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TOP MODEL E EX-REFUGIADA HALIMA ADEN É NOMEADA EMBAIXADORA DO UNICEF

Halima Aden em visita ao campo de refugiados de Kakuma, no Quênia. 
Foto: TEDxKakumacamp/Tobin Jones

13/07/2018

Nascida em 1997 no campo de refugiados de Kakuma, noroeste do Quênia, a modelo Halima Aden, de origem somali, sacudiu as passarelas norte-americanas e europeias quando começou a carreira em 2017, desfilando para grandes nomes da moda e usando o seu hijab, o véu que muitas mulheres muçulmanas vestem.

Mais do que uma voz pela diversidade religiosa, a jovem de apenas 20 anos anos é também uma ativista dos direitos das crianças e adolescentes migrantes. Neste mês (2), Halima recebeu o título de embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nos Estados Unidos.

Em junho, a manequim voltou ao assentamento de Kakuma, onde moram 185 mil refugiados e solicitantes de refúgio, forçados a abandonar seus países de origem por causa da guerra, fome e perseguição. “Meu maior medo era não ser capaz de reconhecer o lugar que eu chamei de ‘casa’ por sete anos”, confessa a modelo. “Eu me preparei para o pior.”

Em 2004, Halima, sua mãe e o irmão mais novo receberam autorização para emigrar para os Estados Unidos. Em St. Cloud, no estado de Minnesota, a jovem — e muçulmana praticante — foi eleita rainha do baile de formatura, ao final do Ensino Médio. Halima se tornaria a primeira concorrente do concurso de Miss Minnesota a usar o hijab, em 2016. “O hijab é um símbolo que vestimos sobre nossas cabeças, mas quero que as pessoas saibam que é a minha escolha. Eu o visto porque eu quero vesti-lo”, declarou à época para um jornal local.

Aos 19 anos, a ex-refugiada foi a primeira modelo a usar véu e assinar com a agência IMG, a mesma da modelo Gisele Bündchen. De 2017 para cá, Halima apareceu nas capas das revistas Vogue, Harper’s Bazaar, Teen Vogue e Glamour, além de participar de desfiles em Nova Iorque e Milão. Quando não está sob os flashes das câmeras, a modelo conversa com estudantes sobre a importância da inclusão e da aceitação, usando como exemplo sua história pessoal.

“Esse é o meu ponto principal: você não tem de se adequar. Você não tem de tirar o seu véu”, defende Halima. “Sempre se resume a escolhas: deixar as pessoas viverem o tipo de vida que elas quiserem viver.”

Apesar da alegria com a carreira promissora, a modelo não esquece suas origens — e o sofrimento de outros meninos e meninas vítimas de deslocamento forçado. “Eu me sinto muito culpada às vezes. Eu penso ‘ok, eu tirei o máximo da minha jornada para a América? Eu tirei o máximo da minha vida? (Mas) eu conheço milhões de outras pessoas, outras garotas da minha idade, que ficaram para trás. Elas têm que viver suas vidas aqui (em Kakuma). Eu consegui sair’.”

Migração e refúgio nos Estados Unidos

Com mais de 2 mil crianças separadas à força de seus pais na fronteira sul dos Estados Unidos, a modelo vê como urgente o trabalho de conscientização sobre os direitos dos migrantes menores de idade. “Eu fui uma criança refugiada e não posso nem imaginar o trauma que viria (do fato) de ser arrancada da minha mãe”, afirmou Halima à publicação Teen Vogue, que traz a embaixadora do UNICEF na capa da sua edição de julho.

Para a manequim, a separação deixa os jovens “vulneráveis e exploração e abuso”. “Crianças refugiados são uma questão apartidária”, completa.

Também em entrevista para a revista, Halima defende que os refugiados não querem “piedade”, mas soluções de longo prazo, como educação, água potável e saneamento, e oportunidades para construir uma vida melhor. “O que queremos é ser convidado para a conversa.”

Em 2017, Halima viajou para a fronteira entre o México e a Guatemala, a fim de conhecer a assistência que o UNICEF presta a meninos, meninas e adolescentes da América Central. A região sofre com uma violência contínua causada por gangues e grupos criminosos, além de taxas preocupantes de extrema pobreza.

A modelo lembra que, em Kakuma, recebeu apoio da agência das Nações Unidas. “Antes de conseguir assinar meu próprio nome, eu (já) conseguia soletrar UNICEF.”

Com o título de embaixadora, Halima se une ao time de personalidades, como as cantoras P!NK e Selena Gomez e a atriz Lucy Liu, que emprestam sua fama e sua visibilidade para promover os direitos das crianças e dos adolescentes.


Em vídeo para o Unicef, David Beckham pede fim da violência a crianças

David Beckham. Foto: ONU/Amanda Voisard (arquivo)

06/12/2016

Cenas de violência contra menores aparecem como tatuagens no corpo do ex-jogador e embaixador da agência da ONU; ideia é ilustrar a realidade brutal dos abusos físicos e psicológicos, que podem marcar as crianças para sempre.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lançou nesta segunda-feira um vídeo de 60 segundos estrelando o ex-jogador de futebol britânico David Beckham, que é embaixador da Boa Vontade da agência.

Cenas de violência a crianças aparecem no corpo de Beckham como se fossem tatuagens. Enquanto as tatuagens do próprio embaixador representam memórias felizes e importantes da vida dele, o Unicef destaca que milhões de crianças carregam marcas que não escolheram: as feridas da violência.

Marca eterna

Segundo a agência, o vídeo ilustra a "realidade brutal que os abusos físicos e psicológicos podem deixar para sempre nas crianças".

Na campanha, Beckham declara que "a violência marca as crianças para sempre", o que é errado, e por isso ele pede o fim da prática. Segundo o embaixador do Unicef, a cada cinco minutos, uma criança morre no mundo, vítima de abusos.

As ações podem acontecer em casa, nas escolas ou nas ruas. Ele espera que o projeto chame a atenção das pessoas para uma questão que Beckham considera ser urgente.

Bullying

Outros dados do Unicef mostram a gravidade do problema: uma entre 10 meninas menores de 20 anos já foi vítima de violência sexual, representando um total de 120 milhões de jovens.

A cada ano, quase 1 bilhão de crianças entre dois e 14 anos sofrem punições físicas de seus pais ou de quem cuida delas. E um terço dos estudantes entre 13 e 15 anos sofre bullying com regularidade.

Fonte: Rádio ONU


Unicef: iniciativa de saneamento no Haiti tem resultados promissores

O programa apoia comunidades locais abordando acesso à água, reformando 
sistemas de água e combatendo a contaminação. Foto: ONU/Logan Abassi

24/09/2016

Agência da ONU menciona redução no número de infecções transmitidas pela água aos residentes; campanha também apoia comunidades a construírem banheiros e reduzirem a contaminação da água.

Uma iniciativa para saneamento no sudeste do Haiti levou a uma grande redução no número de infecções transmitidas pela água aos residentes, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Segundo o representante da agência da ONU no país, Marc Vincent, "cinco locais na região foram declarados livres da defecação a céu aberto, o que marca um avanço na prevenção do cólera e outras doenças transmitidas pela água na área".

Saneamento Total

As cinco localidades, Nan Merlien, Fatima, Rada e outras três no sudeste do país, têm sido parte de uma campanha liderada pela comunidade e apoiada pela ONU.

A iniciativa Clts, parte da campanha Saneamento Total, apoia o plano nacional das autoridades haitianas contra o cólera através da promoção do fim da defecação a céu aberto e aumento do acesso à água e a instalações de saneamento nas escolas e centros de saúde.

Comunidades

O programa apoia comunidades locais abordando acesso à água, reformando sistemas de água e combatendo a contaminação.

Ao mesmo tempo, a campanha também está apoiando comunidades a construírem banheiros e reduzirem a contaminação da água pela defecação a céu aberto.

A iniciativa Clts já foi implementada em 67 outros locais. Como resultado, mil banheiros foram construídos e mais 2 mil estão sendo feitos. Seis comunidades foram certificadas como livres da defecação a céu aberto e 16 estão nesse processo.

Resposta ao Cólera

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou em 2014 com o governo haitiano a campanha Saneamento Total, um dos principais pilares de longo prazo para a resposta ao cólera no Haiti.

Outros importantes componentes são resposta de emergência e vigilância epidemiológica.

De acordo com o Unicef, o fornecimento de água potável limpa, uso de infraestrutura segura de saneamento e práticas de boa higiene são elementos cruciais para melhorar a prevenção ao cólera e outras doenças transmitidas pela água no Haiti.

Envolvimento

A agência afirma, no entanto, que apesar do progresso feito no combate ao cólera no país, muito ainda precisa ser feito. Para o Unicef, o envolvimento da comunidade internacional, doadores e parceiros é urgentemente necessário.

Atualmente, de acordo com a agência nacional do país para abastecimento de água e saneamento, apenas 28% da população haitiana têm acesso a saneamento adequado e 42% não têm serviços de água potável.

Fonte: Rádio ONU


Haiti: Comunidade internacional pede apoio financeiro para plano contra cólera

Um sistema de filtragem de água no Haiti sendo demostrado para líderes comunitários. 
Foto: ONU/Logan Abassi

19/09/2016

De acordo com dados epidemiológicos recentes, cerca de 27 mil pessoas foram diagnosticadas com cólera no Haiti entre 1º de janeiro e 27 de agosto de 2016, ou uma média de 788 casos relatados por semana. Os números são maiores que as médias semanais registradas em 2014 (559) e 2015 (693), embora inferiores à média de 6.766 casos por semana reportados em 2011.

Em meio ao forte impacto que a cólera continua gerando sobre a população do Haiti, representantes de organizações internacionais parceiras, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pediram na última sexta-feira (9) apoio financeiro e político para um plano de ação contra a doença lançado recentemente pelo governo haitiano.

O projeto de médio prazo (2016-2018), que visa a melhorar a coordenação entre os parceiros nacionais e internacionais; assegurar uma resposta rápida aos surtos; implementar a vacinação contra a cólera; a cloração da água e assegurar melhorias em saneamento – com foco em áreas vulneráveis à propagação da enfermidade –, precisa de 178 milhões de dólares em investimentos para entrar em ação.

O plano foi apresentado em forma de projeto na semana passada aos representantes da comunidade internacional no Haiti e foi o foco da reunião da Coalizão Regional para a Eliminação da Transmissão da Cólera na Ilha de São Domingos, realizada na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – representação regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas – em Washington, Estados Unidos.

Além da OPAS, outros membros e apoiantes do plano incluem o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Federação Internacional da Cruz Vermelha e as Sociedades do Crescente Vermelho, o Banco Mundial, os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, GHESKIO, entre outras agências bilaterais e organizações não governamentais.

De acordo com dados epidemiológicos recentes, cerca de 27 mil pessoas foram diagnosticadas com cólera no Haiti entre 1º de janeiro e 27 de agosto de 2016, ou uma média de 788 casos relatados por semana. Os números são maiores que as médias semanais registradas em 2014 (559) e 2015 (693), embora inferiores à média de 6.766 casos por semana reportados em 2011.

O número de mortes por cólera relatados, por sua vez, caiu de 3.951 registrados em 2010 para 322 mortes em 2015, e há 242 óbitos até agora em 2016. Isso é parte do declínio na taxa de letalidade de 2,08% em 2010 para 0,9% em 2016, significando melhoria do acesso e qualidade do tratamento.

“O Haiti ainda tem, depois de seis anos de intervenções de cólera, inaceitáveis números de casos em curso”, disse a diretora adjunta da OPAS, Isabella Danel. “Se o número de novos casos não for drasticamente reduzido, a cólera continuará sendo um grande problema de saúde pública para a população do Haiti.”

Plano de ação de médio e longo prazo

O projeto de plano atual segue um plano de curto prazo que foi realizado durante 2012-2015 e é parte de um plano nacional de 10 anos, que se estende até 2022.

O projeto de médio prazo (2016 até 2018) propõe um pacote de intervenções integradas em quatro áreas prioritárias: coordenação de atores nacionais e internacionais; prevenção da cólera; atendimento ao paciente e redução da transmissão da doença.

Na área da prevenção, o plano visa a vacinar cerca de 2,5 milhões de pessoas que vivem em comunidades de alto risco e melhorar o acesso à água potável através de água canalizada ou cloração doméstica.

Outros componentes fundamentais do projeto incluem campanhas de comunicação e mobilização social, a criação de sistemas de saneamento coletivos e individuais para ajudar as comunidades a eliminar a prática da defecação a céu aberto, e medidas para melhorar a água e saneamento em escolas e unidades de saúde. O projeto também prevê aumento do pessoal de saúde e treinamento adequado aos profissionais.

Além de pedir apoio ao projeto de médio prazo, os membros da coalizão enfatizaram a necessidade de investimentos a longo prazo para expansão da água e da infraestrutura de saneamento básico.

A coalizão convidou o governo haitiano, com o apoio de parceiros técnicos e financeiros, a se envolver no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) seis, que visa a assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.

“Essa é a melhor maneira de combater todas as doenças relacionadas à diarreia e impulsionar a economia do país”, disse o representante da OPAS no Haiti, Jean-Luc Poncelet.



Unicef lança campanha de proteção às crianças

Foto: Unicef/Sokol

03/08/2016

Iniciativa tem como objetivo arrecadar doações para os menores de idade; agência da ONU quer mobilizar fãs dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016 a participarem de uma corrida de 5 Km a pé ou em cadeira de rodas.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lançou esta quarta-feira, uma campanha para ajudar crianças.

A iniciativa esportiva global quer mobilizar os fãs dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 a participarem da Team UNICEF Get Active for Children, em tradução livre, "Equipe Unicef, se Exercite pelas Crianças". Essa é uma campanha para arrecadar doações para os menores de idade.

5 Km

O sistema funciona da seguinte forma: os participantes que se inscreverem devem completar um percurso de 5 Km a pé ou em cadeiras de rodas, para pessoas com deficiência. Para cada um que terminar a corrida será feita uma doação de cinco reais por um grupo de empresas.

Os participantes podem acumular um sistema de pontos realizando várias atividades, incluindo o preenchimento de um questionário no site da Equipe do Unicef.

A pessoa que registrar o maior número de pontos vai ganhar uma viagem para acompanhar o trabalho da agência da ONU no Brasil.

O representante do Fundo para a Infância no país, Gary Stahl, disse que a agência "quer que todos entrem no espírito esportivo e se exercitem pelas crianças". A meta é ajudar na arrecadação de dinheiro para os menores mais vulneráveis do mundo.

Homicídio

Calcula-se que 30 crianças e adolescentes sejam mortos diariamente no Brasil. Mais de uma em cada três mortes de adolescentes no país é resultado de homicídio, comparado com a taxa de uma para cada 20 no caso da população em geral.

Para ajudar a prevenir e responder à violência contra criança durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o Unicef lançou também uma nova versão da campanha Proteja Brasil. Esse é um aplicativo que permite às vítimas e testemunhas denunciarem casos de violência, abuso ou exploração às autoridades.

O representante do Unicef afirmou que o aplicativo Proteja Brasil "dá a oportunidade a cada pessoa de agir para ajudar as crianças".

Fonte: Rádio ONU


Lançada nova parceria global para acabar com violência a crianças

Crianças em Juba, no Sudão do SUl. Foto: ONU/JC McIlwaine

13/07/2016

Para representante especial do secretário-geral sobre a questão, iniciativa é "promoção de grande aliança" entre governos nacionais, instituições da ONU, ONGs, centros de pesquisa"; em entrevista à Rádio ONU, Marta Santos Pais afirmou que 1 bilhão de crianças sofreram violência em 2015.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Nesta terça-feira, nas Nações Unidas, crianças se uniram a líderes mundiais para lançar uma nova parceria global e um fundo para tornar o fim da violência a menores uma prioridade e uma responsabilidade coletiva. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, participou do evento.

"Fim da Violência a Crianças – A Parceria Global", em tradução livre, reúne  ONU, governos, fundações, sociedade civil, academia, setor privado e jovens. O objetivo é combater a exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura a crianças.

Parceria

A representante especial do secretário-geral sobre Violência a Crianças, Marta Santos Pais, falou à Rádio ONU sobre a nova iniciativa. Segundo ela, esta é a "promoção de uma grande aliança entre governos nacionais, instituições das Nações Unidas, ONGs, centros de pesquisa e de estudos".

"Que juntando as mãos poderão ajudar a tornar mais conhecidas as razões pelas quais as crianças continuam a ser vítimas de violência, que tem muitas vezes a ver com o fato de se pensar que bater na criança é uma forma de a educar, a disciplinar, ou porque não exista legislação que proiba a utilização dos maus-tratos contra a criança. É a oportunidade de criar uma prevenção alargada das situações de violência e ao mesmo tempo mecanismos de proteção para as crianças que possam sofrer esses mesmos maus-tratos."

Marta Santos Pais destacou ainda que a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável identifica como uma de suas metas a eliminação de todas as formas de violência a crianças.

1 Bilhão 

No ano passado, mais de 1 bilhão de crianças entre dois e 17 anos sofreram algum tipo de violência, seja física, psicológica ou sexual.

"Não é só um número alarmante. Não é só pensar em cada uma das histórias dramáticas, traumáticas, sofridas por cada uma dessas crianças, mas é também pensar que estamos a falar em metade das crianças do mundo (…) É importante pensar que muitas das situações de violência não são reportadas às autoridades e, portanto, o bilhão pode ser um número ainda mais elevado, mas, esse número não deve ser um fator que nos desencoraja. Deve ser um fator para nos fazer reconhecer que estamos pressionados pela urgência da intervenção." 

Estratégias 

De acordo com um estudo recente divulgado na publicação "Pediatrics", o homicídio está entre as cinco principais causas de morte para adolescentes. Uma em cada quatro crianças sofre de violência física e uma em cada cinco meninas é abusada sexualmente pelo menos uma vez em suas vidas.

A parceria também lançou um pacote de sete estratégias para evitar a violência a menores, conhecido como Inspire. Entre elas, estão a criação e aplicação de leis, mudança de comportamento e educação.

A atriz Lucy Liu, embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, também participou do lançamento da parceria global.

Fonte: Rádio ONU

Símbolo de superação, jovem atleta paralímpica vai conduzir a tocha no Pará

23/06/2016

Indicada pelo UNICEF, em parceria com Rio 2016, Adriana já ganhou medalhas de ouro no salto a distância e prata no arremesso de peso

© UNICEF/BRZ/Fred Borba
Aos 15 anos, a paraense Adriana Almeida Santos, de Belém, comemora muitas vitórias. Ela foi diagnosticada com paralisia cerebral aos sete meses de vida, mas, com o apoio da mãe, se supera em tudo o que busca fazer. Cada pequeno passo é uma conquista, principalmente, para quem recebeu o prognóstico de que nunca poderia andar.

Na companhia de um amigo, Adriana caminha diariamente para a escola. E, de tanto treinar no Centro de Referência em Inclusão Educacional, acabou virando atleta paralímpica, conquistando três medalhas de ouro e uma de prata na corrida, entre 2014 e 2015. A jovem agora vive a expectativa de um novo sonho que será realizado no dia 15 de junho, quando ela vai carregar a tocha símbolo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

“Quando eu soube que carregaria a Tocha fiquei muito feliz e surpreendida. Meu coração disparou. Sei que é uma oportunidade muito importante e vai fazer toda a diferença na minha vida”.

Aluna do 6º ano do ensino fundamental, Adriana tem uma rotina comum à das meninas da sua idade. Integrante da rede de adolescentes da Plataforma dos Centros Urbanos (PCU), iniciativa do UNICEF para redução das desigualdades intraurbanas, a jovem é testemunha dos benefícios do esporte para todas as crianças e todos os adolescentes.

“É importante a prática de esporte porque está me ajudando a aprender. Por causa do esporte, estou melhor na escola, brinco mais e sou mais ativa. Antes eu tinha muita dificuldade de andar, de aprender e, com o esporte, eu melhorei muito”.

Para o Fundo das Nações Unidas pela Infância (UNICEF), histórias como a de Adriana são um exemplo para mostrar o poder do esporte como ferramenta de inclusão.

“Quando falamos em inclusão social de crianças e adolescentes com deficiência, não basta colocá-las em sala de aula. É preciso criar condições reais para que possam aprender e se desenvolver de maneira integral. O esporte tem se mostrado como uma estratégia valiosa para essa conquista. Afinal, quando todos jogam juntos, todos saem ganhando”, comenta Fabio Morais, coordenador do Escritório do UNICEF em Belém.

UNICEF nos Jogos Olímpicos

Adriana faz parte de um grupo de seis jovens de diversas regiões do país que foram escolhidos, dentro da parceria do UNICEF com a Rio 2016, para conduzir a tocha olímpica. Eles terão a missão de representar os 2,2 bilhões de crianças e adolescentes dos cinco continentes e simbolizam a esperança de um mundo melhor, no qual os seus direitos e garantias fundamentais são respeitados.

Sobre o UNICEF – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente seus esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.

Mais informações:
Assessoria de Comunicação do UNICEF
Ida Pietricovsky de Oliveira
Telefone: (91) 3073 5700
E-mail: ipoliveira@unicef.org
Immaculada Prieto
Telefone: (21) 3147 5706
E-mail: iprieto@unicef.org
Pedro Ivo Alcantara
Telefone: (61) 3035 1947
E-mail: pialcantara@unicef.org

"Por um mundo melhor para as crianças", estudante de Sobral participa do revezamento da Tocha Olímpica



12/06/2016

Indicado pelo UNICEF, em parceria com Rio 2016, Edilson também acendeu a pira Olímpica e discursou para uma praça lotada

Rio de Janeiro/Brasília/Sobral, 8 de junho de 2016 – Na noite de quarta-feira 8 de junho, Edilson Freitas da Silva Filho, de 14 anos, assumiu o último trecho do revezamento da Tocha Olímpica em Sobral. Ele recebeu a chama de Juliana de Lima, paratleta tricampeã escolar em atletismo. Na caminhada até o palco, foi acolhido pelo carinho e entusiasmo da família, dos colegas e professores da escola. E teve a honra de acender a pira Olímpica de sua cidade.

"É muita emoção estar aqui, representando as crianças de todo o mundo. Desejo um mundo melhor, mais justo, e que todas as crianças tenham o direito de ser o que sonharem", discursou o adolescente no palco, bastante emocionado. Ao reencontrar os amigos, foi disputado para fotos e abraços e reforçou o desejo expresso no palco: "Fui escolhido por causa da minha história de superação e quero que todos possam ter seus projetos de vida".

Edilson mora no assentamento Oiticica, no distrito de Aracatiaçu, localizado a 60 quilômetros de Sobral, no Semiárido cearense. Na área rural onde vive, a realidade de muitas crianças e adolescentes é marcada pela dificuldade em completar os estudos, seja pela distância da escola ou pela necessidade de apoiar o sustento da família. Edilson perdeu a mãe 12 dias após seu nascimento e foi criado pelos avós maternos, que vivem da agricultura familiar no Semiárido.

Os avós de Edilson não foram alfabetizados, mas sempre apoiaram os estudos dos netos. "Eu até queria muito estudar, mas tinha de ajudar a família. Sempre falo para eles que é importante, para ter uma vida diferente", conta a avó Aparecida Francisca dos Santos.

Edilson entrou na educação infantil aos 4 anos. Hoje, no 9º ano, estuda na escola de tempo integral Colégio Sobralense Maria de Lourdes de Vasconcelos, inaugurado em 2014 no próprio distrito. E ele planeja ser professor de matemática no local em que nasceu e cresceu.

O diretor do Colégio Sobralense, professor Sérgio Barbosa Alves, relata que o ensino integral tem permitido a esses meninos e meninas dar grandes saltos em seu desenvolvimento. E Edilson reconhece no esporte, uma de suas atividades preferidas, um dos diferenciais da escola: "Ajuda muito a me desenvolver, já que é preciso lidar com um time inteiro. Nunca é pegar bola e sair correndo sozinho". Como lembra o professor de educação física, Cícero Romão Tavares Ramos, o menino que chegou ao colégio bastante retraído, hoje fala à vontade da própria história, é louco por esportes e interage com os colegas.

As oportunidades que Edilson tem encontrado na educação são iniciativas que destacam a certificação do município de Sobral em seis edições do Selo UNICEF Município Aprovado. "Trabalhamos para que as crianças e adolescentes possam ter um horizonte independente do território em que vivem. E o UNICEF tem sido um importante parceiro nesse sentido, ajudando a construir conquistas que ninguém tira", destaca Carmen Soares de Sousa, articuladora do Selo UNICEF em Sobral.

Para o coordenador do escritório do UNICEF em Fortaleza, Rui Aguiar, "a participação de Edilson no revezamento da Tocha Olímpica ajuda a mostrar para o mundo que todos os meninos e todas as meninas estão cheios de possibilidades, desde que sejam protegidos e considerados integralmente".

UNICEF e Rio 2016 – Edilson faz parte de um grupo de seis adolescentes de diversas regiões do País que foram escolhidos, dentro da parceria do UNICEF com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, para conduzir a tocha olímpica. Com a missão de representar os 2,2 bilhões de crianças e adolescentes dos cinco continentes, eles simbolizam a construção de um mundo que garanta uma oportunidade justa para cada criança.

Selo UNICEF – O Selo UNICEF Município Aprovado é uma iniciativa para superar as desigualdades que afetam as crianças e os adolescentes que vivem no Semiárido e na Amazônia Legal Brasileira. Mais de 1.700 municípios brasileiros estão inscritos na atual edição dessa iniciativa. A Edição 2013-2016 é uma realização do UNICEF com o apoio da Petrobras, Coelce, Cemar e Fundação Telefônica.

Sobre o UNICEF – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente seus esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.

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Mais informações
Assessoria de Comunicação do UNICEF
Immaculada Prieto
Telefone: (21) 98237 0856
E-mail: iprieto@unicef.org


MAIS DE 500 MIL CRIANÇAS FORAM AFETADAS PELO CONFLITO NA UCRÂNIA

Devido ao conflito na Ucrânia, uma em cada cinco escolas foi danificada 
ou destruída. Foto: Unicef/Aleksey Filippov

20/02/2016

Alerta foi feito pelo Unicef que disse ainda que um em cada três menores de idade necessita de ajuda psicológica; agência da ONU afirmou que dois anos de violência, bombardeios e medo deixaram marcas permanentes nas crianças.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef alertou esta sexta-feira que o conflito na Ucrânia afetou profundamente a vida de 580 mil crianças que vivem em áreas não controladas pelo governo e perto das frentes de batalha, no leste do país.

O Unicef calcula que pelo menos 200 mil, uma em cada três, precisem de ajuda psicológica.

Marcas Permanentes

Segundo a representante da agência da ONU na região, Giovanna Barberis, "dois anos de violência, bombardeios e medo deixaram marcas permanentes em milhares de menores de idade na região leste da Ucrânia".

Barberis disse que "é preciso alcançar essas crianças urgentemente para atender suas necessidades físicas e psicológicas".

O Unicef afirma que mais de 215 mil crianças estão deslocadas nas áreas de conflito. Além disso, uma em cada cinco escolas foi danificada ou destruída.

No ano passado, mais de 20 crianças morreram por causa da violência e mais de 40 ficaram feridas, muitas das mortes e dos ferimentos foram causados pela explosão de minas terrestres.

Epidemias

O Unicef informou que o país registrou um surto de poliomielite 19 anos depois de ter erradicado a doença. As autoridades disseram que a falta de acesso a serviços de saúde e também a falta de remédios ameaçam o surgimento de mais epidemias.

Giovanna Barberis pediu a todos os lados em conflito na Ucrânia que garantam liberdade de movimento e o livre acesso de ajuda humanitária para as crianças na região.

O Unicef está trabalhando com vários parceiros para levar serviços básicos aos menores de idade.

Até agora, a agência conseguiu fornecer ajuda psicológica para mais de 46 mil crianças e treinamento a quase 5 mil professores e psicólogos para que possam identificar qualquer sinal de angústia ou sofrimento.

A agência da ONU conseguiu também levar água potável para 1,6 milhão de pessoas e materiais de higiene para mais de 164 mil crianças e adultos.

Fonte: Rádio ONU

Terremoto no Nepal: Campanha de vacinação de emergência para centenas de milhares de crianças em risco


10/05/2015

COMO DOAR:
Enviando a palavra "UNICEF" para o SMS 27146. Neste caso, o UNICEF entrará em contato para acolher a doação.
Pela central de atendimento, no número 0800 605 2020.

Um ensaio fotográfico de uma menina de 4 anos que foi vacinada após sua casa em Lalitpur ser destruída está disponível para download aqui: http://uni.cf/1EMeQPP

Fotos e histórias das crianças da unidade de vacinação contra o sarampo no vale de Kathmandu estão disponíveis aqui http://uni.cf/1I24Gvs, com fotos e vídeos adicionais aqui: http://uni.cf/1HH6SbO

Katmandu, 4 de maio de 2015 – Mais de um milhão de criança estão sendo alvo de uma campanha de vacinação de emergência no Nepal – à medida que cresce o medo de um surto de sarampo nos acampamentos informais que surgiram desde o terremoto do dia 25 de abril.

A campanha foi lançada pelo Ministério da Saúde e População do Nepal, com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A falta de abrigo e saneamento são fatores de enormes riscos de doenças – à medida que o número de pessoas que abandonaram seus lares continua aumentando, com muitas pessoas vivendo agora perto de suas casas danificadas.

Segundo os dados disponíveis antes do terremoto, cerca de uma em cada dez crianças no Nepal não está vacinada contra o sarampo.

"O sarampo é muito contagioso e pode ser potencialmente fatal. E tememos que a doença possa se espalhar rapidamente pelos acampamentos improvisados, muitas vezes superlotados, onde muitas crianças estão vivendo", disse o representante do UNICEF no Nepal, Tomoo Hozumi.

"Nós estamos trabalhando há décadas para eliminar o sarampo no Nepal. A menos que ajamos agora, há um risco real de que a doença volte a emergir como uma grande ameaça para as crianças – o que também seria um retrocesso para todos os nossos esforços coletivos."

Na primeira onda da resposta de emergência, as equipes estão imunizando as crianças menores de 5 anos que se encontram em assentamentos informais nos três distritos densamente povoados do Vale de Katmandu – Bhaktapur, Katmandu e Lalitpur. Essa campanha vai prosseguir nas próximas semanas nos 12 distritos mais duramente atingidos pelo terremoto.

"Estamos trabalhando com os nossos parceiros para tomar medidas práticas que são urgentes para colocar em circulação dezenas de milhares de vacinas, bem como os equipamentos de armazenamento a frio que são precisos para armazená-las à temperatura adequada a fim de que conservem a sua eficácia", afirmou Tomoo Hozumi.

"Estamos fazendo todo o possível para minimizar o perigo para estas crianças que já passaram por tanta coisa."

Cerca de 1,7 milhão de crianças continuam necessitando urgentemente de ajuda humanitária nas áreas mais atingidas pelo terremoto no Nepal.

Além de providenciar vacinas para eliminar o risco de doenças, o UNICEF está dando prioridade ao acesso a água potável e saneamento para as crianças nas áreas mais afetadas do país.

As mais recentes intervenções incluem:

> O UNICEF alcançou quase 90 mil pessoas em Kavrepalanchok, Lalitpur e Katmandu com água adequada para beber, cozinhar e lavar.
> Quase 80 mil pessoas em sete distritos duramente afetados (Gorkha, Dhading, Dolakha, Sindhupalchok, Kavrepalanchok, Lalitpur e Katmandu) receberam materiais de higiene e informativos sobre esse tema.
> Suprimentos que chegaram a Katmandu por via aérea, incluindo kits de saúde, cobertores e tendas, estão a caminho para as crianças que vivem nas áreas mais remotas e de mais difícil acesso.

O UNICEF lançou um apelo de US$50 milhões para financiar a sua resposta humanitária ao terremoto no Nepal durante os próximos três meses, com parte de um amplo apelo interagencial.

Os brasileiros também podem contribuir para esta mobilização global. Os recursos arrecadados no Brasil serão integralmente utilizados para atender crianças, adolescentes e famílias mais afetados na tragédia.

Quem quiser efetuar uma doação, pode fazê-lo por três canais:

> Enviando a palavra "UNICEF" para o SMS 27146. Neste caso, o UNICEF entrará em contato para acolher a doação.
> Pela central de atendimento, no número 0800 605 2020.

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Sobre o UNICEF – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente os nossos esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.

Acompanhe nossas ações no Facebook, Twitter, Instagram e Youtube.


Mais informações:
Assessoria de Comunicação do UNICEF no Brasil
Pedro Ivo Alcantara
Telefones: (61) 3035 1947 e (61) 8166 1636
E-mail: pialcantara@unicef.org
Estela Caparelli
Telefones: (61) 3035 1963 e (61) 8166 1648
E-mail: mecaparelli@unicef.org


Crianças do Iêmen sob risco iminente de desnutrição severa

Crianças iemenitas sob risco de desnutrição. Foto: Unicef

10/05/2015

Unicef alerta para possibilidade de 120 mil menores sofrerem com a falta de comida, de serviços de saúde e de higiene nos próximos três meses; desde 19 de março, 1,4 mil pessoas foram mortas no país e 6 mil ficaram feridas.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

As crianças do Iêmen têm mais risco de morrer de fome do que atingidas por bombas ou balas, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef. O país árabe passa por um conflito desde 19 de março, que já causou a morte de 1,4 mil pessoas e deixou outras 6 mil feridas.

Nesta sexta-feira, o porta-voz do Unicef, Christophe Boulierac, alertou para a possibilidade de 120 mil crianças iemenitas enfrentarem desnutrição severa nos próximos três meses.

Combustível

Segundo ele, os serviços de saúde e de higiene precisam voltar a funcionar normalmente e outro problema são as restrições às importações de combustível e de comida.

O representante do Unicef afirmou que 2,5 milhões de crianças menores de cinco anos sofrem risco iminente de diarreia. E sem campanhas de vacinação adequadas, 1,2 milhão de menores podem contrair pneumonia ou sarampo.

Fuga

Em quase três meses de conflito, 300 mil civis fugiram de suas casas na nação do Golfo. Equipes internacionais de ajuda humanitária estão tendo problemas para entrar no país e ampliar a assistência à população.

Algumas agências parceiras da ONU confirmaram que precisaram suspender a distribuição de comida em vários distritos do Iêmen devido à falta de combustível.

Dengue

O Escritório da ONU para Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha, destaca ser preciso aumentar as importações regulares de combustível. E 90% do país depende da importação de comida.
Além da desnutrição, a falta de saneamento é outro reflexo do conflito, sendo que quase 500 casos de dengue foram confirmados. A Organização Mundial da Saúde está distribuindo kits para o diagnóstico da dengue e da malária.

Nesta sexta-feira, o enviado especial da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, encontrou-se com o presidente do Iêmen, Mansour Hadi e com o vice-presidente e primeiro-ministro Khaled Bahah.

As reuniões, na Arábia Saudita, fazem parte do esforço do enviado em ajudar a solucionar a crise no país.

Fonte: ONU


Movimento Paz & Proteção



16/04/2015

O Movimento Paz & Proteção faz parte de uma ação global que o UNICEF vem realizando para mobilizar organizações seculares e religiosas, unindo a fé e os esforços de todos e todas. O objetivo dessa aliança é unir forças para garantir a sobrevivência, desenvolvimento, proteção e bem-estar de meninas e meninos por meio de ações de prevenção da violência e da promoção do registro civil de nascimento.

Essa aliança é baseada no que foi estabelecido pela Convenção sobre os Direitos da Criança, na legislação brasileira e em princípios e valores comuns. A ideia é fortalecer a ação individual e coletiva de atores religiosos e suas comunidades como forma de contribuir para a redução das vulnerabilidades, da violência e da discriminação contra crianças e adolescentes, particularmente, os mais excluídos.


Desde maio de 2013, o Movimento Paz & Proteção realizou três oficinas em Brasília com lideranças religiosas para discutir o plano conjunto para proteção de crianças e adolescentes. Representantes de organizações religiosas apresentaram ações que já estão sendo realizadas e discutiram as bases do plano para 2013 e 2014. Nas duas primeiras oficinas, foram reunidas lideranças de diferentes segmentos religiosos para estabelecer metodologias e processos específicos para cada um deles. Na última oficina de 2013, realizada em 6 de dezembro, foram discutidas iniciativas para garantir do registro civil e o enfrentamento à violência, dois temas definidos como prioritários nos dois encontros anteriores.

Para participar da aliança, as organizações e instituições assinaram um Termo de Adesão, concordando com os princípios e valores do Movimento e com a implementação das ações previstas.

* Fazem parte do Conic as Igrejas Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Presbiteriana Unida e Síria Ortodoxa de Antioquia.



UNICEF: 21 milhões de crianças estão fora da escola no Oriente Médio e Norte da África

Crianças sírias em um campo para refugiados na Jordânia. Foto: Young Syrian 
refugees at Jordan’s Za’atri camp. Photo: ACNUR/A. Rummery

16/04/2015

Relatório de agências da ONU aponta que um total de 21 milhões de crianças e adolescentes não estão estudando ou correm o risco de abandonar a escola na região.

Apesar do impressionante progresso no aumento da taxa de escolarização na última década, uma em cada quatro crianças e adolescentes que vivem no Oriente Médio e Norte da África (MENA) ou estão fora da escola ou em risco de abandono, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Em um momento de tamanha mudança e tumulto, essa região simplesmente não pode permitir que 21 milhões de crianças caiam no esquecimento”, disse Maria Calivis, diretora regional do UNICEF MENA, em um comunicado de Beirute.

De acordo com um relatório conjunto entre o UNICEF e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), houve uma redução de 40% no número de crianças fora das escolas na região de MENA ao longo da última década. Entretanto, o progresso tem sido mais lento recentemente devido a uma combinação de pobreza, discriminação, falta de aprendizagem de qualidade e conflito.

Segundo o relatório, 12,3 milhões de crianças e adolescentes no Oriente Médio e no Norte da África estão fora das escolas, além de outros seis milhões com risco de abandoná-las. A esta conta, somam-se outras três milhões que estão sem estudar na Síria e no Iraque devido ao conflito.

As meninas são as mais afetadas pela evasão escolar na região. Em média, uma menina no MENA tem 25% menos chances de estar na escola que um menino.

Fonte: ONU Brasil

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