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Owens Illinois é certificada no Programa Pegada de Carbono da ABNT



03/05/2016

A maior produtora de vidro do mundo busca produzir de forma eficiente e sustentável

A Owens Illinois (O-I), a maior produtora de vidro do mundo, acaba de ser certificada no Programa Pegada de Carbono, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Pegada de carbono é a quantidade total de emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa (GEE) que são emitidos de maneira direta ou indireta por um determinado produto ao longo do seu ciclo de vida.

O Sistema de Medição e Certificação da Pegada de Carbono de Produtos foi desenvolvido pela ABNT em parceria com a Carbon Trust, organização sem fins lucrativos, sediada em Londres (Reino Unido), que tem como missão promover a transição para uma economia sustentável e de baixo carbono. O projeto também conta com o apoio da Embaixada Britânica no Brasil e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MDIC). A O-I aderiu ao programa em 2014.

Segundo Aline Borges dos Reis, analista de Meio Ambiente da O-I, a empresa optou por fazer a medição da pegada de carbono da tonelada de vasilhames de alimentos e bebidas, pois, dessa forma, seria possível avaliar o processo de produção de todos os produtos da fábrica. As medições foram feitas com base em dados de abril de 2014 a março de 2015. “Todo o processo foi muito instigante. Visitamos a sede da Carbon Trust, em Londres, onde recebemos treinamento e conhecemos casos de sucesso de grandes empresas ao redor do mundo. Depois, começamos a preencher os dados requisitados na calculadora de CO2”, explica Aline Borges dos Reis.

Diversos setores da companhia participaram do projeto e a coordenação ficou sob a responsabilidade da equipe de Saúde, Segurança e Meio Ambiente. “Implementar o projeto na fábrica foi simples pois todos os dados solicitados já estavam disponíveis no sistema da empresa, era necessário apenas recolhê-los com as respectivas áreas e inseri-los na calculadora de CO2”, comenta a analista de Meio Ambiente da O-I.

Eficiência de forma sustentável

O processo de medição e certificação da pegada de carbono permite que a empresa identifique pontos de ineficiência, busque soluções para aperfeiçoar seus processos e reduza custos e riscos, agindo de acordo com as melhores práticas internacionais.

Para a Owens Illinois, o principal benefício desse projeto foi a oportunidade de identificar quais processos da fábrica emitem maior quantidade de carbono e se estão ocorrendo falhas. “Quando observamos que há muito gasto de energia em um processo, podemos avaliar se isso é normal à atividade ou se está havendo desperdício devido a algum equipamento que necessita de manutenção, por exemplo. Assim, podemos traçar estratégias para melhorar nossa eficiência energética”, explica Isabela Malpighi Maraucci, diretora de Saúde, Segurança e Meio Ambiente para a América Latina da O-I.

Após um ano de medições, a ABNT concedeu à Owens Illinois, em 2016, o Certificado de Conformidade da Pegada de Carbono de Produtos (Vasilhame de Vidro de Alimento e Bebida). A participação nesse programa está alinhada à estratégia global da empresa, que tem compromisso com a sustentabilidade e busca minimizar o impacto de suas atividades no meio ambiente. Agora, a O-I está analisando os dados das medições e preparando um plano de ação, com o objetivo de reduzir sua pegada de carbono e atingir, cada vez mais, eficiência em seus processos.

Sobre a O-I

A Owens-Illinois, Inc. (NYSE: OI) é a maior fabricante de embalagens de vidro do mundo e a parceira preferida de marcas líderes de produtos alimentícios e bebidas. Com uma receita de US$ 6.2 bilhões em 2015, a empresa é sediada em Perrysburg, Ohio, EUA, e emprega mais de 27.000 pessoas em 80 fábricas distribuídas por 23 países. A O-I oferece soluções de embalagem de vidro seguras, sustentáveis, puras, únicas e rentáveis em um mercado global crescente. Para obter mais informações, acesse www.o-i.com

Fonte: SEGS

Arenas da Copa terão certificação ambiental até fim do ano, diz ministra

11/07/2014

Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, fez balanço positivo do Mundial.
Estádio do Mineirão foi o melhor classificado até agora.

Se a Copa do Mundo foi um fracasso para a Seleção Brasileira, o Ministério do Meio Ambiente comemorou, nesta quinta-feira (10), a realização do Mundial com todas as 12 arenas obedecendo regras internacionais de gestão sustentável. Em entrevista no Centro Aberto de Mídia, no Forte de Copacabana, Zona Sul do Rio, a ministra da pasta, Izabella Teixeira, afirmou que, até o fim deste ano, todos os estádios utilizados no torneio terão o certificado Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental) como nenhum país-sede fez até agora.

De acordo com a ministra, o estádio de Fortaleza foi premiado com o grau básico. Já os de Recife, Rio e Salvador com o segundo nível, enquanto o Mineirão ficou com o prêmio prata. Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Natal, São Paulo e Cuiabá são os estádios que ainda não receberam o selo verde, mas "até dezembro, todos terão a certificação global", de acordo com a promessa da ministra.

A avaliação envolveu cinco critérios: a construção de arenas de modo sustentável, a alimentação de voluntários por meio de alimentos de agricultura familiar, a reciclagem dos resíduos, a mitigação das emissões de carbono associadas à Copa e o projeto Passaporte Verde, que tem como objetivo a qualidade da cadeia produtiva do turismo.

"Faço um balanço muito positivo, que deu muito trabalho, mas sairemos em outro patamar de um evento de grande nível em critérios relacionados ao meio ambiente. Apostar que combater a poluição é caro é coisa do século passado", disse Teixeira.

O estádio do Maracanã, por exemplo, foi um dos que registrou maior economia de energia e água, com 23% e 71%, respectivamente. "É um aprendizado que ficará disponível ao Rio-2016 e todo o material será entregue ao Comitê Organizador das Olimpíadas", afirmou.


Abiplast lança selo que reconhece boas práticas

20/05/2014

Com o novo selo, recicladoras podem destacar sua adequação aos critérios socioambientais e econômicos.

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) lançou, em janeiro, o Selo Nacional de Plásticos Reciclados - Senaplas. 

A proposta é identificar, valorizar e certificar as empresas do segmento de reciclados plásticos que atuam conforme os critérios socioambientais e econômicos exigidos pela lei.

“Esses critérios abrangem toda a legislação ambiental, incluindo, por exemplo, a Política Nacional de Resíduos Sólidos e as licenças estaduais e municipais. Do ponto de vista social e econômico, abordamos a aplicação de toda a legislação trabalhista, em especial o cuidado com o trabalho infantil, além da legislação previdenciária e dos cuidados com saúde e segurança, entre outros”, detalha Gilmar do Amaral, consultor da Abiplast.

A indústria de reciclagem plástica reúne 815 empresas que faturam R$ 2,394 milhões por ano e contam com 22.705 empregados diretos. “O selo vai incentivar e valorizar a formalização dos recicladores, demonstrando que há empresas e produtos adequados e de qualidade no segmento, fortalecendo toda a cadeia”, explica o coordenador da Câmara Nacional dos Recicladores de Materiais Plásticos da Abiplast, Ricardo Hajaj.

A certificação também procura diferenciar as empresas da competição desleal. Os compradores, por sua vez, ganham segurança jurídica, respaldandose em relação à responsabilidade compartilhada que integra a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e comercial, garantindo a origem e a qualidade do produto adquirido.

São elegíveis ao selo as produtoras de matéria-prima reciclada que comercializam resinas recuperadas e produtos transformados pelos recicladores. O processo de verificação será realizado pelos sindicatos estaduais e a certificação será oferecida pela Abiplast, com vigência de 24 meses.

Fonte: CEMPRE


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