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A GRIFE DO COCO

"Neste ano, a meta é vender 41 milhões de litros de bebidas, mas dobrando a receita" 
Roberto Lessa Ribeiro Junior, CEO da Aurantiaca (Crédito: Gabriel Reis)

12/07/2018

A marca Obrigado investe para vender água pura da fruta e também as saborizadas. O mercado desse tipo de bebida atrai cada vez mais consumidores

Béth Mélo

Na praia, uma companheira inseparável de Ribeiro Junior tem sido uma boa água de coco. Mas se engana quem pensa encontrá-lo de bermuda e chinelo, empunhando um canudinho. Cenas assim estão reservadas aos dias de lazer. Ribeiro Junior é hoje o CEO da Aurantiaca, dona da marca de água de coco Obrigado. No ano passado, a receita foi de R$ 70 milhões com a venda de 32 milhões de litros de bebidas embaladas em caixas cartonadas do tipo longa vida, como a Tetra Pak. “Queremos mais para 2018”, diz ele. “Neste ano, a meta é vender 41 milhões de litros, 30% a mais, mas dobrando a receita.” O plano é aumentar a venda de água de coco pura, mas a aposta maior são as saborizadas com frutas e ervas. A Aurantiaca, no Brasil desde 2006, pertece ao grupo americano Cilento, que tem como sócios o holandês radicado no Brasil, Piet Henk Dorr, e o investidor americano Willem Kooyker, 74 anos. Kooyker comanda o Blenheim Capital Management, de Berkeley, fundo que gerencia US$ 5 bilhões. “Quando iniciamos o projeto não havia no norte da Bahia uma indústria importante do setor”, diz Ribeiro Junior.

A estratégia de expansão da Aurantiaca começou a ser implantada em 2014, ano em que vendeu três milhões de litros de água de coco. Em 2017, a empresa processou 13 milhões de litros. Desse total, 12 milhões de litros foram de água pura da fruta, e um milhão de litros foram temperados com polpa de frutas e ervas de sabores exóticos, como jabuticaba, capim santo, gengibre e chá verde. “As saborizadas, no portfólio desde 2016, somaram 19 milhões de litros e atraem cada vez mais consumidores” afirma Ribeiro Junior. No ano passado, a empresa criou uma linha à base de leite de coco para beber, misturado com maracujá, manga ou cacau, diferente do produto culinário.

Expansão: para ampliar a oferta de bebidas, mais 524 hectares de coqueirais estão sendo 
incorporados aos 2,1 mil hectares já cultivados no litoral da Bahia (Crédito:Divulgação)

Para dar conta da expansão, até o fim do ano estão sendo plantados mais 524 hectares de coqueirais, que serão incorporados à atual lavoura de 2,1 mil hectares. A empresa possui 7,2 mil hectares no litoral baiano, dos quais 70% são áreas de vegetação nativa. O Brasil é o maior produtor de água de coco do mundo. No ano passado, o País consumiu 157,4 milhões de litros da bebida pura, envasados em caixinhas. Essa cadeia movimentou R$ 2,2 bilhões, segundo a Euromonitor Internacional, empresa global de consultoria e estratégia de mercado. O crescimento foi de 6% em volume e de 13,5% em receita. Nessa conta não está o consumo de água da fruta in natura. “Quando se trata de apelo saudável, o coco é um destaque nas mentes dos consumidores”, diz Angélica Salado, analista de pesquisa da Euromonitor. “A categoria embalada é uma bebida de estilo de vida e está emergindo como um produto de ingredientes naturais, facilmente identificáveis”, afirma Howard Telford, também analista da consultoria. Segundo o engenheiro agrônomo e consultor Luiz Angelo Mirizola Filho, o País está à frente no processamento da bebida, por apostar em variedades da fruta para a indústria. “O Brasil é imbatível na produção de coco anão, que é exclusivo para água de coco”, diz ele.

O Brasil é o quarto maior produtor global da fruta. São 284 mil hectares, com colheita de dois milhões de toneladas de coco. A produção mundial da fruta é de 60,7 milhões de toneladas, em 11,2 milhões de hectares, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Na Ásia estão 71% da área cultivada, com as Filipinas e a Indonésia no topo da lista, mas a produção é para óleo e fruta seca.

No mercado interno, de acordo com a Euromonitor, a marca Obrigado ocupa a quinta posição entre as processadoras de água de coco. Ela está atrás da Kero Coco, que pertence à americana PepsiCo, e das brasileiras Ducoco, Sococo e Coco do Vale, todas com sede no Nordeste. Essas empresas também estão na briga por uma fatia do mercado global de bebidas à base de água da fruta. Não por acaso, no ano passado, os Estados Unidos ultrapassaram o Brasil no consumo da bebida. Foram 217 milhões de litros. A Europa vem em terceiro lugar, com 76 milhões de litros.

De olho nesse potencial, em 2016 a Aurantiaca abriu escritórios nos Estados Unidos e na Holanda. Em 2017 foram exportados 2,5 milhões de litros de água pura da fruta, ante 300 mil litros no ano anterior. “Nossa meta é exportar 75% da produção”, diz Ribeiro Junior. “Queremos essa marca em cinco anos.” A Aurantiaca, que já investiu R$ 570 milhões, desde que se instalou no País, vai aplicar mais R$ 400 milhões nas próximas cinco safras. Ela quer aumentar os coqueirais e desenvolver outras bebidas. A meta é levar a receita a R$ 1 bilhão por ano. No mercado interno, a tática tem sido as parcerias. Desde janeiro, a rede americana de cafeterias Starbucks tem a Obrigado como marca exclusiva. O mesmo vale para a água Bonafont, da Danone, que passou a distribuir a bebida à sua rede de clientes.


A parcela de culpa da comunicação na falsa sustentabilidade empresarial

06/05/2016

Por:  Backer Ribeiro

Todos os anos, no dia 5 de junho celebramos o Dia Mundial do Meio Ambiente. Bonitos discursos são proferidos nesta data, comprovando mais uma vez que nunca na história se falou tanto sobre meio ambiente e sustentabilidade. Políticos de todos os níveis da administração pública, falam das medidas adotadas em suas administrações, ONG’s apresentaram seus projetos para a preservação e conservação do planeta, e as organizações empresariais trataram de mostrar para todos os seus stakeholders, e também para a sociedade, seus projetos de sustentabilidade que promovem a equidade econômica, social e ambiental e que também contribuem para a construção de um mundo melhor para as gerações futuras.

Entretanto, a proteção ambiental não pode ser assegurada somente com base no cálculo financeiro de custos e benefícios. O ambiente é um dos bens que os mecanismos de mercado não estão aptos a defender ou a promover adequadamente. Mais uma vez repito que convém evitar uma concepção mágica do mercado, que tende a pensar que os problemas se resolvem apenas com o crescimento dos lucros das empresas ou dos indivíduos.

Será demasiado esperar daqueles que são obcecados pela maximização dos lucros que considerem os efeitos ambientais que deixarão às futuras gerações? Há muita descrença em relação à sustentabilidade empresarial. Já no inicio dos anos 90, a professora Isabel Carvalho, defendia que “o surgimento de um ‘mercado verde’, ‘tecnologias limpas’, do ‘consumo sustentável’ mantém a mesma lógica da degradação ambiental, revestida pelo discurso do desenvolvimento sustentável”. Sustentabilidade tornou-se a palavra do momento, da moda, e todas as organizações querem “estar na moda”. Ser uma empresa sustentável, que pensa na preservação do planeta, que cuida dos seus funcionários e da sua comunidade, que desenvolve e comercializa produtos que não agridem o meio ambiente e não fazem mal à saúde das pessoas é, literalmente, um grande negócio.

Mas, a sustentabilidade não pode ser encarada como modismo, um diferencial em relação aos concorrentes ou mesmo como algo que possa agregar valor ao produto e/ou serviço. Sustentabilidade é o que vai garantir que essa mesma empresa continue existindo lá na frente, dando lucro aos seus proprietários e acionistas, seus herdeiros, produzindo bens que proporcionem conforto às pessoas e garantindo emprego à sociedade. Como sobreviver às novas mudanças, ao novo mundo, são respostas que deveriam nortear as organizações empresariais rumo à sua própria sustentabilidade.

Vivemos um momento delicado, a relação entre desenvolvimento econômico e qualidade de vida está caminhando para um divórcio. Grandes embates são travados e o objetivo é conciliar os diversos interesses sociais, econômicos e ambientais.

O que se pode perceber é que o “discurso sustentável” vem sendo apropriado pelo mundo empresarial corporativo, muito mais que em outros setores da nossa sociedade. As empresas se tornaram as grandes “guardiãs” do meio ambiente, são organizações socialmente responsáveis e também promovem o desenvolvimento sustentável do planeta.

Citando Rachel Carson: “o homem é parte da natureza e sua guerra contra a natureza é inevitavelmente uma guerra contra si mesmo”. Como dizem corriqueiramente aqui no Brasil, é uma “febre” falar em sustentabilidade no meio empresarial, podemos chamá-la de “gripe da sustentabilidade”, pois nos últimos anos contaminou a todas as organizações empresariais instaladas aqui no país.

Os discursos empresariais estão recheados de valores que antes eram contraditórios à lógica capitalista, as propagandas e as mensagens na mídia corporativa mais parecem viagens utópicas dos hippies nos anos 70. CEO’s e dirigentes deliram frases de efeito. Eventos corporativos, publicações, rankings, e outros acontecimentos, que enaltecem a atuação sustentável das empresas ganharam um valor imensurável pela contribuição à imagem e reputação corporativa. O foco obstinado no lucro e a guerra de mercado parecem ter sofrido uma mudança brusca no seu direcionamento.

A visão empresarial ainda é muito míope. A sustentabilidade é um fator estratégico de sobrevivência, agrega valor à imagem institucional, dá credibilidade pública e liderança competitiva. Mas será somente essa a questão a ser levada em consideração? Será necessário passar por uma crise, um risco a imagem e reputação, para que ocorra uma revisão de valores institucionais e mudança na condução dos negócios.

Essas questões nos levam a uma reflexão sobre o papel da comunicação empresarial em relação à sustentabilidade. A qual propósito serve o comunicador que atua no mundo empresarial corporativo, ou qual deveria servir frente aos desafios de preservar o planeta para as futuras gerações. Deveria ser capaz de promover as mudanças de paradigma na forma de atuar da empresa, e assim agregar valor “sustentável” à sua imagem e reputação, ou somente criar discursos e propagandas para a disputa de novos mercados na luta contra seus concorrentes. Sabemos da responsabilidade do biólogo frente à proteção da ecologia, do médico e a proteção da vida, do engenheiro na garantia da comodidade da vida moderna, mas qual a responsabilidade do comunicador frente à sustentabilidade do planeta?

Somos os profissionais capacitados para perceber as mudanças e nortear os caminhos para o futuro, criar uma forte reputação às empresas e também dar sustentação nos momentos de crise. Sabemos que a comunicação também se dá no campo das percepções, portanto é imperativo que as empresas sejam “percebidas” como organizações sustentáveis. Mas não basta ser somente percebida, mais do que uma boa imagem a empresa deve construir uma boa reputação. Não basta falar que cuida do meio ambiente, tem que cuidar de verdade. As empresas precisam criar uma relação verdadeira com todos os públicos, contribuir com as políticas públicas, com a melhoria da qualidade de vida das comunidades, cuidar dos seus funcionários, dentre outras coisas. A consolidação de uma imagem socialmente responsável faz com que o meio empresarial busque formas de melhorar seu relacionamento com o meio ambiente e a sociedade, de modo a contribuir para um desenvolvimento sustentável, do qual também depende a sua sobrevivência.

O desenvolvimento sustentável tem que deixar o campo das aparências e passar a existir de forma completa no campo das ações, tendo o comunicador no papel central de ampliar o diálogo real formado através dessas verdadeiras ações e a sociedade. Sempre em busca de sustentabilidade e proteção do meio ambiente dentro e fora das empresas.

Esse texto é um excerto do artigo científico Razão Social ou Nome Fantasia: a comunicação empresarial na construção da sustentabilidade fantástica, escrito pelo Prof. Dr. Backer Ribeiro, para a publicação na revista Conexion Peru, em novembro de 2015. Para acessar o conteúdo completo visite http://communita.com.br/revista-conexion.html.

A Communità Comunicação Socioambiental surgiu em 2005 e é especializada no planejamento e gestão de ações estratégicas de comunicação e relacionamento com comunidades e outros públicos de interesse. A empresa oferece o serviço de diagnóstico socioambiental que atua no levantamento de informações sobre comunidades, lideranças e suas interações a fim de viabilizar - ambientalmente e socialmente - a implantação de novos projetos e empreendimentos. Além disso, realiza um completo planejamento e gestão de ações de comunicação para informar o empreendimento aos diferentes públicos, fortalecendo a opinião pública, promovendo relações de confiança e incorporando valor à imagem e reputação dos seus clientes. A Communità atua ainda em processos de licenciamento ambiental e desapropriação, assessorando a população impactada e minimizando conflitos, além de oferecer programas de relacionamento com comunidades por meio de projetos socioeducativos.

Entre os principais clientes estão empresas como EMTU - Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo, com o VLT da Baixada Santista, construtoras como Equipav, Estacon, Andrade Gutierrez, CR Almeida, Queiroz Galvão, em obras do Metrô, além de CNEN/IPEN, DERSA e Embrapa. Por meio de um trabalho ético e responsável, a Communità confere através de seus projetos um grande adicional de valor a seus clientes, os quais contam com o trabalho de uma equipe profissional altamente qualificada.

* Backer Ribeiro é fundador da Communità Comunicação Socioambiental.

Fonte: SEGS

Apple irá doar parte das vendas de apps para o meio ambiente

A ação, intitulada como Apps for Earth, receberá os lucros de 27 aplicativos desenvolvidos para a companha do grupo de conservação do meio ambiente.

Na quinta-feira (14), a Apple disse que irá doar a venda de alguns aplicativos selecionados para a World Wildlife Fund (WWF), em razão ao crescente apoio em questões ambientais. 

Ação promovida pela Apple irá contribuir com a doação da venda de aplicativos
para o apoio em questões do meio ambiente. 

A ação, intitulada como Apps for Earth, receberá os lucros de 27 aplicativos desenvolvidos para a companha do grupo de conservação do meio ambiente. 

A campanha está marcada para ocorrer em 24 de abril e é uma das primeiras que irá acontecer na App Store. A iniciativa reflete os registros dos recentes esforços ambientais da Apple e também na responsabilidade social que o CEO da Maçã, Tim Cook, tem apresentado na empresa. 

A ação deverá acontecer em 24 de abril e 27 aplicativos serão oferecidos. Os lucros serão revertidos para questões ambientais. O CEO da Apple, cada vez mais, mostra interesse em contribuir com o meio ambiente através de programas sociais.
  
"Temos colocado bastante ênfase nos últimos anos nas iniciativas ambientes na Apple, realmente tentando trilhar a jornada com respeito às nossas próprias operações e como fazemos e reciclamos nossos produtos", disse a vice-presidente de ambiente, política e iniciativas sociais da Apple, Lisa Jackson. "Isto é sobre engajar nossos clientes em nosso trabalho".

União Europeia busca negócios com empresas brasileiras em projetos ambientais



10/04/2016 

A União Europeia quer aproximar pequenas e médias empresas do Brasil e da Europa para promover a troca de experiências e de negócios que possam aumentar o uso de tecnologias para a redução da emissão de gases de efeito estufa na indústria brasileira. O projeto Low Carbon Business Action in Brazil já está identificando áreas e setores econômicos no país que possam concretizar negócios e aderir a processos e tecnologias de baixo carbono.

Serão realizadas três rodadas de negócios neste ano e pelo menos mais três no ano que vem, com a participação de cerca de 720 empresas brasileiras e europeias. A primeira rodada de negócios deverá ser em agosto. O objetivo é promover a troca de experiências inovadoras e apoiar as empresas na transição para as tecnologias e os processos de baixa emissão de carbono.

O projeto vai financiar até 80% dos custos logísticos e de viagens de empresas selecionadas e promoverá acordos de cooperação para maior competitividade e sustentabilidade ambiental das companhias participantes. O investimento será de 3 milhões de euros até 2018 para financiamento operacional dos contatos. Em um segundo momento, deverá haver mecanismos financeiros de apoio para que as empresas possam desenvolver as propostas.

O especialista sênior em tecnologias de baixo carbono do projeto, Ricardo Esparta, destaca que já existe um mercado de redução de emissões na União Europeia e que os países do bloco são os principais atores na discussão de uma economia de baixo carbono no mundo. Por isso, há interesse em investir em países como o Brasil, onde essas tecnologias ainda estão em desenvolvimento.

“Com isso, a gente não só leva à redução da emissão de gases de efeito estufa e atinge os objetivos da Convenção do Clima, como ajuda também os setores tanto na Europa, porque naturalmente existe um interesse econômico, quanto em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde isso está sendo buscado”, diz Esparta.

Um dos setores que devem ter destaque nas rodadas de negócios é o de biogás. No Brasil, existe potencial para a produção de gás natural, mas faltam tecnologias como equipamentos para produzir e purificar o produto de maneira mais eficiente. “Existe potencial no Brasil, mas ainda há uma falta de tecnologia, capacidade, de know how que pode ser suprida por tecnologias já prontas. Na Europa, o mercado de biogás é bem mais desenvolvido. Então, ao invés de começar do zero, posso pegar uma coisa um pouco mais avançada, adaptar para o Brasil e começar a produzir melhor aqui”, afirma o especialista.

Também com o objetivo de aproximar empresas interessadas em parcerias para o desenvolvimento de tecnologias para o meio ambiente, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai promover, na próxima semana, rodadas de negócios durante a Feira Pollutec, em São Paulo. Durante as conversas, empresas brasileiras vão trocar experiências e tentar fechar parcerias de negócios neste ramo com empresas da França, Bélgica e Espanha.

“É uma oportunidade importante para empresas brasileiras que queiram identificar parceiros comerciais e tecnológicos voltados para esta área específica, dentro daquilo que é a vocação do setor produtivo brasileiro no tema meio ambiente, como tratamento de água, empresas de gestão de resíduos, de energias renováveis”, ressalta a gerente de Serviços de Internacionalização da CNI, Sarah Saldanha. Durante os dois dias dos encontros de negócios (13 e 14 de abril), a estimativa é promover US$ 4 milhões em negócios entre as empresas. A ação da CNI será feita em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) com o apoio do projeto Low Carbon Business Action in Brazil.

A Pollutec é uma feira internacional, considerada o maior salão com foco em tecnologias para meio ambiente no mundo. É a primeira vez que o evento ocorre no Brasil. A previsão é que 80 empresas nacionais e internacionais apresentem soluções e inovações em todas as atividades ambientais e de saneamento.

Nokia é colocada no Índice Dow Jones de Sustentabilidade



14/09/2015

A Nokia foi reconhecida na sexta (11/09) pelo Índice Dow Jones de sustentabilidade como uma empresa que pode ser notoriamente identificada por sua responsabilidade econômica, ambiental e social. Para aqueles que não conhecem, o índice do Dow Jones de Sustentabilidade serve para classificar empresas para investimentos se baseando em aspectos que vão além do impacto econômico de determinada marca.

A Nokia foi incluída neste índice depois de ser avaliada em uma variedade de critérios como estratégia climática, a gestão ambiental, o desempenho e a elaboração de relatórios de impacto social, desenvolvimento de capital humano, a participação comunitária, proteção da privacidade de seus clientes, gestão inteligente da cadeia de abastecimento e suas boas práticas de governança corporativa.

Segundo o Índice Dow Jones de Sustentabilidade, a Nokia está empenhada em respeitar as pessoas e o meio ambiente em suas decisões de negócios, bem como trabalhar duro para criar mais valor para as pessoas e o nosso planeta. A empresa acredita que a tecnologia pode ser parte da solução para muitos desafios globais.

Depois de vender sua divisão de celulares para a Microsoft, a Nokia continua bastante ativa. Recentemente ela comprou a Alcatel-Lucent pelo enorme preço de 16 bilhões de dólares, se tornando mais uma vez a maior empresa do mundo no ramo de equipamentos para redes, superando rivais como a Ericsson e a Huawei.

Fonte: Tudo Celular


Entenda os benefícios sociais e ecológicos da contabilidade ambiental

12/08/2015

A maioria das empresas tem buscado diferenciais no mercado e determinadas políticas adotadas podem fazer uma diferença determinante no futuro delas. Uma dessas é contabilidade ambiental, que surge como uma nova área da contabilidade com diversas vantagens não somente para as organizações, mas para a sociedade como um todo.

Saiba mais sobre esse ramo da contabilidade e entenda os seus benefícios sociais e ecológicos:

Componentes da contabilidade ambiental

Antes de adotar a contabilidade ambiental, é preciso conhecer alguns conceitos:

Despesas ambientais

Serão aquelas utilizadas para o gerenciamento ambiental e que forem consumidos pela área administrativa da empresa.

Custos ambientais

São aqueles relacionados direta ou indiretamente com a proteção ao meio ambiente, como tratamento de poluentes e resíduos, recuperação de áreas contaminadas, entre outros.

Perdas ambientais

São aquelas que não proporcionarão benefício para a empresa, ou seja, serão gastos utilizados para cobrir acidentes ou questões imprevistas relacionadas ao meio ambiente.

Receitas ambientais

São aquelas ligadas à prestação de serviços envolvidos com a área de gestão ambiental, bem como venda de produtos reciclados ou ainda redução de consumo de água ou energia.

Ativos ambientais

São representados por bens e direitos que possuam capacidade de geração de benefício futuro e que estão ligados à preservação ambiental.

Passivos ambientais

São aqueles valores que serão sacrificados pela empresa para preservar ou proteger o meio ambiente, decorrentes de ações planejadas ou ainda de condutas inadequadas da empresa.

Vantagens da contabilidade ambiental

A contabilidade ambiental apresentará importantes informações sobre mutações patrimoniais envolvendo questões ambientais, tanto para usuários internos, que são os sócios e gerentes em sua maioria, quanto para usuários externos, representados pela sociedade em geral, fornecedores e outros credores da empresa. Algumas das suas principais vantagens para a empresa são:

Com o auxílio da contabilidade ambiental, pode existir a correta aferição de consumo de recursos como água e eletricidade, e podem ser feitos estudos de diminuição dos custos; 
Geração de informações e demonstrações que apresentarão a eficácia e a viabilidade de alguma ação ambiental pretendida, ou seja, mostrará se vale a pena ou não fazer determinada ação;
Auxílio na identificação de custos ambientais, permitindo que os investimentos sejam feitos de acordo com os custos e benefícios adequados; 
Publicação do Balanço Ambiental, o qual demonstra uma maior transparência em sua gestão e isso faz com que exista uma melhoria da imagem da empresa junto ao público; 
Continuidade das ações ambientais com a utilização dos dados contábeis obtidos. Isso fará com que todos sejam beneficiados, uma vez que a empresa poderá, gradativamente, reduzir o seu impacto no meio ambiente. 
Nota-se que a contabilidade ambiental, focando principalmente no desenvolvimento sustentável, tem sido cada vez mais incentivada tanto pela sociedade quanto do ponto de vista legal, buscando, ao mesmo tempo, a minimização de impactos ambientais e a redução dos custos por meio de ações corretivas e preventivas.

Fonte: Sage


4 Formas de Evitar o Greenwashing do Seu Produto Eco-Friendly



28/03/2015 

Por Michelle Braga

Em um mercado onde mais consumidores se preocupam em comprar produtos ambientalmente corretos e de empresas direcionadas por um propósito, principalmente em decorrência de maiores preocupações ambientais, ser acusado de greenwashing pode manchar permanentemente a reputação do seu negócio.

Greenwashing é a pratica de criar comunicações de marketing falsas ou enganosas, a fim de promover um produto como sendo mais eco-friendly do que ele realmente é.

 Infelizmente na hora de promover um produto sustentável e ecologicamente correto, é muito fácil acabar “escorregando” para o território do greenwashing. Não interessa o quão bem-intencionadas sejam suas alegações, a comunicação da sustentabilidade é um desafio, e dar um passo em falso pode custar a imagem da sua marca.

Aqui estão quatro maneiras de evitar o "greenwashing" e ter um impacto ambiental positivo:

Não Foque em Ser Verde

Se o principal foco de seus esforços de marketing é no quanto "verde" ou "eco friendly" seu produto é, talvez seja a hora de dar um passo atrás e reavaliar a forma como sua marca está sendo apresentada. Focar no quanto "verde" seus produtos são pode ser perigoso por duas razões principais:

Em primeiro lugar, é muito difícil provar cientificamente alegações abrangentes como “ser verde” ou “eco-friendly”.
Em segundo lugar, e o mais importante, atualmente ser ambientalmente correto é apenas o preço que se paga para seu um player no mercado. Claro, as pessoas gostam do fato da sua marca ser sustentável, mas querem mesmo é saber o que seu produto pode fazer por elas.
Tentar se posicionar como a marca mais verde é o que faz com que muitas marcas acabem sendo acusados de propaganda falsa. Continue sendo sustentável, mas foque a sua estratégia de comunicação de marketing em outro lugar.

Olhe Para a Sua Embalagem

Outro problema comum que muitas vezes leva a acusações de greenwashing é a maneira que os produtos de uma empresa são embalados e enviados. Não importa o quanto eco-friendly um produto é se ele chega na casa dos consumidores em uma caixa de transporte cheia de amendoim de isopor. Enquanto a maioria dos consumidores compreenderá a sua necessidade de enviar seus produtos por transporte aéreo ou terrestre, e, por isso, a necessidade de empacotá-los de maneira que evite danos, o exagero na embalagem ou no uso de materiais não recicláveis pode ser imperdoável. Nesse caso o público começará a questionar sua motivação ambiental.

Evite Fazer Declarações Eco-Friendly que Você Não Pode Comprovar

Outra armadilha difícil de evitar do greenwashing é fazer afirmações sobre alguma coisa que você sabe, ou pelo menos acredita saber sobre o seu produto mas não pode provar com um estudo científico. Toda vez que sua marca faz uma afirmação eco-friendly sem uma prova irrefutável, sua empresa corre o risco de ser confrontada pelos consumidores e, potencialmente, multada pelo governo.

Isso pode ser particularmente frustrante para empresas que trabalham duro para criar ou manter a sua reputação como ambientalmente corretas. Estudos científicos levam tempo e muitas vezes são muito caros para serem produzidos, e para uma marca pequena ou startup, este tempo e custo podem ser inviáveis. Você pode até ter certeza que sua marca possui benefícios ambientais, mas sem um estudo científico você legalmente ou moralmente não pode compartilhar essa mensagem com os seus consumidores.

Não Esconda as Deficiências Ambientais da Sua Marca

Sua marca faz quase tudo de uma forma ambientalmente sustentável, mas obviamente que podem haver áreas onde seus esforços eco-friendly ficam aquém do ideal. Não há nenhum problema nisso, desde que você não tente esconder do público. Uma empresa ou marca só consegue esconder suas “falhas” por algum tempo, e quando a verdade vem à tona, seja na forma de um blog, notícia de jornal ou nota de imprensa da concorrência, os seus clientes vão ficar se perguntando o que mais que você pode estar tentando esconder.

Seja sempre o mais transparente e honesto possível com seus consumidores. Se você ainda está fazendo esforços para tornar partes do seu negócio sustentável, compartilhe esses esforços com todos as partes interessadas da sua empresa através das redes socias, blog posts, e contúdos educativos, tais como ebooks, infográficos e estudos de caso. Não só eles vão aceitar suas deficiências, como também vão aplaudir seus esforços e muitas vezes querer aprender cada vez mais.


E sua empresa, como tem evitado as armadilhas do greenwashing? Já usa os canais digitais para vencer os desafios da comunicação da sustentabilidade?

Fonte: Greenin

As 30 empresas mais sustentáveis do mundo

Crédito: Thinkstock

05/02/2015

A preocupação das empresas com a sustentabilidade aumenta a cada ano, estimulada, em parte, por uma crescente demanda social e, em parte, por exigências de mercado. Todos estão de olho.

Quem adota boas práticas nessa seara tem seus esforços reconhecidos. Fazer parte da lista The Global 100, por exemplo, é integrar uma seleção de elite. 

O levantamento é divulgado todos os anos pela Corporate Knights, publicação canadense referência em responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.

Ocupando a 44ª posição, a Natura é a única representante brasileira na nova edição, que reconhece as empresas com as melhores práticas de sustentabilidade.

Companhias de todos os setores são avaliadas com base em 12 indicadores principais: energia, emissões de carbono, consumo de água, resíduos sólidos, capacidade de inovação, pagamentos de impostos, a relação entre o salário médio do trabalhador e o do CEO, planos de previdência corporativos, segurança do trabalho, percentual de mulheres na gestão e o chamado "bônus por desempenho".

Conheça as empresas que integram o Top 30 do The Global 100

1. Biogen Idec

Crédito: Biogen

2. Allergan

Foto: Patrick T. Fallon/Bloomberg

3. Adidas

Foto: REUTERS/Michael Dalder

4. Keppel Land

Crédito: Divulgação/Keppel Land

5. Kesko

Crédito: Kesko

6. BMW

Crédito: Getty Images

7. Reckitt Benckiser Group

Crédito: Reprodução

8. Centrica

Crédito: Centrica

9. Schneider Electric

Crédito: Divulgação

10. Danske Bank

Crédito: Wikimedia Commons

11. Tim Hortons

Crédito: Wikimedia Commons

12. Outotec

Crédito: Wikimedia Commons

13. Novo Nordisk

Crédito: Divulgação

14. L'Oreal

Crédito: Fabrice Dimier / Bloomberg

15. BT Group

Crédito: Wikimedia Commons
16. Marks & Spencer Group

Crédito: Reprodução
17. Dassault Systemes

Crédito: Stock.xchng


18. Johnson & Johnson

Crédito: Chris Hondros/Getty Images

19. Enagas

Crédito: Divulgação/Enagas

20. Storebrand

Crédito: Wikimedia Commons

21. Commonwealth Bank of Australia

Crédito: Divulgação

22. Unilever

Crédito: Pedro Rubens/EXAME.com

23. Atlas Copco

Crédito: Divulgação

24. StarHub

Crédito: StarHub

25. Philips

Crédito: Sean Gallup/Getty Images

26. Coca-Cola

Crédito: Reprodução/YouTube/Coca-Cola

27. Statoil

Crédito: Kristian Helgesen/Bloomberg

28. Kone

Crédito: Wikimedia Commons

29. Teck Resources

Crédito: Reprodução/Teck Resources

30. Galp Energia

Crédito: Mario Proenca/Bloomberg

Fonte: Exame.com


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