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A GRIFE DO COCO

"Neste ano, a meta é vender 41 milhões de litros de bebidas, mas dobrando a receita" 
Roberto Lessa Ribeiro Junior, CEO da Aurantiaca (Crédito: Gabriel Reis)

12/07/2018

A marca Obrigado investe para vender água pura da fruta e também as saborizadas. O mercado desse tipo de bebida atrai cada vez mais consumidores

Béth Mélo

Na praia, uma companheira inseparável de Ribeiro Junior tem sido uma boa água de coco. Mas se engana quem pensa encontrá-lo de bermuda e chinelo, empunhando um canudinho. Cenas assim estão reservadas aos dias de lazer. Ribeiro Junior é hoje o CEO da Aurantiaca, dona da marca de água de coco Obrigado. No ano passado, a receita foi de R$ 70 milhões com a venda de 32 milhões de litros de bebidas embaladas em caixas cartonadas do tipo longa vida, como a Tetra Pak. “Queremos mais para 2018”, diz ele. “Neste ano, a meta é vender 41 milhões de litros, 30% a mais, mas dobrando a receita.” O plano é aumentar a venda de água de coco pura, mas a aposta maior são as saborizadas com frutas e ervas. A Aurantiaca, no Brasil desde 2006, pertece ao grupo americano Cilento, que tem como sócios o holandês radicado no Brasil, Piet Henk Dorr, e o investidor americano Willem Kooyker, 74 anos. Kooyker comanda o Blenheim Capital Management, de Berkeley, fundo que gerencia US$ 5 bilhões. “Quando iniciamos o projeto não havia no norte da Bahia uma indústria importante do setor”, diz Ribeiro Junior.

A estratégia de expansão da Aurantiaca começou a ser implantada em 2014, ano em que vendeu três milhões de litros de água de coco. Em 2017, a empresa processou 13 milhões de litros. Desse total, 12 milhões de litros foram de água pura da fruta, e um milhão de litros foram temperados com polpa de frutas e ervas de sabores exóticos, como jabuticaba, capim santo, gengibre e chá verde. “As saborizadas, no portfólio desde 2016, somaram 19 milhões de litros e atraem cada vez mais consumidores” afirma Ribeiro Junior. No ano passado, a empresa criou uma linha à base de leite de coco para beber, misturado com maracujá, manga ou cacau, diferente do produto culinário.

Expansão: para ampliar a oferta de bebidas, mais 524 hectares de coqueirais estão sendo 
incorporados aos 2,1 mil hectares já cultivados no litoral da Bahia (Crédito:Divulgação)

Para dar conta da expansão, até o fim do ano estão sendo plantados mais 524 hectares de coqueirais, que serão incorporados à atual lavoura de 2,1 mil hectares. A empresa possui 7,2 mil hectares no litoral baiano, dos quais 70% são áreas de vegetação nativa. O Brasil é o maior produtor de água de coco do mundo. No ano passado, o País consumiu 157,4 milhões de litros da bebida pura, envasados em caixinhas. Essa cadeia movimentou R$ 2,2 bilhões, segundo a Euromonitor Internacional, empresa global de consultoria e estratégia de mercado. O crescimento foi de 6% em volume e de 13,5% em receita. Nessa conta não está o consumo de água da fruta in natura. “Quando se trata de apelo saudável, o coco é um destaque nas mentes dos consumidores”, diz Angélica Salado, analista de pesquisa da Euromonitor. “A categoria embalada é uma bebida de estilo de vida e está emergindo como um produto de ingredientes naturais, facilmente identificáveis”, afirma Howard Telford, também analista da consultoria. Segundo o engenheiro agrônomo e consultor Luiz Angelo Mirizola Filho, o País está à frente no processamento da bebida, por apostar em variedades da fruta para a indústria. “O Brasil é imbatível na produção de coco anão, que é exclusivo para água de coco”, diz ele.

O Brasil é o quarto maior produtor global da fruta. São 284 mil hectares, com colheita de dois milhões de toneladas de coco. A produção mundial da fruta é de 60,7 milhões de toneladas, em 11,2 milhões de hectares, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Na Ásia estão 71% da área cultivada, com as Filipinas e a Indonésia no topo da lista, mas a produção é para óleo e fruta seca.

No mercado interno, de acordo com a Euromonitor, a marca Obrigado ocupa a quinta posição entre as processadoras de água de coco. Ela está atrás da Kero Coco, que pertence à americana PepsiCo, e das brasileiras Ducoco, Sococo e Coco do Vale, todas com sede no Nordeste. Essas empresas também estão na briga por uma fatia do mercado global de bebidas à base de água da fruta. Não por acaso, no ano passado, os Estados Unidos ultrapassaram o Brasil no consumo da bebida. Foram 217 milhões de litros. A Europa vem em terceiro lugar, com 76 milhões de litros.

De olho nesse potencial, em 2016 a Aurantiaca abriu escritórios nos Estados Unidos e na Holanda. Em 2017 foram exportados 2,5 milhões de litros de água pura da fruta, ante 300 mil litros no ano anterior. “Nossa meta é exportar 75% da produção”, diz Ribeiro Junior. “Queremos essa marca em cinco anos.” A Aurantiaca, que já investiu R$ 570 milhões, desde que se instalou no País, vai aplicar mais R$ 400 milhões nas próximas cinco safras. Ela quer aumentar os coqueirais e desenvolver outras bebidas. A meta é levar a receita a R$ 1 bilhão por ano. No mercado interno, a tática tem sido as parcerias. Desde janeiro, a rede americana de cafeterias Starbucks tem a Obrigado como marca exclusiva. O mesmo vale para a água Bonafont, da Danone, que passou a distribuir a bebida à sua rede de clientes.


ONU PROCLAMA 20 DE MAIO COMO DIA MUNDIAL DA ABELHA

Dia Mundial da Abelha será observado a partir de 2018. Foto: Banco Mundial.

22/12/2017

Celebração quer aumentar a consciência sobre importância das abelhas e de outros polinizadores; Assembleia Geral também adotou Década da Agricultura Familiar e Ano Internacional dos Camelídeos.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas proclamaram 20 de maio como o Dia Mundial da Abelha, em resolução que pretende "aumentar a consciência sobre a importância dos insetos e alertar sobre o número cada vez menor" de abelhas.

A decisão adotada esta quarta-feira pela Assembleia Geral determina que a data será observada a partir de 2018. A proposta da Eslovênia teve o patrocínio de 155 Estados-membros.

Ameaças

Com a decisão, pretende-se promover ações de educação e atividades para aumentar a conscientização sobre a importância das abelhas e de outros polinizadores, as ameaças que enfrentam e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável.

A Assembleia Geral também adotou 2019 como o início da  Década da Agricultura Familiar e 2024 como Ano Internacional dos Camelídeos, grupo do qual fazem parte camelos, lhamas e dromedários.

Fome

Em nota, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, destaca que estas decisões estão ligadas a temas de atuação da agência "em termos de organização e compartilhamento de informações".

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, saudou as resoluções sobre o que chama "questões importantes que ajudarão a aumentar a atenção sobre o impulso global para dinamizar o alcance da fome zero até 2030".

A agência da ONU estima que os pequenos agricultores são responsáveis por mais de 80% da alimentação mundial, mas paradoxalmente "são muito mais vulneráveis à fome".

Camelídeos

Já os camelídeos são o principal meio de subsistência de milhões de famílias pobres em 90 países que muitas vezes vivem em ecossistemas mais hostis do planeta.

Estes mamíferos "têm uma contribuição direta para a segurança alimentar, são fundamentais para a conservação da biodiversidade e outra pedra angular dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável".

De acordo com a FAO, os camelídeos são uma fonte principal de proteínas, leite, fibras para roupas e também fornecem fertilizantes, além de servirem como animais de carga e de transporte.


Nova guia da ONU sobre pesticidas busca eliminar toxinas perigosas

Pequenos agricultores nem sempre usam proteção quando utilizam pesticidas. Foto: FAO

11/05/2016

Manual da FAO e da OMS oferece etapas para acabar com pesticidas de alta periculosidade; produtos aprovados no passado são vistos agora como prejudiciais à saúde.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Duas agências da ONU anunciaram a criação de um guia para eliminar pesticidas de alta periculosidade.

Lançado neste 10 de maio, o manual da Organização Mundial da Saúde, OMS, e da Agência da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, traz diretrizes para reduzir os danos causados por pesticidas. Os mais visados são os de alto teor de risco para a saúde e o meio ambiente.

Efeitos crônicos

Os produtos com níveis de toxina mais altos são os atribuídos aos maiores casos de contaminação imediata, especialmente em países em desenvolvimento.

Já os pesticidas com efeitos crônicos de toxina podem causar câncer e até afetar o desenvolvimento em crianças em idade de crescimento.

Alguns destes produtos não são mais permitidos em países desenvolvidos, mas seguem sendo autorizados em países em desenvolvimento.

Existem até mesmo casos de pesticidas nocivos, permitidos em  nações desenvolvidas, que podem causar graves problemas em outros países, onde as condições de vida são diferentes.

Acordo

Em muitas situações, os agricultores não trabalham com proteção ou utilizam materiais que causam danos.

De acordo com o manual, um número pequeno de pesticidas altamente nocivos é geralmente a causa de casos de contaminação. O guia conta com diretrizes para ajudar os países a identificar e avaliar os riscos e a tomar as medidas necessárias.

Dependendo do contexto, pode haver a eliminação por etapa dos produtos. As condições locais devem servir sempre como base na avaliação.

A FAO também lançou um kit de registros de pesticidas para ajudar os governos a decidir sobre os casos.

O material serve também para reavaliar se produtos aprovados no passado passaram a ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Fonte: Rádio ONU

FAO e Google querem criar nova era de informações sobre o ambiente

Curso de formação da Google Earth. Foto: FAO

24/04/2016

Informações geoespaciais sobre florestas seriam o primeiro passo para manejo dos recursos naturais em tempo real; agência da ONU e companhia trabalham para popularizar imagens de satélite em alta resolução.

A empresa Google firmou uma parceria com a agência da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, para que dados de satélites de alta resolução sejam ferramenta diária para o manejo dos recursos naturais.

A iniciativa em prol do desenvolvimento sustentável foi firmada pelo diretor da FAO, José Graziano da Silva e a gerente de engenharia do Google Earth, Rebecca Moore.

Tempo Real

A colaboração permite a administradores de recursos e a investigadores avaliar mudanças no solo. O método oferece um salto de qualidade para melhorar a capacidade de armazenamento de carbono de uma floresta ou para uma nação planejar estratégias ligadas à emissão de gases de efeito estufa.

A FAO explica que dados de satélite que são facilmente acessíveis e atualizados rapidamente permitem mudanças na gestão florestal, que poderá ser feita praticamente em tempo real.

Mapeamento

Graziano da Silva declarou que a FAO e o Google estão criando um nível sem precedentes de informações ambientais. O foco inicial é o setor de florestas. Após treinamento, especialistas poderão utilizar o software da FAO e os dados de arquivo do Google Earth para conduzir, em poucas horas, o mapeamento ou classificação de floresta – trabalho que antes, poderia durar semanas ou meses.

O diretor da agência da ONU explica que "entender os efeitos da mudança climática, planejar melhorias na produção e distribuição de comida e medir progressos requer dados frequentes e precisos sobre o meio ambiente e possíveis mudanças".

O Google disponibiliza os dados e a FAO orienta sobre a melhor maneira de extrair informações úteis. Uma pesquisa sobre desertificação já está em andamento e os resultados serão publicados no final do ano. Já a unidade de controle de pragas da FAO utiliza os dados de satélite para melhorar as previsões e controlar surtos.

Fonte: Rádio ONU

FAO completa 70 anos no Dia Mundial da Alimentação



16/10/2015

Além de Dia Mundial da Alimentação hoje (16) é, também, aniversário de 70 anos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU). A data foi celebrada pela organização e o Governo italiano em cerimônia especial na Expo Milão, que termina no sábado (31) e tem como tema os desafios de alimentar o planeta. A comemoração foi também o encerramento da 42ª Sessão do Comitê de Segurança Alimentar que começou na segunda-feira (12).

Para a chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais e Promoção Comercial (AIPC/MDA), Cristina Timponi, que representou o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, as datas marcam a importância do desenvolvimento da agricultura familiar e segurança alimentar. “Hoje os discursos, que no passado foram muito focados em comércio, aumento da produtividade de uma forma não sustentável, falam muito em sustentabilidade, desenvolvimento rural, agricultura familiar, segurança alimentar”, destacou.

Também participaram da solenidade o secretário geral da ONU, Ban Kin Moon, o diretor geral da FAO, José Graziano, o presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Kanayo Nawaze, a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentação (PMA), o presidente da Itália, Sergio Matarella, além de um representante do Vaticano que trouxe uma mensagem do Papa Francisco.

Tássia Navarro
Ascom/MDA



Dia do Agricultor: reflexões sobre a produção de alimentos

Atividade alimenta os brasileiros dia após dia
Crédito: Arquivo/FS

28/07/2015
  
Comemora-se hoje, em todo o Brasil, o Dia do Agricultor. A data não será celebrada com desfiles, pronunciamentos, festejos e eventos diversos, mas sim, com a mesma rotina de sol a sol: muito trabalho. É essa rotina que faz com que o Brasil seja um dos principais produtores de alimentos no mundo.

Esse cenário só é possível pela vocação que o país tem com a agricultura. Independente da cultura semeada no campo e do tamanho da produção, seja ela do agronegócio ou de âmbito familiar, o Brasil cresce no setor pela união de duas palavras: trabalho e inovação. Conjunto de ações que trazem resultados importantes para o desenvolvimento de uma região, como aponta o produtor e presidente da Associação dos Arrozeiros de Bagé, Ricardo Zago.

Conforme o dirigente, a introdução e adaptação de tecnologias, nos últimos 10 anos, fez com que a região de Bagé e municípios vizinhos alcançassem destaque mundial em produtividade por hectare de arroz. “Isso só se confirma porque há um constante retorno do que se ganha para mais investimento em tecnologia”, salienta Zago.

Para o produtor, a data de hoje é representativa, pois serve para mostrar a população que, por trás do dia a dia da população, está o agricultor que produz alimentos. “Não tem intempéries que afete o produtor na sua missão. Não tem nada que faça com que ele pare a produção de alimentos, além de gerar progresso para a região”, reforça.

Desafios
No entanto, Zago reitera que, hoje, o principal problema que os agricultores de Bagé enfrentam está na situação das estradas rurais. Os problemas de acessibilidade das vias às propriedades, dificultam o trânsito e o próprio escoamento da produção. A situação, reclamada ano após ano, gera por vezes um desestímulo na continuidade da produção agrícola. “Muitos produtores estão deixando de plantar em determinadas áreas por conta do acesso péssimo das estradas rurais. Além disso, essa situação provoca um encarecimento para produzir e o resultado é um alimento mais caro”, pontua.

Mesmo com esses entraves, o dirigente reforça o constante otimismo e esperança do agricultor para enfrentar os novos rumos. A soja é apontada por Zago como um novo desafio para a região, que com muito trabalho, trará novas perspectivas de desenvolvimento. “Ainda não temos o mesmo resultado que já alcançamos com o arroz em termos de produtividade consolidada. Mas não tenho dúvidas que, com o trabalho, iremos progredir ainda mais nessa área porque o agricultor sempre está animado e mantendo a esperança”, frisa.

Integração na Campanha
Essa perspectiva de unir cada vez mais a agricultura com a pecuária – atividade tradicional de nossa região – é defendida pelas empresas ligadas ao meio rural. O empresário Henrique Campagnol, da Probajé Sementes, em recente entrevista ao FOLHA do SUL, destacou que a ação de conciliar a pecuária com a lavoura de soja através da ILP (Integração da Lavoura-Pecuária), sendo bem conduzida, favorece o desenvolvimento regional.  “Pensando num sistema de produção onde ocorram benefícios mútuos para ambas as atividades e, consequentemente, uma maior lucratividade para o empresário rural através da otimização de recursos. Já existem muitos produtores se beneficiando dessa prática, porém há, ainda, muitos desafios para serem superados”, relata o empresário.

Produção familiar: 84% do que é consumido no país
É imperativo ressaltar a importância da agricultura familiar para o país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agricultura familiar está em 84% dos estabelecimentos agropecuários e responde por aproximadamente 33% do valor total da produção do meio rural. Essa importância para o prato diário do brasileiro é ressaltada pelo coordenador regional da Sindical Fronteira da Fetag, Mílton Brasil. “É uma data importante porque demonstra, também, o valioso trabalho feito pelo público da agricultura familiar, seja com o setor hortigranjeiro, produção de leite e até de arroz. Esse público precisa ser lembrado cada vez mais pelos órgãos do governo porque, atualmente, existem muitas linhas de crédito para serem acessadas, porém as garantias e exigências ainda são um empecilho para que o agricultor familiar aumente sua produção”, repercute Brasil. O dirigente ainda complementa que o setor, para a região, com grande número de agricultores familiares, deve ser sempre valorizado. “Há o trabalho voltado para as escolas, cuja merenda é produzida pelos agricultores familiares da região, além disso, a sociedade brasileira, quando consome essa produção, acaba consumindo produtos mais naturais e com pouco uso de agrotóxicos”, conclui Brasil.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para  a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicado no último dia 15, o Brasil será o principal exportador de alimentos do mundo na próxima década.



Ministérios, lideranças do agronegócio, FAO e I-UMA se reúnem para debater agricultura sustentável, segurança alimentar e a produtividade do campo


Presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, afirmou que, em cinco ou dez
anos, a agricultura será totalmente diferente no Brasil. (Crédito: Divulgação)

07/03/2015

Agroseminário promovido esta semana pelo Instituto de Educação do Agronegócio em Brasília (terça-feira, 3) lotou o espaço de eventos do Royal Tulip Hotel com  lideranças do alto escalão do agronegócio.  Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, Embrapa líderes setoriais, políticos, pesquisadores e embaixadas  convergiram para a necessidade urgente de capacitar empreendedores do campo para uma gestão mais competitiva.  No evento, o Instituto de Educação do Agronegócio (I-UMA) realizou o  pré-lançamento do AGROEDUC, um programa de educação para o campo, que irá iniciar neste semestre, totalmente a distância
para jovens da Cadeia do Leite

Os desafios da agricultura sustentável, segurança alimentar e a produtividade do campo foram os temas do seminário promovido esta semana, em Brasília,  pelo Instituto de Educação do Agronegócio (I-UMA). O evento contou com representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Trabalho, da Embrapa, profissionais da imprensa especializada, personalidades e pesquisadores do agronegócio.

O Agroseminário foi realizado com painéis mediados pelo representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Alan Bojanic. Logo na abertura, o presidente do I-UMA, José Américo da Silva, destacou que o evento foi pensado para refletir sobre o desafio de levar a tecnologia e o conhecimento ao campo. “Precisamos destacar pontos onde possamos evoluir ou criticar, porque no desenvolvimento do nosso trabalho nesta tarde teremos muitas oportunidades de análises e reflexões para enfrentar este desafio”, declarou José Américo.

Nas palavras do presidente do I-UMA é com investimentos em capacitação que será possível manter o produtor no campo, aumentar a produtividade, qualificar os procedimentos e, portanto, aprimorar a gestão dos empreendimentos rurais brasileiros.  Além das autoridades brasileiras, quatro embaixadas estrangeiras enviaram representantes ao Agroseminário. Diplomatas das chancelarias Espanha, Alemanha, Canadá, Suíça e Chile fizeram parte do público altamente qualificado que ouviu as exposições dos especialistas em agronegócio.

Foi bastante aplaudida a representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a secretaria Tania Mara Garib, que defendeu a política de apoiar e aumentar a classe média no campo. Segundo a gestora, a pasta era vista distorcidamente como apenas um espaço para fazendeiros, nesta nova gestão a pasta irá focar na área social e na distribuição de renda.

Já Paulo Guilherme Cabral, Secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, comenta que as posturas de tachar o processo produtivo como inimigo do meio ambiente foram ligados ao passado. “Para que as famílias do campo tenham avanço é necessário acesso à educação e capacitação, para tanto, são importantes ferramentas como essa”, elogiou.

“Este agroseminário tem tudo a ver com o que buscamos na pasta em relação políticas públicas, ou seja, compreender que produtividade pode andar junto com sustentabilidade, essa é a mensagem que a ministra Izabella Teixeira pediu para que manifestasse”, compartilhou.

O presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, disse que foi muito oportuna a iniciativa do I-UMA em promover o Agroseminário, pois relacionou às reflexões atuais sobre a agricultura e a alimentação mundiais na “era da complexidade”, requerem renovação e preparo constantes. “Em cinco ou dez anos, a agricultura será totalmente diferente do que temos hoje, não podemos ficar passivos perante essas mudanças, porque o mundo de hoje não é mais previsível”, defendeu o presidente da Embrapa.

O diretor geral para o Brasil da empresa Syngenta, Laercio Valentim Giampani, disse que para a empresa é um privilégio apoiar e ter parceria com a I-UMA. “É uma honra e uma oportunidade ter nosso nome associado a essa iniciativa”, reforçou.

Agroeduc
Durante o seminário foi anunciado pelo I-UMA que dentro de um mês será disponibilizado o PROGRAMA AGROEDUC ferramenta inovadora de ensino à distância voltada para promover e revolucionar a formação no agronegócio brasileiro. O Programa disponibiliza educação complementar para quem necessita de conhecimento em gestão de empreendimentos rurais, com foco nas principais cadeias produtivas do agronegócio. O curso de lançamento do Programa está voltado para a cadeia produtiva do leite.

Nas palavras do presidente da I-UMA, José Américo da Silva, o Agroeduc foi desenvolvido para levar “tecnologia, conhecimento de forma interativa, e as práticas de tomada de tomada de decisão na gestão da propriedade rural. Com recurso tecnológico inovador o AGROEDUC disponibiliza uma nova forma de aprendizagem no campo com o AGRIBUSINESS GAME, um jogo virtual que possibilita ao aluno colocar em prática o que aprendeu durante a capacitação científica. O jogo totalmente parametrizado com dados reais da cadeia produtiva do leite,  exercita avaliação tanto do ambiente interno ( propriedade rural) quanto do ambiente externo ( mercado ).

Somente no Rio Grande do Sul, detalha José Américo, existem 134 mil famílias dedicadas à Cadeia do Leite. Em todo o Brasil são 1,2 milhão de estabelecimentos. Estes números são indicadores da importância desta cadeia na produtividade setorial nacional.  Trata-se de um importante elo econômico e social que necessita de qualificação e capacitação de gestão de suas propriedades para ampliar a capacidade produtiva com qualidade e segurança alimentar.

Neste contexto o I-UMA elegeu este setor e desenvolveu o primeiro curso do Programa AGROEDUC,  Gestão para Jovens no Campo – Cadeia do Leite, com objetivo de capacitar  jovens para a gestão do negócio familiar preparando-os como futuros empreendedores rurais.

Jose Américo explica que a meta é a evolução e a mobilização de toda a família a partir dos conhecimentos que vão adquirir. “A ferramenta instrumentaliza conteúdos sobre previsão de preço, produção, máquinas e rebanho, manejo do rebanho, compra de insumos, finanças, investimentos e questões de sanidade.  “Queremos com o Programa AGROEDUC ser um caminho para estimular a permanência no campo, o desenvolvimento da propriedade rural e o aumento da renda familiar”.

Os alunos do Agroeduc serão orientados para superar e dar soluções a desafios administrativos por meio de simulações reais que podem ocorrer numa propriedade rural. O Programa estará disponível neste primeiro semestre. O I-UMA terá como clientes diretos cooperativas, sindicados rurais, corporações ligadas ao agronegócio, prefeituras e escolas. Também parceiros potenciais junto ao governo federal o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério da Educação (MEC),  Ministério do Trabalho e Ministério de Ciências, Tecnologia e Inovação.

A metodologia do curso está dividida em duas etapas, uma teórica e outra prática. Ambas as fases são totalmente à distância, com tecnologia Blackboard, considerada a melhor plataforma em ensino a distância do mundo, utilizada pelas principais instituições de ensino.  Desde a sua concepção, pesquisa e desenvolvimento o AGROEDUC constituiu uma equipe multidisciplinar de trabalho envolvendo profissionais altamente qualificados, doutores em tecnologia, pesquisadores e especialistas na cadeia do leite.

Com sede em Porto Alegre (RS), o I-UMA há mais de uma década capacita empresários, gestores de empresas, profissionais e negociadores no segmento rural. Para atingir essa meta, o I-UMA dedica-se num contexto brasileiro a ofertar especializações nas relações de negócios e marketing no agronegócio. O instituto visa a ampliação de conhecimentos e conteúdos por meio de uma proposta multidisciplinar. “O agronegócio requer permanente reciclagem e fortalecimento ante ao desafio de um mercado socioeconômico internacional cada vez mais competitivo”, diz José Américo.  

A secretaria Tania Mara Garib considera que o Agroeduc “é a ferramenta de que precisamos no campo, pois permite que as pessoas estudem a qualquer hora e está disponível a todo momento e ainda integra poder público e privado”.

Paulo Guilherme Cabral reforça que está consolidado o pensamento de que as dimensões de meio ambiente, desenvolvimento social e econômico têm que andar juntas, “é importante esse arranjo no que toca à difusão do conhecimento”, defende.

O presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, relacionou o tema do seminário e a proposta da Agroeduc às reflexões atuais sobre a agricultura e a alimentação mundiais na “era da complexidade”, que requer renovação de preparo constantes.


Paraguai declara 'adoçante natural' como patrimônio genético do país


Site paraguaio mostra imagem da planta Ka'a He'e
(Stevia Rebaudiana Bertoni) (Foto: Reprodução)
13/11/2012

Planta 'Stevia Rebaudiana Bertoni' é considerada de interesse nacional.
Substância extraída da planta é usada em produtos alimentícios.

Da EFE

A planta Stevia Rebaudiana Bertoni, originária do Paraguai e de onde é possível extrair um adoçante natural, foi declarada patrimônio genético do país pelo presidente Federico Franco, que anunciou a decisão nesta terça-feira (13) durante abertura do VI Simpósio Internacional de "Ka'a He'e" (Stevia, em guarani), realizado em Assunção.

A denominação de patrimônio genético faz parte de um decreto presidencial que também declara de "interesse nacional a promoção, o fomento e o incentivo para o desenvolvimento da pesquisa, produção, industrialização e comercialização" da Stevia, informou a agência pública "IP Paraguay".

O governo emitiu o decreto que corresponde a um pedido da câmara paraguaia da Stevia (Capaste), organização que procura outorgar o selo de origem do produto, também cultivado e comercializado em países como a Argentina, Brasil e Japão.

O ministro da Agricultura, Enzo Cardozo, disse durante o ato que o país prevê investir 10 bilhões de guaranis (cerca de US$ 2,2 milhões) no fim de 2012 e parte de 2013 para potencializar a produção do "Ka'a He'e".

Em 2011, a exportação paraguaia de folhas de Stevia registrou um aumento de 27,3% ante o índice de 2010. A exportação do "glicosídeo do esteviol", composto extraído da planta, registrou no ano passado alta 107,23% na comparação com 2010, segundo dados do Rediex, órgão técnico do Ministério da Indústria.

No final de novembro de 2011, a Comissão Europeia (CE) autorizou a comercialização do "Ka'a He'e" em 27 países, tanto para seu uso em bebidas como em alimentos, segundo informou a Chancelaria paraguaia.

Antes dessa aprovação, a CE anunciou em 14 de novembro de 2011 a admissão do uso do "glicosídeo do esteviol" em 31 tipos de produtos alimentícios ao constatar que esta substância obtida a partir da folha de Stevia não representa risco para a saúde abaixo de certo limite.

A norma da CE se soma a outras como a do Comitê Conjunto da Organização Mundial de Alimentação (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que através de sua Comissão de Código Alimentício, em julho de 2011, também aprovou a proposta de níveis máximos de utilização do 'glicosídeo do esteviol' em bebidas e alimentos.

O "Ka'a He'e" é obtido de uma planta usada pelos nativos como adoçante e para fins medicinais, que foi descoberto cientificamente pelo botânico suíço estabelecido no Paraguai Moisés Bertoni (1857-1929). A determinação e o isolamento dos princípios ativos se deve a Ovidio Rebaudi, químico paraguaio, por isso a denominação científica da planta é Stevia Rebaudiana Bertoni.

Fonte: G1 Natureza



Dia Mundial da Alimentação 2011: Mesa Brasil Sesc realiza ação especial no RS

16/10/2011

O “Dia D” Mesa Brasil Sesc terá ações gratuitas de conscientização contra o desperdício, avaliações nutricionais e orientações de cardápio

A fome e o desperdício de alimentos são dois dos mais relevantes problemas enfrentados hoje no Brasil. Diante desta realidade, o Programa Mesa Brasil Sesc realiza em outubro ações alusivas ao Dia Mundial da Alimentação, comemorado no dia 16. Trata-se do Dia D Mesa Brasil Sesc, uma iniciativa que envolve anualmente milhares de gaúchos nos municípios que contam com as ações do Programa: Porto Alegre, Cachoeira do Sul, Erechim, Caxias do Sul, Santa Maria, Rio Grande e Vales do Taquari e Rio Pardo (Lajeado, Estrela, Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires).

Em Porto Alegre, O “Dia D” acontece em 15 de outubro, no Largo Zumbi dos Palmares (Travessa do Carmo, 84 – antigo Largo da Epatur), localizado na Cidade Baixa. No local, a atividade acontece das 7h30 às 13h, na tradicional Feira Modelo, cujos feirantes são parceiros e doadores do Programa Mesa Brasil Sesc. No Largo Zumbi dos Palmares, a comunidade poderá participar de ações como avaliação nutricional e orientações de cardápio de acordo com as safras, informações sobre o aproveitamento integral de alimentos e dicas de como selecionar produtos e preparar alimentos de forma mais saudável. Veja abaixo atividades programadas para acontecer simultaneamente, nesta semana, também em outras seis regiões do RS.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Brasil produz 25,7% a mais de alimentos do que necessita para alimentar a sua população e, mesmo assim, conta com milhares de excluídos sem acesso ao alimento. “Diante dos dados, percebemos a importância de conscientizar e informar a comunidade sobre formas de reaproveitamento de alimentos. Nosso objetivo é chamar a atenção da comunidade quanto à importância do combate ao desperdício de alimentos”, explica a gerente de Educação e Assistência do Sesc/RS, Loide Trois.
Um dos principais diferenciais do Programa Mesa Brasil Sesc – uma rede permanente de solidariedade que arrecada e distribui alimentos a instituições sociais – é o seu caráter educacional. Oficinas e palestras sobre aproveitamento total de alimentos são ministradas constantemente por nutricionistas junto às entidades participantes do Programa.

SOBRE A DATA – O Dia Mundial da Alimentação é celebrado no dia 16 de outubro de cada ano para comemorar a criação em 1945 da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O objetivo do Dia Mundial da Alimentação é conscientizar o conjunto da humanidade sobre a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome. Todos os anos, mais de 150 países celebram este evento. Em 2011, as comemorações do Dia Mundial da Alimentação vão se focar no tema "Preços da Alimentação - Da Crise à Estabilidade".

AÇÕES DO “DIA D” MESA BRASIL:

PORTO ALEGRE

- 15/10

No Largo Zumbi dos Palmares (Travessa do Carmo, 84 – antigo Largo da Epatur), localizado na Cidade Baixa, das 7h30 às 13h. No local, a comunidade poderá participar de ações como avaliação nutricional e orientações de cardápio de acordo com as safras, com informações sobre o aproveitamento integral de alimentos e dicas de como selecionar e preparar produtos utilizando os nutrientes de forma mais saudável.

CACHOEIRA DO SUL

- 16/10

Das 14h às 18h, acontecerá uma Feira de Saúde na Praça José Bonifácio (Rua Sete de Setembro). Durante o evento, o público terá acesso a orientações sobre cuidados básicos de prevenção de doenças crônicas e DST’s, verificação da pressão arterial e glicose, assim como avaliação nutricional.

ERECHIM

- 14 e 15/10

Das 14h às 17h, no dia 14, e das 8h às 11h, no dia 15, a Feira do Produtor (Joaquim Brasil Cabral, 220) receberá atividades como oficinas de sucos, orientação nutricional e degustação de receitas de aproveitamento integral de alimentos.

CAXIAS DO SUL

- 16/10

Das 10h às 16h, acontecerão ações no Parque Getúlio Vargas (Parque Macaquinhos). A população poderá participar de degustação de pratos com aproveitamento integral de alimentos, de orientação de cardápios, esclarecimento sobre alimentação saudável e ainda poderá fazer avaliação nutricional. Além disso, nutricionistas estarão à disposição para esclarecimentos.

SANTA MARIA

- 17 a 21/10

Semana da Alimentação com ações em diversos pontos da cidade de Santa Maria. Entre as atividades estão: Divulgação das Políticas e Programas de Segurança Alimentar de Santa Maria; Orientações voltadas à alimentação saudável; Avaliação nutricional; Palestra e Oficina de aproveitamento de alimentos, além de Concurso de receitas.

RIO GRANDE

- 16/10

Das 14h às 17h, acontecerá uma ação na Praia do Cassino, em frente à Igreja Sagrada Família (Av. Rio Grande). A população será orientada quanto a dicas de compras e aproveitamento integral de alimentos, avaliação nutricional, verificação de pressão arterial e atividades recreativas. As pessoas que aderirem às ações podem também contribuir com a doação de 1 kg de alimento não perecível.

VALES DO TAQUARI E RIO PARDO

- 10 a 14/10

Oficinas culinárias sobre o aproveitamento integral de alimentos acontecem em Lajeado e Estrela. As oficinas são abertas à comunidade em geral, com vagas limitadas, e as inscrições podem ser feitas pelo telefone (51) 3714-2266, mediante a doação de 1kg de alimento não perecível – levar no dia da oficina.

Rio Grande promove ações alusivas ao Dia Mundial da Alimentação

Foto: Mesa Brasil Sesc/Reprodução JA

16/10/2011

A fome e o desperdício de alimentos são dois dos mais relevantes problemas enfrentados hoje no Brasil. Diante desta realidade, Rio Grande realizará, neste domingo, 16, ações voltadas à conscientização e ao combate ao desperdício de alimentos. Trata-se do "Dia D Mesa Brasil Sesc", uma iniciativa que acontece anualmente, sempre em alusão ao Dia Mundial da Alimentação – comemorado em 16 de outubro, nos municípios gaúchos que contam com o Programa Mesa Brasil Sesc.

Em Rio Grande, das 14h às 17h, acontecerá uma ação no balneário Cassino, em frente à Igreja Sagrada Família (avenida Rio Grande). A população será orientada quanto a dicas de compras e aproveitamento integral de alimentos, avaliação nutricional, verificação de pressão arterial e atividades recreativas. As pessoas que aderirem às ações podem também contribuir com a doação de um quilo de alimento não-perecível.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Brasil produz 25,7% a mais de alimentos do que necessita para alimentar a sua população e, mesmo assim, conta com milhares de excluídos sem acesso ao alimento. “Diante dos dados, percebemos a importância de conscientizar e informar a comunidade sobre formas de reaproveitamento de alimentos. Nosso objetivo é chamar a atenção da comunidade quanto à importância do combate ao desperdício de alimentos”, explica a gerente de Educação e Assistência do Sesc/RS, Loide Trois.

Um dos principais diferenciais do Programa Mesa Brasil Sesc – uma rede permanente de solidariedade que arrecada e distribui alimentos a entidades carentes – é o seu caráter educacional. Oficinas e palestras sobre reaproveitamento total do alimento são ministradas constantemente por nutricionistas junto às entidades participantes do programa.

A Data

O Dia Mundial da Alimentação é celebrado no dia 16 de outubro de cada ano para comemorar a criação, em 1945, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O objetivo do Dia Mundial da Alimentação é conscientizar o conjunto da humanidade sobre a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome. Todos os anos, mais de 150 países celebram este evento. Em 2011, as comemorações do Dia Mundial da Alimentação vão se focar no tema "Preços da Alimentação - Da Crise à Estabilidade".

Jornal Agora

Dia Mundial da Alimentação comemorado em Porto Alegre

16/10/2005
Shirley Prestes
Repórter da Agência Brasil

Porto Alegre - Um ato ecumênico no Parque da Redenção marcou o Dia Mundial da Alimentação, hoje, em Porto Alegre. Houve distribuição da Cartilha do Consumidor e de materiais referentes aos programas da área, desenvolvidos pela Secretaria Estadual do Trabalho, Cidadania e Assistência Social (STCAS). Uma Praça de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável funcionou até o final da tarde com atividades gratuitas para a população, como aferição de pressão arterial, avaliação nutricional, orientações sobre aleitamento materno e alimentação saudável.

O Dia Mundial da Alimentação, celebrado em todo o mundo, marca a criação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que este ano completa 60 anos. Durante o dia, mais de 150 países realizaram atividades especiais, seminários e conferências para conscientizar as populações sobre a importância de uma alimentação saudável e sobre as dimensões da fome e da insegurança alimentar e nutricional.

No Brasil, as celebrações se estenderão por uma semana. Até o dia 22, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) promovem a Semana Mundial da Alimentação com a finalidade de estimular entidades da sociedade civil, ministérios, conselhos, governos estaduais e municipais a manter atividades relacionadas com a agricultura, alimentação e diversidade cultural, tema deste ano.

Amanhã, a Semana da Alimentação será aberta no Rio Grande do Sul, na Pontifícia Universidade Católica. Durante a ato, o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Estado (Consea) e o governo do Estado vão assinar o Termo de Compromisso com as Diretrizes Voluntárias para o Direito Humano à Alimentação, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Segundo o coordenador de Planejamento e Gestão de Políticas do Consea/RS, Edni Oscar Schroeder, o número de famílias gaúchas passando fome está aumentando de um quarto da população para um terço. "O cálculo é feito com base no número de pessoas aptas a integrar os programas assistenciais do governo federal para famílias carentes", explicou.
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