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Cientistas britânicos preocupados pela pesquisa sobre o clima com chegada de Trump
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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, na Trump Tower,
em Nova York, no dia 13 de janeiro de 2017 - AFP
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16/01/2017
Mais de 100 dos climatologistas mais reconhecidos do Reino Unido pediram nesta segunda-feira à primeira-ministra britânica, Theresa May, que atue para que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mantenha a pesquisa pública sobre o aquecimento global.
“Estamos prontos a apoiar e ajudar nossos colegas dos Estados Unidos (…) a resistirem contra qualquer tentativa política de frear ou interferir nas pesquisas vitais sobre as mudanças climáticas”, escreveram os cientistas em uma carta aberta para May, à qual a AFP teve acesso.
O presidente eleito americano afirmou que o aquecimento global é um mito e nomeou para seu futuro gabinete personalidades que compartilham essa visão ou que se opõem às políticas de proteção do meio ambiente.
No final de novembro, após a eleição, um de seus conselheiros pediu o fim dos programas de pesquisa sobre o clima da Nasa, que fornece dados essenciais a cientistas do mundo inteiro.
May deve pressionar Trump para que este “reconheça as evidências científicas sobre os riscos das mudanças climáticas” e apoie o acordo de Paris adotado no final de 2015, afirmam os cientistas britânicos na carta.
Sob este acordo, a comunidade internacional se comprometeu a limitar o aquecimento global abaixo de 2ºC, em relação aos níveis pré-industriais, e a ajudar financeiramente os países mais pobres a desenvolver energias limpas e lidar com os impactos das mudanças climáticas.
O Reino Unido “deve se preparar para responder de forma resoluta” em caso de que o novo governo Trump adote medidas contra as pesquisas sobre o clima, acrescentam os cientistas.
Em entrevistas a dois jornais europeus publicadas nesta segunda-feira, Trump reafirmou sua intenção de se reunir com May logo após sua posse, que ocorrerá na próxima sexta-feira.
O Reino Unido tem várias instituições líderes no mundo para o estudo do aquecimento global e seus impactos, incluindo o Centro Tyndall de Pesquisas sobre as Mudanças Climáticas e o Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford.
A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher foi a primeira líder mundial a reconhecer publicamente os riscos das mudanças climáticas, em 1988, observaram os cientistas.
Fonte: ISTO É
Brasil e Portugal assinam memorando sobre cooperação na Antártida
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© Sputnik/ V. Chistyakov
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06/11/2016
Os governos do Brasil e de Portugal assinaram na terça (01/11), por ocasião da XII Cimeira Brasil-Portugal, um Memorando de Entendimento sobre cooperação antártica.
O documento comprova a vontade de ambos os países em fortalecer seus laços de amizade e sua cooperação bilateral, dando ênfase a "assuntos relativos à cooperação científica internacional, à observação científica e à investigação de processos de importância global e regional ao sul do Círculo Polar Antártico".
O Memorando destaca a "crescente importância da Antártida para a investigação científica, particularmente no âmbito do meio ambiente global, bem como da necessidade de reduzir ao mínimo os impactos das atividades científicas e humanas no meio ambiente antártico e nos ecossistemas dependentes e associados".
De acordo com a nota de imprensa divulgada pelo governo brasileiro, as clausulas do acordo preveem o aproveitamento das oportunidades de cooperação previstas nos acordos que compõem o Sistema do Tratado da Antártida.
Entre os objetivos previstos pelo Memorando, constam a preparação, o fomento e a elaboração de editais conjuntos para o desenvolvimento de atividades e projetos científicos e tecnológicos, o intercâmbio de informação em campos de interesse comum, a promoção da educação e da formação profissional de recursos humanos, facilitação do transporte, do alojamento e de expedições na região, entre outros.
A execução do Memorando será revisada por ambos os países uma vez por ano, no que diz respeito aos seus benefícios e possibilidades de aperfeiçoamento.
O Memorando destaca a "crescente importância da Antártida para a investigação científica, particularmente no âmbito do meio ambiente global, bem como da necessidade de reduzir ao mínimo os impactos das atividades científicas e humanas no meio ambiente antártico e nos ecossistemas dependentes e associados".
De acordo com a nota de imprensa divulgada pelo governo brasileiro, as clausulas do acordo preveem o aproveitamento das oportunidades de cooperação previstas nos acordos que compõem o Sistema do Tratado da Antártida.
Entre os objetivos previstos pelo Memorando, constam a preparação, o fomento e a elaboração de editais conjuntos para o desenvolvimento de atividades e projetos científicos e tecnológicos, o intercâmbio de informação em campos de interesse comum, a promoção da educação e da formação profissional de recursos humanos, facilitação do transporte, do alojamento e de expedições na região, entre outros.
A execução do Memorando será revisada por ambos os países uma vez por ano, no que diz respeito aos seus benefícios e possibilidades de aperfeiçoamento.
A responsabilidade do empresariado quanto a proteção do Meio Ambiente
05/06/2016
Por William Lisboa*
Com o advento da Constituição Federal de 1988, o meio ambiente passou a ser tratado como um macro sistema, em decorrência da sua complexidade e da necessidade de uma norma constitucional o tutelar, visto que não havia menção específica ao ambientalismo no textos constitucionais antecessores. Nesse sentido, a tutela ao meio ambiente se faz necessária a partir do momento que a sua exploração se torna uma real ameaça ao ecossistema.
A nossa Carta Magna dedicou todo o seu capítulo VI à tutela do Meio Ambiente, destacando-o como um dos elementos da Ordem Social e consagrando-o como direito de todos, sendo ele um bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Do mesmo modo estabeleceu que é um dever de todos preservá-lo para as presentes e futuras gerações e justamente pensando na evolução do homem e na preservação do Meio Ambiente, surge o Princípio do Desenvolvimento Sustentável.
Tal princípio procura conciliar a proteção do meio ambiente com o desenvolvimento socioeconômico para a melhoria da qualidade de vida do homem compreendendo-se nele a ideia de utilizar de maneira racional os recursos naturais não renováveis, em outras palavras, o termo sustentabilidade expressa a necessidade de associar a preservação do meio ambiente ao desenvolvimento socieconômico de forma equilibrada sem comprometer o ecossistema, assegurando a manutenção de todas as formas de vida na Terra.
Essa dicotomia desenvolvimento/preservação ambiental está intimamente ligada ao setor empresarial que abrange atividades industriais, comerciais e serviços. Nesse sentido, o empresariado desenvolve um papel fundamental na proteção do meio ambiente, contribuindo com programas de educação ambiental, pesquisas voltadas para novas tecnologias renováveis, diminuição de recursos no processo produtivo, implementação de sistemas de gestão ambiental, como tantas outras medidas incorporadas a ideia de “economia verde”.
Essas medidas verdes adotadas pelo empresariado reflete também as novas exigências de consumo de uma sociedade que cada dia mais busca produtos e serviços de empresas engajadas à causas voltadas para a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Essas demandas por parte desta comunidade consciente exige do empresariado que se adeque as novas tendências e consequentemente se mantenha competitivo no mercado econômico.
A relevância da economia verde para o empresariado além de impactar em benefícios ao meio ambiente também reflete no mercado de ações para empresas de capital aberto. Atualmente, na Bovespa, há o ISE – Índice de Sustentabilidade das Empresas, cuja finalidade é avaliá-las sob a perspectiva socioambiental mediante o cumprimento de requisitos legais de sustentabilidade, condicionando, portanto, o cumprimento da legislação ambiental por parte do empresariado para a manutenção do seu o bom desempenho no mercado.
Levando em consideração todos estes aspectos, resta claro que não se pode mais fechar os olhos para a proteção do meio ambiente, sendo certo que não há nenhuma atividade econômica que não esteja direta ou indiretamente associada ao uso de recursos naturais. Portanto, é dever do empresariado cumprir as exigências legais previstas em legislações voltadas para o desenvolvimento sustentável, buscando sempre a proteção do ecossistema para garantir a manutenção das presentes e futuras gerações.
*William Lisboa – Colaborador do Setor Implantação da Ius Natura
Fonte: Ius Natura
Relatório da ONU vai apontar políticas para reduzir aquecimento
08/04/2014
Cientistas vão se reunir na Alemanha para definir texto.
É a terceira e última parte de novo relatório climático
As potências internacionais estão correndo contra o tempo para reduzir o uso de combustíveis fósseis altamente poluentes e ficar abaixo dos limites acertados para evitar o aquecimento global, aponta um estudo preliminar da Organização das Nações Unidas (ONU) a ser aprovado nesta semana.
O documento preliminar, visto pela Reuters, destaca maneiras de cortar emissões e estimular o uso de energia de baixo carbono.
Autoridades governamentais e cientistas especialistas no estudo do clima irão reunir-se em Berlim entre os dias 7 a 12 deste mês para revisar o estudo de 29 páginas, que também estima que a mudança para o uso de energia de baixo carbono poderia custar algo entre 2% e 6% da produção mundial em 2050.
O documento afirma que as nações terão de impor drásticas restrições às emissões de gases do efeito estufa para manter a promessa acertada entre quase 200 países em 2010 para limitar o aquecimento global a menos de 2 graus Celsius acima da era pré-industrial.
As temperaturas já aumentaram cerca de 0,8 grau desde 1990 e devem atingir o teto dos 2 graus Celsius nas próximas décadas, caso as tendências atuais sejam mantidas, diz o relatório.
Tais aumentos na temperatura podem elevar os riscos para a produção de alimentos e obtenção de água, e podem provocar danos irreversíveis, como o derretimento de gelo na Groenlândia, diz o estudo da ONU.
Fonte: G1 Natureza
Buraco na camada de ozônio é o segundo menor em 20 anos
O buraco na camada de ozônio se forma todos os anos entre os meses de setembro e outubro sobre a Antártida (ThinkStock)
Publicado em 25/10/2012
Segundo pesquisadores, a redução é consequência das temperaturas mais altas registradas na estratosfera em 2012
Pesquisadores da Agência Americana Oceanográfica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) anunciaram nesta quarta-feira que o buraco na camada de ozônio registrado em 2012 é o segundo menor dos últimos 20 anos. O buraco se forma anualmente entre setembro e outubro sobre a Antártida, e este ano teve um tamanho médio de 17,9 milhões de quilômetros quadrados.
Os pesquisadores afirmam que o tamanho menor se deve às temperatuas mais altas registradas no planeta durante este ano. "As temperaturas foram um pouco mais quentes na alta atmosfera, sobre a Antártida, o que permitiu uma destruição menor do ozônio em comparação com o ano passado", explicou Jim Butler, do laboratório de pesquisas sobre o sistema terrestre da NOAA.
O buraco na camada de ozônio alcançou seu tamanho máximo este ano no dia 22 de setembro, atingindo 21,2 milhões de quilômetros quadrados, equivalente à superfície dos Estados Unidos, Canadá e México juntos. Comparativamente, o maior buraco registrado teve extensão de 29,9 milhões de quilômetros quadrados, e foi medido no ano 2000.
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| NASA/Goddard Space Flight Center |
Histórico — O ozônio é uma molécula composta de três átomos de oxigênio que se forma na alta atmosfera, onde ajuda a filtrar os raios ultravioleta do sol. Se não forem bloqueados, esses raios podem danificar a vegetação e provocar câncer de pele.
O buraco nessa camada começou a se formar devido aos componentes liberados pelos clorofluocarbonos (CFC) usados pelo homem nos sistemas de refrigeração e aerossóis desde a década de 1920. Com o passar dos anos, a produção de CFC foi reduzida para praticamente zero, graças a um protocolo internacional firmado em 1987, em Montreal, no Canadá. Estas substâncias, no entanto, persistem muito tempo na atmosfera. E seu efeito é ainda mais danoso quando o clima está mais frio, já que as condições atmosféricas favorecem o acúmulo de CFC sobre a Antártida.
Apesar da aplicação do Protocolo de Montreal há mais de duas décadas, os cientistas preveem que será necessário esperar mais dez anos antes que a camada comece a se regenerar. Segundos os cálculos, ela só vai recuperar seu tamanho original a partir de 2060.
(Com Agência France-Presse)
Fonte: Veja.com
A educação e a proteção do meio ambiente
21/10/2012
Escrito por Werney Serafini
Para o economista Claudio de Moura Castro o aquecimento global é um assunto controverso. Para alguns a temperatura da Terra está gradativamente aumentando e por influencia humana. Para outros não, a Terra está em um período cíclico de resfriamento, uma situação absolutamente natural.
O que ninguém parece questionar são as evidencias de que o meio ambiente está ficando comprometido e em ritmo alarmante. Os recursos naturais são consumidos rapidamente.
A ‘conta ecológica’ não fecha, afirma. Tampouco os argumentos dos ‘ecoirresponsáveis’ e dos ‘ecobobos’. Dos que acham que tudo pode em favor do crescimento econômico e dos que acham que nada pode em favor da preservação.
A solução estaria no ‘caminho do meio’, ou seja, aprender a utilizar a natureza com parcimônia e inteligência. Acrescento, por conta e risco, com responsabilidade e visão de futuro.
No centro da questão está a escola e a consequente escolarização das pessoas. Não significa dizer que pessoas escolarizadas não cometam danos contra o meio ambiente. Mas apenas que sem escola os avanços se tornam difíceis, pois ela proporciona conhecimento e valores para o indivíduo.
Para utilizar racionalmente os recursos naturais é preciso entender os processos e os ciclos biológicos. Ao que se sabe, foi à baixa densidade demográfica e a falta de maior tecnologia que impediu aos povos primitivos destruir a natureza.
O equilíbrio é sempre algo delicado. Uma mexida aqui estraga acolá. Abelhas estão sumindo, sapos e rãs desaparecendo. Nos lagos da Nova Inglaterra, os pássaros migratórios escasseiam, porque os lobos foram eliminados, a população de cervos cresceu sem controle e está faltando sementes para alimentar os pássaros. E por aí segue.
Sem pesquisa cientifica não são compreendidos os ciclos da natureza e os seus desequilíbrios. Sem ensino de qualidade e para todos, não se entendem as explicações dos cientistas. Sem escola, a percepção chega somente onde a vista alcança e assuntos complexos como aquecimento global não são visíveis a olhou nu. “Que se individualmente destruímos infinitesimalmente, nada acontece, mas se coletivamente todos destroem o seu infinitésimo, o resultado é uma catástrofe ecológica”, conclui Moura Castro.
A pessoa com escolaridade valoriza o futuro e para garanti-lo dispensa alguns benefícios imediatos. Pensa no filho, no neto e no planeta que deixará para eles. Não é demais lembrar que as pessoas escolarizadas avaliam melhor seus governantes e escolhem aqueles comprometidos com o interesse coletivo.
As pesquisas revelam que a educação reduz as explosões demográficas. Demonstram que a escolaridade aumenta a intolerância para com o ilícito. Em geral, o descumprimento da lei ocorre com mais frequência entre os menos escolarizados.
A expressão “capital social se associa à propensão para a ação coletiva, confiando e colaborando com os outros, sem a certeza de que os outros farão o mesmo. É a disposição voluntarista de investir no que promove o interesse coletivo”, diz.
Com relação ao meio ambiente esse procedimento sem garantia de reciprocidade é fundamental, dada à dificuldade de se fiscalizar o que cada um faz de bom ou de ruim para a natureza.
O fato é que muito tem que ser feito para evitar o uso desmedido da natureza. Isso é nitidamente percebido em municípios como Itapoá onde o patrimônio natural sofre os impactos do acelerado crescimento econômico e demográfico.
Seguramente, a solução será infinitamente difícil, senão impossível, se for pouca ou ruim a educação.
Fonte: Correio do Litoral
Borboleta rara se beneficia do aquecimento global e se multiplica
Borboleta argos marrom antes rara, agora se beneficia do aquecimento global (Foto: Science/AAAS)
Espécie era considerada rara até a década de 1980.
Fugindo do calor, ela encontrou mais alimento.
25/05/2012
As mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global já causam impacto em uma espécie de borboleta, que era considerada rara até os anos 1980. E esse impacto, para ela, é positivo. A conclusão é de um estudo publicado na edição desta sexta-feira (25) da revisa “Science”.
Marrom e com pintas laranjas, a borboleta da espécie "argo marrom" (Aricia agestis) está procurando novos locais para viver, por causa dos verões mais quentes no Reino Unido. Segundo os pesquisadores, ela está indo cada vez mais para o Norte em busca de climas mais frescos (no Hemisfério Norte, quanto mais pra cima, mais frio).
Nessa região, a flor gerânio é bem comum e é exatamente essa planta que as lagartas da espécie usam para se alimentar. Com mais alimento disponível, a argo marrom passa agora por um verdadeiro “baby boom”.
De acordo com os pesquisadores da Universidade de York, a espécie já avançou 79 quilômetros nos últimos 20 anos e atualmente é encontrada com facilidade no interior do país.
“Haverá vencedores e perdedores da mudança climática. É importante que comecemos a entender como essas complexas interações entre espécies afetam suas habilidades de se adaptar às mudanças para que possamos identificar as que podem estar sob risco e onde devemos focar os esforços de conservação”, disse uma das co-autoras do trabalho, Jane York.
Fonte: G1 Natureza
Gases de dinossauros aqueceram o planeta há 150 milhões de anos
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BC/Reprodução
Saurópodes emitiam 520 milhões de gás na atmosfera anualmente
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Estudo calcula emissões de metano de saurópodes com base na produção de gás de animais atuais
07/05/2012
A temperatura da Terra pode ter se elevado significativamente na era jurássica devido aos gases emitidos pelos dinossauros, aponta um estudo britânico. Os autores calcularam a geração de metano de saurópodes, compararam à dos níveis produzidos pelos bovinos atuais e afirmaram que, com base na população dos répteis que habitavam o planeta há 150 milhões de anos, eram emitidos na atmosfera 520 milhões de gás anualmente.
Os saurópodes eram répteis gigantescos que se alimentavam da vegetação terrestre durante a era Mesozoica. O exemplo mais famoso dessa família é o Brontossauro, aquele dinossauro com o pescoço longo.
David Wilkinson, da Universidade John Moore, de Liverpool, e seus colegas das Universidades de Londres e Glasgow publicaram sua pesquisa no jornal Current Biology. De acordo com ele, os responsáveis pela emissão de metano na atmosfera não eram os dinossauros propriamente, mas os microrganismos que viviam dentro deles.
"A ecologia dos micróbios e seu papel nas mudanças do planeta são um dos meus interesses na ciência. Embora o elemento do dinossauro atraia a atenção popular para este trabalho, é sobre os micróbios que recai a responsabilidade de produzir todo o gás emitido", afirma. O gás metano é um dos que contribuiu para o efeito estufa.
Estudos anteriores apontam que a Terra era até 10°C mais quente que hoje na era Mesozoica. Com o conhecimento atual sobre as emissões de gás de animais como os bovinos, que afetam o aquecimento global, os cientistas calcularam como os saurópodes influenciavam no clima há milhões de anos.
O cálculo considera a população total de dinossauros estimada e usa uma escala que relaciona biomassa e produção de metano no gado. "As vacas produzem cerca de 50 a 100 milhões de toneladas de metano por ano. Nossa melhor estimativa para s saurópodes é de cerca de 520 milhões de toneladas", afirma Wilkinson.
O total de emissões atuais de metano soma 500 milhões ao ano, mas é proveniente de uma série de fontes, como animais selvagens e atividade humana. Wilkinson se disse surpreso com o nível de produção de gás dos répteis, mas lembra que não só os dinossauros eram responsáveis. "Havia outras fontes de emissão de gás na era Mesozoica, então os níveis deviam ser muito maiores do que hoje", conclui.
Fonte: Estadão.com
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