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URBANIZAÇÃO ACELERA NO HAITI SEM GERAR RIQUEZA, ALERTA BM

(Arquivo) Foto mostra pessoas caminhando pela rua danificada pelo furacão 
Matthew, em Jérémie, no Haiti, em 7 de outubro de 2016

28/01/2018

A urbanização cresce no Haiti, mas este processo não está acompanhado de crescimento econômico, e as cidades estão cada vez mais ameaçadas por catástrofes naturais, apontou um relatório do Banco Mundial publicado nesta terça-feira (23).

Hoje, 64% dos haitianos vivem nas cidades, contra apenas um terço em 1996. Mas ao contrário da tendência mundial, no Haiti essa urbanização não acompanhou o crescimento da economia: o PIB por habitante caiu de 757 dólares em 1996 para 727 em 2013, destaca o documento.

"Houve um processo de urbanização muito rápido, de em média 5% ao ano, que não foi acompanhado por investimentos em infraestruturas que possam ser adequadas a este crescimento urbano", explicou Sameh Wahba, funcionário do Banco Mundial encarregado do tema de desenvolvimento urbano e territorial.

Um terço dos habitantes das cidades do país não têm acesso a água potável e dois terços precisam de saneamento.

A grande maioria dos que vivem nas cidades têm menos facilidades para acessar o mercado de trabalho do que aqueles que vivem no meio rural.

Três quartos dos haitianos que residem nas zonas urbanas não utilizam diariamente o sistema de transporte, que é caro e pouco funcional, revela o estudo.

O crescimento das cidades aumenta por outro lado a vulnerabilidade do país diante das catástrofes naturais.

"A maioria dos haitianos vive em casas que eles mesmos construíram, sem a supervisão técnica apropriada", detalha o relatório.

Além da ameaça sísmica que afeta 97% do território, o estudo aponta que 58% das zonas edificadas estão submetidas ao risco de inundação.

Frente a esses desafios, o BM preconiza que se concretizem investimentos nos serviços básicos e pede um esforço financeiro que somente poderá ser eficaz em nível local caso seja feita uma descentralização efetiva do sistema fiscal.

Fonte: Yahoo!


Aumento da produção agrícola é essencial para fim da fome, diz Banco Mundial

Agricultura é fonte de emprego e renda para 70% dos pobres do mundo. Foto: Banco Mundial

23/06/2016

Instituição afirma que é preciso aumentar o ritmo de combate à desnutrição para alcançar o segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável até 2030.

Mariana Ceratti, de Brasília para a Rádio ONU*.

O relatório Indicadores de Desenvolvimento Global 2016, do Banco Mundial, afirma que nos últimos 25 anos, o percentual de desnutrição caiu quase pela metade no mundo, de 19% para 11%. No entanto, ainda há 795 milhões de pessoas desnutridas no mundo hoje, a maior parte delas em países de baixa renda, como os da África Subsaariana.

O documento diz ainda que vai ser muito difícil acabar com a fome até 2030, cumprindo o segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU, se o ritmo atual de queda continuar o mesmo.

Produtividade

O relatório discute maneiras de alcançar os objetivos das Nações Unidas. Uma delas é elevar a produtividade das famílias rurais. Afinal, para 70% dos pobres do mundo que vivem no campo, a agricultura é a principal fonte de emprego e renda.

Além disso, em 2030, a população e a demanda por alimentos devem aumentar nos países mais pobres do mundo, onde a produtividade agrícola é menor e a vulnerabilidade às mudanças climáticas, mais alta.

Alterações na produtividade agrícola, principalmente na produção de cereais, influem nos números de pobreza e desnutrição, segundo o estudo do Banco Mundial.

Nanismo

Em períodos de estagnação na produtividade, como a ocorrida entre 1990 e 1999 nos países mais pobres do mundo, houve pouca melhora nos níveis de pobreza e saúde nutricional.

Já entre 2000 e 2012, quando o crescimento médio anual de produção de cereais nos países de baixa renda foi de 2,6%, a pobreza e a desnutrição caíram 2,7% ao ano.

O relatório do Banco Mundial também traz avanços nos indicadores de nanismo e desnutrição severa em crianças de até 5 anos, mas lembra que ainda há muito por fazer.

A prevalência de nanismo, por exemplo, diminuiu desde 1990, mas permanece perto de 40% nos países mais pobres do mundo. Até 2025, o segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável visa reduzir em 40% o número de crianças de até 5 anos com nanismo.

*Reportagem do Banco Mundial no Brasil.

Fonte: Rádio ONU

DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA PASSA PELO FIM DOS LIXÕES



02/04/2015

O reaproveitamento de recicláveis põe em marcha um sistema que não apenas permite sua reinserção na cadeia produtiva como assegura renda para milhões de pessoas em todo o mundo.

De acordo com um estudo do Banco Mundial, trata-se de um contingente de 15 milhões de indivíduos (equivalente à população do Equador), dos quais 4 milhões estão na América Latina, onde pelo menos 75% trabalham de forma insalubre em lixões.

“Essas pessoas sofrem de doenças crônicas e envelhecimento precoce”, explica Ricardo Schusterman, especialista em Desenvolvimento Social do Banco Mundial. A eliminação dos lixões e a reorganização desses catadores em cooperativas são etapas essenciais para lhes assegurar maior dignidade e renda. Segue nesse sentido a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), promulgada em 2010, que determinava o fim dos lixões em todo o país até agosto de 2014. Por pouco esse prazo obteve prorrogação de mais quatro anos, vetada pela presidente da República, Dilma Rousseff - veto este confirmado por senadores e deputados, em 17 de dezembro.

“A dimensão do problema da gestão dos resíduos sólidos é significativa. No entanto,o Brasil tem obtido progresso consistente no setor, apesar das dificuldades que envolvem a questão.”
Catalina Marulanda, do Banco Mundial.

“O Brasil produz mais de um terço do lixo sólido municipal da América Latina e Caribe. Desde 2000, investimentos em aterros sanitários mais que dobraram a quantidade de dejetos sólidos descartados adequadamente – hoje, mais da metade do lixo produzido é descartado em aterros sanitários. Ainda assim, há grande disparidade entre as práticas de descarte nas regiões brasileiras. Aproximadamente 70% do lixo gerado é descartado de forma correta no Sul do país, já nas regiões Norte/Centro-oeste são menos de 30%”, enumera Catalina Marulanda, especialista líder da Unidade Urbana da Região da América Latina e Caribe do Banco Mundial.

Segundo a especialista do Banco Mundial, “os principais desafios continuam sendo a descentralização das municipalidades responsáveis pela gestão de resíduos sólidos que, em muitos casos, possuem capacidade técnica limitada para preparar projetos viáveis, capazes de atrair o setor privado. Além disso, muitos municípios não têm recursos para realizar processos de licenciamento ambiental complexos para a construção de novos aterros e enfrentam passivos sociais e ambientais significativos por conta de áreas de descarte desregulamentadas”.

Os consórcios intermunicipais têm se mostrado uma boa solução para resolver problemas comuns como a construção e gestão de aterros, o desenvolvimento da coleta seletiva e a formalização dos catadores. “Num país com a dimensão do Brasil, a gestão dos resíduos sólidos é ainda mais complexa. No entanto, há que se registrar o progresso realizado nos últimos quinze anos”, destaca Catalina. Segundo dados do Banco Mundial, um latino-americano produz entre 1 e 14 quilos de lixo por dia. Se fosse separado na fonte - ou seja, nas próprias residências, aproximadamente 90% poderia ser convertido em combustível ou reciclado. A responsabilidade compartilhada - premissa da PNRS - mostra-se, portanto, cada vez mais necessária para lidar com a questão dos lixões sob todos os ângulos.

Para saber mais: www.worldbank.org/

Fonte: Cempre


Banco Mundial quer parceria ambiental com Brasil

Crédito: Divulgação / Portal Brasil

05/03/2015
    
A diretora-gerente e chefe de Operações do Banco Mundial, Sri Mulyani Indrawati este com ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na última terça-feira (3), em Brasília (DF). Durante a visita, a diretora do Bird e a ministra trataram da parceria na pauta ambiental. Sri Mulyani falou da importância da agenda de desenvolvimento sustentável. A ministra citou, entre outras ações, o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), que tem o Banco Mundial como parceiro.

A iniciativa é considerada a maior iniciativa em conservação de florestas tropicais no mundo. Trata-se de uma ação na qual objetivo é de proteger cerca de 60 milhões de hectares da Amazônia brasileira.

Rio e Amazonas
Essa é a primeira visita de Sri Mulyani Indrawati ao Brasil desde que entrou para o Banco Mundial, em 2010. Ela já visitou o estado do Amazonas e do Rio de Janeiro para conhecer projetos locais, além de se reunir com autoridades do governo federal.

Participaram da reunião o secretário-executivo do MMA, Francisco Gaetani, o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Carlos Klink, o assessor especial, Luiz Antônio Correia de Carvalho, o vice-presidente para América Latina e Caribe do Banco Mundial, Jorge Familiar, a diretora do Banco Mundial para o Brasil, Deborah Wetzel, o diretor do International Finance Corporation (IFC) para o Brasil, Hector Gomez e o representante do governo brasileiro no Banco Mundial, Antonio Henrique Silveira.

Fonte: Portogente

Banco Mundial libera US$ 16 milhões para Amazônia


24/02/2012  

Da Redação

O Banco Mundial aprovou uma doação de US$ 15,9 milhões do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) para o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

Com a verba, a segunda fase do programa deve possibilitar a proteção de mais 13,5 milhões de hectares no bioma. O dinheiro também será usado para consolidar 32 milhões de hectares de áreas protegidas já existentes.

Durante sua primeira fase, o programa criou 24 milhões de hectares de áreas protegidas e consolidou 8,5 milhões. A estimativa do governo é que essa proteção ajudou a reduzir o Desmatamento na região em 37%, entre 2004 e 2006.Makhtar Diop, diretor do Banco Mundial para o Brasil, disse que a meta é atingir no futuro – sem dizer exatamente quando – um total de 100 milhões de hectares protegidos na Amazônia, “promovendo simultaneamente o crescimento econômico e serviços sociais através do uso sustentável de recursos”, diz.

O GEF é uma agência internacional criada após a conferência Rio-92 para reunir verbas e fundos de concessão para promover benefícios ambientais em seis áreas foco – Mudanças Climáticas, diversidade biológica, águas internacionais, poluentes orgânicos persistentes e destruição da camada de ozônio.

Fonte: Odocumento.com
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