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PRÊMIO QUE ELEGE INICIATIVAS MAIS SUSTENTÁVEIS DO TURISMO ABRE INSCRIÇÕES

O projeto é direcionado a empresas e organizações do setor de turismo 
Foto: Prefeitura de Rifaina/SP

22/07/2018

Prazo para participar do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade vai até o dia 31 de agosto

A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) convoca os interessados a participarem da edição 2018/19 do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade. As inscrições estão abertas até o dia 31 de agosto. O projeto é direcionado a empresas e organizações do setor de turismo que investem no desenvolvimento de iniciativas mais sustentáveis para o setor. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo site da Braztoa

A premiação inclui cinco categorias: associados Braztoa, agências de viagens, meios de hospedagem, parceiros do turismo (agências não filiadas) e projetos inovadores, apresentados por grupos de alunos vinculados a instituições de ensino técnico e superior.

O júri é formado por instituições relacionadas ao turismo sustentável, como o  Ministério do Turismo, a Organização Mundial do Turismo (OMT) e a Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Ações e projetos relacionados ao prêmio estão reunidos na plataforma eletrônica da Braztoa.

Lançado em 2012, o prêmio já teve mais de 270 projetos inscritos, das quais premiou 61 ações recebidas de todas as regiões do Brasil.



BRASILEIRO GANHA O MAIOR PRÊMIO CIENTÍFICO DA ORGANIZAÇÃO METEOROLÓGICA MUNDIAL BR

José Cruz/Agência Brasil. O meteorologista é o coordenador-geral do Centro de 
Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe.

09/07/2018
    
Engenheiro e meteorologista, Antonio Divino Moura, é o primeiro cidadão do Brasil a receber o Prêmio IMO; distinção é atribuída a contribuições nos campos de meteorologia, hidrologia, climatologia e outras.

O engenheiro e meteorologista brasileiro  Antonio Divino Moura ganhou o principal prêmio científico da Organização Meteorológica Mundial, OMM.

O Prêmio IMO foi criado em 1955. O Conselho Executivo da OMM escolhe o vencedor com base em trabalhos nos campos da meteorologia, hidrologia, climatologia e áreas relacionadas.

Pesquisas Espaciais

O meteorologista é o coordenador-geral do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil, Inpe.

Falando à ONU News, do Brasil,  Antonio Divino Moura  diz que o reconhecimento pode abrir oportunidades para pesquisas futuras.

Prêmio

“Este prêmio é importante porque reconhece pela primeira vez num brasileiro esta capacidade deste trabalho feito ao longo do tempo, na formação de recursos humanos, na pesquisa cientifica, nas aplicações, por exemplo, em prever o fenômeno El Niño e a seca no nordeste do Brasil. Ele ajuda no sentido que o país tem condições de realizar pesquisa científica de mais alto nível internacional e isso obviamente abre as portas.

Divino Moura receberá o prêmio durante o Congresso da OMM em 2019. Na cerimônia, ele também dará uma palestra científica.

Climatologia

O engenheiro é especialista em climatologia, com focos em previsão de tempo, fenômenos como o El Niño e a interação oceano-atmosfera.

Divino Moura foi diretor do Instituto Nacional de Meteorologia, representou o Brasil na OMM e também foi o primeiro-vice-presidente da agência entre 2011 e 2016.

Especializações

Divino Moura se formou em engenharia elétrica em 1969 pela Universidade Federal de Minas Gerais. Na sua formação acadêmica, entre outras especializações, constam um doutorado em meteorologia pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT, nos Estados Unidos, e um pós-doutorado no Centro de Voos Espaciais Goddard, da Nasa, com estudos observacionais, teóricos e de modelagem das secas no nordeste do Brasil.

Apresentação: Daniela Gross.

Fonte: ONU News


PORTO DE PARANAGUÁ É O PRIMEIRO DO PAÍS EM SERVIÇOS AMBIENTAIS



12/11/2017

O Porto foi contemplado com o Prêmio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) 2017 – Categoria “Desempenho Ambiental”. Obteve a melhor avaliação entre os 30 portos brasileiros avaliados no Índice de Desempenho Ambiental.

O Porto de Paranaguá é o primeiro do Brasil em qualidade de serviços ambientais. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) foi contemplada na noite desta quinta-feira (09), em Brasília, com o Prêmio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) 2017 – Categoria “Desempenho Ambiental”. Obteve a melhor avaliação entre os 30 portos brasileiros avaliados no Índice de Desempenho Ambiental (IDA).

De acordo com o gerente de Meio Ambiente da Antaq, Marcos Maia Porto, entre todos os portos públicos avaliados no IDA, o de Paranaguá é o que mais evoluiu, saltando da 26ª colocação no ranking nacional de portos para a liderança.

“Paranaguá dobrou a nota do IDA de 2012 para cá, o que demonstra o avanço na execução das ações voltadas para o meio ambiente”, afirmou Maia Porto. Ele disse ainda que o Prêmio é um estímulo para a melhoria contínua da gestão ambiental nos portos brasileiros.

AVALIAÇÃO - O questionário do Índice de Desempenho Ambiental (IDA) -  aplicado aos portos organizados desde 2012 - é composto por 38 indicadores, com base na legislação ambiental e boas práticas do setor portuário mundial.

Entre os quesitos avaliados estão licenciamento ambiental, treinamento e capacitação ambiental, auditoria ambiental, banco de dados, prevenção de riscos, redução no consumo de energia, geração de energia limpa e renovável, monitoramento e controle dos diferentes tipos de poluição, monitoramento da qualidade da água, segurança no trabalho, agenda ambiental local e institucional, planos de gerenciamento de resíduos sólidos dos terminais, licenciamento ambiental das empresas, programas de educação ambiental nos terminais e a divulgação das informações ambientais do porto.

O trabalho ambiental da Appa, juntamente com a comunidade portuária, é de fundamental importância visto que Paranaguá é o segundo porto do país - com 24 berços de atracação e movimentação de cargas superior a 45 milhões de toneladas/ano – e de vocação graneleira.

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, atribui a evolução do desempenho ambiental ao trabalho de toda a equipe da Appa.

“Nossos esforços têm sido no sentido de mostrar que é possível aliar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade”, disse. Segundo ele, o Porto bateu todos os recordes de produtividade, mas cuidando sempre do meio ambiente. O Porto de Paranaguá, que foi interditado e autuado pelo Ibama em 2010 por falta de licença ambiental, hoje atinge a maior nota de respeito ao meio ambiente. “Este prêmio é o reconhecimento do trabalho que está sendo feito por dezenas de técnicos que atuam diariamente na área ambiental da Appa e de todas as empresas privados que operam em Paranaguá”, acrescentou.

Para o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, este prêmio reconhece todo o trabalho e dedicação do Estado do Paraná, neste que deve ser a causa mais importante para as futuras gerações. “Talvez a parcela mais importante deste longo caminho foi trazer junto todas as empresas privadas do setor, que também aderiram a esta importante causa”.

OS MAIORES INVESTIMENTOS DO BRASIL - Após operar por décadas sem licenciamento ambiental e ter sido embargado pelo Ibama, em 2013 a Appa obteve a Licença de Operação do Porto de Paranaguá.

A partir daí, foram investidos mais de R$ 35 milhões em projetos e ações de meio ambiente e outros R$32 milhões serão investidos até 2018.

Os recursos foram aplicados em estudos ambientais, étnicos e arqueológicos para novos licenciamentos, planos de emergência, centro de prontidão ambiental, saneamento e tratamento de efluentes, coleta e destinação de resíduos sólidos, monitoramentos de dragagens, controle de pragas e proliferação de vetores, varrição mecanizada de ruas e avenidas, recuperação de passivos ambientais, gerenciamento de emissões atmosféricas e de ruídos, gerenciamento de água de lastro dos navios, monitoramento da biota aquática e determinação de bioindicadores, monitoramento da avifauna, monitoramento da atividade pesqueira, entre outros. Em 2017, o Porto de Paranaguá integrou-se no processo de certificação ambiental internacional Ecoport, e para 2018 busca reconhecimento internacional.

De acordo com o diretor de Meio Ambiente da Appa, Bruno da Silveira Guimaraes, todos os programas e subprogramas desenvolvidos no Porto de Paranaguá são permanentes.

“Diferente da visão do passado recente, a Diretoria de Meio Ambiente do Porto atua em linha com o Ibama e o IAP, pois acreditamos que é possível o desenvolvimento sustentável dos Portos do Paraná, promovendo ações de preservação do nosso santuário, que é formado por baías e pela maior faixa de mata atlântica remanescente no país”, diz Bruno.

PRÊMIO ANA RECEBE INSCRIÇÕES ATÉ 30 DE JUNHO



22/6/2017

Os interessados em inscrever trabalhos no Prêmio ANA 2017 terão mais uma oportunidade. Até 30 de junho a Agência Nacional de Águas (ANA) receberá inscrições de projetos nas nove categorias em disputa: Empresas de Micro e Pequeno Porte; Empresas de Médio e Grande Porte; Ensino; Governo; Imprensa – Impressos e Sites; Imprensa – Rádio; Imprensa – TV; Organizações Civis; e Pesquisa e Inovação Tecnológica. As inscrições podem ser realizadas por meio do hotsite do Prêmio ANA (premio.ana.gov.br), sendo que mais de 300 trabalhos já tiveram suas inscrições confirmadas.

O Prêmio ANA é uma ação da Agência Nacional de Águas que reconhece trabalhos os quais contribuem para a gestão e o uso sustentável dos recursos hídricos do País. O concurso, que está em sua 6ª edição, também busca identificar ações que estimulem o combate à poluição e ao desperdício, além de apontar caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento das atuais e futuras gerações.

Como novidades, o Prêmio ANA 2017 tem duas categorias voltadas para empresas, sendo uma delas para micro e pequenas empresas e a outra para médias e grandes corporações. Para a imprensa, que reunia todos os tipos de mídia numa só categoria, a disputa será dividida em três grupos: impressos e sites; rádios; e TV.

O Prêmio ANA 2017 terá uma Comissão Julgadora composta por membros externos à Agência e com notório saber na área de recursos hídricos, meio ambiente ou Jornalismo. Um representante da ANA presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade, impactos social e ambiental, potencial de difusão, adesão social, originalidade e sustentabilidade financeira (se aplicável). Para as categorias de imprensa, os critérios serão adaptados ao contexto jornalístico e a sustentabilidade financeira não será considerada.

A Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas e a vencedora de cada uma das nove categorias. Os vencedores serão conhecidos em solenidade de premiação marcada para 6 de dezembro de 2017 em local a ser definido. Os nove vencedores receberão um Troféu Prêmio ANA. Além disso, ganharão uma viagem para poderem apresentar seus trabalhos durante o 8º Fórum Mundial da Água – maior evento do mundo sobre recursos hídricos –, que acontecerá em Brasília de 18 a 23 de março de 2018.

Inscrições

Nesta edição do Prêmio ANA, as inscrições devem ser realizadas totalmente pelo hotsite e não serão aceitos materiais em meio físico, já que a Agência Nacional de Águas adota uma política de papel zero. Cada participante pode inscrever mais de uma iniciativa. Além disso, poderão ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.

Cronograma

• Inscrições: até 30 de junho de 2017;
• Avaliação: 7 de agosto a 8 de setembro (1ª fase) e 16 a 20 de outubro de 2017 (2ª fase);
• Comunicação aos finalistas:  30 de outubro a 3 de novembro de 2017;
• Premiação: 6 de dezembro de 2017.

Texto: Raylton Alves - ASCOM/ANA

PRÊMIO NACIONAL DE BIODIVERSIDADE – 2° EDIÇÃO



10/09/2016

O PRÊMIO NACIONAL DA BIODIVERSIDADE, instituído pela Portaria MMA nº 188, de 22 de maio de 2014, tem por finalidade reconhecer o mérito de iniciativas, atividades e projetos que se destacam por buscarem a melhoria do estado de conservação das espécies da biodiversidade brasileira, contribuindo para o alcance das Metas Nacionais de Biodiversidade.

Podem concorrer ao Prêmio iniciativas, atividades e projetos concluídos ou em estágio avançado de execução, que apresentem resultados e impactos comprovados para a melhoria do estado de conservação da biodiversidade brasileira.

A Segunda Edição do PRÊMIO NACIONAL DA BIODIVERSIDADE contemplará 07 (sete) categorias para inscrição de iniciativas relacionadas à melhoria no estado de conservação ou divulgação da biodiversidade brasileira:

I – Sociedade Civil
II – Empresas
III- Iniciativas Comunitárias
IV – Academia
V – Órgãos públicos
VI – Imprensa
VII – Ministério do Meio Ambiente

Cronograma:

Inscrições: 30 de junho de 2016 a 22 de outubro de 2016
Avaliação: até 18 de abril de 2017
Divulgação dos finalistas: 22 de abril de 2017
Cerimônia de premiação: 22 de maio de 2017

Acesse o Edital (Edital nº 1, de 28 de junho de 2016)

Informações adicionais:

premionacionaldabiodiversidade@mma.gov.br

Fonte: PND


Revenda Mocellin é a melhor da América Latina no Prêmio Respeito ao Meio Ambiente 2016



22/08/2016

Distribuidora de produtos agrícolas de Sinop (MT) foi reconhecida pela excelência de sua estratégia no desenvolvimento de boas práticas agrícolas

A Liderança Global da DuPont Proteção de Cultivos reconheceu a revenda brasileira Mocellin Comércio de Produtos Agrícolas, de Sinop (MT), como a melhor da América Latina no 26º Prêmio DuPont Respeito ao Meio Ambiente. A solenidade oficial do evento aconteceu nos últimos dias, na sede da DuPont, em Wilmington, Del., nos Estados Unidos.

A iniciativa é uma parceria da DuPont com a revista Crop Life Internacional e tem por objetivo reconhecer anualmente as revendas e cooperativas agrícolas que mantêm no mundo as melhores práticas de gestão ambiental envolvendo agroquímicos, da armazenagem à aplicação.

A Mocellin foi premiada, sobretudo, pela excelência de sua estratégia no desenvolvimento de boas práticas agrícolas. A revenda concorreu ao prêmio na modalidade Top América Latina com outras quatro empresas, sendo duas da Argentina.

“Ter uma empresa brasileira vencedora da edição latino-americana demonstra o comprometimento dos distribuidores de produtos da companhia no País”, ressalta o vice-presidente da DuPont Brasil Proteção de Cultivos, Mario Tenerelli.



PRÊMIO NACIONAL DE BIODIVERSIDADE – 2° EDIÇÃO



07/08/2016

O PRÊMIO NACIONAL DA BIODIVERSIDADE, instituído pela Portaria MMA nº 188, de 22 de maio de 2014, tem por finalidade reconhecer o mérito de iniciativas, atividades e projetos que se destacam por buscarem a melhoria do estado de conservação das espécies da biodiversidade brasileira, contribuindo para o alcance das Metas Nacionais de Biodiversidade.

Podem concorrer ao Prêmio iniciativas, atividades e projetos concluídos ou em estágio avançado de execução, que apresentem resultados e impactos comprovados para a melhoria do estado de conservação da biodiversidade brasileira.

A Segunda Edição do PRÊMIO NACIONAL DA BIODIVERSIDADE contemplará 07 (sete) categorias para inscrição de iniciativas relacionadas à melhoria no estado de conservação ou divulgação da biodiversidade brasileira:

I – Sociedade Civil
II – Empresas
III- Iniciativas Comunitárias
IV – Academia
V – Órgãos públicos
VI – Imprensa
VII – Ministério do Meio Ambiente

Cronograma:

Inscrições: 30 de junho de 2016 a 22 de outubro de 2016
Avaliação: até 18 de abril de 2017
Divulgação dos finalistas: 22 de abril de 2017
Cerimônia de premiação: 22 de maio de 2017
Acesse o Edital (Edital nº 1, de 28 de junho de 2016)

Informações adicionais:
premionacionaldabiodiversidade@mma.gov.br


PRÊMIO CIDADE PRÓ-CATADOR DESTACA INCLUSÃO SOCIOECONÔMICA DAS COOPERAT

06/05/2016

Das 40 inscrições consideradas aptas a participar da 3ª edição do Prêmio Cidade Pró-Catador, nove foram selecionadas - por uma comissão formada por representantes da Secretaria de Governo da Presidência da República, da Fundação Banco do Brasil e dos Ministérios do Meio Ambiente e do Trabalho e Emprego - para uma visita de avaliação local.

Em cada cidade, foram analisados critérios como inclusão social e econômica dos catadores, replicabilidade, impacto no público-alvo, integração com outras políticas, participação da comunidade e abrangência. Os municípios vencedores - Cachoeira de Minas (MG), Santa Terezinha de Itaipu (PR), Campo Largo (PR) e Canoas (RS) - receberam prêmios de até R$ 120 mil. Mais do que isso: ganharam um aval de qualidade para seu trabalho e passam a servir de exemplo para outros municípios em todo o país, mostrando que, com empenho, criatividade e engajamento, é possível obter resultados concretos de ampliação da reciclagem, com geração de trabalho e renda para os catadores. Saiba mais sobre os quatro projetos vencedores:

Cachoeira de Minas (Minas Gerais)

Foto: Divulgação

Duas vezes por semana, 100% da área urbana do município participa do programa de coleta seletiva, criado em 2008 para gerar trabalho e renda para os catadores que estavam nos lixões ou atuando individualmente nas ruas e dar a destinação correta para os recicláveis. O volume mensal é, em média, de 35 toneladas, o que representa um índice de reciclagem de 64,4%. O sistema é operado pela Associação dos Catadores e Amigos do Meio Ambiente (Aclama) que conta com 14 associados, com renda média de R$ 950,00. A prefeitura cede o galpão, paga as contas de água e energia e disponibiliza um caminhão com motorista e combustível para auxiliar na coleta. Cachoeira de Minas faz parte do Projeto Novo Ciclo, realizado pelo Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável – INSEA junto ao Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis com apoio da Danone. “Os próximos passos são expandir a coleta para a zona rural e melhorar a infraestrutura da Aclama, construindo um galpão mais adequado com os recursos da premiação recebida e o auxílio da prefeitura”, destaca Expedito de Oliveira, secretário de Indústria, Comércio, Agropecuária e Meio Ambiente.


Santa Terezinha de Itaipu (Paraná)

Foto: Divulgação

Em 2014, a prefeitura deu início a um novo sistema de coleta seletiva, em parceria com a Associação dos Catadores de Resíduos Recicláveis e/ou Reaproveitáveis de Santa Terezinha de Itaipu (Acaresti) que já atuava no município há dez anos. Desde então, o avanço foi notável. “A coleta cobre 100% do perímetro urbano e o perímetro rural, e totaliza 100 toneladas por mês, garantindo destino adequado para 70% dos materiais recicláveis gerados. Nossa meta é encerrar 2016 com um índice de 100% de reaproveitamento”, planeja Paulo Henrique Squinzani, diretor do Departamento de Meio Ambiente. A coleta é realizada de porta em porta, por dois caminhões-baús, com o apoio de dois motoristas, quatro coletores terceirizados e quatro catadores associados à Acaresti. O custo operacional é coberto pela prefeitura que faz a doação dos recicláveis à Associação para triagem e comercialização. Nesses dois anos, a quantidade de materiais recolhidos aumentou em 350%, a renda dos catadores cresceu de duas a três vezes e o grupo ganhou maior estabilidade e melhor controle de sua saúde e bem-estar. Com todas essas conquistas, o programa de Santa Terezinha de Itaipu tornou-se referência na região e também em outros países como Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.


Campo Largo (Paraná)

Foto: Diego Pisante

Com mais de 112 mil habitantes, Campo Largo oferece, hoje, coleta seletiva diária e semanal em 100% de sua área urbana, recolhendo, em média, 233 toneladas mensais, o que representa 12% do total de resíduos sólidos gerados no município. Uma empresa terceirizada faz a coleta e os caminhões descarregam nas quatro associações que realizam a triagem e a venda dos materiais. Todo o lucro com a comercialização é dividido entre os associados. Desde o lançamento da coleta, em 2006, houve incremento de 926% na quantidade de recicláveis recolhidos, o que demonstra a mudança de comportamento da comunidade. Além disso, reduziu-se a exclusão social e houve melhora na qualidade de vida dos catadores. “Essa premiação em nível nacional fortalece o projeto localmente e pereniza as ações, pois sua repercussão permite que nossa metodologia se torne conhecida e respeitada pelas autoridades e pela comunidade e faz com que os participantes se sintam valorizados e reconhecidos. Esse fortalecimento vai além das divisas do nosso município, o que reverte em benefícios diretos para os catadores de todo o país”, avalia Walquiria Brusamolin, responsável pelo Projeto de Trabalho Técnico Social para Inclusão dos Catadores.


Canoas (Rio Grande do Sul)

Foto: Fernanda Gonçalves

Há seis anos, a prefeitura desenvolve o Programa de Coleta Seletiva Compartilhada e Inclusão Socioprodutiva de Catadores, com a contratação de quatro cooperativas para recolhimento e transporte dos resíduos até as unidades de triagem. Cada cooperativa possui um caminhão para percorrer um roteiro predefinido e as quatro utilizam, em rodízio semanal, um quinto caminhão conjunto que realiza a retirada dos materiais em empresas, condomínios, shoppings, postos de saúde e estabelecimentos públicos. Além das quatro contratadas, dois outros grupos recebem os resíduos para triagem e comercialização: a Cooperativa Mãos Dadas e o Ponto Popular de Trabalho - Incubadora de Triagem Solidária. O sistema atinge 88% dos domicílios, totalizando 217 toneladas de recicláveis por mês, e gera renda direta para 134 catadores, beneficiando mais de 430 pessoas, de forma indireta. “No valor pago pela prefeitura, estão incluídos todos os custos da prestação dos serviços, impostos, taxas e contribuições sociais, com reajuste anual pelo IPCA, mais um percentual de 5% sobre o valor mensal para investimento”, detalha Roseli Pereira Dias, diretora de Resíduos Sólidos e Coleta Seletiva da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.


O Cempre Informa conversou com o presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano de Andrade Minchillo, sobre a relevância do Prêmio Cidade Pró-Catador. Confira:

Por que a Fundação BB apoia essa premiação?

A Fundação BB tem os catadores de resíduos sólidos como um de seus públicos prioritários de atuação. Além disso, a cadeia de resíduos sólidos é um dos cinco vetores destacados em nossa Estratégia Corporativa 2016-2018. Atuamos com as cooperativas desde 2007 e o Prêmio Cidade Pró-Catador é uma importante ferramenta de reconhecimento e disseminação das boas práticas voltadas à inclusão social e econômica de catadores, buscando um país socialmente justo e ambientalmente correto.

Qual o peso dos municípios na concretização da Política Nacional de Resíduos Sólidos?

Os municípios são os principais responsáveis pela gestão da cadeia dos resíduos sólidos. O trabalho é coletivo e realizado fundamentalmente pelas prefeituras, em parceria com os catadores, empresas privadas, a sociedade e os governos estadual e federal.

Qual a importância da inclusão dos catadores nesse processo?

O modelo de gestão compartilhada dos resíduos sólidos pressupõe a participação da sociedade, das empresas e do poder público e permite a contratação de cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis para prestação de serviços de coleta seletiva, triagem, processamento, beneficiamento e destinação adequada dos resíduos, incorporando esses trabalhadores formalmente n o processo d e g estão. Esse novo modelo alia a inclusão social promovida pelo reconhecimento dessa atividade à proteção do meio ambiente, empregando uma tecnologia social intensiva em trabalho e facilmente adaptável ao contexto social e regional. A precificação desse tipo de serviço permite valores justos e transparentes, distribuindo renda e desenvolvendo localmente as comunidades.

Fonte: Cempre

Programa da ONU para o Meio Ambiente abre indicações para o prêmio Campeões da Terra 2016

Meio ambiente tem um papel crucial para se atingir os 17 Objetivos do 
Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Foto: CIAT/Neil Palmer

03/05/2016

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) recebe, até 31 de maio, indicações para a edição 2016 dos “Campeões da Terra”. O prêmio, principal reconhecimento da ONU na área de meio ambiente, homenageia anualmente visionários da sustentabilidade que inspiram ações transformadoras.

O prêmio é distribuído em quatro categorias: Política e Liderança; Ciência e Inovação; Visão Empreendedora; e Inspiração e Ação, e tem como foco defensores do desenvolvimento sustentável, do combate às mudanças climáticas e da dignidade humana nos níveis nacional, regional e global.

O meio ambiente tem um papel crucial para se atingir os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, estabelecidos no ano passado. Cerca de metade das metas estão diretamente relacionadas ao meio ambiente ou endereçam a sustentabilidade das fontes naturais, assim como medidas de combate à pobreza, investimentos em saúde, alimentação e agricultura, água e saneamento, habitação, energia, combate a mudanças climáticas e defesa do consumo sustentável.

No ano passado, a maior multinacional brasileira de cosméticos, a Natura, foi uma das vencedoras do prêmio Campeões da Terra 2015, na categoria ‘Visão Empresarial’. Entre as personalidades que já venceram o prêmio anteriormente estão o ex-presidente mexicano Felipe Calderón e o político e ativista ambiental norte-americano Al Gore.

Para fazer a sua indicação de um Campeão da Terra, preencha os dados, em inglês, na página do Programa. Para saber mais sobre a iniciativa, clique aqui.

Abertas inscrições para XXI Seminário de Jornalismo na Amazônia

Evento conta com público de jornalistas eestudantes 
(Foto: Katiuscia Monteiro/G1 AM)

02/07/2015

Caco Barcellos, Gerson Camarotti e Ari Peixoto são convidados do evento.
Encontro acontece nos dias 26, 27 e 28 de agosto, na capital amazonense.

As inscrições para o XXI Seminário de Jornalismo na Amazônia, que será realizado em Manaus, estão abertas. O evento acontece nos dias 26, 27 e 28 de agosto, no Centro de Convenções do Studio 5, localizado na Zona Sul da capital.

O seminário também contará com palestras de repórteres especiais da TV Globo. Segundo a Fundação Rede Amazônica, responsável pelo evento, Caco Barcellos, Gerson Camarotti e Ari Peixoto foram convidados. Após a publicação desta reportagem, a Fundação corrigiu a informação divulgada ao G1 e informou que os convidados ainda não definiram participação.

Para realizar as inscrições, os interessados devem preencher o formulário de inscrição e pagar uma taxa, que varia para estudantes e profissionais da área. O formulário e a taxa precisam ser entregues na sede da Fundação Rede Amazônica, localizada no Distrito Industrial. Informações adicionais podem ser obtidas por meio dos telefones: (92) 3216-3090.

Prêmio de jornalismo

No último dia do evento, acontecerá a entrega do 4º Prêmio "Milton Cordeiro de Jornalismo". Podem se inscrever profissionais de jornalismo que trabalhem nos Estados onde há atuação da Rede Amazônica, sendo: Acre, Amapá, Amazonas, Roraima e Rondônia.

Com o objetivo de reconhecer as melhores matérias com temas que engrandeçam ou promovam o desenvolvimento e a valorização da Amazônia, o prêmio contemplará 05 (cinco) categorias: Jornalismo Impresso, Radiojornalismo, Telejornalismo, Reportagem-Especial e Webjornalismo. Para inscrever os trabalhos, acesse: http://www.premiomiltoncordeiro.com.br

Fonte: G1 Amazonas


Malu Ribeiro é premiada no 6º Fórum Mundial de Meio Ambiente


29/06/2015

Cerca de 370 lideranças empresariais, políticas, pesquisadores e organizações socioambientais estiveram em Foz do Iguaçu, nos dias 25 e 26 de junho, para a 6ª edição do Fórum Mundial de Meio Ambiente, encontro promovido pelo Lide – Grupo de Líderes Empresariais, presidido por João Doria, e pelo Lide Sustentabilidade, comandado por Roberto Klabin, vice-presidente da Fundação SOS Mata Atlântica para a área de Mar.

A SOS Mata Atlântica foi uma das organizações apoiadoras do Fórum, que neste ano teve como tema central “Mudanças climáticas e o impacto na vida das pessoas”. Mario Mantovani,  diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, e Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação, participaram de três dos painéis do Fórum, como mediador e painelista, respectivamente.
Malu Ribeiro foi ainda uma das homenageadas do Prêmio Lide de Meio Ambiente 2015 na categoria “Recursos Hídricos” (foto acima – crédito Gustavo Rampini). O prêmio reconhece a contribuição de personalidades e organizações que realizam projetos ambientais e de sustentabilidade no Brasil.

Outros premiados foram: Virada Sustentável (categoria Ambiente Urbano); Fundação Biodiversitas (Biodiversidade); Banco Pérola (Capitalismo Consciente); Natura (Economia Verde); Instituto de Pesquisas Ecológicas – IPÊ (Educação Ambiental); Silvio Barros, secretário de Planejamento do Paraná (Gestão Pública Ambiental); Programa Cidades e Soluções, da Globo News (Mídia Ambiental); Emílio Lèbre La Rovere (Mudanças Climáticas); Mauro Maida, professor do departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (Oceanos) e Fundação Grupo Boticário (Unidades de Conservação).



CPRH abre inscrições para o Prêmio Vasconcelos Sobrinho 2015



10/05/2015

Os interessados em participar do Prêmio Vasconcelos Sobrinho 2015, promovido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), têm até o dia 30 de maio para fazer suas inscrições. O Prêmio é concedido, anualmente, a pessoas físicas, empresas e instituições (governamentais ou não) que promovem a melhoria das condições ambientais ou realizam ações socioambientais.

Pelo terceiro ano consecutivo, as inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, mantendo o conceito de sustentabilidade: o candidato deve acessar o Portal da CPRH (www.cprh.pe.gov.br), preencher corretamente os espaços e enviar o trabalho concorrente. Fotos e vídeos complementares também podem ser enviados, desde que não ultrapassem cinco megabites de informações.  

Em 2015, serão sete as categorias do Prêmio: Responsabilidade Ambiental, Personalidade do Meio Ambiente, Projetos e Práticas Educacionais, Projetos e Práticas do Ensino Superior, Participação Comunitária, Destaque Florestal e Destaque Municipal.

Para a diretora presidente da CPRH, Simone Souza, a realização do concurso, além de ser uma tradição no estado, "é um incentivo ao reconhecimento dos trabalhos e atitudes sustentáveis que priorizam o coletivo e contribuem para um futuro melhor para todos", ressaltou a presidente. 

A entrega do Prêmio Vasconcelos Sobrinho será feita durantes as comemorações do mês do meio ambiente, em junho. Cada projeto poderá concorrer em apenas uma categoria. 



Prêmio de jornalismo ambiental será lançado nesta quinta



28/04/2015

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-AL), o Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal) e a Braskem lançam nesta quinta-feira (30) mais uma edição do Prêmio Octávio Brandão de Jornalismo Ambiental, destinado a premiar os autores das melhores reportagens sobre meio ambiente dos últimos doze meses. O lançamento será a partir das 8h30, no Hotel Jatiúca, durante café da manhã com a imprensa.

Criado em 2003 para estimular a produção de matérias, reportagens e fotos que registrem denúncias e/ou soluções na luta pela melhoria das condições ambientais do Estado, o Prêmio Octávio Brandão chega a sua 12ª edição. Podem participar jornalistas filiados ao Sindicado dos Jornalistas e residentes no Estado, cujos trabalhos tenham sido publicados ou veiculados em mídia de Alagoas no período de 28 de abril de 2014 a 24 de maio de 2015.

As inscrições serão abertas no lançamento do Prêmio e se estenderão até o dia 24 de maio. Elas deverão ser feitas via Internet, no site http://premio.sindjornal.org.br, onde consta também o regulamento e outras informações para os interessados.

Os jornalistas poderão disputar em seis categorias: Jornalismo Impresso-Texto, Jornalismo Impresso-Imagem, Reportagem de TV, Reportagem Cinematográfica, Webjornalismo e Radiojornalismo. Também será premiado o Estudante de jornalismo com melhor trabalho publicado em veículo laboratório das faculdades.

Nas categorias profissionais vão levar troféu e mais de R$ 40 mil o 1°, 2º e 3º colocados.




Jovem ganha bolsa na NASA por inventar solução hídrica para o campo



25/04/2015

Mariana Vasconcelos, de 23 anos, promete economizar até 60% da água da irrigação

A crise hídrica que vive São Paulo, e que também açoita regiões de uma ponta a outra do globo, serviu de inspiração para Mariana Vasconcelos, estudante de 23 anos, que acabou de ganhar um concurso de inovação por ter inventado um sistema que ajudará os agricultores a reduzirem drasticamente seu consumo de água. A proposta promete reduzir o gasto de água de 30% a 60% em uma atividade que representa 72% do consumo hídrico no Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Água.

O projeto de Vasconcelos consiste em modernizar os cultivos ao instalar nas plantações sensores que mandem informação através da internet sobre a quantidade necessária de água e o momento certo para regar. “Com os dados fornecidos pelos sensores, nós geramos recomendações e dizemos ao agricultor quanto e quando tem que regar, a umidade do ambiente, as probabilidades de pragas do cultivo, o gasto de água e energia da plantação...”, explica Vasconcelos. “As medições desses elementos já existiam, mas nunca ninguém pensou em medir tudo junto e interpretar todos esses fatores como um todo, personalizado para cada tipo de plantação”, acrescenta.

O prêmio, promovido pela faculdade de tecnologia Fiap, levará a estudante até o Vale do Silício, na Califórnia, para estudar na Singularity University, uma universidade sediada em um centro de investigação da NASA e patrocinada por Google e Nokia, entre outras. O concurso, porém, é apenas um trecho do caminho que Vasconcelos pretende percorrer com sua invenção, pois o objetivo é comercializá-la, no setor público e privado. “O plano é instalar o projeto em dez fazendas até junho e em 35 até dezembro, o crescimento deve ser rápido e exponencial”, afirma a estudante que lidera sua terceira start-up, AgroSmart, junto com três colegas.

A vencedora, que cresceu em uma fazenda, concorreu contra 562 propostas finalistas que visam também a economia de água. Ela achou geniais algumas das ideias como a que propunha reduzir o gasto de água na construção civil com uma nova fórmula para elaborar argamassa. Outro projeto apostava na substituição da descarga no vaso sanitário por uma solução biodegradável, mais barata que a água, que neutralizaria as características físico-químicas da urina e reduziria em 80% a água usada nos vasos sanitários. “Havia muita concorrência”, se orgulha a ganhadora.

Vasconcelos, que teve que suspender os dois primeiros testes da nova tecnologia por falta de água no sul de Minas, diz ter atacado com seu sistema o maior problema. “Temos que fazer um uso consciente nas nossas casas, mas nós temos que ir onde a falta de água tem mais impacto, que é agricultura. Mas isto não basta para resolver esta crise, precisamos entendê-la melhor”, diz a jovem. É precisamente essa falta de entendimento o que, segundo ela, tem marcado a gestão da crise hídrica em São Paulo. “Acho que falta planejamento dos recursos hídricos, mas não por má fé, se não porque falta conhecimento. Faltam dados para fazer melhores análise e conseguir um planejamento mais embasado. Há um déficit tecnológico, o Brasil esta na fila da inovação tecnológica neste sentido, sempre copiamos", lamenta Vasconcelos.

Lançada a comercialização do projeto ganhador a través da start-up, o quarteto de jovens empreendedores mira um plano mais ambicioso, também ligado a gestão de recursos hídricos. “Nosso objetivo é fazer um mapeamento das pequenas e médias bacias e entender para onde é que está voltando essa água [usada para regar]. Com isso, conseguimos prever quanto de água vamos ter no futuro nessa bacia para poder distribuir para os principais setores que precisam dela”. Para isso precisarão de mais financiamento e de algo mais que um prêmio acadêmico, outro tratamento como jovens empreendedores, lamenta a jovem: “Há tanto conhecimento parado, por conta da falta de incentivos e burocracia.”

Fonte: El País


Pnuma cria competição para blogueiros sobre o Dia do Meio Ambiente

Concurso para escritores e blogueiros. Imagem: Pnuma

20/04/2015

Prêmio é uma viagem para Milão, na Itália, para as celebrações da data, em 5 de junho; agência da ONU pede aos participantes que escrevam post relacionado ao tema "Sete Bilhões de Sonhos. Um Planeta. Consuma com Cuidado".

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, está promovendo uma competição entre blogueiros sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho.

O Pnuma está pedindo a escritores e blogueiros do mundo todo para criarem um post baseado no tema do dia este ano: "Sete Bilhões de Sonhos. Um Planeta. Consuma com Cuidado".

Viagem

Segundo a agência da ONU, os participantes devem imaginar as aspirações dos habitantes do planeta para uma vida de qualidade, ligada ao consumo consciente.

O vencedor ganhará uma viagem para Milão, na Itália, onde participará das celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente entre os dias 3 e 6 de junho. O autor do melhor post será convidado a escrever em blogs e nas mídias sociais sobre a experiência na cidade italiana.

Regras

Num mundo com 7 bilhões de habitantes, o Pnuma está chamando a atenção para os impactos no planeta do consumo diário das pessoas. A agência explica que a economia global deve ganhar mais 3 bilhões de consumidores de classe média até 2030, por isso é importante mudar os hábitos de consumo.

Os blogueiros devem escrever sobre como o mundo seria se todas as pessoas fizessem uma mudança positiva em prol de um consumo consciente e responsável. O Pnuma explica que os textos devem ser "originais, cativantes, apaixonados e não ultrapassar o limite de 600 palavras".

O prazo de participação é 26 de abril. Os textos podem ser postados nos blogs dos próprios autores, que devem depois enviar um link do post para a página do Pnuma no Facebook. Para aumentar as chances, o Pnuma sugere que os participantes postem um link para os textos no Twitter, usando a hashtag #wedblog2015

Fonte: Rádio ONU


ABRAFATI GANHA PRÊMIO TOP ANAMACO DE SUSTENTABILIDADE

Foto: Divulgação Anamaco

19/04/2015

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) recebeu, no dia 8 de abril, em São Paulo, o Prêmio Top Anamaco, na categoria Sustentabilidade. Entregue pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), a premiação visa destacar soluções diferenciadas desenvolvidas pelo segmento, em cerca de quinze categorias.

A Abrafati foi reconhecida por sua contribuição para o reaproveitamento de embalagens PET pós-consumo na produção de tintas. Cerca de 120 milhões de embalagens PET são utilizadas anualmente para essa finalidade, representando, ao mesmo tempo, uma solução tecnicamente adequada e uma importante contribuição para a sustentabilidade. “Elas entram como componente das resinas que serão aplicadas no processo de produção de tintas à base de solvente. Com a despolimerização do PET (Poli Tereftalato de Etileno), obtêm-se ácido tereftálico e etileno glicol, compostos químicos que substituem parte do pentaeritrol e do ácido ftálico tradicionalmente utilizados na fabricação dessas tintas”, explica Gisele Bonfim, gerente técnica e de Assuntos Ambientais da Abrafati.

Nesse processo, reduz-se o consumo de nafta, produto derivado do petróleo que é a base das matérias-primas substituídas (pentaeritrol e do ácido ftálico) pelas resinas originadas de PET. A substituição teve início há pouco mais de dez anos e se expandiu com a maior disponibilidade de embalagens PET, cuja presença cresceu muito no Brasil para acondicionar itens como bebidas, óleos comestíveis, cosméticos, medicamentos e produtos de limpeza, entre outros. “Até onde sabemos, este é um desenvolvimento exclusivamente brasileiro. Não temos notícia de aproveitamento do PET na produção de tintas em outros países”, destaca Gisele.

O uso do PET abre oportunidades para que os catadores de materiais recicláveis possam ter melhores condições de vida, trabalho e renda. Para completar, a prática contribui para que o setor de PET cumpra as metas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. Hoje, a indústria de tinta absorve 10% de todas as garrafas PET pós-consumo do país. Cada fabricante determina sua própria estratégia para obter as embalagens, sendo, em geral, estabelecidas parcerias com empresas recicladoras para a compra do PET triturado. A maior parte da produção de tintas está concentrada no estado de São Paulo e nas regiões Sul e Nordeste, mas existem fábricas espalhadas por vários pontos do país. “Nem todos os fabricantes utilizam as resinas PET, mesmo porque elas só podem ser empregadas na produção de tintas à base de solvente que representam cerca de 13% do total de tintas imobiliárias no Brasil”, comenta a gerente técnica da Abrafati. Com isso, atualmente são usadas na produção de tintas quase 7 mil toneladas de resinas originadas de garrafas PET.

Fonte: CEMPRE


Astrofísica da UFRGS vence prêmio internacional de Mulheres na Ciência

Do hobby de brincar de cientista quando criança, Thaisa se tornou uma das 
pesquisadoras mais renomadas do mundo na área das ciências espaciais
Foto: Brigitte Lacombe / Divulgação
10/04/2015 

Professora Thaisa Bergmann foi condecorada por estudar os buracos negros do universo

por Luísa Martins

Há pelo menos 30 anos, a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Thaisa Storchi Bergmann, 59 anos, se dedica a estudar o céu, em busca de elementos que a maioria das pessoas só ouve falar nos filmes de ficção: os buracos negros do universo. Sua consistente trajetória no meio acadêmico a fez ser eleita, este ano, uma das cinco vencedoras do Prêmio L'Oréal-Unesco Para Mulheres Ciência — a sexta brasileira em 17 anos. 

O interesse da gaúcha de Caxias do Sul pela ciência não é de família. O pai era da área da contabilidade e a mãe, professora primária. Mas, na escola, achava as aulas de física, química e biologia tão fascinantes a ponto de pedir aos pais para ter um laboratório no sótão de casa.  Assim, as prateleiras do quarto da menina, à época com 11 anos, tinham mais tubos de ensaio que bonecas. 

— O ponto alto da minha infância foi quando ganhei um microscópio. Nas horas vagas, gostava de analisar as asinhas das moscas, ver qual era a composição dos pequenos objetos, essas coisas — relembra a astrofísica.

Mas brincar de cientista era algo como um hobby de criança. Tanto que Thaisa chegou a cursar arquitetura, mas foi fisgada pelas disciplinas de física do primeiro semestre. E, então, mudou de curso. Poucos meses depois, foi selecionada para uma bolsa de estudos na área da astronomia, de onde nunca mais saiu — apesar de ser um ambiente em que 72% dos pesquisadores registrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) são homens.

Thaisa, não foram poucas as vezes, teve de se desdobrar entre carreira e família. Confessa: foram períodos difíceis e conflituosos de ausência. Abriu mão de participar do início da alfabetização dos filhos para aceitar uma bolsa de pós-doutorado na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. 

— Contei com a compreensão do meu marido e com a ajuda da minha mãe para ajudar com as crianças. Me sinto muito grata por este prêmio, porque é uma certificação de que minhas escolhas valeram a pena — diz.

No centro das galáxias

Os objetos de estudo que tornaram Thaisa uma das mais renomadas astrofísicas do mundo são os buracos negros supermassivos. São estruturas formadas por estrelas, pequenos planetas, nuvens de gás e outros elementos que foram "sugados" pela sua gravidade, desde o Big Bang (grande explosão térmica que teria originado o universo) até hoje. Nada consegue escapar dele, nem a luz — por isso, o nome.

— Os buracos negros são lugares onde a gravidade ocorre ao extremo. Pesquisá-los, então, é uma excelente forma de entender a gravidade, fundamental para a vida humana na Terra. Além disso, essas estruturas ajudam a compreender a evolução do sistema solar. 

Com a condecoração de Thaisa, o Instituto de Física da UFRGS torna-se o único, em 17 anos de Prêmio L’Oréal-Unesco Mulheres na Ciência, a receber dois reconhecimentos. Em 2013, quem venceu foi a física Márcia Barbosa, diretora do Instituto.

Quem são as demais laureadas

Rajaâ Cherkaoui El Moursli — África e Estados Árabes (Marrocos)

Contribuiu para uma das grandes descobertas da Física: a prova da existência do Bóson de Higgs, partícula responsável pela criação de massa no universo.

Yi Xie — Ásia/Pacífico (China)

Criou novos nanomateriais que podem converter o calor da luz solar em eletricidade, ajudando a reduzir a poluição e a impulsionar a eficiência energética.

Dame Carol Robinson — Europa (Reino Unido)

Dedicou a carreira a estudar o funcionamento das proteínas e por estabelecer o campo científico da biologia estrutural dos gases, com forte impacto na pesquisa médica.

Molly S. Shoichet — América do Norte (Canadá)

Desenvolveu materiais que regeneram o tecido nervoso danificados e criou métodos para administrar medicamentos diretamente no cérebro, colocando a química a serviço da medicina.



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