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CONHEÇENDO AS ÁRVORES: MACIEIRA

09/06/2022

Estamos iniciando uma série de artigos sobre as árvores frutíferas que contribuem para nossa saúde e também importantes para o meio ambiente.

Vamos começar com a Árvore Macieira

A macieira nos proporciona deliciosos frutos que são as maçãs. Elas adoram temperaturas mais amenas e por isso desenvolveram-se tão bem no Sul do Brasil.

É uma árvore de médio porte, muito bonita e além de tudo para proteger suas espécies e proliferar a espécie, gera a fruta, a maçã, que tem sabor adocicado e é uma das frutas mais consumidas no nosso país.

Além dos inúmeros benefícios, a maçã ainda pode ser usada na composição de diversas receitas, como vitaminas, doces, bolos e tortas.

Neste artigo vamos mostrar tudo sobre a árvore macieiras, suas características, e a função de cada parte dela, desde a raiz, o caule, a folha, enfim, toda a morfologia dessa árvore frutífera.

Árvores Frutíferas

Elas são cultivadas pelo ser humano desde os primórdios da agricultura, pois elas disponibilizam alimento, e deliciosos frutos, não apenas a macieira, mas muitas outras árvores.

O fruto vem com a função de proteger a semente, e geralmente é composto por uma polpa, uma baga;.esta que pode ser consumida.

Existem milhares de árvores frutíferas espalhadas pelo mundo, cada uma com sua especificidade e característica.

Elas se adaptam aos diferentes lugares, pois cada uma é propícia para uma região; alguns gostam de regiões mais tropicais, como é o caso da goiaba, da jabuticaba, acerola, do abacate, da banana, da amora, entre muitas outras, que desenvolveram-se tão bem em território brasileiro. Mas também existem as que preferem regiões com clima temperado e temperatura amena, como é o caso da ameixa, do damasco, da framboesa e claro, da maçã.

E cada uma se adaptou e foi cultivado nas diferentes regiões do país. Mas algo que elas possuem em comum é a grande quantidade de vitaminas e minerais presentes em sua composição, nos proporcionado muitos benefícios. Algo também que podemos citar que ela possuem em comum, por exemplo, é a morfologia.

A morfologia de uma planta diz respeito às diferentes partes que compõem-a. Ou seja, toda árvore frutífera, mas também diversas outras são compostas por raízes, caule, folhas, flores e frutos. Exemplificaremos para você saber qual a função de cada parte da planta.

Árvore Macieira: Características, Raiz, Caule, Folha e Morfologia

A macieira é uma angiosperma, considerada também uma dicotiledônea, ou seja, plantas com flor, e que a semente (ou embrião) possui um ou mais cotilédones.  .

Elas não atingem grandes alturas, isso depende do espaço que ela tem para crescer. Se estiver em um terreno com vasto espaço, ela é capaz de crescer e se desenvolver até os 10 a 15 metros de altura. A floração acontece principalmente nos meses de abril e maio.

Elas são cultivadas em países com temperaturas amenas, como é o caso do Canadá, Estados Unidos, Portugal, no Sul do Brasil, Argentina entre muitos outros.

A macieira é de origem asiática e do Cazaquistão; ela foi amplamente disseminada pelo Oeste da China, pela rota da seda e através do Mar Negro. Estima-se que ela seja cultivada pelos seres humanos a pelos menos 3 séculos a.C.

Dessa maneira ela espalhou-se por toda a Europa e conquistou o paladar de muitas pessoas; posteriormente foi introduzida em território americano, tanto América do Norte quanto América do Sul, onde teve ótima adaptabilidade nas regiões mais frias do continente e até hoje é cultivada em larga escala, para o comércio, consumo da população e exportação.

No Brasil, mais precisamente, ela chegou no ano de 1929, com o incentivo fiscal proporcionado pelo governo para as primeiras plantações de macieiras no sul do país.

É conhecida cientificamente como Malus Domestica, mas popularmente recebeu o nome macieira, devido aos deliciosos frutos que são as maçãs. Claro existe uma vasta variedade de maçãs e de espécies.

Como por exemplo: a maçã gala, a maçã fuji, a argentina e ainda existe a saborosa maçã verde; elas são capazes de proporcionar muitos benefícios ao nosso corpo, mas vamos falar agora da morfologia delas, das diferentes partes que compõem a árvore.

Raiz 


Suas raízes são denominadas de pivotantes, ou seja, existe uma raiz principal que se penetra até as camadas mais profundas do subsolo. Ela também estabiliza a árvore no solo, tornando-a forte, desenvolvida e fixa na terra.

Ela possui tamanho superior às outras e desta maneira, é capaz de absorver e transferir para a planta uma enorme quantidade de minerais, água e minerais oriundos do solo.

Caule

O caule tem a função de transportar o que é absorvido pelas raízes, ou seja, conduzir; no caso da macieira, ela possui um caule liso e amarronzado.

Folhas


As folhas da macieira são reticuladas, ou seja, suas nervuras são ramificadas e formam uma “rede”, um conjunto que dá um aspecto visual interessante e chama a atenção de quem avista pela primeira vez.

Elas também possuem alguns pelos, nas folhas e nas sépalas, para proteger do frio e para um melhor desenvolvimento da planta.

Vamos falar agora do principal desta árvore, o seu fruto, a maçã. Uma saborosa fruta, adocicada, que conquistou o paladar de todos que a experimentam ,tornando-a uma das frutas mais populares do mundo inteiro.

Maçã: Uma Fruta Essencial



A maçã é uma fruta essencial em qualquer mesa do mundo. Ela possui uma vasta variedade espécies e incríveis benefícios para nossa saúde.

Os frutos são avermelhados, uns com tom mais escuro, outros com tom mais claro e são considerados de porte médio, com apenas alguns centímetros.

O principal consumo da maçã é in natura, mas ela também é muito utilizada para fazer sucos, compotas, vinagre. bebidas alcoólicas, além de deliciosas tortas e bolos.

Como a fruta possui um tempo de vida curto após a colheita, ela é destinada principalmente para a indústria, onde é feito o suco de maçã.

Não é a toa que ela bastante consumida no mundo inteiro, ela possui excelentes benefícios, e alguns são eles:

Desintoxicação do organismo

Diminuir o risco de diabetes

Deixar os dentes mais brancos

Ossos mais saudáveis, devido a presença de cálcio

Muitos outros benefícios vitais para saúde

Consuma frutas, elas são essenciais para a nossa saúde, para o nosso organismo e para o bem estar.


A GRIFE DO COCO

"Neste ano, a meta é vender 41 milhões de litros de bebidas, mas dobrando a receita" 
Roberto Lessa Ribeiro Junior, CEO da Aurantiaca (Crédito: Gabriel Reis)

12/07/2018

A marca Obrigado investe para vender água pura da fruta e também as saborizadas. O mercado desse tipo de bebida atrai cada vez mais consumidores

Béth Mélo

Na praia, uma companheira inseparável de Ribeiro Junior tem sido uma boa água de coco. Mas se engana quem pensa encontrá-lo de bermuda e chinelo, empunhando um canudinho. Cenas assim estão reservadas aos dias de lazer. Ribeiro Junior é hoje o CEO da Aurantiaca, dona da marca de água de coco Obrigado. No ano passado, a receita foi de R$ 70 milhões com a venda de 32 milhões de litros de bebidas embaladas em caixas cartonadas do tipo longa vida, como a Tetra Pak. “Queremos mais para 2018”, diz ele. “Neste ano, a meta é vender 41 milhões de litros, 30% a mais, mas dobrando a receita.” O plano é aumentar a venda de água de coco pura, mas a aposta maior são as saborizadas com frutas e ervas. A Aurantiaca, no Brasil desde 2006, pertece ao grupo americano Cilento, que tem como sócios o holandês radicado no Brasil, Piet Henk Dorr, e o investidor americano Willem Kooyker, 74 anos. Kooyker comanda o Blenheim Capital Management, de Berkeley, fundo que gerencia US$ 5 bilhões. “Quando iniciamos o projeto não havia no norte da Bahia uma indústria importante do setor”, diz Ribeiro Junior.

A estratégia de expansão da Aurantiaca começou a ser implantada em 2014, ano em que vendeu três milhões de litros de água de coco. Em 2017, a empresa processou 13 milhões de litros. Desse total, 12 milhões de litros foram de água pura da fruta, e um milhão de litros foram temperados com polpa de frutas e ervas de sabores exóticos, como jabuticaba, capim santo, gengibre e chá verde. “As saborizadas, no portfólio desde 2016, somaram 19 milhões de litros e atraem cada vez mais consumidores” afirma Ribeiro Junior. No ano passado, a empresa criou uma linha à base de leite de coco para beber, misturado com maracujá, manga ou cacau, diferente do produto culinário.

Expansão: para ampliar a oferta de bebidas, mais 524 hectares de coqueirais estão sendo 
incorporados aos 2,1 mil hectares já cultivados no litoral da Bahia (Crédito:Divulgação)

Para dar conta da expansão, até o fim do ano estão sendo plantados mais 524 hectares de coqueirais, que serão incorporados à atual lavoura de 2,1 mil hectares. A empresa possui 7,2 mil hectares no litoral baiano, dos quais 70% são áreas de vegetação nativa. O Brasil é o maior produtor de água de coco do mundo. No ano passado, o País consumiu 157,4 milhões de litros da bebida pura, envasados em caixinhas. Essa cadeia movimentou R$ 2,2 bilhões, segundo a Euromonitor Internacional, empresa global de consultoria e estratégia de mercado. O crescimento foi de 6% em volume e de 13,5% em receita. Nessa conta não está o consumo de água da fruta in natura. “Quando se trata de apelo saudável, o coco é um destaque nas mentes dos consumidores”, diz Angélica Salado, analista de pesquisa da Euromonitor. “A categoria embalada é uma bebida de estilo de vida e está emergindo como um produto de ingredientes naturais, facilmente identificáveis”, afirma Howard Telford, também analista da consultoria. Segundo o engenheiro agrônomo e consultor Luiz Angelo Mirizola Filho, o País está à frente no processamento da bebida, por apostar em variedades da fruta para a indústria. “O Brasil é imbatível na produção de coco anão, que é exclusivo para água de coco”, diz ele.

O Brasil é o quarto maior produtor global da fruta. São 284 mil hectares, com colheita de dois milhões de toneladas de coco. A produção mundial da fruta é de 60,7 milhões de toneladas, em 11,2 milhões de hectares, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Na Ásia estão 71% da área cultivada, com as Filipinas e a Indonésia no topo da lista, mas a produção é para óleo e fruta seca.

No mercado interno, de acordo com a Euromonitor, a marca Obrigado ocupa a quinta posição entre as processadoras de água de coco. Ela está atrás da Kero Coco, que pertence à americana PepsiCo, e das brasileiras Ducoco, Sococo e Coco do Vale, todas com sede no Nordeste. Essas empresas também estão na briga por uma fatia do mercado global de bebidas à base de água da fruta. Não por acaso, no ano passado, os Estados Unidos ultrapassaram o Brasil no consumo da bebida. Foram 217 milhões de litros. A Europa vem em terceiro lugar, com 76 milhões de litros.

De olho nesse potencial, em 2016 a Aurantiaca abriu escritórios nos Estados Unidos e na Holanda. Em 2017 foram exportados 2,5 milhões de litros de água pura da fruta, ante 300 mil litros no ano anterior. “Nossa meta é exportar 75% da produção”, diz Ribeiro Junior. “Queremos essa marca em cinco anos.” A Aurantiaca, que já investiu R$ 570 milhões, desde que se instalou no País, vai aplicar mais R$ 400 milhões nas próximas cinco safras. Ela quer aumentar os coqueirais e desenvolver outras bebidas. A meta é levar a receita a R$ 1 bilhão por ano. No mercado interno, a tática tem sido as parcerias. Desde janeiro, a rede americana de cafeterias Starbucks tem a Obrigado como marca exclusiva. O mesmo vale para a água Bonafont, da Danone, que passou a distribuir a bebida à sua rede de clientes.


DIA DO CACAU RELEMBRA IMPORTÂNCIA DA PROTEÇÃO DOS CACAUEIROS

Quando maduro o cacau têm casca de cor amarela ou alaranjada. (Foto: Arquivo TG)

27/03/2018 

A fruta contém substâncias antioxidantes e antidepressivas; saiba como aproveitar as propriedades.

Com a aproximação da Páscoa, a procura pelo chocolate ganha ainda mais força. Seja amargo ou ao leite, não importa o gosto ou a cor, a fruta responsável pela produção desse alimento tão desejado em todo o mundo é a mesma: o cacau (Theobroma cacao).

O fruto, que teve sua origem na América Central, é cada vez mais produzido no Brasil. Em 2017 o país ganhou o posto de 5º maior produtor de cacau do mundo. O estado da Bahia é responsável por quase 80% da produção nacional.

Com a intenção de promover um debate para proteção dos cacaueiros, o dia 26 de março foi nomeado como “Dia do Cacau”. A árvore de pequeno porte não passa de 6 metros de altura. As flores são hermafroditas e os frutos, quando maduros, têm casca de cor amarela ou alaranjada. Do fruto se extraem sementes, que são a parte mais aproveitada. Elas possuem substâncias chamadas flavonoides, compostos bioativos que atuam na prevenção de várias doenças.

As sementes são a parte mais aproveitada do cacau. (Foto: Arquivo TG)

Segundo a gerente de qualidade do Centro de Inovação do Cacau (CIC) de Ilhéus (BA), Adriana Reis, o cacau tem um longo histórico como alimento e como medicamento. “Essa fruta já foi muito usada no tratamento de doenças digestivas, dores de cabeça, inflamações e insônia”, explica. O motivo é a propriedade antioxidante, anti-inflamatória, antidepressiva da fruta, que também é benéfica para o coração.

Como consumir

Segundo a coordenadora do Setor de Tecnologia de Alimentos da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC- BA), Neide Alice Pereira, para receber todos os benefícios dos flavonoides antioxidantes, o ideal é procurar um chocolate com maior teor de cacau. “O cacau in natura tem um teor maior dessas substâncias, mas durante todo o processamento do produto acaba perdendo nutrientes. Por isso é bom procurar chocolate com 65%, 70% e 80% de cacau. É claro que isso depende do bom índice de fermentação da amêndoa também” orienta a coordenadora. Nos produtos com menor concentração de cacau, o açúcar e a gordura estão mais presentes, o que pode ser prejudicial à saúde, se consumido em excesso.

Fonte: G1


EMBRAPA LANÇA A PRIMEIRA CULTIVAR DE MARACUJÁ-DOCE



15/12/2017

Produtores, extensionistas, técnicos e estudantes participaram, no dia 13 de dezembro, na Embrapa Cerrados (Planaltina, DF), do lançamento da primeira cultivar da espécie Passiflora alata Curtis, maracujá-doce BRS Mel do Cerrado (BRS MC) registrada e protegida no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A cultivar é uma nova opção para os fruticultores, tanto para os tecnificados que utilizam o cultivo em estufas, como para os pequenos produtores e agricultores urbanos e periurbanos. Com flor de cor exuberante (vermelho arroxeada), a cultivar é indicada para uso na fruticultura ornamental, com utilização das flores, frutos e da própria planta no paisagismo de grandes áreas como cercas e pérgulas.

A abertura do evento de lançamento, que contou com apoio da Agrocinco e Emater-DF, foi feita pelo chefe-geral da Embrapa Cerrados Cláudio Karia e pelo assessor de gabinete da Secretaria de Agricultura do DF, Aloísio Martins, representando o secretário de Agricultura do DF, Argileu Martins da Silva. Aloísio Martins destacou a importância do novo material para o produtor rural. “Mais uma vez a Embrapa nos entrega um produto que irá contribuir para o aumento da renda do produtor e fortalecer a cadeia produtiva do maracujá. Expresso aqui, em nome da secretaria de Agricultura do DF, nosso reconhecimento e agradecimento à Embrapa”, afirmou.

O chefe-geral da Embrapa Cerrados ressaltou o esforço da empresa em disponibilizar tecnologias para atender à demanda da sociedade e sua importância social. “A nossa missão é viabilizar soluções tecnológicas para a sustentabilidade da agricultura. A empresa não está aqui para ganhar dinheiro, mas para beneficiar a sociedade. A agricultura é importante para a sociedade brasileira e o país precisa ter uma empresa pública que responda aos interesses sociais e econômicos do país e que não tenha o foco em gerar lucro para si”, declarou Karia.

Melhoramento genético - as principais características da cultivar BRS Mel do Cerrado - alta produtividade, qualidade física e química dos frutos e maior nível de resistência a pragas e doenças - foram trabalhadas no programa de melhoramento genético da Embrapa. O pesquisador Nilton Junqueira explicou que em 1996, com o objetivo de desenvolver cultivares mais resistentes a doenças como virose e bacteriose foi montada na Embrapa Cerrados uma coleção de genótipos de maracujá procedentes da Amazônia Ocidental, Cerrados e Mata Atlântica do Nordeste, Sudeste e Sul.

“Em 1996 a virose e a bacteriose destruíram os plantios de maracujá em São Paulo e mais tarde no DF e Goiás. A cultura foi praticamente abandonada, reduzindo a pequenas áreas em estufas e a campo nos estados de Santa Catarina e Paraná, onde estas doenças não haviam chegado. Após montarmos a coleção, os genótipos selecionados foram enviados para Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. O BRS Mel do Cerrado foi um dos genótipos desenvolvidos a partir desta coleção”, afirmou Junqueira, que foi o pioneiro dessas pesquisas na década de 1990.

A cultivar melhorada pelo melhoramento genético apresenta maior nível de tolerância às principais doenças foliares que a população original de melhoramento, entretanto ainda apresenta suscetibilidade à bacteriose e à virose. Para conviver com a virose, o pesquisador Nilton Junqueira recomenda o uso da tecnologia do “mudão”, onde as mudas são conduzidas em ambiente protegido até atingirem mais de 1,5 metros, quando então são levadas para o campo.

As principais vantagens do “mudão” são a menor perda de mudas em campo após o plantio; maior tolerância ao ataque de virose, podridão de raízes, cupins, fungos e bactérias; maior durabilidade do plantio e maior produtividade. Essas vantagens, de acordo com Junqueira, compensam o preço do “mudão” que é o dobro da muda convencional, o custo do transporte que é mais caro e mais complicado e a exigência de maior espaço dentro da estufa e do telado.

Outra orientação para os produtores de maracujá-doce conviverem com a bacteriose são as pulverizações preventivas, principalmente feitas no início das chuvas e durante as épocas do ano mais úmidas e quentes. Para minimizar os problemas enfrentados com os insetos, como mosca da fruta, besouro da flor, percevejos e tripés, o pesquisador recomenda fazer o manejo de pragas do mesmo modo que é feito com o maracujá-azedo.

Cultivo e produção – o sistema de produção da cultivar BRS Mel do Cerrado segue as recomendações técnicas do maracujazeiro-azedo comercial, com relação às exigências edafo-climáticas, preparo e correção do solo, necessidade de espaldeiramento, podas, irrigação e adubações. A partir das informações obtidas nas unidades de validação da cultivar e áreas experimentais, os pesquisadores fizeram alguns ajustes no sistema de produção que devem ser realizados com base na realidade local do produtor.

O plantio de maracujá-doce pode ser feito de duas formas: espaldeira ou latada. A pesquisadora Ana Maria Costa apresentou resultados em que foram comparados os dois sistemas de plantio. O maracujá-doce no sistema latada foi 87% mais produtivo que em espaldeira. A vantagem do sistema de espaldeira é poder aproveitar a área para cultivos consorciados, como por exemplo, com as culturas de arroz, feijão, amendoim e maxixe.

“Os resultados de produtividade foram melhores em latada, mas isso não quer dizer que todos os produtores devem usar esse sistema. A tomada de decisão deve ser pela mão-de-obra. Como os tratos culturais são mais difíceis na latada, o produtor deve decidir se vale a pena ou não fazer o cultivo em latada. Se ele não tiver mão-de-obra para fazer os tratos culturais é preferível a espaldeira, mesmo com menor produtividade”, disse a pesquisadora.

A principal recomendação para o momento do plantio, como frisou o pesquisador Fábio Faleiro, é o uso de sementes e mudas certificadas. “O produtor não deve economizar nessa hora. A qualidade da semente ou da muda é a base para garantir a produtividade do maracujazeiro”, afirmou Faleiro.

O uso de sementes de pomares anteriores – recurso comumente utilizado pelo produtor - gera a endogamia (união entre indivíduos aparentados, geneticamente semelhantes) que provoca perda de vigor da planta, menor vingamento de frutos, menor enchimento de frutos, desuniformidade do pomar, maior suscetibilidade a doenças e maior desuniformidade dos frutos.

Para o produtor de Brazlândia (DF) Mauro César, a grande vantagem no cultivo da BRS Mel do Cerrado é o período de polinização que não coincide com o do maracujá-azedo. “A polinização do doce ocorre pela manhã e a floração do azedo é pela tarde. Então isso casou e deu a oportunidade do meu funcionário trabalhar com os dois maracujás. Outra coisa é que produzo maracujá o tempo todo, aumentando minha receita, principalmente por que o preço do doce é quatro vezes mais que do azedo”, disse o produtor que pretende aumentar o número de estufas com cultivo do maracujá-doce à medida que for abrindo mercado.

Aproveitamento integral – paralelo ao programa de melhoramento genético do maracujazeiro são desenvolvidas tecnologias para produção e agregação de valor aos maracujás do Cerrado. A pesquisadora Ana Maria Costa explicou que para todos os elos da cadeia produtiva são estudadas maneiras de aproveitamento e agregação de valor ao maracujá-doce.

Do maracujá BRS Mel do Cerrado se aproveita as folhas, a polpa, sementes e a casca do fruto. A polpa tem menos acidez que o maracujá-silvestre e por isso come-se in natura. Cerca de 80% do fruto, que tem peso variando de 120 a 300 gramas, é formado pela casca, que também é comestível. A casca pode ser utilizada para fazer farinha, saladas e doce em compotas, entre outras receitas.

As indústrias de medicamentos e de cosméticos têm interesse pelas folhas do maracujá-doce. “A Passiflora alata, conhecida também como maracujina ou maracujá-doce, já é conhecida das indústrias que utilizam suas folhas para a fabricação de medicamentos, fitoterápicos e cosméticos. As folhas são ricas em antioxidante e flavonoides. O óleo extraído das sementes é utilizado na produção de cosméticos”, afirma a pesquisadora Ana Maria.

É justamente nesses múltiplos usos do maracujá que está apostando o produtor Luiz Carlos Cotta. “No início vou comercializar o maracujá em embalagens com 10 ou 12 unidades e depois espero abrir mercado para atender os interessados em aproveitar o produto. Na próxima safra, vou abrir área para plantar mais desse maracujá para ter mais essa opção de renda na propriedade”, disse Cotta, um dos produtores que validou o material em sua propriedade em Sobradinho, no DF.  Os produtores interessados em plantar a cultivar BRS Mel do Cerrado já podem fazer a reserva de mudas com os viveiristas licenciados pela Embrapa. O contato desses viveiristas pode ser obtido em  https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/4126/maracuja-doce---brs-mel-do-cerrado-brs-mc

Do melhoramento genético ao produtor

O pesquisador da Embrapa Cerrados Fábio Faleiro apresentou, durante o lançamento da cultivar de maracujá-doce BRS Mel do Cerrado, o programa de melhoramento genético do maracujazeiro e listou os produtos já desenvolvidos pela pesquisa. A fase de pós-melhoramento até a disponibilização dos materiais aos produtores foi abordada pelo gerente do escritório de Brasília da Embrapa Produtos e Mercado Isaac de Almeida.

Das 500 espécies conhecidas de maracujá cerca de 200 são encontradas no Brasil, sendo que 70 espécies dão frutos comestíveis. O melhoramento genético tem o objetivo de desenvolver cultivares nas linhas de maracujazeiro-azedo, doce, ornamental e espécies silvestres. “Fazemos cruzamentos com combinação de características de interesse. Nossos trabalhos vão desde a caracterização dos maracujás silvestres até a transferência de tecnologias. Para isso contamos com várias parcerias na rede de pesquisa”, ressaltou Faleiro.

Para desenvolver a cultivar BRS Mel do Cerrado, os primeiros ciclos de seleção e recombinação foram realizados em 1999, utilizando acessos e populações de Passiflora alata Curtis de diferentes origens. Faleiro explicou que o melhoramento genético populacional foi obtido por meio da seleção recorrente massal entre e dentro de família de meios irmãos. Matrizes e progênies superiores foram selecionadas e utilizadas na geração da nova cultivar.

Mais de 90% dos pomares de maracujá no Brasil são de maracujazeiro-azedo (espécie Passiflora edulis Sims). Dentro do programa de melhoramento genético do maracujazeiro-azedo, foram desenvolvidas e estão disponíveis para os produtores as cultivares BRS Gigante Amarelo, BRS Sol do Cerrado e BRS Rubi do Cerrado.

Novas espécies de maracujá estão conquistando o mercado, como a espécies de maracujazeiro-silvestre Passiflora setacea. O lançamento da cultivar BRS Pérola do Cerrado (BRS PC) em 2013 pelo programa de melhoramento genético contribuiu para o fortalecimento da cadeia produtiva desta espécie.

Das últimas cultivares lançadas, Faleiro destacou a BRS Sertão Forte (BRS SF) da espécie Passiflora cincinnata desenvolvida sob a liderança do pesquisador Francisco Pinheiro de Araújo da Embrapa Semiárido. Esta cultivar é indicada para cultivo no semiárido e também no Cerrado.
Fábio Faleiro também adiantou que estão em desenvolvimento outras variedades de maracujá-silvestre da série fruta e série minimaracujás, além de maracujazeiros-ornamentais e cultivares de porta-enxertos.

“A expectativa é que as cultivares desenvolvidas das diferentes espécies de maracujá possam diversificar os sistemas de produção gerando novas opções de geração de emprego e renda, melhorando a qualidade de vida dos produtores e proporcionando aos consumidores produtos derivados de uma biodiversidade essencialmente brasileira”, ressaltou Faleiro.

Mercado – o gerente do escritório de Brasília da Embrapa Produtos e Mercado Isaac  de Almeida explicou como as novas cultivares chegam ao mercado. Depois que os materiais são selecionados pela equipe de pesquisa, eles vão para os ensaios nacionais para definir qual desses materiais será lançado pela Embrapa. No caso da BRS Mel do Cerrado, a cultivar foi testada em 16 pontos de validação em 13 unidades federativas do país.

Com as informações obtidas até o momento, a cultivar de maracujazeiro-doce BRS Mel do Cerrado tem sido indicada para cultivo no Cerrado do Planalto Central. A expectativa é ampliar as áreas de recomendação com base nas experiências de sucesso da cultivar nos diferentes pontos de validação em todas as regiões do Brasil.

Após a decisão sobre a cultivar a ser lançada é feito o plano de posicionamento. Isaac de Almeida explicou que neste plano é feita a comparação com concorrentes, verificada a viabilidade de lançamento, definição do modelo de negócio, o planejamento das atividades de divulgação e marketing e o atendimento à legislação. Com o lançamento do produto, ocorre a inscrição no mercado e disponibilizadas sementes/mudas para viveiristas licenciados pela Embrapa. A partir daí a comercialização é feita ao produtor pela iniciativa privada.

Os modelos de desenvolvimento de parceria público privada também foram abordados por Isaac de Almeida. Ele disse que após o material genético chegar à Embrapa Produtos e Mercado são feitas as sementes genética/básica e selecionados os licenciados que multiplicarão as sementes ou mudas a serem comercializadas aos produtores. Há dois modelos para que o produto chegue ao mercado: licenciamento de viveiristas e licenciamento de produtores de sementes.

Para se tornar um viveirista e/ou produtor de sementes licenciado pela Embrapa, o interessado deve ficar atento, respectivamente, aos comunicados de oferta e edital de oferta pública, divulgados pela Embrapa. Mais informações em www.embrapa.br/produtos-e-mercado.


Acesse o vídeo sobre a BRS Mel do Cerrado https://www.youtube.com/watch?time_continue=3&v=eakXG0e74z8

Mais informações sobre a cultivar BRS Mel do Cerrado, incluindo recomendações técnicas do cultivo, podem ser obtidas na página www.cpac.embrapa.br/lancamentomeldocerrado



OS BENEFÍCIOS DA GOIABA



19/03/2017

Você gosta de goiaba? Conhece seus benefícios? Fruta muito nutritiva, a goiaba possui um sabor doce e azedinho e pode ser encontrada em 4 tipos: as mais conhecidas são a vermelha e a branca, mas existem também as rosas e amarelas.

As sementes, distribuídas pela polpa, são comestíveis. Quando ainda está verde, a fruta é bastante firme e conforme amadurece se torna mais macia.

As diferenças entre a variedade de polpa vermelha e a branca não estão só na cor: a goiaba de polpa branca possui uma quantidade bastante considerável de vitamina C. Já a variedade de polpa vermelha apresenta uma quantidade grande de licopeno, um nutriente antioxidante potente. O licopeno ajuda na prevenção de câncer e proteção contra doenças cardiovasculares por proteger a formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos.


Propriedades da Goiaba

As sementes são ricas em ácido linoleico, o Ômega-6. Em geral, apenas as variedades de polpas brancas e vermelhas são comercializadas.

A vitamina mais abundante na goiaba é a vitamina C . Possui também outras vitaminas e minerais como: Vitamina A, Eecomplexo B (exceto B12). Minerais como cálcio, ferro, magnésio, fósforo e potássio, mas as quantidades são bem pequenas.

Possui licopeno e antioxidantes que protegem contra o estresse oxidativo.

As folhas de goiaba são benéficas à saúde, pois são ricas em quercetina, além de triterpenos que contribuem para atividade antisséptica e antiespasmódica, sendo utilizada na medicina alternativa para tratamento de diarreia e cicatrização de lesões, por exemplo.



Benefícios da Goiaba

Para se obter os benefícios da goiaba é preciso incluí-la na alimentação com regularidade e comer pelo menos 2 goiabas no dia. Não adianta comer uma goiaba de vez em quando. Se for comer, o ideal é que seja orgânica, pois possui mais nutrientes e é livre de venenos.

Boa para os diabéticos: Ela possui um baixo índice glicêmico e é rica em fibras. Esses fatores auxiliam a evitar picos de glicose e insulina sanguíneas, que devem ser muito bem controlados em pacientes com diabetes.

Ajuda na saúde da pele: Várias substâncias presentes na goiaba ajudam na manutenção da saúde e prevenção do envelhecimento da pele. Vitaminas A e C, licopeno, caroteno e outros antioxidantes, protegem contra os danos de radicais livres que levam ao envelhecimento precoce, formação de rugas linhas e marcas de expressão, e auxiliam na renovação celular.

Melhora a digestão: A goiaba contém boa quantidade de fibra dietética que melhora a digestão. Tem a propriedade antibacteriana que limpa o intestino para proteger da atividade microbiana. Assim, fortalece a digestão que evita diarreia e constipação.

Possui propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas: As folhas da goiabeira possuem efeito anti-inflamatório e combatem infecções. Por isso o suco ou o chá feito com elas pode ser usado para dor de dente, infecções bucais e outros tipos de inflamações.

Boa para o intestino: A goiaba é extremamente rica em fibras alimentares. As fibras garantem um bom trânsito intestinal, pois retém água no interior do intestino, aumentam o bolo fecal e estimulam a eliminação mais rápida das fezes. Isso é excelente para quem sofre com constipação.  Para quem possui intestino muito solto e sofre com este tipo de problema, o consumo regular desta fruta vai ajudar a regular o intestino.

Boa para saúde vascular:  Um estudo realizado pelo Laboratório de Pesquisa do Coração (Índia) mostrou que as pessoas que comiam 5-9 goiabas por dia durante três meses, reduziram o colesterol em 10%, os triglicéridos em 8%, enquanto melhoram o colesterol HDL (“bom colesterol”) em 8%. Alimentos ricos em pectina (como a goiaba) ajudam a reduzir a quantidade de colesterol que circula no sangue, provavelmente através da formação de um gel no estômago que limpa a graxa e as impede de serem absorvidos pelo corpo.

Atua na prevenção do câncer: A goiaba é uma excelente fonte de antioxidantes, fitonutrientes e flavonoides que o tornam altamente benéfico para proteger do câncer. Goiaba contém grande quantidade de vitamina C, que protege contra os radicais livres do oxigênio.



Formas de Consumo

Assim como outras frutas, a goiaba deve ser consumida, preferencialmente, in natura. Na culinária, por não ser um alimento ácido, a goiaba vem sendo utilizada na confecção de molhos salgados e agridoces. Também é utilizada em diferentes preparações, como doces (goiabada), geleias, compotas, sorvetes e sucos.

Um grande problema no consumo da goiaba está na utilização de agrotóxicos no cultivo da fruta, que está na lista das frutas mais pulverizadas com os produtos. Portanto, a melhor opção seria consumir a orgânica.

Dicas para mudar sua alimentação e ter uma vida mais saudável



19/03/2016

Mesmo com muita força de vontade, às vezes é difícil deixar uma alimentação cheia de gorduras e açúcar por uma mais saudável e equilibrada. Para quem ainda não tem o costume de comer frutas e verduras, mas está pensando em cuidar mais da saúde, a mudança pode acontecer de maneira gradativa e nem é preciso abandonar totalmente os velhos hábitos. Você mesmo pode avaliar por onde é mais fácil começar de um modo que se sinta confortável, pois comer não deve ser uma tortura imposta por dietas restritivas, mas sim algo que te dê prazer.

Uma opção é mudar o tempero da comida. Evite colocar sal na salada ou ao menos vá reduzindo a quantidade aos poucos. Tanto açúcar, quanto sal são importantes para o funcionamento do organismo, mas devem ser consumidos em quantidades muito pequenas. O tempero de saladas pode ser substituído por limão, por exemplo.

Para quem tem resistência à frutas, um bom começo é trocar refrigerantes por deliciosos sucos naturais. Coma pelo menos duas frutas diferentes por dia, pode ser no café da manhã e na sobremesa após o almoço ou o jantar. Ou evite ficar “beliscando uma besteirinha” quando bater fome entre as principais refeições e opte por comer uma fruta nesse período.

Vigie as porções no seu prato. Coma menos e vá substituindo o excesso de comidas gordurosas por mais legumes e verduras no almoço e no jantar e a carne vermelha pode ser trocada por peixe.

Tudo deve ser feito sem pressa e sem tentar mudar da noite para o dia, afinal, ansiedade pode dar ainda mais vontade de comer alimentos que prejudicam a saúde. Não precisa deixar de comer seus pratos favoritos, basta equilibrá-los com outros mais nutritivos.

Fonte: Abracen

Governo amplia a produção de frutas voltadas para o consumo direto

Governo amplia a produção de frutas voltadas para 
o consumo direto - Crédito: Divulgação

21/04/2015

Concurso gastronômico Comida di Buteco tem o produto como tema

O programa Frutificar, criado pelo Governo do Estado para fomentar o aumento da produção de frutas no Rio de Janeiro, vem colhendo bons frutos. Nos últimos anos, o projeto ampliou o leque das frutas incentivadas e avançou para diversas regiões do Rio de Janeiro. Até a 16ª edição do concurso Comida di Buteco, que reúne 45 estabelecimentos, tem este ano o produto como tema.

– A produção incentivada pelo Frutificar se destaca pela qualidade, produtividade elevada e alto padrão comercial. A maior parte é o que chamamos de frutas de mesa, voltadas para consumo direto e não para processamento pela indústria – disse o secretário de Agricultura e Pecuária, Christino Áureo.

O Frutificar permite o acesso a novas variedades do produto e o aporte de modernas tecnologias por meio de linha de crédito específica para o financiamento de projetos de fruticultura irrigada. Até então, foram investidos R$ 40 milhões em financiamentos para a atividade, beneficiando 987 produtores, com a implantação de 3 mil hectares de frutas em todo o estado.

Fruta com maior volume de produção e área plantada no estado, o abacaxi se destaca, principalmente, no município de São Francisco do Itabapoana, no Norte Fluminense. São 6 mil hectares de lavouras. Em segundo lugar, vem laranja e limão, produzidos nas regiões das Baixadas Litorâneas e Noroeste.

Veterano no Comida di Buteco, David Bispo, proprietário do Bar do David, no Chapéu-Mangueira, no Leme, usou o abacaxi para criar o prato desta edição. O Estrela de David reúne costela de porco com geleia da fruta, pimenta e hortelã.

– Escolhi o abacaxi por ser uma fruta bem brasileira, que encontramos o ano todo e muito prática de usar na culinária, já que combina com tudo. Além disso, pensei na Estrela de David, usando como decoração do prato a coroa da fruta, que todo mundo descarta – explicou David, que participa pela quinta vez do evento e já recebeu prêmios.

Três bares participantes este ano estão instalados em comunidades pacificadas.


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