abril. Seu tamanho ainda não foi determinado, mas é provável que tenha entre 40 metros e 100 metros de comprimento.

Em sua órbita, o 2016 HO3 passa metade do tempo mais próximo do Sol do que a Terra e, na outra metade, fica posicionado mais distante.

Quando o asteroide e nosso planeta se afastam muito, forças gravitacionais o trazem para mais perto.
"Quando ele começa a se distanciar demais, a gravidade da Terra é forte o suficiente para reverter esse processo e mantê-lo em sua órbita. Assim, ele nunca se afasta além de uma distância de mais ou menos cem vezes a distância da Lua em relação à Terra", afirma Chodas.

"O mesmo efeito o impede de chegar perto demais - ele chega no máximo até 38 vezes a distância da Lua. Assim, esse pequeno asteroide fica preso à Terra, como se estivesse fazendo uma dança com o nosso planeta."

Gravidade impede que asteroide se afaste demais da Terra (Foto: Nasa)

Fotógrafo usa equipamento da NASA para registrar tubarões

(FOTO: ©MICHAEL MULLER / TASCHEN / CPI SYNDICATION )

23/06/2016

Além de campanhas como a dos X-Men, Michael Muller revela um outro olhar sobre os bichos mais assustadores dos mares

O livro Sharks do fotógrafo Michael Muller [veja o Instagram dele], lançado pela editora Taschen, revela um lado pouco conhecido dos tubarões. Anualmente, cerca de 5 pessoas morrem por ataques de tubarão, mas em 2015, 100 milhões destes bichos perderam a vida por conta de sua carne, cartilagem, barbatanas e óleo de fígado. É uma indústria que movimenta anualmente US$ 630 milhões.

Para mostrar esta realidade, Muller faz pausas regulares em seu trabalho comercial — que inclui capas de CD da Rihanna e campanhas para filmes como X-Men e Os Vingadores — e registra belas imagens dos animais em seu habitat, usando um sistema de luz desenvolvido com a ajuda de um engenheiro da NASA. “Eu sou a única pessoa que tira fotos dessa forma, então sou o único capaz de mostrar os tubarões assim. Veja as fotos e leia nossa conversa com ele:

TUBARÃO-BICO-FINO/ TIGER BEACH, BAHAMAS 

(FOTO: ©MICHAEL MULLER / TASCHEN / CPI SYNDICATIO)

Como você começou a fazer os mergulhos?

Fiquei muito inspirado pelo filme Tubarão, de Steven Spielberg. E, logo no meu primeiro mergulho, que foi um presente de aniversário de 30 anos, vi como eles eram bichos inteligentes. Na segunda missão que fiz, já dispensei a gaiola. Tive medo porque não tinha experiência — e principalmente porque tinham 20 tubarões —, mas permaneci calmo. Agora não tenho mais medo nem dos tubarões brancos.

Os brancos são os piores?

Eles são muito inteligentes, você tem que enfrentá-los. Qualquer coisa no oceano foge deles. Se você fugir, reza, porque ele vai atrás de você. Mas se você o enfrenta, ele fica curioso e acha que você é um predador. Sua mente e seu corpo gritam pela preservação, mas é isso que você tem que fazer quando está fora da gaiola. É preciso fazer contato visual o tempo todo. Eles dependem muito do elemento surpresa, então tem que ficar atento. Além disso, você precisa estar sempre acompanhado para que os outros vigiem suas costas, são como soldados, todos se protegendo.

Quantas pessoas têm na sua equipe?

Um mínimo de 3 ou 4, as grandes chegam a ter tem 14 pessoas. Sete assistentes responsáveis só por segurar as luzes. São muitas pessoas e por isso gasto muito dinheiro. Estes últimos dez anos em que passei fotografando no fundo do mar foram caros, principalmente porque pago tudo do meu bolso. 

As pessoas não costumam te chamar de louco?

Elas me chamam de louco porque acham que os tubarões são perigosos. Mas precisamos trabalhar essa ignorância. Sempre me perguntam: “Você não tem medo de ser morto?”. E eu respondo: “Você sabe quantas pessoas são mortas por tubarões por ano?”. São 5 pessoas por ano. Agora, 100 milhões de tubarões são mortos por humanos por ano e ninguém fala nada.

TUBARÃO-MARTELO-RECORTADO/ GALÁPAGOS, EQUADOR 
(FOTO: ©MICHAEL MULLER / TASCHEN / CPI SYNDICATION )

Esse é o ponto principal do livro e das fotos. Fui fazer um trabalho nas ilhas Galápagos e pensei: “Não sei se minhas filhas vão conseguir ver estes animais, o que posso fazer para ajudá-los como fotógrafo? Talvez eu possa revelar às pessoas esses bichos de uma forma que nunca viram antes e mostrar o que está acontecendo com eles. E tenho feito isso nos últimos 10 anos, colaborando com associações, vendendo pôsteres… Também estou fazendo um documentário sobre o assunto.

E como você lida com tanto equipamento dentro da água?

Minha ideia é fotografar os tubarões em baixo da água como eu fotografo no estúdio. Mas, obviamente, não posso levar um animal deste para o estúdio sem matá-lo. Então, pensei em desenvolver um sistema de luzes à prova d’água. Depois que fotografei o nadador Michael Phelps, comecei a fazer muitas fotos subaquáticas e comecei a pesquisar mais sobre isso. Com a ajuda de um engenheiro da NASA criamos uma luz muito potente, igual a que usamos em estúdio.

Mas as luzes não irritam os tubarões?

Na primeira vez que as usamos, acho que os tubarões não se importaram muito. Eles estavam mais preocupados com a comida que dávamos a eles. Mas sempre ficamos atentos por causa da eletricidade, dos cabos, essas coisas.

E como os trabalhos que você faz no fundo do mar se relacionam com seus trabalhos mais comerciais?

Acho que todos os meus trabalhos acabam se relacionando de alguma forma. Minha carreira comercial veio por causa dos meus projetos pessoais. A maioria dos diretores de arte que conheci ficam interessados pelo trabalho que faço com os tubarões, ficam curiosos e impressionados. Mas você precisa ter um balanço entre trabalho pessoal e comercial, precisa valorizar sua expressão artística. Os fotógrafos que só fazem trabalhos comerciais esquecem da parte divertida das fotos, que é a parte criativa.

TUBARÃO BRANCO/ ILHA GUADALUPE, MÉXICO 

(FOTO: ©MICHAEL MULLER / TASCHEN / CPI SYNDICATION )

TUBARÃO-GALHA-BRANCA-OCEÂNICA
(FOTO: ©MICHAEL MULLER / TASCHEN / CPI SYNDICATION )

CAÇÃO-BRUXA/ BAÍA FALSA/ ÁFRICA DO SUL
(FOTO: ©MICHAEL MULLER / TASCHEN / CPI SYNDICATION )

Fonte: GALILEU



5 PLANTAS QUE A NASA RECOMENDA PARA PURIFICAR O AR DA SUA CASA

02/12/2015

Além de deixarem o ambiente de qualquer casa mais alegre, as plantas são ideias para filtrar o ar do local.

Mas nem todas cumprem essa tarefa com a mesma eficácia.

Em 1989, a Nasa fez um estudo para determinar quais as mais indicadas para cumprir essa missão em um ambiente fechado.

A pesquisa levou em consideração vários poluentes do ar, além das características das plantas e da facilidade de se obtê-las.

Os poluentes mais comuns e que as plantas se encarregam de filtrar são: benzeno, xileno, amoníaco, tricloroetileno e formaleído.

A BBC Mundo entrou em contato o autor do estudo, Bill Wolverton, que hoje dirige a ONG Wolverton Environmental Services, para ver se as recomendações da época continuam valendo.

Ele resumiu a lista e recomendou as cinco melhores plantas para limpar o ar de um casa. E também sugeriu "ter variedade, já que algumas são melhores que outras para eliminar substâncias químicas específicas do ar".

Essa é a seleção feita por Wolverton:


Jibóia (Epipremnum aureum)



Um planta folhosa bem popular e fácil de ser obtida. É muito resistente e não requer grandes cuidados. Por isso é bastante utilizada em escritórios, comércio e outros locais públicos.

Se adapta facilmente a temperaturas entre 17ºC e 30ºC, e só é preciso regá-la quando a terra estiver seca.

É eficaz na absorção de formaleído, xileno e benzeno.

Lírio da paz (Spathiphyllum)



É uma planta que sobrevive com pouca luz e pouca água. Ela cresce em temperaturas superiroes a 18ºC e é bastante longeva.

Recomenda-se que ela seja mantida longe de correntes de ar.

Ela absorve os cinco contaminantes de ar analisados pela Nasa.

Palmeira-dama (Raphis excels)



Também conhecida como palmeira-ráfis, ela é originária da Ásia e pode chegar a até 3 metros de altura.

Seu cultivo é melhor em áreas com temperaturas medianas e sem luz direta.

De acordo com a agência especial Americana, ela se encarrega de eliminar do ar o formaleído, xileno e amoníaco.

Espada-de-São-Jorge (Sansevieria trifasciata)



De origem africana, é bastante utilizada na decoração de interiores, até por ter a vantage de sobreviver bem em condições desfavoráveis.

Pode aguentar temperaturas bem altas (até 40ºC) e bem baixas (-5ºC), se esses extremos ocorrerem de maneira esporádica.

É boa para eliminar benzeno, xileno, formaleído e também o toluene e o tricloroetileno.

Árvore-da-borracha (Ficus elastica)



É muito resistente e, como tem um alto índice de transpiração, ajuda a manter a umidade do ar.

Em poucos anos, ela pode crescer muito rápido. É eficiente na eliminação do benzeno, xileno e toluene e também age contra o formaleído e o tricloroetileno.

Fonte: UOL


Por que eclipses como o deste domingo preocupam a Nasa

A nave Lunar Reconnaissance Orbiter foi lançada no espaço em 2009 - NASA

25/09/2015

Ao longo da noite deste domingo e da madrugada de segunda-feira, grande parte do mundo, incluindo o continente americano, terá a oportunidade de desfrutar do espetáculo raro de um eclipse total da Lua junto e do evento da superlua.

O eclipse total deve deixar a Lua completamente nas sombras, pois a Terra fica entre ela e o Sol. Já a superlua acontece quando a Lua cheia ou nova se encontra em seu ponto mais próximo da Terra.

Para os entusiastas de astronomia esses eventos serão belos. Mas, para a agência espacial americana, a Nasa, será motivo de preocupação.

Os cientistas temem que a falta de luz solar devido ao eclipse deixe sem energia uma de suas naves mais importantes, a Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), cuja missão é explorar e monitorar o satélite natural da Terra.

"Duas coisas acontecem durante um eclipse: fica muito frio e não há luz para carregar as baterias (da nave). Com o eclipse, a nave vai ficar sem luz direta do Sol por cerca de três horas", disse à BBC o cientista da Nasa Noah Petro.

Apesar do temor da Nasa, a agência espacial americana já passou, com êxito, por outros três eclipses lunares nos últimos 17 meses.

"Sempre é estressante quando o eclipse está se aproximando, mas seguimos os mesmos procedimentos e não tivemos nenhum problema", afirmou Dawn Myers, do centro de voos espaciais Goddard, que faz parte da Nasa.

Lua vermelha

O eclipse total deve durar mais de uma hora. A Lua também ficará com uma cor avermelhada pois sua superfície estará iluminada por raios tênues que refletem da atmosfera terrestre.

O que gera a preocupação na Nasa é que tecnologias semelhantes às da LRO enfrentaram dificuldades durante eclipses passados. No entanto, a LRO foi projetada especificamente com esses problemas em mente.

"Normalmente a LRO recarrega as baterias com a luz do sol, então quando temos um eclipse, ficamos muito cautelosos em relação à nave", disse Noah Petro.

Mas o cientista lembra que a Nasa tem experiência em eventos como este e, desta vez, vai tomar algumas precauções.

Noah Petro afirma que o procedimento será parecido com o que fazemos 
com o celular quando a bateria está a 20%

"Vamos preaquecer a nave e desligar todos os instrumentos, exceto um para manter a nave segura", afirmou. "Como no celular, toda vez que recebo o alerta de que tenho 20% (de bateria restante), posso desligar o wi-fi ou certos aplicativos (para economizar energia)."

"Prevemos que tudo ocorrerá normalmente. Estaremos preparados e prontos para enfrentar (o eclipse). Vamos observar os níveis das baterias e estamos prontos para agir se algo não sair conforme o previsto. Vamos garantir que (a nave) saia do eclipse em boa forma", disse.

O próximo eclipse lunar total deve ocorrer em 2018 e um eclipse lunar e superlua simultâneos só devem ocorrer em 2033.

E, apesar de o fenômeno ser chamado de superlua, não será vista uma diferença tão extraordinária.

"Não é como a diferença entre um homem comum e o Super-Homem. É uma Lua ligeiramente maior, em vez de superlua", disse Alan MacRobert, um dos editores da revista especializada em astronomia Sky & Telescope.

De concreto, será vista uma Lua 14% maior e cerca de 30% mais brilhante do que a Lua cheia normal.

Fonte: BBC Brasil


NASA está quase em Plutão e você pode acompanhar tudo por um aplicativo

Plutão e sua lua

14/07/2015

A NASA lançou um satélite em 2006 com o objetivo de analisar Plutão de perto. Agora, nove anos depois, o equipamento está quase chegando ao seu destino. E o melhor: você poderá acompanhar tudo de perto com um aplicativo lançado pela agência espacial dos Estados Unidos.

Essa é a primeira vez que um satélite vai investigar um dos últimos objetos celestes do nosso sistema solar. E finalmente, vamos descobrir como o pequeno astro realmente é. Na verdade, a New Horizons já descobriu que ele não é azul, como imaginávamos, e sim, marrom, conforme uma foto tirada no dia 8 de julho.

Você pode acompanhar também

Com o aplicativo “Eyes on the Solar System” (Olhos no Sistema Solar) desenvolvido pelo JPL (acrônimo em inglês para Laboratório de Propulsão a Jato) e disponível para Windows e Mac, você poderá contemplar diversas informações da chegada do satélite à Plutão.

É possível acompanhar em tempo real o que a News Horizons deve estar vendo, como ela está sendo operada para chegar até Plutão e o que ela está captando e armazenando sobre o astro. Vale lembrar que se trata apenas de uma simulação, já que ainda não é possível fazer um streaming ao vivo dos confins do sistema solar.



Pela primeira vez, um mapeamento detalhado 

Em poucas horas, o satélite deverá ficar o mais próximo possível do pequeno corpo celeste (a 12,5 mil quilómetros da superfície). Sendo assim, a NASA conseguirá fazer um mapeamento detalhado de Plutão pela primeira vez na história.

É bom lembrar que a agência especial já está registrando diversas imagens sobre ele e sua lua, divulgando todo o conteúdo em seu próprio site. Vale a pena conferir através deste link. E você? Acha que Plutão merece ser elevado à categoria de planeta novamente?

Fonte: Tecmundo, com informações da NASA


Jovem ganha bolsa na NASA por inventar solução hídrica para o campo



25/04/2015

Mariana Vasconcelos, de 23 anos, promete economizar até 60% da água da irrigação

A crise hídrica que vive São Paulo, e que também açoita regiões de uma ponta a outra do globo, serviu de inspiração para Mariana Vasconcelos, estudante de 23 anos, que acabou de ganhar um concurso de inovação por ter inventado um sistema que ajudará os agricultores a reduzirem drasticamente seu consumo de água. A proposta promete reduzir o gasto de água de 30% a 60% em uma atividade que representa 72% do consumo hídrico no Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Água.

O projeto de Vasconcelos consiste em modernizar os cultivos ao instalar nas plantações sensores que mandem informação através da internet sobre a quantidade necessária de água e o momento certo para regar. “Com os dados fornecidos pelos sensores, nós geramos recomendações e dizemos ao agricultor quanto e quando tem que regar, a umidade do ambiente, as probabilidades de pragas do cultivo, o gasto de água e energia da plantação...”, explica Vasconcelos. “As medições desses elementos já existiam, mas nunca ninguém pensou em medir tudo junto e interpretar todos esses fatores como um todo, personalizado para cada tipo de plantação”, acrescenta.

O prêmio, promovido pela faculdade de tecnologia Fiap, levará a estudante até o Vale do Silício, na Califórnia, para estudar na Singularity University, uma universidade sediada em um centro de investigação da NASA e patrocinada por Google e Nokia, entre outras. O concurso, porém, é apenas um trecho do caminho que Vasconcelos pretende percorrer com sua invenção, pois o objetivo é comercializá-la, no setor público e privado. “O plano é instalar o projeto em dez fazendas até junho e em 35 até dezembro, o crescimento deve ser rápido e exponencial”, afirma a estudante que lidera sua terceira start-up, AgroSmart, junto com três colegas.

A vencedora, que cresceu em uma fazenda, concorreu contra 562 propostas finalistas que visam também a economia de água. Ela achou geniais algumas das ideias como a que propunha reduzir o gasto de água na construção civil com uma nova fórmula para elaborar argamassa. Outro projeto apostava na substituição da descarga no vaso sanitário por uma solução biodegradável, mais barata que a água, que neutralizaria as características físico-químicas da urina e reduziria em 80% a água usada nos vasos sanitários. “Havia muita concorrência”, se orgulha a ganhadora.

Vasconcelos, que teve que suspender os dois primeiros testes da nova tecnologia por falta de água no sul de Minas, diz ter atacado com seu sistema o maior problema. “Temos que fazer um uso consciente nas nossas casas, mas nós temos que ir onde a falta de água tem mais impacto, que é agricultura. Mas isto não basta para resolver esta crise, precisamos entendê-la melhor”, diz a jovem. É precisamente essa falta de entendimento o que, segundo ela, tem marcado a gestão da crise hídrica em São Paulo. “Acho que falta planejamento dos recursos hídricos, mas não por má fé, se não porque falta conhecimento. Faltam dados para fazer melhores análise e conseguir um planejamento mais embasado. Há um déficit tecnológico, o Brasil esta na fila da inovação tecnológica neste sentido, sempre copiamos", lamenta Vasconcelos.

Lançada a comercialização do projeto ganhador a través da start-up, o quarteto de jovens empreendedores mira um plano mais ambicioso, também ligado a gestão de recursos hídricos. “Nosso objetivo é fazer um mapeamento das pequenas e médias bacias e entender para onde é que está voltando essa água [usada para regar]. Com isso, conseguimos prever quanto de água vamos ter no futuro nessa bacia para poder distribuir para os principais setores que precisam dela”. Para isso precisarão de mais financiamento e de algo mais que um prêmio acadêmico, outro tratamento como jovens empreendedores, lamenta a jovem: “Há tanto conhecimento parado, por conta da falta de incentivos e burocracia.”

Fonte: El País


SpaceX adia novo lançamento da nave de observação solar

A nave Falcon 9, da Space X, decola: lançamento depende das condições climáticas
Crédito:  Bruce Weaver/AFP

10/02/2015

A empresa americana SpaceX, que adiou no último minuto no domingo o lançamento da nave espacial Falcon 9 de observação solar devido a problemas com um radar e um transmissor no primeiro estágio do foguete propulsor, fará uma nova tentativa de lançamento terça ou quarta-feira.

A princípio, a nave deveria ter sido lançada às 18H10 locais de domingo (21h10 de Brasília) de Cabo Cañaveral, na Flórida (sudeste). Uma nova tentativa foi marcada para as 18H07 locais desta segunda-feira (21H07 de Brasília), mas as fortes chuvas que caem no sudeste dos Estados Unidos obrigaram a companhia a adiar mais uma vez o lançamento.

"As equipes preferem lançar o foguete terça ou quarta porque os prognósticos indicam um clima mais favorável", informou a Nasa em seu site.

A nova tentativa acontecerá às 18H05 locais de terça-feira (21H05 de Brasília), dependendo das condições climáticas. A outra janela de lançamento será na quarta-feira, às 18H03 locais (21H03 de Brasília).

O lançamento da nave não tripulada Observatório Climático Deep Space (DSCOVR), a bordo do foguete SpaceX Falcon 9, será a realização de um sonho do ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ativista climático Al Gore, depois de o equipamento ter permanecido armazenado na Nasa por anos. A DSCOVR custou 340 milhões de dólares.

Seu objetivo é ajudar os meteorologistas espaciais, através da compilação de dados sobre os ventos solares e as tempestades geomagnéticas que podem causar danos aos sistemas elétricos na Terra.

O Falcon 9 transportará o satélite de previsão e observação dos ventos solares "Observatório Climático Deep Space", uma missão conjunta que custa 340 milhões de dólares entre a Nasa, a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e a Força Aérea americana.

Depois de se separar do segundo estágio 165 segundos após a decolagem, o primeiro estágio subirá a uma altitude máxima de 130 km e ativará seus retrofoguetes para frear sua queda impulsionada a mais de 2.000 quilômetros por segundo. Voltará a colocá-los em funcionamento antes de pousar, quando a velocidade será reduzida a poucas centenas de metros por segundo, explicou o vice-presidente de segurança da missão, Hans Koenigsmann.

Controlar o primeiro estágio da Falcon, que mede o equivalente a um edifício de 14 andares, é extremamente difícil, ressaltou em diversas ocasiões a SpaceX, com sede na Califórnia.

Após o lançamento, a SpaceX fará outra tentativa para guiar e recuperar no Oceano Atlântico o primeiro estágio de seu foguete Falcon 9.

Esta será a segunda tentativa de resgate. No dia 10 de janeiro, o primeiro estágio havia chegado bem à plataforma, mas se rompeu em vários pedaços.

Para Hans Koenigsmann, o pouso forçado do primeiro estágio do Falcon 9 em janeiro, após o lançamento da cápsula Dragon para uma quinta missão de abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS), na realidade não foi um fracasso.

"Estávamos perto e não encaro como um fracasso, mas como um passo no desenvolvimento da tecnologia para alcançar uma aterrissagem perfeita", declarou no sábado.

"Solucionamos os problemas. Esperamos que tudo corra bem desta vez", disse Koenigsmann em uma coletiva de imprensa no sábado, onde, no entanto, esclareceu que "esta nova tentativa será mais difícil", já que a velocidade de retorno à atmosfera do primeiro estágio será muito maior.

Portanto, "as possibilidades de êxito são menores", disse.

Segundo ele, a SpaceX resolveu um problema técnico que contribuiu para a primeira falha, ao adicionar tanques para fornecer fluido suficiente para controlar o leme durante a descida.

A SpaceX trabalhou durante dois anos no desenvolvimento de tecnologias para recuperar esta parte do lançador, o que um dia permitirá voltar a utilizá-lo várias vezes, reduzindo significativamente os custos de lançamento de satélites e naves espaciais.

Fonte: Exame


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