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Síntese Diária da COP30 – 10 de Novembro

10/11/2025

Dia 1: segunda-feira, 10 de novembro

Preparado pela Equipe de Comunicação da COP30

Áreas temáticas de foco: Adaptação, Cidades, Infraestrutura, Água, Resíduos, Governos Locais, Bioeconomia, Economia Circular, Ciência, Tecnologia e Inteligência Artificial

Resumo Geral:

Elevando a Adaptação por Meio do Poder da Tecnologia

A COP30 foi aberta hoje em Belém com uma poderosa demonstração de solidariedade e compromisso, inaugurando era de ação climática global marcada pela implementação, inclusão e inovação. No dia 1, as Partes adotaram rapidamente a agenda oficial da COP30 — um forte sinal de consenso que reafirma a confiança no multilateralismo e na determinação global de acelerar o Acordo de Paris. Essa adoção antecipada, juntamente com a eleição do Embaixador Ambassador André Corrêa do Lago como Presidente da COP30, definiu um tom claro: esta é uma COP voltada para resultados, transformando compromissos em ações concretas para as pessoas e para o planeta.

A tecnologia surgiu como a força determinante do dia. O Green Digital Action Hub e o AI Climate Institute incorporaram a visão da COP30 para uma transformação digital justa, equipando os países em desenvolvimento com dados, ferramentas e treinamento para projetar suas próprias soluções climáticas. Na Mostra de Inovação Agrícola, foram anunciados novos compromissos para promover a inovação agrícola e sistemas alimentares resilientes às mudanças climáticas, incluindo USD 1,45 bilhão da Fundação Gates para ampliar o acesso a inovações que ajudem os agricultores da África Subsaariana e do Sul da Ásia a se adaptarem a condições climáticas extremas e USD 30 milhões arrecadados pelo Centro Global de Metano (Global Methane Hub) para reduzir as emissões de metano do cultivo de arroz.

Os líderes também avançaram significativamente no financiamento para adaptação e resiliência. O Fundo de Resposta a Perdas e Danos, operacionalizado em tempo recorde, lançou seu primeiro edital de financiamento, enquanto os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (BMDs), fornecem mais de USD 26 bilhões para economias de baixa e média renda em 2024. A Declaração de Belém sobre Fome e Pobreza, anunciada na semana passada e endossada por 44 países, lançou uma nova Parceria para Proteção Social Resiliente ao Clima e Financiamento da Agricultura de Pequenos Produtores.  O progresso do Dia 1 instilou um senso renovado de otimismo — provocando que ao elevar a adaptação por meio da tecnologia, o mundo está redefinindo a resiliência, transformando a vulnerabilidade em força e a ambição em ação.

Ações e Resultados Principais:

Negociações:

- A COP30 se inicia em um espírito de colaboração, com as Partes unidas em torno da Agenda.

A adoção da agenda negociada no primeiro dia da COP30 é uma poderosa afirmação de unidade global, sinalizando o compromisso coletivo da comunidade internacional com o multilateralismo e a ação climática conjunta. Em um momento de crescentes tensões geopolíticas e ambientais, esse consenso precoce demonstra a determinação mundial em cooperar além das diferenças e implementar soluções urgentes que protejam as pessoas, acelerem o Acordo de Paris e construam um futuro mais seguro e sustentável.

“Preciso agradecer a todas as delegações pelo fantástico acordo alcançado sobre a agenda na noite passada. Esse acordo não apenas nos permitirá começar a trabalhar intensamente já hoje, como também nos ajudará a explicar ao mundo por que as questões adicionais levantadas são realmente importantes.” — Embaixador André Corrêa do Lago, Presidente da COP30

- Operacionalização Rápida do Fundo de Resposta a Perdas e Danos

O Fundo de Resposta a Perdas e Danos (FRLD) foi operacionalizado em tempo recorde e lançou seu primeiro edital de USD 250 milhões, passando do desenho à execução e abrindo um canal crucial de apoio para países em desenvolvimento na linha de frente da crise climática.

“Esta é uma COP da implementação. Hoje temos grandes novidades nesse sentido. O Fundo de Perdas e Danos, que foi criado recentemente na COP28, já começou a operar. Eles lançaram um edital de US$ 250 milhões, mostrando a rapidez com que esse fundo — criado há menos de dois anos — já está se movendo para a implementação.” — Ana Toni, CEO da COP30

- Embaixador André Corrêa do Lago é eleito Presidente da COP30

O Embaixador André Corrêa do Lago foi eleito Presidente da 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas. Ele conduzirá os trabalhos e liderará a agenda ao longo do próximo ano, para acelerar a implementação climática.

Agenda de Ação:

- Liderança e Ação por um Futuro Digital Verde

Os parceiros lançaram o Green Digital Action Hub, uma nova plataforma de cooperação online para aproveitar a inovação tecnológica contra as mudanças climáticas, sediada no Brasil como um legado da COP30. O GDA Hub fornecerá ferramentas, conhecimentos e dados para ajudar as nações a ampliar as tecnologias verdes, reduzir o impacto ambiental da tecnologia e garantir o acesso a soluções digitais sustentáveis para todos. Com base na Declaração da COP29 sobre Ação Digital Verde — apoiada por 82 países e mais de 1.800 partes interessadas.

- Lançamento do AI Climate Institute

O AI Climate Institute (AICI) — uma nova iniciativa global lançada na COP30 – visa  capacitar pessoas e instituições em países em desenvolvimento para utilizar a inteligência artificial (IA) em ações climáticas. Com base na equidade e na sustentabilidade, a AICI se empenhará em promover a IA como uma ferramenta de empoderamento, permitindo que os países do Sul Global projetem, adaptem e implementem suas próprias soluções climáticas baseadas em IA, incluindo modelos leves e de baixo consumo de energia adequados aos contextos locais. O instituto oferecerá programas de treinamento (oficinas para formuladores de políticas sobre conceitos de IA, dados climáticos e exploração de casos de uso; laboratórios avançados para profissionais técnicos; experiência prática na construção de aplicações de IA eficientes em termos de recursos e do mundo real) e um Repositório de Aprendizagem Digital com cursos e estudos de caso sobre aplicações climáticas em diferentes setores.

- Lançamento do Nature’s Intelligence Studio:

▪ Apresentando a Amazônia e outras regiões biodiversas como polos de inovação, o Studio impulsionará a inovação inspirada na natureza para o desenvolvimento sustentável local. Liderado pela Universidade de Oxford (TIDE Centre) em parceria com o INPA e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), o estúdio terá sede na América Latina e no Caribe, inicialmente em Belém.

▪ Promoverá a pesquisa, o envolvimento político e modelos legislativos para proteger inovações inspiradas na biologia e garantir a partilha de benefícios para os inovadores locais e as comunidades que salvaguardam o banco de ideias da biodiversidade.

▪ Em 14 de novembro, o Studio lançará um “ideathon” com o CAF para apoiar inovadores que desenvolvem soluções inspiradas na natureza, além de apresentar o Atlas de Energia das Inovações da Natureza, uma ferramenta aberta de IA que conecta desafios energéticos da indústria a soluções biomiméticas.

- Acelerando a Infraestrutura Pública Digital (DPI) e os Bens Públicos Digitais (DPG) para o Clima:

O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos do Brasil, a Aliança de Bens Públicos Digitais (DPGA) e a ITS Rio publicaram um Plano para Acelerar Soluções (PAS) que inclui o lançamento da Coleção DPG Clima — um repositório global de Infraestrutura Pública Digital (DPI) e Bens Públicos Digitais (DPG) para o clima — oferecendo mais de 20 ferramentas de código aberto para pelo menos 30 países que podem aplicar essas inovações em questões como resposta a desastres, energia, água e agricultura.

- Desafio de Inovação DPI para Pessoas e Planeta:

Lançado em conjunto com a JICA, Co-Develop, Fundação Gates, Centro de Infraestrutura Pública Digital (CDPI) e Boston Consulting Group (BCG), e em parceria oficial com a presidência da COP30, este Desafio selecionou cinco inovadores que desenvolvem soluções transformadoras baseadas em Infraestrutura Pública Digital (DPI) para resiliência climática e social, concedendo a cada um deles USD 100.000 em financiamento para apoiar o desenvolvimento e os testes de campo de suas soluções. Os vencedores incluem Trust Carbon, Kazam, Akvo, Rahat e Circularise. Mais informações podem ser encontradas aqui.

- Declaração conjunta dos bancos multilaterais de desenvolvimento para a COP30: Acelerando as ações para adaptação e resiliência

▪ Em Belém, os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (BMDs) anunciaram que, desde 2019, duplicaram o apoio a investimentos em adaptação, destinando mais de USD 26 bilhões para economias de baixa e média renda em 2024.

▪ Para impulsionar ainda mais esse esforço coletivo em direção ao investimento em adaptação, os MDBs lançaram uma nova estrutura para o financiamento da natureza, incluindo: (i) Princípios Comuns para Acompanhar o Financiamento da Natureza e (ii) Guia Prático para a Seleção de Métricas de Resultados. Essas ferramentas foram projetadas para auxiliar no desenvolvimento de produtos financeiros de alta qualidade e atrair mais capital privado para a natureza.

- Campanha Corrida pela Resiliência

▪ Liderada por mais de 40 iniciativas parceiras e 1.700 membros em 164 países, a campanha anunciou que 437 milhões de pessoas — cerca de uma em cada 18 pessoas — agora vivem com maior resiliência climática, apoiadas por USD 4,18 bilhões em financiamento para adaptação e melhor proteção de 18 milhões de hectares de ecossistemas.

▪ Esse esforço de acompanhamento, o primeiro do tipo liderado por atores não estatais, mostra o progresso coletivo em direção à meta de alcançar 4 bilhões de pessoas até 2030, demonstrando que a adaptação inclusiva, liderada localmente e viabilizada por financiamento não apenas protege vidas, mas também gera oportunidades, equidade e desenvolvimento sustentável em todo o mundo.

- O Papel Fundamental do Combate à Fome e à Pobreza pela Justiça Climática

Uma nova Parceria para a Proteção Social Resiliente às Alterações Climáticas e o Financiamento da Agricultura Familiar, foi lançada hoje no âmbito da Agenda de Ação da COP30. A Parceria promove o Plano para Acelerar Soluções (PAS) com objetivos claros e mensuráveis para impulsionar ações e acompanhar o progresso, incluindo o apoio a planos nacionais de implementação liderados pelos países para a proteção social adaptativa, a agricultura familiar e o acesso a soluções hídricas no Benim, Etiópia, Quênia, Zâmbia e República Dominicana.

▪ Até 2028, o plano estabelece um grupo de coordenação conjunta de doadores de financiamento climático para alinhar carteiras em apoio aos esforços de combate à fome e à pobreza.

▪ O lançamento se baseia na adoção, em 7 de novembro, da Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada no Ser Humano por 44 países, um compromisso histórico desenvolvido com a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

- Agricultura Inteligente para o Clima em Escala:

Duas ferramentas digitais inovadoras foram introduzidas para apoiar a agricultura climaticamente inteligente em grande escala:

▪ O Brasil e os Emirados Árabes Unidos, em parceria com a Fundação Gates, a Embrapa, o CGIAR e a ai71, introduziram o primeiro modelo de linguagem grande (LLM) de IA de código aberto do mundo para a agricultura — um avanço rumo a um sistema alimentar global mais resiliente e equitativo.

▪ A ferramenta de previsão de IA centrada no agricultor da AIM for Scale visa capacitar mais de 100 milhões de agricultores até 2028 com percepções em tempo real, fortalecendo a tomada de decisões climaticamente inteligentes, a preparação para riscos e a inovação inclusiva em sistemas agrícolas em todo o mundo.

- Mostra de Inovação Agrícola — US$ 2,8 bilhões para Adaptação e Resiliência de Agricultores e Fortalecimento dos Sistemas Alimentares Globais

▪ Doadores internacionais anunciaram mais de USD 2,8 bilhões para adaptação e resiliência de agricultores, para fortalecer os sistemas alimentares globais.

▪ Em apoio ao chamado da Presidência brasileira da COP30 para fazer desta a “COP da implementação”, os compromissos visam ampliar o apoio a pequenos agricultores em regiões mais pobres que enfrentam os impactos mais severos dos eventos climáticos extremos. Os fundos serão investidos em tecnologias e ferramentas para ajudar agricultores a se adaptarem, construírem resiliência e fortalecerem sistemas alimentares locais que alimentam e empregam bilhões de pessoas.

“A inovação agrícola é o motor da resiliência climática.”
— Mr. Martin van Nieuwkoop, Diretor de Desenvolvimento Agrícola, Fundação Gates

Mobilização Global:

- Hoje marcou a abertura oficial da Zona Verde da COP30, o espaço dedicado da Cúpula onde sociedade civil, instituições públicas e privadas e líderes globais se conectam para promover soluções climáticas concretas, ampliar o diálogo público e fortalecer novas redes e alianças.

▪ Em um painel sobre "O Papel da Mobilização Popular no Enfrentamento da Crise Climática”, Mikaelle Farias, jovem ativista da equipe de Campeões Climáticos Jovens da Presidência da COP30, falou sobre as ações voltadas à inclusão de crianças e jovens no centro desses espaços de negociação oficial, as iniciativas em andamento — como o Acampamento Cidade das Juventudes — e os esforços para garantir que jovens e crianças sejam mencionados nos textos finais das negociações da COP30.

“Esta é a COP com a maior participação de crianças e jovens dos últimos três anos. Estamos vivendo um momento simbólico aqui em Belém, que mostra nossa capacidade de unir forças, construir esforços coletivos e mobilizar para enfrentar a mudança do clima.” 
— Mikaelle Farias, Equipe de Campeões Climáticos Jovens da COP30.

Fonte: COP30

Vaticano e o meio ambiente: ilha ecológica para tratamento de resíduos

15/11/2016 

Cidade do Vaticano (RV) – A segunda-feira (14) marca o início das operações da nova área ecológica localizada dentro do Vaticano. Mesmo com extensões territoriais limitadas, o menor país do mundo produz seus resíduos e uma ilha ecológica vai otimizar o programa de coleta diferenciada do lixo gerado dos escritórios e dos apartamentos dos residentes.

Uma área dentro do Vaticano foi individuada pela Direção de Serviços Técnicos e adaptada segundo exigências específicas para ilhas ecológicas, ou seja, locais de coleta seletiva de lixo. Dezenas de pessoas irão trabalhar no diagnóstico e gestão dos mais diversos resíduos que depois serão encaminhados para reciclagem ou reutilização. Um compactador de embalagens de papel e papelão servirá como teste para inaugurar a nova área que, num segundo momento, deverá se transformar em ponto de coleta principal para toda a Cidade do Vaticano.

Nos últimos dois anos  diversos coletores de diferentes cores para a separação seletiva do lixo foram distribuídos aos usuários e residentes. A própria Encíclica Laudato si’ de Papa Francisco contribuiu em modo determinante para acelerar a realização do sistema de coleta de maneira mais organizada. A ilha ecológica do Vaticano será capaz de dar um destino adequado aos resíduos para aumentar a reciclabilidade de materiais.


Japão: Protegendo o Meio Ambiente Global

Energia limpa - Foto: Cortesia de Getty Images

24/09/2016

Eliminação de Resíduos e Reciclagem

A quantidade de resíduos comuns (não-industriais) se tornou um problema para o Japão a partir de 1990, quando excedeu 50 milhões de toneladas por ano. Os aterros sanitários devem alcançar sua capacidade máxima de armazenamento dentro de poucos anos e a queima de resíduos resultaria em poluição por dioxina, tornando a reciclagem uma importante solução para reduzir a quantidade de lixo acumulado. A proporção de resíduos (lixo) reciclados em 2009 foi de 20,5%. 

A quantidade de papel descartado em 2011 foi de 77,9% do volume produzido, e a taxa de reutilização (porcentagem de papel usado que é reprocessada nas indústrias de produção) foi de 63%, uma das maiores taxas de reciclagem de papel do mundo.

Com a implementação da Lei de Reciclagem de Embalagens, de abril de 1977, a responsabilidade pela reciclagem de garrafas de vidro e de polietileno tereftalato (PET) passou a ser dos fabricantes. Essas embalagens compreendem entre 20-30% do peso total do lixo comum residencial; mas, devido ao volume dos vasilhames, eles representam 60% do volume total dos resíduos. Essa lei baseia-se na divisão dos custos de eliminação de resíduos entre empresas, consumidores e municípios, em contraste com quando esses custos eram cobertos inteiramente pelos impostos. Quando os consumidores descartam uma embalagem, eles devem separar o lixo para os depósitos de coleta seletiva do município, onde essas embalagens são recolhidas para reciclagem pelos fabricantes. A partir de abril de 2000, as embalagens de plástico e papel também entraram no programa de coleta seletiva de acordo com essa lei.

Produtos elétricos descartados pelas residências japonesas são quase sempre levados para aterros sanitários. Uma lei específica sobre reciclagem de aparelhos eletrodomésticos entrou em vigor em 1998 como parte dos esforços para reduzir o volume desse tipo de resíduo que é descartado nos aterros.

Movimentos pela Proteção Ambiental

Em comparação com grupos de proteção ambiental de países ocidentais, os grupos desse tipo no Japão têm uma escala bem menor e uma história mais recente. O maior grupo ambiental do Japão, chamado Sociedade dos Pássaros Selvagens do Japão (Wild Bird Society of Japan), possui cerca de 43 mil membros. O Fundo Mundial do Japão para a Natureza também tem cerca de 40 mil membros, incluindo parceiros empresariais; e a Sociedade de Conservação Ambiental do Japão tem em torno de 24 mil membros. O Japão tem mais de cinco mil grupos de preservação ambiental de pequeno porte. Esses grupos, que auxiliam na execução de ações estruturais, possuem um número reduzido de membros, mas devem alcançar grandes avanços no futuro. Essas ONGs ambientais também têm atuação no exterior.

Existe, ainda, o fundo do movimento nacional, no qual um grupo de pessoas se reúne para dividir os custos de aquisição e preservação de terrenos localizados em áreas em processo de degradação ambiental. Algumas vezes, esses pedaços de terra também são doados para o grupo. Esse movimento se espalhou por todo o país a partir de grupos iniciais em Shitetoko, em Hokkaido, e em Tenjinzaki, no Distrito de Wakayama. A preservação não se limita a florestas e marismas, mas também engloba áreas verdes das cidades. Em fevereiro de 1996, grupos individuais, empresas privadas, associações comunitárias locais e a Agência Ambiental (atualmente o Ministério do Meio Ambiente) formaram uma rede para estimular as compras de produtos, materiais e serviços com responsabilidade ambiental. Os consumidores foram orientados a dar prioridade a produtos e serviços que não prejudicam o meio ambiente.

Os municípios de cada localidade estão fazendo seu melhor para encorajar um desenvolvimento regional que leve o meio ambiente em consideração, por exemplo, por meio da reciclagem e economia de energia. Yakushima, uma ilha da província de Kagoshima que é designada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, está tentando preservar o meio ambiente por meio de medidas como a redução do volume de resíduos ao mínimo por meio da compostagem do lixo orgânico e da reciclagem do óleo de cozinha como combustível automotivo.

Para auxiliar os estudantes no desenvolvimento independente da conscientização pela preservação ambiental e na realização de estudos sobre o meio ambiente, em junho de 1995, a Agência Ambiental convidou estudantes do ensino primário e fundamental para participarem do Junior Eco Club. As atividades independentes do grupo incluem observação da vida aquática, observação astronômica, reciclagem de latas vazias e intercâmbios financiados por escritórios de administração de todo o país. Em 2010, havia 3000 grupos desse tipo, envolvendo 170 mil pessoas nessas iniciativas.

Reserva Ambiental de Tenjinzaki - Foto: Cortesia do Fundo Nacional Tenjinzaki

O fundo do movimento nacional do Japão começou graças a iniciativas de preservação do meio ambiente no cabo de Tenjinzaki, na província de Wakayama

Projeto da ODA para matas - Foto: Cortesia de JICA

A cooperação Ambiental do Japão

O programa japonês da Ajuda Oficial para o Desenvolvimento – ODA (Official Development Assistance) cobre diversas questões ambientais. Alguns exemplos são o tratamento de água e esgoto, a eliminação de resíduos e medidas contra a poluição ambiental como a prevenção de desastres, a preservação das florestas e a prevenção contra a poluição da água e da atmosfera. A economia de energia e as novas tecnologias energéticas estão entre os pontos focais da cooperação ambiental do Japão. De acordo com a Iniciativa pelo Desenvolvimento Sustentável no Século XXI, que foi anunciada pelo governo em 1997, o Japão tem se engajado em diversos esforços de cooperação ambiental como, por exemplo, no estabelecimento de uma rede de monitoramento de chuvas ácidas no Leste Asiático. Para lidar com questões relacionadas à conservação global que não podem ser resolvidas por meio da cooperação bilateral, o Japão também tem participado ativamente de diversas organizações internacionais como uma das principais nações parceiras, incluindo no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, na Organização Internacional de Madeiras Tropicais – ITTO (International Tropical Timber Organization), e na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO (Food and Agriculture Organization).

As preocupações e o interesse de empresas japonesas no florestamento e na reciclagem têm crescido tanto no Japão como internacionalmente. Por sua vez, isso também tem contribuído para uma maior conscientização do público em geral. A Mitsubishi Corporation, uma das principais empresas comerciais do Japão, está atualmente desenvolvendo projetos experimentais na Malásia e no Brasil voltados para a restauração das florestas tropicais. Quando uma floresta é destruída pelo desmatamento, seu solo é erodido pelas fortes chuvas. Estima-se que demore entre 300 e 500 anos para que esses lugares sejam restaurados a seu estado original; mas pesquisas recentes sobre técnicas de reflorestamento baseadas em um conceito introduzido por Miyawaki Akira, professor emérito da Universidade Nacional de Yokohama, tem deixado claro que a recuperação poderá ser alcançada em menos tempo.

Além disso, muitas empresas comerciais e indústrias de papel têm se comprometido ativamente com o florestamento no exterior.

Ecoturismo - Foto: Cortesia da Mitsubishi Corporation


BRASIL KIRIN: RECICLAGEM E MUDANÇA DE HÁBITOS

10/09/2016

Os moradores da comunidade Pantanal, no bairro do Capão Redondo, em São Paulo (SP), estão desde o ano passado envolvidos em uma atividade diferenciada: separar resíduos recicláveis para trocá-los por alimentos. O recebimento dos materiais é feito no Espaço Recicle Capão Redondo - uma iniciativa da fabricante de bebidas Brasil Kirin em parceria com a start-up SO+MA.

“Esse projeto faz parte do compromisso da Brasil Kirin de gerar valor compartilhado nas comunidades por meio da destinação adequada dos resíduos, produzindo impactos sociais mais profundos. Queremos não apenas fazer a coleta das embalagens, mas também promover melhorias por meio de uma ação que resulte, ao mesmo tempo, em ganhos sociais, econômicos, ambientais e de saúde pública, ao retirar o lixo das ruas”, detalha Natalia Buchwitz, gerente de Sustentabilidade e Marca Institucional da Brasil Kirin.

Fotos: Divulgação


Os moradores entregam as embalagens pós-consumo no Espaço no Jardim Pantanal. Os materiais são pesados por um educador ambiental, contabilizados e viram pontos acumulados em um “Programa de Fidelidade” que permite a troca por produtos e alimentos. Um detalhe essencial: a pontuação diminui sensivelmente se o morador trouxer os recicláveis sem selecioná-los previamente. Ou seja, a iniciativa visa alterar hábitos e conscientizar a comunidade a respeito do valor dos recicláveis.

O entendimento dos benefícios dessa proposta e sua aceitação levaram ao crescimento do projeto em 143% desde seu lançamento. Mais de 200 famílias participam da ação que já superou 30 toneladas de recicláveis coletados e encaminhados à cooperativa Cooperpac que aumentou seu volume triado em 30%, com ganhos de eficiência, em função da qualidade dos resíduos. Em 2014, a Brasil Kirin, também com suporte da SO+MA, instalou o Espaço no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), e cedeu a estrutura à comunidade no ano passado.

“O Espaço Recicle gera um círculo virtuoso de valor que atende à legislação a partir do conceito de responsabilidade compartilhada.”Natalia Buchwitz

“No nosso planejamento, o resíduo funciona como ‘moeda’ para estimular novos hábitos”, explica Cláudia Pires, da SO+MA, uma start-up focada em gerar renda e provocar o desenvolvimento social. “Nas comunidades vulneráveis, há falta de oportunidades e necessidade de alimentos. Estamos procurando resolver a questão do lixo como agente causador de sérios problemas de saúde, transformando-o em solução ao produzir renda familiar e novas possibilidades.”

Os exemplos desse resultado são concretos. Por serem mais assíduas no programa, algumas famílias já economizam mais de 200 reais mensais, o que pode representar até um terço de sua renda total. Há também casos de pessoas que trocam os recicláveis por óleo ou farinha e produzem pães e salgadinhos, estimulando o empreendedorismo e elevando a rentabilidade de pequenos negócios. Até mesmo pessoas de fora da comunidade já procuram o Espaço para participar da ação.



A Brasil Kirin possui outras iniciativas de apoio à coleta seletiva e às cooperativas. Em Recife (PE), seu Ponto de Entrega Voluntária em parceria com a cooperativa Bola na Rede recebeu mais de 4,5 toneladas de recicláveis no ano passado. Em Cachoeiras de Macacu (RJ), seis comunidades foram atendidas em 2015, com a arrecadação de 47 toneladas de materiais e doação de 15 toneladas de alimentos, impactando mais de 800 famílias. “A cooperativa é um elo muito importante na cadeia da reciclagem, porque faz com que o material realmente volte ao ciclo produtivo. Sem o trabalho do catador organizado, o processo perderia eficiência, qualidade e impacto social”, destaca Natalia Buchwitz.


Fonte: CEMPRE


Movimento Lixo Cidadão está conscientizando e engajando a população sobre o descarte correto de resíduos



15/06/2016

O Dia do Agente Ambiental – profissional da limpeza urbana conhecido popularmente como gari –, comemorado em 16 de maio, marcou o lançamento do Movimento Lixo Cidadão, que tem como objetivo conscientizar e engajar a sociedade a participar ativamente do processo de descarte correto de resíduos. Trata-se de uma iniciativa do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana do Estado de São Paulo (Selur) que busca ampliar a percepção sobre a importância dos serviços de limpeza urbana e sua complexidade em todas as etapas.

“O principal objetivo com a criação do Movimento Lixo Cidadão é convidar a população a adquirir hábitos simples e de grande impacto, como respeitar os horários de coleta na rua e acondicionar adequadamente seus resíduos, por exemplo”, afirma o presidente do Selur, Ariovaldo Caodaglio. “O desenvolvimento dessa consciência colabora diretamente para a saúde pública e bem-estar urbano. Junto a isso, buscamos também destacar o trabalho dos profissionais que atuam diariamente para fazer a limpeza urbana acontecer”, explica.

Para ampliar as mensagens do Movimento Lixo Cidadão, as mídias sociais têm papel fundamental. A página do movimento no Facebook é a principal plataforma de conteúdo nas redes sociais, que traz informações úteis sobre o descarte correto de resíduos e sobre as possibilidades de participação nesta iniciativa. Além de posts exclusivos, a página reúne informações sobre a questão dos resíduos disponíveis na Internet. Os vídeos estão hospedados no canal do movimento no Youtube e o primeiro deles traz uma mensagem sobre o lançamento do projeto e homenageia os agentes ambientais.

Além disso, o site www.movimentolixocidadao.com.br serve como hub de conteúdo com as redes sociais apontadas para ele, onde estão concentrados vídeos, infográficos, reportagens, artigos e análises sobre a questão dos resíduos. “Para que o movimento se sustente e cumpra sua missão de conscientizar a população, será fundamental a participação da sociedade neste processo, de maneira que ideias, projetos e outras iniciativas que contribuirão para orientar, informar e educar as pessoas sobre os temas relacionados à causa”, explica Caodaglio. 

Sobre o Movimento Lixo Cidadão

O Movimento Lixo Cidadão é uma iniciativa criada pelo SELUR (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana do Estado de São Paulo) a fim de engajar e conscientizar o público em relação ao descarte correto de resíduos. A ação promove os profissionais envolvidos neste complexo processo enquanto busca educar a população sobre esse serviço fundamental para a sociedade. O Movimento Lixo Cidadão defende que o descarte correto de resíduos é um ato de cidadania e responsabilidade social, ou seja, uma tarefa de todos.   

Sobre o SELUR

O SELUR (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana do Estado de São Paulo) é o órgão responsável por centralizar os esforços das empresas paulistas de limpeza urbana. A instituição representa o conjunto de ações fundamentais para a sociedade, que incluem coleta e transporte de resíduos sólidos, manutenção da limpeza pública, além do tratamento e destinação final do descarte feito pela comunidade – desde residências até estabelecimentos comerciais e hospitalares. O SELUR tem ainda o objetivo de divulgar informações a fim de conscientizar os cidadãos comuns da relevância social, ambiental e econômica dos serviços prestados pelas suas associadas e seus milhares de colaboradores.

Cocriando Natura convida o público a criar soluções para diminuir o desperdício junto com a marca SOU

15/07/2015

Por meio da plataforma de cocriação online do programa, internautas podem colaborar em rede com o desafio, que vai de 14 de julho a 7 de setembro

A Natura abre hoje (14/07) uma nova jornada do Cocriando, programa de inovação aberta em rede da companhia. O desafio da vez será lançado em parceria com a marca SOU, que convida o público em geral a colaborar com a questão: “Como podemos inspirar e mobilizar para reduzir o desperdício do dia a dia?”. Todos que se identificam com o tema podem interagir até o dia 7 de setembro na plataforma on-line do Cocriando Natura: http://cocriando.natura.com.br.  
Na Jornada SOU, o consumidor pode contribuir com ideias e soluções para evitar o desperdício no dia a dia e discutir como a marca pode avançar nesse objetivo. O conceito da linha de cuidados com o corpo e os cabelos da Natura faz um convite a um consumo com mais prazer e menos desperdício, com fórmulas sem excessos e embalagens com 70% menos plástico do que a média.

Ao longo do desafio, diferentes questões serão lançadas aos participantes, que também contarão com a equipe da Natura na discussão. “É um processo que fomenta novas conexões, com troca e aprendizagem mútua entre as pessoas e a marca, o que é muito rico para a inovação” afirma Luciana Hashiba, gerente de inovação da Natura.

Os conteúdos gerados durante as jornadas servem de inspiração às áreas internas do processo de inovação da Natura, para futuros produtos, serviços e processos da empresa. Todas as ideias desenvolvidas na jornada passam por uma análise e curadoria, realizada pela equipe de inovação, e são direcionadas à área de desenvolvimento. 

O programa Cocriando, lançado em 2013, tem mais de 2 mil pessoas conectadas em rede e já realizou mais de dez jornadas de cocriação com mais de 3 mil contribuições. No Dia das Mães deste ano, a Natura trouxe ao mercado kits de presentes da linha Tododia, que foram desenvolvidos a partir da Jornada de Cocriação Presentes Natura, que ocorreu em 2013.

Sobre o Cocriando

Criado em julho de 2013, o Cocriando nasceu da paixão pelas relações que direciona o comportamento empresarial da Natura e da identificação de uma necessidade crescente do consumidor de construir interações mais significativas com as marcas com as quais tem afinidade. A maioria desses consumidores gostaria de participar dos processos de desenvolvimento e aprimoramento de produtos ou serviços das empresas e, pensando nisso, a Natura cunhou seu projeto. Ao todo, já foram realizados onze desafios de cocriação, intitulados jornadas, que trouxeram à rede de cocriadores temas como transparência empresarial, consumo consciente, bem-estar e assuntos mais relacionados a produtos, como a jornada Mamãe e Bebê e a de presentes, que discutiu os significados e expectativas de quem presenteia e é presenteado.

Conheça mais sobre o Cocriando:

Plataforma e Blog: http://cocriando.natura.com.br 
Fabebook: http://www.facebook.com/CocriandoNaturaOficial
Site Natura: http://www.natura.com.br/www/a-natura/inovacao/cocriando-natura/


X SEMINÁRIO DE RESÍDUOS - RECICLE CEMPRE



O Blog NATUREZA E PAZ está colocando em destaque o link ao lado e a postagem sobre o X Seminário de Resíduos, pela importância da reciclagem em todos os setores comerciais e industriais, pela economia do país e por toda nossa vida.

26/09/2014

O CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem é uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem dentro do conceito de gerenciamento integrado do lixo. Sua missão promover o conceito do gerenciamento integrado do resíduo sólido municipal; promover a co-reciclagem pós-consumo; difundir a educação ambiental com foco na teoria dos 3 Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar).

A área de meio ambiente tem demonstrado um crescimento exponencial no país, representado, principalmente, pelo aumento de investimentos socioambientais, ganhos financeiros e geração de empregos nas empresas. Condizente com esse cenário, a programação do Simai conta com temas multidisciplinares, mas que se complementam, apresentados a um público diversificado e que busca referenciais para sua formação.

Intitulado "Reciclando Nosso Compromisso com o Meio Ambiente", o Recicle CEMPRE tem como proposta apresentar as evoluções do mercado de reciclagem e facilitar a troca de experiências entre governo, empresas e cooperativas. Os painéis e palestras abordarão a questão dos resíduos sólidos e da reciclagem considerando a atuação dos diversos públicos de interesse, reforçando o conceito de "gerenciamento integrado.

Os temas abordados proporcionam a troca interativa de conhecimento e o fomento de ações proativas no cenário do meio ambiente industrial, ferramentas imprescindíveis para a capacitação do profissional moderno.

TEMAS do X Recicle CEMPRE:

Política Nacional de Resíduos Sólidos

Responsabilidade Socioambiental e a Contribuição da Indústria da Reciclagem

Prefeituras (Ações públicas em prol da Reciclagem)

A Contribuição das Cooperativas de Catadores

A atuação das entidades corporativas em prol da Reciclagem no Brasil

Informações importantes:

Dias 11, 12 e 13 de novembro de 2014. O horário é das 09h00 às 18h00, com carga horária aproximada de 24 horas.

Os benefícios do investimento incluem: certificado de participação on-line, acesso ao link eletrônico com as palestras no site da FIMAI, ecobag e coffee break.

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FOCAP RESOL SELECIONA VOLUNTÁRIOS PARA TRABALHAR NO I SEMINÁRIO BRASILEIRO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS

18/09/2013

O Projeto de extensão da UFRN FOCAP RESOL – Fortalecimento da cadeia produtiva de resíduos sólidos de Natal/RN – convida a comunidade universitária para trabalhar como voluntários na organização do I Seminário Brasileiro de Gestão Integrada de Resíduos.

Para participar, é preciso que os interessados se dirijam à sala D3 do Setor de Aulas IV da Universidade, a partir desta terça (17) até sexta-feira (20), das 8h30 às 11h30, quando acontece a seleção dos voluntários.

O Seminário acontecerá na UFRN, de 25 a 29 de novembro de 2013.

Serviço
Data: 17 a 20 de setembro de 2013
Horário: 08:30h às 11:30 h
Local: Setor de Aulas IV sala D3 (sala junto ao totem de internet)
Informações: sembragires@gmail.com

Fonte: UFRN

USINA DA PROHAB É SELECIONADA COMO EXEMPLO DE PRÁTICA SUSTENTÁVEL


30/03/2012

A Usina de Reciclagem de Resíduos da Prohab (Progresso e Habitação de São Carlos) foi selecionada como prática exitosa em políticas públicas de 30 municípios brasileiros. A seleção aconteceu na quarta-feira (28), durante o “I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento: pequenos negócios, qualidade ambiental urbana e erradicação da miséria”, organizado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Sebrae e Governo Federal.

No total, foram inscritas 40 práticas. As experiências selecionadas fazem parte de uma publicação preparada pelo Instituto Pólis. 

Para a escolha das experiências inscritas foram considerados aspectos como a pertinência da boa prática inscrita e a possibilidade de replicação por outros municípios. O diretor presidente da Prohab, Marcos Martinelli, acompanhou o processo de seleção, que aconteceu em Brasília. “Esse reconhecimento é prova que São Carlos está no caminho certo para a aplicação de práticas sustentáveis”, confirmou Martinelli.

Esse é o segundo prêmio de reconhecimento da atuação da Usina da Prohab em poucos meses. Em fevereiro, o prefeito Oswaldo Barba recebeu uma placa de reconhecimento em função do prêmio “Caixa de Melhores Práticas em Gestão Local”, concedida pela Caixa Econômica Federal, referente ao biênio 2011/2012. O prêmio reconhece a Usina e a Fábrica da Prohab como importantes instrumentos no gerenciamento e destinação dos resíduos produzidos na construção civil.

A Usina – São Carlos gera entre 300 a 500 toneladas/dia de resíduos de construção e demolição. Os resíduos são transportados para o Aterro de Resíduos da Construção Civil e para a Usina de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil, mantida pela Prohab, que processa 160 toneladas por dia do material recebido. A capacidade diária de produção da Fábrica de Artefatos de Cimento (FAC) é de 3.000 blocos, o que corresponde a construção de 2 casas populares por dia, além de bloquetes, bancos de praças, entre outros produtos. Além disso, 14 detentos da Penitenciária de Itirapina trabalham no local, em troco de salário mínimo e remissão da pena.

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