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VALOR MEDICINAL DA MAÇÃ


09/06/2022

Controla a glicemia e favorece a respiração

Antes de praticar exercícios, é ideal consumir alimentos com baixo ou moderado índice glicêmico, como a maçã. Esse indicador mostra com qual velocidade um alimento aumenta a glicose no sangue. A maçã mantém a glicemia controlada por um período maior, o que faz com que você se sinta saciado por muito mais tempo. Além disso, possui antioxidantes que melhoram a capacidade respiratória e protegem os pulmões.

Fonte: PLOS One (Public Library of Science)

Ideal para manter uma dieta saudável

Além de não conter sódio ou gorduras, cada maçã tem entre 50 e 80 calorias. Além disso, a casca é rica em pectina, uma fibra que se transforma em um gel quando chega ao estômago e envolve parte da gordura ingerida, fazendo com que ela seja eliminada sem ser absorvida pelo organismo.

Fonte: PubMed (US National Library of Medicine)

Hidrata e repõe as energias

Quando o assunto é hidratação, a maçã é imbatível (80% de sua composição é água)! Além de saborosa, a maçã brasileira age como um isotônico e energético natural. É rica em açúcares naturais, fornecendo uma dose extra de energia para aprimorar o seu treino e dar o gás que falta para suas atividades diárias.

Fonte: Revista Veja (02/06/2004)

Rica em vitaminas

Uma única maçã fornece 14% da quantidade diária recomendada de vitamina C. Esta delícia é, também, rica em fibras, vitaminas B, E e flavonoides – substâncias com qualidades anti-inflamatórias, hormonais, anti-hemorrágicas e antialérgicas.

Fonte: PubMed (US National Library of Medicine) Food and Nutrition Research

Rica em fibras solúveis

A maçã é rica em fibras solúveis e tem função antioxidante. Sabe o que isso quer dizer?  Que além de regular o funcionamento do intestino, consumir maçãs regularmente ajuda ainda a combater os radicais livres, o que favorece a saúde da pele, retarda o envelhecimento e previne doenças. Para os bebês, é uma das frutas preferidas pelos pediatras na introdução de dieta sólida.

Fonte: PubMed (US National Library of Medicine)

Reduz os níveis de colesterol e previne a diabetes

A casca da maçã é riquíssima em pectina, um tipo de fibra solúvel que diminui a absorção do colesterol pelo organismo e ajuda no controle da glicemia. É também uma aliada na prevenção da obesidade e pode reduzir a incidência de câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias.

Fonte: Journal of Horticultural Science and Biotechnology

Auxilia na saúde bucal

Consumir maçã brasileira e mantém até 80% dos germes causadores da cárie bem longe da sua boca. Insira a fruta em sua dieta e proteja a superfície de seus dentes e gengivas.

Fonte: BEHLAU, M. PONTES, P. Higiene Vocal: cuidando da voz. 3ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2001.

Auxilia no controle da obesidade

Além de não conter sódio ou gorduras, cada maçã tem entre 50 e 80 calorias. Sua casca é riquíssima em pectina, um tipo de fibra solúvel que diminui a absorção do colesterol pelo organismo e ajuda no controle da glicemia. Por essa razão, a fruta é uma aliada na queima de calorias e reduz o risco de desenvolvimento de obesidade, segundo estudo da Universidade de Iowa, nos EUA.

Fonte: PLOS One (Public Library of Science)

Qualidade de vida

Substâncias presentes na maçã – flavonoides e a quercetina – previnem a formação de radicais livres e, com isso, favorecem maior qualidade de vida. Além disso, estudos feitos na Europa, que acompanharam mais de 10 mil pessoas durante 28 anos, verificaram que indivíduos com hábito de consumir maçãs tiveram menor incidência de câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias, como asma.

Fonte: PubMed (US National Library of Medicine)

Auxilia na prevenção de doenças crônicas

Segundo estudo publicado no British Medical Journal (BMJ), o consumo de maçãs é uma boa estratégia para prevenir infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Graças à presença de vitaminas do Complexo B, vitamina C e de ácido fosfórico, a fruta auxilia na proteção de todo o sistema nervoso e, por isso, pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Fonte: British Medical Journal (BMJ)

BENEFÍCIOS DO LIMÃO: DA SAÚDE À LIMPEZA

Imagem de Cristo Artiles por Pixabay

08/07/2020

Os benefícios do poderoso limão: útil para brilhar, purificar, refrescar, polir, saciar e até prevenir doenças

Os benefícios do limão são muitos! Para quem quer ter uma vida saudável, as frutas são de fundamental importância porque são ricas em fibras, nutrientes e vitaminas. Cada uma tem o seu diferencial, mas o limão é especial. Além de ser uma fonte de vitamina C e fibras, o limão é rico em limoneno, um terpeno que é capaz de diluir gordura, combater agentes causadores de doenças e até mesmo prevenir o câncer mamário.

E os benefícios do limão não param por aí. Por ser extremamente versátil, o limão pode ser o substituto ideal para os produtos de limpeza considerados tóxicos. Saiba mais sobre esse tema na matéria: "Pesquisador lista risco de possíveis danos causados por produtos de limpeza".

Benefícios do limão

O limoneno é o verdadeiro responsável por todos os benefícios do limão, pois ele permite que o limão apresente atividade química contra as bactérias Escherichia coli, sakazakii Cronobacter e Listeria monocytogenes, efeitos preventivos ao câncer mamário, poder solvente de gordura, ação antifúngica contra espécies de Candida e atividade inseticida.

Como usar

1. Tempero de salada

Já pensou em trocar o vinagre e o sal por azeite de oliva e sumo de limão para temperar a salada? Além de um ótimo aroma e sabor, você vai usufruir dos benefícios do limão e do azeite para a saúde. E se na sua salada tinha cebola, de quebra o limão vai ajudar a melhorar o mau hálito causado pela cebola.

2. Água com limão

Já ouviu dizer que tomar água com limão traz benefícios para a saúde? Pois é, isso é verdade! Entenda mais sobre o tema na matéria "Água com limão: usos e benefícios".

3. Desinfetante caseiro

Como você viu, o limoneno presente no limão tem propriedades desengordurantes, bactericidas, fungicidas e inseticidas. Então que tal utilizar o limão como desinfetante natural? É só guardar as cascas de limão, bater com água numa proporção metade limão e metade água, coar e pronto, pode usar!

4. Conserve alimentos

O limão é um ótimo antioxidante, bactericida e fungicida. Então não hesite em pingar umas gotinhas de limão para conservar os alimentos. Principalmente saladas, abacate (na versão salgada) e doces azedos.

5. Limpe vidros e espelhos

Separe cascas de limão ou laranja e misture-as com água quente. Com essa mistura e um paninho, você pode limpar os vidros. Para fazer a limpeza de espelhos, é recomendável usar um filtro de café.

6. Refresque seu umidificador

Se por acaso o seu umidificador começar a soltar um cheiro mofado, experimente adicionar poucas colheres de chá de suco de limão no compartimento da água. Assim, você irá refrescar o aroma que o aparelho solta, e sua casa passará a ter um bom nível de umidade.

7. Purificador de ar

Ferva uma combinação de canela, bicarbonato de sódio e raspas de limão em um pote. Assim, você elimina odores do jantar da noite passada que ainda não saíram. Para se livrar do mau cheiro da geladeira, coloque meio limão em um pires e mude uma vez por semana. Veja mais sobre como fazer um desodorizador de ar.

8. Lustre cobre

Quer dar um brilho nos objetos de cobre da sua casa? Então separe limão e um pouco de sal. Primeiro coloque o limão no micro-ondas por dez segundos e, em seguida, corte-o ao meio. Após esse processo, mergulhe a metade cortada do limão no sal e esfregue com vigor contra o objeto de cobre. Mas lembre-se: o melhor é limpar peças realmente feitas de cobre, pois as que são folhadas podem ser danificadas.

9. Enfrente a mancha de sabão

Aquela mancha de sabão que se acumula em torneiras, chuveiros, banheiras e, principalmente, nas paredes do banheiro, e que é difícil de sair, pode agora ser eliminada. Basta espremer limão diretamente na espuma, deixar descansar por alguns minutos e depois limpar a sujeira com facilidade.

10. Afaste as formigas

Esprema limão nas rachaduras e fendas em que as formigas transitam. O forte cheiro cítrico vai afastá-las de uma vez. Ou faça uma solução com uma mão cheia de cascas de limão e um copo de água e borrife nos locais. Veja "como acabar com formigas naturalmente.

11. Elimine o mau cheiro causado pelo acúmulo de lixo

Você só precisa de um limão e de poucas colheres de chá de bicarbonato de sódio. Esprema o suco do limão, misture com o bicarbonato e aplique nos locais mau cheirosos com um pano;

12. Polimento da madeira

Misture uma parte de suco de limão com duas partes de azeite de oliva. Passe a mistura no local que você quer polir. Veja como fazer isso usando vinagre branco também.

13. Apague manchas

Esfregue o suco de limão no local e deixe descansar durante a noite. Em seguida, lave normalmente. O limão também retira manchas causadas por goteiras no interior de automóveis.

14. Peças cromadas

O sumo do limão pode fazer brilhar torneiras cromadas ou até mesmo o cromo que existe em carros de modelos mais antigos - basta adicionar sal.

15. Limpe a pia

Você deve misturar suco de limão com sal até que se forme uma pasta consistente. Em seguida, basta aplicar a mistura na parte de metal da pia, esfregar bem com uma bucha vegetal e enxaguar. Em bancadas laminadas, faça uma solução diluída do suco do limão e coloque em um frasco de spray.

16. Limpe os rejuntes dos azulejos ou pisos

Misture o conteúdo de duas colheres de chá de creme de tártaro e de suco de limão para formar uma pasta fina. Depois de formada, é só aplicar a pasta no rejunte e esfregar com uma pequena escova de dente usada. Em seguida, enxágue.

17. Faça um alvejante natural

Esprema limões (de ¼ a ½ xícara de suco de limão) e aplique o conteúdo em um balde com quatro litros de água quente. Em seguida, adicione roupas brancas e deixe-as de molho por até duas horas. Após esse período, coloque as roupas em um ciclo básico de lavagem da máquina de lavar. Terminada a lavagem, pendure-as no varal. Essa é uma boa alternativa de alvejante natural para fraldas de pano, antigos linhos e outras roupas delicadas, mas se não tiver certeza, teste antes em uma área pequena primeiro.

18. Limpe o micro-ondas

Confira o melhor truque para você limpar e tirar o mau cheiro do seu forno de micro-ondas, utilizando apenas tigela, água e limão. Confira o vídeo:

19. Higienize tábuas de corte

Corte um limão ao meio e coloque sal em uma das metades. Depois disso, esfregue o limão com sal na tábua de corte para matar os germes. Lave como de costume, com água, e permita que o ar seque sua tábua. Veja outra maneira de limpar sua tábua de corte usando água oxigenada e vinagre.

20. Plásticos de cozinha

Mergulhe os recipientes de armazenamento de alimentos em suco de limão diluído para remover manchas e odores. Pode-se adicionar bicarbonato de sódio e esfregar, enxaguar e depois secar.

21. Limpeza geral

Misture meia xícara de vinagre branco, suco de um limão e duas xícaras de água. Em seguida, coloque a mistura em um borrifador e limpe sua residência. Para higienizar o vaso sanitário, basta colocar meia xícara de suco de limão na bacia e depois mexer com uma escova sanitária.

22. Sacie sua sede com suco de couve com limão

Por fim, realizar as tarefas do dia a dia se torna algo desgastante para o corpo. 

Se bater aquela sede, faça um suco de couve com limão:

Ingredientes

1 pedaço pequeno de gengibre fresco (3 cm já é suficiente);
3 folhas de couve;
1/2 maçã;
2 laranjas;
Suco de 1 limão;
1 litro de água de coco.

Modo de preparo

Descasque, corte as laranjas em pedaços e tire suas sementes. Então adicione-as no liquidificador junto das folhas de couve lavadas e com talos (que possuem mais fibras), adicione o gengibre em pedaços pequenos. Acrescente água, gelo e suco de limão. Bata tudo até que todos os ingredientes incorporem. Para adoçar você pode adicionar xarope de bordo (o "maple syrup") e, se gostar de bebidas bastante gelado, acrescente gelo no copo. Sirva a seguir. Se preferir, coe.


Obs: Lembre-se de que o limão em contato com o sol pode causar desde manchas na pele até queimaduras de segundo grau. Sempre lave bem as mãos depois do uso para se prevenir.

Fonte: eCycle

SUS OFERECE CURSO GRÁTIS SOBRE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS



13/07/2019

Cultivo de plantas medicinais, preparação e uso de remédios caseiros são alguns dos assuntos do curso.

Quase 11 mil pessoas já se inscreveram para um curso gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O “Uso de Plantas Medicinais e Fitoterápicos para Agentes Comunitários de Saúde” é uma introdução sobre o uso seguro desses componentes, fortalecendo ações e serviços de Práticas Integrativas e Complementares (PICS) na Rede de Atenção à Saúde.

Este módulo visa orientar o ACS sobre a importância do uso correto de plantas medicinais e fitoterápicos, disponibilizando informações básicas sobre cultivo de plantas medicinais, assim como orientações sobre a preparação e o uso de remédios caseiros, além de promover o intercâmbio e troca de experiências sobre o papel dos Agentes Comunitários de Saúde no uso correto de plantas medicinais e fitoterápicos na atenção básica de saúde.



O curso é gratuito e online, com carga horária de 60 horas na modalidade à distância, sem limites de vagas. Tem como base as diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), em conformidade com os princípios estabelecidos para a Educação Permanente do SUS.



DELEGAÇÃO DO HAITI VISITA BAHIA PARA CONHECER POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE

Delegação do Haiti visita Bahia para conhecer políticas públicas de saúde 
(Foto: Divulgação)

15/12/2017

Uma delegação do Haiti está na Bahia para conhecer políticas e experiências da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) na prevenção e assistência às doenças não transmissíveis, a exemplo de diabetes. A agenda dos representantes do país teve início na manhã desta segunda-feira (11), em um encontro com o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, que destacou o modelo dos consórcios para regionalização da assistência. "Conseguimos oferecer até 18 especialidades médicas nas policlínicas. 

A ideia também é que em cada uma delas funcione um 'mini-Cedeba' [Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia], fazendo com que o tratamento das diabetes seja mais eficiente", pontuou Vilas-Boas. 

O secretário ainda explicou o funcionamento do sistema público do país, no qual cada nível de governo tem responsabilidades na saúde, pontuando, por exemplo, que os governos estaduais têm que investir pelo menos 12% do orçamento na área. 

Integram a delegação a diretora da Promoção da Saúde e Proteção do Meio Ambiente, Jocelyne Pierre Louis; representante do gabinete da ministra da Saúde, Maurice Daguilh; a responsável pela formação dos Residentes de Cirurgia, Tamara Georges Descastro; a diretora da Fundação Haitiana de Diabetes de Doenças Cardiovasculares, Nancy Charles Larco, e os consultores da Fundação, Stanley Jeromec e Lucile Chaves.



ASPECTO NUTRICIONAL DOS ALIMENTOS: O QUE SE DEVE SABER SOBRE OS ALIMENTOS



07/11/2017

Por Sidinéa Cordeiro de Freitas*

Alimentar vem do verbo latino alere, que significa crescer. Tanto para crescer, como para viver, ou até mesmo sobreviver, um indivíduo precisa se alimentar, isto é, ingerir alimentos. Mas isto não basta. É preciso que o alimento ingerido seja metabolizado pelo organismo, ou seja, transformado naquilo que o organismo realmente necessita. Sendo assim, o alimento ingerido deve ser nutritivo e seguro.

O alimento possui a finalidade de fornecer ao corpo humano a energia e os nutrientes necessários à formação e manutenção do corpo, tais como: carboidratos, proteínas, gorduras, sais minerais, vitaminas e água.

Os carboidratos, as proteínas e as gorduras são os nutrientes que fornecem energia ao corpo. Os carboidratos ditos disponíveis, ou metabolizáveis, constituem os açúcares simples que são: glicose e a frutose presentes em frutas e vegetais; a lactose, presente em derivados de leite, e a sacarose, presente em frutas e legumes e amido, presente em sementes, raízes e tubérculos.

Os carboidratos não metabolizáveis compreendem as fibras, presentes nas células de frutas, tubérculos, folhas, cereais etc., e que são benéficos para o funcionamento intestinal.

As gorduras, ou lipídios, constituem um grande número de compostos e são os maiores componentes do tecido adiposo constituindo, junto com as proteínas e carboidratos, a principal estrutura das células vivas. Além disso, são utilizados como reserva de energia do corpo humano e dos vegetais, como por exemplo, nas sementes oleaginosas (ex.: castanha do Brasil) e no corpo dos animais. As gorduras desempenham um papel importante na nutrição. Elas não só fornecem energia (calorias), como também, ácidos graxos essenciais, que agem no transporte das vitaminas lipossolúveis e tornam os alimentos mais saborosos.

As proteínas são moléculas de grande tamanho, que podem constituir 50%, ou mais, do peso seco das células vivas, e exercem funções fundamentais como catalisadores biológicos (enzimas) e componentes estruturais da célula. Algumas delas, além de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre, podem apresentar também: ferro, cobre, fósforo ou zinco. A maioria das proteínas é formada por unidades de 20 aminoácidos, entre os quais a histidina, lisina, metionina e triptofano. O ser humano necessita de aminoácidos essenciais, e essa necessidade varia de acordo com as condições fisiológicas do indivíduo como gravidez, fase de crescimento etc. Segundo a FAO (Órgão das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), a proteína considerada completa é a do ovo, que contém oito aminoácidos essenciais, sendo facilmente digerível.

As vitaminas são substâncias não energéticas, que estão presentes em diferentes alimentos, mas em pequenas quantidades. Algumas vitaminas atuam como apoio de certas reações enzimáticas e outras exercem funções fisiológicas específicas, controlando simultaneamente os processos de digestão, orientação e utilização dos nutrientes, como também atuam nos mecanismos de funcionamento do organismo. Daí a importância de se ingerir alimentos contendo vitaminas. Cada uma delas (A, D, E, K, B1, B2, B3, B5, B9, B12 e C) desempenha um papel essencial e específico no metabolismo. São divididas em hidrossolúveis (B1, B2, pró-vitamina B3, B5, B6, B8, B9, B12, C) e lipossolúveis (A, A2, Provitamina A, D2, Provitamina D2, D3, Provitamina D3, E, K).

 Tabela 1: Quantidade de vitaminas encontradas em alguns alimentos (em mg/100g).

ER – equivalente de retinol (soma das vitaminas provenientes do retinol pré-formado e dos carotenóides).

A tabela 2 abaixo exemplifica o valor da recomendação diária aceitável de algumas vitaminas.

Tabela 2: Recomendação diária de vitaminas (RDA).
 


Os minerais são necessários ao processo vital, devendo estar presentes em quantidades e proporções adequadas. Alguns participam da formação do esqueleto (Ca, P, Fe, Mg etc.) outros são necessários para manter o equilíbrio osmótico das células (Na, K, P etc.) e outros para o transporte de substâncias através das células. Pode-se descrever a importância deles, descrevendo-se o percentual de sua presença no organismo, como por exemplo, o cálcio, que participa de 1 a 2%. Já o magnésio é o principal elemento intracelular com papel importante nas atividades físicas, sendo sua deficiência responsável por doenças cardíacas, hipertensão, asma e diabetes. A deficiência em ferro causa anemia que, por sua vez, afeta o desenvolvimento mental, a capacidade de concentração e o aprendizado e causa apatia ou irritabilidade. O cobre é um dos constituintes de enzimas responsáveis por atividades de oxirredução, importante no tratamento de anemia por deficiência de ferro. O zinco, o segundo elemento mais abundante no corpo humano, é responsável pela atividade de mais de 300 enzimas, participa da síntese e degradação de carboidratos, lipídios, proteínas e ácidos nucleicos. O selênio é importante na redução de radicais livres, tem ação anticancerígena, diminui o risco de doenças cardíacas etc. O iodo foi o elemento responsável pelo controle da doença denominada “bócio”, hoje IDD (desordem associada à deficiência de iodo). O manganês faz parte de enzimas que reagem com o ferro. A deficiência em cromo prejudica a utilização da glicose no organismo. O molibdênio faz parte da enzima xantina oxidase, porém não há ainda sinais de sua deficiência em seres humanos.

A água é o componente em maior concentração na maioria dos alimentos. É um nutriente absolutamente essencial à vida funcionando como estabilizador da temperatura corporal dos seres humanos e da maioria dos animais, pois é o solvente universal, indispensável aos processos metabólicos, a pressão osmótica, participando também em reações metabólicas. Além disso proporciona, na maioria dos alimentos, a sua peculiar estrutura, aparência e gosto. A importância de se beber água está ligada, pois, ao favorecimento dos processos metabólicos.

É fundamental reiterar que a segurança é o principal requisito para a ingestão de qualquer alimento. Portanto, o mais importante será a ingestão de um alimento livre de quaisquer contaminações, embora em muitos casos essas contaminações não sejam visíveis. No caso de qualquer efeito adverso provocado pelo consumo de alimentos, sobretudo diarreia e vômitos, sempre será aconselhável recorrer a um médico.

*Pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, responsável pelo Laboratório de Análises Físico-Química de Alimentos.

Embrapa

OS BENEFÍCIOS DA GOIABA



19/03/2017

Você gosta de goiaba? Conhece seus benefícios? Fruta muito nutritiva, a goiaba possui um sabor doce e azedinho e pode ser encontrada em 4 tipos: as mais conhecidas são a vermelha e a branca, mas existem também as rosas e amarelas.

As sementes, distribuídas pela polpa, são comestíveis. Quando ainda está verde, a fruta é bastante firme e conforme amadurece se torna mais macia.

As diferenças entre a variedade de polpa vermelha e a branca não estão só na cor: a goiaba de polpa branca possui uma quantidade bastante considerável de vitamina C. Já a variedade de polpa vermelha apresenta uma quantidade grande de licopeno, um nutriente antioxidante potente. O licopeno ajuda na prevenção de câncer e proteção contra doenças cardiovasculares por proteger a formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos.


Propriedades da Goiaba

As sementes são ricas em ácido linoleico, o Ômega-6. Em geral, apenas as variedades de polpas brancas e vermelhas são comercializadas.

A vitamina mais abundante na goiaba é a vitamina C . Possui também outras vitaminas e minerais como: Vitamina A, Eecomplexo B (exceto B12). Minerais como cálcio, ferro, magnésio, fósforo e potássio, mas as quantidades são bem pequenas.

Possui licopeno e antioxidantes que protegem contra o estresse oxidativo.

As folhas de goiaba são benéficas à saúde, pois são ricas em quercetina, além de triterpenos que contribuem para atividade antisséptica e antiespasmódica, sendo utilizada na medicina alternativa para tratamento de diarreia e cicatrização de lesões, por exemplo.



Benefícios da Goiaba

Para se obter os benefícios da goiaba é preciso incluí-la na alimentação com regularidade e comer pelo menos 2 goiabas no dia. Não adianta comer uma goiaba de vez em quando. Se for comer, o ideal é que seja orgânica, pois possui mais nutrientes e é livre de venenos.

Boa para os diabéticos: Ela possui um baixo índice glicêmico e é rica em fibras. Esses fatores auxiliam a evitar picos de glicose e insulina sanguíneas, que devem ser muito bem controlados em pacientes com diabetes.

Ajuda na saúde da pele: Várias substâncias presentes na goiaba ajudam na manutenção da saúde e prevenção do envelhecimento da pele. Vitaminas A e C, licopeno, caroteno e outros antioxidantes, protegem contra os danos de radicais livres que levam ao envelhecimento precoce, formação de rugas linhas e marcas de expressão, e auxiliam na renovação celular.

Melhora a digestão: A goiaba contém boa quantidade de fibra dietética que melhora a digestão. Tem a propriedade antibacteriana que limpa o intestino para proteger da atividade microbiana. Assim, fortalece a digestão que evita diarreia e constipação.

Possui propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas: As folhas da goiabeira possuem efeito anti-inflamatório e combatem infecções. Por isso o suco ou o chá feito com elas pode ser usado para dor de dente, infecções bucais e outros tipos de inflamações.

Boa para o intestino: A goiaba é extremamente rica em fibras alimentares. As fibras garantem um bom trânsito intestinal, pois retém água no interior do intestino, aumentam o bolo fecal e estimulam a eliminação mais rápida das fezes. Isso é excelente para quem sofre com constipação.  Para quem possui intestino muito solto e sofre com este tipo de problema, o consumo regular desta fruta vai ajudar a regular o intestino.

Boa para saúde vascular:  Um estudo realizado pelo Laboratório de Pesquisa do Coração (Índia) mostrou que as pessoas que comiam 5-9 goiabas por dia durante três meses, reduziram o colesterol em 10%, os triglicéridos em 8%, enquanto melhoram o colesterol HDL (“bom colesterol”) em 8%. Alimentos ricos em pectina (como a goiaba) ajudam a reduzir a quantidade de colesterol que circula no sangue, provavelmente através da formação de um gel no estômago que limpa a graxa e as impede de serem absorvidos pelo corpo.

Atua na prevenção do câncer: A goiaba é uma excelente fonte de antioxidantes, fitonutrientes e flavonoides que o tornam altamente benéfico para proteger do câncer. Goiaba contém grande quantidade de vitamina C, que protege contra os radicais livres do oxigênio.



Formas de Consumo

Assim como outras frutas, a goiaba deve ser consumida, preferencialmente, in natura. Na culinária, por não ser um alimento ácido, a goiaba vem sendo utilizada na confecção de molhos salgados e agridoces. Também é utilizada em diferentes preparações, como doces (goiabada), geleias, compotas, sorvetes e sucos.

Um grande problema no consumo da goiaba está na utilização de agrotóxicos no cultivo da fruta, que está na lista das frutas mais pulverizadas com os produtos. Portanto, a melhor opção seria consumir a orgânica.

Aprenda a substituir o sal por temperos frescos e saudáveis



26/05/2016

Temperos industrializados, como caldos em cubos e molhos prontos são considerados alimentos ultraprocessados. No geral, esses produtos possuem quantidades excessivas de sal, gordura e açúcares, que contribuem para o maior risco de desenvolvimento de doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer. 

O sal é uma das principais fontes de sódio da alimentação e seu consumo exagerado pode resultar no aumento da hipertensão arterial. No Brasil, a doença é diagnosticada em cerca de 33 milhões de brasileiros. Destes, 80% são atendidos na rede pública de saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade indicada de sódio na alimentação é de, no máximo, duas gramas por dia (o que equivale a cinco gramas de sal). No Brasil, estima-se o consumo médio diário de quase 12g de sal por pessoa, mais que o dobro do recomendado pela OMS. O Ministério da Saúde incentiva o uso moderado de sal no preparo dos alimentos e firmou um contrato com a Associação Brasileira das Indústrias Alimentares (ABIA), em 2011, para reduzir o teor de sódio em alimentos processados no Brasil. A expectativa é retirar, até 2020, mais de 28 mil toneladas de sódio do mercado brasileiro.

De acordo com a Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, ervas frescas como alecrim, manjericão, salsa, cebolinha, tomilho, hortelã e orégano são fontes de vitaminas, minerais e compostos bioativos e possuem valor calórico muito baixo. Os temperos frescos podem ser utilizados em diversas preparações culinárias agregando sabor e aroma a receitas. Uma das dicas do Guia Alimentar para a População Brasileira para reduzir a quantidade de óleo e sal no preparo do feijão, por exemplo, é evitar o uso de carnes salgadas no cozimento e optar por quantidades generosas de cebola, alho, louro, salsinha, cebolinha, pimenta, coentro e outros temperos naturais, bem como outros alimentos, como cenoura e vagem, que acrescentam sabor, aroma e mais nutrientes à preparação.

Ervas frescas ou secas, assim como pimenta, gergelim e outros, agregam sabor às preparações e também ajudam na redução do uso do sal. Em saladas, o uso do limão reduz a necessidade de adição de sal e óleo. Outras combinações podem ser feitas, como o louro em sopas, alecrim em carnes, salsa na macarronada, manjericão no molho de tomate e tomilho na batata.

Desde que utilizados com moderação em preparações culinárias com base em alimentos in natura ou minimamente processados, os óleos, as gorduras, o sal e o açúcar contribuem para diversificar e tornar mais saborosa a alimentação sem que fique nutricionalmente desbalanceada.


MSF faz apelo a líderes do G7 por ação urgente voltada para respostas de emergência a questões de saúde pública

Foto: Anna Surinyach

26/05/2016

Para MSF, é essencial também baixar os preços de medicamentos essenciais

Dois anos depois dos primeiros sinais da epidemia de Ebola na África Ocidental, o mundo hoje está um pouco mais preparado para responder a uma emergência como essa do que estava à época, alerta a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), na medida em que a falta de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) voltados para medicamentos necessários e os preços exorbitantes de medicamentos existentes demandam ação urgente e conjunta dos líderes mundiais reunidos no Japão.

Sistemas de Saúde Globais: “Não construam um hospital sem sala de emergência”

Enquanto os líderes dos países que compõem o G7 – Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos – se reúnem em Ise-Shima nos próximos dois dias, MSF apela para que se comprometam de forma audaciosa com o investimento de recursos para responder às emergências de saúde que afetam o coração dos sistemas de saúde globais.

“É preciso dar atenção especial para garantir que a resposta a emergências de saúde permaneça como tema central de todas as discussões acerca da segurança da saúde e a cobertura universal da saúde (UHC, na sigla em inglês)”, afirma a Dra. Monica Rull, especialista em saúde de MSF na Suíça. “O fortalecimento da resposta de emergência precisa ser orientado pelas necessidades de saúde daqueles que se encontram em meio a crises, em vez de ela ser acionada apenas quando a questão é considerada uma ameaça à segurança internacional.”

O objetivo louvável da cobertura universal da saúde é que ninguém tenha de enfrentar dificuldades financeiras para ter acesso a cuidados de saúde, e se deve batalhar por isso.

Mas é evidente que as necessidades e as ameaças de epidemias de doenças em massa persistem, desde o afloramento de casos de Ebola anteriormente neste ano, na África Ocidental, ao atual surto de febre amarela em Angola.

A situação atual se resume a uma capacidade de resposta a emergência gravemente limitada em alguns países frágeis e em desenvolvimento. Os países do G7 deveriam aproveitar a oportunidade para liderar a comunidade internacional em mais ações para cobrir as lacunas às quais esses países não conseguem responder sozinhos, ou onde parte da população é negligenciada ou marginalizada.

“O fortalecimento de sistemas de saúde globais sem a ampliação da capacidade e dos recursos para responder a emergências é como construir um hospital, mas esquecer de incluir em suas dependências uma sala de emergência”, diz Jeremie Bodin, diretor-geral de MSF no Japão.

Baixem o preço de medicamentos vitais: sigam os passos da França no acesso a medicamentos

Médicos Sem Fronteiras parabeniza o governo francês por ter assumido a liderança na priorização do tema acesso a medicamentos, incluindo os preços exorbitantes dos produtos, e a falta de P&D voltado para medicamentos necessários. Ainda assim, o país tem enfrentado forte oposição de outros membros do G7 para manifestar claramente que os países do bloco irão assumir a liderança na resposta a temas relacionados com o acesso a medicamentos, incluindo preços.

O G7 deveria mudar o rumo e não apenas priorizar essa discussão, como também apoiar fortemente o painel de alto nível que trata do acesso a medicamentos do Secretariado Geral das Nações Unidas, que culminará em uma grande reunião a ser realizada em Nova York em setembro. Paralelamente, MSF pede a outros governos do G7 que não cedam à pressão por parte do lobby das farmacêuticas para ignorar ou minar as discussões acerca desse tema na cúpula e além.

“Todos os dias em nossos projetos, vemos as consequências enfrentadas pelas pessoas devido ao alto preço dos medicamentos ou ao fato de que tratamentos de que precisam simplesmente não existem”, afirmou o Dr. Greg Elder, coordenador médico da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF. “Ainda hoje essa é uma crise global que demanda a atenção e a ação dos países mais poderosos do mundo. Os holofotes globais estão sobre os governos para que, finalmente, tirem as cabeças da areia e ofereçam uma solução para que todas as pessoas possam ter acesso aos medicamentos dos quais precisam para se manterem vivas e saudáveis. Eles também precisam acordar para o fato de que a cobertura de saúde universal será um sonho impossível sem que os altos preços sejam abordados.”

A atenção pública esteve concentrada nos preços exorbitantes dos novos medicamentos para hepatite C, que as companhias farmacêuticas estabeleceram em até US$ 1 mil por pílula – ou próximo de US$ 100 mil por curso do tratamento –, causando o racionamento global do tratamento para uma doença fatal que afeta 150 milhões de pessoas e mata cerca de 700 mil todos os anos.

Hoje, mesmo com novos medicamentos que podem resultar na cura em 12 semanas, a hepatite C é a principal causa de morte entre as doenças infecciosas nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, cresce a indignação com a falta de antibióticos para tratar as infecções resistentes a medicamentos das pessoas, que, segundo prevê um relatório recente governo do Reino Unido, pode matar 10 milhões de pessoas por ano em 2050.

O Ebola é outro exemplo gritante, no qual vacinas e tratamentos não existiam para combater a doença que estava fugindo do controle. Esses exemplos refletem uma urgente necessidade de mudar a maneira como a pesquisa farmacêutica é conduzida para que a pesquisa seja orientada de forma a atender às necessidades de saúde essenciais e para que as pessoas possam ter acesso a medicamentos necessários a um preço factível.

“Os governos precisam parar de priorizar o comércio em vez de vidas humanas”, afirmou Nathalie Ernoult, da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF. “O tempo está se esgotando e todos estão assistindo de perto como os governos do G7 avançarão com essa questão.”


Jordânia: MSF inaugura clínica para doenças crônicas

Foto: Ton Koene

07/04/2016

Próximo à fronteira com a Síria, a nova instalação responderá às necessidades de refugiados sírios e jordanianos vulneráveis

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) inaugurou oficialmente um centro de saúde na cidade de Al Ramtha, no norte da Jordânia, para responder a algumas das necessidades de saúde crônicas de refugiados sírios e jordanianos vulneráveis na cidade.

A Jordânia abriga cerca de 660 mil refugiados registrados, e muitos outros que não possuem registro. Cerca de 100 mil sírios vivem em acampamentos, onde o acesso a cuidados de saúde é relativamente fácil. Mas para aqueles que vivem fora dos acampamentos, obter diagnóstico e tratamento para doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares, asma e hipertensão, pode ser difícil por causa do custo do tratamento.

“O tratamento para doenças crônicas pode custar 40 JOD por mês para os refugiados, e, com muitos enfrentando enormes dificuldades financeiras, isso pode ser um fardo muito pesado para eles”, disse Manuel Lopez Iglesias, coordenador-geral de MSF na Jordânia.

Inaugurada mediante um acordo com o Ministério da Saúde jordaniano, a clínica visa aliviar um pouco a sobrecarga da oferta de cuidados de saúde para a população local.

A clínica em Al Ramtha – lar de aproximadamente 70 mil refugiados sírios – vai oferecer consultas médicas, testes laboratoriais básicos e tratamento para refugiados sírios e jordanianos que não estão cobertos por planos de saúde. A clínica ficará aberta cinco dias por semana, e todos os serviços são gratuitos.

MSF mantém outras duas clínicas de tratamento de doenças crônicas de refugiados sírios em Irbid, assim como uma maternidade e um projeto de saúde mental também para refugiados sírios. Além disso, MSF administra uma unidade emergencial de cirurgia de trauma no hospital de Al Ramtha, e um hospital regional que oferece cirurgia reconstrutiva para vítimas da guerra em Amã.

Dicas para mudar sua alimentação e ter uma vida mais saudável



19/03/2016

Mesmo com muita força de vontade, às vezes é difícil deixar uma alimentação cheia de gorduras e açúcar por uma mais saudável e equilibrada. Para quem ainda não tem o costume de comer frutas e verduras, mas está pensando em cuidar mais da saúde, a mudança pode acontecer de maneira gradativa e nem é preciso abandonar totalmente os velhos hábitos. Você mesmo pode avaliar por onde é mais fácil começar de um modo que se sinta confortável, pois comer não deve ser uma tortura imposta por dietas restritivas, mas sim algo que te dê prazer.

Uma opção é mudar o tempero da comida. Evite colocar sal na salada ou ao menos vá reduzindo a quantidade aos poucos. Tanto açúcar, quanto sal são importantes para o funcionamento do organismo, mas devem ser consumidos em quantidades muito pequenas. O tempero de saladas pode ser substituído por limão, por exemplo.

Para quem tem resistência à frutas, um bom começo é trocar refrigerantes por deliciosos sucos naturais. Coma pelo menos duas frutas diferentes por dia, pode ser no café da manhã e na sobremesa após o almoço ou o jantar. Ou evite ficar “beliscando uma besteirinha” quando bater fome entre as principais refeições e opte por comer uma fruta nesse período.

Vigie as porções no seu prato. Coma menos e vá substituindo o excesso de comidas gordurosas por mais legumes e verduras no almoço e no jantar e a carne vermelha pode ser trocada por peixe.

Tudo deve ser feito sem pressa e sem tentar mudar da noite para o dia, afinal, ansiedade pode dar ainda mais vontade de comer alimentos que prejudicam a saúde. Não precisa deixar de comer seus pratos favoritos, basta equilibrá-los com outros mais nutritivos.

Fonte: Abracen

Mais de 12 milhões de mortes devido a doenças provocadas pelo ambiente em 2012

Pequim em alerta vermelho devido à poluição. É a primeira vez na história que
Pequim está em alerta vermelho devido à poluição (REUTERS/Damir Sagol)

15/03/2016

Estudo da Organização Mundial de Saúde, divulgado esta terça-feira, indica que os fatores de risco ambiental, como a poluição do ar, da água ou do solo, assim como a exposição a químicos, as alterações climáticas ou as radiações ultravioleta, contribuem para mais de 100 doenças e lesões

Cerca de 12,6 milhões de pessoas morreram por viverem ou trabalharem em ambientes pouco saudáveis em 2012, o que representa um quarto de todas as mortes naquele ano. A conclusão é de um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado esta terça-feira.

Intitulado "Prevenção das doenças através de ambientes saudáveis: Uma avaliação global do peso das doenças provocadas por riscos ambientais", o estudo indica que os fatores de risco ambiental, como a poluição do ar, da água ou do solo, assim como a exposição a químicos, as alterações climáticas ou as radiações ultravioleta, contribuem para mais de 100 doenças e lesões.

As doenças não-comunicáveis, como os acidentes vasculares-cerebrais, a doença cardíaca, os cancros ou as doenças respiratórias crônicas, representam hoje dois terços (8,2 milhões) das 12,6 milhões de mortes provocadas por fatores ambientais, revela a segunda edição do estudo, publicado pela primeira vez há 10 anos.

Já as mortes provocadas por doenças infecciosas, como a diarreia ou a malária, muitas vezes associadas à má qualidade da água e do saneamento, registaram uma queda, devido às melhorias no acesso à água e saneamento, mas também graças a mais imunização, redes mosquiteiras tratadas com inseticida e medicamentos essenciais.

"Um ambiente saudável sustenta uma população saudável", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, citada num comunicado da organização.

A responsável alertou que, se os países não tomarem medidas para tornar mais saudáveis os ambientes onde as pessoas vivem e trabalham, "milhões vão continuar a ficar doentes e a morrer demasiado cedo".

As medidas que devem ser tomadas

O relatório apresenta algumas medidas que os países podem tomar para inverter a tendência de aumento das doenças relacionadas com o ambiente, incluindo a redução do uso de combustíveis fósseis e o aumento do acesso a energias de baixo carbono.

"Há uma necessidade urgente de investimento em estratégias para reduzir os riscos ambientais nas nossas cidades, nas nossas casas e locais de trabalho”, disse Maria Neira, diretora do departamento de Saúde Pública, Ambiente e Determinantes Sociais da Saúde na OMS.

Esses investimentos, afirmou a responsável, podem "reduzir significativamente o crescente peso mundial das doenças cardiovasculares e respiratórias, as lesões e os cancros, levando a poupanças imediatas nos custos dos serviços de saúde".

Os grupos etários mais afetados pelos perigos ambientais são as crianças com menos de cinco anos e os adultos de entre 50 e 75.

Anualmente, poderiam prevenir-se as mortes de 1,7 milhões de crianças com menos de cinco anos e 4,9 milhões de adultos com 50 a 75 anos através de uma melhor gestão ambiental.

Enquanto as crianças são mais afetadas por doenças respiratórias e diarreias, os adultos sofrem mais de doenças não-comunicáveis.

Segundo o relatório, as regiões do Sudeste asiático e do Pacífico ocidental foram as que mais contribuíram para o número total de mortes relacionadas com o ambiente em 2012, com um total de 7,3 milhões de mortos.

Segue-se a África, com 2,2 milhões de mortos; a Europa, com 1,4 milhões de mortes; o Mediterrâneo oriental, com 854 mil mortes; e as Américas, com 847 mil óbitos anuais.

Com 2,5 milhões de mortes anuais, os acidentes vasculares-cerebrais são a principal causa de morte associada a causas ambientais, a que se segue a doença isquémica cardíaca (2,3 milhões de mortes anuais), os acidentes involuntários, como acidentes rodoviários, e os cancros (com 1,7 milhões de mortes cada) e as doenças respiratórias crônicas (1,4 milhões de mortos).

Fonte: Tvi24

TRABALHADOR RURAL: SAÚDE, MEIO AMBIENTE DO TRABALHO E E-SOCIAL



07/02/2016

Por Lucilene Prado e Raquel Hagihara

A segurança e medicina do trabalho são matérias que envolvem conhecimentos multidisciplinares, interligados de forma a garantir a proteção da saúde e vida do trabalhador rural e as condições do meio ambiente adequados para o trabalho. Ou seja, os profissionais envolvidos nas empresas – técnico e engenheiro de segurança do trabalho, médico do trabalho, profissional de recursos humanos, advogado e as lideranças responsáveis – deveriam atuar de forma integrada e compartilhada.

Entretanto, verificamos que muitas empresas voltadas ao agronegócio que já possuem essas aéreas instituídas ainda não conseguiram articular a integração entre as mesmas. As áreas muitas vezes atuam de forma desarticulada e independente, o que resulta em ações pouco eficientes para evitar riscos aos trabalhadores – também porque não tratam da segurança e medicina do trabalho como um tema “institucional”. A falta de integração das áreas e a forma desarticulada com que são geridas aumentam substancialmente o risco de que surjam contingências, trazendo para tais empresas responsabilidades pela própria negligência do trabalhador ou mesmo pela simples falta de documentos consistentes e exigidos por normas regulamentadoras.

Apesar de todas as peculiaridades, pode-se dizer em macro senso que o trabalhador rural tem os mesmos direitos de um trabalhador urbano. Ou seja, o empregador, proprietário da fazenda ou de empresa agrícola, deve proporcionar um meio ambiente do trabalho seguro, condições dignas de trabalho e zelar pela saúde do trabalhador, seja ele safrista, avulso ou celetista. A legislação sobre o tema é muito vasta e esparsa, (1) que reforça a necessidade do trabalho de saúde e segurança ser desenvolvido por um time multidisciplinar, integrado.

E até mesmo para avaliar se a área da saúde e meio ambiente do trabalho está de acordo com a legislação, é fortemente recomendada a atuação integrada de todas as áreas indicadas acima, com a análise do cenário atual das condições de trabalho, revisão do processo de entrega e controle de equipamentos de proteção individual (“EPI”), revisão dos programas de medicina e segurança do trabalho (PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), implementação de treinamentos e capacitações relacionadas ao uso de EPIs, prevenção de acidentes, dentre outros temas. Ou seja, há que se ter um processo de gestão cuidadosamente implementado para tratar o tema.

Chamamos a atenção para essas questões pois o tema tem se tornado cada vez mais sensível aos olhos dos fiscais do trabalho, dos membros do Ministério Público do Trabalho e dos julgadores da Justiça do Trabalho. Os casos de exposições do trabalhador são tratados com maior rigidez a cada ano que passa, com maior recorrência de autuações, imposições de multas e condenações de maior valor em ações judiciais, com valores expressivos. Ou seja, o tema está na agenda das instituições de proteção ao trabalhador.

Destacamos o precedente do Tribunal Superior do Trabalho (“TST”) (2) indicado na nota abaixo, o qual reflete a diretriz de intolerância às irregularidades ao meio ambiente saudável e seguro. Neste caso, o Julgador entendeu que o trabalhador rural trabalhava em local sem condições dignas, sem acesso a condições sanitárias adequadas, resultando condenação do empregador ao pagamento de indenização por danos morais.

Note que os riscos que os empregadores rurais podem enfrentar não são apenas econômico-financeiros com ações trabalhistas de indenizações, autuações dos fiscais do trabalho e até ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público do Trabalho. Esses riscos refletem na reputação, afetando também a imagem dos sócios e da empresa, comprometendo sua marca e seu renome, já que muitas condições inadequadas de trabalho são entendidas como condições análogas ao de trabalho escravo, ou ainda degradantes, consideradas como ofensivas à dignidade da pessoa humana.

Ademais, lembramos que em breve o e-Social integrará os dados das relações do trabalho, arrecadação, cobrança e fiscalização do governo (3). Esse novo sistema será obrigatório para todas as empresas e empregadores, aqui destacados os rurais, que devem se preparar, unificando e adaptando as informações internamente para convertê-las de forma a compatibilizá-las com o sistema do e-Social.

A implantação progressiva ocorrerá de acordo com o cronograma oficial do governo que levará em conta o faturamento das empresas, e sua obrigatoriedade está prevista para setembro de 2016 (empresas com faturamento em 2014 acima de R$ 78 milhões) e em janeiro de 2017 (demais empresas) – segundo o cronograma mais atualizado, após diversos adiamentos por parte do governo. Note ainda que as informações relativas ao monitoramento da saúde do trabalhador, às condições do ambiente de trabalho e à comunicação de acidente de trabalho possuem cronograma diferenciado, tornando-se obrigatório em janeiro de 2017 para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões e julho de 2017 para as demais empresas (4).

Considerando esse prazo como incentivo para as boas práticas, vale a pena rever a gestão do tema saúde e meio ambiente do trabalho, com a finalidade de identificar fragilidades e vulnerabilidades, corrigir as irregularidades e reduzir sensivelmente riscos.

1 - Por exemplo, Constituição Federal, Consolidação das Leis do Trabalho, convenções internacionais, portarias e normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego, com as NR 4, NR 5, NR 12, NR 18, NR 24, NR 31 entre outras. Todas devem ser interpretadas e aplicadas ao trabalhador rural como são aos urbanos.

2 - TRABALHADOR RURAL. PAUSAS PREVISTAS NA NR-31 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ARTIGO 72 DA CLT.
Diante da ausência de expressa disposição acerca do tempo de descanso a ser usufruído pelo trabalhador rural de que trata a Norma Regulamentadora nº 31 do Ministério do Trabalho e Emprego, é cabível a aplicação analógica dos intervalos previstos no artigo 72 da CLT, com amparo nos artigos 8º da CLT e 4º da LICC.
Recurso de revista não conhecido. (...)
DANO MORAL. TRABALHADOR RURAL. AUSÊNCIA DE INSTALAÇÕES PARA REFEIÇÕES E SANITÁRIOS ADEQUADOS. TRABALHO EM CONDIÇÕES DEGRADANTES. QUANTUM INDENIZATÓRIO (R$ 10.000,00).
A jurisprudência desta Corte é no sentido de que, em regra, não se admite a majoração ou diminuição do valor da indenização por danos morais nesta instância extraordinária, admitindo-a, no entanto, apenas nos casos em que a indenização for fixada em valores excessivamente módicos ou estratosféricos, o que não é o caso dos autos. A SBDI-1 desta Corte já decidiu, no julgamento do Processo nº E-RR-39900-08.2007.5.06.0016, de relatoria do Ministro Carlos Alberto Reis de Paula, publicado no DEJT 9/1/2012, que, quando o valor atribuído não for teratológico, deve a instância extraordinária abster-se de arbitrar novo valor à indenização. Extrai-se do quadro fático delineado no acórdão regional que a reclamada não atendia a todas as regras referentes às condições sanitárias estabelecidas pela NR nº 31. Constatado que o autor trabalhava, pois, em condições precárias, sem garantia de direitos humanos mínimos, como acesso a instalações sanitárias adequadas, está evidentemente configurada situação repudiada pela sociedade e que deve ser combatida arduamente pelo Estado, a fim de garantir aos que aqui habitam um padrão mínimo civilizatório. Nesse contexto, em atenção ao princípio da proporcionalidade, à extensão do dano, à culpa e ao aporte financeiro do reclamado, bem como à necessidade de que o valor fixado a título de indenização por danos morais atenda à sua função suasória e preventiva, capaz de convencer o ofensor a não reiterar sua conduta ilícita, entende-se que o valor arbitrado na instância ordinária no importe de R$ 10.000,00 (dez mil reais) em razão de instalações impróprias no ambiente de trabalho mostra-se proporcional e razoável. Recurso de revista não conhecido.
(Processo: RR - 631-28.2014.5.09.0017 Data de Julgamento: 09/12/2015, Relator Ministro: José Roberto Freire Pimenta, 2ª Turma, Data de Publicação: DEJT 18/12/2015)

3 - Receita Federal, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Previdência Social, Instituto Nacional do Seguro Social, Caixa Econômica Federal e Conselho Curador do FGTS. Também terão acesso às informações o Tribunal Superior do Trabalho e os Tribunais Regionais do Trabalho.

4 - http://www.esocial.gov.br/CronogramaEsocial.aspx

Fonte: Brasilagro

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