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Síntese Diária da COP30 – 10 de Novembro

10/11/2025

Dia 1: segunda-feira, 10 de novembro

Preparado pela Equipe de Comunicação da COP30

Áreas temáticas de foco: Adaptação, Cidades, Infraestrutura, Água, Resíduos, Governos Locais, Bioeconomia, Economia Circular, Ciência, Tecnologia e Inteligência Artificial

Resumo Geral:

Elevando a Adaptação por Meio do Poder da Tecnologia

A COP30 foi aberta hoje em Belém com uma poderosa demonstração de solidariedade e compromisso, inaugurando era de ação climática global marcada pela implementação, inclusão e inovação. No dia 1, as Partes adotaram rapidamente a agenda oficial da COP30 — um forte sinal de consenso que reafirma a confiança no multilateralismo e na determinação global de acelerar o Acordo de Paris. Essa adoção antecipada, juntamente com a eleição do Embaixador Ambassador André Corrêa do Lago como Presidente da COP30, definiu um tom claro: esta é uma COP voltada para resultados, transformando compromissos em ações concretas para as pessoas e para o planeta.

A tecnologia surgiu como a força determinante do dia. O Green Digital Action Hub e o AI Climate Institute incorporaram a visão da COP30 para uma transformação digital justa, equipando os países em desenvolvimento com dados, ferramentas e treinamento para projetar suas próprias soluções climáticas. Na Mostra de Inovação Agrícola, foram anunciados novos compromissos para promover a inovação agrícola e sistemas alimentares resilientes às mudanças climáticas, incluindo USD 1,45 bilhão da Fundação Gates para ampliar o acesso a inovações que ajudem os agricultores da África Subsaariana e do Sul da Ásia a se adaptarem a condições climáticas extremas e USD 30 milhões arrecadados pelo Centro Global de Metano (Global Methane Hub) para reduzir as emissões de metano do cultivo de arroz.

Os líderes também avançaram significativamente no financiamento para adaptação e resiliência. O Fundo de Resposta a Perdas e Danos, operacionalizado em tempo recorde, lançou seu primeiro edital de financiamento, enquanto os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (BMDs), fornecem mais de USD 26 bilhões para economias de baixa e média renda em 2024. A Declaração de Belém sobre Fome e Pobreza, anunciada na semana passada e endossada por 44 países, lançou uma nova Parceria para Proteção Social Resiliente ao Clima e Financiamento da Agricultura de Pequenos Produtores.  O progresso do Dia 1 instilou um senso renovado de otimismo — provocando que ao elevar a adaptação por meio da tecnologia, o mundo está redefinindo a resiliência, transformando a vulnerabilidade em força e a ambição em ação.

Ações e Resultados Principais:

Negociações:

- A COP30 se inicia em um espírito de colaboração, com as Partes unidas em torno da Agenda.

A adoção da agenda negociada no primeiro dia da COP30 é uma poderosa afirmação de unidade global, sinalizando o compromisso coletivo da comunidade internacional com o multilateralismo e a ação climática conjunta. Em um momento de crescentes tensões geopolíticas e ambientais, esse consenso precoce demonstra a determinação mundial em cooperar além das diferenças e implementar soluções urgentes que protejam as pessoas, acelerem o Acordo de Paris e construam um futuro mais seguro e sustentável.

“Preciso agradecer a todas as delegações pelo fantástico acordo alcançado sobre a agenda na noite passada. Esse acordo não apenas nos permitirá começar a trabalhar intensamente já hoje, como também nos ajudará a explicar ao mundo por que as questões adicionais levantadas são realmente importantes.” — Embaixador André Corrêa do Lago, Presidente da COP30

- Operacionalização Rápida do Fundo de Resposta a Perdas e Danos

O Fundo de Resposta a Perdas e Danos (FRLD) foi operacionalizado em tempo recorde e lançou seu primeiro edital de USD 250 milhões, passando do desenho à execução e abrindo um canal crucial de apoio para países em desenvolvimento na linha de frente da crise climática.

“Esta é uma COP da implementação. Hoje temos grandes novidades nesse sentido. O Fundo de Perdas e Danos, que foi criado recentemente na COP28, já começou a operar. Eles lançaram um edital de US$ 250 milhões, mostrando a rapidez com que esse fundo — criado há menos de dois anos — já está se movendo para a implementação.” — Ana Toni, CEO da COP30

- Embaixador André Corrêa do Lago é eleito Presidente da COP30

O Embaixador André Corrêa do Lago foi eleito Presidente da 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas. Ele conduzirá os trabalhos e liderará a agenda ao longo do próximo ano, para acelerar a implementação climática.

Agenda de Ação:

- Liderança e Ação por um Futuro Digital Verde

Os parceiros lançaram o Green Digital Action Hub, uma nova plataforma de cooperação online para aproveitar a inovação tecnológica contra as mudanças climáticas, sediada no Brasil como um legado da COP30. O GDA Hub fornecerá ferramentas, conhecimentos e dados para ajudar as nações a ampliar as tecnologias verdes, reduzir o impacto ambiental da tecnologia e garantir o acesso a soluções digitais sustentáveis para todos. Com base na Declaração da COP29 sobre Ação Digital Verde — apoiada por 82 países e mais de 1.800 partes interessadas.

- Lançamento do AI Climate Institute

O AI Climate Institute (AICI) — uma nova iniciativa global lançada na COP30 – visa  capacitar pessoas e instituições em países em desenvolvimento para utilizar a inteligência artificial (IA) em ações climáticas. Com base na equidade e na sustentabilidade, a AICI se empenhará em promover a IA como uma ferramenta de empoderamento, permitindo que os países do Sul Global projetem, adaptem e implementem suas próprias soluções climáticas baseadas em IA, incluindo modelos leves e de baixo consumo de energia adequados aos contextos locais. O instituto oferecerá programas de treinamento (oficinas para formuladores de políticas sobre conceitos de IA, dados climáticos e exploração de casos de uso; laboratórios avançados para profissionais técnicos; experiência prática na construção de aplicações de IA eficientes em termos de recursos e do mundo real) e um Repositório de Aprendizagem Digital com cursos e estudos de caso sobre aplicações climáticas em diferentes setores.

- Lançamento do Nature’s Intelligence Studio:

▪ Apresentando a Amazônia e outras regiões biodiversas como polos de inovação, o Studio impulsionará a inovação inspirada na natureza para o desenvolvimento sustentável local. Liderado pela Universidade de Oxford (TIDE Centre) em parceria com o INPA e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), o estúdio terá sede na América Latina e no Caribe, inicialmente em Belém.

▪ Promoverá a pesquisa, o envolvimento político e modelos legislativos para proteger inovações inspiradas na biologia e garantir a partilha de benefícios para os inovadores locais e as comunidades que salvaguardam o banco de ideias da biodiversidade.

▪ Em 14 de novembro, o Studio lançará um “ideathon” com o CAF para apoiar inovadores que desenvolvem soluções inspiradas na natureza, além de apresentar o Atlas de Energia das Inovações da Natureza, uma ferramenta aberta de IA que conecta desafios energéticos da indústria a soluções biomiméticas.

- Acelerando a Infraestrutura Pública Digital (DPI) e os Bens Públicos Digitais (DPG) para o Clima:

O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos do Brasil, a Aliança de Bens Públicos Digitais (DPGA) e a ITS Rio publicaram um Plano para Acelerar Soluções (PAS) que inclui o lançamento da Coleção DPG Clima — um repositório global de Infraestrutura Pública Digital (DPI) e Bens Públicos Digitais (DPG) para o clima — oferecendo mais de 20 ferramentas de código aberto para pelo menos 30 países que podem aplicar essas inovações em questões como resposta a desastres, energia, água e agricultura.

- Desafio de Inovação DPI para Pessoas e Planeta:

Lançado em conjunto com a JICA, Co-Develop, Fundação Gates, Centro de Infraestrutura Pública Digital (CDPI) e Boston Consulting Group (BCG), e em parceria oficial com a presidência da COP30, este Desafio selecionou cinco inovadores que desenvolvem soluções transformadoras baseadas em Infraestrutura Pública Digital (DPI) para resiliência climática e social, concedendo a cada um deles USD 100.000 em financiamento para apoiar o desenvolvimento e os testes de campo de suas soluções. Os vencedores incluem Trust Carbon, Kazam, Akvo, Rahat e Circularise. Mais informações podem ser encontradas aqui.

- Declaração conjunta dos bancos multilaterais de desenvolvimento para a COP30: Acelerando as ações para adaptação e resiliência

▪ Em Belém, os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (BMDs) anunciaram que, desde 2019, duplicaram o apoio a investimentos em adaptação, destinando mais de USD 26 bilhões para economias de baixa e média renda em 2024.

▪ Para impulsionar ainda mais esse esforço coletivo em direção ao investimento em adaptação, os MDBs lançaram uma nova estrutura para o financiamento da natureza, incluindo: (i) Princípios Comuns para Acompanhar o Financiamento da Natureza e (ii) Guia Prático para a Seleção de Métricas de Resultados. Essas ferramentas foram projetadas para auxiliar no desenvolvimento de produtos financeiros de alta qualidade e atrair mais capital privado para a natureza.

- Campanha Corrida pela Resiliência

▪ Liderada por mais de 40 iniciativas parceiras e 1.700 membros em 164 países, a campanha anunciou que 437 milhões de pessoas — cerca de uma em cada 18 pessoas — agora vivem com maior resiliência climática, apoiadas por USD 4,18 bilhões em financiamento para adaptação e melhor proteção de 18 milhões de hectares de ecossistemas.

▪ Esse esforço de acompanhamento, o primeiro do tipo liderado por atores não estatais, mostra o progresso coletivo em direção à meta de alcançar 4 bilhões de pessoas até 2030, demonstrando que a adaptação inclusiva, liderada localmente e viabilizada por financiamento não apenas protege vidas, mas também gera oportunidades, equidade e desenvolvimento sustentável em todo o mundo.

- O Papel Fundamental do Combate à Fome e à Pobreza pela Justiça Climática

Uma nova Parceria para a Proteção Social Resiliente às Alterações Climáticas e o Financiamento da Agricultura Familiar, foi lançada hoje no âmbito da Agenda de Ação da COP30. A Parceria promove o Plano para Acelerar Soluções (PAS) com objetivos claros e mensuráveis para impulsionar ações e acompanhar o progresso, incluindo o apoio a planos nacionais de implementação liderados pelos países para a proteção social adaptativa, a agricultura familiar e o acesso a soluções hídricas no Benim, Etiópia, Quênia, Zâmbia e República Dominicana.

▪ Até 2028, o plano estabelece um grupo de coordenação conjunta de doadores de financiamento climático para alinhar carteiras em apoio aos esforços de combate à fome e à pobreza.

▪ O lançamento se baseia na adoção, em 7 de novembro, da Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada no Ser Humano por 44 países, um compromisso histórico desenvolvido com a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

- Agricultura Inteligente para o Clima em Escala:

Duas ferramentas digitais inovadoras foram introduzidas para apoiar a agricultura climaticamente inteligente em grande escala:

▪ O Brasil e os Emirados Árabes Unidos, em parceria com a Fundação Gates, a Embrapa, o CGIAR e a ai71, introduziram o primeiro modelo de linguagem grande (LLM) de IA de código aberto do mundo para a agricultura — um avanço rumo a um sistema alimentar global mais resiliente e equitativo.

▪ A ferramenta de previsão de IA centrada no agricultor da AIM for Scale visa capacitar mais de 100 milhões de agricultores até 2028 com percepções em tempo real, fortalecendo a tomada de decisões climaticamente inteligentes, a preparação para riscos e a inovação inclusiva em sistemas agrícolas em todo o mundo.

- Mostra de Inovação Agrícola — US$ 2,8 bilhões para Adaptação e Resiliência de Agricultores e Fortalecimento dos Sistemas Alimentares Globais

▪ Doadores internacionais anunciaram mais de USD 2,8 bilhões para adaptação e resiliência de agricultores, para fortalecer os sistemas alimentares globais.

▪ Em apoio ao chamado da Presidência brasileira da COP30 para fazer desta a “COP da implementação”, os compromissos visam ampliar o apoio a pequenos agricultores em regiões mais pobres que enfrentam os impactos mais severos dos eventos climáticos extremos. Os fundos serão investidos em tecnologias e ferramentas para ajudar agricultores a se adaptarem, construírem resiliência e fortalecerem sistemas alimentares locais que alimentam e empregam bilhões de pessoas.

“A inovação agrícola é o motor da resiliência climática.”
— Mr. Martin van Nieuwkoop, Diretor de Desenvolvimento Agrícola, Fundação Gates

Mobilização Global:

- Hoje marcou a abertura oficial da Zona Verde da COP30, o espaço dedicado da Cúpula onde sociedade civil, instituições públicas e privadas e líderes globais se conectam para promover soluções climáticas concretas, ampliar o diálogo público e fortalecer novas redes e alianças.

▪ Em um painel sobre "O Papel da Mobilização Popular no Enfrentamento da Crise Climática”, Mikaelle Farias, jovem ativista da equipe de Campeões Climáticos Jovens da Presidência da COP30, falou sobre as ações voltadas à inclusão de crianças e jovens no centro desses espaços de negociação oficial, as iniciativas em andamento — como o Acampamento Cidade das Juventudes — e os esforços para garantir que jovens e crianças sejam mencionados nos textos finais das negociações da COP30.

“Esta é a COP com a maior participação de crianças e jovens dos últimos três anos. Estamos vivendo um momento simbólico aqui em Belém, que mostra nossa capacidade de unir forças, construir esforços coletivos e mobilizar para enfrentar a mudança do clima.” 
— Mikaelle Farias, Equipe de Campeões Climáticos Jovens da COP30.

Fonte: COP30

AGRICULTURA – UMA ATIVIDADE EM MOVIMENTO



08/11/2019

Produzir alimentos, fibras e energia para atender as necessidades da população é um dos desafios da agricultura. Logicamente, esta produção precisa ser sustentável sob o ponto de vista econômico, social e ambiental. Não sendo atendido um dos três pilares da sustentabilidade, a atividade não é efetivamente sustentável. Por esse motivo, é cada vez maior o desafio para aqueles que estão direta ou indiretamente envolvidos com a produção agrícola em qualquer parte do mundo.

Em ambiente tropical, como é o caso do Brasil, este desafio é ainda maior. Plantas daninhas, fungos, vírus e bactérias que atacam as plantas cultivadas encontram condições ótimas para crescerem e se desenvolverem. Portanto, a sua capacidade de causar dano econômico é maior, quando comparado a regiões de clima temperado.

No Brasil, ao longo dos últimos anos, tem-se conseguido vários avanços que favorecem a produção sustentável de alimentos, fibras e energia. No entanto, ainda é preciso avançar tanto na geração quanto na adoção de tecnologias, muitas vezes consideradas simples, mas que fazem toda a diferença, como exemplo, o controle da erosão. A falta de controle da erosão dos solos agrícolas traz consequências altamente maléficas para toda a sociedade. O potencial produtivo dos solos agrícolas é reduzido, a conservação/manutenção das estradas rurais tem os seus custos elevados e o tratamento da água para consumo humano também fica mais caro.

Tecnologias, como o Sistema Plantio Direto (SPD) - que consiste no não revolvimento do solo, solo coberto com material vegetal e rotação de culturas quando realizado em solos onde o controle da erosão é adequado -, trazem um conjunto de vantagens para o crescimento e desenvolvimento das plantas, melhorando significativamente a sustentabilidade da produção.

Sempre pensando nas ações sustentáveis da produção agropecuária, novos conhecimentos, produtos, práticas e serviços são colocados à disposição dos produtores pela pesquisa brasileira. Um exemplo disso é a tecnologia desenvolvida pela Embrapa para o melhor aproveitamento do uso do fósforo pelas plantas - nutriente essencial, finito, do qual o Brasil importa boa parte do que consome. Trata-se de um inoculante que solubiliza o fósforo contido nos solos para incorporação pelas plantas.

Outro excelente exemplo do que a pesquisa é capaz de produzir é a redução da dose de um determinado herbicida por meio da nanotecnologia. Muitas vezes pode parecer algo abstrato, mas tudo isto está muito próximo. Hoje existem tratores autônomos (funcionam sem operadores) e já estão sendo lançados veículos de carga (caminhões) também autônomos. Inserir as novas tecnologias nos sistemas de produção é algo premente para reduzir impactos ambientais, melhorar a qualidade daquilo que é produzido, reduzir custos e melhorar a produtividade.

A produção de alimentos sintéticos também já está bem próxima de todos nós. A produção de proteína animal, carnes e ovos, em laboratório, está deixando de ser algo para um futuro distante, para se tornar quase uma realidade. A tecnologia já está dominada. O tecido sintético já é bem conhecido e está cada vez ocupando mais espaço. Com a fibra sintética (derivada do petróleo) já se produz tecidos para cama, mesa, banho e vestuário, com características que se aproximam daqueles produzidos com fibra de algodão.

O avanço da biotecnologia, de tecnologias de informação e o desenvolvimento de novos materiais a partir da nanotecnologia são exemplos daquilo que está impulsionando a agricultura cujos efeitos previstos são espetaculares quando se pensa em automação, desenvolvimento de novos produtos, melhoria da eficiência energética, aumento da produtividade da terra e do trabalho.

Em resumo, produzir alimentos, fibra e energia para atender às necessidades da população, tanto sob o ponto de vista quantitativo, quanto qualitativo, exige que cada novo conhecimento seja incorporado aos diferentes sistemas de produção vegetal e/ou animal para a melhoria dos índices de produtividade e redução dos impactos ambientais.

Isso demanda, de todos que estão envolvidos com a produção agropecuária, constante aprimoramento, para que se possa identificar aquilo que é mais adequado para cada condição, tendo como referencial a melhoria dos sistemas de produção. Desta forma, é preciso estar sempre em movimento, atualizado, para que seja possível incorporar na agricultura os elementos indispensáveis à sua sustentabilidade e que, a cada dia, estão mais disponíveis, graças aos avanços da fronteira do conhecimento.

Fernando Mendes Lamas
fernando.lamas@embrapa.br
Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste – Dourados, MS 



MISSÃO AMAZÔNIA: PRIMEIRO SATÉLITE DEVE SER LANÇADO EM 2020 PARA MONITORAMENTO AMBIENTAL

Foto: Divulgação/Inpe

11/09/2019

As ações de monitoramento ambiental e proteção da Amazônia estão prestes a ganhar um esforço espacial. 

As ações de monitoramento ambiental e proteção da Amazônia estão prestes a ganhar um esforço espacial. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), está preparando o satélite Amazônia-1 para lançamento em 2020, para fornecer imagens para o monitoramento ambiental e da agricultura em todo o território brasileiro com uma alta taxa de revisita.

O Amazonia-1 avança para as etapas finais que preparam o satélite para o lançamento, previsto para 2020. Em agosto, aconteceu a revisão crítica de projeto (CDR) que avaliou os objetivos da missão, carga útil (câmera) e todos os sistemas necessários para o funcionamento do primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

Este satélite também é o primeiro construído a partir da Plataforma Multimissão (PMM), estrutura inovadora desenvolvida pelo INPE, capaz de se adaptar aos propósitos de diferentes missões e, assim, reduzir custos de projetos espaciais.

O Amazonia-1 servirá, ainda, para o monitoramento da região costeira, reservatórios de água, desastres ambientais, entre outras aplicações. Os dados estarão disponíveis tanto para comunidade científica e órgãos governamentais quanto para usuários interessados em uma melhor compreensão do ambiente terrestre.

Foto: Divulgação/Inpe


Além dele, a Missão Amazônia prevê o lançamento de outros dois satélites de sensoriamento remoto: Amazonia-1B e Amazonia-2.

O satélite

O Amazonia-1 é um satélite de órbita polar que irá gerar imagens do planeta a cada 5 dias. Para isso, possui um imageador óptico de visada larga (câmera com 3 bandas de frequências no espectro visível – VIS – e 1 banda próxima do infravermelho – Near Infrared) capaz de observar uma faixa de aproximadamente 850 km com 60 metros de resolução.

Foto: Divulgação/Inpe


Sua órbita foi projetada para proporcionar uma alta taxa de revisita (5 dias), tendo, com isso, capacidade de disponibilizar uma significativa quantidade de dados de um mesmo ponto do planeta. Esta característica é extremamente valiosa em aplicações que necessitem de uma rápida resposta, pois aumenta a probabilidade de captura de imagens úteis em situações de cobertura de nuvens.

Missão Amazônia

A Missão Amazônia irá fornecer dados (imagens) de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento especialmente na região amazônica e, também, a diversificada agricultura em todo o território nacional com uma alta taxa de revisita, buscando atuar em sinergia com os programas ambientais existentes.

Os dados gerados serão úteis para atender, ainda, outras aplicações correlatas, tais como: monitoramento da região costeira, reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas, desastres ambientais, entre outros.

Foto: Divulgação/Inpe

Os dados estarão disponíveis tanto para comunidade científica e órgãos governamentais quanto para usuários interessados em uma melhor compreensão do ambiente terrestre. A Missão prevê três satélites de sensoriamento remoto: Amazonia-1, Amazonia-1B e Amazonia-2.

Além dos objetivos finalísticos associados ao provimento de dados para monitoramento do meio ambiente, a Missão tem um importante objetivo do ponto de vista tecnológico: a validação da Plataforma Multimissão PMM como sistema, que será utilizada pela primeira vez no satélite Amazonia-1.

Por fim, a Missão Amazônia irá consolidar o conhecimento do Brasil no desenvolvimento integral de uma missão espacial utilizando satélites estabilizados em 3 eixos, visto que os satélites de sensoriamento remoto anteriores foram desenvolvidos em cooperação internacional com outros países.

Fonte: Portal Amazônia

MICROSOFT E NATIONAL GEOGRAPHIC CRIAM FUNDO PARA PESQUISAS AMBIENTAIS COM AI

Acordo entre Microsoft e National Geographic. Foto de Devlin Gandy (National Geographic).

19/07/2018 

Um acordo firmado entre Microsoft e National Geographic vai incentivar a pesquisa de ameaças ao meio ambiente usando AI, através do programa Earth Innovation Grant. O uso da inteligência artificial e aprendizado de máquinas permite que se analise dados de forma muito mais precisa e rápida, acelerando não só a detecção de possíveis problemas ambientais, mas também as suas soluções.

O programa vai dar prêmios em dinheiro, além de acesso a nuvem e ferramentas de inteligência artificial da Microsoft, inclusão na comunidade da National Geographic Explorer e filiação ao National Geographic Labs. O objetivo das bolsas é criar modelos e algoritmos de código aberto que podem ser usados por outros pesquisadores, ampliando assim o seu potencial de forma exponencial.
Nas palavras de Jonathan Baillie, que é cientista-chefe e vice-presidente executivo da National Geographic Society: “a National Geographic é sinônimo de ciência e exploração, e encontramos na Microsoft um sócio bem posicionado para acelerar o ritmo da pesquisa científica e novas soluções para proteger nosso mundo natural.”

“Com o anúncio de hoje, vamos poder habilitar exploradores buscando soluções para um futuro sustentável com a nuvem e tecnologias AI que podem rapidamente acelerar, focar e redimensionar seu trabalho, além de dar apoio as atividades de tecnologia e inovação do National Geographic Labs.”
Lucas Joppa, cientista-chefe de meio ambiente na Microsoft diz: “acreditamos que humanos e computadores, trabalhando juntos através de AI, podem mudar a forma como a sociedade monitora, modela e administra os sistemas naturais da Terra. Acreditamos nisto pois nós vimos acontecer — estamos constantemente admirados pelos avanços que nossa inteligência artificial para colaboradores da Terra avançou nos últimos meses.”

“Colocar isto à disposição da rede mundial da National Geographic vai criar toda uma nova geração de exploradores que usam AI para criar um futuro mais sustentável para o planeta e todos os seus habitantes.”

O fundo de US$ 1 milhão da Microsoft e National Geographic vai agraciar de cinco a quinze projetos que usem inteligência artificial para pesquisa para um meio ambiente sustentável em cinco diferentes categorias: agricultura, preservação da biodiversidade, mudanças climáticas e água. Serão aceitas inscrições até o dia 8 de outubro, com os vencedores anunciados em dezembro deste ano.



Fonte: Meio Bit

ONU MEIO AMBIENTE E GOOGLE ANUNCIAM PARCERIA PARA MAPEAR ECOSSISTEMAS

Google produzirá mapas geoespaciais para monitorar impacto das atividades humanas 
sobre os ecossistemas. Foto: PEXELS

18/07/2018

A ONU Meio Ambiente e o Google anunciaram na segunda-feira (16) uma parceria que promete mudar a forma como vemos o nosso planeta. Combinando de maneira inédita ciência ambiental, big data e acessibilidade, as duas instituições criarão uma plataforma para mapear e visualizar os impactos da atividade humana nos ecossistemas. Iniciativa utilizará a computação em nuvem da empresa de tecnologia e os catálogos públicos de observação terrestre.

A ONU Meio Ambiente e o Google anunciaram na segunda-feira (16) uma parceria que promete mudar a forma como vemos o nosso planeta. Combinando de maneira inédita ciência ambiental, big data e acessibilidade, as duas instituições criarão uma plataforma para mapear e visualizar os impactos da atividade humana nos ecossistemas. Iniciativa utilizará a computação em nuvem da empresa de tecnologia e os catálogos públicos de observação terrestre.

Com a colaboração, pela primeira vez, governos, ONGs e a população em geral conseguirão acompanhar metas específicas de desenvolvimento relacionadas ao meio ambiente, através de uma interface fácil de usar. Frequentemente, quando um país procura implementar uma política ambiental, percebe que faltam dados para direcionar essas ações de forma segura e eficaz. Com as ferramentas de análise e visualização do Google Earth Engine, o mundo pode finalmente começar a preencher essas lacunas.

Inicialmente, o projeto terá como foco os ecossistemas de água doce, incluindo montanhas, florestas, pântanos, rios, aquíferos e lagos. Essas áreas representam 0,01% da água do mundo, mas são o habitat de quase 10% das espécies conhecidas – e as evidências sugerem uma rápida diminuição da sua biodiversidade.

O Google produzirá periodicamente mapas geoespaciais e dados sobre ecossistemas relacionados à água, empregando a tecnologia de computação em nuvem. Serão geradas imagens de satélite e estatísticas para avaliar a extensão da mudança que ocorre nos corpos d’água. As informações serão de livre acesso para garantir que as nações possam rastrear mudanças, prevenir e reverter a perda dos ecossistemas.

“Só seremos capazes de resolver os maiores desafios ambientais do nosso tempo se conseguirmos os dados certos”, disse o direto-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim. Segundo o especialista, a agência das Nações Unidas “está entusiasmada com a parceria com o Google para disponibilizar ferramentas online mais sofisticadas para acompanhar o progresso, identificar áreas prioritárias e nos aproximar um pouco mais de um mundo sustentável”.

O objetivo da cooperação é garantir que gestores tenham o conhecimento para fazer os melhores investimentos em serviços ambientais. “Estamos empolgados em permitir que todos os países tenham acesso igualitário às mais recentes tecnologias e informações em apoio à ação climática global e ao desenvolvimento sustentável”, afirmou Rebecca Moore, diretora do Google Earth, Earth Engine e Earth Outreach.

A longo prazo, a parceria espera estabelecer uma plataforma para dados de código aberto e análise dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Outras áreas de colaboração incluem atividades de conscientização e capacitação, bem como o estabelecimento de parcerias com organizações como o Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (JRC), a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA).

O projeto conjunto foi lançado durante o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, onde líderes mundiais estão reunidos até a próxima quarta-feira (18) para analisar os avanços e desafios rumo à Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

Sobre a ONU Meio Ambiente

A ONU Meio Ambiente é a principal voz global em temas ambientais. A agência promove liderança e encoraja parcerias para cuidar do meio ambiente, inspirando, informando e capacitando nações e pessoas a melhorar a sua qualidade de vida sem comprometer a das futuras gerações. A ONU Meio Ambiente trabalha com governos, com o setor privado, com a sociedade civil e com outras instituições das Nações Unidas e organizações internacionais pelo mundo.


MEIO AMBIENTE DEPENDE DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA ESPACIAL



07/06/2018

O estudo e o monitoramento da expansão da agricultura e das cidades, desastres naturais e desmatamentos estão entre as principais aplicações derivadas da tecnologia espacial em benefício do meio ambiente. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é reconhecido pela excelência na vigilância por satélites de florestas, realização de previsões numéricas de tempo e clima, além de gerar estudos e dados para subsidiar políticas públicas voltadas à mitigação dos impactos das mudanças ambientais globais.

No dia 5 de junho, quando é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o INPE reforça que a continuidade e o avanço de suas atividades são essenciais para melhorar a gestão do território brasileiro.

O INPE recebe, processa, distribui e usa dados espaciais para o desenvolvimento sustentável. Principalmente no Brasil, um país de proporções continentais, o sensoriamento remoto por satélites é utilizado em áreas importantes e prioritárias ligadas ao levantamento de recursos naturais e ao monitoramento do meio ambiente.

Em 2018, o INPE está comemorando 30 anos do Programa CBERS, realizado em parceria com a China. O sexto satélite sino-brasileiro, o CBERS-4A, tem lançamento previsto para maio de 2019 e garantirá a continuidade no fornecimento de imagens para várias aplicações ambientais.

Governo, cientistas e empresas cada vez mais usam o sensoriamento remoto, tecnologia em que o Brasil é um dos pioneiros no mundo, por meio da atuação do INPE. O lançamento do primeiro satélite para observação da Terra, o norte-americano Landsat-1, em 1972, proporcionou um salto nos estudos sobre meio ambiente.

O Brasil foi o terceiro país a utilizar satélites para o sensoriamento remoto da Terra, logo após Estados Unidos e Canadá, ainda em 1973, quando a estação de recepção do INPE passou a processar os dados do Landsat-1. Desde então, o INPE aprimorou a distribuição de imagens e seus estudos ambientais e hoje trabalha para lançar seu próprio satélite de observação da Terra, o Amazonia-1.

A série histórica de dados orbitais sobre desmatamento na Amazônia norteia vários estudos científicos e políticas públicas, produzindo informação para toda a sociedade interessada em sustentabilidade. O INPE também monitora queimadas e a qualidade do ar, entre outros índices importantes na área de clima e meio ambiente.

Os modelos numéricos desenvolvidos no INPE são essenciais nos estudos de fenômenos extremose projeções de mudanças climáticas. Todo o conhecimento científico sobre o sistema terrestre se traduz em informações para formulação de políticas públicas e o apoio à diplomacia brasileira nas negociações internacionais sobre as mudanças climáticas globais.

Mais informações:

Previsão de Tempo e Clima: www.cptec.inpe.br

Observação da Terra: www.obt.inpe.br

Desmatamento na Amazônia: www.obt.inpe.br/prodes


Ciência do Sistema Terrestre: www.ccst.inpe.br



Fonte: INPE


STARTUP DO VALE DO SILÍCIO USA BICICLETA IMPRESSA EM 3D PRA PROMOVER TECNOLOGIA DE FIBRA DE CARBONO



20/05/2018

Por Stephen Nellis, Redação Reuters

Após uma carreira que incluiu ajudar o Google a construir centrais de processamento de dados e a Amazon a entregar encomendas mais rápido aos clientes, Jim Miller está fazendo o que muitos executivos do Vale do Silício fazem depois de passarem por grandes empresas: andar de bicicleta.

Mas sua bicicleta é um pouco diferente. A Arevo, startup que conta com a empresa de investimentos da agência de espionagem dos Estados Unidos (CIA), da qual Miller assumiu o comando recentemente, tem produzido o que diz ser a primeira bicicleta de fibra de carbono do mundo que tem o quadro impresso em 3D.

A Arevo está usando a bicicleta para demonstrar sua tecnologia de impressão e software de design, que espera usar para produzir peças de bicicletas, aeronaves, veículos espaciais e outras aplicações em que os projetistas precisam de força e leveza da fibra de carbono, mas enfrentam o custo elevado de produção do material.

A Arevo levantou nesta quinta-feira 12,5 milhões de dólares em financiamento de risco de uma unidade das japonesas Asahi Glass e Sumitomo e da Leslie Ventures. Antes, a empresa tinha levantado 7 milhões de dólares da Khosla Ventures, que também participou da rodada desta quinta-feira, e um valor não revelado da In-Q-Tel, empresa de investimentos apoiada pela CIA.

Bicicletas de fibra de carbono tradicionais são caras porque o material é produzido à mão por meio da adição intercalada de camadas de fibra e resina. O produto final então é colocado em um forno para derreter a resina e unir as camadas de fibra.

A tecnologia da Arevo usa uma cabeça de impressão montada em um braço robótico para produzir o quadro da bicicleta em três dimensões. A cabeça deposita as fibras de carbono nos locais corretos e derrete um material termoplástico para colar as fibras, tudo em uma etapa.

O processo quase não envolve participação humana, permitindo a Arevo produzir quadros de bicicleta por 300 dólares, mesmo no caro Vale do Silício.

“Estamos em linha com o que custa produzir um quadro na Ásia”, disse Miller. “Como o custo de trabalho é muito menor, podemos trazer de volta a produção dos compósitos.”

Miller afirmou que a Arevo está negociando com vários fabricantes de bicicletas, mas a companhia espera fornecer peças para a indústria aeroespacial. A tecnologia de impressão da Arevo pode ser montada em trilhos para a produção de peças maiores, o que evita a necessidade de grandes fornos para produzi-las pelo processo tradicional.

“Podemos imprimir o tamanho que quisermos, de fuselagem a asa de um avião”, disse Miller.


ENEM: O QUE CAI NA PROVA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS?

 (GE/Guia do Estudante)

17/05/2018

Veja que tipo de competência essa prova avalia e que assuntos podem ser cobrados

A base do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está descrita na Matriz de Referência do exame, elaborada pelo Ministério da Educação (MEC).

A prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias abrange o conteúdo de Física, Química e Biologia. Veja a seguir que tipo de competência avaliada e que assuntos podem ser cobrados.

As competências avaliadas pela prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Competência de área 1 – Compreender as ciências naturais e as tecnologias a elas associadas como construções humanas, percebendo seus papéis nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social da humanidade.

H1 – Reconhecer características ou propriedades de fenômenos ondulatórios ou oscilatórios, relacionando-os a seus usos em diferentes contextos.

H2 – Associar a solução de problemas de comunicação, transporte, saúde ou outro, com o correspondente desenvolvimento científico e tecnológico.

H3 – Confrontar interpretações científicas com interpretações baseadas no senso comum, ao longo do tempo ou em diferentes culturas.

H4 – Avaliar propostas de intervenção no ambiente, considerando a qualidade da vida humana ou medidas de conservação, recuperação ou utilização sustentável da biodiversidade.

Competência de área 2 – Identificar a presença e aplicar as tecnologias associadas às ciências naturais em diferentes contextos.

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H5 – Dimensionar circuitos ou dispositivos elétricos de uso cotidiano.

H6 – Relacionar informações para compreender manuais de instalação ou utilização de aparelhos, ou sistemas tecnológicos de uso comum.

H7 – Selecionar testes de controle, parâmetros ou critérios para a comparação de materiais e produtos, tendo em vista a defesa do consumidor, a saúde do trabalhador ou a qualidade de vida.

Competência de área 3 – Associar intervenções que resultam em degradação ou conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instrumentos ou ações científico-tecnológicos.

H8 – Identificar etapas em processos de obtenção, transformação, utilização ou reciclagem de recursos naturais, energéticos ou matérias-primas, considerando processos biológicos, químicos ou físicos neles envolvidos.

H9 – Compreender a importância dos ciclos biogeoquímicos ou do fluxo energia para a vida, ou da ação de agentes ou fenômenos que podem causar alterações nesses processos.

H10 – Analisar perturbações ambientais, identificando fontes, transporte e(ou) destino dos poluentes ou prevendo efeitos em sistemas naturais, produtivos ou sociais.

H11 – Reconhecer benefícios, limitações e aspectos éticos da biotecnologia, considerando estruturas e processos biológicos envolvidos em produtos biotecnológicos.

H12 – Avaliar impactos em ambientes naturais decorrentes de atividades sociais ou econômicas, considerando interesses contraditórios.

Competência de área 4 – Compreender interações entre organismos e ambiente, em particular aquelas relacionadas à saúde humana, relacionando conhecimentos científicos, aspectos culturais e características individuais.

H13 – Reconhecer mecanismos de transmissão da vida, prevendo ou explicando a manifestação de características dos seres vivos.

H14 – Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.

H15 – Interpretar modelos e experimentos para explicar fenômenos ou processos biológicos em qualquer nível de organização dos sistemas biológicos.

H16 – Compreender o papel da evolução na produção de padrões, processos biológicos ou na organização taxonômica dos seres vivos.

Competência de área 5 – Entender métodos e procedimentos próprios das ciências naturais e aplicá-los em diferentes contextos.

H17 – Relacionar informações apresentadas em diferentes formas de linguagem e representação usadas nas ciências físicas, químicas ou biológicas, como texto discursivo, gráficos, tabelas, relações matemáticas ou linguagem simbólica.

H18 – Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de produtos, sistemas ou procedimentos tecnológicos às finalidades a que se destinam.

H19 – Avaliar métodos, processos ou procedimentos das ciências naturais que contribuam para diagnosticar ou solucionar problemas de ordem social, econômica ou ambiental.

Competência de área 6 – Apropriar-se de conhecimentos da física para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.

H20 – Caracterizar causas ou efeitos dos movimentos de partículas, substâncias, objetos ou corpos celestes.

H21 – Utilizar leis físicas e (ou) químicas para interpretar processos naturais ou tecnológicos inseridos no contexto da termodinâmica e(ou) do eletromagnetismo.

H22 – Compreender fenômenos decorrentes da interação entre a radiação e a matéria em suas manifestações em processos naturais ou tecnológicos, ou em suas implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais.

H23 – Avaliar possibilidades de geração, uso ou transformação de energia em ambientes específicos, considerando implicações éticas, ambientais, sociais e/ou econômicas.

Competência de área 7 – Apropriar-se de conhecimentos da química para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.

H24 – Utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais, substâncias ou transformações químicas.

H25 – Caracterizar materiais ou substâncias, identificando etapas, rendimentos ou implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais de sua obtenção ou produção.

H26 – Avaliar implicações sociais, ambientais e/ou econômicas na produção ou no consumo de recursos energéticos ou minerais, identificando transformações químicas ou de energia envolvidas nesses processos.

H27 – Avaliar propostas de intervenção no meio ambiente aplicando conhecimentos químicos, observando riscos ou benefícios.

Competência de área 8 – Apropriar-se de conhecimentos da biologia para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.

H28 – Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com seus limites de distribuição em diferentes ambientes, em especial em ambientes brasileiros.

H29 – Interpretar experimentos ou técnicas que utilizam seres vivos, analisando implicações para o ambiente, a saúde, a produção de alimentos, matérias primas ou produtos industriais.

H30 – Avaliar propostas de alcance individual ou coletivo, identificando aquelas que visam à preservação e a implementação da saúde individual, coletiva ou do ambiente.

Os temas que podem ser cobrados na prova

Física

Conhecimentos básicos e fundamentais – Noções de ordem de grandeza. Notação Científica. Sistema Internacional de Unidades. Metodologia de investigação: a procura de regularidades e de sinais na interpretação física do mundo. Observações e mensurações: representação de grandezas físicas como grandezas mensuráveis. Ferramentas básicas: gráficos e vetores. Conceituação de grandezas vetoriais e escalares. Operações básicas com vetores.

O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas – Grandezas fundamentais da mecânica: tempo, espaço, velocidade e aceleração. Relação histórica entre força e movimento. Descrições do movimento e sua interpretação: quantificação do movimento e sua descrição matemática e gráfica. Casos especiais de movimentos e suas regularidades observáveis. Conceito de inércia. Noção de sistemas de referência inerciais e não inerciais. Noção dinâmica de massa e quantidade de movimento (momento linear). Força e variação da quantidade de movimento. Leis de Newton. Centro de massa e a idéia de ponto material. Conceito de forças externas e internas. Lei da conservação da quantidade de movimento (momento linear) e teorema do impulso. Momento de uma força (torque). Condições de equilíbrio estático de ponto material e de corpos rígidos. Força de atrito, força peso, força normal de contato e tração. Diagramas de forças. Identificação das forças que atuam nos movimentos circulares. Noção de força centrípeta e sua quantificação. A hidrostática: aspectos históricos e variáveis relevantes. Empuxo. Princípios de Pascal, Arquimedes e Stevin: condições de flutuação, relação entre diferença de nível e pressão hidrostática.

Energia, trabalho e potência – Conceituação de trabalho, energia e potência. Conceito de energia potencial e de energia cinética. Conservação de energia mecânica e dissipação de energia. Trabalho da força gravitacional e energia potencial gravitacional. Forças conservativas e dissipativas.

A mecânica e o funcionamento do universo – Força peso. Aceleração gravitacional. Lei da Gravitação Universal. Leis de Kepler. Movimentos de corpos celestes. Influência na Terra: marés e variações climáticas. Concepções históricas sobre a origem do universo e sua evolução.

Fenômenos elétricos e magnéticos – Carga elétrica e corrente elétrica. Lei de Coulomb. Campo elétrico e potencial elétrico. Linhas de campo. Superfícies equipotenciais. Poder das pontas. Blindagem. Capacitores. Efeito Joule. Lei de Ohm. Resistência elétrica e resistividade. Relações entre grandezas elétricas: tensão, corrente, potência e energia. Circuitos elétricos simples. Correntes contínua e alternada. Medidores elétricos. Representação gráfica de circuitos. Símbolos convencionais. Potência e consumo de energia em dispositivos elétricos. Campo magnético. Imãs permanentes. Linhas de campo magnético. Campo magnético terrestre.

Oscilações, ondas, óptica e radiação – Feixes e frentes de ondas. Reflexão e refração. Óptica geométrica: lentes e espelhos. Formação de imagens. Instrumentos ópticos simples. Fenômenos ondulatórios. Pulsos e ondas. Período, frequência, ciclo. Propagação: relação entre velocidade, frequência e comprimento de onda. Ondas em diferentes meios de propagação.

O calor e os fenômenos térmicos – Conceitos de calor e de temperatura. Escalas termométricas. Transferência de calor e equilíbrio térmico. Capacidade calorífica e calor específico. Condução do calor. Dilatação térmica. Mudanças de estado físico e calor latente de transformação. Comportamento de gases ideais. Máquinas térmicas. Ciclo de Carnot. Leis da Termodinâmica. Aplicações e fenômenos térmicos de uso cotidiano. Compreensão de fenômenos climáticos relacionados ao ciclo da água.

Química

• Transformações químicas – Evidências de transformações químicas. Interpretando transformações químicas. Sistemas gasosos: Lei dos gases. Equação geral dos gases ideais, Princípio de Avogadro, conceito de molécula; massa molar, volume molar dos gases. Teoria cinética dos gases. Misturas gasosas. Modelo corpuscular da matéria. Modelo atômico de Dalton. Natureza elétrica da matéria: Modelo Atômico de Thomson, Rutherford, Rutherford-Bohr. Átomos e sua estrutura. Número atômico, número de massa, isótopos, massa atômica. Elementos químicos e Tabela Periódica. Reações químicas.

Representação das transformações químicas – Fórmulas químicas. Balanceamento de equações químicas. Aspectos quantitativos das transformações químicas. Leis ponderais das reações químicas. Determinação de fórmulas químicas. Grandezas químicas: massa, volume, mol, massa molar, constante de Avogadro. Cálculos estequiométricos.

Materiais, suas propriedades e usos – Propriedades de materiais. Estados físicos de materiais. Mudanças de estado. Misturas: tipos e métodos de separação. Substâncias químicas: classificação e características gerais. Metais e ligas metálicas. Ferro, cobre e alumínio. Ligações metálicas. Substâncias iônicas: características e propriedades. Substâncias iônicas do grupo: cloreto, carbonato, nitrato e sulfato. Ligação iônica. Substâncias moleculares: características e propriedades. Substâncias moleculares: H2, O2, N2, Cl2, NH3, H2O, HCl, CH4. Ligação covalente. Polaridade de moléculas. Forças intermoleculares. Relação entre estruturas, propriedade e aplicação das substâncias.

Água – Ocorrência e importância na vida animal e vegetal. Ligação, estrutura e propriedades. Sistemas em solução aquosa: soluções verdadeiras, soluções coloidais e suspensões. Solubilidade. Concentração das soluções. Aspectos qualitativos das propriedades coligativas das soluções. Ácidos, bases, sais e óxidos: definição, classificação, propriedades, formulação e nomenclatura. Conceitos de ácidos e bases. Principais propriedades dos ácidos e bases: indicadores, condutibilidade elétrica, reação com metais, reação de neutralização.

Transformações químicas e energia – Transformações químicas e energia calorífica. Calor de reação. Entalpia. Equações termoquímicas. Lei de Hess.Transformações químicas e energia elétrica. Reação de oxirredução. Potenciais padrão de redução. Pilha. Eletrólise. Leis de Faraday. Transformações nucleares. Conceitos fundamentais da radioatividade. Reações de fissão e fusão nuclear. Desintegração radioativa e radioisótopos.

Dinâmica das transformações químicas – Transformações químicas e velocidade. Velocidade de reação. Energia de ativação. Fatores que alteram a velocidade de reação: concentração, pressão, temperatura e catalisador.

• Transformação química e equilíbrio – Caracterização do sistema em equilíbrio. Constante de equilíbrio. Produto iônico da água, equilíbrio ácido-base e pH. Solubilidade dos sais e hidrólise. Fatores que alteram o sistema em equilíbrio. Aplicação da velocidade e do equilíbrio químico no cotidiano.

Compostos de carbono – Características gerais dos compostos orgânicos. Principais funções orgânicas. Estrutura e propriedades de hidrocarbonetos. Estrutura e propriedades de compostos orgânicos oxigenados. Fermentação. Estrutura e propriedades de compostos orgânicos nitrogenados. Macromoléculas naturais e sintéticas. Noções básicas sobre polímeros. Amido, glicogênio e celulose. Borracha natural e sintética. Polietileno, poliestireno, PVC, teflon, náilon. Óleos e gorduras, sabões e detergentes sintéticos. Proteínas e enzimas.

Relações da Química com as tecnologias, a sociedade e o meio ambiente – Química no cotidiano. Química na agricultura e na saúde. Química nos alimentos. Química e ambiente. Aspectos científico-tecnológicos, socioeconômicos e ambientais associados à obtenção ou produção de substâncias químicas. Indústria química: obtenção e utilização do cloro, hidróxido de sódio, ácido sulfúrico, amônia e ácido nítrico. Mineração e metalurgia. Poluição e tratamento de água. Poluição atmosférica. Contaminação e proteção do ambiente.

Energias químicas no cotidiano – Petróleo, gás natural e carvão. Madeira e hulha. Biomassa. Biocombustíveis. Impactos ambientais de combustíveis fósseis. Energia nuclear. Lixo atômico. Vantagens e desvantagens do uso de energia nuclear.

Biologia

• Moléculas, células e tecidos – Estrutura e fisiologia celular: membrana, citoplasma e núcleo. Divisão celular. Aspectos bioquímicos das estruturas celulares. Aspectos gerais do metabolismo celular. Metabolismo energético: fotossíntese e respiração. Codificação da informação genética. Síntese protéica. Diferenciação celular. Principais tecidos animais e vegetais. Origem e evolução das células. Noções sobre células-tronco, clonagem e tecnologia do DNA recombinante. Aplicações de biotecnologia na produção de alimentos, fármacos e componentes biológicos. Aplicações de tecnologias relacionadas ao DNA a investigações científicas, determinação da paternidade, investigação criminal e identificação de indivíduos. Aspectos éticos relacionados ao desenvolvimento biotecnológico. Biotecnologia e sustentabilidade.

Hereditariedade e diversidade da vida – Princípios básicos que regem a transmissão de características hereditárias. Concepções pré-mendelianas sobre a hereditariedade. Aspectos genéticos do funcionamento do corpo humano. Antígenos e anticorpos. Grupos sanguíneos, transplantes e doenças autoimunes. Neoplasias e a influência de fatores ambientais. Mutações gênicas e cromossômicas. Aconselhamento genético. Fundamentos genéticos da evolução. Aspectos genéticos da formação e manutenção da diversidade biológica.

Identidade dos seres vivos – Níveis de organização dos seres vivos. Vírus, procariontes e eucariontes. Autótrofos e heterótrofos. Seres unicelulares e pluricelulares. Sistemática e as grandes linhas da evolução dos seres vivos. Tipos de ciclo de vida. Evolução e padrões anatômicos e fisiológicos observados nos seres vivos. Funções vitais dos seres vivos e sua relação com a adaptação desses organismos a diferentes ambientes. Embriologia, anatomia e fisiologia humana. Evolução humana. Biotecnologia e sistemática.

Ecologia e ciências ambientais – Ecossistemas. Fatores bióticos e abióticos. Habitat e nicho ecológico. A comunidade biológica: teia alimentar, sucessão e comunidade clímax. Dinâmica de populações. Interações entre os seres vivos. Ciclos biogeoquímicos. Fluxo de energia no ecossistema. Biogeografia. Biomas brasileiros. Exploração e uso de recursos naturais. Problemas ambientais: mudanças climáticas, efeito estufa; desmatamento; erosão; poluição da água, do solo e do ar. Conservação e recuperação de ecossistemas. Conservação da biodiversidade. Tecnologias ambientais. Noções de saneamento básico. Noções de legislação ambiental: água, florestas, unidades de conservação; biodiversidade.

Origem e evolução da vida – A biologia como ciência: história, métodos, técnicas e experimentação. Hipóteses sobre a origem do Universo, da Terra e dos seres vivos. Teorias de evolução. Explicações pré-darwinistas para a modificação das espécies. A teoria evolutiva de Charles Darwin. Teoria sintética da evolução. Seleção artificial e seu impacto sobre ambientes naturais e sobre populações humanas.

Qualidade de vida das populações humanas – Aspectos biológicos da pobreza e do desenvolvimento humano. Indicadores sociais, ambientais e econômicos. Índice de desenvolvimento humano. Principais doenças que afetam a população brasileira: caracterização, prevenção e profilaxia. Noções de primeiros socorros. Doenças sexualmente transmissíveis. Aspectos sociais da biologia: uso indevido de drogas; gravidez na adolescência; obesidade. Violência e segurança pública. Exercícios físicos e vida saudável. Aspectos biológicos do desenvolvimento sustentável. Legislação e cidadania.

EMBRAPA LANÇA COLEÇÃO DE E-BOOKS COM TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS



23/04/2018

Uma agenda desafiadora que tem mobilizado a atenção de 193 países, com a meta de, em apenas 12 anos, buscar caminhos em direção a um mundo que integre aspectos sociais, energéticos, econômicos e ambientais, com segurança e equidade para os povos. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ratificada em 2015, durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, na sede da ONU, em Nova Iorque, representam essa proposta e reforçam a necessidade de participação de todos os segmentos da sociedade internacional para que os 17 objetivos e 169 metas se transformem em ações delineadoras do futuro.
             
E foi na ciência desenvolvida em laboratórios e campos experimentais de todo o Brasil, com a colaboração de instituições parceiras, que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi buscar seus principais resultados, para reuni-los na coleção “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (Coleção ODS), que será lançada na programação de aniversário da Empresa, dia 24 de abril, em Brasília. São ao todo 18 títulos, sendo um institucional, intitulado “Pesquisa e Inovação Agropecuária na Agenda 2030: contribuições da Embrapa”, e 17 sobre as pesquisas relacionadas a cada um dos Objetivos.
                        
Ao final de cada um dos títulos, foi dedicado um capítulo sobre as perspectivas, oportunidades e desafios tecnológicos em cada tema dos ODS, com foco nos cenários para a próxima década. Para a Embrapa, os desafios institucionais, a internalização da Agenda 2030, a capacidade de antecipação, a orientação para os impactos desejados, a gestão da informação e do conhecimento, a consolidação de redes, parcerias e alianças e contribuição para as políticas públicas são apenas algumas das diretrizes que vão nortear com mais atenção a agenda dos próximos anos.  
             
Segundo a gerente de Macroestratégia da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire), pesquisadora Daniela Lopes, a transversalidade das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa reforçam a importância da pesquisa. “As fossas sépticas biodigestoras, por exemplo, se alinham aos ODS 3, 6 e 11 e os alimentos biofortificados se vinculam aos ODS 1, 2 e 3”, diz ela. “O mesmo ocorre com várias outras tecnologias”. 
            
Esforço conjunto 
            
O trabalho de produção da coleção de e-books - que reuniu algumas das contribuições da Embrapa e parceiros a todos os 17 ODS e a 76 metas, do total de 169 listadas pela ONU - envolveu o trabalho 308 autores e 70 editores, que, em cerca de quatro meses, prepararam os conteúdos para que fossem enviados para as equipes de revisão, a partir de janeiro de 2018. As reuniões para acertar os detalhes e acompanhar a produção demandaram mais de 34 horas em 17 videoconferências realizadas, sem contar centenas de telefonemas e e-mails entre os membros da rede. 
            
Para identificar essa grande equipe, o primeiro passo foi buscar no Questa,  ferramenta computacional de pesquisa em projetos da Embrapa, pesquisadores que trabalham com os temas relacionados aos ODS e, a partir dos 150 nomes evidenciados no levantamento, foram feitas as indicações para editores técnicos e autores na empresa e em instituições parceiras. 
            
Simultaneamente à preparação dos e-books, outra frente de trabalho se formou em articulação com a então Secretaria de Comunicação (Secom) da Embrapa e o Departamento de Tecnologia da Informação, para elaborar uma página na internet com informações sobre os ODS e a contribuição da pesquisa da Embrapa na agenda internacional, a partir do alinhamento com os 12 Objetivos Estratégicos estabelecidos no VI Plano Diretor da Embrapa-PDE. 
           
Como acessar

As publicações são editadas no formato ePub, padrão adotado internacionalmente para livros eletrônicos, desenvolvido para que a apresentação do conteúdo se ajuste a diferentes tamanhos de telas de dispositivos. O leitor não é obrigado a pagar pelo programa necessário para ler o arquivo diretamente na tela do seu computador, celular ou tablet, pois vários deles podem ser instalados gratuitamente, e a maioria dos tablets já vêm com programa leitor de ePub. No caso de celulares, entre os programas gratuitos estão o Google Play Livros (para sistemas Android), Calibre (para Windows e Linux) e iBook (para iOS). Para leitura em computadores e laptops, é necessário a instalção de plugins, como o EpubReader para o navegador Firefox e o Readium para usuários do navegador Chrome. 

Serviço

O lançamento da coleção de e-books ocorrerá durante a solenidade de aniversário da Embrapa
Data: 24 de abril de 2018 (terça-feira)
Hora: 15 horas (horário de Brasília)
Local: Auditório Assis Roberto De Bem 
          Embrapa Recursos Genéticos e   
          Biotecnologia – Brasília/DF

O evento será transmitido por videoconferência às Unidades Descentralizadas. Será possível acompanhar ao vivo, também, pelo canal da Embrapa no Facebook: facebook.com/embrapa


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