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Gaza: o sofrimento não acabou


22/10/2025

O frágil cessar-fogo em Gaza, que tem sido repetidamente violado, não põe fim ao sofrimento de 2 milhões de pessoas presas em meio à destruição e ao colapso do sistema de saúde.

Durante mais de dois anos de guerra, mais de 67 mil vidas foram perdidas. A maioria das pessoas teve suas casas reduzidas a escombros. Elas não têm para onde retornar. Vivendo em tendas, crianças e adultos seguem sem acesso regular a água potável, comida ou cuidados médicos.

O sistema de saúde foi devastado. Nenhum hospital está totalmente operacional. A situação é crítica.  Milhares de pacientes precisam ser evacuados com urgência para receber os cuidados de que necessitam. Cuidados que hoje não estão disponíveis em Gaza.  Médicos Sem Fronteiras (MSF) apela ao Brasil e a outros países que acolham esses pacientes.

Mesmo sob condições extremas, os profissionais de MSF seguem trabalhando para atender a centenas de pessoas todos os dias. De outubro de 2023 a setembro de 2025, as equipes do MSF em Gaza realizaram mais de:

• 1,2 milhão de consultas ambulatoriais
• 390 mil atendimentos de emergência
• 29 mil cirurgias
• 88,5 mil consultas de doenças crônicas
• 70 mil sessões de saúde mental

Mas as necessidades da população continuam enormes.


As pessoas em Gaza estão sendo deixadas para sobreviver em meio às ruínas do que antes era seu lar. As equipes permanecem ao lado da população, levando cuidados e apoio onde quase nada mais resta.

Com a ajuda de pessoas solidárias, é possível continuar oferecendo cuidados que salvam vidas em catástrofes humanitárias como a que ocorre em Gaza. 

Mais informações: acesse o site Médicos Sem Fronteiras

Ministério reconhece 'emergência' em 17 cidades na Bahia por conta da seca

Estiagem causa prejuízos em cidades baianas (Foto: Henrique Mendes / G1)

12/03/2017

Portaria foi publicada pelo governo federal nesta sexta-feira (10).
Municípios passam a ter socorro e assistência para serviços essenciais.

Dezessete cidades em várias regiões da Bahia foram beneficiadas por portaria publicada nesta nesta sexta-feira (10), pelo Ministério da Integração Nacional.

Foi reconhecida a situação de emergência nos municípios de Adustina, Antônio Cardoso, Banzaê, Barra, Biritinga, Caém, Conceição do Coité, Coronel João Sá, Glória, Itanhém, Ichu, João Dourado, Santápolis, Sapeaçu, Umburanas, Vitória da Conquista e Sítio do Quinto.

A portaria com a determinação foi publicada no Diário Oficial da União. Com a medida, as prefeituras passam a ter acesso às ações emergenciais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), para socorro, assistência e restabelecimento de serviços essenciais, como o abastecimento de água potável à população.

Além de viabilizar o acesso aos programas de fornecimento de água tratada, como a Operação Carro-Pipa, o reconhecimento também permite que os municípios tenham direito a outros benefícios, como a renegociação de dívidas no setor de agricultura, a aquisição de cestas básicas e o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para a retomada da atividade econômica nas regiões afetadas.

Ainda foram contempladas pela portaria as cidades de Branquinha e Murici, em Alagoas; além de Januária, Manga, Mato Verde e São Francisco, em Minas Gerais.

Emergência

Outras quatros cidades baianas que tiveram a situação de emergência reconhecida pela seca na segunda-feira (6) foram Barro Alto (região no centro norte), Boa Vista do Tupim (na Chapada Diamantina), Mairi (centro-oeste), São Miguel das Matas (no Recôncavo Baiano).

Fonte: G1 Bahia

Presidente do Haiti alerta para emergência alimentar no país

O Furacão Matthew provocou a morte de 546 pessoas no Haiti e grande destruição - AP

15/11/2016

Roma (RV) – A comunidade internacional não está cumprindo o seu compromisso em favor da reconstrução do Haiti. A denúncia é do Presidente interino, Jocelerme Privert, que em uma entrevista à BBC, falou das perdas devastadoras provocadas pelo Furacão Matthew.

Os danos provocados pela passagem do furacão, em 4 de outubro, correspondem ao PIB do Haiti. O Presidente falou à BBC nos dias passados, denunciando uma crise alimentar sem precedentes e o aumento da taxa de desnutrição. Ele fez um premente apelo para uma rápida intervenção da comunidade internacional, pois aquilo que foi feito até agora “não é o suficiente”.

O furacão,  elevado à Categoria 4, devastou grande parte do Haiti, atingindo mais de dois milhões de pessoas. O governo estima que 1,5 milhões de haitianos têm necessidade de assistência imediata, entre eles, os mais de 140 mil que vivem em abrigos temporários.

Sem um aporte econômico imediato que apoie a retomada da agricultura – explica ainda Privert – a situação somente irá piorar. O risco é que em três ou quatro meses nos encontraremos em uma grave crise alimentar.

Assiste-se a uma propagação da fome, denunciam também as organizações não governamentais que trabalham no país. O Haiti, antes da devastação provocada pelo furacão, já enfrentava três anos de seca, ou seja, já era marcado por altos níveis de desnutrição.

Federico Palmas,  responsável por uma das ONGs que atua no país (GVC Itália), falou aos microfones da Rádio Vaticano:

“Infelizmente, este tufão chegou com uma pontualidade terrível em relação ao calendário agrícola: dizimou praticamente toda a segunda colheita anual, de uma população que vive principalmente da agricultura de subsistência, sobretudo naquelas áreas. Penso que nos Departamentos de Grand-Anse, do Sul, e de Nippes - que são as três mais atingidas pelos ventos de mais de 100 km horários – o furacão tenha destruído até 80% das colheitas. Isto leva a uma situação em que 1 milhão e meio de pessoas estão em situação de fome neste momento. E estarão assim nos próximos meses, porque além do impacto imediato, danificou também aquilo que deveria ser colhido, destinado ao suprimento das necessidades alimentares para toda a seguinte estação seca”.

RV: Falando em termos econômicos, de quanto teria necessidade atualmente o Haiti para reconstruir aquilo que o Matthew destruiu?

“Para reconstruir tudo aquilo que o Matthew destruiu, provavelmente será necessário mais, no entanto, as estimativas para as operações de life-saving para os próximos três meses, fala-se de 120 milhões de dólares. Destes, cerca de 70 são necessários para resolver o problema alimentar, da segurança alimentar e da nutrição em geral. Claramente, a segunda emergência é aquela relativa à disponibilidade de água para o consumo humano e para conter os possíveis focos do cólera, assim como de toda uma série de outras doenças ligadas à contaminação da água”.


Florianópolis cria ‘Samu’ para socorrer animais acidentados



15/08/2016

Santa Catarina sempre parte na frente quando o assunto é proteger animais indefesos. Depois da cidade de Araquari sancionar uma lei que dá desconto no IPTU para quem adotar animais abandonados, Florianópolis acaba de criar o Samuvet, serviço de emergência veterinária para socorrer cães, gatos e cavalos acidentados.

Criado à base de doações, o Samuvet custou aos cofres públicos R$ 853. O carro para salvar animais atropelados, que era da prefeitura, foi resgatado de um ferro-velho por Eduardo Cavallazzi, diretor do Bem-Estar Animal (Dibea). Ele pagou a reforma do próprio bolso, assim como as luzes de emergência.


O carro foi equipado com uma caixa de transporte, para animais menores, uma maca, para os maiores, e uma mala de primeiros-socorros. Uma carreta pode ser acoplada ao veículo para possibilitar o transporte de até dois cavalos ao mesmo tempo. O carro permitiu que as ocorrências com animais sejam atendidas 24 horas por dia em um dos primeiros serviços do tipo no Brasil. São Paulo, Salvador e Recife têm projetos parecidos, mas ainda não implantados.

A ideia surgiu pela necessidade da padronização dos atendimentos da Polícia Militar em situações como de animais que sofrem ou provocam acidentes, explicou o diretor, que também é da corporação. Por desconhecimento, agentes da segurança pública acabavam não entrando em contato com o Bem Estar Animal. “Resolvemos padronizar esse tipo de atendimento”, disse o diretor.

Com o Samuvet, as ocorrências serão numeradas. Somente as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal poderão chamar o serviço. Para atender às ocorrências, foi modificado um automóvel Zafira. O carro foi equipado com uma caixa de transporte, para animais menores, uma maca, para os maiores, e uma mala de primeiros-socorros. Uma carreta pode ser acoplada ao veículo para possibilitar o transporte de até dois cavalos ao mesmo tempo.



MSF faz apelo a líderes do G7 por ação urgente voltada para respostas de emergência a questões de saúde pública

Foto: Anna Surinyach

26/05/2016

Para MSF, é essencial também baixar os preços de medicamentos essenciais

Dois anos depois dos primeiros sinais da epidemia de Ebola na África Ocidental, o mundo hoje está um pouco mais preparado para responder a uma emergência como essa do que estava à época, alerta a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), na medida em que a falta de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) voltados para medicamentos necessários e os preços exorbitantes de medicamentos existentes demandam ação urgente e conjunta dos líderes mundiais reunidos no Japão.

Sistemas de Saúde Globais: “Não construam um hospital sem sala de emergência”

Enquanto os líderes dos países que compõem o G7 – Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos – se reúnem em Ise-Shima nos próximos dois dias, MSF apela para que se comprometam de forma audaciosa com o investimento de recursos para responder às emergências de saúde que afetam o coração dos sistemas de saúde globais.

“É preciso dar atenção especial para garantir que a resposta a emergências de saúde permaneça como tema central de todas as discussões acerca da segurança da saúde e a cobertura universal da saúde (UHC, na sigla em inglês)”, afirma a Dra. Monica Rull, especialista em saúde de MSF na Suíça. “O fortalecimento da resposta de emergência precisa ser orientado pelas necessidades de saúde daqueles que se encontram em meio a crises, em vez de ela ser acionada apenas quando a questão é considerada uma ameaça à segurança internacional.”

O objetivo louvável da cobertura universal da saúde é que ninguém tenha de enfrentar dificuldades financeiras para ter acesso a cuidados de saúde, e se deve batalhar por isso.

Mas é evidente que as necessidades e as ameaças de epidemias de doenças em massa persistem, desde o afloramento de casos de Ebola anteriormente neste ano, na África Ocidental, ao atual surto de febre amarela em Angola.

A situação atual se resume a uma capacidade de resposta a emergência gravemente limitada em alguns países frágeis e em desenvolvimento. Os países do G7 deveriam aproveitar a oportunidade para liderar a comunidade internacional em mais ações para cobrir as lacunas às quais esses países não conseguem responder sozinhos, ou onde parte da população é negligenciada ou marginalizada.

“O fortalecimento de sistemas de saúde globais sem a ampliação da capacidade e dos recursos para responder a emergências é como construir um hospital, mas esquecer de incluir em suas dependências uma sala de emergência”, diz Jeremie Bodin, diretor-geral de MSF no Japão.

Baixem o preço de medicamentos vitais: sigam os passos da França no acesso a medicamentos

Médicos Sem Fronteiras parabeniza o governo francês por ter assumido a liderança na priorização do tema acesso a medicamentos, incluindo os preços exorbitantes dos produtos, e a falta de P&D voltado para medicamentos necessários. Ainda assim, o país tem enfrentado forte oposição de outros membros do G7 para manifestar claramente que os países do bloco irão assumir a liderança na resposta a temas relacionados com o acesso a medicamentos, incluindo preços.

O G7 deveria mudar o rumo e não apenas priorizar essa discussão, como também apoiar fortemente o painel de alto nível que trata do acesso a medicamentos do Secretariado Geral das Nações Unidas, que culminará em uma grande reunião a ser realizada em Nova York em setembro. Paralelamente, MSF pede a outros governos do G7 que não cedam à pressão por parte do lobby das farmacêuticas para ignorar ou minar as discussões acerca desse tema na cúpula e além.

“Todos os dias em nossos projetos, vemos as consequências enfrentadas pelas pessoas devido ao alto preço dos medicamentos ou ao fato de que tratamentos de que precisam simplesmente não existem”, afirmou o Dr. Greg Elder, coordenador médico da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF. “Ainda hoje essa é uma crise global que demanda a atenção e a ação dos países mais poderosos do mundo. Os holofotes globais estão sobre os governos para que, finalmente, tirem as cabeças da areia e ofereçam uma solução para que todas as pessoas possam ter acesso aos medicamentos dos quais precisam para se manterem vivas e saudáveis. Eles também precisam acordar para o fato de que a cobertura de saúde universal será um sonho impossível sem que os altos preços sejam abordados.”

A atenção pública esteve concentrada nos preços exorbitantes dos novos medicamentos para hepatite C, que as companhias farmacêuticas estabeleceram em até US$ 1 mil por pílula – ou próximo de US$ 100 mil por curso do tratamento –, causando o racionamento global do tratamento para uma doença fatal que afeta 150 milhões de pessoas e mata cerca de 700 mil todos os anos.

Hoje, mesmo com novos medicamentos que podem resultar na cura em 12 semanas, a hepatite C é a principal causa de morte entre as doenças infecciosas nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, cresce a indignação com a falta de antibióticos para tratar as infecções resistentes a medicamentos das pessoas, que, segundo prevê um relatório recente governo do Reino Unido, pode matar 10 milhões de pessoas por ano em 2050.

O Ebola é outro exemplo gritante, no qual vacinas e tratamentos não existiam para combater a doença que estava fugindo do controle. Esses exemplos refletem uma urgente necessidade de mudar a maneira como a pesquisa farmacêutica é conduzida para que a pesquisa seja orientada de forma a atender às necessidades de saúde essenciais e para que as pessoas possam ter acesso a medicamentos necessários a um preço factível.

“Os governos precisam parar de priorizar o comércio em vez de vidas humanas”, afirmou Nathalie Ernoult, da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF. “O tempo está se esgotando e todos estão assistindo de perto como os governos do G7 avançarão com essa questão.”


OMS DECLARA VÍRUS ZIKA E MICROCEFALIA ‘EMERGÊNCIA PÚBLICA INTERNACIONAL’

02/02/2016

Comitê de Emergência se reuniu pela primeira vez nesta segunda-feira (1) para responder ao aumento do número de casos de desordens neurológicas e malformações congênitas, sobretudo nas Américas. País mais atingido é o Brasil. Confira aqui todas as medidas anunciadas.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou nesta segunda-feira (1) a primeira reunião do Comitê de Emergência que trata dos recentes casos de microcefalia e outros distúrbios neurológicos em áreas afetadas pelo vírus zika, sobretudo nas Américas. O país mais atingido é o Brasil.

O Secretariado da OMS informou ao Comitê sobre a situação dos casos de microcefalia e Síndrome de Guillain-Barré, circunstancialmente associados à transmissão do vírus zika. O Comitê foi recebeu informações sobre a história do vírus zika, sua extensão, apresentação clínica e epidemiologia.

As representações do Brasil, França, Estados Unidos e El Salvador apresentaram as primeira informações sobre uma potencial associação entre a microcefalia – bem como outros distúrbios neurológicos – e a doença provocada pelo vírus zika.

Segundo o comunicado da OMS, os especialistas reunidos em Genebra concordam que uma relação causal entre a infecção do zika durante a gravidez e microcefalia é “fortemente suspeita”, embora ainda não comprovada cientificamente.

A falta de vacinas e testes de um diagnóstico rápido e confiável, bem como a ausência de imunidade da população em países recém-afetados, foram citados como novos motivos de preocupação.


Para a Comissão da OMS, o recente conjunto de casos microcefalia e outros distúrbios neurológicos relatados no Brasil, logo após ocorrências semelhantes na Polinésia Francesa, em 2014, constituem uma “emergência de saúde pública de importância internacional”, condição conhecida também pela sua sigla em inglês (PHEIC).

Em uma decisão aceita pela diretora-geral da OMS, Margaret Chan, o Comitê da agência da ONU busca assim coordenar uma resposta global de modo a minimizar a ameaça nos países afetados e reduzir o risco de propagação internacional.

Recomendações à diretora-geral da OMS

O Comitê, em resposta às informações fornecidas, fez recomendações ao Secretariado da OMS sobre medidas a serem tomadas.

Em relação aos distúrbios neurológicos e microcefalia, o Comitê sugere que a vigilância de microcefalia e da Síndrome de Guillain-Barré deve ser padronizada e melhorada, particularmente em áreas conhecidas de transmissão do vírus zika, bem como em áreas de risco de transmissão.

O Comitê também recomendou que seja intensificada a investigação acerca da etiologia – a causa das doenças – nos novos focos onde ocorrem os casos de distúrbios neurológicos e de microcefalia, para determinar se existe uma relação causal entre o vírus zika e outros fatores desconhecidos.

Como estes grupos se situam em áreas recém-infectadas com o vírus zika, de acordo com as boas práticas de saúde pública e na ausência de outra explicação para esses agrupamentos, o Comitê destaca a importância de “medidas agressivas” para reduzir a infecção com o vírus zika, especialmente entre as mulheres grávidas e mulheres em idade fértil.

Como medida de precaução, o Comitê fez as seguintes recomendações adicionais:

Transmissão do vírus zika

A vigilância para infecção pelo vírus zika deve ser reforçada, com a divulgação de definições de casos padrão e diagnósticos para áreas de risco.
O desenvolvimento de novos diagnósticos de infecção pelo vírus zika devem ser priorizados para facilitar as medidas de vigilância e de controle.
A comunicação de risco deve ser reforçada em países com transmissão do vírus zika para responder às preocupações da população, reforçar o envolvimento da comunidade, melhorar a comunicação e assegurar a aplicação de controle de vetores e medidas de proteção individual.
Medidas de controle de vetores e medidas de proteção individual adequada devem ser agressivamente promovidas e implementadas para reduzir o risco de exposição ao vírus zika.
Atenção deve ser dada para assegurar que as mulheres em idade fértil e mulheres grávidas em especial tenham as informações e materiais necessários para reduzir o risco de exposição.
As mulheres grávidas que tenham sido expostas ao vírus zika devem ser aconselhadas e acompanhadas por resultados do nascimento com base na melhor informação disponível e práticas e políticas nacionais.

Medidas de longo prazo

Esforços de pesquisa e desenvolvimento apropriados devem ser intensificados para vacinas, terapias e diagnósticos do vírus zika.
Em áreas conhecidas de transmissão do vírus zika, os serviços de saúde devem estar preparados para o aumento potencial de síndromes neurológicas e/ou malformações congênitas.

Medidas de viagem

Não deve haver restrições a viagens ou ao comércio com países, regiões e/ou territórios onde esteja ocorrendo a transmissão do vírus zika.
Viajantes para áreas com transmissão do vírus zika devem receber informações atualizadas sobre os potenciais riscos e medidas adequadas para reduzir a possibilidade de exposição a picadas do mosquito.
Recomendações da OMS sobre padrões em matéria de desinfestação de aeronaves e aeroportos devem ser implementadas.

Compartilhamento de dados

As autoridades nacionais devem garantir a comunicação e o compartilhamento ágeis e em tempo de informações relevantes de importância para a saúde pública, para esta Emergência.
Dados clínicos, virológicos e epidemiológicos relacionados com o aumento das taxas de microcefalia e/ou Síndrome de Guillain-Barré, ou com a transmissão do vírus zika, devem ser rapidamente compartilhados com a OMS para facilitar a compreensão internacional destes eventos, para orientar o apoio internacional para os esforços de controle, priorizando a pesquisa e desenvolvimento de produtos.
Fonte: Nações Unidas no Brasil


Ban: "ajuda humanitária está fazendo a diferença no Nepal"


Criança nepalesa no meio de destroços. Foto: Unicef

17/05/2015

Em plenária na Assembleia Geral, secretário-geral da ONU disse que "é preciso fazer mais"; evento debateu o fortalecimento da coordenação de ajuda humanitária de emergência.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

Em evento na sede da ONU nesta sexta-feira, o secretário-geral afirmou que a "ajuda humanitária está fazendo a diferença no Nepal".

No entanto, Ban Ki-moon disse que "é preciso fazer mais". A plenária, na Assembleia Geral, discutiu o fortalecimento da coordenação de assistência humanitária em caso de desastres.

Terremotos

O chefe da ONU disse que nas últimas três semanas, as vidas de oito milhões de nepaleses foram colocadas em risco. Primeiro com o terremoto de 7,8 graus na escala Richter que atingiu o país em 25 de abril.

O tremor deixou 8 mil mortos e mais de 16 mil feridos. Duas semanas depois, Ban disse que o país foi atingido por um novo terremoto, desta vez de 7,3 graus, que matou dezenas e feriu mais de 2 mil.
Segundo ele, 400 mil casas foram destruídas e 280 mil sofreram danos. Centenas de milhares de pessoas estão desabrigadas e necessitam de ajuda de emergência urgente, como abrigos, comida, água e assistência de saúde.

O secretário-geral afirmou que os terremotos atingiram 39 dos 75 distritos do Nepal e alguns dos mais afetados estão em áreas remotas, nas montanhas da região.

Equipes de Emergência

Ban declarou que as operações estão sendo intensificadas e a ajuda está entrando mais rápido no país. As estradas estão mais acessíveis e os trabalhadores humanitários estão conseguindo chegar aos mais necessitados.

Ele explicou que até agora, as equipes de emergência levaram comida para mais de 1 milhão de pessoas e água para 350 mil. Além disso, mais de 150 mil famílias receberam tendas para se abrigar.
O chefe da ONU disse que do apelo de US$ 423 milhões feito para apoiar as operações de emergência no Nepal, a organização recebeu apenas 14% desse total.

Ban disse que o dinheiro é insuficiente e pediu maior participação da comunidade internacional.

*Apresentação: Edgard Júnior

Fonte: ONU


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