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Nova guia da ONU sobre pesticidas busca eliminar toxinas perigosas

Pequenos agricultores nem sempre usam proteção quando utilizam pesticidas. Foto: FAO

11/05/2016

Manual da FAO e da OMS oferece etapas para acabar com pesticidas de alta periculosidade; produtos aprovados no passado são vistos agora como prejudiciais à saúde.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Duas agências da ONU anunciaram a criação de um guia para eliminar pesticidas de alta periculosidade.

Lançado neste 10 de maio, o manual da Organização Mundial da Saúde, OMS, e da Agência da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, traz diretrizes para reduzir os danos causados por pesticidas. Os mais visados são os de alto teor de risco para a saúde e o meio ambiente.

Efeitos crônicos

Os produtos com níveis de toxina mais altos são os atribuídos aos maiores casos de contaminação imediata, especialmente em países em desenvolvimento.

Já os pesticidas com efeitos crônicos de toxina podem causar câncer e até afetar o desenvolvimento em crianças em idade de crescimento.

Alguns destes produtos não são mais permitidos em países desenvolvidos, mas seguem sendo autorizados em países em desenvolvimento.

Existem até mesmo casos de pesticidas nocivos, permitidos em  nações desenvolvidas, que podem causar graves problemas em outros países, onde as condições de vida são diferentes.

Acordo

Em muitas situações, os agricultores não trabalham com proteção ou utilizam materiais que causam danos.

De acordo com o manual, um número pequeno de pesticidas altamente nocivos é geralmente a causa de casos de contaminação. O guia conta com diretrizes para ajudar os países a identificar e avaliar os riscos e a tomar as medidas necessárias.

Dependendo do contexto, pode haver a eliminação por etapa dos produtos. As condições locais devem servir sempre como base na avaliação.

A FAO também lançou um kit de registros de pesticidas para ajudar os governos a decidir sobre os casos.

O material serve também para reavaliar se produtos aprovados no passado passaram a ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Fonte: Rádio ONU

Reforma com responsabilidade!



30/08/2014

Em vigor desde abril, a norma NBR 16.280 (ABNT) traz importantes medidas a serem seguidas em relação à gestão de reformas em edificações.

Pensando nisso, o Secovi-PR (Sindicato da Habitação e Condomínios) formulou um manual para esclarecer, informar e orientar sobre estas diretrizes, que devem ser seguidos a fim de evitar danos ao edifício e aos condôminos.

A norma visa estabelecer critérios para os custos e a execução de obras de fachada, áreas comuns e também interior dos imóveis. Ela abrange qualquer tipo de edificação, seja ele residencial, comercial ou público, novo ou antigo.




Novo Manual da Vegetação Brasileira: informações essenciais para estudo e proteção da biodiversidade


17/01/2013

Com a segunda edição do Manual Técnico da Vegetação Brasileira – obra de referência para estudo, mapeamento e pesquisa da vegetação no Brasil –, o IBGE torna públicas as metodologias que utiliza nesse tipo de investigação e amplia o conhecimento na área. A publicação incorpora os mais recentes avanços na pesquisa sobre a cobertura vegetal no país: novos conceitos e informações, fundamentais para a elaboração de políticas de manejo e conservação da biodiversidade brasileira, inclusive de criação de mais unidades de conservação.

O Manual, desenvolvido por engenheiros florestais, engenheiros agrônomos, biólogos, naturalistas, geógrafos e geólogos, representa a fusão de duas publicações anteriores do IBGE – a Classificação da Vegetação Brasileira, Adaptada a um Sistema Universal (1991) e o Manual Técnico da Vegetação Brasileira (1ª. edição, 1992). A nova edição, ilustrada com 55 figuras, 4 quadros e 110 fotografias, está dividida em quatro capítulos: sistema fitogeográfico; inventário em formações florestais e campestres; técnicas e manejo de coleções botânicas; e procedimentos para mapeamento.

O conjunto dessas informações está disponível (em pdf) no portal do IBGE na internet e no CD-ROM que acompanha a publicação, acessível através do seguinte link: 

O primeiro capítulo do Manual contém o histórico e a evolução das classificações da vegetação, conceituações, terminologias, sistemas primários e secundários e a legenda do sistema fitogeográfico adotada pela equipe de vegetação do IBGE.

Em razão das mudanças de conceitos e dos conhecimentos acumulados nos últimos 20-25 anos, o capítulo passou a conter um novo tipo de vegetação: a Floresta Estacional Sempre Verde; uma nova tipologia na Campinarana (vegetação típica da região do Alto Rio Negro, na Amazônia): a Campinarana Arbustiva; inclusão, na Savana-Estépica (Caatinga, terminologia mais tradicional e regionalista da vegetação característica do Nordeste), da presença ou não de palmeiras; mais um contato entre tipos de vegetação; novos tipos de Áreas Antrópicas; e uma nova unidade de mapeamento, as Áreas sem Cobertura Vegetal.

No segundo capítulo são descritos os tipos de inventário, as técnicas de amostragem, as etapas de um inventário florestal e a metodologia para levantamento do potencial lenhoso/arbóreo de formações campestres. Essencial para a quantificação dos estoques de carbono na vegetação, esse levantamento é importante para avaliação dos impactos do desmatamento na emissão de gases de efeito estufa e para a valoração de florestas, no caso de concessões para exploração de madeira.

O capítulo que trata das técnicas e manejo de coleções botânicas descreve a coleta, herborização, etiquetagem, processamento e manutenção de amostras vegetais em herbário. Num país com o tamanho e a diversidade biológica do Brasil, a criação e a manutenção de herbários são fundamentais para o registro e o estudo da vegetação.

No último capítulo são descritos os procedimentos para mapeamento, desde a interpretação das imagens até a elaboração do produto final. O mapeamento, e sua permanente atualização, são importantes para o manejo e a preservação da biodiversidade, bem como para a quantificação dos estoques de recursos naturais do país.

Interior da Floresta Estacional Sempre-Verde das Terras Baixas,
parcialmente alterada (MT)


Com uma abordagem mais abrangente que a edição anterior, principalmente no capítulo sistema fitogeográfico, o novo Manual objetiva dar, aos técnicos e usuários, uma visão histórica e evolutiva dos estudos de vegetação no Brasil. Visa também a contribuir para a uniformização dos critérios e da terminologia adotados na classificação. As técnicas apresentadas ampliam o conhecimento da vegetação brasileira, subsidiando seu manejo, a preservação da biodiversidade, a valoração e a quantificação dos estoques de recursos naturais e a avaliação dos impactos que sua destruição pode causar.

O novo Manual Técnico de Vegetação Brasileira também pode ser adquirido nas livrarias do IBGE e na loja virtual do portal do IBGE (http://loja.ibge.gov.br/).



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