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22 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DA ÁGUA



22/03/2019

O Dia Mundial da Água é celebrado no dia 22 de março. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 21 de fevereiro de 1993. O objetivo era de alertar a população mundial sobre a preservação dos bens naturais e, sobretudo, da água.

A escolha de um dia dedicado a esse patrimônio natural do planeta, ressalta sua grande importância na vida das pessoas e no equilíbrio dos ecossistemas.

Além disso, destaca a necessidade de conscientizar a população sobre o cuidado e preservação desse bem tão valioso, que desde muito tempo vem sendo explorado indiscriminadamente pelo homem.

Declaração Universal dos Direitos da Água

No dia 22 de março de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, onde decorria uma Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Ambiente, a ONU divulgou um importante documento que destaca a importância da conservação da água: a Declaração Universal dos Direitos da Água.

A consciência ambiental é um dos temas relevantes apresentados na declaração. Além disso, ela aborda sobre a preservação e proteção dos recursos hídricos do planeta.

“O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.”

Art. 4° da Declaração Universal dos Direitos da Água

A Declaração Universal dos Direitos da Água é dividida em dez artigos, os quais destacam:

Art. 1º: A água faz parte do patrimônio do planeta. Art. 2º: A água é a seiva do nosso planeta, ou seja, é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Art. 3º: Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Art. 4º: O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Art. 5º: A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Art. 6º: A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. Art. 7º: A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. Art. 8º: A utilização da água implica no respeito à lei. Art. 9º: A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. Art. 10º: O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Poluição da água

A poluição da água é resultado das alterações de sua qualidade e que a tornam imprópria para o consumo e prejudicial aos organismos vivos que nela habitam.

Problemas como a urbanização, construção de rodovias, indústrias, represamento, desmatamento, expansão da agricultura e pecuária, afetam consideravelmente o meio ambiente.

Todos eles comprometem diversos recursos naturais renováveis e não renováveis trazendo desequilíbrios ao solo, água e ar. Como exemplo, temos a poluição das águas (rios, mares e oceanos) que afeta não somente o ser humano, como também todo o ecossistema.

Poluição das águas por esgoto

Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que 25% da população do planeta não têm acesso a água potável e cerca de 58% dos municípios no Brasil não possuem água tratada. Vale lembrar que o Brasil é um país que detém cerca de 12% da água doce do planeta.

Além disso, cerca de 20 países já sofrem com a escassez de água, o que corresponde a 40% da população mundial, o que gera muitos problemas sociais e de saúde pública.

A importância da água

A água é um dos recursos finitos mais essenciais para a sobrevivência da vida no planeta, pois colabora com os ciclos naturais e ainda, é fundamental para a produção de alimentos.

Importante destacar que o ser humano é formado em grande parte por água (cerca de 70% do nosso corpo).

Para além disso, a superfície terrestre é formada aproximadamente de 70% de água. Grande parte dela é água salgada dos mares e oceanos (cerca de 97%), restando cerca de 3% de água doce (dos rios), onde apenas 0,01% é considerada apropriada para consumo.

Se observarmos do espaço fica complicado entender porque o planeta Terra possui essa denominação. Isso porque as porções de água são imensas, o que nos leva a ver um planeta azul, ou seja um "planeta água".

Deixando essa questão de nomenclatura de lado, vamos pensar como seria nossa vida se não tivéssemos água para beber, cozinhar e tomar banho.

A água, portanto, faz parte do nosso dia-a-dia, sendo elemento essencial para todos os seres vivos do planeta pois colabora com a manutenção da biodiversidade.

De acordo com a ONU, a cada 20 anos o consumo mundial de água duplica. Isso pode gerar uma enorme crise de abastecimento que atingirá cerca de 2,8 bilhões de pessoas a partir de 2025.

Como vimos a água possui tamanha importância na vida das pessoas, o que reforça a necessidade de preservar esse bem tão valioso.

Assim, pequenas atitudes de cada cidadão são essenciais para a preservação dessa importante fonte de riqueza da natureza, bem como de todo o planeta.

→ Consciência ecológica e ambiental (não jogar lixos e dejetos em ambientes impróprios, fazer a separação correta do lixo, dentre outros)

→ Uso racional e sustentável dos recursos hídricos (racionamento e reutilização de água, banhos rápidos, fechar a torneira enquanto escova os dentes e lava a louça, dentre outros)

→ Preservação das águas (não atirar lixo nos rios, mares e oceanos)

→ Melhor gerenciamento e gestão dos recursos hídricos (inserção de políticas públicas)




Mais de 12 milhões de mortes devido a doenças provocadas pelo ambiente em 2012

Pequim em alerta vermelho devido à poluição. É a primeira vez na história que
Pequim está em alerta vermelho devido à poluição (REUTERS/Damir Sagol)

15/03/2016

Estudo da Organização Mundial de Saúde, divulgado esta terça-feira, indica que os fatores de risco ambiental, como a poluição do ar, da água ou do solo, assim como a exposição a químicos, as alterações climáticas ou as radiações ultravioleta, contribuem para mais de 100 doenças e lesões

Cerca de 12,6 milhões de pessoas morreram por viverem ou trabalharem em ambientes pouco saudáveis em 2012, o que representa um quarto de todas as mortes naquele ano. A conclusão é de um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado esta terça-feira.

Intitulado "Prevenção das doenças através de ambientes saudáveis: Uma avaliação global do peso das doenças provocadas por riscos ambientais", o estudo indica que os fatores de risco ambiental, como a poluição do ar, da água ou do solo, assim como a exposição a químicos, as alterações climáticas ou as radiações ultravioleta, contribuem para mais de 100 doenças e lesões.

As doenças não-comunicáveis, como os acidentes vasculares-cerebrais, a doença cardíaca, os cancros ou as doenças respiratórias crônicas, representam hoje dois terços (8,2 milhões) das 12,6 milhões de mortes provocadas por fatores ambientais, revela a segunda edição do estudo, publicado pela primeira vez há 10 anos.

Já as mortes provocadas por doenças infecciosas, como a diarreia ou a malária, muitas vezes associadas à má qualidade da água e do saneamento, registaram uma queda, devido às melhorias no acesso à água e saneamento, mas também graças a mais imunização, redes mosquiteiras tratadas com inseticida e medicamentos essenciais.

"Um ambiente saudável sustenta uma população saudável", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, citada num comunicado da organização.

A responsável alertou que, se os países não tomarem medidas para tornar mais saudáveis os ambientes onde as pessoas vivem e trabalham, "milhões vão continuar a ficar doentes e a morrer demasiado cedo".

As medidas que devem ser tomadas

O relatório apresenta algumas medidas que os países podem tomar para inverter a tendência de aumento das doenças relacionadas com o ambiente, incluindo a redução do uso de combustíveis fósseis e o aumento do acesso a energias de baixo carbono.

"Há uma necessidade urgente de investimento em estratégias para reduzir os riscos ambientais nas nossas cidades, nas nossas casas e locais de trabalho”, disse Maria Neira, diretora do departamento de Saúde Pública, Ambiente e Determinantes Sociais da Saúde na OMS.

Esses investimentos, afirmou a responsável, podem "reduzir significativamente o crescente peso mundial das doenças cardiovasculares e respiratórias, as lesões e os cancros, levando a poupanças imediatas nos custos dos serviços de saúde".

Os grupos etários mais afetados pelos perigos ambientais são as crianças com menos de cinco anos e os adultos de entre 50 e 75.

Anualmente, poderiam prevenir-se as mortes de 1,7 milhões de crianças com menos de cinco anos e 4,9 milhões de adultos com 50 a 75 anos através de uma melhor gestão ambiental.

Enquanto as crianças são mais afetadas por doenças respiratórias e diarreias, os adultos sofrem mais de doenças não-comunicáveis.

Segundo o relatório, as regiões do Sudeste asiático e do Pacífico ocidental foram as que mais contribuíram para o número total de mortes relacionadas com o ambiente em 2012, com um total de 7,3 milhões de mortos.

Segue-se a África, com 2,2 milhões de mortos; a Europa, com 1,4 milhões de mortes; o Mediterrâneo oriental, com 854 mil mortes; e as Américas, com 847 mil óbitos anuais.

Com 2,5 milhões de mortes anuais, os acidentes vasculares-cerebrais são a principal causa de morte associada a causas ambientais, a que se segue a doença isquémica cardíaca (2,3 milhões de mortes anuais), os acidentes involuntários, como acidentes rodoviários, e os cancros (com 1,7 milhões de mortes cada) e as doenças respiratórias crônicas (1,4 milhões de mortos).

Fonte: Tvi24

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