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Campanha “Respeitar Proteger Garantir” – Voluntários da campanha atuam nas Paralimpíadas Rio 2016



10/09/2016

Dando continuidade às ações da campanha conjunta “Respeitar Proteger Garantir - Todos Juntos pelos Direitos das Crianças e Adolescentes”, voluntários da iniciativa estão atuando também nas Paralimpíadas Rio 2016. A competição teve início no dia 7 setembro e vai até o dia 18.

A ação dos voluntários segue a metodologia aplicada durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, realizados de 5 a 21 de agosto. O grupo atuará, de 8 a 11 e de 15 a 18 de setembro, na abordagem de visitantes, entregando folders explicativos e esclarecendo dúvidas quanto à prevenção das cinco violações de direitos de crianças e adolescentes consideradas as mais recorrentes em grandes eventos: a exploração sexual infantojuvenil, o trabalho infantil, o uso de álcool e outras drogas, crianças e adolescentes em situação de rua e crianças e adolescentes perdidos ou desaparecidos.

Os voluntários da campanha trabalham também na conscientização sobre o Disque 100 e o aplicativo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) Proteja Brasil, canais de denuncia do Sistema de Garantia de Direitos (SGD). Para promover o engajamento, a campanha está nas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram) e o público também é convidado a postar usando as hashtags #EuRespeito #EuProtejo #EuGaranto.

Durante as Olimpíadas, 71 voluntários participaram da campanha. Em média, quase 1500 abordagens foram feitas diariamente. 

Campanha conjunta

A campanha “Respeitar Proteger Garantir” tem como foco a proteção integral das crianças e adolescentes. A expectativa é que as ações de mobilização e engajamento, que tiveram início nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e seguem agora nas Paralimpíadas, ultrapassem o período da competição e sejam replicadas e disseminadas em mais eventos de grande porte. Para atingir essa meta, as ações visam envolver o máximo de instituições, governos e organizações da sociedade civil.

O projeto

A campanha faz parte do projeto “Rio 2016: Olimpíadas dos Direitos da Criança e do Adolescente”, uma continuidade da ação promovida para a Copa do Mundo FIFA 2014 que, à época, tinha como meta o combate à exploração sexual infantil. O programa de voluntariado do projeto para os Jogos Olímpicos tem como base a experiência do Grupo de Apoio em Mega Eventos (G.A.M.E.), realizada em Porto Alegre, em 2014, durante a Copa.

A realização é da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com cofinanciamento da União Europeia (UE) e parceria do Viva Rio, da italiana ISCOS Piemonte, da Rede Internacional End Child Prostitution, Pornography and Trafficking (ECPAT) (França), das prefeituras de Porto Alegre (RS) e do Rio de Janeiro (RJ) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A iniciativa também conta com o apoio do governo federal, por meio da Secretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Cidadania, da Rede Mercocidades, do Programa de Cooperação 100 Cidades para 100 Projetos Brasil-Itália, da Childhood Brasil, do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), da ECPAT Brasil, do Centro de Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes do Rio de Janeiro (Cedeca-RJ), do Comitê de Proteção Integral a Crianças e Adolescentes nos Megaeventos do Rio de Janeiro, do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e da Rede de Gestores formada por representantes das cidades de Fortaleza/CE, Rio de Janeiro/RJ, Porto Alegre/RS, Natal/RN, Recife/PE, Salvador/BA, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Cuiabá/MT, São Paulo/SP, Curitiba/PR, Manaus/AM, São Luís/MA.

Também colaboram com o projeto: o Ministério Público do Trabalho, a Fundação Abrinq, a AccorHotels, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do estado de São Paulo/SP (ABIH-SP), a Associação Brasileira de Agentes de Viagens do Rio de Janeiro (ABAV-Rio), o Shopping Madureira, a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), o Instituto Invepar, a Lamsa, a VIA 040 e o GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo, a Ancar Invanhoe Shopping Centers, a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), a Happy Child, a Latam, a Brasil Saúde & Ação (Brasa), o Sistema Nações Unidas no Brasil, a ANDI – Comunicação e Direitos, o Canal Futura e o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

Empresas, instituições da sociedade civil e governos estaduais e municipais interessados em aderir à campanha devem entrar em contato com a FNP, pelo e-mail: projetos@fnp.org.br.

Fonte: FNP


Olimpíada de Tóquio 2020 também será sustentável, diz governadora japonesa

A governadora da cidade de Tóquio, Yuriko Koike, em entrevista no Rio Media 
Center ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes - JM Coelho/Rio Media Center

22/08/2016 

A Olimpíada de Tóquio 2020 dará continuidade ao conceito de sustentabilidade desenvolvido na Rio 2016. O anúncio foi feito hoje (19) pela governadora da cidade de Tóquio, Yuriko Koike, em entrevista no Rio Media Center ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes. A bandeira olímpica será entregue aos representantes de Tóquio no domingo (21), durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio.

“Queremos dar continuidade ao que está sendo feito no Rio, seguindo o exemplo do baixo custo, da sustentabilidade e sem elefante branco e desperdício. Vamos trabalhar ainda com o que chamamos de 'conceito de 3Rs', que é reduzir, reutilizar e reciclar. Esses são os princípios que nortearão os Jogos Olímpicos de 2020”, disse Yuriko Koike.

Paes disse que o governo de Tóquio está no Rio acompanhando de perto a organização dos Jogos para levar a experiência para 2020. “Ela [Tóquio] é uma cidade que tem uma infraestrutura muita desenvolvida, que já está pronta, mas, ainda assim, os Jogos sempre trazem grandes desafios. Que assim como nos inspiramos nos Jogos de Londres eles se espelhem nos Jogos do Rio para que de lá também saiam jogos incríveis.”

Entre iniciativas sustentáveis do Jogos do Rio, o prefeito destacou a recuperação ambiental do Parque Olímpico e do Campo Olímpico de Golfe, que trouxe animais de diferentes espécies, e a ampliação da biodiversidade em uma área degradada, na Barra da Tijuca; os avanços na mobilidade urbana; as construções nômades, como a Arena do Futuro, que será desmontada e reutilizada na edificação de quatro escolas públicas na cidade; e a produção de medalhas sustentáveis, feitas com materiais recicláveis.

Tóquio já foi sede de Jogos Olímpicos, em 1964. Em 2020, a capital japonesa volta a receber o megaevento, entre os dias 24 de julho e 9 de agosto.


Time do MNCR presente nas Olimpíadas do Rio 2016



07/08/2016

Catadores conduziram a Tocha e prestam serviços durante os jogos.

Catadores de materiais recicláveis ligados ao MNCR de várias regiões do Brasil participaram do revezamento de condução da Tocha Olímpica. A celebração tradicional faz parte da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A ultima etapa do trajeto aconteceu nesta sexta (05/08) na cidade do Rio de Janeiro onde Custódio Chaves, catador do Rio de Janeiro, Roseleide Nascimento, catadora do Rio Grande do Norte, Roberto Laureano, catador de São Paulo e Jeane do Santos, catadora da Bahia, participaram do revezamento.

Também conduziram a Tocha a catadora do Espirito Santo Maria do Carmo Cantilho, Claudete da Costa, catadora do Rio de Janeiro, e Severino Lima Junior, do Rio Grande do Norte nas etapa em que o revezamento se deu em seus Estados.

A participação dos catadores no revezamento é um reconhecimento da importância desses trabalhadores e trabalhadoras na sociedade.

Além da participação no revezamento da Tocha, os catadores também estão prestando serviço de coleta seletiva nos estádios e instalações das Olimpíadas nas cidades de São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA) e Manaus (AM). O objetivo é fortalecer essa política pública e concretizar um importante legado de sustentabilidade para o País.




Fonte: MMCR


Com vasos de bambu e plantio de floresta, Olimpíada no Brasil começa com pé direito

Atleta planta semente em tubetes no Maracanã

06/08/2016

Além do legado de uma nova área verde, a maior preocupação dos organizadores da festa de abertura, foi transmitir uma mensagem de responsabilidade mundial

Tecnologia, luzes, dança, música e muitos fogos de artifício. Esses são ingredientes comuns à todas as festas de abertura de uma Olimpíada. Na cerimônia dos Jogos Rio 2016, no entanto, uma mensagem - com certeza - chamou a atenção.

Cada um dos 10,5 mil atletas que desfilaram na cerimônia desta sexta-feira, 5, plantou - literalmente - uma semente no Rio de Janeiro. Na prática, a intenção é a de se criar uma nova área verde na cidade maravilhosa.

Ao entrar no Maracanã, cada atleta recebeu uma semente que foi plantada ali mesmo, em tubetes espalhados pelo estádio. Dali, os tubetes seguirão para um viveiro onde - pelo menos parte - devem germinar mudas de 208 espécies nativas, representando as delegações e uma para os refugiados.

As árvores deverão ser plantadas daqui um ano no Parque Radical, em Deodoro, e formar a Floresta dos Atletas, um legado ambiental que simbolizará a biodiversidade do planeta.

Arbustos formam aros olímpicos

Responsabilidade global

Além do legado de uma nova área verde, a maior preocupação dos organizadores da festa de abertura, foi transmitir uma mensagem de responsabilidade mundial com o aquecimento global.

Cenas e gráficos projetando os efeitos do aquecimento prepararam o público para um momento lúdico: a poesia "A flor e a náusea" de Carlos Drummond de Andrade recitada pela atriz Fernanda Montenegro e pela britânica Judi Dench.

Ao mesmo tempo, um menino, no centro do Maracanã, plantava um árvore em um vaso de bambu.

Olímpiadas 2016, oficialmente aberta nesta sexta-feira, 5

Arbustos Olímpicos

No fim, o ápice da festa. As torres espelhadas - que guardavam os tubetes - se abriram num toque de mágica para revelar uma verdadeira floresta. Os arbustos formaram os aros olímpicos que, desta vez, não tiveram as tradicionais cinco cores.

Todos verdes, lembraram a ideia de que o plantio de florestas deve ser universal e espalhada pelos cinco continentes.



Unicef lança campanha de proteção às crianças

Foto: Unicef/Sokol

03/08/2016

Iniciativa tem como objetivo arrecadar doações para os menores de idade; agência da ONU quer mobilizar fãs dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016 a participarem de uma corrida de 5 Km a pé ou em cadeira de rodas.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lançou esta quarta-feira, uma campanha para ajudar crianças.

A iniciativa esportiva global quer mobilizar os fãs dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 a participarem da Team UNICEF Get Active for Children, em tradução livre, "Equipe Unicef, se Exercite pelas Crianças". Essa é uma campanha para arrecadar doações para os menores de idade.

5 Km

O sistema funciona da seguinte forma: os participantes que se inscreverem devem completar um percurso de 5 Km a pé ou em cadeiras de rodas, para pessoas com deficiência. Para cada um que terminar a corrida será feita uma doação de cinco reais por um grupo de empresas.

Os participantes podem acumular um sistema de pontos realizando várias atividades, incluindo o preenchimento de um questionário no site da Equipe do Unicef.

A pessoa que registrar o maior número de pontos vai ganhar uma viagem para acompanhar o trabalho da agência da ONU no Brasil.

O representante do Fundo para a Infância no país, Gary Stahl, disse que a agência "quer que todos entrem no espírito esportivo e se exercitem pelas crianças". A meta é ajudar na arrecadação de dinheiro para os menores mais vulneráveis do mundo.

Homicídio

Calcula-se que 30 crianças e adolescentes sejam mortos diariamente no Brasil. Mais de uma em cada três mortes de adolescentes no país é resultado de homicídio, comparado com a taxa de uma para cada 20 no caso da população em geral.

Para ajudar a prevenir e responder à violência contra criança durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o Unicef lançou também uma nova versão da campanha Proteja Brasil. Esse é um aplicativo que permite às vítimas e testemunhas denunciarem casos de violência, abuso ou exploração às autoridades.

O representante do Unicef afirmou que o aplicativo Proteja Brasil "dá a oportunidade a cada pessoa de agir para ajudar as crianças".

Fonte: Rádio ONU


Rio 2016 expõe ações em prol do meio-ambiente e quer virar modelo para futuros Jogos Olímpicos

(Foto: Rio 2016/Rafael Cavalieri)

03/08/2016  

Evento realizado no Museu do Amanhã lança campanha e ressalta legado sustentável para a cidade do Rio de Janeiro

O tamanho de um evento como os Jogos Olímpicos não se mede apenas na infraestrutura de uma cidade. Fatores como o aumento na circulação de pessoas causam impacto também no meio-ambiente. Na esteira do Acordo de Paris, assinado em dezembro passado, que firmou o compromisso de limitar o aumento da temperatura global a até 1,5° pelos próximos anos, ocorreu no Museu do Amanhã o seminário "Mudanças Climáticas: o que os Jogos Olímpicos têm a ver com isso?". 

O acordo de Paris esteve presente na fala de todos os participantes. Logo na abertura, Martin Raiser, diretor do Banco Mundial no Brasil, lembrou que o clima interfere diretamente na realização dos esportes. Por exemplo, um maratonista não pode correr sob um calor de mais de 40 graus, bem como um esquiador precisa de neve para seu esporte. 

Tânia Braga, Gerente de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Rio 2016, explicou o que foi feito nos últimos anos para que o Rio virasse exemplo para as demais cidades que receberão os Jogos. Entre inúmeras medidas, Tânia frisou que a organização reduziu uso de material, energia e até de funcionários, com o intuito de baixar os números de emissão de carbono. 

"Fizemos uma edição dos Jogos com menos veículos, geradores, caminhões e por aí vai... As refeições contam com opções vegetarianas para quem sabe reduzirmos o consumo de carne vermelha. São pequenas medidas que já geraram um impacto muito positivo", explicou. 

O evento marcou também o lançamento da campanha "1.5 - O Recorde que não Devemos Quebrar". Uma das embaixadoras do projeto, a surfista Marina Werneck espera ter um engajamento cada vez maior de esportistas. "Por estar conectada com a natureza, o surfe me trouxe essa consciência. Somos feitos de água, e a natureza merece ser preservada pela nossa vida", disse.

Fonte: RIO2016


Literatura, dança e meio ambiente no caminho da Tocha

Na quinta-feira, a Tocha Olímpica chega a Foz do Iguaçu, onde se localizam 
as famosas Cataratas do Iguaçu (Foto: Ministério do Turismo)

27/06/2016

Ao longo desta semana, entre 27 de junho e 3 de julho, a Tocha Olímpica segue caminho pelo Brasil, passando por 26 municípios de cinco estados. Serão duas cidades do Mato Grosso do Sul, quatro de São Paulo, 15 do Paraná, três de Santa Catarina e duas do Rio Grande do Sul (veja relação abaixo). O trajeto permite um olhar mais atento a importantes polos turísticos, educacionais e culturais brasileiros. 

Um dos pontos de destaque do percurso da tocha nesta semana é a passagem por Foz do Iguaçu, no Paraná, na quinta (30) e sexta-feira (1). A cidade é sede do Parque Nacional do Iguaçu, famoso por abrigar as cataratas e integrante do mais importante contínuo biológico do Centro-Sul da América do Sul, com mais de 600 mil hectares de áreas protegidas e outros 400 mil em florestas primitivas. Desde 1986, é Patrimônio Mundial da Natureza pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Outro município que receberá a chama olímpica, no dia 3 de julho (domingo), é Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. A cidade ganhou título de capital nacional da literatura por meio da Lei 11.264, sancionada em 2006. O mérito foi concedido em função de Passo Fundo promover diversas atividades voltadas para essa linguagem. O município é sede, por exemplo, de um dos maiores debates literários da América Latina, a Jornada Nacional de Literatura. Por lá, haverá apresentação de orquestras, de roda de capoeira e de danças tradicionais da região.

"Nós nos sentimos muito orgulhosos em receber a Tocha Olímpica com toda a nossa cultura e hospitalidade", afirma a coordenadora da sétima região tradicionalista do Rio Grande do Sul. Gilda Galeazzi. Ela é uma das responsáveis por organizar as apresentações tradicionais da cidade, como a chula, um desafio de sapateios realizado por homens. "A cultura gaúcha inclui diversos aspectos, entre eles, as danças tradicionais e as de salão, os ritmos fandangueiros, interpretações vocais baseadas em festas tradicionais e as vestimentas", exemplifica. 

O MinC e a tocha 

O percurso da tocha abre espaço para a exibição das mais diversas expressões culturais do País ao mundo. Atento a essa oportunidade, o Ministério da Cultura (MinC) realizou convênio com prefeituras de capitais do Brasil para apoiar atividades de promoção cultural durante a passagem da Tocha Olímpica.

O projeto Celebrações nas Cidades do Revezamento da Tocha Olímpica destinará de R$ 192 mil a R$ 250 mil para 17 capitais, das cinco regiões brasileiras, organizarem eventos que devem, preferencialmente, ser realizados em espaços públicos de grande circulação. As atividades ainda devem divulgar a cultura, a arte e a gastronomia locais.

Cidades pelas quais a tocha passará nesta semana

Segunda-feira (27/6)
Nova Andradina (MS), Bataguassu (MS) e Presidente Prudente (SP)

Terça-feira (28/6)
Paraguaçu Paulista (SP), Marília (SP), Assis (SP) e Londrina (PR)

Quarta-feira (29/6)
Arapongas (PR), Maringá (PR), Campo Mourão (PR) e Cascavel (PR)

Quinta-feira (30/6)
Matelândia (PR), Medianeira (PR), São Miguel do Iguaçu (PR), Santa Terezinha de Itaipu (PR) e Foz do Iguaçu

Sexta-feira (1/7)
Foz do Iguaçu (PR)

Sábado (2/7)
Céu Azul (PR), Santa Tereza do Oeste (PR), Realeza (PR), Francisco Beltrão (PR) e Pato Branco (PR)

Domingo (3/7)
São Lourenço do Oeste (SC), Chapecó (SC), Concórdia (SC), Erechim (RS) e Passo Fundo (RS)


Refugiados que vivem no Brasil competirão nas Olimpíadas do Rio

Atletas da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados dos Jogos do Rio 2016. Imagem: Acnur

04/06/2016

Os dois  judocas da República Democrática do Congo, Yolande Mabika e Popole Misenga, falaram à Rádio ONU que estão "muito felizes"; porta-voz do Acnur no Brasil afirmou que iniciativa inédita mostra "força e perseverança dos refugiados"; anúncio coincide com lançamento da campanha #WithRefugees.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Comitê Olímpico Internacional, COI, anunciou nesta sexta-feira os nomes dos 10 integrantes* da inédita Equipe Olímpica de Atletas Refugiados que disputará os Jogos do Rio 2016.

Dois nadadores da Síria, dois judocas da República Democrática do Congo, cinco corredores do Sudão do Sul e um da Etiópia integram a equipe.

Brasil

Yolande Mabika e Popole Misenga vivem no Brasil e, do Rio de Janeiro falaram com a Rádio ONU.
"Estou me sentindo muito bem, muito feliz. Não tava esperando, saiu a notícia de que vou participar, tô muito feliz."

"Eu tô muito feliz, muito, muito. Tô aqui muito emocionada e feliz."

Evento Global

A Rádio ONU também conversou com o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, no Brasil. De Brasília, Luiz Fernando Godinho falou sobre a importância da iniciativa inédita.
"Exatamente demonstrar para todo mundo, por meio de um evento global como são os Jogos Olímpicos do Rio a força e a perseverança dos refugiados, dos milhões de refugiados que se encontram hoje no mundo. Por meio desta equipe olímpica de atletas refugiados podermos mandar uma mensagem de que os refugiados são pessoas capazes de alcançarem feitos extraordinários por meio, antes de tudo, da perserverença e determinação que eles têm de enfrentar as adversidades pelas quais eles passam."

Campanha

O anúncio da equipe de refugiados coincide com o lançamento da campanha mundial do Acnur #WithRefugees ou Com Refugidos, parte da parceria da agência da ONU com o COI para os Jogos Rio 2016.

"É uma campanha que traz uma série de histórias individuais de refugiados ao redor do mundo e que mostra que os refugiados são pessoas como eu, como você, como os ouvintes da Rádio ONU. Pessoas que tiveram que passar por situações extremas, que vivem momentos difíceis, mas que estão exatamente com seus sonhos, seus objetivos."

O porta-voz explicou que dentro da campanha haverá uma petição online que o Acnur está promovendo em todo o mundo.

"Para coletar assinaturas de pessoas que apoiam a causa de refugiados pedindo que as autoridades governamentais que cada criança refugiada tenha acesso à educação, que todas as famílias refugiadas tenham a possibilidade de viver em um lugar seguro e que todos os refugiados possam trabalham e aprender novos conhecimentos para contribuir positivamente com suas comunidades que os acolheram."

A petição será entregue às autoridades governamentais antes da reunião de alto nível sobre refugiados e migrantes marcada para o dia 19 de setembro na sede da ONU em Nova York.

Ramis Anis, da Síria (Natação, 100 metros borboleta – masculino); vive na Bélgica;
Yiech Pur Biel, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – masculino); vive no Quênia;
James Nyang Chiengjiek, do Sudão do Sul (Atletismo, 400 metros – masculino); vive no Quênia;
Yonas Kinde, da Etiópica (Atletismo, maratona – masculino); vive em Luxemburgo;
Anjelina Nada Lohalith, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – feminino); vive no Quênia;
Rose Nathike Lokonyen, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – feminino); vive no Quênia;
Paulo Amotun Lokoro, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – masculino); vive no Quênia;
Yolande Bukasa Mabika, da República Democrática do Congo (Judô, peso médio – feminino); vive no Brasil;
Yusra Mardini, da Síria (Natação, 200 metros livres – feminino); vive na Alemanha;
Popole Misenga, da República Democrática do Congo (Judô, peso médio – masculino); vive no Brasil.

Fonte: Rádio ONU

Assembleia Geral adota resolução relacionada a esporte e ideal olímpico


Imagem: Olimpíadas do Rio 2016

27/10/2015

Texto foi apresentado pelo Brasil; presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, falou à Rádio ONU que as "Olimpíadas do Rio trazem para uma nova região do mundo a oportunidade de desenvolver a paz".

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma Resolução nesta segunda-feira sobre a construção de um mundo pacífico e melhor através do esporte e do ideal olímpico.

O texto foi proposto pelo Brasil, como apoio de 179 países. O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, esteve presente na sessão e conversou com a Rádio ONU.

Rio de Janeiro

"As Olimpíadas do Rio trazem para uma nova região do mundo a oportunidade de desenvolver a paz e dar aos jovens também a forma deles serem grandes atletas ou seguirem profissões que estão intimamente ligadas ao esporte. Então, esta é uma questão que nos orgulha muito em podermos contribuir para o desenvolvimento e a paz da humanidade".

Carlos Arthur Nuzman falou ainda sobre o que é possível esperar das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

"Grande celebração, transformação, e uma festa como nunca houve durante os Jogos Olímpicos. Nós vamos realmente quebrar os paradigmas e realizar a grande festa que todos sonham e todos esperam".

Os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro ocorrem entre 5 e 21 de agosto de 2016 e os Jogos Paralímpicos entre 7 e 18 de setembro.

Fonte: Rádio ONU


Muito além do futebol: Maracanã recebe edição especial do Festival Transforma

Alunos do Transforma se divertem em experimentação do
hóquei sobre grama (Foto: Comitê Rio 2016)

Evento oferece prática de nove esportes Olímpicos e Paralímpicos no mesmo estádio que sediará as cerimônias dos Jogos Rio 2016

08/08/2015

Os alunos e participantes do Transforma, programa de Educação dos Jogos Rio 2016, vão começar a semana entrando no estádio mais famoso do Brasil. O Maracanã, palco das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, receberá, nesta segunda-feira (10), uma edição comemorativa do Festival Esportivo Transforma.

A partir das 9h30 e até 17h, todas as pessoas inscritas no Maracanã Tour – visita guiada por todo o estádio, programa turístico tradicional da cidade –  também terão a oportunidade de participar das atrações do Transforma, experimentando nove esportes Olímpicos e Paralímpicos: rugby, hóquei sobre grama, tiro com arco, golfe, tênis, esgrima, voleibol, voleibol sentado e goalball.

Em outra vertente, o Festival Transforma levará quase 400 crianças de escolas públicas e projetos sociais a um passeio pelos bastidores do estádio que, nos Jogos Rio 2016, ainda receberá a final do torneio masculino do futebol. 

Em junho, o Transforma realizou a terceira edição do festival, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. Mais de 1.000 pessoas, entre crianças, adultos e idosos, foram à Vila Olímpica Professor Manoel José Gomes Tubino, no Mato Alto, conhecer e praticar esportes como como tiro com arco, goalball, hóquei sobre grama, basquete em cadeira de rodas, rugby e golfe.

No mês seguinte, 400 alunos e professores de nove escolas integrantes do Transforma foram ao Maracanãzinho assistir a duas partidas da etapa final da Liga Mundial de Voleibol, no primeiro evento-teste dos Jogos Rio 2016 realizado em 2015.

O festival é parte do Transforma, Programa de Educação que leva os Jogos Rio 2016 para dentro das salas de aula. O programa atua em parceria com escolas públicas e particulares dos ensinos Fundamental e Médio criando oportunidades para que os estudantes vivenciem os valores Olímpicos e Paralímpicos.

Fonte> Rio2016


Regata dirá se Rio conseguiu isolar veleiros da poluição



03/08/2014

Despoluição da Baía de Guanabara é objetivo distante, mas Estado e município fizeram mutirão para evitar que lixo flutuante cruze o caminho das embarcações que participam do primeiro evento-teste da Olimpíada de 2016

A partir deste sábado, dia 2, e durante a semana seguinte, 324 velejadores de todo o mundo estarão singrando a Baía de Guanabara na Regata Internacional de Vela, uma das maiores competições do mundo na categoria e o primeiro – e importantíssimo – evento-teste da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Em volta, terão o conhecido cenário de tirar o fôlego: Pão de Açúcar logo ao lado, Cristo Redentor mais ao longe, Aterro do Flamengo, ponte Rio-Niterói. Na água, porém, mora o perigo na forma de bichos mortos, colchões, eletrodomésticos e todo tipo de plástico que, vira e mexe, aparecem boiando na baía, ainda uma lixeira a céu aberto. Num esforço para impedir o encontro de veleiros com resíduos mal cheirosos – e a transmissão dessa imagem para o mundo, pesadelo número 1 da organização da Olimpíada –, a Secretaria do Meio Ambiente do estado e companhia de água e esgoto da região metropolitana uniram-se em mutirão nos últimos meses para tentar garantir a limpeza, pelo menos, dos trechos onde a regata vai acontecer. “Nosso trabalho era dar condições de navegação aos veleiros, e isso nós fizemos. Há metas mais ambiciosas para 2016, que também serão alcançadas”, afirma o secretário estadual da Casa Civil, Leonardo Espíndola, referindo-se ao compromisso do governo de que, quando a Olimpíada começar, 80% do esgoto que deságua na baía será tratado.

No esforço conjunto, os órgãos municipais cuidaram de ampliar o tratamento do esgoto procedente da cidade do Rio (52% hoje) e de Niterói (90%). Ao mesmo tempo, reformaram e reativaram quatro estações de captação de lixo subaproveitadas. A isso se juntou a compra, pela Secretaria do Meio Ambiente, de dez “ecobarcos”, coletores do lixo que boia na água, especialmente para o evento-teste de agora. Eles entraram em ação a partir de janeiro e, na semana da regata, serão reforçados por outras dez embarcações do gênero cedidas pela Petrobras e outras empresas. Essas medidas dariam conta, em teoria, de boa parte da limpeza (pelo menos da cosmética) da Baía de Guanabara, não fosse o fato de que só cuidam da metade dela que vai da ponte Rio-Niterói até o mar aberto. Na outra metade, a que banha a Baixada Fluminense e São Gonçalo, a maior parte do esgoto não é tratada. Pior: sequer há rede de esgoto abrangente. O resultado é uma montanha de lixo perenemente acumulada ao norte da baía. Os percursos da regata da semana que vem não passam por lá, mas a sujeira se move; e dependendo das marés e dos ventos,  pode se mover justamente na direção dos veleiros – e das câmeras de TV.

A limpeza da Baía de Guanabara nesta regata é ponto de honra para a organização da Olimpíada porque é exatamente lá, nesta mesma época do ano, que a vela vai disputar medalha em 2016. A reputação do local não favorece uma boa impressão. Em junho, o New York Times publicou longa reportagem sobre o lixo flutuante. Na semana passada, o australiano Matthew Belcher, medalha de ouro em Londres, num treino para a regata tirou foto de um cachorro morto boiando ao lado do seu veleiro. Há um ano, em uma competição pré-olímpica, um pedaço de plástico grudou no casco e prejudicou o desempenho de um barco. Velejadores brasileiros que conhecem bem a área frequentemente reclamam da sujeira e do esgoto que, tratado ou não, continua a ser lançado nela. “Como morador do Rio e coordenador técnico da equipe olímpica, espero que seja feito o possível para melhorar de fato o local de prova. As autoridades falam muito e fazem pouco”, dispara Torben Grael, brasileiro recordista de medalhas na vela.

Com belas praias interditadas aos banhistas há meio século, os projetos de limpeza efetiva da baía têm sido um sorvedouro de dinheiro público sem resultado visível – como o ambicioso Programa de Despoluição da Baia de Guanabara (PDBG), de 1994, que consumiu 1 bilhão de dólares antes de ser descartado por sua ineficiência. Com ou sem tratamento, nela se deposita o esgoto de 9 milhões de pessoas, um despejo dez vezes maior do que seu próprio volume. Diante da enormidade do problema, as medidas tomadas para a Olimpíada são um começo, mas não passam disso. Despoluir de verdade requer, além da remoção do lixo visível, tratar 100% do esgoto despejado em estações de alto grau de eficiência (nem todas são atualmente) ou desviá-lo para alto mar, dar fim ao lodo impregnado de poluentes e, feito isso, fiscalizar para que a sujeira não volte. Antes que isso aconteça, muita água (suja) ainda vai rolar.

Fonte: Veja



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