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SpaceX adia novo lançamento da nave de observação solar

A nave Falcon 9, da Space X, decola: lançamento depende das condições climáticas
Crédito:  Bruce Weaver/AFP

10/02/2015

A empresa americana SpaceX, que adiou no último minuto no domingo o lançamento da nave espacial Falcon 9 de observação solar devido a problemas com um radar e um transmissor no primeiro estágio do foguete propulsor, fará uma nova tentativa de lançamento terça ou quarta-feira.

A princípio, a nave deveria ter sido lançada às 18H10 locais de domingo (21h10 de Brasília) de Cabo Cañaveral, na Flórida (sudeste). Uma nova tentativa foi marcada para as 18H07 locais desta segunda-feira (21H07 de Brasília), mas as fortes chuvas que caem no sudeste dos Estados Unidos obrigaram a companhia a adiar mais uma vez o lançamento.

"As equipes preferem lançar o foguete terça ou quarta porque os prognósticos indicam um clima mais favorável", informou a Nasa em seu site.

A nova tentativa acontecerá às 18H05 locais de terça-feira (21H05 de Brasília), dependendo das condições climáticas. A outra janela de lançamento será na quarta-feira, às 18H03 locais (21H03 de Brasília).

O lançamento da nave não tripulada Observatório Climático Deep Space (DSCOVR), a bordo do foguete SpaceX Falcon 9, será a realização de um sonho do ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ativista climático Al Gore, depois de o equipamento ter permanecido armazenado na Nasa por anos. A DSCOVR custou 340 milhões de dólares.

Seu objetivo é ajudar os meteorologistas espaciais, através da compilação de dados sobre os ventos solares e as tempestades geomagnéticas que podem causar danos aos sistemas elétricos na Terra.

O Falcon 9 transportará o satélite de previsão e observação dos ventos solares "Observatório Climático Deep Space", uma missão conjunta que custa 340 milhões de dólares entre a Nasa, a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e a Força Aérea americana.

Depois de se separar do segundo estágio 165 segundos após a decolagem, o primeiro estágio subirá a uma altitude máxima de 130 km e ativará seus retrofoguetes para frear sua queda impulsionada a mais de 2.000 quilômetros por segundo. Voltará a colocá-los em funcionamento antes de pousar, quando a velocidade será reduzida a poucas centenas de metros por segundo, explicou o vice-presidente de segurança da missão, Hans Koenigsmann.

Controlar o primeiro estágio da Falcon, que mede o equivalente a um edifício de 14 andares, é extremamente difícil, ressaltou em diversas ocasiões a SpaceX, com sede na Califórnia.

Após o lançamento, a SpaceX fará outra tentativa para guiar e recuperar no Oceano Atlântico o primeiro estágio de seu foguete Falcon 9.

Esta será a segunda tentativa de resgate. No dia 10 de janeiro, o primeiro estágio havia chegado bem à plataforma, mas se rompeu em vários pedaços.

Para Hans Koenigsmann, o pouso forçado do primeiro estágio do Falcon 9 em janeiro, após o lançamento da cápsula Dragon para uma quinta missão de abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS), na realidade não foi um fracasso.

"Estávamos perto e não encaro como um fracasso, mas como um passo no desenvolvimento da tecnologia para alcançar uma aterrissagem perfeita", declarou no sábado.

"Solucionamos os problemas. Esperamos que tudo corra bem desta vez", disse Koenigsmann em uma coletiva de imprensa no sábado, onde, no entanto, esclareceu que "esta nova tentativa será mais difícil", já que a velocidade de retorno à atmosfera do primeiro estágio será muito maior.

Portanto, "as possibilidades de êxito são menores", disse.

Segundo ele, a SpaceX resolveu um problema técnico que contribuiu para a primeira falha, ao adicionar tanques para fornecer fluido suficiente para controlar o leme durante a descida.

A SpaceX trabalhou durante dois anos no desenvolvimento de tecnologias para recuperar esta parte do lançador, o que um dia permitirá voltar a utilizá-lo várias vezes, reduzindo significativamente os custos de lançamento de satélites e naves espaciais.

Fonte: Exame


Buraco na camada de ozônio é o segundo menor em 20 anos


O buraco na camada de ozônio se forma todos os anos entre os meses de setembro e outubro sobre a Antártida (ThinkStock)

Publicado em 25/10/2012

Segundo pesquisadores, a redução é consequência das temperaturas mais altas registradas na estratosfera em 2012

Pesquisadores da Agência Americana Oceanográfica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) anunciaram nesta quarta-feira que o buraco na camada de ozônio registrado em 2012 é o segundo menor dos últimos 20 anos. O buraco se forma anualmente entre setembro e outubro sobre a Antártida, e este ano teve um tamanho médio de 17,9 milhões de quilômetros quadrados.

Os pesquisadores afirmam que o tamanho menor se deve às temperatuas mais altas registradas no planeta durante este ano. "As temperaturas foram um pouco mais quentes na alta atmosfera, sobre a Antártida, o que permitiu uma destruição menor do ozônio em comparação com o ano passado", explicou Jim Butler, do laboratório de pesquisas sobre o sistema terrestre da NOAA.

O buraco na camada de ozônio alcançou seu tamanho máximo este ano no dia 22 de setembro, atingindo 21,2 milhões de quilômetros quadrados, equivalente à superfície dos Estados Unidos, Canadá e México juntos. Comparativamente, o maior buraco registrado teve extensão de 29,9 milhões de quilômetros quadrados, e foi medido no ano 2000.

NASA/Goddard Space Flight Center
O buraco na camada de ozônio atingiu seu maior tamanho em 2012 no dia 22 de setembro, quando chegou a medir 21,2 milhões de quilômetros quadrados


Histórico — O ozônio é uma molécula composta de três átomos de oxigênio que se forma na alta atmosfera, onde ajuda a filtrar os raios ultravioleta do sol. Se não forem bloqueados, esses raios podem danificar a vegetação e provocar câncer de pele.

O buraco nessa camada começou a se formar devido aos componentes liberados pelos clorofluocarbonos (CFC) usados pelo homem nos sistemas de refrigeração e aerossóis desde a década de 1920. Com o passar dos anos, a produção de CFC foi reduzida para praticamente zero, graças a um protocolo internacional firmado em 1987, em Montreal, no Canadá. Estas substâncias, no entanto, persistem muito tempo na atmosfera. E seu efeito é ainda mais danoso quando o clima está mais frio, já que as condições atmosféricas favorecem o acúmulo de CFC sobre a Antártida.

Apesar da aplicação do Protocolo de Montreal há mais de duas décadas, os cientistas preveem que será necessário esperar mais dez anos antes que a camada comece a se regenerar. Segundos os cálculos, ela só vai recuperar seu tamanho original a partir de 2060.

(Com Agência France-Presse)

Fonte: Veja.com


Tempestade solar que atinge a Terra é mais forte do que se pensava



NOAA acredita que a erupção causará uma tempestade geomagnética moderada (G2) na Terra, 
mas que pode chegar a G3 em um índice que vai até G5
Foto: NOAA/Divulgação


25/01/2012

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) afirmou por volta das 14h30 (24/01) que subestimou o poder da tempestade solar que atinge a Terra. A agência afirmou na segunda-feira que a tempestade era a maior desde maio de 2005, quando um evento parecido chegou a 3 mil pfu (sigla em inglês para unidades de fluxo de prótons, usadas para medir a energia da radiação desse tipo de evento). Contudo, nesta terça-feira, os instrumentos do NOAA já registravam 6300 pfu - a maior tempestade de radiação solar desde outubro de 2003.


A radiação solar intensa pode causar problemas aos satélites da Terra, além de ser um inconveniente para os astronautas. Esta é a temporada de tempestades mais intensa desde setembro de 2005. A erupção, que começou no domingo, deve enviar partículas até quarta-feira.

"Devido a este fenômeno, é quase certo que haverá uma tempestade geomagnética (perturbações no campo geomagnético da Terra causadas pela tempestade solar)", disse um comunicado da NOAA na segunda-feira. "A labareda solar associada alcançou sua máxima altura no dia 23 de janeiro", acrescentou. Um modelo informático feito pelo Centro de Previsões aponta que esta onda da tempestade terá seu maior efeito no campo magnético da Terra nesta terça-feira.

A tempestade ainda pode causar problemas na rede elétrica. Em 1972, uma erupção solar mais poderosa impediu as ligações de longa distância no Estado americano de Illinois. Em 1989, um evento parecido deixou 6 milhões de pessoas no escuro na província canadense do Quebec.

Com informações das agências EFE e BBC.

Fonte: Terra.com
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