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Suíça lidera Índice Global de Inovação; Brasil é o 69º da lista da Ompi

Capa do relatório da Ompi. Imagem: Reprodução


15/08/2016

Ranking da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, Ompi, conta com 128 países; pela primeira vez, uma nação de renda média, China, fica entre os Top 25.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Índice Global de Inovação 2016, lançado esta segunda-feira pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual, Ompi, mostrou que a Suíça lidera o ranking das economias mais inovadoras do mundo.

Logo depois aparecem Suécia, Reino Unido, Estados Unidos, Finlândia e Cingapura. Pela primeira vez, um país de renda média, a China, ficou entre os Top 25 da lista.

Brasil

O Brasil ficou em 69º entre os 128 países pesquisados pelo índice da Ompi. Essas economias representam 92,8% da população mundial e 97,9% do Produto Interno Bruto, o PIB global.

De Genebra, o economista sênior da agência da ONU, Júlio Raffo, falou à Rádio ONU sobre o desempenho do Brasil.

"O Brasil se saiu muito bem quanto à escala de mercado. É o número sete do mundo nesse ranking. Em porcentagem de transferência tecnológica, está em oitavo. Está relativamente bem, em 17º lugar, nos gastos de pesquisa e desenvolvimento das grandes empresas. O Brasil tem sido mais constante em relação aos insumos, tudo que é esforço para manter a inovação tem se mantido. O Brasil não perdeu posições nisso, o que não consegue ter é uma transformação disso em resultados."

Dos 100 pontos possíveis, o Brasil obteve 33,2. Os quatro primeiros colocados tiveram entre 61 e 66 pontos. O país ficou bem colocado entre as nações de média renda na questão de qualidade de inovação.

A edição deste ano do índice explora o impacto das políticas inovadoras sobre o crescimento econômico e o desenvolvimento.

Portugal e Moçambique

Julio Raffo falou ainda sobre os dois outros países lusófonos do ranking: Portugal e Moçambique.

"Portugal, desses três países certamente é o melhor sucedido. Portugal é o número 30 da lista e tem melhorado a eficiência. Moçambique, como boa parte da África, não aparece tão alto no ranking, sendo que Moçambique ficou em segundo lugar (no desempenho) entre os países de renda baixa. Ele não ficou tão mal assim, em termos absolutos. Ele está na posição 84."

O índice é a principal referência em termos de inovação e uma ferramenta valiosa para as autoridades. O relatório fornece o ranking anual das capacidades inovadoras e de desempenho dos países.

Segundo a Ompi, a inovação desempenha um papel chave para o crescimento e para a prosperidade econômica. O índice busca melhorar a forma como a inovação é medida e compreendida.

Fonte: Rádio ONU


FUNDAÇÃO DIVULGA NOVOS DADOS SOBRE A MATA ATLÂNTICA NOS MUNICÍPIOS



11/11/2015

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lançam nesta quarta-feira (11/11), em Brasília, o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, com um balanço sobre a situação dos 3.429 municípios abrangidos pela Lei da Mata Atlântica. Os dados mais recentes mostram que Piauí, Santa Catarina e Minas Gerais concentram os municípios com maior conservação do bioma. Já o ranking do desmatamento é encabeçado por cidades do Piauí e Bahia. Com 4.287 hectares (ha), a cidade de Eliseu Martins (PI) lidera o ranking negativo (imagem acima), no período entre 2013 e 2014.

De acordo com os dados mais recentes do Atlas, quatro dos 10 municípios que mais desmataram a Mata Atlântica no Brasil no período 2013-2014 ficam em Minas Gerais – Estado que liderou o ranking do desmatamento por 5 anos consecutivos e que agora passa a primeira posição para o Piauí, conforme divulgado em maio pela SOS Mata Atlântica e pelo INPE. No mesmo período, por outro lado, o Piauí abriga os dois municípios com maior conversação de Mata Atlântica no país, Tamboril do Piauí e Guaribas, ambos com 96% de vegetação natural – que inclui, além das florestas nativas, os refúgios, várzeas, campos de altitude, mangues, restingas e dunas.

O estudo, com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, apresenta ainda um consolidado dos últimos 14 anos de monitoramento. Entre 2000 e 2014, Jequitinhonha (MG) foi a campeã de desmatamento, com 8.708 hectares, seguida pela também mineira Águas Vermelhas (6.543 ha) e pela catarinense Itaiópolis (5.805 ha).

Com base em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8, o Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma há 29 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de 3 hectares (ha). “Foram anos de trabalho para que pudéssemos consolidar uma base temática (mapa) que permite atualizações anuais consistentes. A possibilidade de o cidadão comum poder acompanhar a dinâmica da cobertura florestal do município onde reside é, sem dúvida, a materialização de uma intenção que tivemos no passado”, afirma Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo INPE.

Planos municipais da Mata Atlântica

Um dos instrumentos mais eficientes para que os municípios façam a sua parte na proteção da floresta mais ameaçada do Brasil é o Plano Municipal da Mata Atlântica, que reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, conservação, recuperação e uso sustentável da Mata Atlântica. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, reforça que o plano traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município. “Os Planos Municipais da Mata Atlântica materializam as leis do bioma Mata Atlântica. Com novas competências de gestão ambiental, o PMMA é importante para desenvolver políticas de meio ambiente localizadas, pois é uma legislação que pactua com a própria comunidade local e a sociedade, diferentemente das demais leis do país”, afirma Mario.

Confira os rankings nacionais:





Resultados por estado
Além da lista nacional, os rankings estão também divididos pelos 17 Estados situados na área do domínio da Mata Atlântica: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Confira os resultados por estado:


















Informações adicionais


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