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LOGÍSTICA REVERSA DE EMBALAGENS DE AÇO ENTRA EM VIGOR

Embalagens recolhidas deverão ser encaminhadas a cooperativas ou empresas do 
comércio atacadista do setor  - Crédito: Gilberto Soares/MMA

27/12/2018

Termo publicado nesta quinta-feira formaliza compromisso para garantir destinação final ambientalmente adequada de embalagens de tintas imobiliárias e alimentos.

O Termo de Compromisso para Implantação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens de Aço foi publicado nesta quinta-feira (27) no Diário Oficial da União. As normas já estão valendo e têm como objetivo garantir a destinação final ambientalmente adequada das embalagens de aço. Prevista pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, a logística reversa permite a destinação final ambientalmente adequada das embalagens, após o uso pelo consumidor.

Com a assinatura do termo de compromisso do setor, as embalagens recolhidas, tanto as de alimentos quanto as de tintas imobiliárias, deverão ser encaminhadas prioritariamente a cooperativas ou empresas do comércio atacadista de resíduos e sucatas metálicas, ou aos Centros/Entrepostos Prolata de Reciclagem, ou ainda diretamente à indústria siderúrgica. Além disso, deverão ser seguidas metas similares ao Acordo Setorial de Embalagens em Geral. 

“Esse termo, assinado em 21 de dezembro deste ano e publicado hoje, dá continuidade ao previsto no Edital que resultou no Acordo Setorial para Implantação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens em Geral, assinado em 2015, ampliando a destinação final ambientalmente adequada das embalagens em geral pela gestão daquelas de aço”, explicou Zilda Veloso, diretora de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos do MMA.

São signatárias do Termo de Compromisso, pelo setor empresarial, as empresas associadas à PROLATA Recicladores Associados, à Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI), à Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (ANAMACO) e à Associação Brasileira de Embalagens de Aço (ABEAÇO).

ESTÍMULO

Com o objetivo de inserir esse conceito e implantar o sistema de logística reversa das embalagens de aço, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocou em consulta pública a minuta do Termo de Compromisso, em novembro de 2017, antes da assinatura e homologação. A proposta busca estimular o consumidor a efetuar a separação e o descarte adequado das embalagens de aço, reduzindo a quantidade de material nos aterros e possibilitando a reciclagem.

A previsão do MMA é recolher, em até 36 meses depois da formalização do compromisso, pelo menos 148 toneladas de embalagens de aço por dia, ampliando em quase 15% as atuais taxas de reciclagem no pós-consumo.

A gestão ineficiente e inadequada dos resíduos gera vários danos ambientais que comprometem a preservação da natureza e a saúde humana. A geração de resíduos é proporcional ao aumento do número de habitantes. Por isso, com o passar dos anos, as empresas e o governo encontram cada vez mais dificuldades para implantar, ordenar e gerenciar os resíduos.

SAIBA MAIS

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), no artigo 33, estabelece que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos depois do uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos.

Dessa forma, a logística reversa permite que todos esses setores envolvidos realizem a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

O artigo 33 também prevê que o sistema de logística reversa será estendido a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidros, e aos demais produtos e embalagens, considerando prioritariamente, o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados.

Por: Rogério Ippoliti/ Ascom MMA



THE COCA-COLA COMPANY ANUNCIA NOVO PLANO GLOBAL PARA AJUDAR A CRIAR UM MUNDO SEM RESÍDUOS

(Crédito:  The Coca-Cola Company)

17/02/2018

A empresa vai aplicar sua força global de marketing para ajudar a educar o público sobre o que, como e onde reciclar

A The Coca-Cola Company anunciou que está remodelando completamente sua abordagem sobre embalagem, com um objetivo global de ajudar a coletar e reciclar o equivalente a 100% de suas embalagens até 2030.


Esse objetivo é o ponto central da nova visão da companhia sobre um Mundo Sem Resíduos. O Sistema Coca-Cola pretende direcionar um investimento de longo prazo, que inclui um trabalho em curso para tornar as embalagens 100% recicláveis. Isso começa com a compreensão de que os recipientes de comida e bebida são parte importante da vida moderna das pessoas, mas que há muito mais a ser feito para reduzir os resíduos de embalagem em escala global.

“O mundo tem um problema de embalagem — e, como todas as empresas, nós temos a responsabilidade de ajudar a resolver isso”, disse James Quincey, presidente e CEO da The Coca-Cola Company. “Por meio da nossa visão sobre um Mundo Sem Resíduos, estamos investindo no nosso planeta e na nossa embalagem para ajudar a deixar esse problema no passado”.

A companhia e seus parceiros engarrafadores estão buscando diversos objetivos centrais:

Investimento no planeta: até 2030, a cada garrafa ou lata que o Sistema Coca-Cola vender, em escala global, nós pretendemos ajudar a resgatar uma de volta, para que tenha mais de uma vida. A companhia está investindo orçamento e técnicas de marketing para atingir 100% de coleta, ajudando as pessoas a entenderem o que, como e onde reciclar. Vamos apoiar a coleta de embalagens em todos os setores da indústria, incluindo garrafas e latas de outras companhias. O Sistema Coca-Cola vai trabalhar com comunidades locais, parceiros da indústria, clientes e consumidores, para ajudar a enfrentar desafios como embalagens descartadas de forma inadequada e lixo marinho.

Investimento em embalagem: para alcançar o objetivo da coleta, a The Coca-Cola Company está trabalhando continuamente para tornar todas as suas embalagens 100% recicláveis globalmente. A companhia está criando garrafas melhores, seja com mais conteúdo reciclável, desenvolvendo resinas à base de plantas, seja reduzindo a quantidade de plástico em cada recipiente. Até 2030, o Sistema Coca-Cola pretende ainda fazer garrafas com 50% do conteúdo reciclável, em média. A intenção é definir um novo padrão global para embalagem de bebidas. Atualmente, a maioria das embalagens da companhia é reciclável.

Mundo Sem Resíduos é o próximo passo dos esforços já em curso da companhia, dando continuidade à bem-sucedida meta de retornar para o meio ambiente em torno de 100% da água usada nas bebidas. A companhia atingiu e excedeu sua meta de neutralidade em água em 2015, cinco anos à frente do esperado. Essas medidas são parte da ampla estratégia da companhia de crescer com consciência, tornando-se uma companhia de bebidas completa que avança na direção certa.

“Garrafas e latas não podem fazer mal ao nosso planeta, e um mundo sem lixo é possível”, disse Quincey. “Empresas como a nossa devem ser líderes. Consumidores em toda parte do mundo se preocupam com o nosso planeta, e eles querem e esperam que as empresas tomem atitudes. É exatamente isso que vamos fazer, e convidamos outros a se juntarem a nós nessa jornada”.

A The Coca-Cola Company vai trabalhar para alcançar essas metas com a ajuda de diversos parceiros globais: Ellen MacArthur Foundation, com a iniciativa New Plastics Economy, The Ocean Conservancy/Trash Free Seas Alliance e World Wildlife Fund (The Cascading Materials Vision and Bioplastic Feedstock Alliance). A Coca-Cola vai realizar, ainda, ações com novos parceiros em níveis regionais e locais, e planeja trabalhar com clientes-chaves para motivar consumidores a reciclar mais embalagens.

Sobre a The Coca-Cola Company

A The Coca-Cola Company (NYSE: KO) é a maior empresa de bebidas do mundo, oferecendo mais de 500 marcas de bebidas em mais de 200 países. Das nossas marcas de US$ 21 bilhões, US$ 19 bilhões estão disponíveis em versões com pouco ou nenhum açúcar, para ajudar as pessoas a controlarem mais facilmente o consumo de açúcar adicionado. Além da marca Coca-Cola, alguns de nossos produtos ao redor do mundo são: bebidas à base de soja AdeS, chá verde Ayataka, águas Dasani, sucos e néctares Del Valle, Fanta, café Georgia, chás e cafés Gold Peak, Honest Tea, sucos Minute Maid, bebidas esportivas Powerade, sucos Simply, smartwater, Sprite, vitaminwater e água de coco Zico. Na Coca-Cola, levamos a sério as contribuições positivas para o mundo. Isso começa com a redução de açúcar em nossas bebidas e com trazer novas e diferentes opções para pessoas de todos os lugares. Também significa trabalhar continuamente para reduzir o impacto ambiental, criar carreiras gratificantes para nossos associados, e trazer oportunidades econômicas em todos os lugares onde operamos. Com nossos parceiros engarrafadores, empregamos mais de 700 mil pessoas em todo o mundo. Para mais informações, visite nossa revista digital Coca-Cola Journey e siga The Coca-Cola Company no Twitter, no Instagram, no Facebook e no LinkedIn.

Fonte: Coca-Cola Brasil


Conheça o processo de logística reversa de embalagens plásticas



28/12/2017

Para evitar a poluição ambiental é fundamental a realização da reciclagem e a logística reversa de embalagens plásticas.

Com o aumento da população mundial nas últimas décadas, o descarte correto de resíduos deixou de ser uma política de incentivo a boas práticas e se tornou uma verdadeira necessidade para empresas e cidadãos que se preocupam com a preservação ambiental por meio da sustentabilidade.

Para se ter ideia da gravidade da questão, dados apontam que, em 2012, 40% dos resíduos sólidos urbanos não foram descartados da maneira correta. Isso significa que mais de 24 milhões de toneladas de lixo foram parar na natureza, prejudicando o solo, a água e a saúde pública.

Nesse contexto preocupante, a logística reversa surge como uma importante ação para reduzir o descarte irregular de produtos. Este é um processo que diz respeito ao gerenciamento do fluxo físico dos produtos e embalagens, fazendo com que eles retornem a seu local de origem após serem consumidos. O objetivo é fazer com que esses resíduos recebam o tratamento mais adequado, de modo a reduzir os impactos ambientais relacionados ao descarte.

Processo de logística reversa de embalagens plásticas

Por serem baratas e resistentes, as embalagens de plástico são amplamente utilizadas pela indústria, sobretudo nos segmentos de alimentos e bebidas. Porém, este é um tipo de material que pode ser altamente tóxico à natureza, uma vez que leva muitos para se decompor naturalmente e, enquanto isso, acaba poluindo o ambiente.

Para minimizar o impacto causado por esses itens, é essencial que as empresas se dediquem à reciclagem e a processos de logística reversa de embalagens plásticas. De maneira geral, este processo é composto por cinco etapas principais:

- Coleta das embalagens, que passam por um processo de lavagem para retirada de resíduos, seguida de pesagem;
- Na sequência, as embalagens são trituradas, gerando flocos de plástico;
- Os flocos gerados passam por um processo em que são transformados em grãos;
- Dos grãos é possível obter outros produtos, como fios de poliéster, que são utilizados em tecidos;
- Na última etapa da logística reversa de embalagens, os produtos produzidos podem ir para as indústrias e receberem novas aplicações para a geração de outros produtos industriais.

Requisitos e produtos gerados

É importante destacar que a logística reversa de embalagens plásticas não pode ser realizada com qualquer tipo produto plástico, por questões de qualidade e aplicabilidade. Canos de PVC, para-choques de carros, brinquedos produzidos com plástico, garrafas PET, tampa de embalagens, copos descartáveis e embalagens de produtos de limpeza estão entre os principais materiais que podem passar por este processo.

Em relação à aplicação industrial, os produtos gerados pela logística reversa de embalagens são muitos. Na construção civil podem ser utilizados para a fabricação de bancos, conduítes, telhas, tijolos e mesmo pisos com pegada sustentável. O mesmo é valido para a arquitetura, pois vasos de planta, pallets e mesmo móveis também podem ser construídos a partir dos produtos gerados pela logística reversa embalagens.

Dinâmica Ambiental

Especializada em gerenciamento de resíduos, a Dinâmica Ambiental é uma empresa que atua na área de engenharia reversa de aerossóis, produtos inservíveis e embalagens. A empresa, que faz parte do Grupo Fragmaq, oferece soluções para descaracterização e destinação correta de cosméticos, produtos farmacêuticos, produtos alimentícios e embalagens plásticas. 

Fonte: FRAGMAQ


UM BALANÇO DO PRIMEIRO ANO DO ACORDO SETORIAL DE EMBALAGENS

Foto: José Roberto Couto

26/02/2017

Há pouco mais de um ano, no dia 25 de novembro, foi assinado, em Brasília, o Acordo Setorial criado pela Coalizão Embalagens para expandir a reciclagem pós-consumo no país, a partir das premissas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que prevê a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e população. Elaborada por entidades do setor - produtores, importadores, usuários e comerciantes, com apoio do Cempre, da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC) -, a proposta do documento havia sido entregue no final de 2012 para análise do governo e consulta pública.

“A Coalizão é uma iniciativa inédita no país em que 22 entidades que reúnem milhares de empresas se comprometeram a desenvolver um plano de gestão de resíduos dentro do contexto da logística reversa”, explica , presidente do Cempre. Segundo Bicca, as empresas precisam destacar, em suas ações, a existência da Coalizão para que esse engajamento coletivo seja reconhecido como um compromisso maior e comum - não apenas da empresa “A” ou “B”. “O momento, agora, é de incrementar essa sinergia, buscando compartilhar e aproveitar de forma mais eficaz nossas experiências. Outros setores e empresas têm nos procurado para participar da Coalizão, mas há players que continuam fora do Acordo e é necessário incentivar e cobrar sua adesão para assegurar conquistas maiores e mais diversificadas”, completa.

Viabilidade técnica e econômica

Único no mundo, sobretudo pela magnitude de sua premissa de responsabilidade compartilhada, o modelo brasileiro tem atraído a atenção de outros países por enfatizar a reciclagem com ganhos sociais, econômicos e ambientais. A geração de trabalho e renda é essencial nesse sistema e, por isso, um dos principais focos do Acordo é o apoio à formalização e capacitação das cooperativas.

Os resultados desse primeiro ano revelam o sucesso da proposta e tornam real o objetivo de aumentar em 22% a reciclagem de embalagens pós-consumo até o final de 2017, quando deverá ser finalizada a Fase 1 do Acordo. Naquele momento, será feita uma avaliação completa do biênio para identificar as melhorias e os ajustes necessários para consolidar o compromisso.

“Para incrementar a logística reversa, ainda temos algumas questões relevantes a enfrentar como a desoneração da cadeia produtiva, com a redução dos tributos que desestimulam a reciclagem, e a ampliação do parque reciclador - ou seja, das empresas que usam os recicláveis para fabricar novos produtos”, avalia Bicca. “Não adianta focar somente na coleta, é preciso impulsionar a reciclagem dos materiais, a partir de sua viabilidade técnica e econômica. Mesmo no atual cenário recessivo, os resultados desse ano mostram que estamos no rumo certo para fortalecer um modelo sustentável e competitivo.”

Fonte: Cempre

Ambev se une ao Green Nation em busca de sustentabilidade

29/11/2016

Em sua terceira edição, festival discutiu temas e comportamentos ligados ao dia a dia da sociedade 

O sonho da Ambev é ser a melhor empresa de bebidas, unindo as pessoas por um mundo melhor. Pensando nisso, a companhia apresentou o Green Nation um festival que propõe um diferente olhar sobre a sustentabilidade e une cultura, arte, entretenimento e esporte de forma interativa, com o objetivo de construir uma sociedade nova, de verdade, tanto em palavras, ações e pessoas, especialmente quanto ao meio ambiente.

Desde a quinta-feira, 24, até o domingo, 27, o Green Nation, aconteceu na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. A entrada era gratuita o que atraiu grande público nos quatro dias do festival. A Ambev aproveitou a oportunidade para mostrar ao público presente no festival o seu compromisso com o meio ambiente e promover atitudes conscientes e sustentáveis entre os participantes. Por meio de atrações como o Mundo das Águas, os visitantes puderam ampliar seus conhecimentos sobre o tema e refletir sobre seus hábitos e os possíveis impactos na disponibilidade de água, aquecimento global e até na vida marinha.

A professora Márcia Marques pula para encher de água 
uma árvore e realizar o plantio de uma espécie ás margens 
do Rio Guandu
Na estação “Caminhos da Reciclagem”, as pessoas acompanharam a trajetória de  cada garrafa usada descartada corretamente e reciclada. E, logo depois, uma outra história sendo reescrita, conhecendo todo o processo de reciclagem que transforma uma garrafa de Guaraná Antarctica em outra nova. “Eu tinha um entendimento mais teórico sobre o processo de reciclagem por ser professora, mas a partir do momento que você tem a oportunidade de ver um equipamento desses, que mostra os caminhos da reciclagem, fica mais fácil de entender e pensar em participar dessa atividade. Isso faz com que eu pense mais em separar meu lixo e saber o quanto posso reutilizar as embalagens e agredir menos o meio ambiente”, contou a professora Marcela Pereira.

Simone Veltri, gerente de relações socioambientais da Ambev, contou que o compromisso vai além da reciclagem. “Tudo tem início no apoio às organizações de catadores e vai até o desenvolvimento de embalagens sustentáveis, tais como a garrafa PET 100% do Guaraná Antarctica e as garrafas de vidro retornáveis que são, ainda, produzidas com 60% de caco reciclado”, revela.

Não foi difícil para os participantes perceberem, descobrirem ou reconhecerem a presença da Ambev em diversos pontos do Green Nation. O Rio Guandu, principal fonte de abastecimento de água do Rio de Janeiro e que faz parte do programa Bacias, da Ambev, foi levado mais próximo ao público. Uma nave sobrevoava suas águas e mostrava o caminho que a água faz até chegar nas torneiras da residência da população. O voo também passou por áreas degradadas, assoreadas e reflorestadas e mostrou a importância da conservação das matas e florestas nas margens do rio para a qualidade e quantidade de água. “Eu ouvia falar do Rio Guandu, mas nunca tinha visto nenhuma imagem dele”, revela a médica Fabiana Machado, que complementa: “Depois de fazer esse sobrevoo, a gente amplia nossos horizontes, faz pensar na responsabilidade que cada um tem, de cuidar da qualidade da água, de não desperdiçar. E saí mais certa que cada um pode fazer sua parte para preservar”.

Outra atração do Green Nation abordou o consumo inteligente de bebidas alcoólicas, um assunto relacionado aos principais produtos produzidos pela Ambev. A ideia era conhecer mais sobre o que é o consumo moderado e o que é  o consumo nocivo de álcool, entendendo o papel de decisões conscientes e compreendendo a importância de beber sem exageros. “A sensação desse simulador é muito real. A projeção da realidade virtual é incrível. Você fica tonto realmente e perde a noção. Não pode dirigir e beber. Não pode ingerir álcool em excesso. Você se expõe a situações perigosas e não sabe o que pode acontecer. É uma atração bacana para quem acabou de fazer 18 anos para perceber que consumir em demasia pode ser prejudicial”, recomendou a produtora cultural Amanda Duarte. “Até pensei em ir de novo, mas fiquei tonta da primeira vez e desisti”, riu.

Ainda sob a batuta da companhia, na atração “Plante água”, os participantes eram convidados a se movimentar para apadrinhar uma árvore que será  plantada em áreas degradadas nas margens do Rio Guandu, através do Projeto Bacias, capitaneado pela Ambev. “Fiquei sabendo agora que o Rio Guandu é que abastece nossa cidade. É muito importante fazer parte desse projeto de preservação. Estou super animada por ser a responsável plantação de uma árvore às margens do Guandu”, diverte-se a professora Marcia Marques, enquanto pula no tablado e enche de água a imagem de uma árvore projetada em uma tela.

Para a gerente de gerente de relações socioambientais da Ambev, Simone Veltri, o Green Nation é essencial para todos os cidadãos. “Nossa presença como principal patrocinador de um evento como esse vem reforçar nossa preocupação com o tema e, também, com a importância do envolvimento de toda a sociedade neste processo” complementou Vetri.

Depois de separar o lixo em uma outra atração do Green Nation, a pequena Manuela Barreto, de 7 anos, deu o recado que ecoou na cabeça de todos os que passaram por ali: “Eu já coloco todo o lixo no lugar certo. E acho que todas as pessoas têm de cuidar da natureza”.



BRASIL KIRIN: RECICLAGEM E MUDANÇA DE HÁBITOS

10/09/2016

Os moradores da comunidade Pantanal, no bairro do Capão Redondo, em São Paulo (SP), estão desde o ano passado envolvidos em uma atividade diferenciada: separar resíduos recicláveis para trocá-los por alimentos. O recebimento dos materiais é feito no Espaço Recicle Capão Redondo - uma iniciativa da fabricante de bebidas Brasil Kirin em parceria com a start-up SO+MA.

“Esse projeto faz parte do compromisso da Brasil Kirin de gerar valor compartilhado nas comunidades por meio da destinação adequada dos resíduos, produzindo impactos sociais mais profundos. Queremos não apenas fazer a coleta das embalagens, mas também promover melhorias por meio de uma ação que resulte, ao mesmo tempo, em ganhos sociais, econômicos, ambientais e de saúde pública, ao retirar o lixo das ruas”, detalha Natalia Buchwitz, gerente de Sustentabilidade e Marca Institucional da Brasil Kirin.

Fotos: Divulgação


Os moradores entregam as embalagens pós-consumo no Espaço no Jardim Pantanal. Os materiais são pesados por um educador ambiental, contabilizados e viram pontos acumulados em um “Programa de Fidelidade” que permite a troca por produtos e alimentos. Um detalhe essencial: a pontuação diminui sensivelmente se o morador trouxer os recicláveis sem selecioná-los previamente. Ou seja, a iniciativa visa alterar hábitos e conscientizar a comunidade a respeito do valor dos recicláveis.

O entendimento dos benefícios dessa proposta e sua aceitação levaram ao crescimento do projeto em 143% desde seu lançamento. Mais de 200 famílias participam da ação que já superou 30 toneladas de recicláveis coletados e encaminhados à cooperativa Cooperpac que aumentou seu volume triado em 30%, com ganhos de eficiência, em função da qualidade dos resíduos. Em 2014, a Brasil Kirin, também com suporte da SO+MA, instalou o Espaço no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), e cedeu a estrutura à comunidade no ano passado.

“O Espaço Recicle gera um círculo virtuoso de valor que atende à legislação a partir do conceito de responsabilidade compartilhada.”Natalia Buchwitz

“No nosso planejamento, o resíduo funciona como ‘moeda’ para estimular novos hábitos”, explica Cláudia Pires, da SO+MA, uma start-up focada em gerar renda e provocar o desenvolvimento social. “Nas comunidades vulneráveis, há falta de oportunidades e necessidade de alimentos. Estamos procurando resolver a questão do lixo como agente causador de sérios problemas de saúde, transformando-o em solução ao produzir renda familiar e novas possibilidades.”

Os exemplos desse resultado são concretos. Por serem mais assíduas no programa, algumas famílias já economizam mais de 200 reais mensais, o que pode representar até um terço de sua renda total. Há também casos de pessoas que trocam os recicláveis por óleo ou farinha e produzem pães e salgadinhos, estimulando o empreendedorismo e elevando a rentabilidade de pequenos negócios. Até mesmo pessoas de fora da comunidade já procuram o Espaço para participar da ação.



A Brasil Kirin possui outras iniciativas de apoio à coleta seletiva e às cooperativas. Em Recife (PE), seu Ponto de Entrega Voluntária em parceria com a cooperativa Bola na Rede recebeu mais de 4,5 toneladas de recicláveis no ano passado. Em Cachoeiras de Macacu (RJ), seis comunidades foram atendidas em 2015, com a arrecadação de 47 toneladas de materiais e doação de 15 toneladas de alimentos, impactando mais de 800 famílias. “A cooperativa é um elo muito importante na cadeia da reciclagem, porque faz com que o material realmente volte ao ciclo produtivo. Sem o trabalho do catador organizado, o processo perderia eficiência, qualidade e impacto social”, destaca Natalia Buchwitz.


Fonte: CEMPRE


APOIO A CATADORES É DESTAQUE EM RELATÓRIO GLOBAL DA NESTLÉ



15/08/2016

Anualmente, o relatório “Nestlé in society: Creating Shared Value” publica as principais iniciativas mundiais da empresa na criação de valor compartilhado para seus públicos-alvo. Em sua 12ª edição, relativa ao ano de 2015, o modelo brasileiro de coleta seletiva com inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas foi um dos destaques entre os trabalhos divulgados pela área de Embalagens como um benchmark de sustentabilidade reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

A publicação apresenta também o acordo setorial proposto pela Coalizão de Embalagens. Elaborado por 21 entidades do setor, incluindo produtores, importadores e comerciantes, com coordenação do Cempre e apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o acordo foi aprovado pelo governo no final de 2015, com o compromisso de gerar um aumento de 22% na reciclagem de embalagens pós-consumo nos próximos dois anos, entre outras propostas. 

O relatório ressalta ainda o projeto desenvolvido pela Nestlé em parceria com o Cempre de apoio à formalização e desenvolvimento de cooperativas. “Atuamos em 69 das 150 cooperativas apoiadas pelo Cempre no país”, comenta Cristiani Vieira, gerente de Sustentabilidade Ambiental da Nestlé Brasil. “Em 2015, nosso programa cobriu cerca de 1.900 catadores (mais do dobro de 2014) que separaram aproximadamente 51.000 toneladas de materiais recicláveis que retornaram, assim, à cadeia produtiva, com inclusão socioeconômica desses trabalhadores”.

“Temos percebido que outros mercados estão observando de perto o modelo brasileiro para estabelecer seus marcos legais e seus formatos de gerenciamento de resíduos pós-consumo.” Cristiani Vieira, gerente de Sustentabilidade Ambiental 

Na avaliação do consultor Ailton Storolli, o suporte às cooperativas e associações de catadores é essencial para a concretização do modelo brasileiro. “Sua formalização e organização gera melhores condições de segurança, maior produtividade, aumento de escala e comercialização direta dos materiais com os recicladores, incrementando a renda dos trabalhadores para que alcancem a sustentabilidade social e econômica de sua atividade”, afirma Ailton, diretor proprietário da Storolli Sustentabilidade, contratada pela Nestlé para apoiar sua representação na Coalizão e na proposta dos planos de ação do setor.

A Nestlé iniciou seus projetos com as cooperativas em 2005 - portanto, cinco anos antes da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Desde o começo, trabalhamos em parceria com o Cempre para apoiar o desenvolvimento das cooperativas, aproveitando sua expertise e proximidade com o setor”, conta Cristiani. “O modelo brasileiro vem despertando o interesse de outros países. Já existem, por exemplo, discussões na Ásia com entendimento de seguir numa linha semelhante à que desenvolvemos por aqui. Sem dúvida, é um reconhecimento muito importante desse esforço conjunto.”


Para saber mais: http://www.nestle.com/csv

Fonte: Cempre


Cientistas descobrem como reciclar plástico em combustível

Poluição: plásticos são uma parte fundamental da vida moderna, mas 
seu uso sem limites tem criado sérios problemas.

25/06/3016

Todos os dias, milhares de toneladas de garrafas, embalagens e sacolas plásticas terminam em aterros sanitários, onde demoram centenas de anos para desaparecer, e, não raro, poluem os oceanos, com efeitos assustadores sobre a vida marinha. Mas uma nova pesquisa publicada na revista científica Science Advances aponta que todo esse resíduo plástico poderia ganhar vida nova.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine, nos EUA, e do Instituto de Química Orgânica de Xangai, na China, descobriram como dissolver os fortes laços de plástico de polietileno, a forma mais comum comercialmente disponível de plástico, para gerar combustível e outros produtos.

A técnica inovadora baseia-se no uso de alcanos (ou parafinas), um tipo específico de moléculas de hidrocarboneto, para romper as cadeias químicas do polímero e transformá-lo em novos compostos úteis, como combustível líquido e ceras de uso industrial.

Não é de hoje que os cientistas têm procurado reciclar lixo plástico. Mas a maior parte dos métodos são tóxicos e demanda grande quantidade de energia. Uma abordagem comum, por exemplo, inlclui o uso de produtos químicos cáusticos e aquecimento a mais de 300 graus Celsius para quebrar as ligações químicas dos polímeros.

Nessa técnica recém-descoberta, porém, a equipe degrada plásticos de forma mais suave e mais eficiente através de um processo conhecido como metátese cruzada com alcano, e as substâncias necessárias para o novo método são subprodutos da refinação de petróleo, facilmente disponíveis.

"Plásticos sintéticos são uma parte fundamental da vida moderna, mas o nosso uso deles em grande volume tem criado sérios problemas ambientais", disse o químico Zhibin Guan, da Universidade da Califórnia. "Nosso objetivo com esta pesquisa foi resolver o problema da poluição do plástico, bem como criar uma nova fonte de combustível líquido."

Fonte: EXAME.com

Owens Illinois é certificada no Programa Pegada de Carbono da ABNT



03/05/2016

A maior produtora de vidro do mundo busca produzir de forma eficiente e sustentável

A Owens Illinois (O-I), a maior produtora de vidro do mundo, acaba de ser certificada no Programa Pegada de Carbono, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Pegada de carbono é a quantidade total de emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa (GEE) que são emitidos de maneira direta ou indireta por um determinado produto ao longo do seu ciclo de vida.

O Sistema de Medição e Certificação da Pegada de Carbono de Produtos foi desenvolvido pela ABNT em parceria com a Carbon Trust, organização sem fins lucrativos, sediada em Londres (Reino Unido), que tem como missão promover a transição para uma economia sustentável e de baixo carbono. O projeto também conta com o apoio da Embaixada Britânica no Brasil e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MDIC). A O-I aderiu ao programa em 2014.

Segundo Aline Borges dos Reis, analista de Meio Ambiente da O-I, a empresa optou por fazer a medição da pegada de carbono da tonelada de vasilhames de alimentos e bebidas, pois, dessa forma, seria possível avaliar o processo de produção de todos os produtos da fábrica. As medições foram feitas com base em dados de abril de 2014 a março de 2015. “Todo o processo foi muito instigante. Visitamos a sede da Carbon Trust, em Londres, onde recebemos treinamento e conhecemos casos de sucesso de grandes empresas ao redor do mundo. Depois, começamos a preencher os dados requisitados na calculadora de CO2”, explica Aline Borges dos Reis.

Diversos setores da companhia participaram do projeto e a coordenação ficou sob a responsabilidade da equipe de Saúde, Segurança e Meio Ambiente. “Implementar o projeto na fábrica foi simples pois todos os dados solicitados já estavam disponíveis no sistema da empresa, era necessário apenas recolhê-los com as respectivas áreas e inseri-los na calculadora de CO2”, comenta a analista de Meio Ambiente da O-I.

Eficiência de forma sustentável

O processo de medição e certificação da pegada de carbono permite que a empresa identifique pontos de ineficiência, busque soluções para aperfeiçoar seus processos e reduza custos e riscos, agindo de acordo com as melhores práticas internacionais.

Para a Owens Illinois, o principal benefício desse projeto foi a oportunidade de identificar quais processos da fábrica emitem maior quantidade de carbono e se estão ocorrendo falhas. “Quando observamos que há muito gasto de energia em um processo, podemos avaliar se isso é normal à atividade ou se está havendo desperdício devido a algum equipamento que necessita de manutenção, por exemplo. Assim, podemos traçar estratégias para melhorar nossa eficiência energética”, explica Isabela Malpighi Maraucci, diretora de Saúde, Segurança e Meio Ambiente para a América Latina da O-I.

Após um ano de medições, a ABNT concedeu à Owens Illinois, em 2016, o Certificado de Conformidade da Pegada de Carbono de Produtos (Vasilhame de Vidro de Alimento e Bebida). A participação nesse programa está alinhada à estratégia global da empresa, que tem compromisso com a sustentabilidade e busca minimizar o impacto de suas atividades no meio ambiente. Agora, a O-I está analisando os dados das medições e preparando um plano de ação, com o objetivo de reduzir sua pegada de carbono e atingir, cada vez mais, eficiência em seus processos.

Sobre a O-I

A Owens-Illinois, Inc. (NYSE: OI) é a maior fabricante de embalagens de vidro do mundo e a parceira preferida de marcas líderes de produtos alimentícios e bebidas. Com uma receita de US$ 6.2 bilhões em 2015, a empresa é sediada em Perrysburg, Ohio, EUA, e emprega mais de 27.000 pessoas em 80 fábricas distribuídas por 23 países. A O-I oferece soluções de embalagem de vidro seguras, sustentáveis, puras, únicas e rentáveis em um mercado global crescente. Para obter mais informações, acesse www.o-i.com

Fonte: SEGS

Câmara aprova exigências relativas a embalagens de frutas e verduras

23/10/2015

Objetivo da proposta é reduzir os riscos de contaminação de frutas e hortaliças e assegurar melhor conservação dos produtos

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quinta-feira (22) projeto que define as características de embalagens de frutas e hortaliças não processadas. Pelo texto aprovado, esses invólucros podem ser descartáveis ou retornáveis e devem ter dimensões para permitir empilhamento em palete com medidas de 1 metro por 1,2 metro.

Como tramitava em caráter conclusivo, a proposta está aprovada pela Câmara e deve ser analisada em seguida pelo Senado.

A versão final do texto é o substitutivo da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio ao Projeto de Lei 3778/12, da deputada Iracema Portella (PP-PI). O texto exige que as embalagens retornáveis sejam resistentes ao manuseio a que se destinam, às operações de higienização e não se constituam em veículos de contaminação. Essas embalagens devem ser mantidas íntegras e higienizadas a cada uso, devendo ser apresentado, quando solicitado, o respectivo laudo de higienização.

Informações obrigatórias

O substitutivo amplia o rol de informações que devem constar das embalagens de frutas e hortaliças. Além da razão social, do número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e do endereço do fabricante, previstos no projeto inicial, o substitutivo exige ainda a inscrição da data de fabricação e do peso da embalagem.

O relator da proposta, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), apenas reverteu uma mudança feita pelo substitutivo anterior. Os órgãos responsáveis pela fiscalização do cumprimento da lei, segundo Goergen, precisam ser genéricos na lei, porque suas atribuições podem mudar, assim, ele retirou a menção direta aos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, além do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro).

Desde 2002, os ministérios da Agricultura, da Saúde e do Desenvolvimento publicaram a Instrução Normativa Conjunta 9, que estabeleceu as características das embalagens de produtos hortícolas in natura, que vem sendo implantada gradativamente, e deve ser substituída por essa lei.



Saiba mais sobre Logística Reversa




28/07/2015

Dentre os vários conceitos introduzidos em nossa legislação ambiental pela Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS está a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a logística reversa e o acordo setorial.

A logística reversa é um "instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada".

A Lei nº 12.305/2010 dedicou especial atenção à logística reversa e definiu três diferentes instrumentos que poderão ser usados para a sua implantação: regulamento, acordo setorial e termo de compromisso.

O acordo setorial é um "ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos".

O Decreto Nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010, que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, ratificou a relevância dada à logística reversa e criou o Comitê Orientador para a Implantação de Sistemas de Logística Reversa - COMITÊ ORIENTADOR. 

Por permitir grande participação social, o Acordo Setorial tem sido escolhido pelo Comitê Orientador, desde sua instalação em 17/02/2011, como o instrumento preferencial para a implantação da logística reversa.

O COMITÊ ORIENTADOR é presidido pelo Ministério do Meio Ambiente - MMA que desempenha, também, as funções de Secretaria Executiva.  É composto por mais outros quatro ministérios: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA; Ministério da Fazenda - MF; e Ministério da Saúde - MS. Representam esses ministérios junto ao Comitê seus respectivos ministros de Estado e, em caso de impedimento, seus representantes legais.

A estrutura do COMITÊ ORIENTADOR inclui o Grupo Técnico de Assessoramento – GTA instituído pelo Decreto Nº 7.404/2010  e formado por técnicos dos mesmos cinco ministérios que compõem o COMITÊ ORIENTADOR.  Sua coordenação, bem como a função de Secretaria Executiva, é exercida pelo MMA.

O COMITÊ ORIENTADOR e o GTA possuem a incumbência de conduzir as ações de governo para a implantação de sistemas de logística reversa, e têm centrado esforços na elaboração de acordos setoriais visando implementar a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. 
Para estudar e buscar soluções de modelagem e governança para cada uma das cadeias de produtos escolhidas como prioritárias pelo COMITÊ ORIENTADOR foi criado cinco Grupos de Trabalho Temáticos – GTTs: 

> embalagens plásticas de óleos lubrificantes; 
> lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; 
> produtos eletroeletrônicos e seus componentes; 
> embalagens em geral; e
> resíduos de medicamentos e suas embalagens.


Os objetivos principais desses grupos são a elaboração de uma minuta de edital de chamamento para a realização de acordos setoriais bem como a coleta de subsídios para a realização de estudos de viabilidade técnica e econômica para implantação de sistemas de logística reversa – EVTE.

Após a aprovação da viabilidade técnica e econômica para implantação de sistema de logística reversa de uma determinada cadeia pelo COMITÊ ORIENTADOR, o edital de chamamento das propostas para acordo setorial é o ato público necessário para dar início aos trabalhos de elaboração destes acordos.

Situação dos Grupos Técnicos Temáticos e das negociações

Todos os grupos já concluíram seus trabalhos. A situação da implantação da logística reversa dessas cadeias, está mostrada a seguir:

Atualizada em 13/03/2015.

Outras iniciativas anteriores à PNRS para a devolução de resíduos

Existem cadeias que já possuem sistemas de logística reversa implantados, anteriormente à Lei nº 12.305/2010, por meio de outras tratativas legais nas quais citamos:

> pneus;
> embalagens de agrotóxicos;
> óleo lubrificante usado ou contaminado (Oluc); e,
> pilhas e baterias.

Informações sobre esses sistemas podem ser acessados em:


Fonte: SINIR


Meio ambiente é fator cada vez mais importante nas decisões de compra dos consumidores



22/07/2015

Pesquisa global realizada pela Tetra Pak com cerca de seis mil consumidores de 12 países aponta que mais de 75% do público entrevistado considera que o desempenho ambiental das embalagens tem influência sobre a marca de bebidas que compram 

O estudo revela ainda que há uma demanda crescente dos consumidores por produtos ambientalmente corretos. Quando perguntados sobre os hábitos de compra recentes, dois terços dos entrevistados disseram ter adquirido produtos ecológicos, mesmo quando eles custam mais. A mesma proporção também afirma ter evitado marcas ou itens específicos devido a preocupações ambientais.

Entre os países pesquisados, os fatores ambientais foram considerados uma forte influência na escolha das marcas de bebidas principalmente em mercados em desenvolvimento como o Brasil, a China, a Turquia e a Índia, em comparação com o Reino Unido, os Estados Unidos e o Japão. De fato, na Índia, China e Turquia, mais de 60% dos entrevistados disseram que sempre procuram informações ambientais sobre as bebidas que compram, em comparação com menos de 25% dos consumidores dos países desenvolvidos.

Acompanhando essa tendência, uma pesquisa paralela mostra que a maioria dos fabricantes de alimentos incluiu a questão “meio ambiente” em sua estratégia de negócios. Mais da metade estão agora focados na utilização de materiais de origem certificada e investindo em matérias-primas renováveis como diferenciação do produto. De acordo Mario Abreu, vice-presidente de Meio Ambiente da Tetra Pak, atualmente os consumidores esperam mais iniciativas ambientais das empresas e estão cada vez mais verificando as informações sobre dos produtos, antes de comprar.

Brasil
De acordo com a pesquisa, 61% das empresas brasileiras priorizam as questões ambientais na estratégia de negócios, uma média superior aos outros países pesquisados (46%). Os consumidores brasileiros também se destacaram em comparação aos demais: 51% dos entrevistados afirmaram que procuram informações nas embalagens se o produto é ecologicamente correto e 46% acreditam que as opções cartonadas são as melhores.

Entre os influenciadores, 86% deles acreditam que as embalagens com menos impacto ambiental agregam valor à marca. A maioria deles (59%) reconhece que os consumidores estão atentos aos rótulos das embalagens ecologicamente corretas. Eles também pagariam mais por equipamentos com menos impacto ambiental (67%) e 88% acham importante para o futuro ter estratégias ambientais. No Brasil 39% das empresas possuem a certificação FSC, um crescimento de 26% em apenas dois anos, se comparada à pesquisa de 2013, com 23% das empresas certificadas naquele ano, por exemplo.

Para baixar a pesquisa, clique aqui.

Sobre a pesquisa
Desde 2005, a Tetra Pak, empresa líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos, realiza  a pesquisa Tetra Pak Meio Ambiente a cada dois anos. A edição de 2015 entrevistou mais de 6000 consumidores e mais de 200 partes interessadas da indústria de alimentos em um total de 12 países, incluindo o Brasil, China, França, Alemanha, Japão, Índia, Rússia, Sul África, Suécia, Turquia, Reino Unido e EUA. A pesquisa deste ano foi realizada em parceria com a Millward Brown.



Troca de embalagens por refrigerantes marca Dia Mundial da Reciclagem



17/05/2015

A Secretaria da Cidade Sustentável (Secis) participa, neste domingo (17), da Caravana da Reciclagem Solar Sustentável, que ocorre das 9h às 17h, no Farol da Barra. O evento é uma iniciativa do Projeto Humanizar e Solar Coca-Cola, em celebração ao Dia Mundial da Reciclagem, e os organizadores convidam a população para comparecer ao local levando embalagens plásticas e de vidro, latas de alumínio e de metal. Este material, de acordo com a sócia do Humanizar, Luiza Tavares, poderá ser trocado por refrigerantes da Coca-Cola.

"A cada dez embalagens plásticas que levar, o participante do evento irá receber uma garrafa contendo dois litros de refrigerante. Aquele que levar dez latinhas terá direito a uma latinha de Coca-Cola. Já quem levar dez embalagens de vidro, receberá um refrigerante com embalagem retornável de dois litros”, informa Luiza. Para atender aos visitantes, um caminhão da Coca-Cola e três veículos das organizações participantes estarão presentes no local com a presença de promotores aptos a prestar maiores informações relativas à ação, e prontas para conversar com as pessoas sobre preservação e educação ambiental.

Todo o material doado será entregue à Coopcicla, primeira cooperativa de catadores da capital baiana, criada em 1995, e que desempenha papel fundamental na cadeia de tratamento adequado dos resíduos sólidos. "Salvador atualmente possui 18 cooperativas cadastradas. E é neste contexto que entra a Secis, fazendo a conexão entre parceiros, como o Projeto Humanizar e a Coca-Cola com essas cooperativas", explica o secretário da Cidade Sustentável, André Fraga. Um projeto similar foi realizado em Salvador no ano passado e resultou na coleta de três toneladas de material reciclado. Para este ano, os organizadores esperam coletar mais de uma tonelada.

Humanizar - A Solar é a segunda maior engarrafadora do sistema Coca-Cola Brasil e uma das 15 maiores do mundo, além de ser a maior com capital nacional. A empresa nasceu da integração de três fabricantes (Norsa, Renosa e Guararapes) e opera, desde julho de 2013, em 12 estados do Brasil. Já o foco do Humanizar é promover a educação ambiental de forma lúdica e interativa junto com as empresas, seja ela de qualquer segmento. Um dos objetivos é conseguir reduzir significativamente seus custos e, consequentemente, obterem maior lucro.


4 Formas de Evitar o Greenwashing do Seu Produto Eco-Friendly



28/03/2015 

Por Michelle Braga

Em um mercado onde mais consumidores se preocupam em comprar produtos ambientalmente corretos e de empresas direcionadas por um propósito, principalmente em decorrência de maiores preocupações ambientais, ser acusado de greenwashing pode manchar permanentemente a reputação do seu negócio.

Greenwashing é a pratica de criar comunicações de marketing falsas ou enganosas, a fim de promover um produto como sendo mais eco-friendly do que ele realmente é.

 Infelizmente na hora de promover um produto sustentável e ecologicamente correto, é muito fácil acabar “escorregando” para o território do greenwashing. Não interessa o quão bem-intencionadas sejam suas alegações, a comunicação da sustentabilidade é um desafio, e dar um passo em falso pode custar a imagem da sua marca.

Aqui estão quatro maneiras de evitar o "greenwashing" e ter um impacto ambiental positivo:

Não Foque em Ser Verde

Se o principal foco de seus esforços de marketing é no quanto "verde" ou "eco friendly" seu produto é, talvez seja a hora de dar um passo atrás e reavaliar a forma como sua marca está sendo apresentada. Focar no quanto "verde" seus produtos são pode ser perigoso por duas razões principais:

Em primeiro lugar, é muito difícil provar cientificamente alegações abrangentes como “ser verde” ou “eco-friendly”.
Em segundo lugar, e o mais importante, atualmente ser ambientalmente correto é apenas o preço que se paga para seu um player no mercado. Claro, as pessoas gostam do fato da sua marca ser sustentável, mas querem mesmo é saber o que seu produto pode fazer por elas.
Tentar se posicionar como a marca mais verde é o que faz com que muitas marcas acabem sendo acusados de propaganda falsa. Continue sendo sustentável, mas foque a sua estratégia de comunicação de marketing em outro lugar.

Olhe Para a Sua Embalagem

Outro problema comum que muitas vezes leva a acusações de greenwashing é a maneira que os produtos de uma empresa são embalados e enviados. Não importa o quanto eco-friendly um produto é se ele chega na casa dos consumidores em uma caixa de transporte cheia de amendoim de isopor. Enquanto a maioria dos consumidores compreenderá a sua necessidade de enviar seus produtos por transporte aéreo ou terrestre, e, por isso, a necessidade de empacotá-los de maneira que evite danos, o exagero na embalagem ou no uso de materiais não recicláveis pode ser imperdoável. Nesse caso o público começará a questionar sua motivação ambiental.

Evite Fazer Declarações Eco-Friendly que Você Não Pode Comprovar

Outra armadilha difícil de evitar do greenwashing é fazer afirmações sobre alguma coisa que você sabe, ou pelo menos acredita saber sobre o seu produto mas não pode provar com um estudo científico. Toda vez que sua marca faz uma afirmação eco-friendly sem uma prova irrefutável, sua empresa corre o risco de ser confrontada pelos consumidores e, potencialmente, multada pelo governo.

Isso pode ser particularmente frustrante para empresas que trabalham duro para criar ou manter a sua reputação como ambientalmente corretas. Estudos científicos levam tempo e muitas vezes são muito caros para serem produzidos, e para uma marca pequena ou startup, este tempo e custo podem ser inviáveis. Você pode até ter certeza que sua marca possui benefícios ambientais, mas sem um estudo científico você legalmente ou moralmente não pode compartilhar essa mensagem com os seus consumidores.

Não Esconda as Deficiências Ambientais da Sua Marca

Sua marca faz quase tudo de uma forma ambientalmente sustentável, mas obviamente que podem haver áreas onde seus esforços eco-friendly ficam aquém do ideal. Não há nenhum problema nisso, desde que você não tente esconder do público. Uma empresa ou marca só consegue esconder suas “falhas” por algum tempo, e quando a verdade vem à tona, seja na forma de um blog, notícia de jornal ou nota de imprensa da concorrência, os seus clientes vão ficar se perguntando o que mais que você pode estar tentando esconder.

Seja sempre o mais transparente e honesto possível com seus consumidores. Se você ainda está fazendo esforços para tornar partes do seu negócio sustentável, compartilhe esses esforços com todos as partes interessadas da sua empresa através das redes socias, blog posts, e contúdos educativos, tais como ebooks, infográficos e estudos de caso. Não só eles vão aceitar suas deficiências, como também vão aplaudir seus esforços e muitas vezes querer aprender cada vez mais.


E sua empresa, como tem evitado as armadilhas do greenwashing? Já usa os canais digitais para vencer os desafios da comunicação da sustentabilidade?

Fonte: Greenin

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