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BRASIL E NIGÉRIA FAZEM GRANDES CAMPANHAS DE VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AMARELA

Campanha de vacinação em curso na Nigéria. Foto: OMS

28/01/2018

Com apoio da Organização Mundial da Saúde, quase 24 milhões de brasileiros e 25 milhões de nigerianos serão vacinados; vírus é endêmico em partes da África e da América do Sul; segundo OMS, essas são as maiores campanhas do mundo.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

Com o apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS, o Brasil e a Nigéria começaram as maiores campanhas de vacinação do mundo contra a febre amarela. Segundo a OMS, o vírus é endêmico em áreas tropicais da África e da América do Sul.

A OMS explica que 69 municípios dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo começaram esta semana a aplicar a dose fracionada da vacina, um plano criado pelo Ministério da Saúde junto com a OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas.

Mais estoques

A dose fracionada é uma maneira de se estender os estoques das vacinas, protegendo mais pessoas e reduzindo a possibilidade da febre amarela se espalhar. Segundo a OMS, receber um quinto da dose regular da vacina fornece imunidade contra a doença por pelo menos 12 meses.

No Brasil, a expectativa é de que 23,8 milhões de pessoas sejam vacinadas em São Paulo, no Rio de Janeiro e também na Bahia, estado onde a campanha deve começar em 19 de fevereiro.

África

A OMS informa que segundo o Ministério da Saúde, 130 casos foram confirmados no país, com 53 mortes, entre 1 de julho de 2017 e 23 de janeiro de 2018.

Já na Nigéria, 25 milhões de pessoas devem ser vacinadas contra a febre amarela ao longo do ano, a maior campanha da história do país. O surto começou na nação africana em setembro e até o começo de janeiro, quase 360 casos haviam sido confirmados, com 45 mortes.

Fonte: Rádio ONU


NA PRIMEIRA CÚPULA GLOBAL SOBRE TB, MSF PEDE QUE GOVERNOS AUMENTEM ACESSO A DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO ATÉ MARÇO DE 2018

Foto: Luca Sola

17/11/2017

Petição assinada por mais de 30 mil pessoas de 120 países foi apresentada ontem a diretor-geral da OMS e a ministros de Saúde

Na abertura da primeira Conferência Global Ministerial sobre o Fim da Tuberculose, que começou ontem em Moscou, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e a Parceria Stop TB pedem que os países com alta carga de tuberculose (TB) implementem os padrões internacionalmente recomendados para o diagnóstico e o tratamento da doença até 24 de março de 2018, Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

A TB é a doença infecciosa mais mortal do mundo, com 1,7 milhão de mortes em 2016. De acordo com o último relatório global sobre a tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS), progressos no diagnóstico e tratamento de todas as formas de TB estão estagnados na maioria dos países; mais de 4,1 milhões de pessoas com TB continuavam sem diagnóstico ou sem notificação em 2016 e apenas uma em cada cinco pessoas com TB multirresistente a medicamentos (TB-MDR) haviam iniciado o tratamento. Dessas, apenas metade foi curada.

“Por que continuamos nesse descompasso no diagnóstico de pessoas com TB, se esse é o primeiro passo para tratar essa doença curável, prevenindo sua disseminação?”, diz o dr. Francis Varaine, assessor médico de MSF para TB. “Os governos devem avançar urgentemente, a fim de impedir que pessoas morram desnecessariamente de TB.”

De acordo com uma pesquisa publicada na terceira edição do “Out of Step” (Descompasso, em tradução literal para o português), um relatório de MSF e da Parceria Stop TB que avalia as políticas e práticas de TB em 29 países que são responsáveis por três quartos da carga global de tuberculose, 40% das pessoas que vivem com a doença permanecem sem diagnóstico.  Apenas 7 dos 29 países* usam amplamente o Xpert MTB/RIF, um teste molecular rápido para o diagnóstico de TB. Novos medicamentos e regimes de tratamento da tuberculose resistente a medicamentos vêm tendo resultados melhores que os tratamentos-padrão existentes hoje, que curam apenas metade das pessoas com tuberculose resistente e 28% das pessoas que vivem com formas de TB mais perigosas, como a ultrarresistente (TB-XDR). Setenta e nove por cento dos países pesquisados incluem um dos novos medicamentos, a bedaquilina, em seus protocolos nacionais, e 62% incluem a delamanida, o outro medicamento recente. Porém, em nível global, menos de 5% das pessoas que poderiam se beneficiar dessas substâncias tiveram acesso a elas em 2016.
    
Nesta semana, MSF, em parceria com a Stop TB, divulgou o relatório “Descompasso no leste europeu e na Ásia Central”, que apresenta o resultado de uma pesquisa realizada em oito países** sobre práticas e políticas nacionais para a TB. Uma epidemia de tuberculose resistente está crescendo no leste da Europa, onde quase metade de todos os casos de TB são multirresistentes a medicamentos e onde o número de pessoas com tuberculose resistente está aumentando em mais de 20% por ano. Entre os países analisados, 75% adotaram como política o uso do teste molecular rápido para o diagnóstico, em vez de métodos mais antigos e lentos. Ainda assim, apenas metade desses países está de fato usando o teste molecular. Cerca de 46 mil pessoas com tuberculose resistente na região analisada estavam sem diagnóstico em 2015.

“Apesar de sua letalidade, a maioria dos países está atrasada em relação à implementação de mecanismos novos e existentes que já estão disponíveis para combater a TB”, diz Lucica Ditiu, diretora executiva da Parceria Stop TB. “A Conferência Ministerial Global da OMS é o primeiro passo para compromissos concretos, corajosos e mensuráveis por parte dos ministros da Saúde, de modo que chefes de Estado e governo prestem contas durante a reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre a tuberculose.”

Na Conferência Ministerial Global desta semana, Mariam Avanesova, que foi tratada de tuberculose multirresistente na Armênia entre 2010 e 2012 e representa o TBpeople, rede eurasiática de pessoas com experiência de TB, entregou uma petição ao diretor-geral da OMS, o dr. Tedros Ghebreyesus. A petição #TodosContraTB é um apelo urgente para que os ministros da Saúde dos países mais afetados pela TB implementem políticas e práticas de diagnóstico e tratamento alinhadas com os padrões internacionais definidos pela OMS, incluindo o diagnóstico e tratamento das formas de tuberculose resistentes a medicamentos. Lançada por MSF e pela Stop TB, a petição foi assinada por mais de 30 mil pessoas de 120 países, unidas a pessoas afetadas pela TB.

“Depois de ser curada da TB-MDR, decidi continuar trabalhando na área porque considero inaceitável que pessoas estejam morrendo devido a um diagnóstico tardio ou a medicamentos que não funcionam, ou simplesmente por terem desistido em decorrência dos efeitos colaterais que 20 comprimidos por dia durante dois anos podem causar”, diz Avanesova. “Eu realmente quero fazer um apelo a todos os governos para que incrementem rapidamente o acesso a exames e tratamentos para tuberculose para todos os que precisam. Espero que essa conferência traga ações práticas, urgentes e concretas.”

*Armênia, Bielorrússia, Brasil, Geórgia, África do Sul, Suazilândia e Zimbábue.
** Armênia, Bielorrússia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Federação Russa, Tadjiquistão e Ucrânia.

MSF é uma organização internacional humanitária e independente que leva cuidados médicos a pessoas afetadas por conflitos armados, epidemias, desastres naturais e exclusão de acesso a cuidados de saúde. Fundada em 1971, MSF tem projetos em cerca de 70 países hoje. MSF trata pessoas com TB há 30 anos. Em 2016, MSF tratou mais de 20 mil pessoas com TB, sendo 2.700 delas pacientes com TB multirresistente a medicamentos.
A Stop TB, com seus 1.600 integrantes, é uma força coletiva que está transformado a luta contra a TB em mais de 110 países.

Em parceria com OMS, Haiti vacina 729 mil pessoas contra cólera

Foto: Minustah/Logan Abassi

29/11/2016

Imunização ocorreu nos departamentos em Sud e Grand Anse, que foram arrasados pelo furacão Matthew, no início de outubro; Ministério da Saúde haitiano diz que campanha atingiu mais de 90% da população.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

O governo do Haiti e a Organização Pan-Americana da Saúde informaram ter concluído uma campanha de vacinação contra o cólera que imunizou 729 mil pessoas no país.

As áreas da vacinação foram os departamentos de Sud e Grand Anse, afetados fortemente pela passagem do furacão Matthew no início de outubro.

Sistema de água

A iniciativa, lançada em 8 de novembro, contou com o apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS, e outros parceiros. Ao todo foram alcançadas 16 localidades, onde há mais registros de casos de cólera devido aos danos causados aos sistemas de água e saneamento básico.

Dados do Ministério da Saúde haitiano indicam que  90% das pessoas em Sud foram vacinadas e em Grand Anse 94%.

Em algumas áreas, as equipes enfrentaram dificuldades porque várias ruas foram interditadas após a passagem do furacão. Autoridades haitianas estão fazendo um levantamento sobre o número de pessoas que não foram vacinadas.

Suspeitas

A campanha levou 1 milhão de doses orais da vacina fornecida pela Gavi e a Força-Tarefa para o Controle do Cólera.

Dentre os parceiros que apoiaram o Ministério da Saúde na campanha estão Unicef, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, e a organização CDC.

Desde a passagem do furacão Matthew, em 4 de outubro, mais de 5,8 mil suspeitas de cólera foram notificadas ao Ministério da Saúde.

A população que ainda precisa de ajuda é de 1,4 milhão de pessoas.

Mais de 175 mil haitianos estão vivendo em abrigos improvisados desde então.

Fonte: Rádio ONU

Governo brasileiro anuncia envio de dez toneladas de donativos ao Haiti

Pessoas se reúnem à beira-mar em local atingido pelo furacão Matthew em Jeremie, 
no Haiti (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

13/10/2016

Serão enviados alimentos, materiais de higiene pessoal e material escolar.
País foi atingido pelo furacão Matthew, que deixou pelo menos 473 mortos.

O Ministério da Defesa informou nesta quinta-feira (13) que enviará na próxima semana cerca de dez toneladas de donativos para ajudar as vítimas do furacão Matthew no Haiti. Segundo a pasta, os donativos foram arrecados pela Rede de Solidariedade ao Haiti. O ministério informou ainda que destacou 64 militares para levar os donativos ao país caribenho.

O furacão Matthew deixou pelo menos 473 mortos durante sua passagem pelo Haiti na semana passada, segundo um balanço provisório oficial, divulgado pela Defesa Civil haitiana.

O furacão é o mais forte a atingir o Caribe desde 2007, e foi justamente no Haiti que o Matthew causou mais destruição. O país mais pobre das Américas foi devastado por um terremoto em 2010 e até hoje ainda não se recuperou completamente.

De acordo com a Defesa, serão enviados ao Haiti alimentos, material de limpeza, de higiene pessoal, material escolar, roupas e outros itens de primeira necessidade.

"A iniciativa de arrecadação começou em abril para ser entregue no fim do ano, entretanto, em virtude da ocorrência do furacão, o Ministério da Defesa está envidando todos os esforços para antecipar o envio dos donativos utilizando-se de aeronaves da Força Aérea em voos de apoio logístico programados", informou o ministério.

Nesta quarta, o governo brasileiro havia anunciado o envio de 75 barracas, com área útil de 25 metros quadrados cada, para abrigar as vítimas do furacão. O envio das barracas deve ser feito nesta sexta (14).

Desastre

De acordo com autoridades haitianas, mais de de 1,4 milhão de pessoas necessitam de uma ajuda rápida no país.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, fez um apelo para que a comunidade internacional mostre solidariedade e trabalhe junta em uma resposta efetiva a esta emergência.

O mais forte furacão a atingir o Caribe desde 2007 destruiu reservas de comida, plantações e colheitas, segundo a France Presse. Alguns povoados e cidades foram dizimados.

Medo do cólera

Como é comum após os desastres naturais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) teme o aumento no número de casos de cólera. Depois do terremoto de 2010, o país enfrentou a pior epidemia da doença na história mundial: foram registrados mais de 500 casos de contágio semanais e 10 mil pessoas morreram em decorrência de cólera.

No entanto, até o momento o representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) no Haiti, Jean-Luc Poncelet, afirmou que há registros de dezenas de casos, mas que o número de ainda é considerado “baixo”.

Enquanto um grupo ainda tenta realizar uma avaliação precisa da situação de saúde dos haitianos, espera-se a chegada de mais provisões que sejam rapidamente distribuídas. "As pessoas estão muito ansiosas. Não tem vindo nenhum tipo de ajuda sistemática nos últimos dias", acrescentou Poncelet.




Fonte: G1 Mundo


Haiti: Comunidade internacional pede apoio financeiro para plano contra cólera

Um sistema de filtragem de água no Haiti sendo demostrado para líderes comunitários. 
Foto: ONU/Logan Abassi

19/09/2016

De acordo com dados epidemiológicos recentes, cerca de 27 mil pessoas foram diagnosticadas com cólera no Haiti entre 1º de janeiro e 27 de agosto de 2016, ou uma média de 788 casos relatados por semana. Os números são maiores que as médias semanais registradas em 2014 (559) e 2015 (693), embora inferiores à média de 6.766 casos por semana reportados em 2011.

Em meio ao forte impacto que a cólera continua gerando sobre a população do Haiti, representantes de organizações internacionais parceiras, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pediram na última sexta-feira (9) apoio financeiro e político para um plano de ação contra a doença lançado recentemente pelo governo haitiano.

O projeto de médio prazo (2016-2018), que visa a melhorar a coordenação entre os parceiros nacionais e internacionais; assegurar uma resposta rápida aos surtos; implementar a vacinação contra a cólera; a cloração da água e assegurar melhorias em saneamento – com foco em áreas vulneráveis à propagação da enfermidade –, precisa de 178 milhões de dólares em investimentos para entrar em ação.

O plano foi apresentado em forma de projeto na semana passada aos representantes da comunidade internacional no Haiti e foi o foco da reunião da Coalizão Regional para a Eliminação da Transmissão da Cólera na Ilha de São Domingos, realizada na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – representação regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas – em Washington, Estados Unidos.

Além da OPAS, outros membros e apoiantes do plano incluem o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Federação Internacional da Cruz Vermelha e as Sociedades do Crescente Vermelho, o Banco Mundial, os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, GHESKIO, entre outras agências bilaterais e organizações não governamentais.

De acordo com dados epidemiológicos recentes, cerca de 27 mil pessoas foram diagnosticadas com cólera no Haiti entre 1º de janeiro e 27 de agosto de 2016, ou uma média de 788 casos relatados por semana. Os números são maiores que as médias semanais registradas em 2014 (559) e 2015 (693), embora inferiores à média de 6.766 casos por semana reportados em 2011.

O número de mortes por cólera relatados, por sua vez, caiu de 3.951 registrados em 2010 para 322 mortes em 2015, e há 242 óbitos até agora em 2016. Isso é parte do declínio na taxa de letalidade de 2,08% em 2010 para 0,9% em 2016, significando melhoria do acesso e qualidade do tratamento.

“O Haiti ainda tem, depois de seis anos de intervenções de cólera, inaceitáveis números de casos em curso”, disse a diretora adjunta da OPAS, Isabella Danel. “Se o número de novos casos não for drasticamente reduzido, a cólera continuará sendo um grande problema de saúde pública para a população do Haiti.”

Plano de ação de médio e longo prazo

O projeto de plano atual segue um plano de curto prazo que foi realizado durante 2012-2015 e é parte de um plano nacional de 10 anos, que se estende até 2022.

O projeto de médio prazo (2016 até 2018) propõe um pacote de intervenções integradas em quatro áreas prioritárias: coordenação de atores nacionais e internacionais; prevenção da cólera; atendimento ao paciente e redução da transmissão da doença.

Na área da prevenção, o plano visa a vacinar cerca de 2,5 milhões de pessoas que vivem em comunidades de alto risco e melhorar o acesso à água potável através de água canalizada ou cloração doméstica.

Outros componentes fundamentais do projeto incluem campanhas de comunicação e mobilização social, a criação de sistemas de saneamento coletivos e individuais para ajudar as comunidades a eliminar a prática da defecação a céu aberto, e medidas para melhorar a água e saneamento em escolas e unidades de saúde. O projeto também prevê aumento do pessoal de saúde e treinamento adequado aos profissionais.

Além de pedir apoio ao projeto de médio prazo, os membros da coalizão enfatizaram a necessidade de investimentos a longo prazo para expansão da água e da infraestrutura de saneamento básico.

A coalizão convidou o governo haitiano, com o apoio de parceiros técnicos e financeiros, a se envolver no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) seis, que visa a assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.

“Essa é a melhor maneira de combater todas as doenças relacionadas à diarreia e impulsionar a economia do país”, disse o representante da OPAS no Haiti, Jean-Luc Poncelet.



Nova guia da ONU sobre pesticidas busca eliminar toxinas perigosas

Pequenos agricultores nem sempre usam proteção quando utilizam pesticidas. Foto: FAO

11/05/2016

Manual da FAO e da OMS oferece etapas para acabar com pesticidas de alta periculosidade; produtos aprovados no passado são vistos agora como prejudiciais à saúde.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Duas agências da ONU anunciaram a criação de um guia para eliminar pesticidas de alta periculosidade.

Lançado neste 10 de maio, o manual da Organização Mundial da Saúde, OMS, e da Agência da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, traz diretrizes para reduzir os danos causados por pesticidas. Os mais visados são os de alto teor de risco para a saúde e o meio ambiente.

Efeitos crônicos

Os produtos com níveis de toxina mais altos são os atribuídos aos maiores casos de contaminação imediata, especialmente em países em desenvolvimento.

Já os pesticidas com efeitos crônicos de toxina podem causar câncer e até afetar o desenvolvimento em crianças em idade de crescimento.

Alguns destes produtos não são mais permitidos em países desenvolvidos, mas seguem sendo autorizados em países em desenvolvimento.

Existem até mesmo casos de pesticidas nocivos, permitidos em  nações desenvolvidas, que podem causar graves problemas em outros países, onde as condições de vida são diferentes.

Acordo

Em muitas situações, os agricultores não trabalham com proteção ou utilizam materiais que causam danos.

De acordo com o manual, um número pequeno de pesticidas altamente nocivos é geralmente a causa de casos de contaminação. O guia conta com diretrizes para ajudar os países a identificar e avaliar os riscos e a tomar as medidas necessárias.

Dependendo do contexto, pode haver a eliminação por etapa dos produtos. As condições locais devem servir sempre como base na avaliação.

A FAO também lançou um kit de registros de pesticidas para ajudar os governos a decidir sobre os casos.

O material serve também para reavaliar se produtos aprovados no passado passaram a ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Fonte: Rádio ONU

Mais de 12 milhões de mortes devido a doenças provocadas pelo ambiente em 2012

Pequim em alerta vermelho devido à poluição. É a primeira vez na história que
Pequim está em alerta vermelho devido à poluição (REUTERS/Damir Sagol)

15/03/2016

Estudo da Organização Mundial de Saúde, divulgado esta terça-feira, indica que os fatores de risco ambiental, como a poluição do ar, da água ou do solo, assim como a exposição a químicos, as alterações climáticas ou as radiações ultravioleta, contribuem para mais de 100 doenças e lesões

Cerca de 12,6 milhões de pessoas morreram por viverem ou trabalharem em ambientes pouco saudáveis em 2012, o que representa um quarto de todas as mortes naquele ano. A conclusão é de um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado esta terça-feira.

Intitulado "Prevenção das doenças através de ambientes saudáveis: Uma avaliação global do peso das doenças provocadas por riscos ambientais", o estudo indica que os fatores de risco ambiental, como a poluição do ar, da água ou do solo, assim como a exposição a químicos, as alterações climáticas ou as radiações ultravioleta, contribuem para mais de 100 doenças e lesões.

As doenças não-comunicáveis, como os acidentes vasculares-cerebrais, a doença cardíaca, os cancros ou as doenças respiratórias crônicas, representam hoje dois terços (8,2 milhões) das 12,6 milhões de mortes provocadas por fatores ambientais, revela a segunda edição do estudo, publicado pela primeira vez há 10 anos.

Já as mortes provocadas por doenças infecciosas, como a diarreia ou a malária, muitas vezes associadas à má qualidade da água e do saneamento, registaram uma queda, devido às melhorias no acesso à água e saneamento, mas também graças a mais imunização, redes mosquiteiras tratadas com inseticida e medicamentos essenciais.

"Um ambiente saudável sustenta uma população saudável", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, citada num comunicado da organização.

A responsável alertou que, se os países não tomarem medidas para tornar mais saudáveis os ambientes onde as pessoas vivem e trabalham, "milhões vão continuar a ficar doentes e a morrer demasiado cedo".

As medidas que devem ser tomadas

O relatório apresenta algumas medidas que os países podem tomar para inverter a tendência de aumento das doenças relacionadas com o ambiente, incluindo a redução do uso de combustíveis fósseis e o aumento do acesso a energias de baixo carbono.

"Há uma necessidade urgente de investimento em estratégias para reduzir os riscos ambientais nas nossas cidades, nas nossas casas e locais de trabalho”, disse Maria Neira, diretora do departamento de Saúde Pública, Ambiente e Determinantes Sociais da Saúde na OMS.

Esses investimentos, afirmou a responsável, podem "reduzir significativamente o crescente peso mundial das doenças cardiovasculares e respiratórias, as lesões e os cancros, levando a poupanças imediatas nos custos dos serviços de saúde".

Os grupos etários mais afetados pelos perigos ambientais são as crianças com menos de cinco anos e os adultos de entre 50 e 75.

Anualmente, poderiam prevenir-se as mortes de 1,7 milhões de crianças com menos de cinco anos e 4,9 milhões de adultos com 50 a 75 anos através de uma melhor gestão ambiental.

Enquanto as crianças são mais afetadas por doenças respiratórias e diarreias, os adultos sofrem mais de doenças não-comunicáveis.

Segundo o relatório, as regiões do Sudeste asiático e do Pacífico ocidental foram as que mais contribuíram para o número total de mortes relacionadas com o ambiente em 2012, com um total de 7,3 milhões de mortos.

Segue-se a África, com 2,2 milhões de mortos; a Europa, com 1,4 milhões de mortes; o Mediterrâneo oriental, com 854 mil mortes; e as Américas, com 847 mil óbitos anuais.

Com 2,5 milhões de mortes anuais, os acidentes vasculares-cerebrais são a principal causa de morte associada a causas ambientais, a que se segue a doença isquémica cardíaca (2,3 milhões de mortes anuais), os acidentes involuntários, como acidentes rodoviários, e os cancros (com 1,7 milhões de mortes cada) e as doenças respiratórias crônicas (1,4 milhões de mortos).

Fonte: Tvi24

AGÊNCIA DA ONU DE ENERGIA ATÔMICA DISCUTE COMBATE AO AEDES EM REUNIÃO NO BRASIL

Especialistas de vários países estudam roteiro para controle do Mosquito 
Aedes aegypti (Arquivo Agência Brasil)

10/02/2016

Em resposta à epidemia do vírus Zika na América Latina, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) realiza este mês uma reunião para tratar do uso de técnicas nucleares para o controle de mosquitos. O encontro deve acontecer nos dias 22 e 23 de fevereiro em Brasília, conforme anunciou o diretor-geral da entidade, Yukiya Amano.

Uma das medidas a serem discutidas é a adoção da chamada Técnica do Inseto Estéril, um tipo de controle de peste que utiliza radiação ionizante para esterilizar insetos machos, produzidos em larga escala em instalações especiais. Segundo a AIEA, a estratégia tem sido utilizada com sucesso em todo o mundo há mais de 50 anos para o controle de diversos insetos que comprometem a agricultura.

Durante o evento, em Brasília, especialistas de países como China, México, Suécia, Tailândia, Trinidad e Tobago, Estados Unidos e Brasil, além de técnicos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), vão desenvolver um roteiro para o controle da população de Aedes aegypti na região a curto e médio prazo.

Até o momento, o vírus Zika foi identificado em 23 países das Américas. Há, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), fortes indicativos de que a infecção esteja associada ao aumento de casos de malformação congênita em bebês e da Síndrome de Guillain-Barré.


OMS DECLARA VÍRUS ZIKA E MICROCEFALIA ‘EMERGÊNCIA PÚBLICA INTERNACIONAL’

02/02/2016

Comitê de Emergência se reuniu pela primeira vez nesta segunda-feira (1) para responder ao aumento do número de casos de desordens neurológicas e malformações congênitas, sobretudo nas Américas. País mais atingido é o Brasil. Confira aqui todas as medidas anunciadas.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou nesta segunda-feira (1) a primeira reunião do Comitê de Emergência que trata dos recentes casos de microcefalia e outros distúrbios neurológicos em áreas afetadas pelo vírus zika, sobretudo nas Américas. O país mais atingido é o Brasil.

O Secretariado da OMS informou ao Comitê sobre a situação dos casos de microcefalia e Síndrome de Guillain-Barré, circunstancialmente associados à transmissão do vírus zika. O Comitê foi recebeu informações sobre a história do vírus zika, sua extensão, apresentação clínica e epidemiologia.

As representações do Brasil, França, Estados Unidos e El Salvador apresentaram as primeira informações sobre uma potencial associação entre a microcefalia – bem como outros distúrbios neurológicos – e a doença provocada pelo vírus zika.

Segundo o comunicado da OMS, os especialistas reunidos em Genebra concordam que uma relação causal entre a infecção do zika durante a gravidez e microcefalia é “fortemente suspeita”, embora ainda não comprovada cientificamente.

A falta de vacinas e testes de um diagnóstico rápido e confiável, bem como a ausência de imunidade da população em países recém-afetados, foram citados como novos motivos de preocupação.


Para a Comissão da OMS, o recente conjunto de casos microcefalia e outros distúrbios neurológicos relatados no Brasil, logo após ocorrências semelhantes na Polinésia Francesa, em 2014, constituem uma “emergência de saúde pública de importância internacional”, condição conhecida também pela sua sigla em inglês (PHEIC).

Em uma decisão aceita pela diretora-geral da OMS, Margaret Chan, o Comitê da agência da ONU busca assim coordenar uma resposta global de modo a minimizar a ameaça nos países afetados e reduzir o risco de propagação internacional.

Recomendações à diretora-geral da OMS

O Comitê, em resposta às informações fornecidas, fez recomendações ao Secretariado da OMS sobre medidas a serem tomadas.

Em relação aos distúrbios neurológicos e microcefalia, o Comitê sugere que a vigilância de microcefalia e da Síndrome de Guillain-Barré deve ser padronizada e melhorada, particularmente em áreas conhecidas de transmissão do vírus zika, bem como em áreas de risco de transmissão.

O Comitê também recomendou que seja intensificada a investigação acerca da etiologia – a causa das doenças – nos novos focos onde ocorrem os casos de distúrbios neurológicos e de microcefalia, para determinar se existe uma relação causal entre o vírus zika e outros fatores desconhecidos.

Como estes grupos se situam em áreas recém-infectadas com o vírus zika, de acordo com as boas práticas de saúde pública e na ausência de outra explicação para esses agrupamentos, o Comitê destaca a importância de “medidas agressivas” para reduzir a infecção com o vírus zika, especialmente entre as mulheres grávidas e mulheres em idade fértil.

Como medida de precaução, o Comitê fez as seguintes recomendações adicionais:

Transmissão do vírus zika

A vigilância para infecção pelo vírus zika deve ser reforçada, com a divulgação de definições de casos padrão e diagnósticos para áreas de risco.
O desenvolvimento de novos diagnósticos de infecção pelo vírus zika devem ser priorizados para facilitar as medidas de vigilância e de controle.
A comunicação de risco deve ser reforçada em países com transmissão do vírus zika para responder às preocupações da população, reforçar o envolvimento da comunidade, melhorar a comunicação e assegurar a aplicação de controle de vetores e medidas de proteção individual.
Medidas de controle de vetores e medidas de proteção individual adequada devem ser agressivamente promovidas e implementadas para reduzir o risco de exposição ao vírus zika.
Atenção deve ser dada para assegurar que as mulheres em idade fértil e mulheres grávidas em especial tenham as informações e materiais necessários para reduzir o risco de exposição.
As mulheres grávidas que tenham sido expostas ao vírus zika devem ser aconselhadas e acompanhadas por resultados do nascimento com base na melhor informação disponível e práticas e políticas nacionais.

Medidas de longo prazo

Esforços de pesquisa e desenvolvimento apropriados devem ser intensificados para vacinas, terapias e diagnósticos do vírus zika.
Em áreas conhecidas de transmissão do vírus zika, os serviços de saúde devem estar preparados para o aumento potencial de síndromes neurológicas e/ou malformações congênitas.

Medidas de viagem

Não deve haver restrições a viagens ou ao comércio com países, regiões e/ou territórios onde esteja ocorrendo a transmissão do vírus zika.
Viajantes para áreas com transmissão do vírus zika devem receber informações atualizadas sobre os potenciais riscos e medidas adequadas para reduzir a possibilidade de exposição a picadas do mosquito.
Recomendações da OMS sobre padrões em matéria de desinfestação de aeronaves e aeroportos devem ser implementadas.

Compartilhamento de dados

As autoridades nacionais devem garantir a comunicação e o compartilhamento ágeis e em tempo de informações relevantes de importância para a saúde pública, para esta Emergência.
Dados clínicos, virológicos e epidemiológicos relacionados com o aumento das taxas de microcefalia e/ou Síndrome de Guillain-Barré, ou com a transmissão do vírus zika, devem ser rapidamente compartilhados com a OMS para facilitar a compreensão internacional destes eventos, para orientar o apoio internacional para os esforços de controle, priorizando a pesquisa e desenvolvimento de produtos.
Fonte: Nações Unidas no Brasil


MINISTÉRIO DA SAÚDE REVÊ CRITÉRIO PARA DIAGNÓSTICO INICIAL DE MICROCEFALIA



05/12/2015

O Ministério da Saúde mudou os critérios para o diagnóstico de microcefalia relacionada ao vírus Zika e adotou a medida de 32 centímetros como o ponto de partida para triagem e identificação de bebês não prematuros com possibilidade de ter a malformação no crânio.

Até então, estavam sendo considerados casos suspeitos aqueles em que a criança nascia com menos de 33 centímetros de perímetro cefálico, segundo o Ministério da Saúde, para incluir um número maior de bebês na investigação. Depois de ter o perímetro cefálico medido, para ter o diagnóstico confirmado, a criança precisa passar por outros exames.

Com a determinação, parte dos 1.248 casos considerados suspeitos de microcefalia podem ser descartados. O número atualizado de 2015 deve ser divulgado na próxima terça-feira.

Segundo a pasta, a medida segue recomendação da Organização Mundial da Saúde, que considera 32 centímetros a medida padrão mínima para a cabeça de recém nascidos não prematuros. O perímetro cefálico, medida da cabeça feita logo acima dos olhos, varia conforme a idade gestacional do bebê. Segundo o Ministério da Saúde, para a população brasileira, 33 centímetros é considerado normal.



Estudo encontra genes que protegem crianças africanas da malária

Parasitas da malária são vistos entre hemácias do sangue (Foto: CDC/Mae Melvin)
03/10/2015

Doença é responsável pela morte de 500 mil crianças por ano.
Variação genética reduz quase pela metade risco de morte pela doença.

Cientistas identificaram certas variações genéticas especificas que protegem algumas crianças africanas do desenvolvimento de casos sérios de malária e disseram que a descoberta vai impulsionar o combate à doença, responsável pela morte de 500 mil crianças por ano.

No maior estudo do tipo já feito, os pesquisadores afirmaram que a identificação de variações de DNA em uma localização específica, ou locus, do genoma ajuda a explicar por que algumas crianças desenvolvem os tipos mais graves de malária e outras não, em comunidades nas quais as pessoas são constantemente expostas ao mosquito portador da doença.

Em alguns casos, disseram os cientistas, a presença de uma variação genética específica reduz quase pela metade o risco de uma criança morrer por causa da doença.

“Podemos agora dizer, inequivocamente, que as variações genéticas nessa região do genoma humano proporciona uma forte proteção contra a malária grave em situações do mundo real, fazendo a diferença se uma criança vive ou morre”, disse Dominic Kwiatkowski, professora no Centro para Genética Humana e Instituto Sanger da Fundação Wellcome e uma das pesquisadoras que lideram o projeto.

O trabalho foi conduzido pela MalariaGEN, uma rede internacional de cientistas na África, Ásia e outras regiões com incidência endêmica de malária, em grande parte financiada pela Fundação Wellcome.

A malária matou cerca de 584 mil pessoas em 2013, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 90 por cento das vítimas são crianças com menos de cinco anos da África Subsaariana.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados provenientes de Burkina Faso, Camarões, Gana, Quênia, Malauí, Mali, Gâmbia e Tanzânia – comparando o DNA de 5.633 crianças com casos graves de malária com o DNA de 5.919 crianças sem malária grave. Os cientistas então replicaram suas principais descobertas em outras 14 mil crianças.

Ao publicarem o trabalho na revista científica "Nature", os pesquisadores explicaram que o novo locus identificado encontra-se próximo a grupos de genes com códigos relacionados à glicoforina, proteína ligada ao modo como o parasita da malária invade as células vermelhas do sangue.

Fonte: G1obo.com


Terremoto no Nepal: Campanha de vacinação de emergência para centenas de milhares de crianças em risco


10/05/2015

COMO DOAR:
Enviando a palavra "UNICEF" para o SMS 27146. Neste caso, o UNICEF entrará em contato para acolher a doação.
Pela central de atendimento, no número 0800 605 2020.

Um ensaio fotográfico de uma menina de 4 anos que foi vacinada após sua casa em Lalitpur ser destruída está disponível para download aqui: http://uni.cf/1EMeQPP

Fotos e histórias das crianças da unidade de vacinação contra o sarampo no vale de Kathmandu estão disponíveis aqui http://uni.cf/1I24Gvs, com fotos e vídeos adicionais aqui: http://uni.cf/1HH6SbO

Katmandu, 4 de maio de 2015 – Mais de um milhão de criança estão sendo alvo de uma campanha de vacinação de emergência no Nepal – à medida que cresce o medo de um surto de sarampo nos acampamentos informais que surgiram desde o terremoto do dia 25 de abril.

A campanha foi lançada pelo Ministério da Saúde e População do Nepal, com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A falta de abrigo e saneamento são fatores de enormes riscos de doenças – à medida que o número de pessoas que abandonaram seus lares continua aumentando, com muitas pessoas vivendo agora perto de suas casas danificadas.

Segundo os dados disponíveis antes do terremoto, cerca de uma em cada dez crianças no Nepal não está vacinada contra o sarampo.

"O sarampo é muito contagioso e pode ser potencialmente fatal. E tememos que a doença possa se espalhar rapidamente pelos acampamentos improvisados, muitas vezes superlotados, onde muitas crianças estão vivendo", disse o representante do UNICEF no Nepal, Tomoo Hozumi.

"Nós estamos trabalhando há décadas para eliminar o sarampo no Nepal. A menos que ajamos agora, há um risco real de que a doença volte a emergir como uma grande ameaça para as crianças – o que também seria um retrocesso para todos os nossos esforços coletivos."

Na primeira onda da resposta de emergência, as equipes estão imunizando as crianças menores de 5 anos que se encontram em assentamentos informais nos três distritos densamente povoados do Vale de Katmandu – Bhaktapur, Katmandu e Lalitpur. Essa campanha vai prosseguir nas próximas semanas nos 12 distritos mais duramente atingidos pelo terremoto.

"Estamos trabalhando com os nossos parceiros para tomar medidas práticas que são urgentes para colocar em circulação dezenas de milhares de vacinas, bem como os equipamentos de armazenamento a frio que são precisos para armazená-las à temperatura adequada a fim de que conservem a sua eficácia", afirmou Tomoo Hozumi.

"Estamos fazendo todo o possível para minimizar o perigo para estas crianças que já passaram por tanta coisa."

Cerca de 1,7 milhão de crianças continuam necessitando urgentemente de ajuda humanitária nas áreas mais atingidas pelo terremoto no Nepal.

Além de providenciar vacinas para eliminar o risco de doenças, o UNICEF está dando prioridade ao acesso a água potável e saneamento para as crianças nas áreas mais afetadas do país.

As mais recentes intervenções incluem:

> O UNICEF alcançou quase 90 mil pessoas em Kavrepalanchok, Lalitpur e Katmandu com água adequada para beber, cozinhar e lavar.
> Quase 80 mil pessoas em sete distritos duramente afetados (Gorkha, Dhading, Dolakha, Sindhupalchok, Kavrepalanchok, Lalitpur e Katmandu) receberam materiais de higiene e informativos sobre esse tema.
> Suprimentos que chegaram a Katmandu por via aérea, incluindo kits de saúde, cobertores e tendas, estão a caminho para as crianças que vivem nas áreas mais remotas e de mais difícil acesso.

O UNICEF lançou um apelo de US$50 milhões para financiar a sua resposta humanitária ao terremoto no Nepal durante os próximos três meses, com parte de um amplo apelo interagencial.

Os brasileiros também podem contribuir para esta mobilização global. Os recursos arrecadados no Brasil serão integralmente utilizados para atender crianças, adolescentes e famílias mais afetados na tragédia.

Quem quiser efetuar uma doação, pode fazê-lo por três canais:

> Enviando a palavra "UNICEF" para o SMS 27146. Neste caso, o UNICEF entrará em contato para acolher a doação.
> Pela central de atendimento, no número 0800 605 2020.

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Sobre o UNICEF – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente os nossos esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.

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Mais informações:
Assessoria de Comunicação do UNICEF no Brasil
Pedro Ivo Alcantara
Telefones: (61) 3035 1947 e (61) 8166 1636
E-mail: pialcantara@unicef.org
Estela Caparelli
Telefones: (61) 3035 1963 e (61) 8166 1648
E-mail: mecaparelli@unicef.org


Embaixador do Pnuma, Don Cheadle defende o fim do chumbo nas tintas

Don Cheadle. Foto: Pnuma/Unep

28/04/2015

O ator americano Don Cheadle, que é embaixador do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, está defendendo o fim da utilização do chumbo nas tintas.

Cheadle apoia a Aliança Global para Eliminação do Chumbo, uma iniciativa do Pnuma e da Organização Mundial da Saúde, OMS. A nova meta, anunciada recentemente, é eliminar o chumbo das tintas no mundo todo até 2020 e o ator será o rosto da campanha.

Saúde

Ao Pnuma, Cheadle declarou que "o envenenamento por chumbo é uma grande preocupação ambiental e de saúde", principalmente para as crianças. Para o embaixador do Pnuma, é "chocante" que metade dos países do mundo ainda permita o uso de chumbo nas pinturas de casas, de escolas e de brinquedos.

Segundo o Pnuma, grandes níveis de aditivos de chumbo geram alto risco de envenenamento, principalmente para crianças e grávidas. Quando o produto é utilizado para pintar casas, escolas e parquinhos, as pessoas ficam diretamente expostas ao chumbo.

Impactos

Os impactos do envenenamento nas crianças são vários: redução do QI, dificuldades de aprendizado, hipertensão e até convulsões. A agência da ONU destaca que existem vários substitutos para as tintas com chumbo, mas seu uso continua permitido em vários países, como na decoração de casas e de brinquedos.

A aliança global está trabalhando para eliminar o chumbo das tintas e para evitar que esse produto continue sendo vendido. A Organização Mundial da Sapude acredita que por ano, a exposição de crianças a tintas com chumbo causa 600 mil casos de deficiência intelectual.

Juntos, Pnuma e OMS pedem a regulamentação e controle da fabricação, do comércio e principalmente, a eliminação do uso de chumbo nas tintas.

Fonte: Rádio ONU


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