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Cargueiro do Irã com ajuda para Iêmen entra em águas do Golfo de Áden



17/05/2015

Navio transporta 2.500 toneladas de farinha, arroz, medicamentos e roupas.
Arábia Saudita acusa o Irã de entregar armas à rebelião.

Um navio do Irã com ajuda humanitária destinada ao Iêmen, que navega rumo a um porto iemenita controlado pelos rebeldes, chegou neste domingo (17) ao golfo de Áden, apesar das advertências dos Estados Unidos, informou uma agência iraniana.

O cargueiro "Shahed" transporta 2.500 toneladas de ajuda de primeira necessidade como farinha, arroz, medicamentos e roupas, que são escassos no Iêmen devido aos combates.

Os Estados Unidos pediram ao Irã que entregue a ajuda de acordo com as regras da ONU, através da plataforma de distribuição montada no Djibuti, em frente à costa iemenita.

No entanto, o Irã afirmou que havia se coordenado com a ONU para que o navio descarregue no porto iemenita de Hodeida, no Mar Vermelho, sob controle dos rebeldes xiitas huthis.

No barco encontra-se um jornalista da agência iraniana Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, vários médicos, assim como jornalistas e militantes anti-guerra de Estados Unidos, Alemanha e França.

O capitão do "Shahed", Masud Qazi Mir-Said, disse que espera chegar a Hodeida no dia 21 de maio se as condições meteorológicas continuarem sendo favoráveis, informou a agência Tasnim.

Os Estados Unidos anunciaram que vigiavam o cargueiro, o que irritou as autoridades iranianas, que advertiram contra qualquer tentativa de inspecionar o barco.

A Arábia Saudita, que lidera a coalizão árabe que intervém militarmente no Iêmen desde 26 de março, acusa o Irã de entregar armas à rebelião.

Por sua vez, o Irã afirma que envia apenas ajuda humanitária.

Fonte: G1


Crianças do Iêmen sob risco iminente de desnutrição severa

Crianças iemenitas sob risco de desnutrição. Foto: Unicef

10/05/2015

Unicef alerta para possibilidade de 120 mil menores sofrerem com a falta de comida, de serviços de saúde e de higiene nos próximos três meses; desde 19 de março, 1,4 mil pessoas foram mortas no país e 6 mil ficaram feridas.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

As crianças do Iêmen têm mais risco de morrer de fome do que atingidas por bombas ou balas, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef. O país árabe passa por um conflito desde 19 de março, que já causou a morte de 1,4 mil pessoas e deixou outras 6 mil feridas.

Nesta sexta-feira, o porta-voz do Unicef, Christophe Boulierac, alertou para a possibilidade de 120 mil crianças iemenitas enfrentarem desnutrição severa nos próximos três meses.

Combustível

Segundo ele, os serviços de saúde e de higiene precisam voltar a funcionar normalmente e outro problema são as restrições às importações de combustível e de comida.

O representante do Unicef afirmou que 2,5 milhões de crianças menores de cinco anos sofrem risco iminente de diarreia. E sem campanhas de vacinação adequadas, 1,2 milhão de menores podem contrair pneumonia ou sarampo.

Fuga

Em quase três meses de conflito, 300 mil civis fugiram de suas casas na nação do Golfo. Equipes internacionais de ajuda humanitária estão tendo problemas para entrar no país e ampliar a assistência à população.

Algumas agências parceiras da ONU confirmaram que precisaram suspender a distribuição de comida em vários distritos do Iêmen devido à falta de combustível.

Dengue

O Escritório da ONU para Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha, destaca ser preciso aumentar as importações regulares de combustível. E 90% do país depende da importação de comida.
Além da desnutrição, a falta de saneamento é outro reflexo do conflito, sendo que quase 500 casos de dengue foram confirmados. A Organização Mundial da Saúde está distribuindo kits para o diagnóstico da dengue e da malária.

Nesta sexta-feira, o enviado especial da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, encontrou-se com o presidente do Iêmen, Mansour Hadi e com o vice-presidente e primeiro-ministro Khaled Bahah.

As reuniões, na Arábia Saudita, fazem parte do esforço do enviado em ajudar a solucionar a crise no país.

Fonte: ONU


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