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URBANIZAÇÃO ACELERA NO HAITI SEM GERAR RIQUEZA, ALERTA BM

(Arquivo) Foto mostra pessoas caminhando pela rua danificada pelo furacão 
Matthew, em Jérémie, no Haiti, em 7 de outubro de 2016

28/01/2018

A urbanização cresce no Haiti, mas este processo não está acompanhado de crescimento econômico, e as cidades estão cada vez mais ameaçadas por catástrofes naturais, apontou um relatório do Banco Mundial publicado nesta terça-feira (23).

Hoje, 64% dos haitianos vivem nas cidades, contra apenas um terço em 1996. Mas ao contrário da tendência mundial, no Haiti essa urbanização não acompanhou o crescimento da economia: o PIB por habitante caiu de 757 dólares em 1996 para 727 em 2013, destaca o documento.

"Houve um processo de urbanização muito rápido, de em média 5% ao ano, que não foi acompanhado por investimentos em infraestruturas que possam ser adequadas a este crescimento urbano", explicou Sameh Wahba, funcionário do Banco Mundial encarregado do tema de desenvolvimento urbano e territorial.

Um terço dos habitantes das cidades do país não têm acesso a água potável e dois terços precisam de saneamento.

A grande maioria dos que vivem nas cidades têm menos facilidades para acessar o mercado de trabalho do que aqueles que vivem no meio rural.

Três quartos dos haitianos que residem nas zonas urbanas não utilizam diariamente o sistema de transporte, que é caro e pouco funcional, revela o estudo.

O crescimento das cidades aumenta por outro lado a vulnerabilidade do país diante das catástrofes naturais.

"A maioria dos haitianos vive em casas que eles mesmos construíram, sem a supervisão técnica apropriada", detalha o relatório.

Além da ameaça sísmica que afeta 97% do território, o estudo aponta que 58% das zonas edificadas estão submetidas ao risco de inundação.

Frente a esses desafios, o BM preconiza que se concretizem investimentos nos serviços básicos e pede um esforço financeiro que somente poderá ser eficaz em nível local caso seja feita uma descentralização efetiva do sistema fiscal.

Fonte: Yahoo!


AGRONEGÓCIO BRASILEIRO: O MODELO QUE DEU CERTO

 Colheita de soja  em São Desiderio, interior da Bahia | Hugo Harada

22/12/2017

Em duas décadas, produtividade da agropecuária cresceu 5,4% ao ano, contra apenas 0,3% no setor de serviços e uma queda de 0,8% na indústria 

*Por Tatiana Palermo

Há alguns dias, li um excelente artigo do economista José Roberto Mendonça de Barros: “Agronegócio e Indústria: por que trajetórias tão diferentes”. O trabalho analisa as razões do baixo crescimento da economia brasileira desde 1980, identificando a interligação desse fator com o fenômeno da queda ou estagnação dos níveis de produtividade da indústria e de alguns outros setores da economia brasileira nas últimas décadas. A agricultura, entretanto, se destaca com uma dinâmica contrária, de alto crescimento.

O Produto Interno Bruto (PIB) é criado pela interação entre os estoques de capital físico e de capital humano existentes. A produtividade indica a efetividade dessa interação e é o principal motor de crescimento econômico de longo prazo, já que os estoques de capital humano e físico são limitados.

Com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Mendonça de Barros demonstra que, no período de 1995 a 2015, a produtividade do trabalho do Brasil como um todo cresceu 0,9% ao ano, um número, na opinião dele, bastante modesto.

No período de duas décadas, a produtividade no setor de serviços, que responde por 73,2% do PIB brasileiro, cresceu apenas 0,3% ao ano. A indústria brasileira, que representa 21,2% do PIB, teve resultado ainda pior, sendo responsável por uma queda de produtividade de 0,8% ao ano. Já a agropecuária, que representa 5,5% do PIB, viu sua produtividade crescer incríveis 5,4% ao ano.

Mendonça de Barros destaca o agronegócio como o único setor relevante da economia brasileira que tem o centro de seu modelo de negócios baseado no aumento da produtividade. A própria exposição significativa à concorrência internacional contribuiu com esse modelo, interligando ainda mais a agropecuária, a agroindústria, a pesquisa e os outros serviços relacionados à agricultura. Esse conjunto que compõe o agronegócio representa hoje cerca de 22% da economia brasileira.

Na contramão do agronegócio, a indústria de transformação, a construção civil, o comércio e a logística tiveram o pior desempenho em termos de produtividade nos últimos 20 anos. Em relação à indústria, o resultado negativo ainda é mais grave, se considerarmos os amplos estímulos governamentais, o crédito subsidiado e as desonerações tributárias, dirigidos a determinados segmentos.

Campeões?

Muitas vezes, as políticas governamentais tinham como foco a maior diversificação da indústria local e a criação de novos segmentos ou o fortalecimento de algumas empresas como “campeões nacionais” em áreas escolhidas pelo próprio governo e não pela lógica de mercado.

Avaliando como fracasso as caras políticas setoriais, o economista Marcos Lisboa afirma que ao invés de “tentar fazer quase tudo”, o Brasil poderia ter se especializado em alguns setores da indústria e da agricultura. O economista estima que apenas o subsídio concedido nos empréstimos do BNDES entre 2009 e 2014 custou mais de R$ 320 bilhões à economia brasileira. Os elevados dispêndios dirigidos só a alguns segmentos ou empresas empobreceram o País e aprofundaram a recessão econômica.

Ao invés de estímulos setoriais, o governo poderia ter concentrado investimentos públicos em infraestrutura e logística, desburocratização e melhoria do ambiente de negócios, reduzindo o “custo Brasil”. A economia como um todo se beneficiaria desses investimentos.

O agronegócio cresceu por conta da sua competência e não em função de apoio governamental. É o setor que menos recebeu subsídios se comparado aos seus pares no exterior (europeus, norte-americanos, chineses etc.) e em comparação com a indústria brasileira.

Como definiu a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), “a impressionante reversão de um estado de dependência externa para a vice-liderança da produção mundial de alimentos em apenas 50 anos se deu por uma série de fatores, merecendo destaque a vasta porção de terra cultivável no País, as condições climáticas favoráveis à produção diversificada, o rápido desenvolvimento da capacidade de nossas cadeias produtivas, o desenvolvimento de tecnologia agropecuária e o aumento natural da demanda.”

Esse modelo de crescimento baseado em aumento de produtividade foi estimulado, principalmente pela política governamental de investimento em pesquisa e desenvolvimento agropecuário e pela criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 1973.

Potencial

O agronegócio brasileiro continuou crescendo nos últimos anos, mesmo em condições desfavoráveis, como preços internacionais baixos, real desvalorizado e elevado protecionismo por parte de seus concorrentes internacionais. Deu um show de desempenho aqui no Brasil e no exterior. E mais, os especialistas estimam que o nosso País vai se tornar o maior exportador mundial em poucos anos.

E a indústria? A produtividade decorre da capacidade de inovar e criar novos conhecimentos. A estagnação da produtividade é um problema no âmbito mundial. Conforme os cálculos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE, a produtividade da economia mundial caiu 0,3% no ano passado e está estagnada desde 2007. A estagnação da produtividade provoca o baixo crescimento do PIB mundial que, por sua vez, se traduz em padrões de vida permanentemente mais baixos, o que pode afetar as próximas gerações.

O atual modelo da indústria manufatureira, que funciona com base na extração de matérias primas, transformando-as em produtos e depois descartando resíduos, não tem sustentação. Esse padrão extrativo está sendo substituído pela chamada “economia circular”, que busca usar insumos renováveis e soluções que restauram e regeneram resíduos, reintroduzindo-os novamente na economia para gerar energia e criar novos usos e novo valor, evitando desperdícios. Essa transformação pode dar um grande impulso ao incremento da produtividade da indústria brasileira.

A agricultura, que é a fonte da bioeconomia, terá um papel fundamental nesse novo grande complexo da economia circular. Uma maior interligação entre a agricultura e a indústria criará estímulos à agregação de valor, à inovação e à produtividade. O Brasil tem um enorme potencial na nova economia circular que está transformando o mundo de hoje.

(*) Tatiana Palermo foi Secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2015-2016).


ECONOMIA E CONSERVAÇÃO NA AMAZÔNIA

Amazônia: equilíbrio climático - Gilberto Soares/MMA

01/11/2017

ESPECIAL// Ações de fiscalização e desenvolvimento na região serão apresentadas pelo Brasil na Conferência do Clima, em novembro.

LUCAS TOLENTINO

Mais de 4 milhões de km² de Floresta Amazônica contribuem para o equilíbrio do sistema climático global. A área supera em mais de 10 vezes o tamanho de um país como a Alemanha e, pela sua importância, será tema central da atuação brasileira na Conferência do Clima, a COP 23, que começa na próxima segunda-feira (06/11) na cidade alemã de Bonn. A última matéria da série sobre a o Brasil na COP 23 aborda o potencial da floresta e as ações do governo federal para a conservação do bioma.

A queda no desmatamento resulta das medidas voltadas para a Amazônia. A redução foi de 16% entre agosto de 2016 e julho de 2017, em relação ao período imediatamente anterior. Esse é o intervalo de tempo usado para a medição do corte raso no bioma. “Conseguimos reverter a curva de desmatamento em decorrência da recomposição do orçamento dos órgãos de fiscalização”, analisa o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Medidas capazes de impulsionar o desenvolvimento sustentável na região estão, agora, entre as prioridades do ministério. “O ideal é valorizar o bem ambiental de forma que a floresta em pé tenha maior valor do que a floresta derrubada”, afirma o ministro. Nesse sentido, Sarney Filho explicou que o país enfatizará, em Bonn, a necessidade de avanços nos mecanismos de pagamentos por serviços ambientais.

Em ambiente doméstico, o incentivo a uma economia florestal é um dos focos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, o PPCDAm. Iniciada em 2016, a quarta fase do plano traz um eixo destinado a criar instrumentos normativos e econômicos para o setor produtivo sustentável. As linhas de ação incluem a ampliação de acesso ao crédito para as atividades de manejo florestal e a elaboração de acordos setoriais para combater o desmatamento.

ESPAÇO BRASIL

As políticas de conservação da Amazônia e dos demais biomas brasileiros integram a pauta de debates do Espaço Brasil na COP 23, uma área que será montada pelo governo federal na Conferência. O local abrigará extensa programação de discussões ao longo das duas semanas de realização da COP 23. O objetivo é envolver setor público, iniciativa privada, sociedade civil e academia nas diversas nos temas ligados à agenda climática.

A integração permitirá que o país cumpra sua meta no contexto do Acordo de Paris. Em relação ao papel da Amazônia nesse processo, o diretor de Florestas e Combate ao Desmatamento do MMA, Jair Schmitt, explica que todas as ações do departamento levam em conta a meta brasileira, conhecida como NDC no jargão técnico internacional. “A NDC do Brasil sinaliza o fortalecimento do Código Florestal, a recuperação da vegetação, a intolerância ao desmatamento ilegal e a promoção da economia florestal de base sustentável”, afirma.

POVOS TRADICIONAIS

Parque Estadual Chandless, reserva de proteção integral no Acre 
(Foto: Arquivo Arpa)

Os direitos e conhecimentos dos indígenas e dos povos tradicionais são respeitados nas ações de redução do desmatamento na Amazônia. A forma como isso ocorre é apresentada no Sumário de Salvaguardas. O MMA recebe, atualmente, contribuições à segunda edição do relatório, que deverá ser finalizado e entregue à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) até o fim do ano. Para participar, é necessário enviar a planilha de contribuições para reddbrasil@mma.gov.br até 15 de novembro.

O documento apresentará informações sobre a implementação das salvaguardas no andamento do PPCDAm e do Fundo Amazônia no período de 2011 a 2015. Essas salvaguardas garantem, para fins de investimentos financeiros, que aspectos como proteção dos direitos dos povos indígenas, participação social e preservação de ecossistemas naturais estão sendo respeitadas nas ações de redução de emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal, conceito conhecido como REDD+.

SAIBA MAIS

Entre 6 e 17 de novembro, será realizada a vigésima terceira edição da Conferência das Partes (COP 23), também conhecida como Conferência do Clima. O evento reunirá representantes dos mais de 190 países signatários da Convenção da ONU sobre mudança do clima em Bonn, na Alemanha. Apesar de ocorrer no país europeu, a Conferência será presidida pela República das Ilhas Fiji, um pequeno país insular no Pacífico que corre riscos por conta do aumento dos níveis do oceano.

O Acordo de Paris é um esforço mundial para conter o aquecimento global. O pacto foi concluído em 2015, na COP 21, e tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2ºC. Nesse contexto, cada país tem uma meta específica a cumprir. A meta do Brasil é considerada uma das mais ambiciosas e propõe a redução de 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025, com indicativo de cortar 43% até 2030. Para isso, são propostas ações para o conjunto da economia.

AGRICULTURA FAMILIAR, UM ESTÍMULO À ECONOMIA BRASILEIRA



01/04/2017

Por Paulo Figueiredo

O agronegócio é uma das principais atividades responsáveis por movimentar a economia brasileira. De acordo com um levantamento feito pelo Centro de Estudos de Economia Agrícola, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz de Piracicaba/SP (Cepea/Esalq), o setor emprega 19 milhões de pessoas, o que representa 20% do total das oportunidades de trabalho do país. 

Nesse cenário, uma atividade que chama a atenção é a agricultura familiar, que conta com 11,5 milhões de trabalhadores e é responsável por produzir 70% dos alimentos consumidos no país. Entre as culturas que provêm dela, estão: mandioca, feijão, milho, café, arroz e trigo, além da produção de leite e a criação de suínos, aves e bovinos.

A partir dos números positivos e do potencial de expansão que possui, diferentes segmentos da economia voltaram seus olhares aos profissionais dessa atividade. Um exemplo é a indústria de maquinários agrícolas, que se adaptou à necessidade específica dos produtores para oferecer eficiência e segurança no trabalho.

Isso porque o agricultor familiar está em busca de tecnologias com custos acessíveis, de fácil manuseio, com menos esforço físico na operação e capazes de garantir o aumento da produtividade. O uso do motocultivador no lugar da enxada, por exemplo, é indicado para atividades de preparo do solo, principalmente em hortas. Sua utilização também é muito difundida em granjas para remover a cama de frango, melhorando o ambiente de criação. Com o equipamento, o produtor consegue diminuir o tempo de trabalho de forma significativa.

Outro exemplo de inovação é o uso da derriçadora na colheita do café e também da acerola. Conhecida por "mãozinha", a tecnologia substitui a colheita manual de grãos e frutos, pois gera vibrações para que eles se desprendam das plantas e sejam projetados ao solo, sem danificar os arbustos ou o mecanismo atuador. 

Essas são apenas duas das soluções destinadas ao pequeno produtor. No entanto, é possível notar que cada vez mais a tecnologia tem um papel essencial no campo. Além de garantir o aumento da produtividade na manutenção de diferentes culturas, ela contribui com o fim das jornadas exaustivas de trabalho. 

O importante é enxergar que a agricultura familiar se transformou em uma atividade muito competitiva, por isso devemos dar uma atenção especial aos pequenos produtores rurais. Com o aumento da produtividade e a redução dos custos, é possível gerar ainda mais valor ao agricultor.

* Paulo Figueiredo consultor técnico de produtos da Husqvarna, líder global no fornecimento de equipamentos para o manejo de áreas verdes.

Suíça lidera Índice Global de Inovação; Brasil é o 69º da lista da Ompi

Capa do relatório da Ompi. Imagem: Reprodução


15/08/2016

Ranking da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, Ompi, conta com 128 países; pela primeira vez, uma nação de renda média, China, fica entre os Top 25.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Índice Global de Inovação 2016, lançado esta segunda-feira pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual, Ompi, mostrou que a Suíça lidera o ranking das economias mais inovadoras do mundo.

Logo depois aparecem Suécia, Reino Unido, Estados Unidos, Finlândia e Cingapura. Pela primeira vez, um país de renda média, a China, ficou entre os Top 25 da lista.

Brasil

O Brasil ficou em 69º entre os 128 países pesquisados pelo índice da Ompi. Essas economias representam 92,8% da população mundial e 97,9% do Produto Interno Bruto, o PIB global.

De Genebra, o economista sênior da agência da ONU, Júlio Raffo, falou à Rádio ONU sobre o desempenho do Brasil.

"O Brasil se saiu muito bem quanto à escala de mercado. É o número sete do mundo nesse ranking. Em porcentagem de transferência tecnológica, está em oitavo. Está relativamente bem, em 17º lugar, nos gastos de pesquisa e desenvolvimento das grandes empresas. O Brasil tem sido mais constante em relação aos insumos, tudo que é esforço para manter a inovação tem se mantido. O Brasil não perdeu posições nisso, o que não consegue ter é uma transformação disso em resultados."

Dos 100 pontos possíveis, o Brasil obteve 33,2. Os quatro primeiros colocados tiveram entre 61 e 66 pontos. O país ficou bem colocado entre as nações de média renda na questão de qualidade de inovação.

A edição deste ano do índice explora o impacto das políticas inovadoras sobre o crescimento econômico e o desenvolvimento.

Portugal e Moçambique

Julio Raffo falou ainda sobre os dois outros países lusófonos do ranking: Portugal e Moçambique.

"Portugal, desses três países certamente é o melhor sucedido. Portugal é o número 30 da lista e tem melhorado a eficiência. Moçambique, como boa parte da África, não aparece tão alto no ranking, sendo que Moçambique ficou em segundo lugar (no desempenho) entre os países de renda baixa. Ele não ficou tão mal assim, em termos absolutos. Ele está na posição 84."

O índice é a principal referência em termos de inovação e uma ferramenta valiosa para as autoridades. O relatório fornece o ranking anual das capacidades inovadoras e de desempenho dos países.

Segundo a Ompi, a inovação desempenha um papel chave para o crescimento e para a prosperidade econômica. O índice busca melhorar a forma como a inovação é medida e compreendida.

Fonte: Rádio ONU


Econologia no Brasil pretende conciliar ecologia e rendimento comercial


17/04/2016

Conciliar economia e ecologia: econologia. É a proposta da empresa francesa SLB que empreende no Brasil o programa “Brazil Forest Developpement Durable”. Aberto para investimentos, o objetivo é preservar matas nativas e ao mesmo tempo plantar de maneira sustentável, explica Juliana Affonso, engenheira industrial madeireira e gerente da SLB do Brasil.

Juliana explica que “florestas plantadas são uma alternativa econômica e sustentável ao corte das áreas nativas, ou seja, contribuem para a preservação das matas nativas e do meio ambiente”. 

Ela acrescenta que” essas matas ajudam a reduzir o desmatamento e a conservar ecossistemas, além de fornecer a matéria-prima para a grande parte dos produtos florestais, evitando a destruição das florestas naturais, e ao mesmo tempo conservando os solos e protegendo as nascentes dos rios”.

Concentrando operações no Paraná, a SLB do Brasil realiza atualmente a gestão de uma área de 1.800 hectares, sendo 1.100 hectares plantados com eucalipto (chamada de floresta comercial).

Além dessa área plantada, a empresa também possui áreas destinadas à reconstituição e preservação da floresta natural, são mais de 600 hectares de floresta nativa conservadas pela empresa.

A proposta da SLB, explica Juliana Affonso, é de propor a gestão sustentável de florestas, de maneira responsável, com equipes locais, e claro, com um retorno econômico para os investidores.


CONSULTORIAS AMBIENTAIS MOVIMENTAM US$ 27,5 BILHÕES NO MUNDO

Crescimento: setor tem previsão de chegar aos US$ 30,5 bilhões dentro de cinco anos

20/12/2015

A preocupação com o meio ambiente e as exigências econômicas e sociais crescentes movimentam um mercado de cifras vultosas para as consultorias especializadas.

Segundo pesquisa da firma Enviroment Analyst, o setor de consultoria ambiental global atingiu US$ 27,5 bilhões em 2014, um declínio de 4,1 por cento face ao ano anterior.

Esta pequena redução, dizem os analistas, reflete o mau momento econômico mundial, mas a perspectiva de crescimento do setor no longo prazo permanece positiva.

O mercado global de consultoria ambiental tem previsão de chegar aos US$ 30,5 bilhões dentro de cinco anos, um aumento de 10,7 por cento sobre o valor de 2014.

Vinte e três empresas lideram essa indústria. Em conjunto, elas representam 44% do mercado de US$ 27,5 bilhões.

No topo da lista está a consultoria americana AECOM. Além dela, compõem a lista de 10 maiores consultorias da área a CH2M, Tetra Tech, Arcadis, Environmental Resources Management (ERM), Golder Associates, Amec, Ramboll Environ, WSP, Parsons Brinckerhoff e GHD.

Veja no gráfico abaixo quem são as três empresas dominantes em cada região: 

Consultorias de meio ambiente no mundo

Continuando a lista das 25 líderes, aparecem ainda: Grontmij (comprada pela Sweco em 2015), Antea Group, Cardno e Grupo RPS (em joint na 12ª posição); MWH global; Jacobs; Mott MacDonald, Royal HaskoningDHV e WorleyParsons (ambas em 16º lugar), a ICF International, SLR, Atkins e Coffey International.

Serviços em alta

Existe uma ampla área de atuação para as consultorias ambientais. Mas são os serviços de descontaminação de terrenos os mais demandados. A atividade responde por 33% da receita do setor, à frente da quota de 23% detida por serviços de gestão de água e de resíduos.

Avaliação de impacto ambiental e de desenvolvimento sustentável ficam com mais 17%, enquanto a gestão ambiental representa 15%. Mudanças climáticas e os serviços relacionados com a energia gerada respondem por pouco mais de 8% do total.

Fonte: Exame.com


Desenvolvimento sustentável: Como aliar meio ambiente e economia



30/06/2015

Cláudio Mendonça

O desenvolvimento da ciência e da tecnologia, no século 20, serviu tanto para promover a melhoria da qualidade da vida do ser humano, quanto para ampliar a sua capacidade de autodestruição. Entre as heranças nefastas do último século, encontram-se o desgaste sem precedentes dos recursos naturais, os efeitos lesivos da poluição do ar e das águas, a destruição das matas e da biodiversidade do planeta.

No início da década de 1960, os movimentos ecológicos já advertiam sobre as graves ameaças que estavam impostas à biosfera. As manifestações e discussões naquela década apontavam, também, para a insustentabilidade do modelo de desenvolvimento baseado no ideal de consumo e crescimento econômico acelerado. Assim, aos poucos, os temas ambientais foram sendo incorporados aos programas de governo das nações, aos partidos políticos e à agenda dos organismos internacionais.

Movimentos ambientalistas

As Organizações Não-Governamentais (ONGs) começaram a surgir a partir da década de 1960. O WWF ("World Wildlife Fund"), a primeira ONG ambientalista de espectro mundial, foi criada em 1961. Está voltada para a defesa de espécies ameaçadas de extinção, de áreas virgens e ao apoio a educação ambiental. Em 1971, o Greenpeace - criado para impedir um teste nuclear na costa do Alasca, nos Estados Unidos - passou a ser o movimento ambientalista de maior projeção internacional.

Desse modo, a discussão ambiental ganhou amplitude e adeptos em todo o mundo ao colocar em pauta a questão da própria sobrevivência humana e assinalar a necessidade de mudanças nos nossos valores sociais e culturais, bem como no modelo econômico das nações de um modo geral.

Conferência de Estocolomo

O primeiro grande debate mundial sobre os temas ambientais tem como referência a Conferência de Estocolmo, promovida pela ONU, na Suécia, em 1972 (1ª Conferência Internacional para o Meio Ambiente Humano). Até então, esse foi o maior evento de dimensão internacional dedicado exclusivamente à avaliação das relações sociedade e natureza. O dia 5 de junho, que marcou o início dos trabalhos da Conferência, foi oficializado pela ONU como o "Dia Mundial do Meio Ambiente".

Na década de 1970, o mundo vivia no auge da Guerra fria. Os países socialistas ligados à hoje extinta União Soviética não compareceram ao evento de Estocolmo. Esses países boicotaram a conferência, em solidariedade à Alemanha Oriental, cuja participação foi vetada pela ONU.

Sem a presença dos países socialistas, o principal embate do encontro de Estocolmo ocorreu entre os países desenvolvidos do hemisfério Norte e os países subdesenvolvidos do Sul. Enquanto os países do Norte, de modo geral, defendiam a necessidade de implementar políticas ambientais rigorosas, os países do Sul reclamavam o direito de perseguir o desenvolvimento econômico e investir na industrialização.

O mundo subdesenvolvido não demonstrou nenhum interesse em adotar mecanismos de proteção ambiental que bloqueassem as suas metas de crescimento econômico. Os representantes desses países argumentavam que o crescimento econômico era prioritário e necessário para modificar a condição social precária em que vivia boa parte dos povos do mundo.

Uma conclusão contraditória

Essas divergências levaram a resultados práticos pouco promissores. Para contemplar as diversas posições, a "Declaração de Estocolmo" estabeleceu uma carta de princípios em que os países desenvolvidos concordavam com a necessidade de transferir tecnologia e dar apoio financeiro aos países dispostos a adotarem medidas ambientais corretas. Contudo, em contradição com o próprio princípio e objetivo da conferência, considerava que a conquista do desenvolvimento econômico era uma meta tão prioritária quanto a preservação do meio ambiente.

Nesse sentido, a posição brasileira na Conferência de Estocolmo foi tristemente exemplar, ao declarar que o país abria as suas portas para a instalação das indústrias poluidoras que tanto incomodavam a população dos países do Norte. Deixava clara a idéia de que o Brasil preferia promover o crescimento econômico a qualquer custo a se dedicar a políticas ambientais.

Na verdade, o grande avanço de Estocolmo foi o de sensibilizar a sociedade mundial para os graves problemas ambientais que podiam e ainda podem colocar em risco a sobrevivência da humanidade. A criação do PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - foi um de seus resultados concretos. O PNUMA passou a ser a agência da ONU responsável pela promoção de ações internacionais e nacionais relacionadas à proteção do meio ambiente.

Visões de meio ambiente

Pelo menos três concepções sobre a relação da sociedade humana com o meio ambiente, foram bem estabelecidas nessa primeira grande discussão internacional. Para começar, podemos citar o desenvolvimentismo, que defende o crescimento econômico a qualquer custo e não considera os danos ambientais nem a possibilidade de esgotamento dos recursos naturais. Essa concepção confunde crescimento econômico com desenvolvimento e estimula o consumo crescente de energia e de recursos naturais.

Em um lado totalmente oposto, encontra-se o preservacionismo, amparado na idéia de que -no atual estágio do desenvolvimento da produção - é necessária uma postura radical de preservação ambiental. Essa corrente teve origem nos Estados Unidos, na verdade, ainda no século 19. Ela foi responsável pela criação de importantes parques nacionais destinados à salvação da natureza original, como são os casos do Parque Nacional de Yellowstone (1872), do Sequoia Park (1890) e muitos outros. Em outras palavras, o preservacionismo defende a proteção integral de determinado ecossistema com o objetivo de garantir a sua intocabilidade.

Já o conservacionismo é um meio termo entre as duas correntes anteriores. Admite a exploração dos recursos naturais, de forma racional e eficiente. Conservar significa, portanto, utilizar a natureza, mas garantindo a sua sustentabilidade. Não significa guardar os recursos naturais e sim consumir adequadamente: atender às necessidades do presente, levando em consideração a necessidade do uso desses recursos no futuro. A visão conservacionista tem caracterizado a maioria dos movimentos ambientalistas e tornou-se consenso entre a maioria dos países, sendo o princípio que norteia a política de desenvolvimento sustentável.

Recursos renováveis e não-renováveis

Tanto preservacionistas quanto conservacionistas consideram que a questão ambiental não está restrita aos tipos de recursos utilizados - renováveis ou não-renováveis - e sim aos recursos naturais em geral. Recursos renováveis são aqueles que, uma vez utilizados, podem ser recuperados, como a vegetação, a água, o ar e o solo. Os recursos não-renováveis são aqueles que se esgotam, ou seja, que não podem ser repostos, como os minérios: o petróleo, o carvão, o ferro, o manganês, o alumínio e outros.

De fato, essa classificação encontra limitações, pois a exploração intensa de uma floresta, a utilização de extensas áreas para produção agropecuária ou a poluição de um rio pode levar à destruição irreversível de um ecossistema. É também o caso do ar, cuja qualidade tem sido comprometida com a emissão de gases que alteram a sua composição natural e tem provocado alterações climáticas em todo o planeta. Portanto, apesar de serem classificados como renováveis, alguns recursos não podem ser utilizados de forma inadequada sem uma atitude que vise a sua conservação em longo prazo.

Desenvolvimento sustentável

Em 1973, um ano após a Conferência de Estocolmo foi elaborado o conceito de ecodesenvolvimento, mencionado pela primeira vez por Maurice Strong, Secretário Geral da Estocolmo/72. O ecodesenvolvimento - cujos princípios básicos foram formulados posteriormente por Ignacy Sachs - valoriza as possibilidades de um desenvolvimento capaz de criar um bem estar social, a partir das particularidades e anseios das populações locais. É contra a padronização do modelo de desenvolvimento dos países ricos ocidentais, baseado na sociedade de consumo. Propõe também a necessidade de um modelo de desenvolvimento apoiado na preservação dos recursos naturais.

Em 1983 a ONU criou a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, presidida pela primeira-ministra norueguesa, Gro Harlem Brundtland. Essa comissão realizou uma ampla avaliação dos problemas ambientais relacionadas ao desenvolvimento econômico. Seu trabalho resultou na publicação de um extenso relatório intitulado "Nosso Futuro Comum", publicado em 1987 (Relatório Brundtland). Nele, ficou consolidado o conceito de desenvolvimento sustentável, apoiado em políticas conservacionistas capazes de promover o desenvolvimento, sem a dilapidação dos recursos do planeta. Enfim, um modelo de desenvolvimento que garanta a qualidade de vida hoje, mas que não destrua os recursos necessários às gerações futuras.

Algumas de suas recomendações propunham a redução do uso de matérias-primas e energia, uso de fontes de energia renováveis, limitação do crescimento populacional, combate à fome, preservação dos ecossistemas, industrialização ecologicamente equilibrada, satisfação de necessidades básicas para toda a humanidade, modificação dos valores e padrões da sociedade de consumo e a responsabilidade do Estado na implementação de políticas baseadas na justiça e eqüidade social. A sua viabilização depende da inclusão de políticas ambientais no processo de tomada de decisões econômicas.

O conceito de desenvolvimento sustentável, apoiado numa visão ética indiscutível, comprometida em preservar a natureza para as gerações futuras, tornou-se consensual em quase todo o mundo. No entanto, a sua viabilidade prática ainda precisa ser avaliada, pois é difícil definir até que ponto a exploração econômica é compatível com a manutenção de um ambiente saudável.

Sites para pesquisa




Besserman fala sobre Economia e Meio Ambiente no XXI CBE



20/04/2015

Ganhador do Prêmio BNDES de Economia de 1987, com sua tese sobre a política econômica do segundo governo Vargas, o economista Sérgio Besserman Vianna está com presença confirmada no XXI CBE. Durante o Congresso ele vai ministrar palestra sobre “A Economia e o Meio Ambiente”.

Besserman atuou ao lado de diversos presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, e foi o primeiro diretor da área social do BNDES, quando ela foi recriada em 1997. Também foi presidente do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no segundo mandato do Governo FHC.

Ambientalista, Besserman é membro do conselho diretor da WWF-Brasil e trabalha no tema Mudanças Climáticas desde 1992, tendo sido membro da missão diplomática brasileira em duas Conferências das Partes da ONU.

Casas sustentáveis não prejudicam o ambiente e geram mais economia

06/02/2015

Também conhecidas como casas ecológicas, as casas sustentáveis são aquelas projetadas e construídas de maneira a respeitar o meio ambiente, seguindo os princípios da sustentabilidade ambiental e garantindo o bem-estar dos moradores. As casas ecológicas são criadas levando em consideração todos os fatores para que elas sejam autossuficientes ou o mais próximo possível disso. Este tipo de construção é uma tendência atual nos países mais avançados por ser uma opção moderna e ecologicamente correta.

Há 15 anos no mercado, a StudioQ tem oferecido aos seus clientes soluções tecnológicas que permitem diversos benefícios a favor do meio ambiente como, a microgeração de energia através dos painéis fotovoltaicos, a economia proporcionada pelos projetos luminotécnicos automatizados, condicionamento de ar, e muito mais. “Trata-se de sistemas automatizados que contribuem com a sustentabilidade, economia de energia e preservação de recursos naturais que são cada vez mais requisitados”, explica Rosana Melos, Diretora da Empresa e pós-graduada em Sustetanbilidade.

O arquiteto Marcelo Jordão, que atua a 30 anos na região de Franca, Ribeirão Preto e sul de Minas, foi o responsável por projetar uma residência cem por cento sustentável na cidade de Franca, que priorizou materiais que não agridem o meio ambiente.

Segundo Jordão, o ponto inicial para um projeto sustentável é o estilo de vida do cliente e seu gosto pessoal. A partir dessa interpretação, é possível selecionar o tipo de casa ideal e fazer uma análise sobre geração de resíduos, transformações e impactos no meio ambiente, necessidade de mão de obra especializada entre outras questões. “A nossa busca é por qualidade, custo baixo e mão de obra qualificada. No meu ponto de vista, sustentabilidade tem que preencher todas essas questões de não agressão ao meio ambiente, de economia sempre aliados à beleza e estética”, afirma o profissional.

Investimento e retorno

O investimento para se construir uma casa de alto padrão tradicional, gira em torno de R$2.500 a R$3.000 o metro quadrado, utilizando-se materiais de altíssima qualidade ou importados. Uma casa sustentável com o mesmo padrão, vai custar 20% a mais, porém a longo e médio prazo a economia gerada paga o investimento extra. “Em um sistema de auto geração de energia ou só de você trabalhar com as suas lâmpadas 10% abaixo do potencial total delas, através da dimerização, você já economizou um absurdo. A possibilidade de se colocar um menor número de tomadas, também faz o custo de acabamento da casa diminuir bastante”, explica o arquiteto.  

O projeto

Começando pela base, a casa sustentável projetada na cidade de Franca possui uma fundação toda em estrutura metálica: pilares, vigas e lajes, o que gerou uma economia de trinta por cento com relação a uma convencional e do mesmo padrão. O tipo de estrutura escolhido também possibilitou encurtar o tempo de execução da obra em seis meses, além de permitir futuras reformas sem necessidade de quebrá-la.

A casa possui ainda captação da água pluvial, micro geração de energia, aquecimento solar, e há uma pesquisa sendo feita para utilização de telhas e pisos recicláveis. As tintas são solúveis em água e de pigmento natural. O paisagismo utilizará vidro para captar luz e não precisar aquecer ou resfriar o ambiente com muita frequência, diminuindo assim a necessidade de usar ar condicionado e também fazer a irrigação.

Para Marcelo, as casas sustentáveis já são uma realidade e só não estão mais conhecidas porque as faculdades de arquitetura ainda não formam seus alunos com o foco na ecologia. “Precisamos criar associações e micro células nas cidades para que essa prática seja mais difundida e para que as pessoas conheçam os benefícios e vantagens de uma casa sustentável”, conclui.

Fonte: SEGS


X SEMINÁRIO DE RESÍDUOS - RECICLE CEMPRE



O Blog NATUREZA E PAZ está colocando em destaque o link ao lado e a postagem sobre o X Seminário de Resíduos, pela importância da reciclagem em todos os setores comerciais e industriais, pela economia do país e por toda nossa vida.

26/09/2014

O CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem é uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem dentro do conceito de gerenciamento integrado do lixo. Sua missão promover o conceito do gerenciamento integrado do resíduo sólido municipal; promover a co-reciclagem pós-consumo; difundir a educação ambiental com foco na teoria dos 3 Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar).

A área de meio ambiente tem demonstrado um crescimento exponencial no país, representado, principalmente, pelo aumento de investimentos socioambientais, ganhos financeiros e geração de empregos nas empresas. Condizente com esse cenário, a programação do Simai conta com temas multidisciplinares, mas que se complementam, apresentados a um público diversificado e que busca referenciais para sua formação.

Intitulado "Reciclando Nosso Compromisso com o Meio Ambiente", o Recicle CEMPRE tem como proposta apresentar as evoluções do mercado de reciclagem e facilitar a troca de experiências entre governo, empresas e cooperativas. Os painéis e palestras abordarão a questão dos resíduos sólidos e da reciclagem considerando a atuação dos diversos públicos de interesse, reforçando o conceito de "gerenciamento integrado.

Os temas abordados proporcionam a troca interativa de conhecimento e o fomento de ações proativas no cenário do meio ambiente industrial, ferramentas imprescindíveis para a capacitação do profissional moderno.

TEMAS do X Recicle CEMPRE:

Política Nacional de Resíduos Sólidos

Responsabilidade Socioambiental e a Contribuição da Indústria da Reciclagem

Prefeituras (Ações públicas em prol da Reciclagem)

A Contribuição das Cooperativas de Catadores

A atuação das entidades corporativas em prol da Reciclagem no Brasil

Informações importantes:

Dias 11, 12 e 13 de novembro de 2014. O horário é das 09h00 às 18h00, com carga horária aproximada de 24 horas.

Os benefícios do investimento incluem: certificado de participação on-line, acesso ao link eletrônico com as palestras no site da FIMAI, ecobag e coffee break.

Concedemos desconto de 20% para assinantes da Revista Meio Ambiente Industrial (www.rmai.com.br) e para mais de uma pessoa da mesma empresa.

Consulte descontos especiais para estudantes e grupos de empresas.



Programa Casa Segura: Evite a fuga de corrente e economize na conta de luz



17/09/2014

A necessidade da redução do consumo de energia é cada vez maior. Além de medidas comuns como a utilização de equipamentos mais eficientes e o desligamento de aparelhos sem uso das tomadas, é importante ficar atento à fuga de corrente elétrica.

Este é um problema comum nas edificações, porém pouco conhecido e em geral um dos principais motivadores do aumento na conta de luz. Pode causar ainda danos ao equipamento, choques elétricos e até mesmo um incêndio.

Mas como saber se há fuga de corrente elétrica? Uma maneira simples de comprovar é desconectar todos os equipamentos da casa da tomada e desligar todas as lâmpadas e acompanhar o relógio medidor de energia. Se não houver fuga, o marcador apontará o índice zero. Se houver fuga, o marcador registrará algum consumo de energia.

No caso das instalações elétricas, a fuga da corrente elétrica pode ser provocada, por exemplo, por um cabo sem isolamento em contato com alguma parte metálica. “Essa situação não reflete necessariamente um curto-circuito clássico, uma vez que a intensidade da corrente elétrica pode ser relativamente pequena quando comparada a um curto-circuito franco. Por exemplo, um cabo de fase que tenha uma parte de sua isolação muito envelhecida ou danificada está em contato com uma parte metálica de uma tubulação qualquer. Em um caso como este, a corrente elétrica originada não é suficiente para acionar a proteção do fusível ou disjuntor, mas pode ser importante o suficiente para aumentar o consumo de energia, provocar choques elétricos muito perigosos e, em situações extremas provocar incêndios ”, explica Hilton Moreno, engenheiro eletricista e consultor do Programa Casa Segura.

E como se proteger desses problemas e do gasto adicional de energia e de dinheiro? Seguem algumas dicas de economia e de segurança:

* Certifique-se de que a instalação elétrica não tem fuga. Para isso apague todas as luzes, desconecte todos os equipamentos elétricos (incluindo relógios) e verifique se o medidor de energia para de girar (modelos antigos) ou seu display não indica consumo algum (medidores mais novos). Caso o medidor continue a indicar consumo, é necessário revisar a instalação;

* Nunca conecte vários equipamentos em uma mesma tomada, pois essa medida pode provocar sobrecarga na instalação e perigo de superaquecimento. Também provoca uma operação deficiente, possíveis interrupções de energia, curtos-circuitos e danos a longo prazo;

* Em caso de curto-circuito, desconecte imediatamente o equipamento que o causou e todos os demais, apague todas as lâmpadas e chame imediatamente um profissional qualificado;

* O equipamento causador do curto deve ser reparado antes de ser colocado em uso novamente;

* Jamais utilize moedas, fios, lâmina de estanho ou alumínio no lugar de fusíveis e disjuntores;

* Antes de fazer qualquer reparo, é importante que seja desligada a chave geral;

As instalações elétricas precisam passar por revisão e manutenção preventiva realizada por profissional qualificado no mínimo a cada 10 anos.


Mercado “verde” global vai triplicar até 2020

Energia renovável é um dos seis setores com mais oportunidades comerciais sustentáveis - Getty Images
15/05/2013

Países em desenvolvimento com abundantes recursos renováveis estão bem posicionados para capitalizar as oportunidades, indica relatório do Pnuma

O mercado global de baixo carbono e tecnologias de eficiência energética vai triplicar até 2020, atingindo US$ 2,2 trilhões, segundo previsões de um novo relatório do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, o Pnuma.

Intitulado "Economia e Comércio Verde: Tendência, Desafio e Oportunidade", o estudo destaca que a transição para uma economia verde é um passo fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável, e que os países em desenvolvimento são agentes-chave para catalisar essa mudança.

Com abundantes recursos renováveis, eles estão bem posicionados para capitalizar as oportunidades e aumentar sua participação no mercado internacional de bens e serviços sustentáveis.

Mas para que isso aconteça, o relatório assinala que são necessários investimentos públicos em infraestrutura específica, assistência técnica, educação orientada e programas de capacitação.

O relatório recomenda, ainda, a eliminação dos subsídios que incentivam práticas insustentáveis de produção, consumo e comércio, e o estabelecimento de políticas de preços que levem em conta os custos ambientais e sociais reais de produção e consumo.

No campo das oportunidades, o estudo identifica seis setores com as maiores oportunidades comerciais verdes: agricultura, pesca, florestas, indústria, energia renovável e turismo.

O mercado global de alimentos e bebidas orgânicas, por exemplo, está projetado para crescer dos 6,2 billhões de dólares em 2011 para 10,5 bilhões de dólares em 2015.

Fonte: EXAME

Como economizar energia elétrica?


Por Programa Casa Segura

Creio que todos querem economizar energia elétrica, não apenas para o bolso, mas também por pensar em nosso meio ambiente. Por isso, o Programa Casa Segura selecionou algumas dicas fáceis que farão diferença na hora que vier a conta de energia elétrica em sua casa. Vamos conferir?

1 - Os novos modelos de televisores consomem menos energia que os antigos.

2 - Lâmpadas de vapor de sódio têm grande poder de iluminação além de consumir menos energia se comparadas com as de mercúrio.

3 - Limpe as luminárias e lustres. O acúmulo de pó reduz o nível de iluminação.

4 - Para usar o computador, a sugestão é a iluminação indireta.

5 - Desligue o chuveiro ao se ensaboar ou lavar a cabeça.

6 - Deixe os alimentos quentes esfriarem um pouco antes de guardá-los na geladeira.

7 - Revisões periódicas são importantes na manutenção da fiação elétrica e na prevenção de fugas de corrente.

Quer conferir mais dicas sobre o economizar energia elétrica? 
Acesse ao site do Programa Casa Segura: 

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