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SECRETÁRIO-GERAL NOMEIA ENVIADA ESPECIAL PARA HAITI

Josette Sheeran com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Evan Schneider (arquivo)

21/06/2017

Josette Sheeran guiará implementação da nova abordagem das Nações Unidas para reduzir impacto do cólera no país; americana foi chefe do Programa Mundial de Alimentos entre 2006 e 2012; António Guterres nomeou ainda novas enviadas para deficiência e acessibilidade e juventude.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, nomeou a americana Josette Sheeran como sua enviada especial para o Haiti.

Em sua nova função, Sheeran guiará a plena implementação da nova abordagem das Nações Unidas para reduzir o impacto do cólera no Haiti e apoiar as ações nacionais para implementar o plano de crescimento sustentável haitiano.

Duas vias

A nova abordagem da ONU se concentra em duas vias diferentes. A primeira consiste em ações mais intensas e com mais recursos para responder e reduzir a incidência do cólera em questões de curto e longo prazos relacionadas à água, saneamento e serviços de saúde no Haiti.

A segunda parte é o desenvolvimento de um pacote de assistência material e de apoio aos haitianos mais diretamente afetados pela doença.

Nomeações

Josette Sheeran é atualmente presidente da instituição Asia Society e antes deste posto foi vice-presidente do Fórum Econômico Mundial.

Entre 2006 e 2012, Sheeran foi diretora-executiva do Programa Mundial de Alimentos, PMA, e também já teve cargos importantes governo dos Estados Unidos, entre eles subsecretária de Estado para Assuntos Econômicos, Negócios e Agrícolas.

Nesta terça-feira, o secretário-geral também fez outras duas nomeações: a chilena María Soledad Cisternas Reyes será sua enviada especial sobre deficiência e acessibilidade e Jayathma Wickramanayake será a nova enviada especial do secretário-geral para juventude.

Fonte: Rádio ONU

Em parceria com OMS, Haiti vacina 729 mil pessoas contra cólera

Foto: Minustah/Logan Abassi

29/11/2016

Imunização ocorreu nos departamentos em Sud e Grand Anse, que foram arrasados pelo furacão Matthew, no início de outubro; Ministério da Saúde haitiano diz que campanha atingiu mais de 90% da população.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

O governo do Haiti e a Organização Pan-Americana da Saúde informaram ter concluído uma campanha de vacinação contra o cólera que imunizou 729 mil pessoas no país.

As áreas da vacinação foram os departamentos de Sud e Grand Anse, afetados fortemente pela passagem do furacão Matthew no início de outubro.

Sistema de água

A iniciativa, lançada em 8 de novembro, contou com o apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS, e outros parceiros. Ao todo foram alcançadas 16 localidades, onde há mais registros de casos de cólera devido aos danos causados aos sistemas de água e saneamento básico.

Dados do Ministério da Saúde haitiano indicam que  90% das pessoas em Sud foram vacinadas e em Grand Anse 94%.

Em algumas áreas, as equipes enfrentaram dificuldades porque várias ruas foram interditadas após a passagem do furacão. Autoridades haitianas estão fazendo um levantamento sobre o número de pessoas que não foram vacinadas.

Suspeitas

A campanha levou 1 milhão de doses orais da vacina fornecida pela Gavi e a Força-Tarefa para o Controle do Cólera.

Dentre os parceiros que apoiaram o Ministério da Saúde na campanha estão Unicef, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, e a organização CDC.

Desde a passagem do furacão Matthew, em 4 de outubro, mais de 5,8 mil suspeitas de cólera foram notificadas ao Ministério da Saúde.

A população que ainda precisa de ajuda é de 1,4 milhão de pessoas.

Mais de 175 mil haitianos estão vivendo em abrigos improvisados desde então.

Fonte: Rádio ONU

Haiti: respondendo à cólera e a outras necessidades médicas

Foto: Andrew McConnell/Panos Pictures

16/10/2016

Equipes de MSF estão presentes em diversas regiões do país para tratar pessoas e prestar apoio a centros de saúde afetados pelo furacão Matthew

Após a passagem do furacão Matthew pelo Haiti, equipes da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) estão tratando pessoas afetadas pela cólera, por ferimentos e outras condições médicas, e prestando apoio a centros de saúde que ficaram danificados.

Muitas comunidades ao longo da costa do sul do Haiti, bem como o interior do departamento de Grande Anse, foram gravemente afetados pelo furacão. Nestas regiões, o abastecimento de água e o saneamento básico já eram insuficientes, e a oferta de cuidados de saúde já era, muitas vezes, precária e subfinanciada. Os riscos de saúde enfrentados pela população local aumentaram muito após a perda de vidas e a danificação e destruição de casas, instalações de saúde e estradas.

Em Port-à-Piment, no departamento Sul, uma equipe de MSF tratou 87 pacientes de cólera no dia 11 de outubro. Muitos deles vinham de Chardonnière e de Port-à-Piment, onde MSF está estruturando um centro de tratamento de cólera de 150 leitos. A equipe tratou 77 pessoas feridas desde que chegou à cidade.

Em Les Anglais, MSF tratou diversos feridos e 16 pacientes de cólera.

Em Jérémie, em apenas três dias, foram tratados mais de 450 feridos. MSF está apoiando o hospital local Saint Antoine e operando uma clínica móvel na região.

Em Petit Trou, no departamento de Nippes, dois centros médicos locais foram danificados pelo furacão. Até o momento, uma clínica móvel de MSF tratou cerca de 400 pacientes em Petit Trou e outros locais de Nippes. As condições médicas observadas incluem infecções do trato urinário, ferimentos relacionados ao furacão, febre, infecções de pele e diarreia.

Nos departamentos de Artibonite e Noroeste, MSF planeja distribuir tendas, leitos e suprimentos médicos a instalações de saúde que foram danificadas pelo furacão.

MSF também está conduzindo avaliações no sudeste do país e continua sua vigilância epidemiológica no departamento Oeste e na área metropolitana de Porto Príncipe.

Equipes da organização continuam priorizando a chegada a áreas onde as necessidades da população ainda não foram avaliadas e onde não houve oferta de ajuda.

Além disso, MSF mantém diversos projetos na região metropolitana de Porto Príncipe: a unidade de tratamento de queimaduras do hospital de Drouillard; o centro de emergência Martissant 25; o hospital de emergência cirúrgicas Nap Kenbe; o Centro de Referência em Urgências Obstétricas (Cruo, na sigla em francês); a clínica Pran Men’m, para sobreviventes de violência sexual e de gênero; e o centro de tratamento de cólera Figaro, que pode ser ativado em poucas horas. MSF também apoia o centro Diquini de tratamento de cólera.




Haiti: Comunidade internacional pede apoio financeiro para plano contra cólera

Um sistema de filtragem de água no Haiti sendo demostrado para líderes comunitários. 
Foto: ONU/Logan Abassi

19/09/2016

De acordo com dados epidemiológicos recentes, cerca de 27 mil pessoas foram diagnosticadas com cólera no Haiti entre 1º de janeiro e 27 de agosto de 2016, ou uma média de 788 casos relatados por semana. Os números são maiores que as médias semanais registradas em 2014 (559) e 2015 (693), embora inferiores à média de 6.766 casos por semana reportados em 2011.

Em meio ao forte impacto que a cólera continua gerando sobre a população do Haiti, representantes de organizações internacionais parceiras, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pediram na última sexta-feira (9) apoio financeiro e político para um plano de ação contra a doença lançado recentemente pelo governo haitiano.

O projeto de médio prazo (2016-2018), que visa a melhorar a coordenação entre os parceiros nacionais e internacionais; assegurar uma resposta rápida aos surtos; implementar a vacinação contra a cólera; a cloração da água e assegurar melhorias em saneamento – com foco em áreas vulneráveis à propagação da enfermidade –, precisa de 178 milhões de dólares em investimentos para entrar em ação.

O plano foi apresentado em forma de projeto na semana passada aos representantes da comunidade internacional no Haiti e foi o foco da reunião da Coalizão Regional para a Eliminação da Transmissão da Cólera na Ilha de São Domingos, realizada na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – representação regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas – em Washington, Estados Unidos.

Além da OPAS, outros membros e apoiantes do plano incluem o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Federação Internacional da Cruz Vermelha e as Sociedades do Crescente Vermelho, o Banco Mundial, os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, GHESKIO, entre outras agências bilaterais e organizações não governamentais.

De acordo com dados epidemiológicos recentes, cerca de 27 mil pessoas foram diagnosticadas com cólera no Haiti entre 1º de janeiro e 27 de agosto de 2016, ou uma média de 788 casos relatados por semana. Os números são maiores que as médias semanais registradas em 2014 (559) e 2015 (693), embora inferiores à média de 6.766 casos por semana reportados em 2011.

O número de mortes por cólera relatados, por sua vez, caiu de 3.951 registrados em 2010 para 322 mortes em 2015, e há 242 óbitos até agora em 2016. Isso é parte do declínio na taxa de letalidade de 2,08% em 2010 para 0,9% em 2016, significando melhoria do acesso e qualidade do tratamento.

“O Haiti ainda tem, depois de seis anos de intervenções de cólera, inaceitáveis números de casos em curso”, disse a diretora adjunta da OPAS, Isabella Danel. “Se o número de novos casos não for drasticamente reduzido, a cólera continuará sendo um grande problema de saúde pública para a população do Haiti.”

Plano de ação de médio e longo prazo

O projeto de plano atual segue um plano de curto prazo que foi realizado durante 2012-2015 e é parte de um plano nacional de 10 anos, que se estende até 2022.

O projeto de médio prazo (2016 até 2018) propõe um pacote de intervenções integradas em quatro áreas prioritárias: coordenação de atores nacionais e internacionais; prevenção da cólera; atendimento ao paciente e redução da transmissão da doença.

Na área da prevenção, o plano visa a vacinar cerca de 2,5 milhões de pessoas que vivem em comunidades de alto risco e melhorar o acesso à água potável através de água canalizada ou cloração doméstica.

Outros componentes fundamentais do projeto incluem campanhas de comunicação e mobilização social, a criação de sistemas de saneamento coletivos e individuais para ajudar as comunidades a eliminar a prática da defecação a céu aberto, e medidas para melhorar a água e saneamento em escolas e unidades de saúde. O projeto também prevê aumento do pessoal de saúde e treinamento adequado aos profissionais.

Além de pedir apoio ao projeto de médio prazo, os membros da coalizão enfatizaram a necessidade de investimentos a longo prazo para expansão da água e da infraestrutura de saneamento básico.

A coalizão convidou o governo haitiano, com o apoio de parceiros técnicos e financeiros, a se envolver no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) seis, que visa a assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.

“Essa é a melhor maneira de combater todas as doenças relacionadas à diarreia e impulsionar a economia do país”, disse o representante da OPAS no Haiti, Jean-Luc Poncelet.



Uma nova esperança para o Haiti

12/08/2014

O Haiti ainda abriga o maior número de casos de cólera do hemisfério ocidental – algo inaceitável em um mundo de vasto conhecimento e riqueza. Mas o país está caminhando rumo ao sucesso. Assim como o cólera foi eliminado em outros lugares em todo o mundo, pode ser eliminado do Haiti. 

Leia neste artigo do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante o lançamento da ‘campanha 
saneamento total’, na área rural em Las Palmas, no Haiti, no dia 14 de julho de 2014. 
Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Durante minha recente visita à comunidade rural de Los Palmas, no Haiti, pude conversar com famílias diretamente afetadas pela epidemia de cólera que atinge o país desde o terremoto de 2010. Um homem me contou que a doença matou sua irmã e sua sogra, que tinha que caminhar várias horas até o hospital mais próximo. Ele e sua esposa estão agora cuidando de cinco sobrinhos órfãos.

Histórias como esta não são raras hoje no Haiti, onde milhares de pessoas em todo o país têm enfrentado tragédias e provações semelhantes.

Mas há sinais de esperança. O aumento da participação da comunidade e mudanças nas práticas de higiene permitiram libertar mulheres, homens e crianças de Los Palmas do cólera e reduziram o risco de contrair outras doenças transmitidas pela água. A família que conheci, por exemplo, me mostrou orgulhosamente um novo filtro de água.

Esta abordagem será fundamental para o sucesso da campanha de saneamento total – http://choleraunicef.contentthatmoves.com/ – que o primeiro-ministro haitiano Laurent Lamothe e eu lançamos em Los Palmas durante minha visita. O incentivo ao investimento em bens domésticos duráveis e latrinas higiênicas, proporcionando uma melhoria nos produtos e serviços de saneamento a preços acessíveis, além de garantir que as escolas e centros de saúde tenham as infraestruturas de água e saneamento adequadas, melhorará as condições de saúde de três milhões de pessoas em áreas de alto risco nos próximos cinco anos. Pouco antes de deixar o vilarejo colocamos a primeira pedra simbólica de uma nova fonte de água segura.

A campanha é o último passo de uma ampla operação apoiada pelas Nações Unidas para eliminar o cólera do Haiti. A ONU e o governo haitiano criaram recentemente um comitê encarregado da implementação de uma estratégia para cobrir todos os aspectos da prevenção e resposta ao cólera, incluindo a assistência para famílias e comunidades.

O Ministério da Saúde do Haiti e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde estão começando a segunda fase de uma campanha de vacinação financiada pela ONU que tem como alvo 600 mil pessoas que vivem em áreas onde o cólera persiste, sendo que 200 mil serão vacinadas no próximos dois meses e outras 300 mil até o final deste ano. Durante a primeira fase da iniciativa, ano passado, 100 mil pessoas foram vacinadas.

Esses esforços já reduziram de forma significativa o número de vítimas da epidemia. Durante os primeiros meses deste ano, o número de casos e de mortes de cólera caiu cerca de 75% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo o nível mais baixo desde que o surto começou.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante o lançamento da ‘campanha 
saneamento total’, na área rural em Las Palmas, no Haiti, no dia 14 de julho de 2014. 
Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Porém o Haiti ainda abriga o maior número de casos de cólera do hemisfério ocidental – algo inaceitável em um mundo de vasto conhecimento e riqueza. Mas o país está caminhando rumo ao sucesso. Assim como o cólera foi eliminado em outros lugares em todo o mundo, pode ser eliminado do Haiti.

Melhorias em outras áreas do Haiti também estão acontecendo, em grande parte pelo compromisso da ONU com o país. Desde 2004, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) tem trabalhado para melhorar a segurança, apoiar o processo político, fortalecer as instituições governamentais e proteger os direitos humanos. A Missão desempenhou também um papel importante na estabilização e reconstrução do país após o terremoto de 2010.

Como resultado dos esforços da MINUSTAH – e das agências da ONU – a situação de segurança melhorou consideravelmente, sustentada por um judiciário forte e uma força policial nacional mais eficaz. Ao mesmo tempo, as matrículas do ensino primário subiram de 47% em 1993 para quase 90% hoje.

Devido à persistente fragilidade política e social, uma economia fraca e finanças severamente restringidas, o progresso contínuo do Haiti permanece longe de ser atingido. Para melhorar as chances de alcançar os objetivos de desenvolvimento, o Haiti deve seguir com seus planos de realizar eleições legislativas e locais este ano, seguidas da eleição presidencial do próximo ano.

Líderes haitianos de todo o espectro político devem esquecer suas diferenças para garantir que o processo eleitoral seja conduzido de forma justa, avançando, assim, o Estado de Direito, a salvaguarda dos direitos humanos e a consolidação das bases democráticas do país.

O apoio continuo da comunidade internacional é também essencial. O Haiti precisa urgentemente de ajuda para financiar os 2,2 bilhões dólares necessários para o Plano Nacional de Eliminação do Cólera. Até agora, apenas 40% dos 448 mil dólares que serão necessários nos dois primeiros anos para investimentos em sistemas de alerta, resposta rápida, água, saneamento e vacinas foram mobilizados – apenas 10% do total prometido.

O povo haitiano possui a compaixão e a determinação necessárias para superar a epidemia de cólera e alcançar o desenvolvimento econômico inclusivo. Mas a comunidade internacional – em particular as instituições financeiras internacionais que trabalham na região – deve apoiá-lo.

Fiquei profundamente comovido com a hospitalidade e compaixão que vi em Los Palmas. Mas também entendo que os haitianos esperam que seu governo e a ONU cumpram suas promessas. Se cada um fizer sua parte, podemos dar aos haitianos o futuro saudável e próspero que merecem.

Fonte: ONU


Com a ajuda de agências de saúde da ONU, Haiti se prepara para vacinar 200 mil pessoas contra cólera

Médicos cuidam de garota haitiana em um centro de tratamento para cólera em Lester,
duas horas ao norte da capital Porto Príncipe. Foto: ONU/MINUSTAH/Logan Abassi

29/07/2014

Com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde e da Organização Mundial da Saúde (PAHO/OMS), o Haiti anunciou nesta quarta-feira (23) uma campanha de vacinação de 200 mil pessoas contra a cólera em três setores designados no país pelo Ministério de Saúde Pública e População e considerados muito susceptíveis à doença.

“A vacinação é uma medida complementar importante na luta contra a cólera,” disse o diretor assistente da PAHO/OMS, Francisco Becerra, “mas o objetivo a longo prazo é eliminá-la, o que exigirá melhorias duradouras no acesso à água e ao saneamento para a população.”

O representante da PAHO/OMS no país, Jean-Luc Poncelet, notou que, além da vacinação, as autoridades de saúde haitianas também realizarão o tratamento imediato de doentes, a ampliação da supervisão epidemiológica, a promoção da participação comunitária, entre outras medidas. “Prevenir e controlar a cólera é uma prioridade para o Haiti e as organizações internacionais”, afirmou.

Entre janeiro e julho deste ano, aproximadamente 6.730 casos e 51 mortes foram registrados no Haiti.
No mesmo período de 2013, foram cerca de 26 mil casos. “Ainda que o número tenha caído, qualquer morte pela cólera continua inaceitável”, enfatizou Poncelet. Desde 2010, a cólera afetou mais de 703 mil haitianos, dos quais 8,562 faleceram por causa do contágio.

Fonte: ONU


Unesco produz desenhos animados para prevenir cólera no Haiti

17.06.2011

São seis filmes com menos de dois minutos cada, produção é feita em parceria com Ministério da Saúde Pública e da População do país.
Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, juntou-se ao governo do Haiti para produzir desenhos animados sobre cólera para crianças e jovens do país.
O objetivo é ajudar a prevenir a doença que já matou cerca de 5 mil pessoas desde o início do surto no ano passado.
Cada filme tem cerca de dois minutos. Os seis desenhos animados foram criados em parceria com o Ministério da Saúde Pública e da População.
Os desenhos usam a figura do Ti-Joel, personagem famoso em histórias em quadrinhos no Haiti. Ele usa métodos educativos e visuais para ensinar as crianças a se prevenirem do cólera em casa e nas escolas.
Crianças e jovens são vítimas frequentes da doença, que já fez mais de 290 mil casos na ilha caribenha.
Os filmes produzidos pela Unesco estão a ser exibidos na TV estatal haitiana e emissoras privadas. O cólera está-se a alastrar principalmente no oeste do Haiti.
Em nota separada, a Unesco elogiou a decisão do novo presidente Michel Martelly de criar um fundo equivalente a mais de R$ 570 milhões para levar crianças carentes à escola.
A verba é gerado por deduções sobre ligações internacionais e remessas de dinheiro.
Muitos haitianos vivem fora do país, grande parte nos Estados Unidos, e mandam dinheiro para casa.
O fundo deve beneficiar cerca de 1,9 milhão de crianças.

Fonte: Rádio ONU

ONU evita culpar soldados por epidemia de cólera no Haiti

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - Especialistas encarregados pela Organização das Nações Unidas de investigar a causa de uma epidemia mortal de cólera no Haiti apontaram na quarta-feira a contaminação fecal de um acampamento de tropas pacificadoras da ONU contíguo a um rio como causa provável, mas um porta-voz da entidade disse que o estudo não é conclusivo.

O painel de quatro membros , nomeado pelo secretário-geral, Ban Ki-moon, em janeiro negou cautelosamente atribuir qualquer culpa ou responsabilidade direta às tropas, citando "uma confluência de circunstâncias" por trás da epidemia.

Solicitou-se aos quatro especialistas da América Latina, dos Estados Unidos e da Índia que investigassem a fonte do surto de cólera haitiano, que matou mais de 4.800 pessoas desde outubro.

A comissão foi montada na esteira das acusações dos haitianos de que soldados nepaleses a serviço da Minustah, missão pacificadora da ONU no Haiti, foram a fonte do cólera por culpa de vazamentos de latrinas em seu acampamento em Mirebalais, no centro do país.

A crença generalizada no Haiti de que a doença veio dos soldados do Nepal, onde o cólera é endêmico, desencadeou tumultos anti-ONU no ano passado na nação caribenha.

Um cientista francês trazido pelo governo haitiano também apoiou esta teoria em um estudo que fez sobre a emergência do cólera iniciada 10 meses após o terremoto devastador de janeiro de 2010, que matou mais de 300 mil pessoas.

No relatório divulgado na quarta-feira, o painel da ONU disse que o surto foi causado por "bactérias introduzidas no Haiti como resultado da atividade humana; mais especificamente pela contaminação do Sistema Tributário Meye, do Rio Artibonite, com uma variedade patogênica do Vibrio cholera atualmente visto no sul da Ásia".

Declarando que o surto de cólera foi resultante de "uma contaminação ambiental com fezes", o relatório culpou as condições sanitárias no acampamento da Minustah, a força de paz da ONU, em Mirebalais, dizendo que "não foram suficientes para evitar a contaminação fecal do Sistema Tributário Meye do Rio Artibonite".

Fonte: extra.globo.com

Haiti: Casos de cólera diminuem, mas a vigilância permanece

© Aurelie Baumel / MSF

MSF reestrutura sua resposta à epidemia, mas continua acompanhando a doença que se tornou endêmica no país 10 de março de 2011



10 de março de 2011 - MSF está reestruturando sua resposta à epidemia de cólera no Haiti. Nas próximas semanas, a organização médico-humanitária vai repassar para outros agentes nacionais e internacionais a responsabilidade pela assistência aos novos pacientes de cólera. Enquanto isso, equipes de MSF seguem realizando cirurgias e outros atendimentos de emergência nos projetos criados em resposta ao terremoto de janeiro de 2010. Um ano depois do tremor, o acesso a cuidados especializados em saúde no país ainda é restrito.


Desde o começo da epidemia, mais de 110 mil pacientes já foram tratados pelas equipes médicas de MSF. Por volta do dia 6 fevereiro, seis das oito províncias do Haiti tiveram uma baixa no número de novas internações. No entanto, o número de pacientes admitidos a cada semana triplicou no sul do país. Ainda assim, em geral, o número semanal de internações por cólera nas instalações de MSF diminuiu cerca de 70% quando comparado ao início da epidemia, passando de 12 mil pacientes por semana em outubro para 3.118 no começo de fevereiro. Na região de Artibonite, as equipes médicas, que já chegaram a tratar cerca de 4.500 casos por semana, hoje registram apenas 500 casos semanais. Além disso, MSF registrou que a distribuição dos casos de cólera é irregular no país.


Como consequência, MSF reajustou seus programas a fim de responder de forma mais adequada à realidade atual no Haiti, reduzindo, em tamanho e quantidade, os centros de tratamento. De acordo com Caroline Séguin, coordenadora da resposta à emergência de cólera, a decisão se baseia em dois fatores: a situação epidemiológica, mais precisamente a mudança no número de casos assistidos, e a existência de outros centros de tratamento próximos capazes de atender a demanda.


Os agentes que substituírem MSF receberão medicamentos e suprimentos médicos. "Nossa retirada está sendo preparada. Nós estamos nos assegurando que as estruturas que vão nos substituir sejam capazes de absorver os novos casos de cólera. Após a nossa partida, uma equipe de MSF irá monitorar a situação epidemiológica. Nós vamos manter contato com essas equipes, e pedimos que nos contatassem em caso de um novo aumento de casos", explicou Dominique Bernard, coordenador de MSF em Port-de-Paix.


Entre os motivos que podem explicar a diminuição de novos casos está a chegada da estação seca no Haiti, que dá condições menos propícias à propagação da doença. Além disso, o isolamento dos pacientes dentro dos Centros de Tratamento de Cólera (CTC), o tratamento dos lugares contaminados, a cloração da água em diferentes lugares e os amplos esforços de conscientização das pessoas promovidos por MSF e outros agentes tiveram um impacto positivo na contenção da epidemia. "No começo, a população não sabia nada sobre cólera, e estava amedrontada", disse Caroline Séguin. "É muito diferente agora que as pessoas sabem a importância do trabalho de cloração".


Mas é preciso ainda monitorar de perto o quadro, uma vez que a cólera se tornou endêmica no Haiti e que a estação de chuvas já vai começar, aumentando, assim, os riscos da epidemia ressurgir. Caroline Séguin ponderou: "Os números podem aumentar ou diminuir, então nós vamos continuar a monitorar a situação nos próximos meses no Haiti. Nós estaremos prontos para intervir caso haja um novo fluxo de doentes".


Desde o começo da epidemia, mais de 110 mil casos de cólera foram tratados pelas equipes médicas de MSF, em 47 Centros de Tratamento de Cólera (CTC) espalhados pelo Haiti (cerca de 60% dos casos em todo o país). MSF conta com uma capacidade hospitalar de mais de 4 mil leitos para a epidemia. Nestas instalações, a taxa de mortalidade se mantém menor que 2% to total de casos.


Enquanto se adapta à nova realidade da epidemia e reduz as instalações criadas para responder à emergência de cólera, MSF dá continuidade aos projetos de tratamento de traumas físicos, cirurgias, obstetrícia e emergências. Para 2011, o orçamento previsto é de 46 milhões de euros, que serão alocados no gerenciamento de uma rede de seis hospitais, com capacidade de mil leitos, em Porto Príncipe e um em Leogane. Os recursos também serão utilizados para apoiar dois hospitais do Ministério da Saúde, além de para dar suporte aos novos agentes que lidarão com casos de cólera.


Fonte: MSF

Aumenta número de mortes por cólera no Haiti


Porto Príncipe, 25 mar 2011
O número de mortos no Haiti pela epidemia de cólera supera hoje as 4 mil 737 mortes e a cifra pode aumentar em meses próximos, indicou um relatório do Ministério de Saúde Pública e População.

O documento oficial assegura que 261 mil 985 pessoas contraíram a doença desde outubro de 2010 até mediados de março de 2011 e, delas, mais de 140 mil 646 precisaram atenção hospitalar.

De acordo com o Ministério, esta capital é a localidade com maior quantidade de falecimentos por esta causa (cerca de 893), seguido da norteña Antibonite (884) e a sul-oriental Grand Anse (830).

A origem da epidemia permanece no mistério, ainda que um estudo francês estimou uma provável transmissão a partir de soldados nepalenses membros da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti.

As autoridades médicas temem a propagação da doença à vizinha República Dominicana, onde já morreram seis pessoas infectadas.
Fonte: Prensa Latina
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