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DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE COMPLETA 50 ANOS

Ainda há muito a ser feito pelas transformações e  políticas ambientais
nacionais e internacionais (Ilustração: Shutterstock )

04/06/2022 

Criada pela ONU, data traz para 2022 o tema “Uma só terra”

Chamar a atenção globalmente para as questões ambientais urgentes da atualidade. Este é o maior objetivo do Dia Mundial do Meio Ambiente - 5 de junho - criado no ano de 1972, juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano, contendo diretrizes para a governança ambiental no mundo. Ao longo desses anos, as discussões ganharam importância e o trabalho de conscientização cresceu, mas ainda há muito a ser feito pelas transformações e pelas políticas ambientais nacionais e internacionais. 

A cada ano, a comemoração gera em torno de um tema. Para 2022, a ONU escolheu reforçar a campanha “Uma só terra”, que além de marcar os 50 anos da Conferência de Estocolmo de 1972, alerta para a urgência da mudança global em prol da preservação do meio ambiente. A proposta é fazer com que cada pessoa se sinta integrada às ações ambientais coletivas e motivada a viver uma vida mais sustentável, em harmonia com a natureza, promovendo mudanças a partir do apoio às políticas públicas e de escolhas pessoais, como por exemplo adotar um estilo de vida menos poluente. É preciso incorporar que o planeta é a nossa casa e a preservação de todos os recursos finitos é uma responsabilidade de cada pessoa.  “Agora, assim como há cinco décadas, é fundamental tomarmos novas ações urgentes em prol de um planeta saudável para a prosperidade de todos e todas, afirma Regina Cavini, representante adjunta do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) no Brasil.

Este ano, a Suécia voltou a ser a anfitriã da conferência anual e lá também foi realizada a Estocolmo+50, nos dias 2 e 3 de junho. Na pauta das discussões, o foco foi em três pilares: ação climática, ação na natureza e ação na poluição. O encontro representou uma aceleração nos esforços para cumprir a Agenda de 2030 de modo a alcançar uma recuperação sustentável pós-COVID-19. Participaram da conferência mais de dez chefes de Estado/governo e mais de 90 ministros de 130 Estados-membros participantes, bem como representantes da sociedade civil e do setor privado.

Desde que foi instituído, o Dia Mundial do Meio Ambiente passou a ser uma plataforma de sensibilização para as questões ambientais. Ao longo dos anos, temas importantes foram discutidos: restauração dos ecossistemas, biodiversidade, poluição do ar, poluição plástica, crimes ambientais contra a vida selvagem, consumo consciente, aquecimento global, desperdício de alimentos, economia verde, mudanças climáticas, água, camada de ozônio…

Compromissos da anfitriã 

Após ter sido palco da Conferência de 1972, a Suécia avançou nas questões ambientais e nos investimentos voltados para a preservação e proteção ambiental. O país adotou uma meta climática de longo prazo com o objetivo de zerar as emissões líquidas até 2045. Cinquenta anos depois, voltar a sediar o encontro representou um compromisso e uma grande ambição para o futuro. 

"Como uma anfitriã orgulhosa do Dia Mundial do Meio Ambiente 2022, a Suécia destaca as preocupações ambientais mais urgentes e apresenta as iniciativas do nosso país e os esforços globais para enfrentar as crises do clima e da natureza. Convidamos comunidades de todo o mundo a participar das importantes discussões e celebrações", ressaltou Per Bolund, Ministro de Meio Ambiente e Clima e Vice-Primeiro Ministro da Suécia. 

Ações que fazem a diferença 

Em diferentes partes do Brasil e do mundo, há pessoas atuando em ações e iniciativas que já se tornaram uma missão de vida com o intuito de promover a restauração e a preservação do meio ambiente e assim ajudar a construir um planeta melhor para essa e as próximas gerações. Veja aqui alguns exemplos! 

Rondônia - Os indígenas Paiter Suruí já realizaram duas edições da ação NFTs de Impacto para comercializar, por meio da plataforma Mercado Bitcoin, obras digitais autênticas - ilustrações e fotografia. O objetivo da iniciativa é levantar fundos para colaborar com projetos de impacto social e ambiental. O dinheiro também é usado para monitorar o território Sete de Setembro e financiar outras iniciativas sustentáveis, como a preservação de 13 mil hectares de floresta.

O cacique Almir Suruí ressalta, ainda, que com o dinheiro das vendas das obras digitais é possível investir em tecnologia e aquisição de drones, GPS e computadores para geoprocessamento, bem como para identificar algumas ações para receberem financiamento e fortalecimento. Hoje já são beneficiados projetos de cultivos sustentáveis de café, banana, cacau e castanha, além de iniciativas de reflorestamento e recuperação de nascentes. 

Paquistão - Tahir Qureshi, falecido em dezembro de 2020, entendeu a importância da preservação dos manguezais na preservação do meio ambiente. Ele deixou um legado importante, ganhou o título de “herói dos manguezais” e hoje outras pessoas, inspiradas por seu trabalho, dedicam-se a ações de restauração dos manguezais naquele país. 

Em 2021, o Paquistão sediou a conferência da ONU e, apoiado pelo PNUMA, assumiu o compromisso de plantar 10 bilhões de árvores até 2023, sendo que grande parte delas são mangues - ecossistemas mais produtivos e diversificados do planeta. Sem eles 39% a mais de pessoas poderiam sofrer com as consequências de inundações, por exemplo. Vale saber, ainda, que os mangues armazenam carbono de três a cinco vezes mais do que das florestas tropicais. Além disso, sustentam a subsistência de mais de 120 milhões de pessoas no mundo e servem de casa para mais de três mil espécies de peixes que fazem parte do ecossistema.

Estima-se que a degradação já consumiu 67% dos manguezais através de ações como exploração madeireira, agricultura, aquicultura, poluição e o desenvolvimento costeiro.

Salvador - Na capital baiana, um projeto ambiental de destaque é desenvolvido pela ONG ProMar, em parceria com os pescadores da Ilha de Maré e a Universidade Federal da Bahia. Juntos desenvolveram uma tecnologia que transforma o substrato do coral sol, nocivo ao ecossistema marinho, em sementeira para o cultivo e a restauração dos recifes de coral nativo na Baía de Todos os Santos. O trabalho também se estende à reutilização do plástico, que é retirado do mar.

ONG ProMar atua em parceria com os pescadores da Ilha de Maré e a
Universidade Federal da Bahia (Foto: divulgação)

"Há mais de dez anos estou trabalhando na pesquisa e no monitoramento e controle do coral sol na Baía de Todos-os-Santos e, também, participamos da construção do plano de controle do coral sol na Costa Brasileira. Como o coral sol causa impacto na vida marinha, principalmente, em algumas espécies daqui e por ele ter a mesma composição de um coral da nossa região, que é o carbonato de cálcio, resolvemos experimentar o esqueleto para fabricar uma sementeira para cultivar corais nativos. Retiramos o coral sol, colocamos para secar, trituramos e transformamos em um pó. Então, misturamos com cimento e fabricamos pequenos blocos que são as sementeiras, onde se fixa o fragmento de um coral nativo e a partir daí ele passa a se desenvolver", explica Zé Pescador, gestor da ProMar. 

Todo este trabalho é fruto de um estudo da startup de inovação e meio ambiente Carbono 14, um negócio sustentável, que nasceu a partir da atuação da ProMar. O trabalho pioneiro chegou a ser citado na revista especializada Science.  

Com os experimentos percebeu-se que o uso do nylon poderia ser utilizado também no processo como lacres. "O plástico é excelente para acelerar o desenvolvimento do coral, até quatro vezes mais rápido do que o próprio ambiente natural. Essa descoberta foi feita a partir da observação do cientista Igor Cruz, do Instituto de Geociências da UFBA, que é o nosso orientador científico nos experimentos de restauração na Baía de Todos os Santos”. 

O projeto Mundo Sustentável é uma realização do Correio com patrocínio da Unipar e Acelen, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador, apoio da Braskem, Wilson Sons, AJL, Jotagê e ComDados.

Fonte: Jornal Correio

Pós-Rio 2016, PNUMA vai divulgar estratégia para ligar esporte e meio ambiente


Tela de Synnöve Hilkner com bicicleta como motivo: aliar esporte e meio ambiente é objetivo do PNUMA

15/08/2016

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto, com muitas mensagens de cunho ecológico, motivou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) a ampliar a divulgação da estratégia para vincular esporte e sustentabilidade. A iniciativa do PNUMA foi batizada de Estratégia Michezo, palavra que significa “esportes” e “jogo” no idioma kiswahili, presente na África Oriental e que mantém laços com outros idiomas.

A estratégia de longo prazo para vincular esporte e meio ambiente, por meio da difusão da ética e dos valores ambientais em todos os níveis do esporte, inclusive do esporte recreativo, foi formulada pelo PNUMA e está em vigor desde 2003. Os objetivos centrais da Estratégia Michezo são a promoção da integração dos aspectos ambientais ao esporte; a utilização da popularidade dos esportes para promover a sensibilização do público, sobretudo dos jovens, sobre questões ambientais; e promover o aperfeiçoamento das instalações esportivas e métodos de fabricação de materiais esportivos respeitando as premissas da sustentabilidade.

O PNUMA destaca a íntima ligação do esporte com a natureza. “Um meio ambiente saudável é necessário para o esporte saudável, e esta intimidade com a natureza é o que motiva e inspira muitos atletas”. Por outro lado, um meio ambiente degradado representa um obstáculo para a motivação das pessoas em praticar esportes e pode até colocar em perigo a realização de eventos esportivos.

As instalações de eventos e atividades esportivas também repercutem no meio ambiente, observa o PNUMA. As instalações e eventos esportivos contribuem no consumo de energia, para a emissão de gases de efeito-estufa e eliminação de resíduos, tóxicos ou não, e também para a deterioração da camada de ozônio e do habitat e para a perda da diversidade biológica, a erosão do solo e poluição da água e do ar.

A Estratégia Michezo complementa, sobre os impactos ambientais do esporte: “Os fabricantes de artigos esportivos e os grandes acontecimentos esportivos, como os Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo de Futebol da FIFA e o Tour de France empregam a milhares de pessoas, compram e consomem recursos em grande escala, produzem milhões de bens de consumo, utilizam energia e água, geram resíduos sólidos, urbanizam terrenos e utilizam e operam frotas de veículos”.

O documento do PNUMA assinala que, em contrapartida, os esportes são uma das formas de lazer mais populares. E justamente por essa grande audiência, os participantes e/ou torcedores de esportes representam um importante meio de promoção de mensagens ambientais.

É especial o papel dos atletas, nota o PNUMA: “Milhões de pessoas admiram os esportistas de sucesso e os consideram arquétipos sociais. Estes arquétipos, que são admirados por valores como honradez, paixão pelo trabalho, espírito de equipe e cooperação, a disciplina, a dedicação, a dignidade e o respeito aos demais podem desempenhar uma função primordial para influenciar e estimular atitudes da sociedade relativas ao meio ambiente”.

O PNUMA observa que seu trabalho com a relação entre esporte e meio ambiente começou em 1994, quando subscreveu acordo de cooperação com o Comitê Olímpico Internacional (COI). Foi dois anos depois, portanto, da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, no Rio de Janeiro.

Em 1994 o COI considerou o meio ambiente como terceiro pilar do movimento olímpico internacional, ao lado do esporte e da cultura. O COI também criou uma Comissão de Esportes e Meio Ambiente para assessorar o seu Conselho Executivo. Em parceria com o COI e várias confederações e federações esportivas, o PNUMA elaborou a Agenda 21 para o Esporte e o Meio Ambiente. PNUMA e COI são igualmente parceiros na realização bienal de conferências internacionais sobre esporte e meio ambiente, tema também de seminários regionais.

Áreas de atuação da Estratégia Michezo -  A Estratégia Michezo compreende quatro grandes áreas de atuação para o próprio PNUMA e outras instâncias do sistema das Nações Unidas, para promover e aprofundar os vínculos entre esporte e meio ambiente:

I – Participação na iniciativa do Secretário Geral:

O PNUMA assume o compromisso de apoiar a equipe do Secretário Geral da ONU sobre Esportes para o Desenvolvimento e a Paz, nos esforços para ligar esporte e meio ambiente. O PNUMA também pretende ampliar laços com outros órgãos das Nações Unidas, para promover a ligação entre esporte e meio ambiente e na contribuição dessa ligação para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, também conhecidos como Metas do Milênio e que têm seu prazo estipulado para 2015.

II – Promoção da sensibilização sobre questões ambientais por meio do esporte

1. Iniciação de atividades ambientais por meio de esportes recreativos.

2. Foco em eventos esportivos populares, para promover valores ambientais. Com esse objetivo, serão intensificadas as relações com os promotores de grandes eventos esportivos internacionais, como os já citados e também os Jogos Asiáticos e Jogos PanAfricanos, entre outros.

3. Designação de embaixador de boa vontade e representante especial para esporte e meio ambiente.

4. Apoio a acampamentos de contato com a natureza e esportivos. O PNUMA criou um Acampamento Formativo para a Natureza e o Esporte para crianças de bairros pobres de Nairóbi, no Quênia. Outras iniciativas nessa linha serão apoiadas.

III – Fortalecimento do trabalho do PNUMA com organizações esportivas internacionais

1. Aumento da cooperação com o COI.

2. Cooperação com as cidades olímpicas.

3. Estabelecimento de vínculos com a Associação Geral de Federações Esportivas Internacionais.

4. Estabelecimento de vínculos com federações, associações e conselhos esportivos.

IV – Organização de eventos e publicações sobre questões da atualidade

1, Organização do Fórum Mundial bienal sobre Esporte e Meio Ambiente, em cooperação com a Aliança Mundial para o Esporte.

2. Organização de outros eventos esportivos. Caso da realização, desde 1998, no Japão, com a Fundação para a Paz Mundial e o Meio Ambiente, de um fórum internacional de tênis, incluindo mensagens ambientais.

3. Fortalecimento da colaboração com a indústria de materiais esportivos.

4. Publicação de material informativo sobre esporte e meio ambiente.

A implementação da Estratégia Michezo está a cargo da Divisão de Comunicação e Informação Pública do PNUMA, em cooperação com escritórios regionais e outras divisões desse órgão da ONU. Uma atenção especial é dada para envolver a juventude na ligação entre esporte e meio ambiente em esfera global.


APOIO A CATADORES É DESTAQUE EM RELATÓRIO GLOBAL DA NESTLÉ



15/08/2016

Anualmente, o relatório “Nestlé in society: Creating Shared Value” publica as principais iniciativas mundiais da empresa na criação de valor compartilhado para seus públicos-alvo. Em sua 12ª edição, relativa ao ano de 2015, o modelo brasileiro de coleta seletiva com inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas foi um dos destaques entre os trabalhos divulgados pela área de Embalagens como um benchmark de sustentabilidade reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

A publicação apresenta também o acordo setorial proposto pela Coalizão de Embalagens. Elaborado por 21 entidades do setor, incluindo produtores, importadores e comerciantes, com coordenação do Cempre e apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o acordo foi aprovado pelo governo no final de 2015, com o compromisso de gerar um aumento de 22% na reciclagem de embalagens pós-consumo nos próximos dois anos, entre outras propostas. 

O relatório ressalta ainda o projeto desenvolvido pela Nestlé em parceria com o Cempre de apoio à formalização e desenvolvimento de cooperativas. “Atuamos em 69 das 150 cooperativas apoiadas pelo Cempre no país”, comenta Cristiani Vieira, gerente de Sustentabilidade Ambiental da Nestlé Brasil. “Em 2015, nosso programa cobriu cerca de 1.900 catadores (mais do dobro de 2014) que separaram aproximadamente 51.000 toneladas de materiais recicláveis que retornaram, assim, à cadeia produtiva, com inclusão socioeconômica desses trabalhadores”.

“Temos percebido que outros mercados estão observando de perto o modelo brasileiro para estabelecer seus marcos legais e seus formatos de gerenciamento de resíduos pós-consumo.” Cristiani Vieira, gerente de Sustentabilidade Ambiental 

Na avaliação do consultor Ailton Storolli, o suporte às cooperativas e associações de catadores é essencial para a concretização do modelo brasileiro. “Sua formalização e organização gera melhores condições de segurança, maior produtividade, aumento de escala e comercialização direta dos materiais com os recicladores, incrementando a renda dos trabalhadores para que alcancem a sustentabilidade social e econômica de sua atividade”, afirma Ailton, diretor proprietário da Storolli Sustentabilidade, contratada pela Nestlé para apoiar sua representação na Coalizão e na proposta dos planos de ação do setor.

A Nestlé iniciou seus projetos com as cooperativas em 2005 - portanto, cinco anos antes da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Desde o começo, trabalhamos em parceria com o Cempre para apoiar o desenvolvimento das cooperativas, aproveitando sua expertise e proximidade com o setor”, conta Cristiani. “O modelo brasileiro vem despertando o interesse de outros países. Já existem, por exemplo, discussões na Ásia com entendimento de seguir numa linha semelhante à que desenvolvemos por aqui. Sem dúvida, é um reconhecimento muito importante desse esforço conjunto.”


Para saber mais: http://www.nestle.com/csv

Fonte: Cempre


Rio 2016 e ONU se unem pela sustentabilidade dos Jogos

Erik Solheim: arenas sustentáveis e investimento em programas ambientais são 
legados inquestionáveis (Foto: Rio 2016)

06/08/2016  

Diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Erik Solheim, visitou instalações do Parque Olímpico na quinta-feira (4)

Alinhado às mais modernas práticas de sustentabilidade e legado ambiental, os Jogos Rio 2016 contam com a participação ativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). 

O órgão internacional, uma das maiores autoridades quando o assunto é ecologia, desenvolveu uma série de recomendações e suporte técnico para que o Rio aproveite a oportunidade Olímpica e estabeleça práticas ambientais compatíveis com as necessidades atuais.  

Diretor executivo do Pnuma, Erik Solheim participou de uma visita ao Parque Olímpico na quinta-feira (4) e conheceu de perto todos os projetos de sustentabilidade desenvolvidos no local. 

"Hoje, os Jogos têm equipes que cuidam da flora e prestam auxílio aos animais em áreas de competição. Isso deixa claro o respeito à natureza e a mudança de mentalidade pela qual a humanidade passa", disse Solheim ."É claro que ainda há muito passivo ambiental no Rio, mas ele está sendo debatido e enfrentado como nunca", completou. 

Uma área equivalente a sete campos de futebol foi reflorestada no 
Parque Olímpico (Foto: Rio 2016/Ernesto Neves) 

Outro projeto de destaque dos Jogos é o Passaporte Verde. Trata-se de uma série de medidas de fomento ao turismo sustentável no Rio de Janeiro. Elas incluem campanhas de reciclagem e uso responsável de energia e água pela rede hoteleira da cidade, além de parcerias com comunidades que implementam roteiros ecológicos. 

"Os Jogos colocaram os holofotes no meio ambiente carioca, o que é extremamente positivo. Nem todos os problemas foram resolvidos, mas o caminho é claro: precisamos preservar a riquíssima natureza da cidade", disse Tânia Braga, gerente de sustentabilidade do Comitê Rio 2016, durante o encontro.

Fonte: RIO2016


Norueguês substitui brasileiro como diretor de órgão ambiental da ONU

Erik Solheim (foto) substitui no cargo o brasileiro Achim Steiner (Foto: Wikimedia Commons)

27/06/2016

Erik Solheim substitui no cargo o brasileiro Achim Steiner.
'Há necessidade urgente para lutar contra a mudança climática', diz.

Ex-ministro de Meio ambiente e Desenvolvimento Internacional da Noruega, Erik Solheim tomou posse nesta segunda-feira (27) como novo diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), cuja sede está em Nairóbi.

Após três anos à frente do Comitê de Assistência ao Desenvolvimento da OCDE, Solheim enfrenta agora o desafio de liderar a principal agência mundial em matéria de meio ambiente, em um momento fundamental para a luta contra a mudança climática.

"Há uma necessidade urgente para lutar contra a mudança climática, deter a destruição de ecossistemas e reduzir a poluição. Protegendo nosso planeta protegemos a nós mesmo", declarou o novo diretor do PNUMA, que substitui no cargo o brasileiro Achim Steiner.

Outros assuntos de vital importância são a poluição dos oceanos e do ar, a relação entre mudança climática, conflito e migrações maciças e a mudança de enfoque das políticas ambientais para priorizar a saúde das pessoas.

O PNUMA adquiriu especial relevância na agenda política mundial por seu papel como principal impulsor da luta contra a mudança climática e seu papel na inclusão do meio ambiente como umas das prioridades dos objetivos para um Desenvolvimento Sustentável -os novos Objetivos do Milênio.
O sucesso do Acordo de Paris sobre a Mudança Climática (COP21), em 2015, e da segunda Assembleia Meio Ambiental das Nações Unidas (UNEA-2), em maio em Nairóbi, podem marcar um ponto de inflexão na luta global contra a mudança climática, segundo indicou Solheim.

Fonte: G1 Natureza

Dia Mundial do Meio Ambiente tem apelo por fim do tráfico de animais

Antílope, animal adorado em Angola e alvo de caçadores. Foto: Pnuma/WED2016

05/06/2016

Escolhido como país sede das celebrações em 2016, Angola reforçou leis e controle de fronteiras, segundo secretário-gera da ONU Ban Ki-moon; pesquisa Pnuma e Interpol mostra que crime chega a valer US$ 258 bilhões.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

Neste domingo, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, as Nações Unidas estão reforçando a importância do fim dos crimes contra animais selvagens. Angola foi escolhido como país sede das celebrações em 2016, por ter "reforçado suas leis e o controle das fronteiras", segundo o secretário-geral da organização.

Ban Ki-moon lembra que o esforço de Angola está ligado a recuperar as populações de elefantes prejudicadas pela guerra civil do país lusófono. O chefe da ONU acredita que esse tipo de ação "envia a forte mensagem de que espécies selvagens de animais e de plantas são um bem precioso que devem ser geridas de forma sustentável e protegidas do tráfico ilegal".

Sustentabilidade

O Programa da ONU para o Meio Ambiente é a agência que lidera as celebrações. Na província angolana de Cuando Cubango, o chefe do Pnuma conversou com a Rádio ONU.

Achim Steiner destacou o apoio que a ONU está dando para o governo e o povo de Angola.

"Um conflito da natureza e do homem, mas também uma pergunta de coexistência. Essa é a ideia do 5 de junho e vamos continuar com a celebração. Nós do sistema das Nações Unidas estamos todos juntos para ajudar o governo e as comunidades também. Porque a conservação da natureza é um trabalho com o povo. Este é um trabalho de desenvolvimento sustentável, um trabalho que a ONU tem uma grande liderança e também uma solidariedade com o país angolano."

Soldados da Natureza

A província de Cuando Cubango tem uma área de conservação florestal com várias espécies de animais e por isso é considerada uma das mais ricas do mundo em termos de biodiversidade.

Na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Pnuma inaugurou uma academia de fiscais florestais, que vai transformar ex-combatentes angolanos em "soldado da natureza".

Segundo a agência, o país serve de fonte e de trânsito do marfim de elefante, que segue pelas fronteiras com a República Democrática do Congo e depois é vendido principalmente em nações da Ásia.

Lucros

Angola já está aplicando leis contra a caça ilegal, problema que afeta vários países no mundo. Um estudo recém-divulgado pelo Pnuma e pela Interpol mostra a escala dos crimes ambientais no planeta.
Redes transnacionais de crime organizado que exploram a vida selvagem conseguem lucrar entre US$ 91 bilhões e US$ 258 bilhões por ano (cerca de R$ 910 trilhões). O valor representa um aumento de 26% em relação a estimativas anteriores.

Em Angola, chefe do Pnuma, Achim Steiner, inaugura academia florestal. 
Foto: Rádio ONU/Eleutério Guevane
*Com reportagem de Eleutério Guevane, enviado especial da Rádio ONU a Luanda.

Fonte: Rádio ONU

Campanha Passaporte Verde incentiva turismo sustentável

Desde 2008, a campanha apresenta medidas simples para que os viajantes tornem o 
turismo uma atividade sustentável - Jorge Cardoso/Ministério do Meio Ambiente

04/05/2016

O objetivo é estimular os viajantes a respeitar a natureza e promover o desenvolvimento local

Com o objetivo de incentivar turistas a adotarem atitudes sustentáveis durante a viagem, representantes dos ministérios do Turismo, do Esporte, do Meio Ambiente e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) firmaram no sábado (30) uma parceria para divulgar a campanha Passaporte Verde.

A cerimônia promovida no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, prevê a realização de ações específicas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e também no revezamento da Tocha que percorrerá mais de 300 cidades do País.

Desde 2008, a campanha apresenta medidas simples para que os viajantes tornem o turismo uma atividade sustentável, respeitando o meio ambiente e a cultura ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais. O objetivo é sensibilizar o turista quanto ao seu potencial de contribuir com o desenvolvimento sustentável local por meio de escolhas responsáveis.

"A campanha Passaporte Verde é extremamente importante para a sensibilização tanto de empresários quanto de turistas para o desenvolvimento de um turismo mais responsável", afirmou a coordenadora-geral de turismo responsável do Ministério do Turismo, Isabel Barnasque. 

Já a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ressaltou que esta é uma oportunidade para fazer da Olimpíada um marco para a sustentabilidade no Brasil. "Essa nova agenda tem que envolver tanto o setor público quanto o privado para que a atitude de cada um frente ao meio ambiente seja pautada pela melhoria da qualidade de vida", afirmou.

Para o diretor-executivo PNUMA, Achim Steiner, o Passaporte Verde é um meio de mobilizar a partir de pequenas decisões tomadas durante a viagem, como o hotel ou tipo de transporte a ser usado.

Sobre a campanha

A campanha Passaporte Verde, coordenada pelo PNUMA, é uma iniciativa que busca promover práticas de produção e consumo sustentáveis na atividade turística, tanto na prestação de serviços quanto na conscientização dos turistas para que adotem comportamentos responsáveis em suas viagens.

Lançada em 2008, em uma parceria entre o PNUMA, os ministérios do Meio Ambiente e do Turismo do Brasil, o Ministério Francês do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e outros parceiros, a campanha também atua em diversos países como Costa Rica, Equador e África do Sul.

Em 2015, foi lançada a edição Passaporte Verde nos Jogos Rio 2016, oferecendo novas dicas e roteiros aos turistas que desembarcarão no Rio de Janeiro para acompanhar os eventos. A campanha também dá um novo salto, trabalhando com temas como acessibilidade e proteção da criança e do adolescente, além da ecoeficiência, que já vinha sendo trabalhado em edições anteriores.

Dicas para ser um turista responsável:

Evitar o uso desnecessário de água e de produtos químicos, utilizando por mais de um dia suas toalhas de banho e rosto;

Ligar o ar condicionado sempre com portas e janelas fechadas e ventiladores apenas quando necessário;

Recolher todo o lixo produzido e separar materiais recicláveis de restos orgânicos;

Utilizar sacolas reutilizáveis de pano ou papel ao invés dos saquinhos plásticos nas compras;

Na praia, utilizar protetor solar resistente à água para não poluir o mar e prejudicar a fauna marinha;
Apagar as luzes e desligar os equipamentos do ambiente ao sair;

Fechar a torneira enquanto escova os dentes. Assim, é possível gastar apenas dois litros de água em vez de 60;

Não retirar plantas, nem levar “lembranças” do ambiente natural para casa. Deixar pedras, flores, frutos, sementes e conchas onde foram encontradas para que outros também possam apreciá-los;
Jamais comprar animais selvagens;

Ajudar na educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade de disseminar essa atitude responsável.

PROGRAMA DA ONU ESTIMULA CONSUMO EFICIENTE NA AMÉRICA LATINA



04/05/2016

Você sabe o quanto de energia um ar-condicionado consome? Um dos vilões do consumo, o eletrodoméstico está passando por um aumento de vendas em toda a América Latina, junto com o aumento da demanda por eletricidade. Esse é o aviso que o Pnuma, Programa da ONU para o Meio Ambiente faz. Com mais pessoas alcançando a classe média, também cresce o consumo – e a preocupação com a eficiência.

O programa reconhece que é importante democratizar o acesso à eletrodomésticos, mas ressalta a importância de que eles sejam eficientes. Em caso contrário, a emissão de poluentes na produção de energia irá apenas aumentar, causando danos ambientais graves para os países emergentes e todo o globo. Por isso, o programa criou a parceria Unidos por Eficiência. O programa tem o objetivo de acelerar a transição de produtos de alto consumo energético para outros que sejam mais eficientes, como lâmpadas, refrigeradores e o famoso ar-condicionado. Com as ações, o programa pode reduzir o consumo global de eletricidade em 10%, o que gera uma economia de até U$ 350 bilhões. Além disso, as emissões de CO2 seriam reduzidas em 1.25 bilhão de toneladas.

O programa atua em diferentes frentes: com os governos, busca dar assistência para criação e implementação de estratégias com o objetivo de facilitar a adoção e popularização de tecnologias eficientes; com empresas e fabricantes, procura incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias e técnicas que economizem energia.

Segundo o programa, se todos os países da América Latina e do Caribe adotassem os padrões de eficiência energética sugeridos pelo programa para os eletrodomésticos de alto consumo, só na região o consumo seria reduzido em 11%. Em termos energéticos, isso é uma grande mudança: a redução na emissão de gases equivale a 44 milhões de toneladas, o que equivale a 24 milhões de carros fora das ruas.

Programa da ONU para o Meio Ambiente abre indicações para o prêmio Campeões da Terra 2016

Meio ambiente tem um papel crucial para se atingir os 17 Objetivos do 
Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Foto: CIAT/Neil Palmer

03/05/2016

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) recebe, até 31 de maio, indicações para a edição 2016 dos “Campeões da Terra”. O prêmio, principal reconhecimento da ONU na área de meio ambiente, homenageia anualmente visionários da sustentabilidade que inspiram ações transformadoras.

O prêmio é distribuído em quatro categorias: Política e Liderança; Ciência e Inovação; Visão Empreendedora; e Inspiração e Ação, e tem como foco defensores do desenvolvimento sustentável, do combate às mudanças climáticas e da dignidade humana nos níveis nacional, regional e global.

O meio ambiente tem um papel crucial para se atingir os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, estabelecidos no ano passado. Cerca de metade das metas estão diretamente relacionadas ao meio ambiente ou endereçam a sustentabilidade das fontes naturais, assim como medidas de combate à pobreza, investimentos em saúde, alimentação e agricultura, água e saneamento, habitação, energia, combate a mudanças climáticas e defesa do consumo sustentável.

No ano passado, a maior multinacional brasileira de cosméticos, a Natura, foi uma das vencedoras do prêmio Campeões da Terra 2015, na categoria ‘Visão Empresarial’. Entre as personalidades que já venceram o prêmio anteriormente estão o ex-presidente mexicano Felipe Calderón e o político e ativista ambiental norte-americano Al Gore.

Para fazer a sua indicação de um Campeão da Terra, preencha os dados, em inglês, na página do Programa. Para saber mais sobre a iniciativa, clique aqui.

Ministros da América Latina e Caribe debatem questões ambientais e de desenvolvimento na Colômbia

Para o diretor-executivo do PNUMA, Achim Steiner, a América Latina e o
Caribe estão na “vanguarda” da luta contra o efeito estufa, buscando fontes
renováveis de energia para alcançar o desenvolvimento sustentável. Foto: PNUMA

02/04/2016

Região foi elogiada pelo chefe do PNUMA, Achim Steiner, por estar na vanguarda do combate ao efeito estufa. Brasil, Costa Rica, Nicarágua, México, Chile e Uruguai foram citados pelo dirigente. Em Fórum intergovernamental, ministros do Meio Ambiente debatem estratégias e prioridades em comum.

Nesta semana, ministros do Meio Ambiente dos 33 países da América Latina e do Caribe se reúnem em Cartagena, na Colômbia, para debater estratégias e prioridades voltadas para as questões ambientais abordadas pela Agenda 2030. Em maio, a região vai presidir a 2ª Sessão da Assembleia Geral para o Meio Ambiente (UNEA), que acontece em Nairóbi.

Durante a abertura do XX Fórum de líderes da pasta, nesta quarta-feira (30), o ministro colombiano Gabriel Vallejo López destacou que “cerca de 86 das 169 metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estão relacionadas à sustentabilidade ambiental”.

Embora a América Latina e o Caribe sejam responsáveis por menos de 10% do total de emissões globais de gases do efeito estufa, eles estão “na vanguarda dos esforços para enfrentá-las”, ressaltou o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner.

Em 2015, toda a eletricidade da Costa Rica veio de fontes renováveis. A Nicarágua deu início a um ambicioso programa de energias limpas e acaba de concluir um grande projeto de energia eólica. Desde 2013, no Brasil e no Uruguai, todas as novas licitações para a produção de energia elétrica foram concedidas a tecnologias de energia eólica e solar.

Steiner chamou atenção também para mecanismos fiscais que reforçam a gestão ambiental e enviam sinais ao mercado, promovendo a mudança de comportamentos. Em 2017, o Chile implementará um imposto sobre o gás carbônico gerado na produção de eletricidade. Medidas semelhantes estão sendo adotadas por outros países, como o México.

Os debates desta quarta-feira incluíram questões sobre mudanças climáticas, cooperação sul-sul, biodiversidade, saúde e meio ambiente. A Iniciativa de Desenvolvimento Sustentável da América Latina e Caribe também foi tema de conversas e foi atualizada.

Ministros discutiram ainda as contribuições que a região poderá levar para a 2ª Sessão da UNEA, evento considerado “crítico” pelo chefe do PNUMA, pois implicará decisões fundamentais sobre temas que vão desde o comércio ilegal de animais silvestres até o manejo do desperdício e a qualidade do ar.

“A experiência da região deve ser amplamente compartilhada a fim de contribuir com eficiência para a promoção do crescimento de baixo carbono, para reduzir a desigualdade e erradicar a pobreza”, afirmou Steiner.

Na ONU, Gisele Bündchen defende proteção da vida selvagem

Gisele Bündchen em evento sobre o Dia Mundial da Vida Selvagem, na sede da ONU,
em Nova York. Foto: Rádio ONU.

05/03/2016

Modelo brasileira é embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, Pnuma; com exclusividade à Rádio ONU, ela falou sobre alternativas para preservação das espécies; o Dia Mundial da Vida Selvagem é celebrado nesta quinta-feira.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A modelo e embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, Pnuma, Gisele Bündchen, participou na tarde desta quinta-feira em um evento na sede da ONU, em Nova York, em celebração ao Dia Mundial da Vida Selvagem.

O encontro debateu crimes internacionais nessa área e foi organizado pela  ONU, a Alemanha, o Gabão e a Tailândia em colaboração com parceiros da sociedade civil.

Educação

Falando em exclusividade à Rádio ONU, Gisele Bündchen destacou a preservação da vida selvagem.
“Achei que é muito importante ter uma conexão, essa parceria entre todas as partes. São muitas partes. Você tem que criar uma forma das comunidades conseguirem se manter financeiramente para não terem que fazer isso acabar com as matanças. Mas para isso é preciso educação também para as pessoas entenderem qual é consequência. As pessoas estão meio desligadas, a pessoa vê produtos numa prateleira de uma loja feito de marfim e ela não entende a consequência que isso tem não só na extinção dos elefantes.”

O tema da data este ano é “o futuro da vida selvagem está em nossas mãos”. A iniciativa tem uma preocupação especial com animais, por isso o sub-tema é “O futuro dos elefantes está em nossas mãos”.

Tráfico Ilícito

Segundo as Nações Unidas, o comércio ilegal de vida selvagem tem um impacto devastador sobre várias espécies consideradas vulneráveis.

Essa atividade está entre os cinco negócios ilegais mais lucrativos do mundo, avaliado em US$ 20 bilhões por ano, o equivalente a R$ 80 bilhões.

Fonte: Rádio ONU

Nações Unidas elogiam encíclica papal sobre meio ambiente

Encontro do papa Francisco e Achim Steiner. Foto: Pnuma

18/06/2015

Após divulgação do documento do papa Francisco, Secretário-geral Ban Ki-moon fala sobre obrigação da humanidade em proteger o planeta; diretor do Pnuma, Achim Steiner diz que encíclica é "chamado à ação".

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

As Nações Unidas elogiaram a encíclica divulgada pelo papa Francisco nesta quinta-feira. No documento, o chefe da Igreja Católica fala sobre degradação ambiental e sobre a urgência de se proteger o planeta.

Para o papa, é importante "unir a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral" e lança um "convite urgente" para que seja renovado o diálogo sobre como está sendo construído o "futuro do planeta".

Consenso

Após a divulgação da encíclica, o secretário-geral da ONU divulgou uma nota onde elogia o documento, que para ele mostra que existe "um consenso científico bastante sólido" sobre o aquecimento global ser "principalmente resultado da atividade humana".

Ban Ki-moon reafirma que a humanidade tem a obrigação de cuidar e proteger o planeta Terra e mostrar solidariedade com os mais pobres da sociedade que sofrem com os impactos do clima.

Acordo Ambicioso

Ele faz um apelo aos governos, para que coloquem o bem global comum acima de qualquer interesse nacional. Ban espera que os governantes adotem em dezembro, em Paris, um "acordo climático ambicioso".

O secretário-geral elogia também as contribuições de todos os líderes religiosos  sobre mudança climática e desenvolvimento sustentável. Ban lembra que a ONU receberá o papa Francisco, que fará um discurso na organização em setembro.

Degradação

A encíclia também foi considerada bem-vinda pelo subsecretário-geral da ONU para o meio ambiente e diretor da agência da ONU para o setor, Pnuma. Achim Steiner elogiou o "chamado à ação" feito pelo papa, face a "degradação global do ambiente e a mudança climática".

Na avaliação de Achim Steiner, a encíclica toca não apenas os católicos, mas todas as pessoas do mundo. Para ele, ciência e religião concordam que o tempo de agir é agora.

Futuro

O diretor do Pnuma lembra que os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável serão adotados em setembro e o acordo do clima deve ser firmado em Paris em dezembro. Para Steiner, são oportunidades de alterar de forma positiva o curso da história e criar um mundo melhor e igualitário para todos.

Por sua vez, a diretora da agência da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, avalia o documento do papa Francisco como um pedido de "coragem e de unidade". Irina Bokova também espera que um novo acordo climático seja adotado este ano, em Paris.

Fonte: ONU


Embaixador do Pnuma, Don Cheadle defende o fim do chumbo nas tintas

Don Cheadle. Foto: Pnuma/Unep

28/04/2015

O ator americano Don Cheadle, que é embaixador do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, está defendendo o fim da utilização do chumbo nas tintas.

Cheadle apoia a Aliança Global para Eliminação do Chumbo, uma iniciativa do Pnuma e da Organização Mundial da Saúde, OMS. A nova meta, anunciada recentemente, é eliminar o chumbo das tintas no mundo todo até 2020 e o ator será o rosto da campanha.

Saúde

Ao Pnuma, Cheadle declarou que "o envenenamento por chumbo é uma grande preocupação ambiental e de saúde", principalmente para as crianças. Para o embaixador do Pnuma, é "chocante" que metade dos países do mundo ainda permita o uso de chumbo nas pinturas de casas, de escolas e de brinquedos.

Segundo o Pnuma, grandes níveis de aditivos de chumbo geram alto risco de envenenamento, principalmente para crianças e grávidas. Quando o produto é utilizado para pintar casas, escolas e parquinhos, as pessoas ficam diretamente expostas ao chumbo.

Impactos

Os impactos do envenenamento nas crianças são vários: redução do QI, dificuldades de aprendizado, hipertensão e até convulsões. A agência da ONU destaca que existem vários substitutos para as tintas com chumbo, mas seu uso continua permitido em vários países, como na decoração de casas e de brinquedos.

A aliança global está trabalhando para eliminar o chumbo das tintas e para evitar que esse produto continue sendo vendido. A Organização Mundial da Sapude acredita que por ano, a exposição de crianças a tintas com chumbo causa 600 mil casos de deficiência intelectual.

Juntos, Pnuma e OMS pedem a regulamentação e controle da fabricação, do comércio e principalmente, a eliminação do uso de chumbo nas tintas.

Fonte: Rádio ONU


Pnuma cria competição para blogueiros sobre o Dia do Meio Ambiente

Concurso para escritores e blogueiros. Imagem: Pnuma

20/04/2015

Prêmio é uma viagem para Milão, na Itália, para as celebrações da data, em 5 de junho; agência da ONU pede aos participantes que escrevam post relacionado ao tema "Sete Bilhões de Sonhos. Um Planeta. Consuma com Cuidado".

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, está promovendo uma competição entre blogueiros sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho.

O Pnuma está pedindo a escritores e blogueiros do mundo todo para criarem um post baseado no tema do dia este ano: "Sete Bilhões de Sonhos. Um Planeta. Consuma com Cuidado".

Viagem

Segundo a agência da ONU, os participantes devem imaginar as aspirações dos habitantes do planeta para uma vida de qualidade, ligada ao consumo consciente.

O vencedor ganhará uma viagem para Milão, na Itália, onde participará das celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente entre os dias 3 e 6 de junho. O autor do melhor post será convidado a escrever em blogs e nas mídias sociais sobre a experiência na cidade italiana.

Regras

Num mundo com 7 bilhões de habitantes, o Pnuma está chamando a atenção para os impactos no planeta do consumo diário das pessoas. A agência explica que a economia global deve ganhar mais 3 bilhões de consumidores de classe média até 2030, por isso é importante mudar os hábitos de consumo.

Os blogueiros devem escrever sobre como o mundo seria se todas as pessoas fizessem uma mudança positiva em prol de um consumo consciente e responsável. O Pnuma explica que os textos devem ser "originais, cativantes, apaixonados e não ultrapassar o limite de 600 palavras".

O prazo de participação é 26 de abril. Os textos podem ser postados nos blogs dos próprios autores, que devem depois enviar um link do post para a página do Pnuma no Facebook. Para aumentar as chances, o Pnuma sugere que os participantes postem um link para os textos no Twitter, usando a hashtag #wedblog2015

Fonte: Rádio ONU


Uems promove o Dia Mundial de Limpeza de Rios



15/09/2014

O Programa já mobilizou mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) será parceira de um evento internacional apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

O Programa já mobilizou mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo e, em longo prazo, vem possibilitando mudança de atitudes e comportamentos em escala global. Em Dourados, o evento será organizado pela Comissão de Gestão Ambiental da Justiça Federal da 3ª Região, e tem como parceira a UEMS, entre outras instituições, como a Prefeitura Municipal e o Imam (Instituto de Meio Ambiente de Dourados).

O Dia Mundial da Limpeza de Rios e Praias vai ocorrer no dia 21 de setembro, das 8h às 12h, no Parque Ambiental Córrego Laranja Doce, localizado na rua Aquidabã, BNH 3º Plano, entre as avenidas Hayel Bon Faker e Presidente Vargas. O evento terá apresentações musicais, exposições e palestras. 



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