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RIO 2016: Sustentabilidade chega as medalhas olímpicas

Foto: Divulgação

22/08/2016

Seguindo o legado dos Jogos Olímpicos de Londres, a primeira edição do evento preocupada com a sustentabilidade, o Rio se comprometeu com critérios sustentáveis em todo o ciclo dos jogos. E nem as medalhas ficaram de fora!

Para produzir as 5.130 peças, que serão entregues aos atletas olímpicos, foram utilizadas 2,5 toneladas de metais entre ouro, prata, bronze, zinco e cobre, livres de contaminação e que seriam descartados.

Confeccionadas pela Casa da Moeda do Brasil, a composição de cada medalha é diferente. Enquanto a medalha de ouro ficou livre de mercúrio, as de prata e bronze possuem 30% de material reciclado. Sendo que na de prata, foram utilizadas partes de chapas de raio-x, peças de carro e espelhos, e na de bronze, o cobre que seria descartado pela Casa da Moeda.

Para os Jogos Paralímpicos, as medalhas produzidas são diferentes. Elas possuem um guizo de metal que emite som, sendo a de ouro mais barulhenta do que a de bronze, que possui menos esferas.

Foto: Divulgação

Além disso, metade da composição das fitas – em que as medalhas são penduradas – é de material oriundo de garrafas PET, adquiridas em uma associação de catadores. E os estojos que guardam as medalhas são feitos de Freijó, uma madeira certificada.


Pós-Rio 2016, PNUMA vai divulgar estratégia para ligar esporte e meio ambiente


Tela de Synnöve Hilkner com bicicleta como motivo: aliar esporte e meio ambiente é objetivo do PNUMA

15/08/2016

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto, com muitas mensagens de cunho ecológico, motivou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) a ampliar a divulgação da estratégia para vincular esporte e sustentabilidade. A iniciativa do PNUMA foi batizada de Estratégia Michezo, palavra que significa “esportes” e “jogo” no idioma kiswahili, presente na África Oriental e que mantém laços com outros idiomas.

A estratégia de longo prazo para vincular esporte e meio ambiente, por meio da difusão da ética e dos valores ambientais em todos os níveis do esporte, inclusive do esporte recreativo, foi formulada pelo PNUMA e está em vigor desde 2003. Os objetivos centrais da Estratégia Michezo são a promoção da integração dos aspectos ambientais ao esporte; a utilização da popularidade dos esportes para promover a sensibilização do público, sobretudo dos jovens, sobre questões ambientais; e promover o aperfeiçoamento das instalações esportivas e métodos de fabricação de materiais esportivos respeitando as premissas da sustentabilidade.

O PNUMA destaca a íntima ligação do esporte com a natureza. “Um meio ambiente saudável é necessário para o esporte saudável, e esta intimidade com a natureza é o que motiva e inspira muitos atletas”. Por outro lado, um meio ambiente degradado representa um obstáculo para a motivação das pessoas em praticar esportes e pode até colocar em perigo a realização de eventos esportivos.

As instalações de eventos e atividades esportivas também repercutem no meio ambiente, observa o PNUMA. As instalações e eventos esportivos contribuem no consumo de energia, para a emissão de gases de efeito-estufa e eliminação de resíduos, tóxicos ou não, e também para a deterioração da camada de ozônio e do habitat e para a perda da diversidade biológica, a erosão do solo e poluição da água e do ar.

A Estratégia Michezo complementa, sobre os impactos ambientais do esporte: “Os fabricantes de artigos esportivos e os grandes acontecimentos esportivos, como os Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo de Futebol da FIFA e o Tour de France empregam a milhares de pessoas, compram e consomem recursos em grande escala, produzem milhões de bens de consumo, utilizam energia e água, geram resíduos sólidos, urbanizam terrenos e utilizam e operam frotas de veículos”.

O documento do PNUMA assinala que, em contrapartida, os esportes são uma das formas de lazer mais populares. E justamente por essa grande audiência, os participantes e/ou torcedores de esportes representam um importante meio de promoção de mensagens ambientais.

É especial o papel dos atletas, nota o PNUMA: “Milhões de pessoas admiram os esportistas de sucesso e os consideram arquétipos sociais. Estes arquétipos, que são admirados por valores como honradez, paixão pelo trabalho, espírito de equipe e cooperação, a disciplina, a dedicação, a dignidade e o respeito aos demais podem desempenhar uma função primordial para influenciar e estimular atitudes da sociedade relativas ao meio ambiente”.

O PNUMA observa que seu trabalho com a relação entre esporte e meio ambiente começou em 1994, quando subscreveu acordo de cooperação com o Comitê Olímpico Internacional (COI). Foi dois anos depois, portanto, da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, no Rio de Janeiro.

Em 1994 o COI considerou o meio ambiente como terceiro pilar do movimento olímpico internacional, ao lado do esporte e da cultura. O COI também criou uma Comissão de Esportes e Meio Ambiente para assessorar o seu Conselho Executivo. Em parceria com o COI e várias confederações e federações esportivas, o PNUMA elaborou a Agenda 21 para o Esporte e o Meio Ambiente. PNUMA e COI são igualmente parceiros na realização bienal de conferências internacionais sobre esporte e meio ambiente, tema também de seminários regionais.

Áreas de atuação da Estratégia Michezo -  A Estratégia Michezo compreende quatro grandes áreas de atuação para o próprio PNUMA e outras instâncias do sistema das Nações Unidas, para promover e aprofundar os vínculos entre esporte e meio ambiente:

I – Participação na iniciativa do Secretário Geral:

O PNUMA assume o compromisso de apoiar a equipe do Secretário Geral da ONU sobre Esportes para o Desenvolvimento e a Paz, nos esforços para ligar esporte e meio ambiente. O PNUMA também pretende ampliar laços com outros órgãos das Nações Unidas, para promover a ligação entre esporte e meio ambiente e na contribuição dessa ligação para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, também conhecidos como Metas do Milênio e que têm seu prazo estipulado para 2015.

II – Promoção da sensibilização sobre questões ambientais por meio do esporte

1. Iniciação de atividades ambientais por meio de esportes recreativos.

2. Foco em eventos esportivos populares, para promover valores ambientais. Com esse objetivo, serão intensificadas as relações com os promotores de grandes eventos esportivos internacionais, como os já citados e também os Jogos Asiáticos e Jogos PanAfricanos, entre outros.

3. Designação de embaixador de boa vontade e representante especial para esporte e meio ambiente.

4. Apoio a acampamentos de contato com a natureza e esportivos. O PNUMA criou um Acampamento Formativo para a Natureza e o Esporte para crianças de bairros pobres de Nairóbi, no Quênia. Outras iniciativas nessa linha serão apoiadas.

III – Fortalecimento do trabalho do PNUMA com organizações esportivas internacionais

1. Aumento da cooperação com o COI.

2. Cooperação com as cidades olímpicas.

3. Estabelecimento de vínculos com a Associação Geral de Federações Esportivas Internacionais.

4. Estabelecimento de vínculos com federações, associações e conselhos esportivos.

IV – Organização de eventos e publicações sobre questões da atualidade

1, Organização do Fórum Mundial bienal sobre Esporte e Meio Ambiente, em cooperação com a Aliança Mundial para o Esporte.

2. Organização de outros eventos esportivos. Caso da realização, desde 1998, no Japão, com a Fundação para a Paz Mundial e o Meio Ambiente, de um fórum internacional de tênis, incluindo mensagens ambientais.

3. Fortalecimento da colaboração com a indústria de materiais esportivos.

4. Publicação de material informativo sobre esporte e meio ambiente.

A implementação da Estratégia Michezo está a cargo da Divisão de Comunicação e Informação Pública do PNUMA, em cooperação com escritórios regionais e outras divisões desse órgão da ONU. Uma atenção especial é dada para envolver a juventude na ligação entre esporte e meio ambiente em esfera global.


Olimpíadas Rio 2016 terão coleta seletiva

Coleta contará com 240 catadores
Luiz Henrique Galerani

04/08/2016

Iniciativa lançada na sexta-feira (29/07) prepara catadores para atuar na coleta de materiais recicláveis durante os jogos olímpicos e paralímpicos.


Esta será a primeira edição dos jogos olímpicos e paralímpicos a contar com catadores de materiais recicláveis atuando nos serviços de coleta seletiva. O lançamento da iniciativa “Reciclagem Inclusiva: Catadores nos Jogos Rio 2016” aconteceu na sexta-feira (29/07), na sede da cooperativa Ecoponto, no Rio de Janeiro.

A parceria é resultado de um diálogo entre a Rio 2016, o governo federal, através do Ministério do Trabalho, e o governo estadual, através da Secretaria Estadual do Ambiente, além da iniciativa privada. O Ministério do Meio Ambiente é um dos parceiros da ação e participou ativamente da sua elaboração.

FUNCIONAMENTO

Segundo explica Raquel Breda, diretora do Departamento de Consumo Sustentável do MMA, a gestão adequada dos resíduos sólidos é um dos eixos do Programa de Sustentabilidade dos Jogos Olímpicos 2016, que adotou um sistema envolvendo o ciclo da geração até a destinação final em todas as fases das competições.

O trabalho será executado por 240 catadores, e mais 60 de reserva, das redes Movimento, Recicla Rio e Federação das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis (Febracom) e suas cooperativas filiadas. Além de os catadores envolvidos na iniciativa serem remunerados durante a ação, todo o material reciclável será destinado às associações e cooperativas selecionadas. A atuação dos catadores acontecerá em três áreas da competição: Deodoro, Barra da Tijuca e Maracanã.

A estimativa dos organizadores é que durante os jogos sejam geradas cerca de 3,5 mil toneladas de materiais recicláveis e a orientação é que 100% seja coletado e encaminhado para reciclagem.

PAPEL DOS CATADORES

Os catadores atuarão em duas frentes: uma educativa, com ações de sensibilização do público, e outra mais operacional. Caberá aos trabalhadores a separação, o transporte e a organização dos resíduos em um centro de triagem, o Ecoponto Brasil, e sua destinação às cooperativas selecionadas. Vale ressaltar que todos os trabalhadores participaram de capacitações realizadas nos dias 14 e 15 de julho, no Rio de Janeiro, e que serão fornecidos uniformes especiais e equipamentos de proteção individual.

Claudete Costa (foto), 36 anos, três filhos, é presidente da cooperativa Ecoponto Brasil e representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do estado do Rio de Janeiro.

Catadora de material reciclado desde os 11 anos, Claudete afirmou estar feliz com a oportunidade. “Essa iniciativa nos jogos representa uma força e uma valorização do nosso trabalho. A reciclagem já faz parte do nosso dia a dia. Mas, no contato com o público durante as competições poderemos mostrar a importância da participação de cada um, num processo que ajuda o meio ambiente, os catadores e ainda gera economia de recursos”, explica.

Claudete conta, com orgulho, que construiu toda a sua vida e criou seus filhos como catadora. “Devo muito a esse trabalho. A reciclagem inclusiva abre muito mais portas do que as pessoas imaginam. Estou animada com esse contato com os atletas e com um público tão diverso”, afirma.

O INÍCIO

A iniciativa “Reciclagem Inclusiva: Catadores nos Jogos Rio 2016” começou em 2015, quando a Câmara Temática de Sustentabilidade, criada pelo governo federal para coordenar e consolidar as ações Copa do Mundo FIFA 2014, iniciou um esforço conjunto dos entes federais para a viabilização da coleta seletiva e inserção de catadores na gestão de resíduos no âmbito dos Jogos, do Revezamento da Tocha e das Cidades do Futebol.

Além da parceria que viabilizou a iniciativa no Rio de Janeiro, estão previstas parcerias com atores locais para a implementação da coleta seletiva nas demais cidades que sediarão as competições de futebol masculino e feminino: São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Manaus. O objetivo é fortalecer essa política pública e concretizar um importante legado de sustentabilidade para o País.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227



Diversidade brasileira é divulgada durante os Jogos Rio 2016


03/08/2016

Dados estatísticos, população, indicadores e meio ambiente são algumas informações contidas no material de divulgação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) preparou um conjunto de produtos para apresentar o País a mais de 200 delegações, que vão competir nos Jogos Rio 2016, bem como para a mídia internacional, atletas e o público em geral.

A lista conta com o site "Países Olímpicos"; o folder "Um passaporte para conhecer o Brasil – embarque nas informações do IBGE", que possuem versões inglês e português; e novidades nas redes sociais e no portal do IBGE.

A versão digital do infográfico pode ser acessada na internet ou a partir de um QR Code (código de barras bidimensional que pode ser lido por telefones celulares equipados com câmera) impresso na contracapa do folder.

Material de divulgação

O site países olímpicos traz um link específico para informações sobre a participação dos países nas Olimpíadas, como o número de medalhas e as modalidades em que se destacaram ao longo da história dos Jogos. O espaço, também, apresenta os principais dados estatísticos sobre a economia, população, indicadores sociais, meio ambiente e redes (tecnologia).

O folder "Um passaporte para conhecer o Brasil – embarque nas informações do IBGE" será distribuído em locais estratégicos da cidade. Esse material  mostra ao público as principais informações geográficas e estatísticas sobre o País, tais como extensão territorial (8.515.767,049 km2), população (206,1 milhões de habitantes), esperança de vida ao nascer (75,7 anos) e PIB per capita (US$ 11.387).

Além disso, o folder apresenta um infográfico com ilustrações explicativas sobre um tema na forma de mapa do Brasil, onde são representados seis biomas (Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa, Cerrado, Pantanal); a produção agropecuária (soja, milho, café, cana-de-açúcar, frutas no Vale do São Francisco, pecuária bovina) e dos recursos minerais (cobre, ferro, nióbio, ouro, petróleo/gás natural, pedras preciosas e semipreciosas); povos indígenas e imigrantes; além da localização dos aquíferos, polos de tecnologia e conhecimento, destinos turísticos mais visitados e pontos extremos do País

Essa versão também será exibida em totens na Casa Brasil, um espaço de divulgação da cultura brasileira, de 4 de agosto a 18 de setembro, no Armazém 2 do Porto do Rio de Janeiro.

Fonte: Portal Brasil, com informações do IBGE


Rio 2016 expõe ações em prol do meio-ambiente e quer virar modelo para futuros Jogos Olímpicos

(Foto: Rio 2016/Rafael Cavalieri)

03/08/2016  

Evento realizado no Museu do Amanhã lança campanha e ressalta legado sustentável para a cidade do Rio de Janeiro

O tamanho de um evento como os Jogos Olímpicos não se mede apenas na infraestrutura de uma cidade. Fatores como o aumento na circulação de pessoas causam impacto também no meio-ambiente. Na esteira do Acordo de Paris, assinado em dezembro passado, que firmou o compromisso de limitar o aumento da temperatura global a até 1,5° pelos próximos anos, ocorreu no Museu do Amanhã o seminário "Mudanças Climáticas: o que os Jogos Olímpicos têm a ver com isso?". 

O acordo de Paris esteve presente na fala de todos os participantes. Logo na abertura, Martin Raiser, diretor do Banco Mundial no Brasil, lembrou que o clima interfere diretamente na realização dos esportes. Por exemplo, um maratonista não pode correr sob um calor de mais de 40 graus, bem como um esquiador precisa de neve para seu esporte. 

Tânia Braga, Gerente de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Rio 2016, explicou o que foi feito nos últimos anos para que o Rio virasse exemplo para as demais cidades que receberão os Jogos. Entre inúmeras medidas, Tânia frisou que a organização reduziu uso de material, energia e até de funcionários, com o intuito de baixar os números de emissão de carbono. 

"Fizemos uma edição dos Jogos com menos veículos, geradores, caminhões e por aí vai... As refeições contam com opções vegetarianas para quem sabe reduzirmos o consumo de carne vermelha. São pequenas medidas que já geraram um impacto muito positivo", explicou. 

O evento marcou também o lançamento da campanha "1.5 - O Recorde que não Devemos Quebrar". Uma das embaixadoras do projeto, a surfista Marina Werneck espera ter um engajamento cada vez maior de esportistas. "Por estar conectada com a natureza, o surfe me trouxe essa consciência. Somos feitos de água, e a natureza merece ser preservada pela nossa vida", disse.

Fonte: RIO2016


Rio 2016 anuncia parceria com catadores para reciclagem de lixo nas arenas



03/08/2016

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

A Olimpíada Rio 2016 será a primeira na história dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em que catadores de materiais recicláveis farão coletiva seletiva dentro dos locais de competições. De acordo com o Projeto de Reciclagem Inclusiva: Catadores nos Jogos Rio 2016, equipes de catadores, formadas por 240 membros de 33 cooperativas e três redes, farão a pré-seleção de materiais no Parque Olímpico na Barra da Tijuca, em Deodoro e nos estádios do Maracanã e Engenhão.

Lançado pela Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro, Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego e Autoridade Pública Olímpica (APO), o projeto faz parte do Programa de Reciclagem nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e é operacionalizado pelo projeto Catadores em Rede Solidária (CRS), da Secretaria de Estado do Ambiente, dentro do Programa Ambiente Solidário.

Os resíduos retirados dos complexos esportivos pelos garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) serão levados a um local denominado compound (área delimitada), onde as equipes de catadores farão a pré-reciclagem, conforme informou hoje (1°) o coordenador do Programa Ambiente Solidário, Ricardo Alves.

Geração de renda

“Esse material será encaminhado para uma central da própria cooperativa dos catadores, onde será feita a reciclagem. Tudo será vendido e o valor obtido reverterá para a própria categoria dos catadores”.

Segundo Alves, o programa garante aos catadores a oportunidade de geração de renda e expertise. Além disso, faz a logística reversa do material, a partir da reciclagem, “que é a destinação correta do produto. Não está indo para o aterro.”

O coordenador não tem dúvida de que, a partir da Rio 2016, a categoria dos catadores estará apta a participar de qualquer outro grande evento. “Eles estarão cacifados. A Olimpíada é o maior evento do planeta. Depois disso, eles conseguirão participar de  qualquer outro mega evento.”

Meio ambiente

Ricardo Alves sugeriu que as demais prefeituras brasileiras podem utilizar esse serviço, por meio do Programa Ambiente Solidário, para fazer a reciclagem do material, “que ajuda muito o meio ambiente”.

Alves informou que ainda esta semana será iniciado um monitoramento transparente do material reciclável recolhido. “Estará no site da secretaria, do Comitê Rio 2016 e de outras entidades que participaram do programa chamado Placar da Reciclagem, que dirá quantas toneladas são tiradas por dia e qual o tipo de material”. A expectativa é que sejam recolhidas nos quatro locais de competições cerca de 3,5 mil toneladas de materiais por dia.

O placar revelará também a equivalência do material reciclado coletado nas arenas em relação à quantidade de árvores plantadas e de metros cúbicos de água preservadas, por exemplo. “É uma cadeia que faz parte do programa ambiente solidário. É a questão ambiental com a geração de renda para os catadores”.

Educação ambiental

Ainda durante os jogos, cerca de 50 ou 60 catadores, escolhidos entre a equipe de 240, participarão de uma ação de educação ambiental com o público, para o qual distribuirão orientações em português e inglês sobre como separar o lixo de forma adequada.

Além de ficar com o valor total de venda do material reciclável, os catadores receberão diária mínima de R$ 80 pelo serviço nas arenas. 

Edição: Armando Cardoso




RIO 2016: Guia da Cadeia de Suprimentos Sustentável



18/04/2015

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ terão como sua marca principal a transformação sustentável através do poder do esporte, trazendo mudanças permanentes para nossa cidade e benefícios que se espalharão por todo o país.

O compromisso com a sustentabilidade em todo o ciclo de gestão dos Jogos – do planejamento ao pós-evento – está no DNA da proposta do Rio para o maior evento esportivo do planeta. Essa atitude se alinha com a noção de que a busca por um planeta mais sustentável é uma das dimensões do Movimento Olímpico Internacional e também com o papel de liderança do Brasil na criação de novos paradigmas de desenvolvimento.

Seguindo esse princípio, a área de Suprimentos do Rio 2016™ busca integrar a sustentabilidade às suas práticas diárias de negócios. O objetivo é garantir que os produtos e serviços contratados pelo Comitê estejam alinhados com nossos compromissos.

A sustentabilidade será considerada em todos os processos decisórios de contratação, ao lado de aspectos como custo, qualidade, prazo e riscos. Fernando Cotrim, diretor de Suprimentos do Rio 2016™, afirma que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ vão estabelecer um novo patamar em relação às práticas sustentáveis, principalmente na gestão de grandes eventos. “Precisamos mudar a percepção de que produtos sustentáveis são obrigatoriamente mais caros, pois muitas vezes o preço do produto ou serviço pode ser maior, mas as reduções de custos e desperdícios na cadeia de valor podem representar redução no custo total.”

Os pilares de sustentabilidade dos Jogos guiam todos os requerimentos da área de Suprimentos do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. São eles: Planeta, indicando nosso compromisso ambiental global, através da promoção de ações locais; Pessoas, que reforça a necessidade de ganhos sociais para toda a população com o evento; e Prosperidade, frisando os requisitos de boa administração e transparência, com contribuição para o crescimento econômico em todos os níveis.

O Guia da Cadeia de Suprimentos Sustentável dos Jogos mostra como esses pilares se entrelaçam com nossos requerimentos e é a leitura básica de todos os interessados em entender os processos de contratação de bens e serviços do Rio 2016™.

No Guia, são listadas, inclusive, as certificações que o Rio 2016™ considera diferenciais competitivos nos processos de avaliação, como a ISO 20121 – Sustentabilidade na Gestão de Eventos, que foi elaborada em conjunto pela ISO e por órgãos de 34 países, inclusive a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e utilizada pela primeira vez em Londres, durante os Jogos Olímpicos.

Leia o Guia, venha para o nosso time e ajude a realizar a transformação sustentável que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ irão promover.

O Guia da Cadeia de Suprimentos Sustentável é complementado por guias para os fornecedores sobre critérios e requerimentos específicos. Até o momento, foram publicados os Guias de Sustentabilidade para Embalagens, Substâncias e Materiais Nocivos, Produtos Madeireiros, Plásticos, Tendas, Contratação de Mão de Obra, Pisos Esportivos,Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Materiais e Serviços de Impressão, Flores de Cerimônias e Ornamentação e Sabor dos Jogos. Outros guias para fornecedores serão publicados nos próximos meses.

Documento para download:



















Comitê Olímpico lança Plano de Sustentabilidade dos Jogos Rio 2016

Leonardo Gryner, Diretor Geral de Operações do Rio 2016, durante o lançamento do 
Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos Rio 2016. Foto: Alex Ferro/Rio 2016

02/08/2014

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos lançou nesta segunda-feira (19/8), o Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O documento foi elaborado pelo comitê organizador em parceria com os três níveis de governo e traz compromissos assumidos por cada um deles na área de sustentabilidade.

O Plano de Gestão da Sustentabilidade Rio 2016 foi elaborado em conjunto pelo Comitê Organizador, Empresa Olímpica Municipal, Escritório de Gerenciamento de Projetos do Governo do Estado, Autoridade Pública Olímpica e Governo Federal. O acompanhamento do plano será feito por relatórios que utilizam a metodologia GRI (Global Reporting Initiative) e terão a supervisão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

O documento é organizado com base no documento da candidatura do Rio de Janeiro para receber os Jogos Olímpicos e as suas ações estão organizadas em torno de três grandes grupos, chamados de pilares que são detalhados em nove eixos temáticos:

- Planeta (Pegada ambiental reduzida): Transporte e Logística; Desenho e Construção Sustentável; Conservação e Recuperação Ambiental; Gestão de Resíduos;
- Pessoas: Engajamento e Conscientização; Acessibilidade Universal; Diversidade e Inclusão;
- Prosperidade: Cadeia de Suprimentos Sustentável; Gestão e Reporte.

As ações listadas no plano contam sempre com uma descrição, o responsável por sua realização ou acompanhamento e indicadores de verificação.

No Eixo Transporte e Logística, por exemplo, estão listadas tanto propostas como racionalizar as operações de logística na construção dos equipamentos para os jogos olímpicos até as obras para melhorar a infraestrutura de transporte público feita pelos governos municipal e estadual. Nessa lista de obras de mobilidade aparece inclusive a construção do BRT da Transcarioca, que é listado também na Matriz de Responsabilidades para a Copa do Mundo de 2014.

O Comitê Organizador apresenta alguns compromissos importantes no relatório. Um deles é a publicação de relatórios no formato GRI, a metodologia mais usada no mundo para esse tipo de documento. O primeiro relatório deve ser publicado no primeiro trimestre de 2014, relatando as atividades dos anos de 2012 e 2013. Seguindo o modelo GRI de publicação bianual, o segundo relatório sairá no primeiro semestre de 2016 e o ultimo em 2017, consolidando todas as informações do período de organização e realização da Olimpíada do Rio.

O Comitê Organizador se comprometeu com a publicação periódica dos relatórios de gestão de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e também construir todos os equipamentos esportivos com certificado Leed concedido para edificações de baixo impacto no meio ambiente.

Transparência
O Plano segue as normas da ABNT NBR ISO 20121 para sistemas de gestão de sustentabilidade em eventos. Essa norma lista quatro princípios: Responsabilidade, Inclusão, Integridade e Transparência. No entanto, as ações de transparência são tímidas.

“Apesar do Plano falar em transparência como uma parte integrante da sustentabilidade, o que é positivo, as ações listadas incluem apenas compromissos com a transparência do próprio relatório e não com o processo inteiro de realizar os jogos”, avalia Angélica Rocha, do Instituto Ethos e Coordenadora Nacional do projeto Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios.

Supervisão do PNUMA
Na cerimônia de lançamento, o Comitê Organizador também anunciou a parceria com o PNUMA para supervisionar a implantação do plano. A diretora do programa no Brasil, Denise Hamú, disse que os técnicos “vão ver as estimativas, vão rever as metas, vão sentar e conversar, trocar umas ideias, falar o que não deu certo em tal lugar, trazer a troca de experiências, então, essa é a tarefa do Pnuma, ficar junto, mas separado, ao mesmo tempo, com uma visão crítica e de colaboração”.

O diretor-geral de operações do Comitê Organizador, Leonardo Gryner, afirma que a participação do Pnuma é fundamental para validar o processo. “Ter uma referência externa é fundamental para dar credibilidade ao processo. Além da área de educação, de engajamento com a sociedade, mas principalmente pelo aspecto técnico, a credibilidade que traz, o conhecimento e a experiência deles”.


Fonte: Jogos Limpos


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