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FÓRUM FUNDO AMAZÔNIA – NEGÓCIOS DE IMPACTO SOCIOAMBIENTAL NA AMAZÔNIA



16/03/2018  

O mundo dos negócios de impacto socioambiental na Amazônia é enorme, e já atrai grandes empresas da indústria e do comércio (Natura, Coca-Cola, Ambev, Pão de Açúcar, Wickbold etc.) que compram insumos naturais da sociobiodiversidade da floresta amazônica para agregar valor a seus produtos e serviços.

Porém, ainda há grande potencial para empreendimentos em setores como os de superalimentos, pecuária sustentável, pesca, madeira, cosméticos e fármacos. E há investidores privados (corporativos e do mercado financeiro) dispostos a aplicar recursos em negócios de impacto social na Amazônia, mas que nem sempre sabem a melhor forma de se fazer isso.

Para mapear essas oportunidades e encontrar soluções e arranjos inovadores para incrementar a cadeia produtiva da floresta, o Fundo Amazônia – administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente – realiza nessa sexta-feira (16/3), em São Paulo, o Fórum Negócios de Impacto Socioambiental na Amazônia, no Hotel Gran Estanplaza Berrini (Rua Arizona, 1517 – Brooklin), de 8h às 17h.

O Fórum irá reunir representantes de negócios locais, empresas, organizações com projetos apoiados pelo Fundo Amazônia, fundos de investimentos e de fundações corporativas, do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento será dividido em três módulos: “Casos de negócios de impacto socioambiental”; “Gargalos, dificuldades e desafios para os negócios de impacto socioambiental”; e “Veículos de Investimentos e Instrumentos Financeiros”.

Ao longo de seus 10 anos de existência, o Fundo Amazônia vem comprovando que o desenvolvimento econômico da cadeia produtiva nativa, com geração de renda e de novos negócios com base no uso sustentável dos recursos naturais, é um forte aliado da preservação da floresta amazônica e contribui decisivamente para a redução do desmatamento ilegal. Por isso, vem buscando novas formas de fortalecer o empreendedorismo local focado na exploração dos produtos da sociobiodiversidade ambiental da Amazônia.

Desde sua criação, em 2008, o Fundo Amazônia já recebeu doações de cerca de R$ 3,2 bilhões, dos quais quase R$ 1,6 bilhões já estão destinados a projetos aprovados. A maior parte das doações veio da Noruega (93,3%), seguida pro Alemanha (6,2%) e Petrobras (0,5%).

A programação do evento está disponível em: https://goo.gl/teUZcJ.

Fonte: Envolverde

União Europeia busca negócios com empresas brasileiras em projetos ambientais



10/04/2016 

A União Europeia quer aproximar pequenas e médias empresas do Brasil e da Europa para promover a troca de experiências e de negócios que possam aumentar o uso de tecnologias para a redução da emissão de gases de efeito estufa na indústria brasileira. O projeto Low Carbon Business Action in Brazil já está identificando áreas e setores econômicos no país que possam concretizar negócios e aderir a processos e tecnologias de baixo carbono.

Serão realizadas três rodadas de negócios neste ano e pelo menos mais três no ano que vem, com a participação de cerca de 720 empresas brasileiras e europeias. A primeira rodada de negócios deverá ser em agosto. O objetivo é promover a troca de experiências inovadoras e apoiar as empresas na transição para as tecnologias e os processos de baixa emissão de carbono.

O projeto vai financiar até 80% dos custos logísticos e de viagens de empresas selecionadas e promoverá acordos de cooperação para maior competitividade e sustentabilidade ambiental das companhias participantes. O investimento será de 3 milhões de euros até 2018 para financiamento operacional dos contatos. Em um segundo momento, deverá haver mecanismos financeiros de apoio para que as empresas possam desenvolver as propostas.

O especialista sênior em tecnologias de baixo carbono do projeto, Ricardo Esparta, destaca que já existe um mercado de redução de emissões na União Europeia e que os países do bloco são os principais atores na discussão de uma economia de baixo carbono no mundo. Por isso, há interesse em investir em países como o Brasil, onde essas tecnologias ainda estão em desenvolvimento.

“Com isso, a gente não só leva à redução da emissão de gases de efeito estufa e atinge os objetivos da Convenção do Clima, como ajuda também os setores tanto na Europa, porque naturalmente existe um interesse econômico, quanto em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde isso está sendo buscado”, diz Esparta.

Um dos setores que devem ter destaque nas rodadas de negócios é o de biogás. No Brasil, existe potencial para a produção de gás natural, mas faltam tecnologias como equipamentos para produzir e purificar o produto de maneira mais eficiente. “Existe potencial no Brasil, mas ainda há uma falta de tecnologia, capacidade, de know how que pode ser suprida por tecnologias já prontas. Na Europa, o mercado de biogás é bem mais desenvolvido. Então, ao invés de começar do zero, posso pegar uma coisa um pouco mais avançada, adaptar para o Brasil e começar a produzir melhor aqui”, afirma o especialista.

Também com o objetivo de aproximar empresas interessadas em parcerias para o desenvolvimento de tecnologias para o meio ambiente, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai promover, na próxima semana, rodadas de negócios durante a Feira Pollutec, em São Paulo. Durante as conversas, empresas brasileiras vão trocar experiências e tentar fechar parcerias de negócios neste ramo com empresas da França, Bélgica e Espanha.

“É uma oportunidade importante para empresas brasileiras que queiram identificar parceiros comerciais e tecnológicos voltados para esta área específica, dentro daquilo que é a vocação do setor produtivo brasileiro no tema meio ambiente, como tratamento de água, empresas de gestão de resíduos, de energias renováveis”, ressalta a gerente de Serviços de Internacionalização da CNI, Sarah Saldanha. Durante os dois dias dos encontros de negócios (13 e 14 de abril), a estimativa é promover US$ 4 milhões em negócios entre as empresas. A ação da CNI será feita em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) com o apoio do projeto Low Carbon Business Action in Brazil.

A Pollutec é uma feira internacional, considerada o maior salão com foco em tecnologias para meio ambiente no mundo. É a primeira vez que o evento ocorre no Brasil. A previsão é que 80 empresas nacionais e internacionais apresentem soluções e inovações em todas as atividades ambientais e de saneamento.

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